Reino Unido vai pagar pelos porta-aviões da classe ‘Queen Elizabeth’ o mesmo...

Reino Unido vai pagar pelos porta-aviões da classe ‘Queen Elizabeth’ o mesmo que o Brasil gastou na Copa do Mundo de 2014

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QE 1

O novo navio-aeródromo britânico HMS Queen Elizabeth batizado hoje e seu irmão HMS Prince of Wales terão um custo combinado estimado de £6,9 bilhões, aproximadamente US$ 10,6 bilhões de dólares (ou R$ 26,2 bilhões de reais).

Como comparação, o governo brasileiro investiu nas obras de estádios e infra-estrutura da Copa do Mundo de 2014 um total de 25,6 bilhões de reais, praticamente o mesmo valor que será pago pelos dois navios-aeródromos britânicos.

Assista abaixo os vídeos que foram apresentados hoje durante a cerimônia de batismo do HMS Queen Elizabeth.

19 COMMENTS

  1. Como curiosidade, o nome HMS Queen Elizabeth deve-se
    à Rainha Elizabeth I que reinou de 1558 até 1603 e foi também honrada com um encouraçado da I Guerra Mundial que foi extensivamente modernizado nos anos 30
    e combateu na II Guerra Mundial…que eu tenho na escala 1:1250 :)

  2. Estes novos porta-aviões britânicos sairiam bem mais baratos se mais uns quatro, cinco ou seis tivessem sido encomendados para outras marinhas, ainda que com modificações para atender às necessidades de uma ou outra. Se a Austrália, Canadá, Brasil, França e mais um outro país, talvez Índia, Coréia do Sul, Japão, tivessem interesse, mexessem nas suas estratégias navais e as condições financeiras permitissem, seriam um sucesso mundial. Claro que as dimensões do bicho são exageradas para certas marinhas mas tudo é escala.

  3. Uns bons anos a frente como elefante branco sem sua ala aérea de combate F-35B operacional…

    O ingleses vão pagar muito mico por desistir de projetar o um novo Harrier e adotar esta traquitana STOVL yankee do F-35B.

  4. Gilberto…

    não fosse o interesse dos EUA pelo Harrier, não teria havido nenhum Harrier II mais capaz que também tornou-se o AV- 8 dos Marines, pois o Reino Unido não tinha e continua não tendo verbas para desenvolver um “novo Harrier”.

    A idéia é que o QE irá operar normalmente apenas um esquadrão de F-35Bs, l2 aeronaves e um número ainda maior de helicopteros de diferentes tipos flexibilizando o máximo possível o uso da ala aérea e missões.

    O QE e o POW provavelmente nunca irão operar juntos, um deverá estar sempre em manutenção/treinamento, mas darão ao Reino Unido um razoavel poder de projeção e de qualquer forma
    irão operar em conjunto com a US Navy.

  5. Prezados,

    Lembrando que este é o custo somente do navio. A ele serão acrescidos os valores de aquisição das aeronaves, os custos com a operação e manutenção.

    Vale salientar que no Programa de Obtenção dos Navios-Aeródromos (PRONAe) os requisitos iniciais estabelecidos foram: deslocamento da ordem de 50 mil toneladas; propulsão convencional; e disponibilidade de catapulta e aparelho de parada para, respectivamente, a decolagem e o pouso das aeronaves.

    Mais informações sobre o PRONAe:

    https://www.marinha.mil.br/sites/default/files/hotsites/sala_imprensa/html/pronae.html

  6. e para pormenorizar mais detalhes sobre o “Pronunca” dirija-se a uma banca de jornal e compre um manual do Tio patinhas que tem as mesmas informações do linck acima citado pelo Com LM.

    Grande abraço

  7. daltonl
    7 de julho de 2014 at 11:28#

    “…mas darão ao Reino Unido um razoavel poder de projeção e de qualquer forma irão operar em conjunto com a US Navy”

    Almirante,

    Desculpa a ignorância deste pupilo, mas que poder de projeção há em servir de força auxiliar para terceiros?

    Entendo que a GB depois de se retirar do leste de Suez (1967-71) ficou reduzida a mera condição de potência regional, mas isso ae já é ridículo. É a mesma coisa que um moribundo mandar passar o seu atestado de óbito antes de morrer.

  8. Alex…

    a relação EUA e Reino Unido não tem paralelo e não há nenhum cenário mesmo a longo prazo em que os britanicos precisarão envolver-se sozinhos em uma luta.

    O QE apesar de suas limitações dará um grande incremento à projeção de força, mas não o suficiente,
    para aventurarem-se sozinhos e não há nenhuma vergonha nisso, apenas pragmatismo, afinal, alianças militares existem para tornar forte quem é fraco.

    Os britanicos contam hoje com um LPH o HMS Ocean
    2 LPDs que revezam-se em serviço e 3 LSDs que são operados pela Frota Auxiliar e quando muito 3 dos 5 poderão estar ativos ao mesmo tempo o que é menos que um unico ARG, Aphibious Ready Group da US Navy.

    Um QE ocupará com muito mais propriedade o lugar que hoje é do HMS Ocean mas não haverá muito mais
    além disso.

    Mas é apenas minha opinião.

    abraços

  9. Dalton,

    “Um QE ocupará com muito mais propriedade o lugar que hoje é do HMS Ocean”

    Se o QE & POW somente operarão apenas 12 F35B cada, não teria sido mais lógico e proveitoso a RN ter optado por 3 ou 4 navios tipo o BPE espanhol? Com 3 BPEs haveria a economia de US$ 4 bi. Ou seja, quem sabe, 4 Type 45 extras.

    ab.

  10. Alex…

    os 12 F-35B serão embarcados em missões de rotina, mas, se necessário até 36 poderão ser embarcados inclusive os pertencentes à RAF, bastarão algumas semanas de treinamento para as aeronaves extras.

    As aeronaves disporão de excelentes instalações para manutenção, um bom estoque de armas e combustivel além de maior segurança nas operações aéreas devido ao enorme convoo…coisas não tão naturais ao BPE.

    Na verdade só quando e se de fato o BPE vir a embarcar o F-35B teremos uma idéia de como será, pois por enquanto a Espanha irá esticar a vida dos seus “harriers” AV-8s até o limite.

    A Royal Navy no passado operou 3 Invincibles, mas, decidiu que precisava de algo muito maior, com sensores adequados e capacidade para crescimento
    ao longo de uma expectativa de vida de 50 anos.

    abs

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