corveta Al Shamikh de Omã - foto BAE Systems

A corveta ‘Al Rasikh’, terceira e última do programa de Omã, foi entregue pela BAE Sytems em cerimônia realizada em Portsmouth

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Em nota divulgada na quarta-feira, 28 de maio, a BAE Systems informou a entrega da terceira de três corvetas do projeto Khareef (foto de navio entregue anteriormente acima) para a Marinha Real de Omã.

A corveta Al Rasikh, terceira da classe, tem 99 metros de comprimento e foi entregue interinamente em cerimônia realizada em Portsmouth, que contou com a participação de dignatários de Omã e do Reino Unido, com o hasteamento da bandeira de Omã pela primeira vez. Abaixo, foto da cerimônia.

corveta Al Rasikh de Omã - foto BAE Systems

O navio deverá seguir para Devonport, onde a tripulação passará por um programa completo de treinamento com a Marinha Real Britânica, com apoio da BAE Systems. Depois, fará a viagem de 3.000 milhas náuticas até Omã para se juntar às duas primeiras da classe, as corvetas Al Shamick e Al Rahmani, sendo que estas deverão iniciar suas provas finais de aceitação no país em meados deste ano, demonstrando a capacidade de desempenhar suas funções nas altas temperaturas do verão local.

Os navios têm características furtivas, assim como propulsão elétrica, e capacidade para se defender de ameaças aéreas e de superfície, segundo a empresa.

FONTE / FOTOS: BAE Systems (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em inglês)

NOTA DO EDITOR: as corvetas de Omã e dos atuais navios-patrulha oceânicos da Marinha do Brasil, classe “Amazonas”, seguem o mesmo projeto básico, com algumas diferenças no desenho do casco e da superestrutura e, principalmente, com aplicações e armamentos bem diferentes. Clique nos dois primeiros links da lista abaixo para saber mais.

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13 Responses to “Entrega da última corveta do projeto Khareef para Omã” Subscribe

  1. rafael oliveira 30 de maio de 2014 at 21:46 #

    Considero interessante comparar essa corveta com a CV03 – Nova Barroso (por mais que essa ainda seja apenas um esboço), em vez de comparar com a Amazonas.

    A proa parece melhor desenhada e o convôo parece maior que o da CV03. Mesmo o deslocamento sendo menor.

    Já o mastro parece menor, mas pode ser impressão.

    Por essas e outras é que seria interessante ter as medidas dos navios.

  2. Fernando "Nunão" De Martini 30 de maio de 2014 at 21:55 #

    Rafael,

    Essa corveta, com 99 metros de comprimento, é alguns metros mais curta que a Barroso (que tem 103), mas a boca é consideravelmente maior (se for a mesma da classe Amazonas, deve ter 13,5 metros, contra 11,4 da Barroso). Certamente, por conta disso, o convoo é mais largo.

    Já pela proporção comprimento x boca provavelmente mais próxima de 7×1 do que a da Barroso, que é de mais ou menos 9×1, provavelmente ela precisa de bem mais potência para atingir velocidades de pico. Isso calculando grosso modo, pois estou falando nas medidas totais, e não na linha d’água (e estou comparando com a Barroso, pois não sei as da medidas futura corveta CV03, se vai crescer só no comprimento ou se vai manter a proporção em relação à boca).

  3. Fernando "Nunão" De Martini 30 de maio de 2014 at 22:06 #

    Rafael,

    Acabei de conferir que a boca da classe “Khareef” é de 14,6 metros, o que dá uma relação comprimento x boca de 6,7 x 1.

    http://www.naval-technology.com/projects/khareef-class/

  4. rafael oliveira 30 de maio de 2014 at 22:30 #

    Obrigado Nunão,

    Esse é o lado ruim da boca larga…rs

    Mas outras coisas também influenciam, não? O próprio desenho da proa abaixo da linha dágua e a altura do calado, certo?

    Sobre o convôo, o Seahawk operará na Nova Barroso? Aliás, já pousou na atual?

  5. Fernando "Nunão" De Martini 30 de maio de 2014 at 22:39 #

    Sim, o calado também é uma medida fundamental. Quanto maior o calado, maior a área de contato com o líquido, e maior o atrito. Mas há muitas outras variáveis, como o formato do casco em geral.

    Porém, ainda assim, é difícil que uma relação menor que 7×1 consiga a mesma velocidade que uma de 9×1 de deslocamento semelhante, mantendo-se a potência.

    Porém, há outras vantagens na boca mais larga, como maior volume interno e, conforme o caso, a possibilidade de sofrer menos na estabilidade com pesos altos, como radares, que teoricamente poderiam ser instalados mais altos.

    Quanto ao Sea Hawk, até onde sei ele é grande e pesado demais para o convoo da Barroso atual, que foi dimensionado (projeto do início dos anos 90, quando não se sonhava com o Sea Hawk) para operar o Super Lynx com mais segurança do que a classe Inhaúma permite. Para as futuras corvetas, porém, fará sentido um convoo redimensionado em tamanho e resistência para operar o Sea Hawk.

  6. rafael oliveira 30 de maio de 2014 at 23:12 #

    Ok, Nunão.

    Compreendo a mecânica envolvida.

    E além de ser mais larga, a Khareef é mais pesada também.

    Então tem que caprichar nos motores e se preparar com os gastos com diesel. Aliás, ambas optaram pela CODAD, o que é uma economia inteligente, ao meu ver,

    Ainda, mesmo sendo mais espaçosa, a tripulação é de 100 pessoas, enquanto na Barroso é de 154 e na Nova Barroso fala-se em 185.

    Enfim, cada Marinha escolhe o que priorizar em seus navios.

  7. Fernando "Nunão" De Martini 30 de maio de 2014 at 23:26 #

    Rafael,

    Independentemente da cultura e doutrina de cada marinha, deve-se levar em conta que a Barroso e as vuturas CV03 deverão cumprir um espectro de missões maior do que essas corvetas de Omã.

    Por exemplo, a guerra antissubmarino, que demanda armamentos, sensores, consoles, sistemas, paióis, tudo isso para ser gerenciado, manuseado e guarnecido em turnos de serviço.

    Vejo muitas vezes comentários (não estou falando de você nem desse assunto de agora, e sim de outros exemplos) dando a entender que é “só” colocar um par de lançadores de mísseis mar-mar e de mísseis mar-ar e pronto, num passe de mágica um navio-patrulha oceânico vira uma corveta, pronta para enfrentar outros navios de guerra. Com um par de lançadores de torpedos e um convoo capaz de operar Sea Hawk, já vira imediatamente um escolta capaz de se contrapor a submarinos nucleares… Ah, e que tal uma pequena doca alagável na popa para lançar lanchas, aumentando a capacidade multimissão? Dá pra adaptar? Tem um alojamento para comandos? Coisas desse tipo.

    Mas não é tão simples. Para cada armamento, há sensores específicos, consoles para controlar, geração de energia, sistemas de refrigeração, guarnição para operar isso tudo (a automação é desejável, mas também tem seus limites), mudanças na manutenção, no controle de avarias, na circulação dentro do navio, mudanças nos compartimentos e, é claro, peso e espaço necessários nas áreas externas e internas dos navios.

  8. rafael oliveira 30 de maio de 2014 at 23:36 #

    Sem problemas, Nunão.

    Meu comentário teve um tom crítico à MB quanto à tripulação e eu gostei do seu contraponto.

    Inclusive é perfeitamente aceitável que um navio que execute mais missões, tenha uma tripulação maior e nossas corvetas tem função antissubmarino, enquanto à Khareef não.

    O que me causa certo espanto é que a justificativa para a nossa tripulação ser maior é que a MB não usa tanta automação quanto outras marinhas e que ela julga necessário ter mais gente para lidar com eventuais danos no navio. Isso é uma verdade ou esses argumentos estão mais para lenda da internet?

    Obrigado.

  9. Mauricio R. 31 de maio de 2014 at 16:03 #

    “Porém, ainda assim, é difícil que uma relação menor que 7×1 consiga a mesma velocidade que uma de 9×1 de deslocamento semelhante, mantendo-se a potência.”

    O navio omânico tem bulbo na proa, abaixo da linha d’água, o que o casco “Nova Barroso” não tem.
    Nem mesmo p/ o sonar.
    Esse bulbo ajuda a diminuir o atrito c/ o meio liquido, mas não é o mesmo que dispor de uma turbina a gás.

    “Ainda, mesmo sendo mais espaçosa, a tripulação é de 100 pessoas, enquanto na Barroso é de 154 e na Nova Barroso fala-se em 185.”

    A redução no tamanho da tripulação, depende do nível da automação, que equipa o navio.
    Ocorre que essa automação tem um custo, não mto barato por sinal.
    E existe ainda o problema, essa automação quebra e/ou é danificada, quem conserta???
    Há a bordo quem possa restaurá-la ao funcionamento normal ou estarão disponíveis somente medidas de contorno e mitigação de efeito???

    Se é a bomba d’água potável, vc tem como tornar água salgada potável.

    Se é um EDT, vc se pira p/ o porto amigo mais próximo, no menor tempo possível.

  10. rafael oliveira 31 de maio de 2014 at 17:20 #

    Mauricio,

    O custo da automoção deve ser bem mais barato do que pagar soldo, viveres, “espaço ocupado e peso das pessoas no navio”, aposentadoria, etc.

    Não sei dizer se há uma equipe de manutenção nesses navios e o que ela consegue fazer. Tampouco sei quanto aos nossos.

    Mas, não deve ser “o fim do mundo”, senão, não seria o padrão nas marinhas ocidentais de primeira linha, atualmente.

  11. Mauricio R. 31 de maio de 2014 at 18:15 #

    As marinhas de primeira linha, mesmo em épocas de crise, tem orçamento e custeio adequados; a nossa nunca.

  12. rafael oliveira 31 de maio de 2014 at 18:32 #

    Bom, no PA costumam aparecer discussões sobre quanto custa a hora de vôo do avião X versus o Y.

    Seria interessante saber o custo da hora (ou melhor, do dia) de navegação de navios

    Com uma diferença importante: uma avião de caça/ataque tem um ou dois tripulantes.

    Um navio de guerra tem dezenas ou centenas. Então isso tem que ser levado em conta. Mais ainda se o orçamento da MB é menor do que o das marinhas de primeira linha.

  13. Mauricio R. 1 de junho de 2014 at 13:24 #

    OFF TOPIC…

    ..mas nem tanto!!!

    Marinha da República da Irlanda comissiona novo OPV:

    (http://www.defense-aerospace.com/article-view/release/154014/irish-navy-commissions-new-opv.html)

    a) Tem canhão de 76mm,

    b) Não tem convoo, hangar e nem helicóptero orgânico.

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