Quebrado o recorde em comprimento linear no Porto de Santos

Quebrado o recorde em comprimento linear no Porto de Santos

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prague-express-9450399-DGZR2-104014dwt--8749dwt-maiden-call-santos-ml-15-11-15-2 copyO Porta container alemão M/S ‘Prague Express’, em viagem de descarga, procedente de Port Kelang. Malásia,  atracou por BE no início da noite do dia 15/11/2015 no Terminal da Embraport 1, quebrando o recorde de comprimento linear por navio do Porto.

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(Modelo 1/700 do M/S ‘Hanover Express‘, mesma classe do navio)

Em sua primeira escala no complexo portuário Santista, a embarcaçao pertecente ao armador Hapag Lloyd AG, de Hamburgo, Alemanha, quebrou o recorde de comprimento linear do Porto de Santos, com seus 335,94 m de comprimento total e com 13,90 m de calado, se tornando o maior navio a atracar em Santos até o momento.

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O recorde anterior pertencia ao trio da mesma classe Hanjin Seattle, Hanjin Long Beach e Hanjin Rotterdam, com 335,63 m, quebrado em 01/08/2013.

Para ver todas as imagens (25) e informações sobre:

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Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 15/11/2015

24 COMMENTS

  1. Interessante, entre as informações do link para o Santos Shipphotos, é o grande motor de combustão interna que proporciona quase 80.000 hp num eixo único, levando o navio a 25 nós.

    Para uma comparação, a soma da potência das duas turbinas a vapor do NAe São Paulo dá pouco mais de 120.000 hp, levando o navio a cerca de 32 nós (quando ele navegava, evidentemente).

    Quando se fala em mudar a propulsão do NAe São Paulo com motores diesel, esta poderia ser uma possibilidade para velocidades de cruzeiro superiores a 20 nós (com transmissão / engrenagens compatíveis para transmitir a potência do motor para dois eixos), e quem sabe com uma combinação adicional de turbinas a gás para um pico próximo a 30 nós, uma por eixo. Porém, seria necessário um arranjo razoavelmente complexo de redutoras para compatibilizar a rotação das duas turbinas à do motor, dentro do sistema atual de dois eixos do navio. Ou um sistema baseado em motores elétricos em que motor(es) diesel e turbinas funcionassem como geradores.

    Mais interessante, talvez, seria um NAe novo que tivesse três eixos, o central com o motor diesel de grande porte (cerca de 80.000 hp) e os outros dois com uma turbina cada (25.000 hp cada uma), totalizando cerca de 130.000 hp para velocidade de pico. Os dois eixos laterais poderiam estar conectados a sistemas de propulsão por jatos d’água ao invés de hélices, para diminuir o arrasto destas.

  2. MO

    Somente para torrar a sua paciência; voce tem certeza que esse Prague Express é da mesma classe desse modelo, o Hannover Express??

    Eu pensava que o Prague Express é de uma classe de 3 navios construídos depois dos 8 da classe Hannover Express….mas posso estar errado…..

  3. Fico pensando no dia em que navios cargueiros se tornarão tão grandes, a ponto de não usarem mais propulsão convencional e sim nuclear. Aí apenas 5 países dominarão os mares, não apenas militarmente mas tb comercialmente.

  4. Ja existiu navios cargueiros movidos a energia nuclear…..mas não deu certo!

    Os custos, risicos, pessoal qualificado, muitos países não permitem a entrada de navios movidos a energia nuclear…simplesmente não compensa.

    Os navios mercantes, na minha opinião já atigiram o tamanho máximo…..muitos portos não possuem calado, espaço para manobrar ou guindastes suficientes para vários poderem carregar/descarregar em curto prazo navios desse porte gigantesco.

    Outro problema, o Canal do Panama mesmo sendo ampliado recentemente como foi, não permite a travessia de navios deste porte…..

    No momento existe um excesso de capacidade no mercado mundial de transporte; muitos armadores quase não ganham dinheiro…..

  5. Oi Franz, sim vc tem razao ele eh da classe de 3, seguinte a colombo, como sao derivados do mesmo projeto, por razoes sentimentais coloquei mesma classe, mas a propria hapag os define como classes distintas

  6. oi Serigio, passa facil, ele eh “magrelo” = 42,80 m de boca, os de 300 e os de 333 com 48,20m de boca tem impressao visual maior e passam facik tbm, ha estudos para os de 361 m da CMA CGM virem aqui

  7. Sim Franz, o Savannah, Americano, o Otto Hahn, alemao, quebra gelos russos (Lenin, por exemplo, mas alem disto tudo nos portos era tanta frecura os eco bobos e eco bunecos que se tornaram inviaveis pelo excesso de frecura.. o Otto Hahn veio uma vez em Santos, deu tanta dor de cabeça com bobeira que nunca mais veio, ele foi depois convertido em motor

  8. Cargueiros nao acredito, até pq praticamente nao existem mais, talves um Porta Container, quanto aos tanques, aparentemente so VLCC´s pois os ULCC´s estao sumindo e entre os graneleiros apenas os ULOO´s da Vale, que “entraram pelo cano” com a sacanagem daChina, nao acredito que sejam feitos mais em um futuro proximo …

  9. “Mais interessante, talvez, seria um NAe novo que ….. ” UFA ………… tomei um susto, quase infarto ! (rs).

  10. MO, uma pergunta:
    O maior profundidade/calado de portos no Brasil é o de SEPETIBA/RJ ?
    Obrigado, um abraço e reitero meus cumprimentos pelo seu trabalho.
    Estendido aos EDITORES por publica-los.

  11. “carlos alberto soares em 18/11/2015 as 18:13
    “Mais interessante, talvez, seria um NAe novo que ….. ” UFA ………… tomei um susto, quase infarto ! (rs).”

    Enfartaria à toa. Estou apenas colocando em debate (embora aparentemente ninguém tenha se interessado) uma questão técnica relacionada a sistemas de propulsão, que já foi tema de debate aqui por diversas vezes. Não tive intenção alguma de atacar ou defender (embora pudesse fazer tanto uma quanto outra coisa, se bem entendesse) a remotorização do atual NAe ou a construção de um novo, assunto que causa tanta celeuma e riscos de infartos.

  12. Nunão, então vou aproveitar a deixa…. Sabe dizer qual exatamente são os motores diesel que pretendem (se um dia realmente sair) instalar no A12 ?

  13. Prezado Nunão,

    Se um dia o PMM do NAe “São Paulo” for levado a diante, a propulsão passaria a ser diesel-elétrica.

    Interessante você falar sobre um futuro navio-aeródromo com 3 eixos. O projeto da DCNS para o PA2, e que certamente será o projeto da DCNS para a eventualidade do PRONAe sair do papel, possui 3 eixos e deslocamento próximo de 55.000 toneladas.

    Abraços

  14. Prezado Luiz Monteiro, boa tarde.

    Se a troca da propulsão do A12 ser realizada, já se sabe quem seria o fornecedor e o modelo utilizado ?
    Grato.

  15. Caro Luiz Monteiro, boa tarde.

    Bem lembrada a existencia de tres eixos no projeto frances de NAe convencional. Nao me lembrava disso, foi apenas uma proposta logica de minha parte no caso de um hipotetico sistema de propulsao em tres eixos que fizesse uso de um desses grandes motores diesel de mercantes como o da materia, de forma simples e direta (e economica) num so eixo, deixando mais dois para turbinas, prescindindo assim de complicadas transmissoes.

    Mas seria uma solucao que precisaria, ao mesmo tempo, de longas linhas de eixos para uma ilha que incorporasse chamine mais ou menos a meia nau. E o motor unico diesel de cruzeiro concentrando uns 70% da potencia total da propulsao, seria uma vulnerabilidade a mais num navio militar, nessa minha solucao “barata”.

    Pensando num sistema menos vulneravel de tres eixos, para um navio da importancia de um NAe, creio que seria melhor um sistema do tipo CODLAG, em que dois eixos (e todos bem mais curtos, ou mesmo PODs como os da classe Mistral) seriam acoplados a motores eletricos alimentados por duas pracas de geradores diesel razoavelmente distanciadas entre si (dentro do limite de suas tubulacoes nao distarem muito da ilha com chamine), com um terceiro eixo central, este mais longo, dotado de duas turbinas em linha (podendo-se acionar so uma ou as duas para as velocidades de pico desejadas). Isso seria uma planta de propulsao mais flexivel e menos vulneravel – para um navio novo, logicamente.

    Abraco!

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