Missile_cruiser_Varyag_in_Vladivostok,_2010

O cruzador Varyag, navio capitânia da Frota do Pacífico russa, pode em breve se unir à força-tarefa no Mediterrâneo por conta de desdobramentos no Oceano Índico. As informações são creditadas a fonte ligada ao comando da Frota do Pacífico.

Uma força-tarefa liderada pelo Varyag suspendeu de Vladivostok na última quarta-feira (18). Espera-se que os navios cheguem no Golfo de Aden em outubro. Alguns meios de comunicação russos chegaram a pontar que o cruzador substituiria o Moskva no comando das forças próximas à costa da Síria. “O Varyag conduzirá diversas missões no Oceano Índico até o fim deste ano, e pode vir a integrar as forças Russas no Mediterrâneo se for necessário”, afirma a fonte

A fonte não especificou o tipo de missão atribuída ao cruzador, mas afirmou que a passagem pelo Mediterrâneo não é uma prioridade para a força-tarefa.

A Rússia começou a concentrar meios navais na região do Mediterrâneo no ano passado. Em Dezembro de 2012 a Marinha estabeleceu um efetivo constante em resposta ao aumento das tensões regionais por conta da guerra civil na Síria.

Desde maio deste ano, os navios russos na área foram englobados em uma única força-tarefa sob um comando operacional específico. Atualmente as forças navais russas na região compreendem dez navios: o cruzador Moskva, os contratorpedeiros Smetlivy e Admiral Panteleyev, a fragata Neustrashimy, e os navios de assalto anfíbio Nikolai Filchenkov, Peresvyet, Admiral Nevelskoi, Minsk, Novocherkassk e Alexander Shabalin.

O navio de assalto anfíbio Yamal – da Frota do Mar Negro – tem previsão de chegar ao Mediterrâneo no fim de setembro.

FONTE: RIA Novosti (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

27 Responses to “Mais um cruzador russo pode integrar força-tarefa no Mediterrâneo” Subscribe

  1. Ivan 20 de setembro de 2013 at 23:06 #

    São 3 (três) cruzadores russos classe Slava:
    - Moskva (Frota do Mar Negro);
    - Ustinov (Frota do Mar do Norte); e
    - Varyag (Frota do Pacífico).

    Todos lançados entre 1979 e 1983.

    Um quarto, lançado em 1990, havia ficado na Ucrânia, mas não sei como está hoje em dia. Seria o ‘Ukrayina’, que ficou com a Ucrânia mas possivelmente volta para a Rússia.

    São navios com deslocamento standard de 9.800 a 10.000 tons., sendo que totalmente carregado fica entre 11.200 e12.500 tons., com um coprimento de 186 metros e boca de 21 metros.

    Propulsado por 4 (quatro) turbinas a gas que entregam cerca de 110.000 shp (pouco mais que um Arleigh Burke ou Tico americano), pode ultrapassa 30 nós em velocidade máxima.

    Tripulado por meio milhar de oficiais e praças, está armado com uma grande quantidade de mísseis, que muitos podem considerar ultrapassados, mas que impõe respeito.

    Antinavio (ou Carrier Killer)
    16 x P-500 Bazalt (cod Otan SS-N-12 Sandbox)

    Antiaereo:
    8 x 8 (64) ) S-300PMU Fort (cod Otan SA-N-6)
    2 x 2 OSA-M (cod Otan SA-N-4 Gecko)

    Canhões:
    1 duplo (twin) AK-130 130mm/L70 – para AAW, ASuW e apoio de fogo;
    6 de 6 canos de 30mm AK-630 – o CIWS russo.

    Defesa ASW:
    2 x 12 RBU-6000 – o clássico morteiro antisubmarino russo;
    2 x 5 (10) tubos lança torpedo de 533mm.

    Sds.,
    Ivan Ivanovich.

  2. Ivan 20 de setembro de 2013 at 23:09 #

    Uma foto do Varyag:
    http://www.jeffsfo.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/varyag01.jpg

  3. joseboscojr 21 de setembro de 2013 at 0:48 #

    Ivan,
    O Varyag e o Moskva parece que foram armados com uma versão de maior alcance do P-500 (550 km) designada de P-1000 (700 km).
    Em sendo verdade é o míssil de cruzeiro antinavio de maior alcance do mundo.

  4. joseboscojr 21 de setembro de 2013 at 1:20 #

    Algumas informações sobre os mísseis russos são altamente inconsistentes.

    Por exemplo, o P-500 Bazalt (SS-N-12), propulsado por turbojato, é de 1975, pesa 4,8 toneladas, tem uma ogiva convencional de 1 t e um alcance de 550 km, havendo como disse uma versão com 700 km de alcance (P-1000 Vulcan).

    Já o mais moderno P-700 Granit (SS-N-19), de 1985, também propulsado por turbojato, pesa 7 toneladas, tem uma carga de 750 kg e um alcance máximo de 500 km (alguma fontes reportam ser de 625 km).

    Ou seja, o míssil mais moderno e mais pesado (bem mais pesado, diga-se de passagem) leva uma ogiva menor num alcance também menor.
    Ambos são propulsados por um turbojato.

    Durma-se com um barulho desses.

  5. Ivan 21 de setembro de 2013 at 1:34 #

    Bosco,

    É isso mesmo.

    O Varyag passou por um overhaul antes de ir para o Pacífico em 2008, onde desconfio que trocaram o sistema de mísseis pelo P-1000.

    Agora quem passou ou está passando por um overhaul é o Ustinov (em 2012). Em seguida deve ir para o Pacífico, no lugar do Varyag.
    http://rusnavy.com/news/navy/index.php?ELEMENT_ID=11830
    Será que eles tem mais P-1000 para este também?

    De qualquer maneira o P-1000 mesmo sendo melhor que o P-500 (uso de titânio em algumas partes substituíndo aço, melhor motor), usa um sistema similar ao mais antigo, o que deve facilitar a integração.

    Estes Slavas e os Kirovs mereciam mísseis com desenhos e materiais furtivos.

    De qualquer forma estes cruzadores, como ‘carrier killer’ parecem navios suicidas. Não seria apenas seus mísseis que atuariam como kamikazes, mas o próprio navio teria missão única.

    Independente de ter ou não sucesso em um ataque contra uma força tarefa centrada em porta aviões, certamente sua posição seria plotada e em seguida caçado até afundar.

    Abç.,
    Ivan.

  6. Ivan 21 de setembro de 2013 at 1:39 #

    …leva uma ogiva menor num alcance também menor.”

    O P-700 (SS-N-19 para Otan) tem uma versão com ogiva termonuclear de 500kt. Talvez o arranjo para que o mesmo míssil possa levar uma (convencional) ou outra (nuclear) ogiva tenha comprometido a carga total.

    Seja como for, a ‘precisão’ das informações russas já é bem conhecida.

    Abç.,
    Ivan.

  7. Mauricio R. 21 de setembro de 2013 at 1:46 #

    Operação Cata Bagulho!!!
    Os russos desesperadamente catando qualquer coisa que flutue, p/ ajudar seu aliado enrolado na Síria.

    Ivan e Bosco,

    No site do Solomon existiu uma tread, de que esses navios da classe “Slava” seriam na verdade “DDG-51 killers”, pois a função principal do escolta americano é AAW, assim a classe inteira estaria mto vulnerável a maior quantidade, alcance e stoping power dos SSM russos.

  8. joseboscojr 21 de setembro de 2013 at 2:22 #

    Outros navios russos ainda são armados com os mais modernos mísseis supersônicos propulsados por ramjet, como o P-270 Moskit (SS-N-22), o P-800 Onix (SS-N-26) e futuramente o 3M-54E Klub (SS-N-27), este, subsônico com um estágio terminal supersônico.
    Todos estes com ogivas menores que 350 kg e alcance máximo de 300 km.

    Já lançados de bombardeiro tem o semibalístico AS-4 (Kh-22) com 600 km de alcance, Mach 4.6 e ogiva de 1 tonelada, com propulsão por motor foguete líquido.
    Futuramente haverá uma versão modernizada deste míssil com quase 1000 km de alcance, o Kh-32.

    Aviões táticos podem levar os mísseis Moskit, Onix, Klub e o “pequeno” Krypton.

    Já os mísseis antinavios subsônicos usados pela Rússia estão em franco desuso, remanescendo apenas o antigo P-120 Malakhit (SS-N-9) lançado da superfície (por algumas lanchas) e o moderno SS-N-25 (Kh-35), este último muito parecido com o Harpoon, lançado tanto da superfície quanto de aeronaves.

  9. joseboscojr 21 de setembro de 2013 at 2:34 #

    Ivan,
    Pode até ser (a ogiva nuclear) mas do mesmo modo que os mais recentes tratados de limitação de armas nucleares entre a Rússia e os EUA tiraram os Tomahawks nucleares dos submarinos e as bombas nucleares dos porta-aviões, não creio que esses mísseis russos tenham ainda armas nucleares.
    Mas o nível de informação, como você frisou, é bem baixo e pouco confiável. No máximo podemos especular.

    Maurício,
    Sem dúvida se um DDG-51 for pego sem estar na cobertura de um porta-aviões a coisa poderia azedar, mas sinceramente não confio muito nesses mísseis supersônicos turbojatos como sendo capazes de penetrar as defesas de um destróier americano. Claro, sempre há a possibilidade de um ataque de saturação,que com certeza seria a tática empregada, o que aumentaria muito as chances dos russos.
    Já os mais recentes mísseis ramjet, são bem mais letais pra fazer o serviço.
    De outra forma penso que a consciência situacional americana sobre todos os oceanos do mundo seja tão grande que dificilmente um DDG-51 se colocará em posição desfavorável.
    De qualquer forma está vindo por aí o LRASM ou/e uma nova versão do Toamahawk Block IV, com capacidade antinavio

  10. GHz 21 de setembro de 2013 at 7:26 #

    joseboscojr disse:
    21 de setembro de 2013 às 1:20

    > Ou seja, o míssil mais moderno e mais pesado (bem mais pesado, diga-se de passagem) leva uma ogiva menor num alcance também menor.
    > Ambos são propulsados por um turbojato.

    Penso que a diferença de alcance se dê em razão de diferentes perfis de voo.
    Parece que o SS-N-12 adota uma trajetória integralmente alta, mergulhando sobre o alvo no final. Isto justificaria um alcance maior, facilitaria a guiagem intermediária, mas teria o ponto negativo de possibilitar a detecção e engajamento do míssil a distâncias maiores.
    O SS-N-19, por sua vez teria um perfil de voo predominantemente baixo supersônico, talvez com um ou dois “saltos” para guiagem intermediária. O alcance diminui bastante, mas também diminui bastante a probabilidade de engajamento antecipado (exceto se houver uma aeronave AEW no sistema defensivo do alvo).

    [[ ]]

  11. daltonl 21 de setembro de 2013 at 9:58 #

    “não seria apenas seus mísseis que atuariam como kamikazes, mas o próprio navio teria missão única.”

    Ivan…desconheço essa doutrina suicida dos russos, de qualquer maneira se tentarem, esse cruzador terá o mesmo fim do Yamato.

    Interessante que juntamente com o Moskva está o “destroyer” Smetlivyy
    comissionado em 1969, o último sobrevivente da classe Kashin e o
    “Ropucha” Nikolay Filchenkov comissionado em 1975.

    Os demais “Ropuchas” são na maioria do início dos anos 80 o que denota uma avançada idade de muitos dos meios navais russos.

  12. Ivan 21 de setembro de 2013 at 12:26 #

    Admiral Dalton,

    Também não conheço uma doutrina suicida dos russos e não foi isso que tentei expressar. O que acredito é que tanto os Slavas como os Kirovs dificilmente escapariam após um ataque, tendo sucesso ou não.

    Estes grandes cruzadores teriam uma atuação parecida com aquela dos barcos (lancha?) lança mísseis e antigas torpedeiras, partem para caça em um posição de bloqueio, atiram e correm para o porto ou área segura. Só que em dimensões proposcionalmente expandidas e contra grandes alvos.

    Observando o mapa da Rússia, percebemos claramente suas limitações de acesso aos oceanos e a necessidade de proteger estes.

    Por exemplo, não faria sentido Slavas e Kirovs operando no meio do Atlântico Norte, sem cobertura aérea, caçando porta-aviões. Contudo, no Mar do Norte, se projetando um pouco antes da falha GIUK (ou fechando esta), com cobertura de caças e aeronaves MR, poderia impor algum respeito no final do século passado.

    Claro que um grupo tarefa centrado nestes cruzadores de batalha modernos seria incapaz de sustentar um combate continuado contra um outro centrado em porta aviões. Mas a idéia dos russos / soviéticos não passava por um combate sustentado, mas para um combate rápido e definitivo.

    Abç.,
    Ivan.

  13. Ivan 21 de setembro de 2013 at 12:26 #

    Curioso ver um antigo Kashin ainda em operação.

  14. daltonl 21 de setembro de 2013 at 13:08 #

    Ivan…

    complementando o que vc escreveu, há de se notar que esses cruzadores foram projetados em uma época em que os soviéticos tinham sérias aspirações de tornar-se uma marinha de águas azuis, como o exercício “Okean 75″ em 1975 demonstrou e que causou consternação aos EUA.

    Mas já no início da década seguinte os soviéticos começaram a perder
    fôlego, mas a real e ruim situação da marinha russa só seria conhecida
    em maiores detalhes depois do fim da guerra fria.

    abs

  15. joseboscojr 21 de setembro de 2013 at 22:02 #

    A grande capacidade antinavio dos navios russos não está passando despercebida pelos americanos.
    Se antes eles tinham o Tomahawk TASM com alcance real de 450 km (provavelmente um alcance em linha reta de mais de 600 km) hoje os americanos contam só com alguns poucos Harpoon (130 km) e menor quantidade ainda de navios dotados do SM-6 (300 km).
    Mas visivelmente o comando da USN está antenada e preocupada com essa inferioridade, que só não é maior pelo fato dos navios russos terem braços longos mas serem míopes. Tanto é assim que o programa LRASM está progredindo apesar dos cortes do orçamento.
    Também parece que segue o programa que visa prover o Tomahawk Block IV de capacidade antinavio de modo a servir de tampão até que o míssil mais avançado esteja disponível e distribuído na frota.
    Tudo bem que a cobertura aérea provida pelos porta-aviões (os 18) e a cobertura submarina provida pelos mais de 50 submarinos nucleares de ataque além da grande variedade de bases aliadas dos americanos distribuídas no mundo trazem algum alento para os quase 100 escoltas da USN, mas pensar que sempre haverá um porta aviões ou um submarino por perto não é o que se pode chamar de conduta adequada.
    No caos de um conflito a exceção é a regra e é inconcebível que um destróier Aegis não consiga se virar sozinho no caso de um combate naval com unidades russas ou chinesas.
    Mísseis de grande alcance não são só essenciais para a USN, mas são urgentes.

  16. daltonl 22 de setembro de 2013 at 10:43 #

    Boscão…

    uma curiosidade: como você chegou ao número de 18 “porta-aviões” ?
    Mesmo adicionando os grandes anfíbios de convoo corrido, que raramente irão operar como “porta-aviões” a minha conta não fecha :)

    Independentemente, a situação da US Navy é ainda mais sombria quando sabemos que vários NAes e Anfíbios sempre encontram-se em
    manutenção sem falar em escoltas e submarinos.

    Mas a situação dos russos é ainda pior: a espinha dorsal da marinha russa são os Udaloys I que não contam com mísseis antinavios e falta
    a eles proteção antiaérea de área e os poucos Sovremennys que
    possuem misseis antinavios pouco saem do porto.

    Os chineses por outro lado estão construindo grandes navios, mas a
    maior preocupação dos EUA continua sendo não combater russos e chineses diretamente mas as armas que eles constroem e vendem à
    nações hostis.

    Com certeza você deve ter lido sobre o teste do LRASM disparado por um B-1 que foi um sucesso, pois ao contrário do harpoon, ele pôde
    identificar o navio certo a ser atingido, ao contrário da tendência do harpoon de poder atingir um navio neutro no meio de navios hostis
    principalmente em áreas litorâneas.

    Mas o LRASM ainda corre o risco de não vir a ser adotado, tudo irá depender de como serão os cortes no orçamento.

    abs

  17. joseboscojr 22 de setembro de 2013 at 12:04 #

    Daltão,
    Eu não quis ser preciso, mas pelo que eu saiba existem 10 porta-aviões (prefiro este termo ao de navio aeródromo) na ativa, 1 sendo construído, 7 “navios de assalto” na ativa e um em construção, o que dá 19. rsrsrs
    Mesmo numa situação em que um navio de convés corrido não opere na função de controle de área marítima a capacidade de vigilância naval americana (inclusive via satélite) permitirá aos F-35B efetuar ataques contra unidades navais bem antes que estas possam chegar na distância de lançamento de seus mísseis antinavios.
    Um abraço.

  18. joseboscojr 22 de setembro de 2013 at 12:09 #

    Daltão,
    Vou procurar um fórum onde os participantes (de alto nível técnico) discutem sobre esse tema (míssil americano x míssil russo) e vou postar o link aqui.
    Vou ver se acho…
    Um abraço.

  19. joseboscojr 22 de setembro de 2013 at 12:18 #

    Daltão,
    Independente de um ESG não ter um AEW, na função antinavio ele será (quando tiver o F-35B) tão letal quanto um CVBG na função antinavio tendo em vista o grau de vigilância da USN nos oceanos.

  20. joseboscojr 22 de setembro de 2013 at 12:38 #

    Daltão,
    Esse fórum é interessante. Você já deve conhecer mas vamos lá:
    -http://navy-matters.blogspot.com.br/2013/09/lrasm-update.html-

  21. daltonl 22 de setembro de 2013 at 15:11 #

    Boscão…

    é um dos sites que visito regularmente, mas, como já escrevi antes, não vou muito à fundo em questões muito técnicas senão cansa muito o “tico e o teco” :)

    Quanto ao número de NAes, você está correto, já o número de LHDs/LHAs é de 9 hoje e não 7, com mais um em construção, só que esse em construção irá substituir o mais antigo, permanecendo 9.

    SE e esse é um grande SE, os cortes não forem tão severos, a idéia é
    ter 11 NAes com o comissionamento do futuro USS Gerald Ford em 2016
    e entre 2018 e 2023 comissionar outros dois LHAs, um desses 2 já em construção, aumentando também o número para 11.

    Só para atualizar…o termo CVBG caiu em desuso já…agora é CSG,
    Carrier Strike Group.

    Quanto ao ESG, a US Navy abriu mão também já faz uns 5 anos, voltou a ser apenas ARG. Simplesmente não há combatentes de superfície nem submarinos em número suficiente para atrela-los aos anfibios, então hoje é preferível que esses navios e submarinos saiam em missões independentes para maior flexibilidade.

    abs

  22. Wagner 24 de setembro de 2013 at 14:57 #

    Isso sim é conversa de caras que entendem do assunto.

    Excelente aula, senhores !

    Bom, eu vou torcer para a Rússia arrumar a casa aos poucos, tal como está fazendo.

    O problema é a grana… muuuuita grana…. é muito recurso para Moscou gastar em poderosos e novos destroieres para competir com a USN.

    Prefiro uma produção sustentavel de Gorshkovs e aquelas corvetas novas, para defesa litoranea.

    Afinal, ao menos por enquanto, a ideia é impedir um ataque ao litoral russo e defende-lo, e não disputar os oceanos em batalhas encarniçadas com a USN…

    sds

  23. Ivan 24 de setembro de 2013 at 15:38 #

    Wagner,

    Entendo seu carinho pela “mãe” Rússia.
    Outros tem pela Alemanha, América do Norte, Espanha, França, Itália, Portugal e ainda por Israel.

    Mas larga um pouco da US Navy e dos Yankees.

    O grande adversário de Moscou na Ásia e no Pacífico será a China continental. Esta já está disputando influência na Ásia Central e se vc prestar atenção no Vietnam, verá um aliado e ponto da apoio avançado dos russos nas passagens entre oceanos.

    Outra potencial disputa será mais simples, a velha luta por território.
    O extremo leste da Rússia, região pouco habitada vizinha a China, tem recebido constante fluxo de imigrantes chineses ilegais. Os números não são claros, como tudo naquela região, mas falam entre e 3 (três) e 5 (cinco) milhões de chineses e descedentes.

    Slavas e Kirovs não são problema para a US Navy, mas podem ser importantes em assegurar uma passagem para um aliado da região, como o Vietnam, que venha a ser acossado pelo Dragão Vermelho.

    Abç.,
    Ivan.

  24. MO 24 de setembro de 2013 at 16:17 #

    Ow Ivan, pq será que ninguem tem pelo Acre, seria pq ele não existe e logo não existem quem gota dele …. ???? (Uma duvida que me enduvidesse muito)

  25. MO 24 de setembro de 2013 at 16:19 #

    Sei não Ivan nao queria bater de frente com um destas ai nao, mesmo que estivesse em um BB

  26. Ivan 24 de setembro de 2013 at 18:22 #

    MO,

    Devo ter me expressado mal.

    Sem querer desmerecer os cruzadores de batalha russos, acredito que ‘usamericanus’ tem outras preocupações maiores que estes caçadores de superfície. A cobertura Aegis atual deve ser suficiente para deter o ataque de um ou dois Slavas.

    Mas há outras ameaças à US Navy mais importantes e factíveis que precisam ser enfretadas, principalmente nas batalhas pelo acesso.

    Acredito que os Slava podem ter uma missão importante, além de caçar super carriers ou DDG Aegis, que é assumir posições de bloqueio em apoio à nações aliadas da Rússia. Sua capacidade de disparar uma salva de 16 (dezesseis) mísseis ASuW, um razoável armamento AAW, bom conjunto de sensores (para os padrões russos) e uma suíte de comunicação que permite manter canal aberto com Moscou, além de capitanear uma pequena frota, é importantíssimo.

    Hoje estão no Mediterrâneo.
    Amanhã podem estar no Golfo de Tonkin ou próximo às ilhas Spratly.

    Abç.,
    Ivan.

  27. MO 24 de setembro de 2013 at 18:47 #

    Ivan eu penso mais ou menos o que comentei no face do Bozoh minutos atras

    Alexandre Galante
    há 8 minutos ·
    Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. – Hebreus 11:1
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    Marcelo Lopes ih os sapiencias tem feh de monte entaum … veem Rafale e Freem em tudo quanto eh lado … kkkk
    há 7 minutos · Curtir · 2

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