Linea de Frente-foto de la Armada (1)

As cinco fragatas da classe F-100 da Armada Espanhola, navegando juntas pela primeira vez em La Coruña, perto da Torre de Hércules, um farol construído nos tempos romanos, que ainda funciona. Tradição e tecnologia de ponta no mesmo lugar.

fragatas torre navantia_8.jpg

FRAGATAS NAVANTIA TORRE

DIVULGAÇÃO: Navantia

Tags: , , , , ,

Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

40 Responses to “As fragatas F-100 da Armada Espanhola navegando juntas” Subscribe

  1. Marcelo 14 de julho de 2014 at 14:59 #

    belíssima coreografia!

  2. aldomasca 14 de julho de 2014 at 15:03 #

    Contratorpedeiros Classe Pará:

    D-40 Pará
    D-41 Paraíba
    D-42 Paraná
    D-43 Pernambuco
    D-44 Piauí

    Apenas um sonho, nada mais!!!! :-(

  3. MO 14 de julho de 2014 at 15:12 #

    Sim, alem de tudo “Tremenda criatividade” … kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (os da antiga sabem a que me refiro)

  4. MO 14 de julho de 2014 at 15:13 #

    em tempo = Um dos nossos N/M Marcos Dias, com vídeo incruzivel

    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2014/07/nm-marcos-dias-ppss-nossos-navios-video.html

    22 photos + Video – Brazilian Handy Max Bulker

  5. daltonl 14 de julho de 2014 at 19:38 #

    As 5 fragatas são baseadas no extremo norte da costa atlantica em Ferrol enquanto os 4 Arleigh Burkes da US Navy, dois dos quais já encontram-se na Espanha estão baseados ao sul na base de Rota, uma boa combinação
    para basear os 9 navios equipados com AEGIS

    É possível que no futuro as 5 fragatas também possam participar do programa anti-misseis balistico desde que
    as 4 primeiras fragatas recebam melhorias no AEGIS semelhante a última unidade, Cristoban Colon e todas
    sejam equipadas com o missil SM-3.

  6. Reinaldo Deprera 15 de julho de 2014 at 17:22 #

    Tem coisas que são tão boas que eu nem comento porque fico sem palavras para por aqui. Não há o que acrescentar.
    Imagens de excelente qualidade de ótimas fotos.

  7. Luiz Monteiro 15 de julho de 2014 at 22:48 #

    As marinhas de Espanha e Austrália são exemplos a serem seguidos. Já disse outras vezes aqui, que elas devem ser nossa referência e não as marinhas dos EUA, Rússia, China….

    Também entendo que todos os 5 escoltas do PROSUPER deveriam ter grande capacidade de defesa aérea de área, cono as F100, sem perder a capacidade de realizar as demais tarefas (ASW e ASuW).

  8. Roberto Bozzo 15 de julho de 2014 at 23:54 #

    Prezado Cm. Luiz Monteiro, boa noite.

    Concordo plenamente quanto as escoltas do Prosuper deveriam ter grande capacidade de defesa AAW, só acho que deveriam ser 6 unidades para atender aos estudos da MB para 2 frotas e as complementaria (as frotas) com escoltas de 4.500 ton mais dedicadas a ASuW e ASW (com boa capacidade de defesa aérea) de um projeto “mais nacional”, desenvolvido aqui.
    Quando o Sr. diz que nossos exemplos deveriam ser a Austrália e Espanha não nos seria necessário uma empresa nacional na área de projetos e construção naval para isso ? Uma espécie de DCNS brasileira, uma empresa de economia mista que, além de atender a MB, poderia desenvolver projetos e sistemas navais nacionais com vistas a potenciais clientes externos.

  9. Luiz Monteiro 16 de julho de 2014 at 9:16 #

    Prezado Roberto Bozzo,

    Muito bem colocado.

    Entendo que a EMGEPRON com alguns acréscimos em suas atribuições, bem como a reforma geral do AMRJ, capacitando-o a realizar a contrução de meios, utilizado os mais avançados métodos de construção naval, bem como o novo estaleiro de Itaguaí, poderiam nos dar uma espécie de DCNS, dentro de nossa necessidade e principalmente, realidade.

    O AMRJ, se inteiramente reformado, poderia construir, simultaneamente, dois escoltas de até 8.000 toneladas nas carreiras 1 e 2 e um navio de apoio logistico, ou mesmo um navio doca-desembarque ou de propósitos múltiplos, no Dique Almirante Régis (que também precisaria de algumas modificações).

    Como isso necessita de grandes aportes financeiros e certamente a MB não dispõe de recursos, a EMGEPRON poderia ser transformada em uma sociedade de economia mista. Para isso, entendo que não poderá mais ficar dependente de encomendas governamentais ou mesmo exportação de navios militares, ela deveria ser capaz de atender também ao mercado civil.

    Abraços

  10. juarezmartinez 16 de julho de 2014 at 12:08 #

    Mais ou menos o que o Asmar faz no chile comandante?

    Grande abraço

  11. Luiz Monteiro 16 de julho de 2014 at 17:56 #

    Prezado amigo Juarez,

    Eu não tenho muito conhecimento sobre a empresa chilena. Vou procurar me informar melhor para debatermos.

    Obrigado pela dica.

    Abraços

  12. Mauricio R. 17 de julho de 2014 at 1:48 #

    OFF TOPIC…

    …mas nem tanto!!!

    Se esses caras fossem tão bons c/ aviões, como são c/ navios, a China PRC ficaria realmente preocupada:

    (http://www.livefistdefence.com/2014/07/more-exclusive-photos-video-new-indian.html)

  13. marciomacedo 17 de julho de 2014 at 12:46 #

    Comandante Luiz Monteiro, parabéns pela promoção próxima. Por meio do Senhor, neste fórum, a MB abriu um canal de comunicação com todos os que se interessam por assuntos navais. Gostaria que as outras Forças seguissem o exemplo.

    Maurício o link de seu último post só atiçou a curiosidade: dá logo a ficha técnica do destróier indiano.

  14. Roberto Bozzo 17 de julho de 2014 at 16:54 #

    Agradeço a atenção Comandante.

  15. rafael oliveira 17 de julho de 2014 at 18:55 #

    A solução mais barata é comprar de um estaleiro competente, seja ele nacional ou não.

    Investir na Engepron e no AMRJ é a maneira menos eficiente de se adquirir navios.

    Se os estaleiros privados brasileiros já sofrem com o custo-Brasil, imaginem uma estatal ou uma sociedade de economia mista, com os “direitos” adicionais dos empregados e servidores públicos? Fora a parte que eles receberão seus salários independentemente de estarem construindo navios, aposentadorias, pensões, complementações, etc.

    Enfim, nossa MB precisa procurar a solução mais barata para cumprir sua missão e não gastar mais dinheiro com algo ineficiente e caro.

  16. Roberto Bozzo 17 de julho de 2014 at 22:40 #

    Rafael Oliveira, concordo que a solução mais barata é comprar de um estaleiro as escoltas já prontas, mas pensando desta forma jamais atingiremos o nível técnico para construir nossas escoltas.

    Precisamos começar a projetar e construir aqui nossas escoltas, atendendo as necessidades da nossa marinha; mas isso tem um custo (que é alto) e deve-se ter um compromisso de estado (e não de governo).

    Digo isso pois, a meu ver, poderia-se tirar da MB a criação de projetos e passaria-os a uma empresa (ligada a MB, mas uma empresa), assim economizaria-se em salários e pessoal, pois hoje, este pessoal altamente qualificado esta “as moscas”, pois não há projetos relevantes sendo desenvolvidos, apenas a CV35.
    Fala-se tanto, aqui mesmo, em fazer no AMRJ alguns Napas para “retomar” a construção e o aprendizado… oras, se a ENGEPRON fosse de economia mista era dela a obrigação de manter seu pessoal atualizado e não da MB.

    Transformando-se a ENGEPRON numa empresa com um estaleiro de porte (não propriamente o AMRJ) esta teria que criar projetos que atendam as demandas do mercado para se manter e atenderia a marinha em projetos específicos (como as escoltas); seria algo como a EMBRAER hoje que é um sucesso mundial e atende, dentro de suas possibilidades, a FAB.

    Quanto aos custo-Brasil, até onde sei, pode-se reduzi-lo para um projeto específico, reduzindo os impostos cobrados em determinada cadeia produtiva, em produtos específicos utilizados na construção.

    Se formos procurar sempre a solução mais fácil estaremos eternamente aqui no blog reclamando que não construímos nada, não desenvolvemos nada e só compramos de prateleira… se queremos independência tecnológica temos de investir, mas não podemos mais começar do zero, precisamos “pular” algumas etapas.

  17. rafael oliveira 18 de julho de 2014 at 9:30 #

    Caro Roberto Bozzo,

    Eu não vejo vantagem em produzir nossa próprias escoltas, principalmente aquelas que deslocam cerca de 6.000 T.

    O custo de desenvolvimento é altíssimo e compraríamos poucas escoltas, de forma que o preço não compensaria. Pior, é quase impossível exportarmos esse tipo de embarcação, pois poucos países tem condições econômicas de operá-las, e quem tem, ou o fabrica, ou vai preferir comprar de um país com mais tradição no ramo,

    A Embraer, em que pese a origem estatal, numa época em que isso era a regra, só foi pra frente depois da privatização e de optar por não depender do mercado de defesa.

    Sociedade de economia mista foi feita para não funcionar direito, ainda mais no Brasil. Qual sociedade de economia mista funciona direito? Acho que a menos pior é o Banco do Brasil e porque conta com alguns mercados cativos e enfrenta forte concorrência privada.

    Sobre o custo-Brasil, ainda que seja possível diminuí-lo um pouco (os impostos diretos podem ser diminuídos ou excluídos, mas os indiretos não), a parte da mão-de-obra ainda será mais cara e mais acomodada do que numa empresa privada.

    E repito, ainda que funcionasse direito, não teríamos escala de produção para compensar o investimento no desenvolvimento do produto, ainda mais se resolvermos fabricar todos os equipamentos para sermos “independentes”.

    Sobre sua receita (no último parágrafo), o Prosub é bem parecido. Vamos ver no que vai dar (custo-benefício).

    Por mim, a MB não produziria nem lancha escolar. Prefiro ela com equipamento decente e pessoal treinado do que construindo navios, fabricando remédios, mantendo hospitais. Em suma, prefiro vê-la focada na sua missão e não torrando dinheiro em outras coisas.

    Enfim, enquanto a MB (e o EB e a FAB) ficarem torrando dinheiro com outras coisas que não são essenciais, continuarão sendo Forças Desarmadas em comparação com Forças Armadas de países que gastam menos com Defesa.

  18. Roberto Bozzo 18 de julho de 2014 at 11:27 #

    Entendo perfeitamente sua posição Rafael, mas uma empresa nacional teria um bom mercado… o Brasil ainda é visto como “amigo de todos” e isto pode (e deveria) render bons contratos a empresa.

    E, se chegarmos no futuro, a possuir expertise na construção de navios para a MB, então acredito que terá valido a pena todo o investimento feito.

  19. Fernando "Nunão" De Martini 18 de julho de 2014 at 11:35 #

    Acho que essa discussão de vocês está muito focada na construção dos navios em si e levando pouco em consideração algo que é tão ou mais importante: a nacionalização dos equipamentos dos navios, ou ao menos a necessidade de se fabricar aqui as peças de reposição de uso constante. Isso é uma preocupação da MB que vem de décadas quando o assunto é construir aqui os seus navios.

    O assunto é abordado nas matérias especiais dos números 5 e 10 da revista Forças de Defesa, sobre as classes “Niterói”, “Inhaúma” e “Barroso”.

  20. rafael oliveira 18 de julho de 2014 at 11:48 #

    Roberto,

    Bom, tirando a Embraer e o Supertucano, o Brasil não é muito bom em vender produtos. Aliás, a “amizade” serve principalmente para perdoar dívidas e doar equipamentos velhos (até agora estou esperando a venda de navios da classe Barroso para algum país africano como nossos políticos e almirantes diziam aos quatro cantos).

    Respeito seu otimismo, mas sou pessimista, ainda mais se levarmos em conta que os principais compradores do Supertucano tem condições de fabricar navios menores (Colômbia, Chile, Indonésia), ao contrário dos aviões comprados, além de existir forte concorrência no setor.

    Nunão, recordo-me dessa questão e acho-a interessante. Porém, prefiro que nossas FAs gerem demanda nas empresas em vez delas próprias quererem fabricar. Acredito que dê para comprar mais do que fabricar, com a mesma quantidade de recursos.

  21. Roberto Bozzo 18 de julho de 2014 at 11:53 #

    Entendo Nunão, mas quando digo construir no Brasil eu tenho em mente mais do que apenas o casco… por exemplo os motores poderiam ser produzidos sob licença enquanto se desenvolve uma versão nacional do mesmo, quando esta estiver pronta e se mostrar tão eficiente quanto a estrangeira, troca-se todas.

    Outro exemplo, a TORC-30 que será usada pelo EB no Guarani poderia ter uma versão navalizada e utilizada em nossas escoltas. Apesar de ser um canhão da Rheinmetall será que não seria possível a Taurus (por exemplo) produzi-lo aqui ?

    Enfim, na minha visão, a ENGEPRON seria uma gerenciadora destes projetos, com enfase na auto-suficiência da MB como um todo, desde o casco até os equipamentos básicos; mas totalmente desvinculada da força e buscando o mercado para se manter. Como atua uma DCNS, a Ficantieri, a Bae, etc…

  22. Fernando "Nunão" De Martini 18 de julho de 2014 at 12:01 #

    Rafael,

    Historicamente, é recorrente a preocupação da MB em gerar demanda para empresas privadas nacionais ao invés de ter que fabricar sozinha. Daí o fato de duas corvetas da classe “Inhaúma” terem sido encomendadas a um estaleiro privado, assim como parte da classe “Grajaú”, sem falar nas iniciativas de nacionalização de motores, peças para armamentos, sensores etc. O problema é que, também historicamente, a iniciativa privada brasileira mostrou-se frequentemente incapaz de cumprir o prometido, com falências, falhas etc. Caminho longo, de mais de meio século de percalços.

    Em muitas fases da história, o AMRJ se manteve à frente da indústria privada, em capacidade e conhecimento, simplesmente porque essa não conseguia se capacitar para atender às necessidades.

  23. marciomacedo 18 de julho de 2014 at 12:33 #

    Rafael Oliveira, olha o caso do Estaleiro Eisa, que mesmo com uma carteira encomendas formidável, paralisou suas atividades por problemas de gestão e de renovação tecnológica. Fecho com a opiniões do Roberto Bozzo e com o último post do Nunão.

  24. marciomacedo 18 de julho de 2014 at 12:35 #

    Rafael: esqueci de um detalhe em relação ao Eisa: por causa também do dono, o empresario boliviano de quem já ouvi falar que tem pouca credibilidade no mercado.

  25. rafael oliveira 18 de julho de 2014 at 13:59 #

    Nunão, para mim , o seu exemplo corrobora o que eu disse e não o contrário:

    ” Daí o fato de duas corvetas da classe “Inhaúma” terem sido encomendadas a um estaleiro privado, assim como parte da classe “Grajaú” ”

    Como é que encomendas insignificantes como essas vão sustentar um estaleiro? Como teremos uma DCNS, Navantia, BAe comprando essa quantidade de navios?

    Por isso repito: o Brasil não tem demanda para manter uma empresa naval de defesa.

    Marcio e Nunão, o custo-Brasil e deficiências técnicas não serão suprimidos com as compras subsidiadas e protegidas da Petrobrás e da Marinha Mercante (se fosse assim, o Gol e o Uno teriam a qualidade de uma BMW).

    Por isso, insisto que incentivar e desonerar uma ou outra coisa não é suficiente. Pior ainda quando os estaleiros são tocados por quem não é do ramo ou é picareta mesmo – e esse setor é cheio deles.

    Por último, digo que não tenho solução para o problema da industrial naval brasileira e nem sei se ele tem solução. Só não quero ver mais dinheiro público indo pro ralo, pagando salários de quem não constrói nada ou constrói algo de qualidade inferior ao produto de prateleira.

  26. Luiz Monteiro 18 de julho de 2014 at 14:19 #

    Prezados,

    Para trazer mais assunto ao debate muito interessante que estão tendo acima…

    Um estaleiro coreano chegou a sondar sobre a possibilidade de modernizar integralmente o AMRJ. Após concluída a modernização, o AMRJ seria capaz de construir, além de navios militares, plataformas de petróleo, rebocadores e de apoio a industria Offshore.

    Em contrapartida, este estaleiro passaria a administrar o AMRJ por um determinado período de tempo.

    Contudo, não houve qualquer proposta formal.

  27. Luiz Monteiro 18 de julho de 2014 at 14:20 #

    Prezado Marcio,

    Obrigado pelas palavras.

    Aprendo muito aqui.

    Abraços

  28. rafael oliveira 18 de julho de 2014 at 14:55 #

    Luiz Monteiro,

    Sem conhecer os detalhes, fica difícil opinar de forma coerente, mas simpatizo com a concessão do AMRJ para uma empresa séria do ramo e que pague pela utilização do espaço.

    Se nossas escoltas fossem feitas lá, por essa empresa privada, seria um bônus.

    Sempre sem perder de vista o custo-benefício.

  29. Luiz Monteiro 18 de julho de 2014 at 15:29 #

    Prezados,

    Seguem abaixo as Perspectivas para a Indústria Nacional advindos do Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), segundo a própria MB:

    1. NACIONALIZAÇÃO – OFFSET

    - A Marinha tem priorizado a transferência tecnológica, como forma de Compensação de OFFSET, por meio de capacitação do próprio pessoal da Marinha e de empresas nacionais visando a nacionalização de componentes;

    - A escolha das empresas nacionais a serem contratadas é realizada pelas empresas estrangeiras que celebraram o contrato comercial e o acompanhamento da transferência de tecnologia é efetuado pela Marinha; e

    - A transferência de tecnologia para empresas nacionais é fundamental para o processo de crescimento dos níveis tecnológico e qualitativo dos setores de interesse da Marinha e de toda a Base Industrial de Defesa.

    2. BASE INDUSTRIAL DE DEFESA (BID)

    a) Objetivo estabelecido pela END
    - Recuperar e incentivar o crescimento da base industrial instalada, ampliando o fornecimento para as Forças Armadas brasileiras e exportações.

    b) Desafios
    - Elevar os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I)
    - Expandir a participação nos mercados interno e externo
    - Fortalecer a cadeia de fornecedores no Brasil

    c) Ações
    - Ampliação das compras nacionais
    - Expansão e adequação do financiamento
    - Capacitação de empresas brasileiras
    - Fortalecimento da base de P, D & I
    - Alteração do regime legal aplicável ao material de defesa nacional

    3. OPORTUNIDADES

    - Projeto e fabricação de navios de superfície destinados a realizar tarefas de combate, transporte e patrulha.
    - Fornecimento de sistemas e equipamentos para os diversos navios, aeronaves e sistemas a serem construídos e em processo de manutenção /revitalização / modernização.

  30. Fernando "Nunão" De Martini 18 de julho de 2014 at 17:21 #

    “rafael oliveira 18 de julho de 2014 at 13:59 # Edit
    Nunão, para mim , o seu exemplo corrobora o que eu disse e não o contrário:” Daí o fato de duas corvetas da classe “Inhaúma” terem sido encomendadas a um estaleiro privado, assim como parte da classe “Grajaú” ”
    Como é que encomendas insignificantes como essas vão sustentar um estaleiro? Como teremos uma DCNS, Navantia, BAe comprando essa quantidade de navios?
    Por isso repito: o Brasil não tem demanda para manter uma empresa naval de defesa.”

    Mas Rafael,

    A encomenda inicial de quatro corvetas classe “Inhaúma” de uma vez só (duas ao AMRJ e duas ao Verolme), ao invés de apenas um protótipo, visava justamente criar uma escala mínima de pedidos de equipamentos para viabilizar um índice razoável de nacionalização, que deveria crescer conforme viessem novas encomendas.

    O problema é que, por falta de novas encomendas, ficou-se apenas nas quatro corvetas iniciais. A quinta, que foi a versão melhorada Barroso, teve um índice de nacionalização menor do que a classe “Inhaúma” justamente porque foi apenas uma, e já separada no tempo das quatro primeiras e precisando da encomenda de diversos equipamentos novos, já que os originais das primeiras quatro corvetas não eram mais fabricados (aqui ou lá fora, em grande parte).

    A questão não era a inexistência de demanda, por parte da Marinha, de novos navios.

    Demanda havia: as corvetas deveriam substituir 12 contratorpedeiros classes “Fletcher”, “Allen M Sumner” e “Gearing” recebidos entre o final dos anos 60 e início dos 70 (navios da época da IIGM, excedentes da USN e que foram modernizados pelos EUA nos programas FRAM dos anos 50/60).

    Ou construir cerca de 12 navios de escolta ao longo de uns 10 a 15 anos não seria demanda suficiente? Essa é praticamente a demanda da DCNS, hoje, para a FREMM francesa e foi, no passado, para navios como as classes “George Leygues” e “Cassard”.

    Então repito: demanda havia.

    O problema foi a interminável sucessão de cortes de verbas que levaram o programa das corvetas a ficar somente em 4 +1 exemplares, ao invés de três lotes de 4 navios (4 + 4 + 4 = 12).

    No fim das contas, apenas 4 dos 12 contratorpedeiros das classes citadas acima foram substituídos por novas corvetas. Os 8 restantes deram lugar a navios comprados usados: 4 contratorpedeiros de escolta (fragatas) classe “Garcia” americanas dos anos 60, recebidos em 1989, e 4 fragatas classe “Broadsword” britânicas, recebidas em meados da década seguinte.

    Ou seja, só parte da demanda que havia foi atendida por navios novos, e aí pouco importou o fato de serem construídos aqui ou lá fora (como no caso da classe “Niterói” que teve quatro fragatas construídas na Inglaterra e duas no Brasil, com especificações traçadas aqui para atender a necessidades brasileiras).

    O restante não foi atendido por navios novos construídos nem aqui nem lá fora, e sim por usados.

    Minha conclusão é que o Brasil tinha (e tem) demanda para navios novos, em escala razoável e comparável a países como a França, e para essa conclusão nem estou levando em consideração se o melhor é que eles sejam construídos aqui (o que eu prefiro) ou lá fora (o que você prefere).

    O que não se consegue ter é verba alocada para essas aquisições, levando à tendência histórica de adquirir usados de ocasião, que tampam o buraco mas, ao mesmo tempo, atrapalham a aquisição de navios construídos especificamente para nossas necessidades, sejam eles projetados / construídos aqui ou no exterior.

    Assim, na minha opinião essa não é uma questão de escolher entre navios novos construídos aqui ou lá fora, cujas diferenças de preço podem não ser assim tão grandes quando comparadas ao benefício que se busca na construção local, que é a autonomia não só na construção, mas principalmente de manutenção ao longo do ciclo de vida – desde que haja fluxo de verbas constante (em grande parte, além dos problemas de gestão, é a inconstância das verbas que leva os programas a se atrasarem e ficarem mais caros e, quando prontos, já ultrapassados). É uma questão de ter as verbas e o fluxo correto das mesmas, que um país sério precisa para manter seu poder naval com navios novos, e não com usados de ocasião – que foram os navios que, na maior parte, cobriram o buraco gerado pela demanda que, como mostrei, existia (e continua existindo hoje).

    Hoje nossa demanda em fragatas / corvetas é para substituir (grosso modo), no curto prazo, três fragatas classe “Greenhalgh” (Broadsword), no médio prazo seis fragatas classe “Niterói” e, no longo prazo, quatro corvetas classe “Inhaúma” e uma classe “Barroso”. Ou seja, é uma demanda de 3 + 6 + 5 navios. Uma demanda de 14 escoltas. Na minha opinião, desde que atendam a especificações brasileiras, para necessidades brasileiras, não me importo que parte seja construída lá fora e parte aqui. Creio que uma demanda dessas permite uma composição dessas. O que não pode é continuar adquirindo navios usados de ocasião para atender à demanda.

  31. rafael oliveira 18 de julho de 2014 at 18:43 #

    Nunão, grato pela atenção.

    De fato, não devia ter usado o termo demanda (que está mais para desejo e necessidade).

    Deveria ter usado o termo compras.

    As compras da MB, junto aos estaleiros é que foram insignificantes.

    Mas creio que até a demanda é discutível. São 14 escoltas, de dois modelos diferentes. E após a entegra delas, a produção irá parar? 14 navios em 10 ou 15 anos é razoável, mas depois desses anos, não existirão novas encomendas? Salvo engano, a França tem mais de 20 escoltas, além dos outros navios que ela fabrica (em mais de um estaleiro,é verdade).

    Destaco que eu não prefiro que elas sejam construídas lá fora. Eu defendo o modelo que tiver o melhor custo-benefício. O custo até pode ser um pouco maior, para ser produzido aqui, pois parte desse custo será destinado aos empregados e ao Estado (impostos).

    O que eu sou absolutamente contra é ter uma empresa estatal ou uma sociedade de economia mista para construir navios.

    E que eu também questiono é se os estaleiros nacionais privados têm competência para construir navios com a qualidade desejável (Eisa, Inace e Atlântico Sul, por exemplo, são frequentemente criticados por aqui).

    Enfim, não vejo problema em estaleiros privados construírem os navios no Brasil, desde que eles tenham qualidade equiparável aos estrangeiros, preços apenas um pouco superiores aos do mercado e atendam às nossas necessidades.

    PS: concordo plenamente que devemos parar de comprar navios usados.

  32. Carlos Alberto Soares 19 de julho de 2014 at 8:55 #

    Rafael.Oliveira, meu caro colega

    “Acho que a menos pior é o Banco do Brasil e porque conta com alguns mercados cativos e enfrenta forte concorrência privada.”

    Errado !

    Sim capital misto.

    Acionista majoritário:
    O Tesouro Nacional.

    Portanto, NÓS os viventes deste Brazil …. com a nossa grana.

    Como disse uma vez um Empresário:

    Concorrer com o Tesouro Nacional é soda.

    Sds

  33. Roberto Bozzo 19 de julho de 2014 at 13:19 #

    Luiz Monteiro
    18 de julho de 2014 at 14:19 #
    Prezados,

    Para trazer mais assunto ao debate muito interessante que estão tendo acima…

    Um estaleiro coreano chegou a sondar sobre a possibilidade de modernizar integralmente o AMRJ. Após concluída a modernização, o AMRJ seria capaz de construir, além de navios militares, plataformas de petróleo, rebocadores e de apoio a industria Offshore.

    Em contrapartida, este estaleiro passaria a administrar o AMRJ por um determinado período de tempo.

    Contudo, não houve qualquer proposta formal.

    Vamos imaginar que estaleiro coreano se associe a ENGEPRON (já de economia mista) para administrar o AMRJ desenvolvendo uma classe de escoltas mais leve para complementar as 15 desejadas pela MB (5 de 6000t + 10 de 4500t por exemplo), além de atender a demanda da Petrobrás de plataformas… é inviável esta associação de se manter por conta própria ? Acredito que não. E, ao final do contrato, este estaleiro ficará para a empresa nacional com as encomendas da MB e privadas, mantendo-o.

  34. Roberto Bozzo 19 de julho de 2014 at 13:31 #

    rafael oliveira
    18 de julho de 2014 at 18:43 #

    Mas creio que até a demanda é discutível. São 14 escoltas, de dois modelos diferentes. E após a entegra delas, a produção irá parar? 14 navios em 10 ou 15 anos é razoável, mas depois desses anos, não existirão novas encomendas? Salvo engano, a França tem mais de 20 escoltas, além dos outros navios que ela fabrica (em mais de um estaleiro,é verdade).

    Inicialmente pode-se entregar um contrato de manutenção a empresa pois, quando a última encomenda for entregue, a primeira estará entrando numa manutenção de meia vida, ou seja, a empresa teria serviço por 30 anos, aproximadamente.

    Antes do final deste período já teria-se que iniciar o desenvolvimento de uma nova classe para substituir a atual, é um círculo virtuoso auto sustentável onde a maior beneficiada é a MB.

  35. Roberto Bozzo 19 de julho de 2014 at 13:34 #

    Me expressando melhor:

    Antes de se terminar o período de 30 anos ja teria-se que desenvolver uma nova classe para substituir a atual, então é um círculo virtuoso auto sustentável onde a maior beneficiada é a MB.

    Com recursos próprios ela MB pode desenvolver uma nova classe dependendo apenas do GF a época de liberar os recursos de aquisição ou aprovando um plano de financiamento de longo prazo.

  36. Carlos Alberto Soares 20 de julho de 2014 at 10:31 #

    Legal, sonhar é um dos preceitos para motivação.

    Sonhem, sonhem, sonhem …..

  37. rafael oliveira 20 de julho de 2014 at 16:02 #

    Prezado Carlos,

    O que eu quis dizer está de acordo com o você disse. Estatais e sociedades de economia mista não tem compromisso com o lucro, pois o Tesouro Nacional ou a Fazenda Estadual ou Municipai, conforme o caso, estão prontos para socorrê-las.

    O Banco do Brasil é um caso de relativo sucesso. Petrobrás, menos. Ceitec (a estatal dos chips brasileiros) é um tremendo fracasso.

    Caro Roberto,

    Não tenho como corroborar ou contradizer o que você disse sobre ser possível manter um estaleiro com as contas em ordem com essa encomenda e com a manutenção dos navios. Em princípio e comparando com outras empresas de defesa da área naval, os números me parecem pequenos. Mas é mera especulação minha.

  38. juarezmartinez 20 de julho de 2014 at 18:33 #

    Senhores, vamos analisar os fatos com o “norte” a frente sem elocubrações masturbativas alucinógenas”, pois elas fazem mal…..

    O AMRJ não tem mais pessoal qualificado em número necessário nem para construir um Mururu, porque:

    Porque a média de idade beira hoje os 45 anos, a marinha não conseguiu mais contratar, por diversas razões, entre eles, o salário oferecido, a negativa do GF em autorizar estas contratações também, e o envelhecimento dos equipamentos, das estruturas fisicas do arsenal.

    Buenas, soma-se ao citado acima o famigerado custo Brasil, aonde um chapa de aço é tributada desde que a Vale do Rio Doce compra papel higiênico para os funcionários da mina e seguem impostos em cascata. Uma escolta de 6.00o tons aqui no Brasil sairia o dobro do preço se fabricada por um estaleiro europeu moderno mesmo pagando salários muito mais altos que os nossos.

    Outra questão, custo trabalhista e nuances do trabalho no Brasil com os “borsa” e os castigos impostos pela lei pilantra trabalhista em que você é obrigado a pagar 50% de multa de FGTS a quem é demitido o que somados vem criando no Brasil uma verdadeira orda de vagabundos, preguiçosos e espertalhões que se valem destes instrumento para fazer terrorismo no trabalho.

    Construir no Brasil com custos exequíveis, esqueçam enquanto estas coisas não mudarem.

    Grande abraço

  39. MO 21 de julho de 2014 at 14:28 #

    Se fazer um Mururu ja eh um parto, me expliquem uma coisa que gostaria de entender – Pq tem gente 9e muita gente) que fala de futuro Nae …. bom nem vamos entrar em Nae que achouma bull shit sem tamnho (nosso), as proprias Tamanduas que serão em minha otica um naviozinho “Do doce” (isso se sairem). Acho melhor um planejamento mais palpavel a realidade pratica existente aqui no país

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

FREMM Provence iniciou provas

Navio é a quarta FREMM construída pela DCNS e terceira para a Marinha Francesa, e realizou sua primeira saída para […]

Submarino ‘stealth’ russo da classe ‘Kilo’ aperfeiçoada junta-se à Frota do Mar Negro

O primeiro submarino da classe “Varshavyanka”, o Novorossiisk, entrou em serviço na frota do Mar Negro, informou o o serviço de imprensa […]

Compre agora sua revista Forças de Defesa número 11

Outra revista igual a essa, só daqui a 100 anos! A Revista Forças de Defesa 11ª edição de 140 páginas na versão impressa […]

Dois destróieres da Marinha Real vendidos para comerciante de sucata turco

Dois navios da classe de contratorpedeiros Type 42 da Marinha Real foram vendidos para a sucata. O Ministério da Defesa (MoD) […]

Marinha Indiana recebe quarto e último OPV da classe ‘Saryu’

A Marinha Indiana comissionou o INS Sumitra (P59), quarto e último OPV (Offshore Patrol Vessel) da classe “Saryu”, no dia 4 […]

Marinha Russa recebe seu primeiro helicóptero Ka-52KM de ataque naval

Nikolai Novichkov, Moscou Foi anunciado que a Marinha Russa recebeu seu primeiro helicóptero de série Ka-52KM da Russian Helicopters. O helicóptero […]