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DDG 1000 - 2

O destróier Zumwalt é um dos navios mais exóticos já construídos, em qualquer época. Angular e furtivo, as linhas do navio são quase tão diferentes de outros destróieres como os monitores Virginia/Merrimac foram dos veleiros de sua época. Em alguns aspectos, a silhueta do Zumwalt realmente remonta aos couraçados confederados construídos na época da Guerra de Secessão nos EUA, bem como ao Dunderberg do Norte.

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CSS Virginia

 

A cerimônia de batismo formal do Zumwalt prevista para 19 de outubro, foi adiada devido à paralisação do governo, mas os construtores navais da Bath Iron Works continuam a preparar o navio para o lançamento, deve acontecer antes do fim do mês.

A missão principal dos navios da classe “Zumwalt” (DDG 1000) será prover apoio de fogo naval e defesa aérea em áreas litorâneas, onde navios grandes são mais vulneráveis, e atuarão possivelmente como navios-capitânia em grupos-tarefa compostos por LCS (Littoral Combat Ships) e submarinos.

O deslocamento estimado será de 14.500t e os navios terão também capacidade anti-submarino, ataque à superfície e defesa contra mísseis balísticos. Espera-se que as avançadas características “stealth” da classe criem incerteza nas forças inimigas quanto à sua localização. O eco no radar produzido por um DDG-1000 é igual ao de um pequeno navio pesqueiro e a assinatura acústica semelhante a de um submarino classe “Los Angeles”!

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FONTE: Blog Intercepts do Defense News / FOTOS: Marinha dos EUA/General Dynamics Bath Iron Works, Michael C. Nutter

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

14 Responses to “Destróier ‘Zumwalt’ (DDG 1000) pronto para o lançamento” Subscribe

  1. jacubao 17 de outubro de 2013 at 23:48 #

    Vixi maria, parece até um destróier estrelar, hehehehe….

  2. MO 18 de outubro de 2013 at 7:45 #

    em verdade parece com p______nenhuma … kkkk

  3. Ivan 18 de outubro de 2013 at 10:47 #

    Eu gosto muito do projeto do DDG-1000, um verdadeiro cruzador, como outros tantos do passado, capaz de executar missões de ataque e interdição independente de uma força tarefa maior.

    Sim, entendo esse DDG como cruzador e nunca como Destroyer. Principalmente pela missão principal proposta, mas também pelo porte e armamento.

    Mas há diversas controvérsias acerca dos classe Zumwalt. Uma crítica ácida foi feita pela Navy Matters em dezembro de 2012.

    Com meu inglês limitado, traduzi o texto para o português, língua que escrevo com dificuldade (se é que sei escrever alguma coisa… rs rs). Espero que possa contribuir para um bom debate:

    O Advanced Gun System (AGS )*, desenvolvido para o destroyer classe Zumwalt DDG -1000 é um canhão de 155 mm, em uma montagem furtiva. A arma (e navio, em certo sentido, uma vez que foi construído em torno da arma) foi desenvolvido em resposta à aposentadoria dos battleships (navios de linha) e as diferenças, resultando em apoio de fogo naval para as tropas em terra.

    Enquanto 155 milímetros é o tamanho padrão da OTAN e do Exército dos EUA , inexplicavelmente, AGS da Marinha não vai ser capaz de disparar qualquer um dos rounds existentes, negando, assim, o acesso da Marinha para um estoque enorme de munição. Tenha em mente que a munição AGS é o Long Range Land Attack Pojectile (LRLAP), que é um projétil assistido por foguete com capacidade estendida de deslizar para maior alcance. Assim, a AGS é, essencialmente, uma arma de lançamento de mísseis em vez de uma arma naval padrão. O LRLAP tem um alcance relatado de cerca de 70 milhas e usa orientação GPS com canards de controle de vôo. Esforços estão sendo feitos para alcançar comunhão com a NATO / Exército de 155 rounds na medida do possível. Hmm… Parece que deveria ter sido o primeiro critério? Cabeças de busca estão sendo investigados para futura inclusão.

    Outros relatos afirmam que o AGS não pode ser usado em um papel anti-navio que não está claro por que isso acontece (a natureza guiada por GPS do LRLAP, presumivelmente?). A embarcação naval com armas que não podem ser usados contra outros navios parece míope.

    O AGS é um sistema totalmente automatizado de miniciamento de ataque por baixo e manipulação para carregamento e operação do canhão, em si. Enquanto isto reduz os requisitos da tripulação também requer uma enorme quantidade de volume interno que especialmente dedicado ao armazenamento de munições e movimento. O AGS Intra-Ship Rearmament System (AIRS)*, que é o sistema automatizado para mover paletes do convés de vôo para os magazines, ocupa enorme volume interno. Tanto a arma e manuseamento de munições são totalmente elétricos por oposição aos sistemas hidráulicos anteriores. Os requisitos de energia são relatados por ser de 800 kW por montagem, que impede a montagem do sistema para outras classes de navios.

    A taxa de forgo é de 10 rds / min. Tamanho do magazine tem sido relatada como sendo 304 tiros por arma. Rounds são armazenados em paletes de oito para facilitar o manuseio automatizado.

    Defense Industry Daily reporta que cerca de US$ 1,4 Bi foi gasto até agora para o desenvolvimento do AGS, AIRS e LRLAP e o trabalho ainda está longe de estar completo. Isso é um monte de dinheiro para desenvolver um sistema de arma.

    Em resumo, o que a Marinha tem é uma arma de ataque terrestre dedicado com alcance mais adequado em comparação com canhões navais convencionais. Isso pode muito bem vir a ser uma arma de apoio de fogo naval muito eficaz, mas o valor relativo ao custo parece suspeito, e, quando a incapacidade de fogo contra navios na superfície é contabilizado, o sistema parece muito restrito. Posso não ajudar, mas pergunto se o já desenvolvido canhão Mk71 8″ não teria sido um melhor ponto de partida!

    * (AGS) Sistema de Canhão Avançado;
    ** (AIRS) Sistema Interno do Navio de Rearmamento para o AGS.

    O link:
    http://navy-matters.blogspot.com.br/2012/12/ags-ddg-1000-gun-system.html

    Como um antigo infante respeito muitíssimo uma boa boca de fogo, principalmente uma automática de 155mm. Entendo também que a US Navy estava devendo bons navios para apoio de fogo e/ou ações de interdição sem apoio da aviação embarcada, tendo em vista que essa última pode ficar temporariamente impedida de agir. Mas as questões levantadas são interessantes e merecem reflexão.

    Cordiais saudações,
    Ivan, sem tempo. :)

  4. daltonl 18 de outubro de 2013 at 11:40 #

    Ivan…

    queria entender o que passa pela cabeça do comando da US Navy…talvez estejam querendo fazer demais com poucos recursos e experimentar demais e pode ser no fim que nós entusiastas e mesmo profissionais estejamos completamente errados e eles provem estar certos no futuro, mas, só o tempo dirá.

    Quanto ao canhão de 8 polegadas, ele foi testado a bordo do USS Hull nos anos 70 e concluiu-se que não era preciso o suficiente e o programa foi cancelado.

    Você escreveu que o Zumwalt mereceria o título de cruzador pois pode ” executar missões de ataque e interdição independente de uma força tarefa maior.”

    Será que pode tudo isso mesmo ? Parece ao menos a mim que trata-se de um navio “especializado” para guerra nos litorais e apesar do texto dizer que ele terá capacidade antibalistica, não portará SM-2s muito menos o SM-3, provavelmente mais de 50 por cento dos silos terão sim o tomahawk.

    Tamanho de cruzador, mas não a função de um e na minha opinião aí está a vantagem da palavra “destroyer”
    ao classificar um navio.

    Destroyer, como vc bem sabe, vem de ” torpedo-boat destroyer ” que foi abreviado apenas para destroyer, ou “destruidor” em portugues ou “destructor” em espanhol.

    Já no nosso caso por exemplo, contra-torpedeiro, se tirarmos o torpedeiro, fica só o “contra”, não a toa os franceses adotaram uma interessante classificação.

    Utilizam apenas o termo fragata, mas para suas fragatas maiores com maior função antiaerea utilizam o indicativo “D” no casco e para suas fragatas menores o indicativo “F” e nada mais do saudoso “contre torpilleurs” :)

  5. Observador 18 de outubro de 2013 at 17:57 #

    jacubao17 de outubro de 2013 at 23:48 #

    Pois para mim parece a versão do Submarino Nautilus que apareceu no filme “A Liga Extraordinária”:

    http://leagueextraordinary.deviantart.com/art/LXG-Nautilus-313526438

    No filme chamavam o submarino, devido ao seu formato, de “Espada do Oceano”.

    O DDG 1000 bem merece este apelido.

  6. nunes neto 18 de outubro de 2013 at 19:48 #

    Observador, tb me lembrei do Nautilus, esse ai, só falta submergir.

  7. Fernando "Nunão" De Martini 18 de outubro de 2013 at 21:24 #

    “só falta submergir”

    Submergir é uma das coisas mais fáceis para qualquer navio por aí conseguir.

    Difícil mesmo é emergir depois.

  8. joseboscojr 19 de outubro de 2013 at 0:07 #

    O AGS pode ter 155 mm de calibre real mas deveria ter sido nominado com sendo de 156 ou 160 mm. Este ato simples deixaria claro que ele não é compatível com os projéteis de 155 mm da NATO e não haveria cobranças neste sentido.

  9. Ivan 19 de outubro de 2013 at 9:46 #

    Admiral Dalton,

    Também gostaria de saber o que se passa pelas cabeças da US Navy, mas no caso dos Zumwalts há algumas pistas.

    Primeiro
    Naval Gunfire Capability era um combrança constante, tanto pelos Marines como por vários seguimentos do Congresso americano. Com a aposentadoria dos BB e dos últimos cruzadores pesados (8″) americanos ficou esta lacuna que não pode ser preenchida por aeronaves.

    Segundo
    Os norte americanos foram infectados pelo vírus “Complexidadae Totalis”, com brilhantes excessões como o F-86 e F-16. Se por um lado é positivo, acelerando o desenvolvimento técnico e cietífico, por outro eleva exponencialmente os custos.

    O DDG-1000 é um navio construído em torno de um sistema de canhões, o AGS, como o A-10 Warthog e o GAU8 Avenger, mas com uma “roupa” de F-35 Lightnig II e a curva de custo deste último.

    Possivelmente a necessidade de apoio de fogo naval pudesse ser atendida com canhões de 203mm (8″) em uma dúzia de destroyers/cruisers. O Mk71 de oito polegadas testado no Hull poderia ser um bom ponto de partida, pois apesar dos problemas que vc apontou, os yankees já construíram e lutaram com centenas de canhões neste calibre.

    Mas confesso que sou suspeito, pois gostava muito dos cruzadores pesados armados com canhões de 203mm, particularmente a classe Des Moines.

    No final estão construíndo um excelente navio (penso ainda que é cruzador) para suporte de fogo, porém complexo, caro e quase monotarefa. Para completar, já que construíram tudo novo, inclusive a munição, poderiam muito bem ter aumentado o calibre para o bom, velho e pesado 8 inch.

    De qualquer forma será um navio impressionante, capaz de missões de interdição sob qualquer tempo independente da aviação de caça. Aguardo para ver esta belonave navegando.

    Abç.,
    Ivan.

  10. Ivan 19 de outubro de 2013 at 9:52 #

    Bosco,

    Penso que o o AGS foi nominado como 155mm propositalmente. Seria uma forma de “dar a impressão” que usaria o mesmo calibre que as outras armas da Otan, o que inclui US Army e US Marine Corps.

    Uma jogada de mkt para aprovar orçamento.

    Abç.,
    Ivan.

  11. Control 21 de outubro de 2013 at 14:47 #

    Srs

    Como bem citou o Almte Dalton, parece que a cúpula da US Navy está meio perdida, haja visto o DDG 1000 e os LCS.
    O DDG 1000 parece a resposta errada para o problema do apoio de fogo para os marines bem como para o conceito de um navio capaz de operar sem cobertura aérea.
    Talvez, a explicação é que a época é de um ponto de inflexão nas marinhas de guerra como foi o período do fim do século 19 e início do século 20.
    Se este for o caso, talvez a melhor opção, seria desenvolver pequenas séries de navios ou adaptar alguns para os novos equipamentos e idéias (UUV´s, Porta UUV´s, UCAV´s, Porta UCAV´s, stealth, armas de energia, PEM) e experimentar sua utilidade e as novas táticas e estratégias possíveis com eles. Só depois, partir para pesados investimentos.
    Parece que a US Navy não pensa assim, talvez fundada em necessidades excludentes, planejadores confusos e uma grande máquina de marketing dos fornecedores, o que tem resultado em projetos estranhos, limitados e, principalmente, muito caros.
    Uma volta ao be a ba talvez fosse útil para a US Navy e para os pensadores da guerra naval, em geral.

    Sds

  12. joseboscojr 21 de outubro de 2013 at 16:24 #

    Control,
    Em relação ao LCS eu até concordo (até porque há dois LCS distintos, o que é um completo disparate) que a USN meteu os pés pelas mãos, mas não em relação ao DDG-1000.
    O DDG-1000, apesar do custo e das inúmeras inovações, é um bom projeto.
    Pena que serão apenas 3, o que fica mais parecendo um navio testando conceitos que propriamente um destróier (ou canhoneira ???. rsrss) operacional.
    Um abraço.

  13. daltonl 21 de outubro de 2013 at 16:43 #

    Se fosse só o DDG 1000 e o LCS, mas tem também o futuro USS Gerald Ford que está revelando-se mais dificil de construir do que parecia e mais caro também !

    Os 2 primeiros LHAs América, serão construídos sem
    doca alagável, porém já mudou-se de opinião e a partir
    do terceiro voltarão a ter a doca…mais custos.

    Navios importantes sendo descomissionados sem contrapartida e um plano de construção de 30 anos que mais parece sonho.

    Talvez no fim tudo se ajeite :)

  14. MO 21 de outubro de 2013 at 17:15 #

    Em tempo: Pela primeira vez uma embarcação com bandeira de Montenegro em SSZ =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/10/mv-kotor-4oce-primeira-escala-de-um.html

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