Home Marinha do Brasil Navio-Varredor ‘Abrolhos’ deixa o serviço ativo da Armada

Navio-Varredor ‘Abrolhos’ deixa o serviço ativo da Armada

1572
37

M19

O Navio-Varredor (NV) “Abrolhos” despediu-se do serviço ativo da Armada no dia 20 de agosto em cerimônia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Wilson Barbosa Guerra. A mostra de desarmamento do NV “Abrolhos” foi realizada na Base Naval de Aratu, em Salvador (BA). Estavam presentes o Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Elis Treidler Öberg; o Comandante do 2º Distrito Naval, Vice-Almirante Luiz Henrique Caroli; e o Comandante nomeado do 2º Distrito Naval, Vice-Almirante Cláudio Portugal de Viveiros, além de ex-comandantes do Navio e convidados.

Acumulando 1.305 dias de mar e 176.828,9 milhas náuticas navegadas em quase quatro décadas de serviço, o NV “Abrolhos” adestrou muitas gerações de marinheiros nas Operações de Contramedida de Minagem, uma vez que foi desenvolvido para varrer minas de contato e de influência. O navio foi construído em madeira, com baixa assinatura magnética e equipado para tarefas de varredura mecânica, acústica, magnética e combinada.

O Capitão-de-Mar-e-Guerra (Ref) Luiz Frederico Carvalho de Barros, primeiro Imediato e segundo Comandante do NV “Abrolhos”, manifestou a emoção em estar presente ao desarmamento do Navio. “Veio à minha lembrança, como um filme, todo o carinho e o trabalho que tivemos na preparação do Navio para cumprir bem a sua missão”, declarou.

O Contra-Almirante Cláudio Henrique Mello de Almeida, que comandou o NV “Abrolhos” nos anos de 1996 e 1997, também revelou ter boas lembranças do seu Comando, destacando a primeira viagem internacional do “Abrolhos”, por ocasião da Operação Águas Claras II, realizada em conjunto com a Armada Uruguaia.

Quinto navio da Classe Aratu, composta por um total de seis navios-varredores, o “Abrolhos” foi construído pelo estaleiro ABEKING & RASMUSSEN, na cidade de Lemwerder, na Alemanha, e teve a quilha batida em 25 de maio de 1973, sendo lançado ao mar no dia 7 de maio de 1974. Foi incorporado à Armada em 25 de fevereiro de 1976, quando passou à subordinação do Comando do 2º Distrito Naval.

FONTE: Marinha do Brasil

37 COMMENTS

    • Oi Adam um NV não permanece constantemente no mar, nesta conta no padrao MB os NPa (Co, Pa Oc) são os que mais navegam, ate devido a naturesa da função

  1. Adam, os Navios param periodicamente para manutenções, fora quando ficam indisponíveis por avaria… de qualquer forma, tirar a média não dá uma idéia exata, depende da época… por exemplo, quando eu comandei o M20 em 2004, fiz apenas 13,5 dias de mar… abraço…

  2. Acrescentando, atualmente, existe um período de disponibilidade anual (varia de acordo com a classe de Navio), o qual indica a quantidade de dias de mar que o Navio deveria fazer… com isso, seria possível programar as manutenções e imobilizar o meio em períodos definidos… abraço…

  3. Realmente tanto o comentário do Adam como o do XO ( que é profisional do segmento ) servem de comparação, mas 1305 dias ~ 3,5 anos, considerando 40 anos de operação, independente dos PMG ou em missão, dá menos que 10%…mesmo não dando uma idéia exata, a matemática é clara.
    Realmente, o flerte entre o que deveria ser disponibilizado a MB e o que é oferecido para treinamento e operação é extremamente desproporcional.

  4. Há alguns anos, quando da visita do equivalente norte-americano ao CM da Marinha do Brasil, aventou-se a aquisição de caça-minas da US Navy. Agora, graças ao Dalton, sei que eles não estão disponíveis para transferência. Depois, noticiou-se que algumas unidades da classe italiana Leirice nos tinham sido oferecidas. A última notícia é que o Brasil estava conhecendo a solução sueca, muito mais barata e, assim, possível de ser adotada pela MB. O fato é que a primeira unidade dos Aratus está sendo descomissionada(outros, certamente, o seguirão) sem que tenha sucessor definido. Será que algum companheiro do blog, talvez o X.O, tem alguma informação sobre o que pensa a Marinha do Brasil a respeito.

  5. – Triste ver a MB se apiquenando, sem conseguir repor a nave retirara de serviço. Até quanto assistiremos de braços cruzados o sucateamento e a pequinês de uma esquadra que um dia já foi a honra dos mares do SUL, e hoje, não tem 9 naves em condições de navegação, quando outra chegou a ter mais de 100. Meus pêsames MB

  6. O unico projeto que eu conheco nesta area foi a modernizacao da eletronica (armario de regulacao) dos NV, conduzida pelo IPqM… De qq forma, caso os demais Navios sejam retirados do servico, a lacuna deverah ser coberta… Por enquanto, porem, a ForMinVar nao eh prioridade, ateh onde eu sei… abracos…

  7. O que me chamou a atenção foi a quantidade Almirantes presentes, 2… 4 estrelas 2… 3 estrelas etc etc…………Foi muito Whisky, canapés, passagem aérea e diárias para essa turma.
    agora pergunto . A Marinha tá em crise ?

  8. Mas deveria ser prioridade, porque minas são relativamente baratas e de fácil operação, fechou o porto acabou a marinha.

    Grande abraço

  9. Sr. Adam, excelente observação.
    Acredito que não seja possível/plausível tendo em conta a disponibilidade “programada”, mas sendo assim… seria interessante tomar um tipo “leasing” (se possível, novamente)?
    Éder

  10. Juarez, ainda devemos lembrar que, dando uma olhada nas isobatimétricas, a maior parte do nosso litoral é passível de minagem… abraço…

  11. Os 3 estrelas são, como diz o próprio texto, o atual e o próximo Com2DN, ou seja, são da área… o CEMA preside esse tipo de cerimônia e o CON representa o Setor Operativo…
    Não estava lá prá saber como foi o evento, mas foi emitido um Memorando do próprio CM com determinações sobre a contenção de gastos… assim, acredito que não foi a “farra” que alguns aqui insinuam…

  12. Mais um que vai, sem substituto… Algumas grandes Marinhas, em épocas de contenção, enxugam o número de vasos de forma planejada a manter um padrão mínimo de operacionalidade. A Royal Navy, por exemplo. A nossa, infelizmente, está simplesmente apodrecendo…

  13. Fico só imaginando o nível de operacionalidade da geringonça nuclear submergível, quando, se um dia, ficar pronta… Temo, sinceramente, pela segurança de nossos marinheiros. Com o ritmo atual de recursos, melhor nem colocar na água. Abastecer seu reator, de jeito nenhum.

  14. Prezado amigo Juarez,

    O programa mais importante para a MB no momento é a “Recuperação da Capacidade Operacional (RCO)”, que consiste na revitalização de meios, estruturas e sistemas já existentes no inventário da MB.

    Entretanto, se surgirem oportunidades para obtenção de meios, seja por construção ou pelas compras de oportunidade, a MB o fará.

    Abraços

  15. Acho impensável, hoje, novas aquisições. Não conheço tão de perto a realidade da Marinha. Mas acompanho a do Exército por meio de alguns amigos oficiais.

    O que ouço deles é que, chegamos a uma situação na qual, se pudessem, mandariam a tropa toda para a casa para não gastar nem com o dia-a-dia.

    Quando se fala em meios terrestres, recuperar a capacidade operacional, ainda que mais custoso do que mantê-la, não é tão complexo, demorado e caro como em meios navais ou aéreos, a começar pelas próprias instalações. Sem falar em sistemas de armas e comunicação que, em todas as forças, certamente têm um procedimento especializado e cuidadoso, que acredito não ter sido abandonado.

    Meu receio é que tenhamos chegado ao ponto de enxugar gelo em um cenário de falta de toalhas – pelo menos até 2018, já dizem as profecias econômicas. Já ficou claro que o ministro dos banqueiros está mais preocupado em salvar os contratos de Petrobrás e assemelhadas, que lastreiam créditos da banca, do que manter o país real funcionando. Vai se uma longa transição…

  16. Com exceção do Albardão que como o Abrolhos completou 40 anos, os demais 4 são até um pouco mais antigos, incorporados entre 1971 e 1972 e em que pese possam estar em melhores condições, não deverão durar muito mais.

    Da forma como vejo, estes navios são importantes para se manter uma doutrina, mas, não são e nunca foram prioridade, visto o pequeno número adquirido e pequenos quando comparados com navios costeiros de outras nações como a classe Lerici italiana por exemplo.

    A US Navy vê a mina com preocupação, mas, em áreas onde opera e não em casa, tanto que dos 11 “Avengers”
    classificados como “oceânicos” ,4 estão baseados no Japão, 4 no Golfo Pérsico e 3 usados para treinamento em San Diego.

  17. Juarez…

    há muito pouco ainda mais quando o ideal seria substituir
    6 por 6.

    Dos mais comentados e/ou conhecidos…

    Há apenas 10 Lerici italianos que serão retirados entre 2018 e 2025 e os primeiros a serem retirados terão mais de 30 anos de uso.

    Os “Tripartite” estão sendo revitalizados e muitos já foram vendidos para outras nações.

    Os britânicos possuem 15 o que é considerado excessivo
    diante do tamanho da Royal Navy, mas, metade já está com 30 anos ou mais e os restantes tem sido usados como patrulheiros também.

    abraços

  18. Senhor XO, não sei se vc serviu na força, passei 5 anos nos Fuzileiros e tenho laços até hoje de amizade com a Marinha, quando falo que foi uma farra, o digo pelo lado financeiro, mostra de desarmamento é um momento triste para qualquer marinheiro ou fuzileiro, o que falo é que devido a crise, ir fazer a solenidade não precisava tantos estrelados, visto os gastos que falei. Crise é crise, nenhuma marinha que se preze pode ter um interruptor de liga/ desliga. Portanto ao meu humilde ver, acho exagero ir para mostra de desarmamento de um navio pequeno, 2 almirantes de quatro estrelas, passagens aéreas para toda comitiva, diárias, e outras coisitas mais, inerentes ao recebimento de tão ilustres convidados, se é que o senhor me entende.

  19. Prezado Roberto, sou da casa como você (mas sou da gola, como vocês dizem), ainda estou na ativa… compreendo o seu argumento, apenas tentei explicar porque os Oficiais Generais estavam lá, pontuando que ou já estão na área, pelo exercício do cargo, ou fazem parte do protocolo… somente isso… abraço e AD SUMUS…

  20. Texto correto:
    “E na Holanda e na Bélgica, não existem excedentes de navios de contra-minagem que brevemente serão desativados?”

  21. Pessoal, tudo bem que estamos na pindaíba, mas comprar navios varredores usados, ainda mais trintões, não dá.

    Uma coisa é comprar navios com mais de 3000 T usados (que eu não acho uma boa ideia, mas ainda é compreensível).

    Outra é comprar esses naviozinhos usados.

    Faça uma licitação internacional, não coloque o nome de PRO-MIN, e veja a melhor oferta.

    Ou passa lá na Suécia, encomenda meia-dúzia de “Landsorts”, com um empréstimo do Banco Sueco, juros baixíssimos e início de pagamento em 2018, chora um desconto em nome da parceria (e dispensa de licitação) e deixa a MB no estado-de-arte em pelo menos uma coisa, de forma que não terá mais preocupação por um bom tempo com isso.

  22. marujo…

    Holanda e Bélgica usam os “Tripartites” que mencionei acima, ao menos por enquanto, não há perspectiva que sejam retirados e foram revitalizados justamente para se aguentarem mais tempo em serviço.

    abs

  23. faz tempo que nossos marinheiros e comandantes merecem novos varredores… mas sequer conseguimos manter os meios em serviço! #UmaLastima

  24. Boa noite .
    Senhores tenho a mesma pergunta

    de ALBUDOG, 28 de agosto de 2015 at 11:43 # .

    Os navios não poderiam ser reaproveitados em outros

    funções menos especializadas?

    Os navios de aço quando dão baixa vão para o

    desmonte, o que acontece com esses que são

    de madeira?

    sds.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here