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Manutenção das turbinas das fragatas classe ‘Greenhalgh’ tira o sono de especialistas

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Fragata Greenhalgh
Fragata “Greenhalgh”: as turbinas funcionam, mas um dos geradores pifou

Roberto Lopes

Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

A desativação da fragata Bosísio (F48), marcada para o próximo dia 15 de julho, aliviará um pouco a situação crítica de falta de suprimentos para os diferentes sistemas dos navios Tipo 22 que integram a frota brasileira.

A baixa da F48 irá convertê-la em “paiol” para a Greenhalgh (F46) e para a Rademaker (F49), mas, claro, isso não irá resolver todos os problemas de desgaste experimentados pelos navios.

Nesse momento, a questão que mais preocupa o setor de logística da Esquadra é a manutenção das turbinas a gás Tyne e Olympus que equipam as embarcações.

A F49 foi devolvida ao setor operativo da Esquadra em 2013, depois de passar por seu Período Manutenção Geral (PMG).

Está com suas duas turbinas a gás Tyne e suas duas Olympus em operação. Entretanto, estes são propulsores antigos, que precisam funcionar a despeito dos poucos sobressalentes disponíveis no mercado.

A questão é agravada pelo fato de que, desde que começou a empenhar seus navios em comissões longe da costa brasileira – especialmente no litoral africano e no Oriente Médio –, a Esquadra precisa que seus navios aceitem um combustível de qualidade duvidosa, muito distante do Diesel-Mar-C refinado pela Petrobras para a Marinha do Brasil.

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A “Rademaker” terminou seu Programa de Manutenção Geral em 2013

 

Desgaste – Cinco anos atrás, em sua monografia de conclusão do curso de pós-graduação lato sensu em Engenharia de Produção na Universidade Cândido Mendes, intitulada “Implementação e Aperfeiçoamento do Processo de Reparo e Testes de Queimadores das Turbinas a Gás de Propulsão Rolls-Royce Olympus e Tyne das Fragatas da Marinha do Brasil” (www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/k213957.pdf), o engenheiro Claudio Vaz já advertia sobre os fatores que influenciavam o estado de forte desgaste das turbinas das fragatas brasileiras.

“Embora a turbina a gás seja amplamente utilizada em diversos segmentos, o seu emprego nas Fragatas apresenta algumas desvantagens”, escreveu ele. “No decorrer dos últimos anos”, prosseguiu Vaz – em 2010 – “são relacionados 3 (três) problemas referentes à utilização dos queimadores nas turbinas: seu baixo perfil de utilização, curto tempo de disponibilidade operativa entre os reparos/manutenções e o alto custo envolvido no reparo/manutenção”.

As turbinas Olympus possuem potência de 18 megawatts e consomem até 6 toneladas de óleo combustível por hora. Seu projeto original, desenvolvido para o setor aeronáutico, data de 1946. Em 1960 ela foi adaptada à propulsão de navios. As turbinas Tyne possuem potência de 4 megawatts e consomem até 1,5 toneladas de óleo/hora. Sua concepção original data de 1954.

“A palavra gás não se refere à queima de gases combustíveis”, observa o autor da monografia, “mas, sim, ao fluido de trabalho da turbina, que é neste caso a mistura de gases resultante da combustão”.

Revisão – O Poder Naval apurou que, entre os especialistas em manutenção do grupo propulsor a gás das Tipo 22 corre a informação de que a empresa britânica que vinha fazendo as revisões nas turbinas, avisou que já este ano deixará de realizar o serviço.

A Marinha argentina tem pessoal especializado na manutenção de turbinas com a idade tecnológica das brasileiras, mas também não garantem até quando vão se desincumbir dessa tarefa.

Em seu trabalho de 2010, Claudio Vaz observou:

“Em toda a Marinha brasileira, atualmente, existem apenas 3 (três) Oficiais-Engenheiros, 2 (dois) Engenheiros de Tecnologia Militar, 2 (dois) Técnicos em Mecânica e 2 (dois) mecânicos especialistas que realizaram os cursos na Rolls-Royce e na Real Marinha inglesa.

Como as atividades da Marinha do Brasil são amplas, a maioria do pessoal treinado já foi desviado para outras áreas; restando apenas 1 (um) Oficial-Engenheiro e 1 (um) mecânico-especialista”.

Mais adiante, Vaz lista o pessoal que ele julga necessário ao serviço de manutenção das turbinas a gás das fragatas:

  • 6 (seis) Oficiais-Engenheiros, onde (3) manutenção e (3) multiplicadores;
  • 4 (quatro) Engenheiros de Tecnologia Militar;
  • 3 (três) Técnicos em Mecânica;
  • 6 (seis) mecânicos especialistas”.

Geradores – A Greenhalgh está terminando um penoso período de docagem de rotina, cumprido com poucos recursos. Todas as suas turbinas a gás estão funcionando, mas há problemas na geração de energia: dos quatro geradores a bordo, um está em pane.

Quanto aos diversos sensores embarcados nas Tipo 22, muitos são de tecnologia que já completou 35 anos (ou mais).

Encontrar peças de reposição ou caminhos para driblar tais obsolescências por outros meios não é tarefa fácil. Contudo, nesse caso, os equipamentos da Bosísio fornecerão um apreciável estoque de componentes.

Bosísio - F48
“Paiol”: a “Bosísio”, agora, ajudará a manter suas “irmãs” em operação

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Iväny Junior
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As vosper mk.10 também usam a turbina olympus que é a versão naval do motor do vulcan(!) e fiquei muito preocupado sobre a extensão da vida útil da mesma, pois nesse ano dão baixa todos os navios ingleses que ainda utilizam essa propulsão. A certeza que eu tenho é que trocar as turbinas por outras mais novas é inviável por custos, nem dá pra usar apenas os motores diesel. E aí seria hora de parar os prosuper e prosub e ir atrás das fragatas alemãs classe Bremen como substitutas imediatas das escoltas niterói e type 22 (perdemos as batch 3… Read more »

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezado Ivany,

Os 6 primeiros navios da classe Bremen foram construídos no início da década de 80. Ou seja, praticamente na mesma época das Niterói e Greenhalgh.

Somente os 2 últimos foram construídos no final daquela mesma década.

Desta forma, a vida residual destes meios não compensariam sua aquisição.

Abraços

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Complementando, para a MB, interessa escoltas constridos a partir da década de 90 e que estejam em boas condições para serem operados por pelo menos duas décadas na MB.

Abraços

Oganza
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Oganza

A MB não está indo a pique só em seus meios, existe um apagão de profissionais e de mentes tb. Impressionante. Enquanto a MB não se “profissionalizar”, ou seja, acordar para os “novos tempos”, a velocidade da deterioração só irá aumentar… …mas não, estão querendo “reconstruir” o AMRJ e continuam cogitando a construção de novas embarcação naquela instituição… …cultivam decisões em processos infinitos e quando decidem, a fila do mundo já andou e a solução já está defasada… Precisamos de uma Marinha que seja capaz de fazer o básico, pq nem isso conseguimos fazer hj… Qualquer coisa que difira do… Read more »

Iväny Junior
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Caro Luiz Monteiro Estou falando justamente das ultimas 3 Bremen, que são bem mais novas que o batch 1 das type 22 (as que temos) que foram comissionadas entre 1979 e 1982. Afora isso sofreram muito mais upgrades e atualizações e têm turbinas que ainda são fabricadas (General Electric LM2500) e portanto, têm escala de manutenção com a própria MTU que fabrica os motores e geradores diesel, bem como, as próprias turbinas sob licença. Entendo que a MB queira belonaves mais novas, porém desconheço uma oferta (suposta) melhor que as fragatas alemãs. As F124 só irão descomissionar em duas décadas,… Read more »

thomas_dw
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thomas_dw

estes navios deveriam ter sido modernizados em 2005-2007 quando completaram 10 anos na MB e deveriam estar sendo substituídos agora, 10 anos apos a modernização.

as Niteroi entao, deveriam ter sido substituidas em 2005-2010.

deu no que deu.

daltonl
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daltonl

“… (perdemos as batch 3 da type 22 pra sucateiros, deveriam ter sido compradas…)” Ivany… o problema com essa linha de pensamento é que as T-22s B3 foram muito mais utilizadas pela Royal Navy do que as B1 que adquirimos e pelo que já li necessitariam um bom “refit” antes da venda o que encareceria o valor dos navios isso em 2011 quando deram baixa na RN, não exatamente um bom momento para o orçamento da marinha brasileira. As 3 T22s que já estavam pagas teriam que ser retiradas mais cedo e gradualmente enquanto o “refit” era feito nas 3… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Apesar dos pesares, o AMRJ ainda é a melhor opção da MB, se esta realmente pretende reviver sua capacidade de construção de navios em território nacional.
Nenhum dos estaleiros privados que construíram os navios da classe “Grajaú” e hoje a duras penas constroem os navios da classe “Macaé”, possuem as competências necessárias p/ construirem navios da classe “Barroso” e ou mais sofisticados que este.
E Itaguaí não é uma alternativa válida, devido a sua associação c/ a DCNS francesa e seus produtos.
Os demais estaleiros, aqueles que atendem a Petrobrás, são basicamente ” sacos vazios”, inviáveis financeira e tecnicamente.

Oganza
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Oganza

Duas de nossas Type 22 podem ser chamadas de “carros batidos”, duas delas são veteranas da Falklands War e mais, são veteranas com “cicatrizes”. – A F47 Dodsworth (Ex- HMS Brilliant F90) sofreu danos mínimos pelo canhão de um IAI Dagger. Mas a nossa “Dose Volts” já foi para scrap em 2012. – A F46 Greenhalgh (Ex- HMS Broadsword F88) sofreu danos maiores, foi atingida pelo canhão de um IAI Dagger e pela bomba de um A-4, mas será uma das que irão ficar em serviço ao lado da F49 Rademaker (Ex- HMS Battleaxe F89). É interessante notar que a… Read more »

thomas_dw
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thomas_dw

a MB esta em pleno processo desmonte – em dez anos nao vai sobrar muita coisa.

alias, nesta realidade orcamentaria, o Sao Paulo e o Ceara devem dar baixa e o dinheiro que seria usado no Submarino Nuclear destinado para comprar as 4 corvetas, que serao no futuro, a espinha dorsal da MB.

Oganza
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Oganza

No mundo atual o AMRJ nunca, mas nunca mesmo, será uma opção melhor… ele sempre será ineficiente e caro de se manter e sempre, na melhor das hipóteses, sofrerá a cada 15-20 anos de obsolescência, tanto fisicamente quanto de material humano. O que temos que entender e aceitar é que a geração e principalmente a realidade política da época da construção das Niteróis era completamente diferente, tanto era, que o AMRJ nunca conseguiu caminhar com as próprias pernas e toda vez que tentou, acabou batendo cabeça. O sucesso do programa que deu origem as Niteróis e aos Subs IKL deveram… Read more »

daltonl
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daltonl

Oganza… só complementando sobre a “Dods” ela não era a mais “velha” e mesmo assim operou por apenas 8 anos na marinha brasileira sendo retirada de serviço em 2004 e aguardou 8 anos seu destino final: o desmantelamento. Navios mais “velhos” normalmente tem a preferência para uma modernização e as vezes quando chega a vez do mais novo o dinheiro some ou as necessidades mudam e o navio mais novo é retirado. Com o fim da guerra fria muitos navios e submarinos da US Navy que estavam na fila para modernização foram simplesmente retirados ainda relativamente jovens, menos de 20… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Mto bonitinho no papel, mas o relacionamento da RN c/ a BAe não é essa brastemp tda.
Aliás o relacionamento da BAe c/ o MoD britânico é bastante acidentado.
A MB necessita de um estaleiro que a apoie, não de um que ela seja refém.

Oganza
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Oganza

Dalton,

sim, sim concordo… maaas lá eles foram para uma guerra de verdade ou “lutaram” akela que nunca aconteceu por mais de 30 anos… o buraco é era muito mais embaixo.

Ps.: mas eu não falei que “Dods”era a mais velha. 🙂

Oganza
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Oganza

Mauricio R., “mas o relacionamento da RN c/ a BAe não é essa brastemp tda.” isso é uma grande verdade tb. Mas a grande diferença é que eles, os Britânicos, bem ou mal, podem contar ou tentar contar com uma BAe… Já o Brasil!!! Foram necessários 20 anos para a Embraer, depois de privatizada, poder cobrir digamos 25-30% das necessidades da FAB… e olha que a EMB já tinha, enquanto estatal, algumas “excelências” em tecnologia aeronáutica que o AMRJ e a EMGEPRON nunca tiveram. AMRJ e EMGEPROM são cachorros mortos e sua inutilidade só tendem a aumentar e não importa… Read more »

Iväny Junior
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Daltonl

As informações recentes que vi em meios de comunicação especializados dão conta que a Colômbia inspecionou ambas as classes de embarcações e decidiu-se pela alemã justamente por ter um desgaste menor e apresentar armamentos e sensores mais sofisticados. De todo modo, mesmo as mais antigas (82) seriam jogo pra gente, do meu ponto de vista, pela manutenção.

Saudações.

Control
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Control

Srs Por partes: Se o problema para as Greenhalg é a capacidade de manutenção das turbinas e restam poucos ou quase nenhum profissional capaz de mantê-las: 1. Redireciona de volta para a atividade, os profissionais que foram deslocados para outras áreas; 2. Com esta mão de obra especializada treina outros técnicos e mecânicos para a atividade, antes que os únicos existentes saiam da MB; 3. Repense esta lógica estranha onde há mais engenheiros que técnicos e mecânicos. Equipes de manutenção onde há mais engenheiros que técnicos significam que há engenheiros exercendo a função de técnicos (custos a mais que o… Read more »

daltonl
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daltonl

Ivany… sim foi o que escrevi, as Bremens são mais atraentes do ponto de vista do armamento, mas, a primeira “125” será comissionada apenas em 2017 quando então a mais antiga Bremen ainda em serviço terá 35 anos, supondo que a marinha colombiana dê baixa primeiro na mais antiga o que necessariamente pode não ocorrer. O ideal é sempre adquirir um navio que ainda esteja em serviço, o que é conhecido como “hot transfer”, navios já descomissionados e “encostados” por algum tempo costumam custar um pouco mais. Um bom exemplo recente de compra de uma OHP foi a a ex-USS… Read more »

daltonl
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daltonl

onde escrevi “supondo que a marinha colombiana dê baixa primeiro…” entenda como supondo que a marinha alemã
dê baixa primeiro ! 🙂

thomas_dw
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thomas_dw

A realidade e’ que um numero cada vez menor de Greenhalgh e Niteroi constituem o futuro da MB – introduzir a Bremen ou Maestrale seria um feito com a dificuldade orcamentaria.

O mais provavel sera a MB tentar recuperar o que tem e ir com isto em frente.

Quanto ao SP e Ceara – tenho as minhas duvidas se jamais serao operacionais de novo.

ci_pin_ha
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ci_pin_ha

Tem a classe Adelaide que foi modernizada e tem previsão de ser usada até 2020.

ci_pin_ha
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ci_pin_ha

Oganza
O que para você seria uma marinha capaz de fazer o básico? Quais seriam os meios que ela precisaria possuir?

Oganza
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Oganza

Caro ci_pin_ha, nesse caso e antes de mais nada, existem 2 Básicos: 1 – O Político 2 – O Operacional 1 – O Político: A MB e suas FFAA irmãs tem que acordar para a realidade que em um Estado Democrático elas terão que obrigatoriamente criar e sustentar seus tentáculos nos corredores da Política. Isso é o mais complicado, já que eles passaram mais de 20 anos com o Estado na mão e desaprenderam tal ofício, se é que algum dia aprenderam. Elas nunca, repito: Nunca poderão contar com a “boa vontade” ou a consciência da classe política de mão… Read more »

Oganza
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Oganza

ci_pin_ha, tem muuuuita coisa errada e quando se começa a juntar números, operações e suas distribuições, mesmo de fontes fajutas, a coisa toda fica muuuito estranha, com pitadas inclusive de Segundas Intenções. O Material listado acima, se começar na próxima segunda, dia 18/05, levará 15 anos para ser concluído a contento. As coisas erradas começam no Estado Brasileiro, atual e anterior, contaminando tb o Almirantado da MB… vamos ver como o atual se sai… Até agora não fez nada de extraordinário e até o fim do ano já teremos tempo suficiente para baixar o martelo sobre ele, pois mudanças reais… Read more »

Knight
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Knight

Prezado Luiz Monteiro,

Gostaria que o Sr. esclarecesse uma dúvida, uma vez que vejo informações desencontradas:

A segunda corveta da Classe Tamandaré terá o início da construção após as provas de mar da primeira?
Caso a resposta seja negativa, quando a MB planeja o início da construção da segunda?

Agradeço desde já.

rafael oliveira
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rafael oliveira

Belo post, Oganza.

Eu até penso numa MB um pouco menor do que essa que você postou (menos fuzileiros e os navios correspondentes; 18 NaPa Macaé) e ela já seria muito melhor do que a que temos hoje.

Abraço!

_RJ_
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_RJ_

Oganza @17 de maio de 2015 at 23:44 # Oganza, Acho que a gente pensa muito parecido, neste aspecto. Uma Marinha que defenda o país, sem “devaneios” de se projetar um poder que não se tem. Nada de super-Fragatas de 6000T ou mais, NAe e SubNuc (que são coisas para uma marinha de quem faz intervenções em território estrangeiro) para uma Marinha que precisa primeiramente proteger o País. O Número de Navios de cada classe achei bastante interessante. Só não deixaria de lado a parte fluvial da Marinha, que desenvolve um papel importante no controle de nossas fronteiras fluviais. Alguns… Read more »

daltonl
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daltonl

RJ… não há nada de “super” em um navio deslocando 6000 toneladas a plena carga e a comunidade naval concorda que é o mínimo para se ter um bom custo-benefício. As “Horizons” , Arleigh Burkes, Darings e o que os chineses e indianos estão construindo agora são até maiores por exemplo. Navios menores são e sempre serão necessários, mas, ter como principais combatentes de superfície navios que deslocam 4500 toneladas não representa uma economia tão grande assim e o navio maior traz maior capacidade e uma capacidade mínima de crescimento durante os 40 anos em média de vida útil. Não… Read more »

ci_pin_ha
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ci_pin_ha

Fragatas da classe Formidable ou Valour são muito capazes, principalmente a Valour que não deixa nada a desejar em comparação com fragatas maiores.

daltonl
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daltonl

Para a pequena marinha sul africana que nem ao menos conseguiu adquirir as 5 Valour que tinha como meta uma foi cancelada pelo alto custo das mesmas, ter mísseis de curto alcance como o “umkhonto” como principal arma AA ainda foi um bom negócio.

Países diferentes podem ter necessidades diferentes, mas, pelo que entendo uma FREMM é bem superior a uma Valour
mesmo que compartilhem algumas coisas como o míssil exocet por exemplo.

ci_pin_ha
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ci_pin_ha

Usam o míssil de fabricação sul africana, pois foi interesse da AS. Garanto que aquele navio é capaz de receber mísseis Aster, além de possuírem raio de ação maior que o da FREMM. A África do Sul só comprou quatro por causa do custo, imagina se fosse uma fragata maior?
Fragatas são caras de se manter, mas uma fragata menor tem custo de aquisição e operação menor. Podemos ter um bom custo benefício

Oganza
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Oganza

Caro _RJ_, não mencionei a área fluvial por ser essa a área de maior misturebas e confusões do que é papel da MB e o que é papel de outras esferas do Estado. Então o post ficaria gigantesco, massante e entraria em áreas do SUS, IBAMA, PF, etc… … mas independente de qualquer coisa, o que mais está confuso nas zonas fluviais é a atuação da MB que age na região em comissões fluviais como se estivesse em comissões da década de 60 onde não existiam pontos de apoio por semanas. Hoje não é mais assim e já existe uma… Read more »

daltonl
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daltonl

Você pode até garantir que pode, mas, não me parece possível, fosse assim, a maioria das marinhas que buscam e/ou entendem a importância de navios de 6000 se contentaria com navios de menos de 4000 toneladas! Uma FREMM pode levar o ASTER 15 e 30 ou mesmo mísseis de ataque terrestre similares ao tomahawk e o VLS pode ser ampliado se necessário, há margem de crescimento para isso o que é importante para que um navio seja atualizado durante as décadas que ficará na ativa. Um navio maior tem sensores mais poderosos e a geração de energia e resfriamento necessários,… Read more »

Oganza
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Oganza

Caríssimo Dalton, quem assumiu o patamar das 6000 t são marinhas de enfrentam ameaças tão grandes quanto, possuem responsabilidades (territórios/alianças) além mar ou possuem responsabilidades geopolíticas/militares globais e precisam de comissões com 15 e alguns casos 20 semanas de mar e isso supera de longe as responsabilidades/necessidades básicas da MB. Até a UNIFIL é um disparate, não temos condições de permanecer lá… na verdade até como missão da ONU a UNIFIL é um engano/erro, é uma política equivocada que já deveria ter sofrido pressões mais contundentes para uma nova abordagem. Que isso? Em 2018 a porcaria da UNIFIL completara 40… Read more »

Oganza
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Oganza

Caros Colegas, o mundo está andando muito, mas muito rápido mesmo e até sonhos de consumo como FREMMs já estão ficando defasados se passarmos a olhar as necessidades atuais de marinhas meio-médias como a Brasileira. Tais marinhas meio-médias precisam de ultra flexibilidade para cumprir missões que conceitos como as FREMM cumprem de forma meia boca pelo simples fato de que suas marinhas tem recursos para possuírem outras classes para cumprir tais missões de forma mais dedicada. De forma alguma estou dizendo que essa é a solução, mas vasculhando o site da DAMEN holandesa encontrei esse conceito que eles estão chamando… Read more »

ci_pin_ha
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ci_pin_ha

O que me leva a acreditar que os navios da Classe Valour podem ser armados com Aster 15/30 é que fragatas classe Formidable, de dimensões idênticas carregam esse tipo de armamento. As Formidable podem levar um Seahawk e a Valour 2 helicopteros de 5 toneladas (segundo o site da Thyssen). Só lembrando que a adoção de Valour ou Formidable já seria um salto, tendo em vistas o que possuímos hoje. O Oganza falou muito bem sobre a questão das Fragatas de 6000t. Nosso orçamento é bem limitado e nada indica que deixará de ser. A MB pretende aumentar o numero… Read more »

XO
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XO

Oganza, seu comentario e analise em 18maio sao compartilhados por alguns de nos da ativa… acho que por vezes voce bate um pouco forte, mas fica inegavel reconhecer a logica do seu pensamento… provavelmente nao seremos a MB que vc e muitos aqui queremos, nao em curto ou medio prazo, mas acredito que a gestao Leal Ferreira vai ser positiva, apesar das dificuldades financeiras… Abraço…

Oganza
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Oganza

Caríssimo XO, eu acredito em vc, de verdade, e não é pq acho que estou certo, na verdade tenho grandes dúvidas e posso está completamente errado… o que eu entendo de “barco”, é que o motor fica atrás e só. Meu contato com os nossos militares é muito recente, tenho procurado conhece-los pessoalmente a apenas 2 anos, apesar do assunto me encantar desde de criança. Agora tem uma coisa muito importante: As FFAA Brasileiras estão em minha mais alta conta quanto sua idoneidade e diligência. Para mim, tais qualidades ainda ocupam a maioria de suas fileiras, e não é akela… Read more »

XO
Membro
XO

Oganza, eu também acredito e anseio por mudança, pois o que discutimos aqui é ou foi a minha realidade, seja embarcado, seja no setor de apoio onde estou agora… e as mudanças, por menores que sejam, só começam com opiniões diferentes sendo debatidas… então, continue a “bater”, pois você o faz com argumentos, no regret… abraço…

Farragut
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“Recomento” do fim de 2014: “É difícil dissuadir potenciais adversários externos quando, desde sua criação, nosso nível político vê o Ministério da Defesa como “puxadinho” político. O Estado brasileiro é inconsistente no trato de assuntos de Defesa até porque não há interesse da sociedade brasileira nesta área. A alta confiança nas FFAA, recorrentemente alardeada, é de caráter interno, notadamente por conta de tarefas subsidiarias, fruto da omissão dos responsáveis legais por saúde, policiamento, transportes…” Não tenho subsídios para elaborar um projeto de força, mas estou confortável para afirmar que é insatisfatória a implementação da decisão de se criar o MD.… Read more »

daltonl
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daltonl

Oganza… sei que não vou fazer vc e o ci_pin_ha mudarem de ideia e nem é minha intenção, mas, não há nada de “super” em um navio de 6000 toneladas…palavra de quem já visitou “Ticonderogas” e “Arleigh Burkes IIAs” 🙂 Estamos falando de um navio que desloca totalmente carregado menos de 1000 toneladas a mais que o maior combatente que a marinha chilena hoje opera, uma T-22 B2 que nem conta com mísseis de defesa de área apenas de ponto. O Marrocos adquiriu uma FREMM e nós aqui não podemos ter cinco na próxima década por exemplo ? A marinha… Read more »

daltonl
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daltonl

Oganza… quanto ao envio de navios argentinos para a Guerra do Golfo foi como vc sabe uma jogada política uma reaproximação com Washington , aliás, com poucas exceções aquela enorme coalizão de países foi uma piada, os EUA poderiam ter resolvido aquilo sozinhos, mas, é sempre bom ter apoio nem que seja moral. O fato de virmos a adquirir 5 fragatas de 6000 toneladas não significará que seremos um “player” como dizem estaremos apenas substituindo um número maior de navios por um número menor de mais capazes ao menos inicialmente até que se possa voltar ao número histórico de mais… Read more »

Oganza
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Oganza

Caro Dalton, “Será que não poderemos sair do patamar 4000 toneladas das Niteróis e T-22s ?” Infelizmente não. Não nos próximos 15 anos. Se isso for feito será em detrimento de outras áreas básicas da MB que já é sobrecarregada com outras responsabilidades que no fundo não lhe cabem, assim como FAB e EB. Afinal e por exemplo, para que ainda existe uma instituição chamada CAN? Ou seja, é puro devaneio. Como disse em outro post: “A missão de desbravamento e integração do Território Nacional é missão cumprida. E muito bem cumprida.” Navios de 6.000 t tem propósitos específicos para… Read more »

Oganza
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Oganza

Dalton, falando em combatentes de superfície: para mim a MB teve 2 grandes falhas nos últimos 30 anos. A primeira foi o fiasco das Inhaúmas que não deveriam ter chegado na 3ª embarcação. A segunda foi o abandono da Barroso, mesmo com os 14 anos de atraso. Se tivéssemos construido mais 4 ou 5 delas não estaríamos nesse “sufoco” todo e elas poderiam estar passando por uma modernização… …realmente não sei como são suas qualidades marinheiras, mas elas estariam segurando as pontas muito bem com um Radar 3D, 1 ou 2 RAM e duas diretoras de tiro, junto com seus… Read more »

daltonl
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daltonl

Oganza… além do ASTER 15/30 ou scalp naval uma FREMM pode receber o Mica em um VLS separado paralelo ao hangar, depende do que o cliente peça e futuramente quem sabe até o CAAM pretendido para a Tamandaré que como o ESSM que vc citou também poderá ser embarcado 4 unidades em cada silo. Citei a FREMM como exemplo pelo maior número de unidades construídas e maior destaque dado a elas quando comparadas ao navio espanhol, por exemplo,5 para a marinha espanhola e 3 em construção para a marinha australiana, mas, o navio espanhol é igualmente interessante também. Quanto a… Read more »