CHINA-LIAONING AIRCRAFT CARRIER-FLIGHT LANDING-J-15 (CN)

A China precisa de pelo menos rês navios-aeródromos para defender seus interesses no mar. A declaração é do pesquisador Li Jie, do Naval Military Studies Research Institute. Ainda segundo Li, as críticas acerca da expansionismo naval chinês são exageradas.

Três porta-aviões atenderiam às demandas mais básicas da Marinha do Exército de Libertação Popular. “Caso houvesse três grupos de ataque com porta-aviões, apenas um por vez seria operacional, pois outro serviria para treinamento, e mais outro estaria em manutenção”, explica. Atualmente o país tem apenas um NAe, mas o representante do Partido Comunista na província de Liaoning, Wang Min, declarou no começo deste mês que uma segunda unidade está sendo construída na cidade de Dalian, no sul da província. Os materiais divulgando as declarações de Min na Internet foram apagados logo depois.

O pesquisador também desmente especulações internacionais de que a China seria capaz de operar três NAes até 2020 – um no Mar do Leste e outro no Mar do Sul da China. “É impossível que o país estabeleça três grupos de ataque até 2020 tomando por base a capacidade atual da construção naval, além de outras limitações técnicas”, afirma. Segundo Li, a China possui dois estaleiros capazes de construir porta-aviões, “além das instalações em Dalian, onde a reforma do Liaoning de fabricação soviética foi concluída com sucesso, o estaleiro de Xangai também seria capaz de construir um navio-aeródromo”. Li se recusou a comentar se mais uma embarcação estava sendo construída em Dalian.

O especialista também escreveu artigo para o jornal estatal Global Times criticando os Estados Unidos e a Índia por manifestarem descontentamento quanto ao desenvolvimento de NAes por parte da China. “Os EUA querem ser sempre o maior poder global e sempre reagem com exagero diante do desenvolvimento militar chinês”, diz Li em seu texto. “O que quer que a China faça, seja desenvolver uma nova geração de aeronaves de caça ou reformar um navio para treinamento, parece deixar o Tio Sam nervoso”, completa.

Em seu artigo, Li coloca ainda que o governo chinês deveria ser mais receptivo à ideia de construir porta-aviões, uma vez que os navios serão uma ferramenta essencial para a defesa do país, e tanto os Estados Unidos quanto a Índia continuam a expandir suas frotas. “O NAe ainda terá supremacia marítima neste e no próximo século, e será a melhor arma à disposição das Marinhas das grandes potências”, diz o texto.

FONTE: South China Morning Post via Naval Open SOurce Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

Tags: , , , , , ,

Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

26 Responses to “China precisa de pelo menos três porta-aviões, afirma pesquisador” Subscribe

  1. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 16:11 #

    Quem tem 1 tem 1/2
    Quem tem 2 tem 3/4
    Quem tem 3 tem 1 sempre.

    Também deveriamos ter 3 !

    Um para a I Frota outro para a II Frota e o terceiro, sei lá,
    um pouquinho em cada uma. Uma III Frota seria demais !

  2. MO 21 de janeiro de 2014 at 16:42 #

    Eh Dalton Seria uma beleza, mas locaumente hablando = quem tem 1 = tem nenhum = nao tem $$$ pra manter
    quem sonha com 2 = arranja aonde o $$$$$
    quem manteria 3 = tem que ter muito apetite (Politica externa e $$$$$)

    Nem vou entar em gente para isso tudo ai … rsss, seria bom, se fossemos .. bom, vc sabe

    Em tempo =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/01/ms-mol-globe-vrih6-fotos-noturnas.html

  3. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 17:03 #

    Tá bom MO…só dois então :)

  4. MO 21 de janeiro de 2014 at 17:24 #

    Obvio que seu raciocínio esta corretíssimo Dalto, so não se aplica para nós que não o levamos a sério

  5. Observador 21 de janeiro de 2014 at 18:16 #

    Senhores,

    E quem tem meio porta-aviões (como o Brasil), é pior do que não ter nenhum!

    Mas sobre os “Xinélicos” como diria o MO, eles construíram um mock-up de um porta-aviões, fato noticiado pelo próprio Poder Naval:

    http://www.naval.com.br/blog/2009/10/20/china-constroi-mock-up-de-navio-aerodromo-para-treinamento/

    Embora um treinamento neste simulacro seja limitado, pelo menos as operações de manutenção, hangar e movimentação no convôo podem ser treinadas a exaustão.

    Então, acho que podemos dizer que eles tem mais “meio porta-aviões”. Ou não?

  6. daltonl 21 de janeiro de 2014 at 18:50 #

    Por bem ou por mal a MB operou com um NAeL durante 40 anos e muita coisa deve ter sido transmitida ao NAeSP, e
    certamente temos ou deveriamos ter uma maior proximidade com a US Navy.

    É ou foi uma vantagem ? Talvez.

    Estamos tirando o devido proveito de tal experiência ? Não
    a menos que já tivessemos um plano factível para o início
    da construção de um sucessor do NAeSP…uma empreitada dessa é para uns 10 anos a partir da assinatura de um contrato.

  7. Almeida 21 de janeiro de 2014 at 19:46 #

    Brasil precisa de no máximo nenhum porta-aviões, afirma comentarista.

    Não existe missão para um navio de projeção de poder caro como esse nos interesses geopolíticos do Brasil.

    Já fragatas, napaocs e aviação de caça baseada em terra…

  8. Carlos Alberto Soares 22 de janeiro de 2014 at 2:29 #

    Caro Almeida

    Concordo, acrescento 02/3 esquadrões ao largo do litoral com capacidades AN também, um belo míssil ASM.

    Exocet e penguin pode mão impor respeito, mas assustam bastante.

  9. Carlos Alberto Soares 22 de janeiro de 2014 at 2:30 #

    Caro MO

    Belas fotos, as duas prima 10.

    Off topic

    Tá explicado porque os patos voam em “V” e os aviões de guerra idem:

    http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2014/01/21/disque-v-para-voar/

  10. Guizmo 22 de janeiro de 2014 at 8:23 #

    Repetindo meu mantra…..PA sem proteção de grupo-tarefa composto de DDGs e FFGs de defesa aérea de área não é PA, é ALVO.

    Sou mais 2 esquadrões de TU-22M Backfire lotado de ASM’s decolando de São Pedro d’Aldeia, Natal ou Salvador…

  11. Luiz Monteiro 22 de janeiro de 2014 at 13:52 #

    Aproveitando a oportunidade de falar sobre aviação naval, a MB estuda a possibilidade de modernizar, além das 12 células iniciais, mais 8 células do AF-1.

    Além disso, a empresa Agusta Westland apresentou proposta para remotorização, modernização de sensores e implantação de um glass cockpit em 9 células do AH-11ª Super Lynx.

  12. rafael oliveira 22 de janeiro de 2014 at 18:18 #

    Aos editores, reforço uma crítica construtiva que o Roberto F Santana fez no Poder Àéreo.

    Os blogs muitas vezes dão espaço demais a notícias da imprensa não-especializada em vez de focar em artigos mais técnicos, feitos por colaboradores do espaço (obviamente eles precisam querer participar).

    Acrescento a essa crítica um fato que andei notando recentemente. Muitos “furos” de reportagem são dados pelo Luiz Monteiro e pelo Rinaldo Nery e, infelizmente, muitos deles passam batido, em que pese terem potencial para longas discussões, principalmente pelos membros do blog que entendem mais do assunto (não é nem de longe o meu caso).

    Enfim, acho que os blogs poderiam incentivar mais a produção de artigos pelos membros que entendem do assunto e, também, dar maior visibilidade às “notícias quentes” que os membros das Forças Armadas trazem ao blog, criando tópicos especiais para elas.

    Sei que isso já foi feito anteriormente, mas não custa sugerir.

    Obrigado pela atenção e pelos blogs.

  13. Carlos Alberto Soares 23 de janeiro de 2014 at 4:38 #

    Caro Guizmo

    “Sou mais 2 esquadrões de TU-22M Backfire ….”

    Gostaria de ver comentários sobre essa sua afirmação.

    Russos ? FAB ? Sei não …..

  14. Almeida 23 de janeiro de 2014 at 12:49 #

    Carlos Alberto Soares, acho que o Guizmo quis dizer aviões de ataque com a mesma capacidade que os Tu-22M…

    Poderiam ser Su-32, que deverão substituir parte desses na Rússia, ou F-15E, ou Tornados GR4, etc. Enfim, um caça bombardeiro de longo alcance armado com mísseis antinavio de grande capacidade.

    Mas o Brasil ficaria muito bem com mais Gripen E/F armados com o RBS-15 Mk III. Somando o alcance da plataforma, dos seus sensores e do míssil em si, nada chegaria a menos de 100mn da nossa ZEE sem sofrer as consequências.

  15. Guizmo 23 de janeiro de 2014 at 13:29 #

    Carlos Alberto, Almeida,

    É exatamente isso, qualquer aeronave de maior porte que tenha massiva capacidade antinavio seria de grande valia para defesa da costa.

    Creio ser mais efetivo do que um PA em função da missão e doutrina da MB, além da falta de Grupo-Tarefa especializado na proteção do mesmo.

    O Gripen seria uma boa opção com seus RBS-15, porém sempre pensei em bombardeiros. Acho que os caças armados com ASM’s podem cumprir uma função tática ou pontual dentro do teatro de operações, porém seria necessário um Bomber Jet qualquer armado com no mínimo 6 ASM’s voando em grupo para fazer frente a um GT inimigo.

    Sempre me lembro das táticas de guerra descritas em “Tempestade Vermelha”, do Tom Clancy, quando uma combinação de Backfires voando baixo e Bears voando alto atacaram e destruíram o GT da US NAvy composto pelo USS Nimitz…..espetacular!

  16. Paulo "Osso" Ribeiro 23 de janeiro de 2014 at 21:01 #

    Pensamento válido Guizmo, nas malvinas essa doutrina foi provada em menor escala, se os argentinos tevessem mais do que apenas os super etandard a história poderia ser outra. 2 pontos deficientes nossos sempre foram defesa anteaérea de área e dissuação anti-navio.

  17. MO 23 de janeiro de 2014 at 22:08 #

    Osso, eles não utilizaam a tecnica certa de “dominar o mundo”

  18. Carlos Alberto Soares 24 de janeiro de 2014 at 2:48 #

    Guizmo, Almeita e Paulo “Osso”.

    Entendido.

    Mas creio que o debate agora deveria:

    1.- Qual o vetor e que estaria em nossas disponibilidades $$ ?

    2.- Qual o míssil ideal levando-se em conta custo x benefício ?

    Quantos esquadrões ? 02 ou três ?

    BASM ou BACO,

    BAeNSPA ou BASC,

    BASV, BARF ou BANT ?

    MO

    Olha as horas …. kkkk …..

  19. Carlos Alberto Soares 24 de janeiro de 2014 at 3:10 #

    MO

    Já começaram pelo Papa, cuidado ….. rssss ….

  20. Carlos Alberto Soares 24 de janeiro de 2014 at 3:30 #

    Caro Guizmo,

    o livro tem uma versão picture ?

    Procurei e não achei ?

  21. MO 24 de janeiro de 2014 at 3:43 #

    eh carlos, mifu hoje powta insonia da porra ….

  22. Carlos Alberto Soares 24 de janeiro de 2014 at 4:28 #

    MO

    Fotos 26, + ou _ …. as suas são melhores ….

    Foto: Mauro Pimentel / Terra

    Manda as suas pro Terra, quem sabe sai “uma berada” !

    Podem te contratar sei lá ….

  23. MO 24 de janeiro de 2014 at 12:46 #

    nada, pra sair abobrinha la tipo “barco navio maior do mundo e afins, deixa pra la, prefiro ser um ostra mesmo, sem contar minha antipatia a escrever muito …

    tks do mesmo jeito

    alem do que estou perdendo a visão, uma das razões da minha antipatia a muito bla bla bla escrito …

  24. MO 24 de janeiro de 2014 at 12:51 #

    a quem possa eventualmente se enteressar com entereççe em navios semi-bunecos veleiros =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/01/nve-cisne-branco-u-20-pwcb-eta-1600-h.html

  25. Guizmo 27 de janeiro de 2014 at 11:15 #

    Carlos Alberto,

    Eu comprei e li esse livro em 1990, mas deve ter em versões em e-books atualmente.

    Sobre seu outro comentário, eu imaginaria uns 2 esquadrões, com 6 aviões em cada, baseados em Salvador e Floripa (desativou né?). A ideia seriam bombardeiros navais nas mesmas bases dos patrulheiros antisubmarinos.

    Juro que pensava nuns 12 Backfire, rsrs, mas aí é viagem minha, hehehe

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Entrevista com o comandante do submarino ‘Tapajó’, capitão-de-fragata Horácio Cartier

Um dia a bordo do submarino ‘Tapajó’ – parte 3 PODER NAVAL: Comandante Cartier, o senhor poderia falar um pouco […]

Um dia a bordo do submarino ‘Tapajó’ – parte 2

Um submarino de propulsão convencional como o Tapajó tem um funcionamento parecido com um telefone celular: de tempos em tempos […]

28ª Viagem de Instrução de Guardas-Marinha

Hoje o Navio-Escola “Brasil” realizará a Cerimônia de despedida para a XXVIII Viagem de Instrução de Guardas-Marinha. A Viagem terá […]

Um dia a bordo do submarino ‘Tapajó’ – parte 1

No dia 16 de julho de 2014, na véspera da data comemorativa do Centenário da Força de Submarinos (1914-2014), uma equipe […]

Aprovado plano de trabalho do Brasil para exploração de crostas na Elevação do Rio Grande

O Brasil acaba de alcançar importante êxito na aprovação do Plano de Trabalho para exploração de crostas cobaltíferas na Elevação […]

Veleiro ‘Cisne Branco’ aberto para visitação em Belém-PA

Está aberto para visitação do público paraense o navio veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil. As visitações são gratuitas […]