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Primeira Expedição Colombiana à Antártica

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ARC 20 de Julio
Navio-Patrulha Oceânico “ARC 20 de Julio” suspendeu da Base Naval de Cartagena para a Primeira Expedição Colombiana à Antártica

 

No dia 16 de dezembro, em cerimônia realizada no Palácio Presidencial – “Casa de Nariño”, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, entregou a bandeira nacional colombiana ao Comandante do Navio – Patrulha “ARC 20 de Julio” para marcar o início do Programa Antártico Colombiano. A cerimônia contou com a presença da Embaixadora do Brasil na Colômbia, Maria Elisa Berenguer, do Adido Naval do Brasil, Capitão-de-Mar-e-Guerra (FN) Leonardo Lago Deza, e de diversas outras autoridades civis e militares.

Essa será a primeira vez que a Colômbia realizará uma expedição oficial ao continente antártico, sendo considerada uma “missão de ciência, geopolítica, estratégia e cooperação internacional”. No mesmo dia 16, um total de 102 militares e civis embarcaram no Navio-Patrulha Oceânico “20 de Julio” – navio construído na Colômbia, que saiu de Cartagena em direção ao Canal do Panamá, de onde demandarão a Península Antártica pelo Oceano Pacífico.

As pesquisas científicas, voltadas principalmente ao estudo das mudanças climáticas e da segurança marítima, como a elaboração de uma Carta Náutica em cooperação com o Chile, serão conduzidas por oceanógrafos, hidrógrafos, engenheiro mecânico e médicos, destacando-se ainda a presença de uma jornalista especializada em ciência. Foi solicitada a visita em bases, particularmente à Estação Antártica Comandante Ferraz, além de intercâmbios de conhecimentos com países como a Argentina, Chile, Equador e Peru.

Ademais o interesse no incremento da cooperação científica latino-americana, ressalta-se, dentre os propósitos desta expedição apoiada pela Armada Nacional da Colômbia, a intenção da Colômbia em converter-se em membro consultivo do Tratado Antártico.

FONTE: MB

12 COMMENTS

  1. wwolf22
    6 de janeiro de 2015 at 14:26 #
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    .

    O que tem a ver as NaPa 500 com uma expedição para a Antártica ?
    Ou é apenas implicância com a MB, pelo fato das NaPa terem armamento reduzido ?

  2. Como se diz em “ingreis” …envia-se os “assets” que se tem, ou seja, na falta de um navio de pesquisa puro envia-se o meio disponível, no caso colombiano, este
    belo OPV.

  3. Pois é, OPV bastante belo, com hangar e tudo o mais.

    O ponto principal, pra mim, é que foi construído na própria Colômbia., em que pese o projeto não ser deles.

    E os nossos OPVs? Três compras de oportunidade, nadica de nada construída aqui.

    E os nossos navios que fazem pesquisa etc no caso da Antártida?

    Algum construído aqui?

    Então acho o envio à Antártida desse OPV, de projeto estrangeiro, mas pelo menos construído na Colômbia, algo bastante significativo.

    No fim do século XIX, a Argentina enviava para pesquisas no extremo sul uma corveta, chamada “Uruguai” (e até hoje preservada em Puerto Madero) encomendada na Inglaterra. E nós mandávamos a “Parnaíba”, de porte semelhante embora menos sofisticada em construção, feita no então Arsenal de Marinha da Corte e com significativas inovações quanto ao seu desenho de carena (em que pese ser de madeira o revestimento).

    Já está mais do que na hora de irmos mais pra frente na construção naval militar, aqui no Brasil, de construir EDVM e congêneres, mesmo com todas as congratulações ao esforço despendido nas mesmas. A última incorporação de um meio de porte significativo, no caso a Barroso, foi em 2008. Já faz mais de 6 anos. Já passou da hora do AMRJ se engajar em novas construções, contratando pessoal e modernizando suas instalações.

  4. O Offshore Patrol Vessel (OPV 80) da Fassmer teve 3 unidades contratadas pela Colômbia, com dois entregues.

    O Chile encomendou 5, com 3 entregues.

    A Argentina compraria 5, mas não construiu nenhum.

    O Brasil, contou com a desistência de Trinidad e Tobago e adquiriu 3 Amazonas da BAe, numa compra de oportunidade. Pois, se dependesse dos 5 planejados inicialmente no Prosuper, não teria nenhum OPV com esse tamanho. E ainda sofre para construir alguns NaPa de 500 toneladas.

    Acho que Isso diz muito sobre cada um dos 4 países e suas capacidades de planejamento e execução, em oposição aos discursos ufanistas e promessas não cumpridas.

  5. Nunão, não simpatizo com a construção dos navios pela própria MB, pois tem tudo para sair bem mais caro.

    Penso que o ideal seria ela reorganizar suas contas e separar uma parte do seu orçamento para compras constantes de navios, sem ter que depender de outros investimentos que dependam do bom humor de Brasília.

    Dá para cortar gastos, se ela se desfazer de navios sucatas, desistir de ter navios e aviões dos anos 60/70, reduzir um pouco o quadro de pessoal (suspendendo admissões), vender boa parte dos seus bens imóveis (acho ridículo a MB ter terrenos no bairro mais nobre de Sorocaba, por exemplo – imagino que isso ocorra em outras cidades) e parar de comprar Marruás e Land Rovers pelo dobro do preço de mercado.

    Assim, sobraria dinheiro para investir, ainda que modestamente na compra navios, de forma constante, a fim de que um estaleiro privado capacitado tivesse demanda por navios militares.

    Tomara que o novo comandante da MB siga mais ou menos essa linha.

  6. Só como curiosidade…os OPVs na Marinha Colombiana fazem parte da Esquadra, que conta como principais combatentes de superfície , apenas 4 fragatas leves todas das quais já completaram 30 anos e uma corveta também com mais de 30 anos doada pela Coreia do Sul.

    Aqui, os OPVs , são Meios Distritais.

  7. Alfredo Araujo,

    acertou na mosca !!!!!!!!

    eh pura implicancia minha com a MB por adquirir canhoneiras nos dias atuais….

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