quinta-feira, outubro 21, 2021

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Amazul: Brasil pode passar a ter um dos maiores territórios marinhos

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

amazonia_azul

Com a Amazônia Azul, zona de exploração exclusiva do mar territorial, que inclui a plataforma continental, o Brasil deve ganhar cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados de território, ou 42% dos seus 8,5 milhões de km2.

Durante exposição nesta quarta feira (4) no Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados, o diretor técnico-comercial da empresa estatal Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), Leonam dos Santos Guimarães, explicou que só falta a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecer cerca de 300 mil km2.

Leomam acrescentou que, com esse reconhecimento, o Brasil passará a contar com um dos maiores territórios marinhos, suplantado apenas pelo Canadá e Rússia.

De acordo com o almirante Ney Zanella dos Santos, diretor-presidente da Amazul, que também participou da reunião, a pesquisa, proteção e exploração de todo este novo território ainda está nos primeiros passos. “O primeiro foi o início na exploração do pré-sal, uma grande riqueza, mas outras de mesma, ou maior importância, estão por ser descobertas, a exemplo da fosforita já detectada na Elevação do Rio Grande, conhecida como a “Atlântida Brasileira”, disse Ney Zanella.

A Elevação do Rio Grande, como na lenda da Atlântida, é parte do continente em frente ao Rio Grande do Sul que submergiu no oceano.

maquete_submarino_nuclear-brasileiro

Orçamento da Amazul

A Amazul é responsável pelo Programa Nuclear da Marinha Brasileira, que inclui a construção do primeiro submarino à propulsão atômica do País. A estatal tem orçamento neste ano de R$ 220 milhões e uma previsão orçamentaria para o próximo ano de R$ 330 milhões. “O nosso capital é o pessoal técnico – observou Leonam – contamos muito com parcerias. A atuação brasileira nesta área ainda é modesta em proporção ao tamanho do seu interesse econômico e estratégico do País. O mar profundo é uma prioridade econômica. Nosso petróleo vem e virá cada vez mais de águas mais profundas”. O local mais profundo já localizado na região tem mais de 5.500 metros.

Entre os projetos já em andamento da Amazul está o navio de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira”, uma parceria entre Petrobrás, que arcará com mais da metade do custo total de R$ 120 milhões, e parceiros minoritários: Vale, Marinha e Ministério de Ciência e Tecnologia.

Além do navio com possibilidade de trabalho conjunto, está o Veículo de Imersão Profunda (VIP), com capacidade para três ou quatro tripulantes. Somente cinco países possuem este tipo de submarino: EUA, Rússia, França, China e Japão.

O veículo japonês, Shinkai 6500 já operou ao longo do nosso litoral chegando a profundidades de até 2 mil metros. Um submarino comum navega até 350 metros. A “Atlântida Brasileira” foi descoberta por ele. Uma descoberta que vai permitir que o Brasil reivindique uma extensa área no meio do oceano Atlântico como parte do seu território.

Transferência de tecnologia

Para Leonam, o VIP pode ser construído todo no Brasil, mas é preciso discutir a transferência de tecnologia. “Muitos equipamentos terão de vir de fora, da França, ou da China, por exemplo. O que temos de encontrar agora são patrocinadores. Existe muita riqueza no na nossa Amazônia Azul. Só estamos dando os primeiros passos. Programas como o nosso em alguns países, como a China, têm importância equivalente à exploração espacial. Quando o seu VIP, o Jialong, atingiu os 7.500 metros de profundidade deram a mesma importância do seu primeiro astronauta.

FONTE: Agência Câmara

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Marcos

O pessoal gosta de inventar!
Como se isso não pertencesse ao Brasil.
Daqui a pouco vão criar a Amazônia Vaporosa e vão dizer que incorporaram todo o céu e todas as nuvens que estão sobre o Brasil.
O duro vai ser quando inventarem a Amazônia Estelar, no estilo Pandora, querendo uma parte do Universo, pois como tudo gira e nada fica no lugar, vai ficar difícil definir o que é meu e o que é seu. Mas nada que um chá de erva daninha não resolva, deixando todo mundo fora de órbita.

João Filho

“o Brasil deve ganhar cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados de território, ou 42% dos seus 8,5 milhões de km2.”

Muito bem, mas para patrulhar e defender tudo isso so temos uma marinha minuscula e ultrapassada, que esta mais para guarda costeira que marinha de guerra.

Mas claro, cada dia ouvimos a propaganda do sub nuclear, que “daqui a pouquinho” sai do forno…

O dia que o Brasil inesperadamente entre em um conflito, vamos levar uma surra tremenda, em tempo relampago.

MO

Voltei, agora com o ombro quebrado …. mifu !!!, mas enfim, atualização NMB =

http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/12/atualizacao-nmb-nm-castillo-de-maceda.html

Mauricio R.

Xí, qndo essa turma começa falando em “transferência de tecnologia”, meu bolso de pagador de impostos começa a doer!!!
Agora é tdo na base da “transferência de tecnolgia”, não se realizam pesquisas que levem ao desenvolvimento de tecnologias, de capacidades; só querem saber de queimar etapas.

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