Home Noticiário Internacional Corvetas iraquianas poderão deixar a Itália depois de 28 anos

Corvetas iraquianas poderão deixar a Itália depois de 28 anos

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O estaleiro italiano Fincantieri e o governo do Iraque assinaram um acordo que encerra a longa disputa sobre duas corvetas encomendadas por Bagdá na década de 1980.

As duas corvetas classe Assad, Musa Bin Nussair (F 210) e Tariq Bin Ziad (F 212) foram entregues à Marinha do Iraque em 1986, mas ainda se encontravam na Itália quando o Iraque invadiu o Kuwait em 1990. Com o subsequente embargo de armas decretado pela ONU, os navios permaneceram na base naval da Marinha Italiana de La Spezia com uma tripulação mínima.

A embaixada italiana em Bagdá, que gerenciou as negociações, anunciou no último dia 15 de maio que a Fincantieri e o governo do Iraque chegaram a um “acordo que permite o encerramento da disputa”. Também foi dito que o estaleiro modernizará as duas corvetas, que possuem um comprimento de 62,3m e um deslocamento máximo de 680 toneladas.

F-210_Musa_ibn_Nusayr foto wiki

FONTE: Jane’s (tradução e adaptação do Poder Naval a partir do original em inglês)

NOTA DO EDITOR: a classe Assad também foi encomendada pela Líbia, antes da formalização do pedido iraquiano. Quatro unidades foram entregues entre 1977 e 1979. A encomenda iraquiana inicialmente era composta por seis navios. Os dois primeiros foram completados e entregues à Marinha do Iraque, mas nunca deixaram a Itália. As outra quatro unidades encomendadas tiveram a entrega primeiramente suspensa e posteriormente cancelada. A Marinha da Malásia interessou-se pelo projeto e acabou adquirindo estes quatro navios. As convertas foram então completadas e entregues com pequenas modificações exigidas pelo novo cliente. Atualmente compõem a classe Laksamana.

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Fernando "Nunão" De Martini
Editor
6 anos atrás

Faz lembrar, na configuração geral, pequena borda livre e convoo um nível acima do convés principal, apoiado em pilares, as Esmeraldas do Equador. As maiores diferenças são a instalação de um hangar telescópico e a ausência do reparo de 40mm no convés de popa, devido ao convoo se estender terminar praticamente na altura do espelho de popa.

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