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F. ‘União’ (F 45) – Detalhes

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Imagens em detalhes da F. ‘União’ (F 45), logo após atracação (manhã de 10/12/2015) mostando sua “Espingarda, Antenas e Heliporto” (sic), armamentos, detalhes, sensores e cerimonial de desembarque do ‘Capimar Santos’, recepcionado após atracação pelo CF Malafaia, Comandante do navio  .

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Para mais detalhes e imagens (20 ao total):

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Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 10/12/2015

36 COMMENTS

  1. Quanto a esse canhão (rifle), o que é essa estrutura metálica em volta? Para que serve?
    É uma espécie de campânula… Não é um CWIS, certo?

  2. Essa “estrutura metálica” é onde fica a guarnição, o sistema de carregamento e ejeção do canhão e os mecanismos de elevação e de estabilização.

  3. O rifle é o armamento de tubo principal das Fragatas Classe Niteroi e da Covertas Classe Inhauma/Barroso. De origem inglesa pode ser encontrado em outras versões em fragatas inglesas em operação em outras marinhas. É usado como apoio de fogo, antisuperficie (alvos sem meios defensivos ou com defesa limitada) e antiaerea muito muito limitada.

    Com o desenvolvimento do armamento do tipo missil guiado a partir do inicio da segunda metade do séc. XX, a energia transferida aos alvos aumentou exponecialmente, quando comparado aos projetis dos canhoes. Inviabilizando as blindagens navais e tornando o armamento de tubo (canhoes e metralhadoras) secundario.

    Quanto mais energia se transfere ao alvo em um menor espaço de tempo, de modo a superar sua capacidade de resiliencia sistemica, maior é a probabilidade de incapacita-lo ou destruir dada a consequencia dos danos infligidos pela transferencia de energia implicada sobre o alvo que supere sua resiliencia sistemica.

    Quem puder complementar e ajudar a explicar.

    • Não seja por isso, Joker!

      Repito aqui comentário que acabei de publicar no post original das fotos da F 45, onde surgiu toda essa polêmica do “rifle”:

      Sobre a questão do “rifle” (leia-se canhão principal) e a pergunta a respeito do calibre das armas na Segunda Guerra Mundial.

      Em geral, na IIGM os navios do porte de contratorpedeiro (destróier), incluindo os contratorpedeiros de escolta (fragatas) da fase final do conflito, tinham canhões entre 4 e 5 polegadas (100 e 127mm).

      Os americanos padronizaram nos de 5 polegadas / 38 calibres de comprimento de dupla função, antiaéreos e antissuperfície. Os britânicos demoraram mais para encontrar um verdadeiro canhão de dupla função, pois o de 4 polegadas (100mm) era bom no emprego antiaéreo, podendo ser usado em altos ângulos, mas fraco na guerra de superfície, enquanto o de 120mm (4,7 polegadas) padrão era muito bom contra alvos de superfície, mas só no final da guerra desenvolveram um modelo 120mm capaz de ser carregado eficientemente em altos ângulos, e mesmo assim em reparos muito volumosos e pesados. Naquela época, entrava em operação o calibre que mantiveram como padrão no pós-guerra, o 4,5 polegadas (114mm) de dupla função, do qual deriva o modelo mostrado nas fotos da fragata União.

      O XO, mais acima, resumiu muito bem a passagem do canhão de arma principal para secundária, com o advento de mísseis para a luta antiaérea e de superfície, o que fez diminuir a quantidade de canhões levados no navio (tanto pela eficiência menor frente aos mísseis, conforme esses evoluíam, quanto pela necessidade de espaço e peso que ocupavam ser ocupado pelos mísseis e radares mais modernos).

      Mas, mesmo antes dos mísseis virarem arma padrão, os primeiros contratorpedeiros de emprego geral, ou “clássicos” (antissubmarino e antiaéreos) do pós-guerra ainda tinham canhões como armamento principal, e em número menor do que os da Segunda Guerra. Mas a diferença estava na tecnologia.

      Por exemplo, a classe “Gearing” de 1945 tinha três torretas duplas de canhões de 5 polegadas / 38 calibres, num total de seis canhões, produzindo um fogo de barragem no que era considerado à época longas distâncias e altitudes (médias eram para os canhões de 40mm e curtas para os de 20mm), excelente para os padrões do final da Segunda Guerra. Porém, com o advento dos jatos, era necessário ter mais velocidade de projéteis, atingindo distâncias maiores e altitudes idem. Assim, a primeira classe de emprego geral do pós-guerra, a “Forrest Sherman”, tinha novos canhões, mais automotizados, de 5 polegadas / 54 calibres. E a grande diferença visível é que eram apenas três reparos singelos (de um só canhão), diminuindo-se de seis para três os canhões desse porte.

      Porém, além dos parâmetros de alcance, altitude e velocidade dos projéteis serem maiores, a cadência dos disparos era o dobro – de 20 disparos por minuto do canhão 5″L38 subiu para 40 tiros por minuto para o de 5″L54(embora na prática os números fossem menores, de 15 tpm e 30 tpm, respectivamente, com problemas de confiabilidade e falhas no início da operação do modelo mais novo). Ou seja, com menos canhões (metade) conseguia-se um desempenho antiaéreo e antissuperfície até superior.

      Uma lógica semelhante foi ocorrendo com os navios de escolta britânicos no pós-guerra. Os reparos do novo canhão de 114mm, nos anos 50, eram duplos, mas já no final dos anos 60 passaram a ser singelos, com números melhores no desempenho global e peso menor, chegando-se ao tipo de torreta que é vista nessas fotos da União (F 45).

      Quando entraram em operação em meados dos anos 70, as fragatas classe “Niterói” da versão de emprego geral (EG) tinham, com seus dois canhões de 114mmL55, melhores condições de emprego de armamento de tubo nas funções antiaérea e antissuperfície para as exigências da época, quando comparamos com os canhões dos velhos contratorpedeiros que substituíam, equipados em geral com três a cinco canhões de 127mmL38, do tempo da IIGM. Mas algo importante a acrescentar é que a maior automação dos canhões mais novos, se por um lado reduzia a quantidade de tripulantes e o tempo de reação frente às ameaças, por outro lado trazia menos confiabilidade que os velhos sistemas semi-automatizados ou manuais.

  4. 840 anos de uso do mark 8 e ainda tem esta duvida ….bom desde 2012 escrevo o minimo sempre tks Jok e Fernandinho eu ja estou gagah para isso …virei ‘pinico de pardal’ @Seo Valter …

  5. Definicao Juarez = vou para a praca fico jogando domino e os pardal fazem exercicio de bombardeio picado com municao real … final da tarde volto com as costas todo cag….o …. conjecturando sobre o que seria a estrutura de um mk 8 …. rsssss

  6. “Faltou falar sobre o rifle”. Acho que Carlos se refere ao texto da chamada. Fala na espingarda, no heliporto, mas não falou sobre o rifle… ainda da para M. O. modificar o texto e aproveitar todo o vocabulário técnico utilizado… antenas é normal pois ha muitas mesmo.

  7. Então o “rifle”, pois é isso que parece ser, é um canhão semelhante aos usados na segunda guerra em termos de circunferência/calibre? Ou aos canhões dos navios de piratas?
    Falo isso porque nos filmes e vídeos temos a impressão de canhões poderosos, o que esse “rifle” não transparece… talvez pela proporção do tamanho navio/canhão.
    E o que falar dos “canhões” de caças modernos? Pelo calibre estariam mais para metralhadoras, o que me leva a outra pergunta:
    O que diferencia um canhão e uma metralhadora?
    Uma metralhadora e um fuzil?
    Um canhão, um obuseiro, etc?
    Toda criança entende que tudo é canhão a noção do senso comum.
    Esse emaranhado de termos específicos para designar armamentos aparentemente iguais (ou o contrario) acaba confundindo.

    • “Nonato em 14/12/2015 as 23:49
      Então o “rifle”, pois é isso que parece ser, é um canhão semelhante aos usados na segunda guerra em termos de circunferência/calibre? Ou aos canhões dos navios de piratas?”

      Nonato, bom dia.

      A resposta é a primeira opção, dentre as duas que você colocou (calibre semelhante aos da IIGM ou semelhante aos navios dos piratas).

      Basta ler com atenção comentário que fiz mais acima, onde está escrito claramente:

      “Em geral, na IIGM os navios do porte de contratorpedeiro (destróier), incluindo os contratorpedeiros de escolta (fragatas) da fase final do conflito, tinham canhões entre 4 e 5 polegadas (100 e 127mm).”

      “Naquela época, entrava em operação o calibre que (os britânicos) mantiveram como padrão no pós-guerra, o 4,5 polegadas (114mm) de dupla função, do qual deriva o modelo mostrado nas fotos da fragata União.”

      Como 4,5 polegadas (calibre do canhão que você chama de “rifle”) está exatamente entre os calibres de 4 e de 5 polegadas para navios desse porte e função na Segunda Guerra, conclui-se que a primeira das suas opções é a correta.

      Sugiro a leitura completa e atenta de meu comentário de 14/12/2015 às 10:46, assim como o dos outros colegas neste post e também no que você iniciou suas perguntas: http://www.naval.com.br/blog/2015/12/10/f-uniao-f-45-demandando-o-cais-da-mortona-em-santos/

      • “Nonato em 14/12/2015 as 23:49
        E o que falar dos “canhões” de caças modernos? Pelo calibre estariam mais para metralhadoras, o que me leva a outra pergunta:
        O que diferencia um canhão e uma metralhadora?”

        Nonato, aproveito para complementar a explicação que o Bosco fez (para você ou para quem mais tenha se interessado pelo tema):

        As diversas forças armadas (ou mesmo países) costumam diferenciar metralhadoras de canhões pelo calibre (diâmetro da boca, ou circunferência da parte interna do tubo) mais por uma questão de nomenclatura, tradição ou tipo de emprego que vão fazer, na faia em que as diferenças de calibres são relativamente pequenas.

        Isso porque, seja para emprego naval ou aéreo, são todas armas de fogo com sistemas que permitem disparos automáticos, capazes de altas cadências de tiro, numa faixa que vai de 12,7mm a 57mm, em geral.

        – Um exemplo: FAB. Para a Força Aérea Brasileira, por exemplo, aparentemente o que importa mais é se o tipo de projétil disparado pelas armas instaladas nas aeronaves pode conter uma carga explosiva ou não. Por exemplo, uma arma de 12,7mm (.50) é chamada de metralhadora (seus projéteis são sólidos, ou no máximo permitem uma pequena carga incendiária). Já uma arma de 20mm é considerada um canhão, capaz de disparar projéteis maiores onde cargas explosivas já fazem muito mais estrago quando impactam o alvo, e ambas disparam em rajadas de alta cadência.

        – Outro exemplo: MB. Já para a Marinha do Brasil, uma arma de 20mm ainda é considerada uma metralhadora, provavelmente devido a uma longa tradição naval, onde as primeiras metralhadoras de emprego naval do século XIX, de acionamento ainda mecânico mas capazes de disparos em rajadas, tinham calibre de 1 polegada, equivalente a 25mm.

        É o caso dessa arma da figura abaixo, uma das primeiras metralhadoras de sucesso para emprego em navios, por volta de 1880:

        https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/32/1-InchNordenfelt4BarrelGunNavalActionDrawing.jpg

        Talvez por essa tradição que remonta ao século XIX, das primeiras metralhadoras que usou e que tinham calibre 25mm, a Marinha considere metralhadoras as armas de fogo automáticas de até 25mm, e canhões as que são acima desse calibre.

        Naquela época (fim do século XIX), os canhões eram todos de carregamento manual (cada projétil é colocado manualmente, um por vez, a cada disparo), sem sistemas automatizados (seja de acionamento mecânico, a gás ou algo similar) que caracterizavam as metralhadoras.

        Os “canhões de tiro rápido” da época (em geral de 37mm a 57mm) eram assim chamados por dispararem projéteis relativamente leves, tendo sistemas simples que facilitavam a abertura e fechamento da culatra nesses calibres menores, permitindo uma boa cadência de tiro com carregamento manual. Projéteis e cargas (propelente) numa mesma cápsula também passaram a ajudar na cadência, ao longo do tempo (em calibres maiores, são colocados separadamente no tubo).

        Com o avanço da tecnologia, mesmo armas de 40mm ou 57mm da segunda metade do século XX em diante permitiam grandes cadências de tiro comparáveis às das metralhadoras, perto de 400 por minuto ou 200 por minuto, respectivamente. Mas são denominados canhões devido ao calibre maior.

        Enfim, dar esse ou aquele nome a uma arma é mais uma questão de tradição / emprego.

        Resumindo: em geral, canhões têm calibres maiores, e metralhadoras e fuzis têm calibres menores. E todos são armas de fogo (onde a explosão da pólvora numa câmara dentro de um tubo, cuja culatra está fechada de um lado, impulsiona o projétil para o outro lado do tubo).

        Quanto a “rifle”, o termo servia no longínquo século XVIII para começar a distinguir os fuzis comuns, de “alma lisa”, dos que começavam a ter tubos raiados (rifled) para que o projétil girasse dentro do cano, dando mais precisão no disparo.

        Agora, chamar o canhão de 114mm (4,5 polegadas) de “rifle”, é uma ironia que não faz muito sentido a não ser que você seja um grande entendido no assunto e essa ironia se refira a novos desenvolvimentos em canhões de alma lisa frente aos raiados para disparo tanto de projéteis comuns quanto os do tipo foguete / mísseis, pois um canhão naval de 114mm é uma arma respeitável para navios desse porte, seja hoje ou na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, se sua ironia está mais para comparação com armas de mão como espingardas, mosquetões, trabucos, rifles e coisas do gênero, a comparação já deu o que tinha que dar e é totalmente descabida após toda a discussão gerada desde seu primeiro comentário.

  8. Xo. Você ou outro colega poderia explicar melhor como esses armamentos são disparados?
    Como é feita a mira? Quem dispara de onde? Qual a precisão do rifle?
    Sinceramente esse “reparo” é muito feio. Os phalanx são muito mais bonitos muito embora sejam armas de emprego bem diferentes.

  9. Nonato, você abriu a 1ª foto? Comparou o tamanho do canhão com o tamanho do marinheiro?

    Já viu um rifle, pelo menos na internet?

    Como o canhão pode parecer um rifle?

  10. Faltou o paiol com os projeteis … ups digo balas de canhao e ‘bombas” style ‘pica pau’, aquelas redondas com o pavio em cima e a improved com o despertador em cima … me perdoem, esqueei desta foto … rsssss

    Me lembem na proxima bem como a prancha e o cara da perna de pau (que pode ser eu em versao improved p(ois a protese nao eh de pau)

    Todas sugestoes devidamente anotadas, as enviaremos ao SAC, agradecemos a preferencia … eventualmente deixando para os programas de tv ou midia convencional este tipo de pauta tbm como opcao … Tks !

  11. Nonato,
    A classificação entre canhão e metralhadora é convencional. A Marinha do Brasil define que até 25 mm é metralhadora (salvo engano).
    Em geral é considerado metralhadora calibres menores que 20 mm e canhões de 20 mm pra cima.
    De 20 mm até 40 mm é canhão leve, acima de 40 mm até menos de 100 mm seria canhão médio, e de 100 mm pra cima seria canhão de grosso calibre.
    Em geral metralhadora é classificada em leve, média e pesada.
    As metralhadoras leves e médias adotam munição de fuzil,9 (5,56 mm e 7, 62 mm) já a pesada adota munição mais calibrosa (12,7 mm (.50)).
    Submetralhadora adota munição de pistola (9 mm, .40, .45, etc)
    O canhão da União é de 114 mm, portanto é um canhão de grosso calibre
    A diferença básica entre canhão e obuseiro é que o primeiro é para tiro tenso (alvos na linha de visão) e o obuseiro é para tiro curvo. Também um canhão adota munição engastada (projétil e estojo junto) enquanto um obuseiro geralmente usa munição desengastada (projétil e carga de projeção separados).
    Sds.

  12. Correção: queria dizer “canhão de pequeno calibre” e não “canhão leve”.
    No Ocidente em geral os canhões de pequeno calibre são: 20, 25, 27, 30, 35 e 40 mm.
    Os canhões de médio calibre: 57, 76 e 90 mm.
    Os canhões de grosso calibre: 100 (N), 105, 114 (N), 120 (N), 120, 127(N), 155 mm (N)

  13. Nonato,

    Em complemento ao comentario dos colegas, completo que a comparação de um canhão moderno como o reparo da foto com um canhão de caravela usada nos navios piratas como voce disse é completamente descabida. Não se trata apenas do tamanho do projetil. mas uma series de fatores como velocidade, capacidade de penetração, carga explosiva, alcance, entre outros. Nem só de aparencia funcionam as coisas. Os canhoes antigos no maximo fariam um amassado no casco de navios modernos. O canhão da F45 é um canhão de muito respeito. E não é nem um pouco pequeno.

  14. “Bosco 15 de dezembro de 2015 at 10:56
    Nunão,
    Mas o Nonato chamou o canhão de rifle equivocadamente e salvo engano porque teve uma referência ao canhão no texto como “espingarda”. “

    Não, Bosco.

    Foi em outra matéria que o próprio Nonato chamou o canhão de rifle, de modo irônico, e o texto da matéria do MO foi uma resposta irônica à discussão gerada. Tanto que está entre aspas e seguido de (sic).

    Tudo começou no primeiro comentário da matéria abaixo:

    http://www.naval.com.br/blog/2015/12/10/f-uniao-f-45-demandando-o-cais-da-mortona-em-santos/

  15. Só um adendo: obuseiros podem ter munição desencartuchada e encartuchada. A desencartuchada não usa estojo para reunir as cargas de projeção (M-114), já as encartuchadas usam um estojo metálico para reunir as cargas de projeção (L-118), nesse caso é desengastada, já que o projétil é separado fisicamente do estojo.
    Alguns canhões também podem usar munição sem estojo metálico (como o do M1A1) mas em geral eles usam munição encartuchada engastada, onde há um estojo metálico rigidamente conectado ao projétil.

  16. Eita. Parece que gerou polêmica. E, na minha opinião, desnecessariamente.
    Por um lado vi e agradeço os comentários explicativos de vários colegas, vários dos quais uma verdadeira aula (Nunao e Bosco, que sempre da aulas mesmo), e outros.
    Acho que ja expliquei o motivo de ter chamado o armamento por outro nome. Pelo senso comum, pelo visual, pela pouca imponência que transmite.
    Mas como muitos ja falaram e esclareceram tem o mesmo calibre dos tradicionais (2a. Guerra, piratas, etc.).
    Achei muito engraçado MO usar os termos no texto da matéria.
    Não percebi tom crítico, mas apenas aproveitando o ensejo, ja que ele ia mostrar os detalhes nas fotos.
    Agora não entendi a aparente “chateação” de alguns acerca disso.
    Eu aprendi muito com as explicações.
    E ao que parece muitos dos leitores são interessados nessa área (defesa), mas não são do ramo, motivo pelo qual a utilização de termos não técnicos dentro do contexto não deveria ser objeto de “revolta”.
    Já vi aqui muitos usando termos “críticos” em relação a armamentos sem que isso seja malvisto (lixopene por exemplo). No meu caso foi uma ironia “crítica” à aparência. Sem falar mal do equipamento propriamente dito. Acrescido da apresentação de dúvidas. No meu entender as respostas tiveram um conteúdo muito bom o que acaba tornando o post ainda mais informativo.

  17. Nonato,
    Vale salientar que essa classificação de calibres a que me referi é mais atual. Há alguns anos “grosso calibre” para canhões navais era acima de 200 mm. Havia até os de 460 mm da classe Yamato
    Do mesmo modo havia obuseiros (ainda devem haver alguns em operação em algum lugar) com 175 mm e 203 mm, que foram usados até na Guerra do Golfo pelos americanos.
    Os americanos substituíram esses obuseiros de grosso calibre pelo lançador de foguetes MLRS e basicamente hoje no Ocidente só tem obuseiro de 105 e 155 mm.
    Sds.

  18. Nonato, o 4.5 pode ser controlado pelo Centro de Operacoes de Combate, a partir de um dos consoles de armas, ai incluindo o carregamento, setagem de espoleta e disparo…a fonte de dados para a solucao de tiro pode ser o radar DT, a alca otica ou a alca optronica… em emergencia, o canhao eh controlado a partir da estacao Defesa AV, pelo operador da alca otica (isso, em se tratando de classe Inhauma)… ele movimenta o canhao ( na verdade, o canhao acompanha os movimentos da alca otica) e faz o disparo… o pessoal do controle local fuca responsavel apenas pelo carregamento…
    Quanto ao desempenho, o canhao bem alinhado e com manutencao em dia eh muito preciso… mas isso tambem depende da setagem dos parametros balisticos e do correto desempenho da fonte de dados… abraco…

  19. Nonato,
    Vale salientar que atualmente a diferenciação entre canhão e obuseiro não faz muito sentido do ponto de vista técnico, sendo só formal. A diferença fica só por conta da utilização, que no caso do canhão é pra tiro tenso contra alvos pontuais na linha de visão enquanto o obuseiro é para tiro curvo, batendo alvos de área, geralmente fora da linha de visão ou tão afastados que exige uma inclinação muito acentuada do tubo.
    No passado um obuseiro era limitado a 25 calibres (o comprimento do cano tinha no máximo 25 vezes o diâmetro do tubo). Hoje, há “obuseiros” com 52 calibres e que pode realizar tiro tenso contra alvos na linha de visão com tanta eficácia quanto um canhão.
    Já o contrário nem sempre é possível. Um canhão num carro de combate tem uma elevação limitada que o impede de atuar de forma eficaz contra alvos fora da linha de visão.
    Como os canhões “terrestres” são limitados no Ocidente ao calibre 120 mm o que tem calibre acima disso é obuseiro, Em relação aos obuseiros de 105 mm há também canhões nesse calibre e com ele podemos fazer comparações.
    Por exemplo, se compararmos o canhão L-7 de 105 mm instalado em alguns veículos de combate veremos que ele tem um cano de 52 calibres e em geral é montado em reparos que permite uma elevação que vai de -10 a + 20º, o que permite bater alvos de 3 a 4 km de distância.
    Já o obuseiro rebocado G-7, também com 105 mm e com 52 calibres tem uma elevação que vai de -5 a + 75º, que o permite bater alvos a 32 km.
    Ou seja, como diz o falecido Mussum: é complicadiss!! rsrsss
    Sds.

  20. Só pra concluir, em que pese o off-topic, pode-se dizer que em relação à munição os obuseiros possuem munição com estojo separado do projétil (ex: L118), chamada de encartuchada desengastada; ou sem estojo (a carga de projeção é colocada em “embalagens”) como no M-198, chamada de munição desencartuchada.
    Em relação aos canhões de grosso calibre (de 100 a 155 mm) há munições com o estojo metálico conectado rigidamente ao projétil (ex: M-68 de 105 mm), denominada de encartuchada engastada, há munição com estojo separado (ex: canhão naval Mk-45 de 127 mm), denominada de encartuchada desengastada; há munição sem estojo (L11 de 120 mm do Challenger) denominada de desencartuchada; e há munição com estojo não metálico, combustível, rigidamente conectado ao projétil (L44/M256 do Leopard 2 e M-1A1).
    Perdoem-me pelo off-topic.

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