Type_052D_DDG_Kunming_commissioning

Uma nova unidade do contratorpedeiro Tipo 52D foi entregue e comissionada à Marinha do Exército de Libertação Popular da China na última sexta-feira (21). O Kunming foi entregue em cerimônia oficial nas instalações do estaleiro Jiangnan, em Shangai.

O navio é parte de uma nov geração de contratorpedeiros de fabricação nacional. Segundo a Marinha do PLA, a embarcação é desenvolvida para defesa antiaérea local e guerra marítima. Durante a cerimônia de comissionamento, o comandante da Força, Wu Shengli, declarou que armamentos e equipamentos são vitais para uma Marinha forte, e que o Kunming é um reforço importante na capacidade de combate.

O Kunming (classificado pela OTAN como Luyang III) foi baseado em seus antecessores, os DDG Tipo 52C, tendo o mesmo casco. Porém, a versão mais recente incorpora avanços em termos de design, sensores e armamentos. Esses novos contratorpedeiros são considerados o equivalente chinês aos DDG americanos equipados com o sistema AEGIS.

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FONTE: Navy Recognition (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

 

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

7 Responses to “Contratorpedeiro ‘Kunming’ é comissionado à Marinha chinesa” Subscribe

  1. MO 27 de março de 2014 at 14:43 #

    Olhando a superestrutura AV deste CT não lembra alguem naum ??

  2. Soldat 1 de abril de 2014 at 21:26 #

    Duvida?

    Destroyer = a Contratorpedeiro certo?

    O que é um TORPEDEIRO?

  3. Fernando "Nunão" De Martini 1 de abril de 2014 at 21:58 #

    Soldat, segue um resumo bem tosco.

    A questão não é bem o que é um torpedeiro, e sim o que foi.

    Torpedeiros, ou torpedeiras, surgiram com a invenção do torpedo autopropelido, nas últimas décadas do século XIX. A ideia era que pequenas embarcações (normalmente 100, 200 toneladas, ou até menos) muito rápidas, lançadoras de torpedos, pudessem ameaçar os grandes encouraçados. E, de fato, ameaçaram, dentro de suas possibilidades na época (curto alcance, baixa confiabilidade das instalações a vapor de alta potência, falta de capacidade de operar bem em mar aberto, necessidade de ser transportada ou rebocada para a área de ação, sob pena de só ter utilidade em regiões costeiras ou áreas abrigadas).

    Mas, como eram realmente ameaças, foram criados os contratorpedeiros, tradução do termo torpedo boat destroyers, ou literalmente “destruidores de torpedeiros”. Não demorou para serem chamados somente de destroyers, porque nome grande não pega. Eram embarcações razoavelmente maiores (perto de 500 toneladas no início) que os torpedeiros mas quase tão rápidas, com melhor capacidade de serviço em alto mar e com armamento de canhões de tiro rápido, servindo como um anel protetor para a linha de batalha dos encouraçados. E também acabaram sendo dotados de torpedos.

    Rapidamente, mostraram-se fundamentais para contrapor os torpedeiros e, principalmente, mostraram-se navios bons para cumprir a função dos próprios torpedeiros: atacar a linha de batalha com torpedos.

    Os torpedeiros evoluiram para as lanchas torpedeiras, dentre as mais famosas as americanas da Segunda Guerra no Pacífico, as italianas no Mediterrâneo e as alemãs na Mancha. Boas para proteger e atacar em áreas específicas, perto da costa, em estreitos etc. Evoluiram, mais tarde para as lanchas missileiras, quando o alcance do torpedo lançado por navios foi sobrepujado pelo radar, entre outros avanços defensivos.

    Já os contratorpedeiros cresceram para 1.000 toneladas à época da Primeira Guerra, para mais de 2000 na Segunda, e ao longo da primeira metade do século XX se consolidaram como os “paus para toda obra” das esquadras, evoluindo também para a defesa antiaérea (primeiro apenas com canhões, e após a Segunda Guerra com mísseis), guerra antissubmarino, como arma eminentemente ofensiva em muitas ocasiões com os torpedos, o que foi um pouco perdido em efetividade após a Segunda Guerra (ataques com torpedos, a distâncias relativamente curtas, foram ficando cada vez mais difíceis com os avanços do radar entre outros fatores, ficando o papel defensivo mais exacerbado) mas retomado com a evolução dos mísseis antinavio e introdução dos mísseis de cruzeiro, estes no caso das unidades maiores.

    O termo contratorpedeiro é algo que faz pouco sentido hoje no caso da língua portuguesa (talvez faça quando se pense na luta antissubmarino, já que um submarino é um torpedeiro que opera submerso…), mas mostra ainda assim uma função de escolta, de proteção, que permanece. O termo “Destroyer”, isolado de “Torpedo Boat Destroyer”, acabou ficando melhor e mais geral. Em espanhol, “destructores” também ficou legal.

    Mas marinhas em geral respeitam as tradições nessas classificações, e contratorpedeiro, apesar de hoje soar estranho, é até um problema novo. Pensar, por exemplo, em tudo que já foi denominado “fragata” ao longo dos séculos, é algo mais estranho ainda.

    Acabei escrevendo rápido e o comentário ficou bem menos resumido do que eu pretendia, mas estou com preguiça e falta de tempo para resumir ainda mais o assunto, como gostaria.

    Saudações!

  4. daltonl 2 de abril de 2014 at 9:50 #

    “Os torpedeiros evoluiram para as lanchas torpedeiras…”

    Nunão…

    complementando ou complicando você esqueceu de mencionar, pois sei que voce sabe que franceses, alemães e italianos principalmente continuaram adotando o termo “torpedeiro” para um tipo “pequeno” de destroyer…mas ao contrário do popular destroyer de escolta, que eram lentos, esse tipo de navio era veloz.

    Meus preferidos foram os alemães,osT-23s, T-24s e os subsequentes que foram “aumentados” parecendo destroyers em miniatura.

    Quando a II Guerra iniciou a Kriegsmarine por exemplo, alinhava 22 destroyers e 20 torpedeiros de cerca de 1000 toneladas se bem que 8 ainda não haviam sido formalmente comissionados além de várias lanchas torpedeiras conhecidas lá como schnellboots.

    abs

  5. Fernando "Nunão" De Martini 2 de abril de 2014 at 10:26 #

    Dalton,

    Certamente há diversos complicadores para se acrescentar ao resumão acima, e você lembrou bem dos torpedeiros ou “mini-contratorpedeiros” da IIGM.

    Se a gente for levar a ferro e fogo todas as variações, vai ter que mencionar também criações efêmeras como os cruzadores torpedeiros da virada do século XIX-XX, dos quais a própria MB adquiriu três construídos na Alemanha (o Chile também adquiriu, só que de origem inglesa) e que em alguns relatórios sobre nossa esquadra eram citados como caça-torpedeiros mas depois voltaram a ser citados como cruzadores…

    Sem falar que, com o tempo, o que era classificado como contratorpedeiro era sobrepujado por novos navios de maior porte, sendo “rebaixado” a torpedeiro. O Jane’s Fighting Ships de 1940, por exemplo, classifica os remanescentes dos contratorpedeiros da MB de 1910, de 600 toneladas, como torpedeiros (torpedo boat), classificando como contratorpedeiros (destroyers) somente o Maranhão (ex-Porpoise, de cerca de 1.000 toneladas, adquirido usado nos anos 20) e os novos classe M e classe A em construção (de 1.500 e 1.350 toneladas).

    Abs!

  6. Fernando "Nunão" De Martini 2 de abril de 2014 at 10:53 #

    Aproveitando,

    Se colocarmos também no caldeirão alguns exemplos japoneses, aí complica de vez.

    Temos aquelas interessantes classes de contratorpedeiros de cerca de 1400 toneladas dos anos 20 (classes Minekaze, Kamikaze) que à época da II Guerra já eram considerados pequenos perto dos Fubuki de mais de 2000t, mas ainda eram velozes (e de porte semelhante a boa parte dos contratorpedeiros britânicos, por exemplo) e, embora relegados muitas vezes a tarefas típicas de contratorpedeiros de escolta e até de transporte rápido, pelo final da guerra houve navios da classe que receberam os torpedos suicidas Kaiten. E aí, como chamá-los, de torpedeiros?

    E tinha os torpedeiros de verdade, ou “mini Fubukis”, os Chidori e Otori dos anos 30, de cerca de 800t (ou seja, exageraram no “mini”…), nascidos como torpedeiros mas que passaram a tarefas de patrulha e escolta, e depois os Matsu e Tachibana de cerca de 1300t, nascidos como contratorpedeiros de escolta já numa época (pós-1943) em que a guerra antissubmarino se tornava mais prioritária para os japoneses do que os ataques de superfície, mas que nos meses finais receberam também os torpedos suicidas Kaiten. Círculo completo…

    Fora a classe Kuma de cruzadores dos anos 20, que em 1941, teve dois exemplares convertidos em “cruzadores torpedeiros” com nada menos do que dez lançadores quádruplos de torpedos, ou seja, quarenta tubos!

  7. Soldat 2 de abril de 2014 at 19:56 #

    Fernando “Nunão” De Martini

    Obrigado…

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