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LAAD 2015: devido ao ajuste fiscal, ministro Jaques Wagner diz que PROSUPER está ‘hibernando’

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navio de guerra com gelo - foto em caráter meramente ilustrativo e metafórico

Em entrevista coletiva realizada hoje (quarta-feira, 15/4) na LAAD 2015, o ministro da Defesa Jaques Wagner foi perguntado sobre expectativas para o PROSUPER, programa que visa obter 5 fragatas, 5 navios-patrulha oceânicos e um navio de apoio logístico numa disputa entre diversos fornecedores internacionais. Esta foi a resposta:

“Diante de toda a expectativa que ainda temos com a definição do ajuste fiscal [cortes orçamentários], não é razoável esperar que o PROSUPER possa ter desenvolvimento agora. Eu mantenho a esperança de que na parte final desse ano tenhamos condições de dizer alguma coisa. Estou sendo informado pelo comandante da Marinha, que está aqui do meu lado, que essa licitação do PROSUPER ainda não foi encerrada. Ela foi temporariamente paralisada justamente em função do ajuste fiscal. Está ‘hibernando’, como me diz o comandante da Marinha…”

Para ver outras partes (algumas mais otimistas) desta entrevista, clique aqui para acessar a matéria completa no Poder Aéreo.

(foto em caráter meramente ilustrativo e metafórico)

15 COMMENTS

  1. Alguém aqui acreditou que iríamos ter navios de combate novinhos em folha?
    A compra de oportunidade é o carma da Marinha!

  2. Marcelo
    Você está sendo muito otimista. Depois de ler as declarações do Ministro da defesa, creio que nem novo e nem velho. Reforma do São Paulo ? Nunca fui contra mas agora já acho uma sandice.

  3. Não é só o Prosuper, não. Depois que o “Moch” foi preso, hoje, praticamente todo o governo(?) escondeu-se embaixo da cama.

  4. Pô, Ivany qual é chance disso ocorrer?

    Desentubar o Scorpene já é algo dificílimo, quanto mais comprar outro modelo no lugar.

    Mais fácil a gente ganhar na Mega Sena.

  5. Quem está hibernando eternamente em berço esplendido é o Brasil. Do jeito que andam as coisas, o único navio que a MB ainda consegue operar no estado da arte é o Cisne Branco mesmo.

  6. Aliás, tudo que eu disse que ia acontecer, e pelo quê fui xingado e ofendido, está efetivamente acontecendo. Pois é…

  7. Eu sempre fui a favor da compra de submarinos Alemães, alias o Brasil tinha (pelo que eu saiba me corrigem se eu tiver errado) conhecimento tecnológico para construí no Brasil o U-209.

    Enfim se Israel prefere os Subs Alemães eles sabem melhor que ninguem que o melhor é o Alemão..hehehe…

    Voltando ao tópico triste situação da armada Brasileira, o Brasil não tem grana nem para comprar as velharias inglesas infelizmente!!!!

  8. Marcelo

    O entuboscorpene teve problemas na fuselagem hidrodinamica e no AIP também. Afora não ter conseguido, mesmo na versão “final”, o alcance a discrição que eram previstos no projeto que o brasil “aprovou”.

    Mas, enfim, se tirassem isso e colocasse qualquer classe nova dos U-boats ou Soryu estaria tudo ótimo.

  9. Soldat,o último sub U-209, nao foi construido aqui, ele foi montado aqui,que eu saiba nossa industria nao teria a capacidade técnica e industrial de projetar e montar um submarino no país, e ainda nao temos, muita coisa será comprada na França e de outros países , mas já saberemos fazer muita coisa.

  10. Soldat,
    Veja pelo lado bom: com os submarinos franceses e o nuclear, seremos a mais poderosa guarda costeira do mundo.

  11. Nunes neto,

    Várias seções do casco resistente dos IKL 209 foram construídas aqui, pela Nuclep (e depois unidas no AMRJ ou “montadas” como você diz) tal qual se está fazendo agora para os novos submarinos de projeto francês, com a diferença que agora também se está capacitando pessoal e instalações para construir as seções de proa, bem mais complexas.

    Quanto a projeto, de fato não temos hoje capacidade hoje para projetar nosso próprio submarino, mas já tivemos ou chegamos muito perto disso quando da capacitação de pessoal para a construção no Brasil dos IKL 209 – simultaneamente, cerca de 30 engenheiros recebiam instrução na Alemanha durante a construção da primeira unidade (feita inteiramente lá) para já começar o projeto do primeiro submarino brasileiro, que se seguiria à fabricação dos modelos alemães.

    O problema é que, vencidas com sucesso as etapas iniciais de projeto e na hora de seguir para a fase de projeto detalhado, quando se precisa de muito mais investimentos, o governo não liberou verbas e perdeu-se a possibilidade de avançar nisso (o que precisaria incluir, além da capacidade técnica, a capacidade industrial que você mencionou). O projeto daquele submarino brasileiro morreu por volta de 1990.

    Essa história é contada na matéria de capa (100 anos da Força de Submarinos) da revista Forças de Defesa número 11, em especial na página 87.

  12. Dá para perceber a importância que o Gov. está dando ao PROSUPER.

    O Min. da Defesa está ignorante do processo. Sequer sabe se foi encerrado ou não…

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