Esquadra
Fragata Rademaker, Navio-Tanque Marajó e NAe São Paulo no início dos anos 2000

Romulo F. Federici
rfederici@rfederici.com.br

Para falar da Marinha que queremos, precisamos primeiro entender como nosso país se coloca entre as demais nações deste planeta, onde o mar é o grande elemento de ligação entre continentes e palco histórico de conflitos. Numa visão geopolítica bem básica, poderíamos considerar que no mundo existem os seguintes tipos de países: os protagonistas, os irrelevantes e os párias.

Os países párias
São países que padecem de carências generalizadas e crônicas e que não podem pensar em outra coisa que vá além de chegar ao dia seguinte. Vivem atrelados a programas assistenciais, dependendo dos mesmos, assim como a ONGs de atendimento básico. Frequentemente são vítimas de conflitos internos por falta de ordenamento político-institucional mínimo. São poucas as suas perspectivas de se colocarem de pé como países ou como nações em curto ou médio prazo.

Os países irrelevantes
São aqueles que, mesmo tendo alguma estrutura social, certa capacidade de sobrevivência e até mesmo existência digna e estável, vivem, normalmente, a reboque de alguma potência. Muitas vezes, dependem de acordos bilaterais normalmente conseguidos com maiores vantagens para o seu parceiro. Muitos não possuem nem população nem território de destaque ou, se os têm, entraram em decadência ou não otimizaram seu potencial. São países frequentemente sem uma infraestrutura industrial consistente, que exportam quase exclusivamente produtos primários e importam quase todo manufaturado de que necessitam.

São aqueles países às vezes bem arrumados, mas sem voz suficientemente alta para ecoar, ser ouvida e considerada geopoliticamente.

Esquadra Brasileira
Esquadra Brasileira em operação, uma visão cada vez mais rara


Os países protagonistas

São aqueles que reúnem condições de participar (em maior ou menor grau) das discussões e decisões que conduzem os destinos do mundo e, consequentemente, da humanidade.

Para integrar esse grupo mais seleto, cada participante terá de exibir, entre outras credenciais, uma economia entre as 15 maiores do mundo, pelo menos (eventualmente, pode haver uma tolerância pontual pela ocorrência de outros fatores). Também precisam apresentar um parque industrial considerável, satisfatória produção de produtos primários e disponibilidade de energia adequada a atender às demandas presentes e de médio e longo prazo.

São nações de população e território importantes, com áreas de influência, reservas em dólares que lhes permitem enfrentar demandas ou situações extraordinárias, além de contarem com estabilidade político-institucional.

Para ser um país protagonista, também é fundamental ter capacidade de defesa suficientemente dissuasória, garantidora de sua integridade e soberania e que, ainda, possibilite a capacidade de marcar presença em áreas de conflito no estrangeiro, como forças impositivas ou garantidoras de paz através da ONU (Organização das Nações Unidas).

Existem neste elenco nações que podem não atender a um ou outro item, mas que apresentam outros elementos relevantes. É o caso dos países da Europa Ocidental que, mesmo pequenos em sua maioria, e mesmo num momento decadente, ainda têm economias importantes, estabilidade secular e boa capacidade de defesa. A importância dos europeus é potencializada pelo fato de estarem unidos em dois tratados que os integraram política, econômica e militarmente.

De fato estão unidos, como irmãos siameses, na União Europeia (UE), que é uma união econômica e política de 28 estados-membros independentes, porém integrados, e que na prática formam um mega-estado virtual. Além disso, estão unidos na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), liderada e pautada pelos Estados Unidos, reunindo as forças de defesa de todos os países-membros.
Portanto, fica claro que para ser protagonista, além dos diversos elementos citados, é importantíssimo e absolutamente indispensável que os países desse grupo possuam forças armadas bem dimensionadas, bem preparadas e devidamente equipadas. E não é só para atuarem como fator dissuasório e participarem em missões de paz ou de intervenção em qualquer lugar do mundo sob o manto da ONU. Essas forças têm de ter potencial para se fazerem presentes em áreas de interesse estratégico que qualquer protagonista tem.

Fragata Independência (F44) operando com o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower (CVN 69) e seu Carrier Strike Group 8 no Atlântico Norte
Fragata Independência (F44) operando com o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower (CVN 69) e seu Carrier Strike Group 8 no Atlântico Norte

 

Onde está o Brasil nessa história?
Nosso país já é um protagonista mundial, por várias de suas características.

O Brasil é uma liderança e potência regional com uma das maiores economias do mundo. Também possui riquezas e território extraordinariamente significativos, assim como disponibilidade real e potencial de energia, e grande população que progressivamente vem sendo resgatada da miséria crônica que imperou até poucas décadas. Possui parque industrial de tamanho considerável, é um dos maiores produtores de alimentos do planeta, apresenta estabilidade político-institucional e é uma democracia que, felizmente, permite a convivência, mesmo que eventualmente ruidosa, de várias tendências. Estes são os principais dentre outros requisitos essenciais a um protagonista.

Um dos pontos mais relevantes a se considerar em relação ao Brasil é o imenso tamanho de sua costa. O País é banhado pelo Oceano Atlântico, desde o Cabo Orange ao norte até o Arroio Chuí ao sul, numa extensão de 7.408km que aumenta para 9.198km se considerarmos as saliências e reentrâncias do litoral. Se levarmos em conta a crescente importância do Atlântico Sul, trata-se de um elemento estratégico enorme.

Além disso, o Brasil tem bem à frente o Continente Africano, onde há crescentes interesses para nossa nação, principalmente em Moçambique, Angola, Namíbia e outros países localizados principalmente na costa atlântica da África. Isto sem nos esquecermos de que o Atlântico é a “avenida” de acesso à Antártica, ao Cabo da Boa Esperança (extremo sul do Continente Africano), que é rota para o Oceano Índico, além do Cabo Horn (ao sul da América do Sul), rota de acesso ao Oceano Pacífico.

Coroando tudo isto, temos que considerar um fator crucial: o Brasil vem se apresentando como protagonista e requerendo a responsabilidade de atuar como um em vários momentos nas últimas décadas e, mais recentemente, no Haiti e no Líbano.

Esquadra Tropicalex
Navios da Esquadra Brasileira em uma das Operações Tropicalex

O protagonismo e a Marinha
Para que tudo isso faça algum sentido, temos que possuir uma marinha forte capaz de atuar defensivamente ao longo de nossa costa, mas também com poder de projeção para áreas mais distantes onde se faça necessária nossa presença como reafirmação de protagonismo geopolítico.

No entanto, o que temos assistindo nos últimos anos não se coaduna com as pretensões protagonistas do País. A Marinha do Brasil conta com o grande valor de seus homens e mulheres, mas não de seus meios.

Se analisarmos as unidades que vêm sendo incorporadas à Armada recentemente, constatamos que foram agregadas somente pequenas unidades de patrulha de 500 toneladas de deslocamento, além de três navios-patrulha oceânicos de cerca de 1.800 toneladas (em deslocamento leve), frutos de compra de oportunidade em face de terem sido recusados por país caribenho.

Convenhamos: não se tratam de belonaves. São, basicamente, unidades adequadas a tarefas de guarda costeira, com armamento e recursos eletrônicos limitados. Apesar de atenderem a um papel importante, o fato é que esses navios não agregam capacidade real de combate à Armada e não incrementam capacidade de projeção, absolutamente essencial ao bom cumprimento de missões inerentes ao “status” geopolítico pretendido pelo País.

NPaOc Apa - 1
Navio Patrulha Oceânico Apa

Precisamos, para início de conversa, de um número mínimo de unidades que transportem meios operacionais e homens, quando necessário e para onde for necessário.
Lembramos, para não ir muito longe, dos problemas enfrentados por navios que, num primeiro momento, foram escalados para transportar equipamentos e homens para o Haiti. A “pátria foi salva” um pouco mais adiante com a compra de navios ingleses usados, um dos quais vem sendo extensivamente usado no suprimento das forças que atuam no país caribenho.

A missão no Líbano, pela qual reclamamos participação com comando, obrigou a Marinha a um verdadeiro “tour de force” para preparar nossas fragatas, “heroínas” de quase 40 anos de uso, para atuarem de maneira honrosa na missão, em rodízio.

O projeto de substituição dessas fragatas por novas unidades de 6.000 toneladas mergulhou em profundo silêncio e os fracos ecos que se ouvem dão conta da construção de 4 corvetas numa versão atualizada do último navio de escolta incorporado (em 2008) pela Marinha, a corveta Barroso, de projeto e construção nacionais.

Se a incorporação de novos navios do porte de corveta (com pouco mais de 2.000 toneladas) vai se realizar ninguém sabe, mas falar em real capacidade de projeção contanto, no máximo, com corvetas, é inimaginável. Comparada a uma comissão numa grande fragata moderna, a viagem em corveta até o Líbano, com permanência de 6 meses e retorno, é bem mais desgastante para sua tripulação, com diminuição de sua eficiência. Além disso, o navio é menos armado do que uma fragata.

Corveta Barroso na ATLASUR IX e IBSAMAR III
Corveta Barroso na ATLASUR IX e IBSAMAR III

Uma lamentável constatação
Fica evidente que o orçamento da Marinha, sabidamente insuficiente, vem sendo eclipsado pelo programa de construção dos submarinos derivados do tipo “Scorpène” francês, que inclui um estaleiro construtor e base. Além do mais, o longo processo de recuperação do porta-aviões São Paulo vem demandando apreciável soma de recursos.

Pois bem: apesar de valor reconhecido em ambas as iniciativas, deve-se levar em conta que os submarinos, mesmo havendo uma unidade de propulsão nuclear em projeto, serão de natureza defensiva, para negação do uso do mar, e que o navio-aeródromo vai operar um pequeno número de aviões de combate subsônicos e limitados, sem contar com navios-escolta à altura. Ambos não parecem ser os elementos de projeção, seja por seu emprego defensivo ou por suas características limitadas, que o País carece como protagonista.

É óbvio que precisaríamos, no mínimo e sem abrir mão do que está programado, substituir nossas cansadas fragatas por unidades novas e equipadas para as missões que lhes caberiam.
Portanto, nos últimos anos, quanto aos meios de superfície não temos mais do que esforços para montar uma guarda-costeira e não uma Esquadra composta por belonaves capazes de gerar algum poder de projeção ou mesmo dissuasão.

Temos que nos indagar de forma urgente e sincera: afinal, que marinha queremos e, além disso, que país queremos no elenco geopolítico?

Se tudo continuar dentro dos mesmos critérios e no mesmo ritmo, o Brasil precisará abdicar do direito de ser um país protagonista e se conformar em ser um mero país irrelevante, geopoliticamente falando.

Seria constrangedor.

Artigo publicado originalmente na revista impressa Forças de Defesa número 8

75 COMMENTS

  1. Não se trata da Marinha que queremos, mas sim da que podemos ter. Se todo o $$$ que gastamos no SP (sucata, desde antes da chegada) tivemos investindo em unidades menores, talvez fabricadas aqui, a Marinha (e talvez o país como um todo) teriam ganho muito mais… Talvez valesse rever o processo que levou à aquisição do SP e averiguar responsabilidades.

  2. Temos que ter uma Marinha realista, transforma o SP em Museu, Coral artificial ou qualquer outra coisa.Submarino nuclear pro Brasil é piada, teremos uma Guarda costeira com um submarino nuclear chega ser uma piada de mal gosto.

    A marinha e seus comandantes tem que abrir os olhos pra realidade, depois disso oque vier é lucro.

  3. A Marinha que quero é uma força operacional, profissional, equilibrada, com alto índice de disponibilidade de meios e capaz de cumprir sua missão constitucional. Só isso.
    Não adianta querer fragatas de 6 mil toneladase submarino nuclear se não conseguimos manter os meios atualmente disponíveis. Enquanto defesa não for uma política de Estado vamos ficar a mercê da boa vontade de cada mandatário.

  4. Vivaldo,
    .
    O que foi gasto no São Paulo ao longo de 15 anos, entre aquisição e manutenção, eu creio não daria nem para construir uma corveta igual à Barroso no mesmo período.
    .
    Acho que não adianta colocar toda a culpa num “navio-bode expiatório” só, independentemente de se concordar ou não com a aquisição do São Paulo.

  5. Novamente esta questão debatida aqui no Fórum. A resposta à essa pergunta deveria vir da própria Marinha, que se mostra incapaz de traçar planos viáveis e demonstrar prioridades claras e que façam sentido à qualquer um que pensar em nossa posição geopolítica. Não faz sentido ficar brigando pelos sempre escassos recursos infinitamente. Nem mesmo ficar colocando a culpa neste ou naquele governo (nunca estivemos diferentes, sempre na pindaiba e essa era a realidade mesmo nos governos militares). Nunca estaremos como gostaríamos de estar, pelo menos se o critério for baseado no sentimento exaltado que vemos aqui no site.

    É preciso ter um plano viável e factível à nosso país, não a piração do PAEMB, e convencer a população que é justo e necessário investir em nosso poder naval em detrimento de outros setores. É assim que se faz na democracia, seja aqui ou em qualquer outro país decente, e não chorar as pitangas de seu apartamento na zona sul do Rio de Janeiro, pensando nos privilégios do almirantado. Se a Marinha ao menos aprendesse com as outras forças já daríamos um salto operativo.

    Para responder a questão é preciso que lembremos que somos um país pobre. Para pensar nisso não se pode avaliar o PIB e sim o PIB per capita, pelo menos se não quisermos um Brasil como uma dessas nações africanas, ou mesmo Latino Americanas (Bolivarianas), que com uma população miserável torra recursos em defesa sem o menor sentido para o desenvolvimento nacional. E em termos de PIB per capita somos pobres, mais pobre que Argentina, Chile, Uruguai, etc. Temos o privilégio de poder planejar com tempo, e fazer um processo de modernização e capacitação para a defesa dos interesses nacionais sem prejudicar o próprio desenvolvimento econômico e social de nosso País. Mas também não podemos deixar um projeto de desenvolvimento econômico ameaçar nossa posição geopolítica e a defesa da soberania nacional. Por isso é importante uma Marinha profissional, moderna em seus quadros e principalmente em seu comando, que seja capaz de negociar democraticamente e eficazmente com o governo e, sobretudo, com a sociedade, para defender suas prioridades e formar planos exequíveis que não sejam megalomaníacos e que contribuam para a missão prioritária que deveria ser em ordem: A defesa de nossas águas e a defesa de nossos interesses.

  6. Olá Fernando,

    Não se trata de ‘jogar a culpa num navio’, mas ainda creio que seria melhor termos uma corveta operando do que o SP parado, como de costume. Além disso, teríamos que considerar os custos com aeronaves, treinamento etc etc.

    Abs

  7. Outro dia o Galante postou no grupo o gasto federal com pensões. Alarmante.
    Do ponto de vista administrativo, é necessário repensar a eficiência, a eficácia, e a inovação, não apenas nos meios operacionais, mas em tudo o que tange a MB, desde cargos, finanças, até seu desenho físico espalhado pelo país.
    Eficiência, eficácia e inovação, são as palavras mágicas de que a MB necessita.
    Não adianta vir aqui falar sobre dinheiro, se não conseguimos criar uma nova cultura dentro desta gloriosa organização.

  8. Que Marinha que queremos?

    Eu como cidadão, como patriota, como estudioso e como ex-militar só tenho uma resposta:

    Uma que FUNCIONE! 😉

    Quero uma Marinha que seja um instrumento de DEFESA para o país, e não uma guarda costeira piorada, ou uma repartição pública pra dar carta de arrais e licença pra iate de 15 pés!
    Quero uma Marinha que impeça espionagem, pesquisa biológica não autorizada, exploração ou ocupação de nossas ilhas de alto-mar, e não uma para ficar fiscalizando jet-sky na praia!
    Quero uma Marinha que se concentre em NAVEGAR e não em construir engenho nuclear!
    Quero uma Marinha cujos marinheiros treinem para o COMBATE e não para tratar dente de índio!
    Quero uma Marinha pra dar tiro de canhão, pra lançar torpedo e míssil, e não pra ficar passeando em frente à Praia de Copacabana!
    Quero uma Marinha que possa lançar seus fuzileiros em terra e abrir cabeça de praia e de ponte para o meu Exército Brasileiro, e não uma para cuidar de base na Antártica!
    Quero uma Marinha que se concentre em OPERAR seus meios de combate e não em construí-los!
    Quero uma Marinha que, a qualquer tempo ou hora, tenha mais homens embarcados do que em solo firme! Que tenha mais embarcações em alto-mar do que no cais do Rio de Janeiro!
    Quero uma Marinha para interceptar embarcações clandestinas – armadas ou não – de outros países, e não uma pra ficar fiscalizando se proprietário de terra à beira-mar está pagando imposto!

    Enfim, a pergunta está errada!

    A pergunta não deve ser “que Marinha que queremos”!

    A pergunta deve ser “se queremos uma Marinha” ou se queremos outra coisa qualquer…

    Até lá, está tudo errado na Mais Antiga!

    PS: depois podemos discutir se queremos uma Marinha de projeção ou uma de defesa (acredito mais neste último papel, mais realista e mais condizente com a índole – ao menos no discurso oficial – de nosso povo).

    Mas antes de tudo temos que TER uma Marinha, coisa que não temos hoje.

  9. O Brasil tem que elencar prioridades. Atualmente é a construção dos submarinos e sua base. Em médio prazo teremos uma das melhores FAs do mundo. É uma política de Estado. O passo mais importante já foi dado com a Política Nacional de Defesa, inserida em nosso ordenamento em 2008. Para um país sem risco imediato seria desperdício de tempo e dinheiro dotarmo-nos de uma força militar extravagante. Confio nos estrategistas nacionais, que veem à longo prazo. Se tivéssemos na eminência de uma agressão já teríamos conhecimento. É bom não subestimar nossa capacidade, que é respeitada por todo o mundo. Chega de viralatismo.

  10. A Marinha que eu quero deve ter real capacidade de patrulha, minagem, varredura e SAR nas nossas águas territoriais e ZEE, de negação do uso do mar territorial, e um pequena força anfíbia em caso de necessidade de se estabelecer uma cabeça de praia no litoral ou retomar alguma ilha jurisdicional. Aviação de patrulha e ataque baseada em terra, e submarinos convencionais com ou sem AIP. É o que a realidade nos permite e a geopolítica de médio prazo contempla.

  11. Acho que somos irrelevantes com aspirações oníricas a protagonistas mas a caminho de virarmos párias.

    Os militares da MB não conseguem alcançar objetivos, pois parece que não os têm: oscilam entre sonhos de grandeza e a consciência de que precisamos adquirir o básico e poder mantê-lo.

    Os políticos querem uma Marinha de párias. São os Barrabás e os Judas da nação. Uma nação que, como eles, só pensam em prazeres imediatos, não nas próximas gerações.

    Os patriotas querem uma Marinha de protagonistas. “Deitado eternamente em berço esplêndido…Brasil, de um sonho intenso…” Vão sonhando…

    Precisamos concluir um plano mínimo (Marinha de defesa – ainda que de país irrelevante) antes de sonharmos com o plano máximo de Marinha de protagonista (só quando levarmos pesquisas e formação de pessoal a sério, já que nossa pobreza não é material, é mais uma miséria humana, e tivermos patriotas, não mercenários, na administração do país). E os militares precisam começar a pensar que devem lealdade a este território e a este povo, não a pessoas ocupando postos de poder em troca de benefícios carreiristas.

  12. Alexandre Galante, realmente fico triste em ver o estado de nossa esquadra tanto quanto acredito na nossa capacidade de reergue-la não necessariamente com o PAEMB que foi idealizado em outros tempos com outras perspectivas o que hoje o tornaria inviável e inexecutável por motivos orçamentários tenho certeza que esse momento de obsolescência de nossos meios navais irá passar muito em breve ainda que não aja previsão para melhores orçamentos.

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    em relação ao nosso opala (A-12 São Paulo) acredito que não existe esquadra sem apoio aéreo baseado em porta aviões (segunda guerra mundial nos provou isso, HMS shefield nos provou isso) sim o A-12 tem 60 anos, sim ele tem seus problemas de projeto mas ele é o único que temos. Eu não gosto de reutilizar sucata mas o São Paulo acaba por ser o nosso único navios desse tipo e porte e antes que possamos sucateá-lo temos que ter o substituto e na ausência deste não temos opção a não ser mante-lo ou, vocês acham que nossos almirantes desativariam o São Paulo e ficariam merce da boa vontade de brasília para repor esse meio essencial em uma esquadra de um país de nosso porte?
    Mas assim como disse se tivermos que pagar o preço para reutiliza-lo tudo bem, mas se tivermos que pagar o preço e mesmo assim não utiliza-lo então não tem porque mante-lo logo teríamos de achar um substituto.

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    com a crise econômica o mundo inteiro está em cortes de gastos logo isso atingirá marinhas ao redor do globo que descomissionaram navios relativamente novos e compras de oportunidade como siroco vão aparecer aos montes e não se enganem nossos almirantes sabem disso, e por causa disso eles engavetarm o PROSUPER e priorizaram o A-12 (no momento) pois compras muito baratas estão por vir assim como aconteceu na marinha nationale com o siroco, como na US navy com as fragatas classe Oliver hazard perry… emfim essas situações só vão ficar cada vez mais frequentes e navios ao redor do mundo serão vendidos a preço de banana a nossa unica tarefa agora é assegurar que nossos navios atuais flutuem até esses dias

  13. Excelente artigo.Na história universal,países fracos militarmente são dominados e subjugados. Agora para sermos fortes dependemos de políticas e atitudes que ensejam ideais de país forte. Infelizmente,não e o que vemos nos dias atuais.Constantemente somos bombardeados pela mídia propagandista (e portanto ideológica)que preconiza inferiorização de nossa cultura, nossos valores.E fácil perceber isso,a juventude copia costumes musicais estrangeiros,e ainda dizem que nossa música e brega.Pessoas nomeiam seus filhos com nomes difíceis de entender e escrever,carregados de y ,w ,th acreditando que isso tornara seus filhos “fortes”. Outro absurdo ocorre quando ligamos qualquer aparelho transmissor(rádio,televisão, etc)e o sujeito lá no microfone diz:” o governo americano, o presidente americano “, se estudamos na escola que o gentílico de Estados Unidos e estadunidense,o que motiva essa encampação? O resultado e que ao falar para meus alunos que estadunidense e quem nasce nos Estados Unidos,sou imediatamente corrigido ” não ,quem nasce no Estados Unidos e americano. “.Até explicar que somos todos americanos e que não existe um governo americano único,lá se foi a aula inteira.Da para se perceber que estamos envolvidos numa cultura de dominação,aonde nos somos os dominados, lógico que isto e difícil de perceber,pois e um processo demorado e sutil.Dessa forma podemos perceber a extensão do acomodamento no que se refere aos investimentos em aparelhamento e equipagem de nossas Forças Armadas.Talvez pensem nossos governantes(desde o tempo da chegada da família real,diga se de passagem ,escoltada por ingleses)por termos nações amigas,então pra que se preocupar.
    Ad Summus.

  14. Excelente matéria e fotos! a pergunta inicial faz todo o sentido e olhando para aquela foto lindíssima da esquadra em linha atrás do S. Paulo não é difícil entender o que é preciso! para ser uma esquadra de um país relevante seria preciso uma modernização de fundo do S. Paulo, e meia dúzia de fragatas modernas. no meu entender podiam ser as F100 espanholas fabricadas em parceria. Para isso era preciso ser um aliado estratégico dos USA para eles fornecerem o sistema AEGIS de defesa aérea. Claro que assim a diplomacia brasileira não podia andar a fazer piedosas declarações de apoia a ditadores como o Chavez ou o Maduro… ou ao Irão!!!
    As corvetas tinham os seu espaço nesse litoral enorme, mais de 9.000km! (não resisto a mandar mais uma canelada na torcida que acha que Portugal e os portugueses não fizeram nada de jeito, e que confundem uma das mais antigas nações da Europa com o português que emigrou para o Brasil no final do século XIX, inicio do XX de quem se fez muitas piadas mas que acabou por fazer sucesso… como dizia um primo meu que emigrou para o Brasil com 14 anos por volta dos finais dos anos 30, “engraçado não é cara… no Brasil sou português e em Portugal sou brasileiro”…!)
    as corvetas tinham espaço para defender os interesses económicos brasileiros mais próximos e a sua rica ZEE. Por isso gostei de ver o Brasil a comprar o Siroco.
    Estou de acordo com muita gente que acha que submarino nuclear é piada como organizar quase simultaneamente mundial de futebol e jogos Olímpicos! Foram delírios do petróleo a 120 dólares o barril…
    Na altura o Brasil fazia parte dos BRIC, uma modernice (piada) politica, tinha acabado o domínio americano e agora o mundo era multipolar! a 30 dólares o barril de petróleo já ninguém fala disso e também não será a melhor altura para falar na renovação da marinha brasileira. O artigo publicado é uma visão simples mas, na minha opinião, acertada da realidade mundial e daquilo que poderia ser o Brasil com uma marinha de águas azuis que marcasse presença no Atlântico Sul e em África onde todos temos interesses nos países de língua oficial portuguesa.

    Um abraço

  15. Acho que a Marinha, Aeronáutica e Exército não devem estar atrelados ao governo do PT, PSDB ou seja lá o governo que for, eles devem ser eles mesmos, se impondo e planejando a sua autosuficiência. Deviam ter papel de maior contundência dentro do Brasil.

  16. Partindo de premissas equivocadas, as conclusoes serao erradas:
    1) O orcamento nao e insuficiente, e gasto com pessoal e burocracia.
    2) O Brasil nao e protagonista mundial, exerce mal a influencia regional por opcao ideologica.

    Mesmo na epoca das vacas gordas, a mb gastou mal. Houve aumento de pessoal e diminuicao da operacionalidade. Com orcamento menor, a mb era muito melhor na decada de 90. A marinha tem um grave problema de gestao.

  17. Para ter a marinha que queremos, temos desinflar o número de oficiais da Marinha, ficar só com necessário.Se livrar do NAe SP. terminar de construir a porcaria dos subs franceses. Reformar os estaleiros no Brasil mas não dar tudo de mãos beijadas para eles. Deixar de ajudar comunidades ribeirinhas, no máximo fazer transportes de doentes. Comprar os Navios mais caros fora do Brasil pq ninguém aqui tem competência para fazer. Criar uma lei que impeça o contingenciamento de verbas da defesa.

  18. Quanto já se gastou com porta aviões?
    Quanto já se gastou com o prosub?
    Quanto já se gastou com as missões de paz?
    O que daria para se fazer com esse recurso gasto?

  19. Olhem as prioridades da MB para 2016, como disse o Alte.Luiz Monteiro: 1-colocar em operaçao as corvetas e a fragata defensora<2-PROSUB,
    3- Iniciar a construção das novas corvetas.Eu acho que o PROSUB naõ pode parar porque o que ja se investiu foi muito dinheiro e PRINCIPALMENTE
    porque o submarino é o melhor meio de disssuasão de uma marinha.

  20. Já disse e vou repetir: Gastar 1 Bi numa belonave sexagenária é um despropósito. Temos como exemplo os P3 da FAB. Acabaram de chegar e suas asas precisarão ser trocadas, quase comprometendo todo o programa. É um poço sem fundo. Aposentem logo o A12 e providenciem um programa para um LHD koreano moderno, que custará o mesmo que a reforma.
    E a propósito, os 2 KDX II ( perfeitos P/ a MB) aproximam-se de 20 anos de uso na Korean navy. Se a MB jogar seu jogo direitinho, pode fazer um pacotão só, com financiamento de longo prazo.

  21. KDX coreano é a mesma coisa que as espanholas F100… a tecnologia de ponta é americana. interessava ao Brasil participar na construção e criar uma industria naval própria. Mas agora não dá!

  22. O Brasil é um país que ignora o seu potencial. Vive deitado em “berço esplêndido” e acredita que nunca sofrerá ameaças que justifiquem a manutenção de uma forçar bélica realmente dissuasória. O Brasil parece que tem medo de ser grande.

  23. Caro Vader, concordo em quase , cem por cento, com o teu comentário a respeito da , … ” Que Marinha queremos ? ” Quando você diz : ” Quero uma Marinha que se concentre em NAVEGAR e não em construir engenho nuclear! ” eu digo , que navegue, mas que se necessário também construa engenho nuclear, pois graças a MB temos e operamos a tecnologia do enriquecimento nuclear do Urânio.
    Saudações.

  24. Srs

    A pergunta ou as perguntas mais adequadas seriam:
    O que nós queremos para nosso país e, consequentemente, para nossos filhos e netos?
    Que naturalmente deve ser seguido por: Qual é a marinha que precisamos?

    Muito se discute sobre a conveniência ou não da MB ter NAes (o A12 virou bode expiatório das mazelas da MB e do Brasil) mas nunca a questão essencial é encarada de frente: Qual o adversário que deve balizar a preparação da MB para um provável conflito? Qual é o poderio bélico que a MB deve ter para dissuadir prováveis adversários de atacarem o Brasil em seu território e/ou em seus interesses?

    No passado, a MB tinha como referência a marinha da Argentina e eventualmente do Chile, mas os tempos mudaram e as condições geopolíticas são outras.
    Duas cadeias de eventos estão em curso:Uma é a ascensão de vários países do oriente como potências econômicas e militares associada com o declínio da Europa como centro do poder mundial; e a outra é a mudança climática com sua cadeia de impactos sobre a natureza e as atividades humanas, particularmente sobre a produção de alimentos.
    Paradoxalmente, estas duas cadeias de eventos confluem para duas regiões periféricas e de pouco peso político, a África e a América do Sul, regiões de baixo índice demográfico e de grande disponibilidade de terras agriculturáveis. E o Brasil é parte significativa de uma destas regiões e sua importância estratégica tende a crescer conforme aumenta a necessidade por mais alimentos e as condições climáticas degradam a capacidade em produzi-los.

    Diante deste cenário, qual a marinha que precisamos? Uma guarda costeira turbinada por algumas fragatas e alguns submarinos ou uma marinha de guerra oceânica com poder dissuasório suficiente para fazer pensar qualquer nova potência que possa ameaçar a soberania do Brasil?

    Sds

  25. Não temos usinas nucleares de produção de energia elétrica de projeto nacional e inventamos de desenvolver reator pra submarino?
    Eu não acho isso lógico não!

  26. Bela postagem! Gostaria de parabenizar os editores do site por estar possibilitando o debate, nestas últimas postagens, sobre oque realmente interessa. Este é o papel da imprensa especializada: não fugir da raia, tocar nos assuntos polêmicos e promover o debate.
    .
    Eu gostei muito do comentário do Vader.
    .
    Muito interessaante a matéria, mas ela peca ao afirmar que ‘Fica evidente que o orçamento da Marinha, sabidamente insuficiente’. O orçamento não era insuficiente até 2014. Se levar em conta os orçamento dos últimos 20 anos até 2014, verá que estes orçamentos foram aumentados anualmente (em dólares) durante todo este período. O orçamento da Defesa de 2014 (não estou defendendo este desgoverno que está ai) foi o maior da história. Resumindo, nunca faltou dinheiro.
    .
    Eu, pessoalmente, não tenho esperança que a situação melhore. A capacidade da MB de cumprir sua missão vem diminuindo ano a ano, a mais de 20 anos, mesmo tendo sempre orçamentos maiores do que o ano anterior. Faz-se muito pouco com cada Dólar no orçamento. Basta comparar nosso orçamento e efetivo com a de outros países que possuem uma marinha, para ver que está tudo errado. Como não há perspectiva de diminuição do efetivo (e mesmo que haja, isto só causaria algum efeito na economia de recursos em médio prazo), muito menos aumento do orçamento (que foi cortado em R$18 bilhões em relação a 2014) não vejo solução.
    .
    Mas já que a proposta da postagem é a Marinha que queremos, vamos lá:
    – Fim do programa Nuclear da Marinha. Cancelamento do Alvaro Alberto.
    – Diminuição do efetivo para algo em torno de 35.000 a 40.000 homens, mesmo que para isto seja necessário mudanças na constituição ou outras leis para tornar isto possível. Oferecer algum programa de “demissão voluntária”.
    – Mudanças no sistema de pensões (diminuição dos benefícios e obviamente dos seus custos) e criação de contribuição para aposentadoria dos militares a ser paga por ativos e inativos, na tentativa de diminuir o déficit na previdência dos militares que é de 100%.
    – Diminuição das OMs, estudar o fim dos hospitais militares (criação de uma fundação sem fins lucrativos para atendimento aos militares, em moldes semelhantes a GEAP que atende aos funcionários do Ministério da Saúde e que funciona como um plano de saúde), enfim reduzir todas as despesas administrativas, vender imóveis e tudo que não for de fato essencial.
    – Fim do PROSUPER e do projeto da construção das corvetas Tamandaré. Escolha de modelos de corvetas e fragatas a serem construidos no exterior, com a maior quantidade possivel de componentes comuns entre as classes. Escolha de uma classe de Fragatas do mesmo porte das Niterói. Nada disto de escoltas de 6000t.
    – Retirada de serviço do A-12 e de tudo que não tiver condições de ser operado, por problemas técnicos, obsolescencia ou cujo PMG/modernização não compense ou não caiba no orçamento. Focar nos meios que possam de fato ser modernizados, recuperados, operados e investir recursos neles, aumento a disponibilidade destes meios.
    – Fim do AF-1. Cancelamento da moderninação dos Tracker. Avaliar o andamento da modernização dos A-4 (eu acreidto que seja muito tarde para cancelar a modernização) e a real capacidade das aeronaves e dependendo desta avaliação, transferi-las para a FAB, vende-las ou simplesmente retira-las de serviço.
    – Editar a END. A END atual é um sonho muito distante da realidade. Pra se ter uma idéia, tudo de errado que vemos nas FAs está respaldado pela END.
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    Eu acredito que com estas medidas (de ‘sonho’, porque duvido que se torne realidade – por incrivel que pareça ter os pés no chão é um ‘sonho’) possibilitariam o término do PMG das Inhaúma (quem sabe até com alguma moderniação pontual), bem como,recursos suficientes para manter as Niterói em melhor estado operando com maior disponibilidade por mais algum tempo. Com a redução de gastos com pessoal (que em 2015 representou 88% do orçamento) haveria a possibilidade de compra financiada das escoltas que precisamos com mais urgência, com a opção de compra de outras unidades no futuro.

  27. Zorannn, a unica forma de recuzir o pessoal, no correr dos anos, é adequar a incorporacao, aquele papo do Plano corrente que eu insisto em citar… nao da para fechar as portas simplesmente, a questao é admitir o necessario de acordo com a reducao planejada… qq outra atitude, tipo passar pessoal para reserva, transferir para outros mi n isterios, isso é irreal… com relação aos hospitais, vamos la, eu e as minhas filhas tinhamos plano de saude qdo eu estava ai no Brasil, mas qtos outros podem ter esse gasto ??? E essa fundacao, desculpe a ignorancia, funcionaria como ??? Reduzir OM, sim, é possivel, mas vamos com calma… acabar com os DN, como alguns sugerem… quem vai cuidar do SAR e da Patrulha Naval, por exemplo ??? Nao estou repelindo o debate ou as sugestoes, concordo em diversos pontos, mas vamos pensar naquilo que pode sr realizado… para nao ficarmos no sonho, como vc mesmo escreveu… para fechar, eu tenho orgulho de ser Oficial da MB e, mais do que ninguem, quero uma Marinha que navegue e opere… cordial abraço…

  28. Bom debate, mas fico com o Bosco, Vader, Zorannn, XO e alguns outros colegas.
    O Vader tb está corretíssimo quando afirma que Marinha não tem construir e sim navegar… aahh mas não temos industria naval!!! – Mas isso não é um problema para a Marinha resolver, isso é problema do Estado Brasileiro.

    Grande Abraço.

  29. Eu não sei se vou ser bombardeado demais pela minha opinião, mas acho que devemos dar um passo atrás e entender que no fundo, infelizmente, não somos um país protagonista como achamos que somos…
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    Eu até respeito a classificação sugerida no post, mas prefiro a classificação proposta entre países de centro, periféricos e semi-periféricos, parece a mesma coisa, mas existem peculiaridades no que determinaria a saída de semi-periférico (posição que se encontraria o Brasil) para país de centro e não é apenas a argumentação dada no texto que traz o país como protagonista (a saber “riquezas e território extraordinariamente significativos, assim como disponibilidade real e potencial de energia, e grande população que progressivamente vem sendo resgatada da miséria crônica que imperou até poucas décadas. Possui parque industrial de tamanho considerável, é um dos maiores produtores de alimentos do planeta”), mas a disponibilidade energética real instalada e a capacidade e tecnologia de sua indústria de base, para ambos são necessários que energia potencial (temos) e recursos minerais (temos também) sejam usados nesta finalidade nesta nação. Digo isso sustentado por conteúdos divulgados pela ESG (ou seja, pela compreensão parcial de alguns especialistas no país) em seu site, não é uma concepção que eu inventei.
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    Infelizmente a produção de energia no Brasil não alcança nem de longe os níveis dos países de centro e a nossa indústria de base tem relevância cada vez menor no país. A própria indústria de transformação já não figura mais como relevante na nossa economia (temos ótimos exemplos de sucesso nessa área, mas em relevância muito menor do que o observado em países de centro) e o parque industrial de “tamanho considerável” só se retrai. Aparentemente a política econômica do país favorece um cenário de retrocesso da indústria através do desinvestimento, dificuldades em atualização tecnológica, logística abandonada apenas salvando alguns “campeões” isolados.
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    Portanto, na minha humilde opinião, muitos dos argumentos trazidos que tornariam o país como protagonista, o tornam estratégico e de suma relevância, (o que seria inclusive perigoso para nós) mas não um país de centro na concepção mais comum. Sendo assim, precisamos até rever que tipo de país queremos ser, o que precisamos fazer para fazer lá e diante disso determinar a necessidade de que forças armadas deveriam existir para garantir a auto-determinação que a nação deu para si própria… Que tipo de coisa precisamos fazer e e o que estamos fazendo de fato para chegar lá? Pensar que as FAs serão ilha de eficiência, tecnologia, aparelhamento e dotação orçamentária em um ambiente economicamente hostil como o nosso eu acho difícil… As nossas FAs apenas refletem a própria situação do país de um sonho que nunca chega! (não quero nem citar a questão da produção científica de um país de centro).
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    Claro que não é o que eu desejo ou espero tanto para o Brasil quanto para as FAs, não só por ser entusiasta, mas por entender a real necessidade de levarmos as FAs a sério, mas não é o que eu observo no Brasil como nação.
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    SDS

  30. Foi levantada uma boa bola, mas esqueçam essa classificação de Países como Páreas, Irrelevantes e Protagonistas de acordo com a definição contida no texto, ela é equivocada e não dá para se basear nela para um real entendimento da posição atual e futura do Brasil com relação ao mundo.

    A resposta correta sempre parte da formulação da pergunta corretamente e não o contrário, mas para isso tem que se ter uma visão maior do quadro, é preciso subir ao topo da colina para se ter uma visão completa do vale.

    A compilação de relatórios que deu origem ao report ” The 30 great in the 30s in the 21st century” promove uma reclassificação dos Países em:
    – Tecnologicamente Avançados,
    – Competentes;
    – Países em Desenvolvimento;
    – e Atrasados.

    Esse report, com mais de 300 páginas e com participação de vários institutos que por vezes são antagonistas como: The Heartland Institute, Conectas, Rand , FARPAN etc, compilados e editados pelo TTCSP – Think Tanks and Civil Societies Program prevê que:
    1- O mundo está diante de uma “Nova porta para uma nova realidade Global”, mas infelizmente são poucos que poderão atravessar essa porta.
    2- Os “Tecnologicamente Avançados” irão experimentar uma imersão tecnológica tal que irá se formar um gap cognitivo global onde a diferença cognitiva entre um cidadão de um país Tecnologicamente Avançado para o de um Atrasado será a mesma de uma criança de 12 anos para uma de 2 anos.
    3- Países em desenvolvimento (Brasil) tem uma janela muuuito curta de apenas 20 anos para se tornar um “País Competente”. Ps.: O Chile foi classificado como estando na fronteira de “Em” Desenvolvimento para Competente, com essa última condição podendo ser alcançada em 2025.
    4- A partir de 2035, apenas países Tecnologicamente Avançados conseguiram fazer parte do Jogo Global de forma efetiva, com os Competentes podendo apenas ficar “piruando” de forma construtiva ao redor.
    5- A “morte” da manufatura como a conhecemos: em 2025 a “Automação Centimétrica” já estará disponível (a Apple irá inaugurar a sua em 2018) e a Automação Milimétrica estará disponível em 2035. – Isso simplesmente vai implodir a maior moeda de troca atualmente disponível aos países em Desenvolvimento, Competentes ou quase Competentes, que é a “Mão de Obra Barata”. Países como China, Índia, Rússia, Indonésia, Brasil, etc não poderão mais usar essa característica como item de seu portfólio como atração de investimentos externos. – Linhas de Produção Inteiras serão repatriadas.

    No fim voltamos ao básico: Educação, Educação, Educação com o Estado promovendo um ambiente saudável para a livre iniciativa e inovação. Só assim teremos um Brasil e consequentemente uma Marinha com “M”.
    Grande Abraço.

  31. Não gostaria de ser muito radical, porém, a crise e a angústia que ela causa por vezes não nos deixa outra alternativa. Minha pergunta (considerando a realidade econômica) é: realmente precisamos de mais de 15 mil fuzileiros navais? Não poderíamos, por exemplo, transformar algumas unidades do EB para que estas pudessem realizar as atividades delegadas aos FN? Unidades mais elitizadas, como os PQD por exemplo.

  32. Apenas complementando: Talvez, se possível, transferir o CFN, com OMS, efetivo e materiais para a administração do EB. Poderiam formar uma nova unidade elitizada dentro do exército, assim como CIGS, Comandos, Caatinga, Montanha, PQDT, dentre outros.

  33. Oganza, muito interessante! Faz bastante sentido sim… Vou procurar esse report e adicionar mais essa ótica como meio para abordar a análise! Creio eu não existir uma metodologia one size fits all afinal o próprio mundo e mutante e isso requer novas abordagens também, mas preciosa a recomendação!
    .
    Abraços!

  34. Olá XO!
    .
    Vc sempre fala do tal Plano Corrente, e o tal plano continua aumentando o efetivo. Se leu meu comentário, citei que uma diminuição do efetivo só traria resultados em médio prazo., já que tal redução repercute também no pagamento de inativos no futuro. Quem sou eu para determinar quais OMs devem deixar de existir, mas se gasta 88% com pessoal é porque tem gente demais. Oque mudou de tão importante de 2009 pra cá para precisar de 20.000 militares a mais? Se não fizerem nada, a situação que já é insustentável, ficará ainda pior. Cada militar a mais no efetivo causa efeitos no orçamento por 50 anos! E passar para a reserva não adianta nada, já que continuam recebendo do mesmo jeito.
    .
    Eu não tinha sugerido um corte linear de pessoal de uma hora para outra, mas tenho até duvidas se um corte gradual conseguiria resolver o problema em 20 anos. De repente um plano de ‘demissão voluntária’, fechar OMs em carater emergencial, conseguiria amenizar o problema orçamentário, já que agora o orçamento está diminuindo (78 bi em 2014, 68 bi em 2015 e 60 bi em 2016). Nem digo de resolver o problema.
    .
    Quanto à GEAP ela é uma fundação criada pelo governo federal a mais de 70 anos. Era conhecida como “Patronal” e atendia principalmente os funcionários do antigo INAMPS e do Ministério da Saúde. Hoje a tal GEAP atende diversos setores do Executivo e judiciário. Recentemente a PF aderiu também. A GEAP funciona como um plano de saúde, possuindo uma rede conveniada. Por incrível que pareça, apesar de ser uma fundação pública (onde possivelmente deva haver desvios de dinheiro, como há em tudo que é publico) o sistema não é deficitário. A instituição, empresa, autarquia, enfim o contratante do funcionário público federal, paga um valor per capita à GEAP e o funcionário paga o restante da mensalidade. Como é uma fundação sem fins lucrativos, a mensalidade é menor do que qualquer plano de saúde privado que ofereça cobertura e rede conveniada em todo território nacional. Dependendo do contratante (do orgão federal que é o contratante do funcionário) este valor per capita é maior ou menor, influenciando diretamente na mensalidade paga pelo funcionário que também é determinada pela faixa salarial. Ou seja, o valor per capita é fixo, mas o subsidio à mensalidade é maior para os funcionários que recebem um salário menor. Para os funcionários do Ministério da Saúde este valor per capita gira em torno de R$2.000/ano/funcionário. O valor da mensalidade (citando como exemplo um funcionário na faixa entre 34 a 38 anos) total é R$132,56. Porém existe o abatimento da parte paga pelo governo e subsidio que varia de acordo com a faixa salarial. Portanto, neste exemplo, um funcionário que receba vencimentos de até R$1.4999,99, paga uma mensalidade de só R$40,22. Se fizer as contas, oque se gastou com os hospitais militares (nem precisa por na conta os gastos com militares do corpo de saúde), no orçamento da Marinha em 2015, supera oque seria gasto neste sistema, além do que, proporcionaria atendimento à todos os militares de fato.

  35. As vezes temos que dizer umas verdades para que a população caia em si. O Brasil não é um país beligerante, nosso povo não tem um espirito guerreiro, ofensivo e conquistador como os EUA e Inglaterra. O Brasil tem que seguir o exemplo das forças armadas da Alemanha, Japão e Itália, justamente os perdedores da 2a guerra.

  36. Bom, com tudo isso que sabemos, com tudo isso que está no texto, e com tudo isso que escrevemos, eu vejo nego elogiando a Marinha e seu bizarro almirantado, o seu estapafúrdio e espantosamente ineficiente programa nuclear (que até poderia ter lugar, mas não em mãos militares), a pantagruélica END (estratégia escrita por um louco rematado e um… jurista!) e até a pior música popular (funk, axé, pagode, sertanojo, etc.) do Planeta Terra…

    E outro ainda vem dar lição (errada!) de Língua Portuguesa, querendo chamar os americanos de “estadunidenses”… Pobre “última flor do Lácio”…

    Aí eu vejo que estamos mesmo é ferrados. Nada vai mudar e o brasileiro merece mesmo é se fud…

  37. “zorannn em 27/01/2016 as 23:04
    Muito interessaante a matéria, mas ela peca ao afirmar que ‘Fica evidente que o orçamento da Marinha, sabidamente insuficiente’. O orçamento não era insuficiente até 2014. Se levar em conta os orçamento dos últimos 20 anos até 2014, verá que estes orçamentos foram aumentados anualmente (em dólares) durante todo este período. O orçamento da Defesa de 2014 (não estou defendendo este desgoverno que está ai) foi o maior da história. Resumindo, nunca faltou dinheiro.”

    .
    Zorann, bom dia.
    .
    Por incrível que possa parecer, mesmo com orçamentos que à primeira vista pareçam “o maior da história”, a afirmação de que “nunca faltou dinheiro” não pode ser automática. Simplesmente porque o valor total do orçamento, como é colocado nas séries históricas, conta apenas parte da verdade. O diabo está no detalhe e no acompanhamento deles no dia a dia. E a verdade é que, ao longo do ano, e ano após ano, sempre está faltando dinheiro.
    .
    E não falta dinheiro somente devido aos pontos que você vem defendendo (desvio de função, tamanho do efetivo, aposentadorias etc) e que eu também concordo que são pontos a se rever e avaliar. O buraco é ainda mais embaixo.
    .
    O dinheiro falta ao longo da maior parte do ano, principalmente (ou como um dos motivos principais), porque a forma de se prover esse orçamento é burra – e não só para o Ministério da Defesa.
    .
    Essa forma burra é moldada pelos contingenciamentos anuais.
    .
    E eu acompanhei o desenrolar disso ao longo de vários anos, seja vendo seus efeitos nas Organizações Militares (conversando com pessoal de diversas delas, na cobertura de matérias para os sites e a revista), seja nos fornecedores (indústria de defesa).
    .
    Quando se vê o total final nas séries históricas, a verdade é que esse total sofreu contingenciamento pesado logo no início do ano (e o Ministério da Defesa costuma estar na lista dos mais afetados, seja em valores absolutos ou relativos – há anos melhores ou piores, conforme o prestígio do ministro, mas continua sendo pesado).
    .
    E o que acontece quando se contingencia?
    .
    Programas de desenvolvimento, pagamentos de financiamentos e de fornecedores, custeio, manutenção de equipamentos e diversas outras obrigações precisam ser revistas, porque simplesmente não cabem no orçamento contingenciado.
    .
    Mês após mês, faz-se o que se chama de alquimia: “transforma-se” tinta em comida, comida em peças, peças em munição, munição em tinta de novo – estou falando, obviamente, de alquimia de verbas. Puxa-se o cobertor de um lado para outro para cobrir os buracos, desde os níveis mais baixos de administração de recursos de Organizações Militares, até os mais altos.
    .
    Em alguns momentos do ano, a Fazenda libera parte do orçamento contingenciado, e se consegue resolver problemas emergenciais.
    .
    Bem ao final do ano, costuma-se liberar o que falta, e começa um “Deus nos acuda” para conseguir aplicar antes da virada do ano as verbas onde faltaram, reanimar programas, fazer estoques. Normalmente organizações das três forças, acostumadas a essa realidade, vão refazendo projetos qo longo do ano para saírem a toque de caixa quando o dinheiro é liberado, fazendo isso mais rápido do que organizações de outros ministérios (o que normalmente deixa a Fazenda e o Planejamento “putos”, porque a liberação no fim do ano serve justamente para dizer que liberou, mas na prática para que a verba não consiga ser plenamente usada pelo ministério que a recebeu). E a bola de neve dos chamados “restos a pagar” gerados por essa prática vai consumindo também sua parcela de recursos no ano seguinte.
    .
    Mas as liberações que transformam os orçamentos em cada vez maiores, no papel e nas séries históricas, não muda a realidade que ocorreu ao longo do ano:
    .
    Fornecedores quebram ou desistem de fornecer por falta de pagamento, empresas de tecnologia perdem pessoal por não poder pagar, pois não recebem os valores contratados, soluções tornam-se obsoletas quando prontas, devido ao maior tempo de desenvolvimento devido às verbas irregulares, multas contratuais são aplicadas de parte a parte, navios, aviões e veículos ficam indisponíveis para fornecer peças (que não puderam ser compradas ao longo do ano) para outros que permanecem em atividade, pessoal qualificado é perdido por ficar desmotivado por essa realidade, buscando salário e condições melhores em outras áreas, programas de modernização empacam por falta de equipamentos que não se comprou, e sobram janelas de oportunidade para corruptos e corruptores tentarem se aproveitar da situação, em várias esferas do governo.
    .
    Eu creio que, sem levar em conta essa realidade criada pelos contingenciamentos que crescem na mesma proporção dos orçamentos (ou até mais), que é o que ocorre ao longo de anos a fio, a afirmação de que este ou aquele orçamento é o maior da história perde uma parte de seu real significado. Pois o número final conta apenas uma parte da história.
    .
    Repito: não estou desmerecendo sua análise e soluções propostas. Analisar e propor é fundamental e percebe-se que você vem encarando isso quase como uma “cruzada”. Ter essa motivação é importantíssimo para que as coisas algum dia mudem.
    .
    Apenas estou alertando para um problema de premissa na sua argumentação, ao afirmar que “nunca faltou dinheiro” para a Marinha ou as duas outras forças (ou mesmo para outras organizações, de outros ministérios). A verdade é que no custeio e no investimento ele sempre falta ao longo de boa parte do ano, para sobrar em alguns momentos, de forma quase caótica e, essencialmente, burra. E, nesse contexto, dá-lhe “criatividade contábil” e pedaladas pra lá e pra cá em todas as esferas para se maquiar problemas ao invés de resolvê-los (e isso desde muitos anos, indo além dos últimos governos, mas agravada ano a ano).

  38. Bom dia, Zorannn, o que eu afirmei é que a ferramenta para redução de pessoal, no meu entender, é o Plano corrente… apenas isso, não escrevi que o Plano em vigor já contemple uma redução… na verdade, mesmo que isso acontecesse, a diminuição somente seria percebida em alguns anos, no médio prazo, como você escreveu…
    Interessante a explicação sobre a Patronal, fica apenas a dúvida: existe infraestrutura e pessoal para absorver o contingente da MB ? Ativa, reseva e dependentes ?
    No mais, as mudanças que alguns sugerem com muita propriedade somente poderão ocorrer, no meu ponto de vista, baseando-se em algo que o RR escreveu em outro tópico: estudar a missão da MB, primeiramente, a fim de verificar onde reformular a estrutura e o pessoal… ver5ificar a adequação da MB à missão. Agora, amigos, se isto aí que vocês pregam exigir a alteração da missão, aí deverá ser envolvido o MD, os políticos etc… criação de Guarda Costeira, por exemplo… aqui nos EUA, esta Força está subordinanda ao Homeland Security… no Brasil, quem seria ? O Ministério da Justiça ? Faria algum sentido, na questão da Patrulha e Inspeção Naval… mas e o SAR ???
    Amigos, certamente, para que certas guinadas aconteçam, é preciso coragem e vontade… vamos dar um tempo e avaliar a gestão atual… não vai ser da noite para o dia, por isto, não esqueçam da paciência necessária à obtenção da solução adequada, exequível e aceitável e na avaliação dos resultados… se não, como dizem os antigos, a emenda vai sair pior do que o soneto… abraço…

  39. Prezado Bardini, minha intenção é sempre colaborar, passar a visão de quem está na casa, dentro do que sei e posso divulgar… passo longe do corporativismo, apenas coloco meu ponto de vista, a fim de tentar esclarecer ou agregar informação… abraço e TMJ…

  40. Por melhores que sejam as ideias, nenhuma delas prosperara individualmente senão englobar e lembrar que o termo “Marinha” é generico, é o todo, é a soma, a conta titulo da qual tudo deriva sobre o que navega….

    Se fosse uma equação, seria :

    Marinha = ( Marinha de Guerra + Marinha Mercante ) X Industria naval

    Não existe um país com marinha de guerra relevante, que não tenha seu alicerce em marinha mercante alavancada por industria naval.

    Sempre gostamos de falar somente do que é charmoso e visivel, mas é impossivel uma Marinha atualizada, sem voo de galinha, que não tenha uma Marinha Mercante que lhe cause alicerce e por consequencia uma industria naval.

    Assim assim que vejo e posso estar errado, mas percebam que a MB é somente um coeficiente da formula. Se os demais estiverem zerados…o esforço quer seja politico ou monetario da MB seria enorme e plenamente um vôo de galinha….tal como é…

  41. Olá Nunão!
    .
    Entendo perfeitamente oque vc disse. E como vc também disse isto ocorre em todo o governo. Os valores que citei do orçamento, apesar da forma burra como este orçamento é liberado, são valores de fato pagos. Apesar da bagunça que estes contingenciamentos causam no planejamento anual, o orçamento de 2014 foi sim o maior da história.
    .
    Olá XO!
    .
    Eu citei a GEAP como exemplo de que muitas vezes consegue-se um resultado melhor sem ter que gastar mais para isto. Só completando: ela funciona como um plano de saúde e não tem rede própria. As diferenças estão em a GEAP ser uma empresa sem fins lucrativos e no subsidio concedido através do valor per capita pago pelo empregador.
    .
    Oque irrita na situação em que estamos é falta de debate e o desinteresse do governo e de toda classe política em resolver qualquer problema polêmico. E estamos a mais de 13 anos sem que nenhuma reforma seja seuqer discutida no congresso. São 13 anos surfando na tal ‘herança maldita’ sem votar nada de importante para o país. Qualquer assunto polêmico e que claramente não dá votos é deixado de lado em favor de medidas populistas, discursos prontos e qualquer outra coisa que favoreça a manutenção do poder. Estamos cheios de problemas urgentes e ninguém discute nada. Estamos aqui propondo soluções (muitas vezes simplórias, mas que indicam um caminho) que nem o Governo e nem as Forças Armadas jamais sentarão para discutir. O assunto é polêmico, gera desgaste e não há interesse. Vão esperar a situação explodir (como está acontecendo com a previdencia agora, cuja situação está insustentável) para ter de tomar uma atitude ás pressas.A falta de atitude é que dói.

  42. Srs

    O jovem XO tem razão quanto a solução menos traumática para a redução das despesas com pessoal: Uma aproximação lenta é melhor do que qualquer medida abrupta.
    O inferno da situação é se haverá tempo hábil para uma solução lenta, tanto pela crise ora em cursos onde o endividamento da União cresceu quase 22% em 2015, o que sinaliza que, crescendo neste ritmo, mais dois anos e iremos para o calote ou outra medida drástica como empréstimos compulsórios e aumento brutal de impostos, o que levará ao um desastre “nunca dantes visto neste país”, como pela necessidade de recuperação das condições operacionais da MB.

    Quanto a gestão do orçamento, realmente o ciclo é:
    • Entre julho e setembro, o orçamento é elaborado, muitas vezes com um rol enorme de desejos;
    • Entre setembro e novembro, ele sofre um leve enxugamento e é encaminhado para aprovação;
    • Entre janeiro e março ele sofre contingenciamento, se foi aprovado em dezembro, ou limitado a um percentual (ano passado foi perto de 1/18 do orçamento total por mês);
    • No meio do ano conforme a necessidade do governo mostrar serviço e sobrar caixa, o contingenciamento é aliviado;
    • No final do ano o contingenciamento deixa de existir e libera geral.
    Em conseqüência, o que acontece:
    • Projetos que precisam ter o início nos primeiros meses do ano são adiados/cancelados;
    • Como qualquer licitação demora, quando aparece algum dinheiro no meio do ano, as coisas tem que acontecer a toque de caixa (condição pouco afeita aos processos burocráticos nacionais) para fechar ainda no ano;
    • Se a liberação é só no final do ano, só compras de itens disponíveis em estoque ou serviços de rápida execução podem ser contratados ou viram restos a pagar para o ano seguinte.
    Apenas quando um projeto conta com um interesse político maior é que ele pode contar com um fluxo de caixa mais constante, e mesmo assim pode sofrer atrasos (o PROSUB é um exemplo).

    Órgão mais pró ativos tentam contornar esta triste realidade burocrática preparando projetos e deixando-os dormentes aguardando a sobra de caixa de final de ano e, surgindo a oportunidade vão a luta para efetuar a contratação no exíguo prazo disponível.
    Quando é apenas compra de materiais e equipamentos, isto é possível, porém quando envolve serviços, na melhor das hipóteses ocorre um bom volume de restos a pagar.
    Este é o método tupiniquim de gestão pública.

    Quanto a MB que queremos, volto a frisar, de fato precisamos definir é o país que queremos e, em conseqüência, a MB que possa nos garantir este país.
    Não tem sentido definir um porte ou a natureza da MB sem sabermos qual é a missão que ela precisa cumprir.

    Sds

  43. Eu comunga com a ideia que há 6 continentes: AL, AN, Eurásia, África, Oceania e Antártida. Então, sequer considero que os EUA fique na mesma América que eu. Não vejo problema nenhum e nem me sinto humilhado dos “americanos” se autodeclararem americanos, mesmo porque não há vantagem nenhuma em ser “americano” (nascido nas Américas) e há a justificativa do termo “América” fazer parte do nome oficial do país deles.
    Pra mim é uma pobreza de espírito muito grande se apegar a isso. Sem falar que inventar o termo “estadunidense” é de uma falta de criatividade fora do comum.
    Não vejo como isso possa afetar positiva ou negativamente a imagem deles ou dos outros países das “Américas”. Desde criança nunca fiz confusão e acho simples pra qualquer um entender que o termo “americano” possui dois significados: cidadão dos EUA e cidadão de algum país do continente Americano.
    Sem falar que ninguém fora dos EUA se denomina “americano”. Quando nos referimos ao continente que habitamos sempre é de forma a ficar evidente de qual das Américas, se do sul ou do norte.
    Ou seja, os americanos é que fiquem com o termo “americano” pra eles e nós continuaremos sendo brasileiros, chilenos, colombianos, venezuelanos, argentinos, etc.

  44. Como podemos querer ter uma Marinha para defender o nosso país se não temos um país para defender?????

    Há várias participantes do debate dizendo que o problema é excesso de pessoal na Marinha. Discordo totalmente. Devemos ter o máximo possível de Mariners e pessoal treinado no Brasil para defender o nosso país.

    E, não, a nossa maior ameaça não é externa, é INTERNA.

    Fico espantado sobre como ficamos preocupados com o número de Navios que conseguimos operar ou não, e quão poderosa a nossa Marinha deveria ser quando nosso Brasil não consegue garantir a mais básica das seguranças.

    Nossas crianças não tem segurança, nossos filhos e filhas não tem segurança. Não temos educação, temos apenas “professores” Revolucionários. Quem produz no Brasil é tratado como lixo e quem não produz é tratado como vitima. Os bandidos são tratados como vítimas e tem todos os direitos que os advogados podem lhes fornecer.

    O único alívio é que, sim, temos muitos marinheiros e muitos soldados, policiais militares para ser a nossa última linha de defesa, se algum dias destes precisarmos.

    Quem pode falar de ameaça externa quando temos grupos armados e organizados sabotando o nosso país e a nossa débil democracia por dentro de si mesma….???

    Abraços e sobreviva quem puder sobreviver neste Brasil sem lei e sem ordem.

  45. Também venho parabenizar os editores e o autor pelo excelente artigo.
    É um assunto que sempre rende muito por estas paragens, e pelos ultimos fatos e o desabafo dos foristas (com razão) o almirantado deve estar igual siri na lata… pois o que se fala aqui parece que ecoa lá.
    Esse é o lado bom, aqui não é a caserna e se fala o que quiser, cutucando a chaga com a ponta do cigarro.

  46. A MB que desejo? Desejo uma força que possa vigiar, fiscalizar e defender nossos quase 9 mil km de território marítimo( se é assim que posso dizer) A MB que eu quero? É querer o melhor para meu país e não vê-lo ser a chacota do mundo. Ter Forças Armadas decentes com poder sim de dissuasão. Ter assento permanente no conselho de segurança? Para que? Basta ter Forças Armadas que nos garantam Soberania e Orgulho. Caso esteja errado, por favor corrijam-me?! Obrigado.

  47. A resposta a está pergunta pode se resumida da seguinte forma:

    Aquela que flutue, navegue, combata, opere e que possa ser mantida e permanentemente modernizada.
    Para se chegar la todos nos sabemos o que tem que ser feito:
    Quebrar os ovos, para comecar o omelete, e isto começa pela seguinte pergunta:

    Qual e a missão?

    G abraco

  48. “Preparar e empregar o Poder Naval, a fim de contribuir para a defesa da Pátria. Estar pronta para atuar na garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem; atuar em ações sob a égide de organismos internacionais e em apoio à política externa do País; e cumprir as atribuições subsidiárias previstas em Lei, com ênfase naquelas relacionadas à Autoridade Marítima, a fim de contribuir para a salvaguarda dos interesses nacionais”.

  49. Obturar dente indio?
    Levar remedio para Sao Cricario da Bororoca?
    Fazer cesariana em mulheres ribeirinhas?
    Contruir e manter uma mini usina nuclear?
    Fazer de conta qye fiscaliza jet ski, caique e demais do mesmo naipe que conso. em gente qualuficada e muito $$$?
    Manter 90 almirantes na base do caviar e JW 12 anos?
    Fingir que faz SAR e Salvamar com meia duzia de Esquilis e avisos caindo aos pedacos?
    Manter 18000 FNs sem se ter nenhum oponente para projetar forca quando mal e porcamente pode sustentar um terco disto?
    Paro por aqui, porque sei que a conversa e inocua e nao querem largar o osso.

    G abraco

  50. XO,
    pura curiosidade: Levar esparadrapo para ribeirinho e pilha pra índio está nessa de “cumprir as atribuições subsidiárias previstas em Lei”…?
    – Minha humilde opinião é que o Brasil já foi desbravado e conectado… O que o Brasil precisa agora é ser Organizado… arrumado mesmo. E isso não é missão das FFAA, pois a missão anterior de Desbravar e Conectar vc’s já fizeram. Essa missão já foi cumprida e com louvor. – Meu muito Obrigado!

    Grande Abraço.

  51. Mas…enquanto o Brasil não se organiza e isso pode levar um bom tempo…a marinha estará cumprindo ou tentando cumprir o que ela é mandada
    fazer, ou a marinha pode decidir o que deve ou não fazer ? Não é o comandante supremo das forças armadas a Mrs President ?
    .
    E a marinha brasileira não é a única com meios caindo aos pedaços, má gestão, etc. Pode ser que esse argumento não sirva de consolo para a
    maioria, mas, de más notícias sobre as demais marinhas a internet está cheia.
    .
    sds

  52. Oganza, não sei de quem foi a iniciativa, mas essa é uma parceria de mais de 20 anos com o Ministério da Saúde, se não estou enganado… aquele Ministério repassa recursos para o combustível e materiais de saúde empregados… Já houve também repasse para manutenção… Sinceramente, eu vivi um pouco dessa realidade, fizemos alguns atendimentos com o NPaFlu Amapá… Cara, eles não tem nada, se não fossem os NAsH, muita gente ia morrer ou sofrer de bobeira… Mas, voltanto a sua pergunta, entendo que a atividade está ligada à salvaguarda dos interesses nacionais, qual seja, cuidar do bem estar da população… Isso, na teoria, é interesse nacional… Saindo da teoria e voltando ao mundo real, sei que isso não é verdade, infelizmente… Assim, a não ser que a infraestrutura de saúde evolua muuuuuito e aqueles investidos em cargos políticos façam o seu dever, a MB continuará a levar saúde a quem precisa e não pode esperar… E vou te dizer, mais do que a satisfação por ter realizado 164 dias de “mar” no Comando, minhas melhores lembranças foram esses modestos atendimentos… Só vivenciando essa triste realidade para entender por completo… Abraço cordial…

  53. Dalton,
    certíssimo… meu comentário foi para ricochetear mesmo… e entendermos de uma vez por todas que de fato a MB e as FFAA não tem mais que continuar cumprindo algo que não é mais de sua responsabilidade. Inclusive já existindo outras instituição na esfera do Estado que “nasceram” para assumir e cumprir tal responsabilidade. O Estado Brasileiro tem é que assumir o seu papel pq as FFAA, no que tange há esse malfadado assistencialismo, já cumpriu o seu.

    Ps.: SE as FFAA um dia decidirem largar certos ossos, além de serem as principais interessadas, serão tb as principais beneficiadas em trazer essa discussão para a sociedade… mas até lá vamos tocando o enterro, pois nesse angu tem o dedo azedo de todo mundo… da classe política, de nós (a sociedade) e tb das FFAA.

    Grande Abraço.

  54. Para finalizar, procurem o documentário “Navios da Esperança” e o Globo Repórter que tratou do NASH Dr. Montenegro…

  55. XO,
    vlw mesmo. Quanto as suas melhores lembranças, entendo muito bem o que vc tá dizendo… O conceito de servir para o brasileiro é muito deturpado.
    – SERVIR é uma honra onde só existem facetas nobres. O ato de servi é muito frágil, mas mesmo assim só podendo ser deturpado pelo Senhor.

    *Senhor no caso é o Senhorio.

    “A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustenta-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado.” – Theodore Roosevelt em discurso na Prefeitura sobre os problemas de material humano na cadeia de serviços públicos da cidade de Nova York quando era Comissário de Polícia. Roosevelt dizia que mais do que o “manual”, era o caráter do Servidor que definiria a boa ou a má qualidade do Serviço.

    Grande Abraço.

  56. XO, compreendo, mas está não e a missão de você, e vocês tem que entender isto de uma vez por todas.
    A missão da Marinha e dos marinheiros e empurrar água meu irmao, treinar ASW, AAW, ANSUP, guerra de minas, EW e etc…vocês cystam muitocaro ao nos para ficar fazendo o papel de Madre Tereza de Calcuta, assumam a sua responsabilidade antes que alguém o faca por vocês.
    Vocês são pagos para serem uma Marinha de Guerra e não uma ONG de ajuda humanitária.

    G abraco

  57. Srs

    Pela amostragem de nossos comentários, estamos, como sempre, criticando/lamentando nossa condição de perseguidos pelas mazelas do país advindas de erros de nossos antepassados, da origem ibérica de nossa formação e da exploração e ignorância de nossa elite.
    Ou seja, a culpa é de nossa origem precária e da exploração de outros (alguns atribuem toda a culpa a exploração de nosso pobre país pelos “impérios” do momento), e não de nossa incapacidade de pensar mais a frente, de nossa inépcia como cidadãos e de nossa inércia e pouca disposição a mudar.
    E, sujeitos a esta realidade pouco promissora, após chiar e lamentar, dizemos que é assim mesmo e, no máximo, concluímos que devemos aceitar a nossa sina e nos contentar com o pouco que vislumbramos possível. Isto, claro, mantendo, lá no fundo, a esperança que aconteça um milagre ou apareça um salvador da pátria que nos conduza ao nirvana (é claro que com pouco esforço de nossa parte).
    É frustrante e muito triste ver que nossa cultura ainda seja tão arraigada na era da pedra, dos índios coletores, que não consigamos olhar mais a frente, pensar o futuro, ficando sempre restritos ao presente, focados mais em lamentar a nossa miséria do que em pensar e agir para caminhar para uma condição melhor. E pior, sem antever e pensar nos eventuais riscos e problemas que nos aguardam no futuro (a história do terror do momento, o Zika, é exemplar).
    Frente a um problema como o desequilíbrio das contas da MB (como de todo o GF), onde nada sobra para garantir a operacionalidade da força, só conseguimos tentar justificar o elevado gasto com pessoal e exigir mais do tesouro nacional sem conseguir entender que não há de onde tirar este mais. E, quando não há como fugir da realidade da falta de dinheiro, atribuímos a culpa nos outros e, num gesto de puro teatro, sugerimos que devemos eliminar aqueles símbolos de nossa inépcia (nosso inútil NAe é um exemplo), para “resolver” o problema, candidamente ignorando que tal medida nem arranha a causa de nossa desgraça.
    É extraordinária a nossa capacidade de fugir dos problemas ou disfarçá-los mudando o foco para tornar aceitável nossos erros , capacidade esta só superada pela cara de pau de nossos líderes, militares inclusos, que, sempre em nome do interesse público, defendem privilégios, mascarando-os como medidas necessárias para o bom funcionamento do país e o atendimento dos mais pobres e necessitados.
    Não conseguimos ser objetivos e honestos consigo mesmos e com nossos companheiros de infortúnio nem quando estamos com o desastre batendo a nossa porta.
    E, quando dizemos que faremos alguma coisa, “dizemos” e não mexemos nem ao menos em uma palha para realmente fazer (são famosos os grupos de trabalho e de estudos).
    Certamente somos um país “extraordinário”.

    Sds

  58. Juarez, concordo contigo quando você escreve sobre empurrar água e adestrar…. Se não fosse assim, os Navios seriam apenas escritórios que flutuam… E foi por isso que escolhi o Corpo da Armada… Mas não acredito que a Assistência hospitalar acabe, no curto ou médio prazo… Pelo menos enquanto houver repasse de recursos da Saúde…

  59. Finalizando… Não sei te dar uma resposta objetiva, desculpe… Vou ter de ficar no campo da opinião pessoal… Abraço…

  60. Pessoalmente não vejo nada errado a marinha cumprir missões de assistência hospitalar até porque não há nada no momento que possa ocupar
    o lugar da marinha que conta com uma parceria do Ministério da Saúde, além de preservar o conhecimento já adquirido das rotas de navegação repassando às gerações futuras de marinheiros e assim contribuindo mesmo indiretamente para a segurança nacional e aumentando o prestígio da marinha junto à população.
    .
    Outros países como os EUA utilizam seus navios em calamidades internas e externas muitas vezes interrompendo missões para prestar ajuda e se nós
    aqui não temos calamidades internas ou externas que precisem da marinha, então que a mesma continue ao menos prestando os bons serviços às
    populações ribeirinhas.

  61. Dalton, lá a Marinha é o back up, a excessão em casos extremos, aqui é rotina,, rotina esta que comsome recursos que deveriam ser destinados a treinamento militar.

    G abraço

  62. Caros

    Muito assunto e o post é interessante mesmo. Levando em consideração o que queremos, quase todos aqui querem mesmo um porte de USNavy (sem meios nucleares). Mas a equação que o brasil precisa resolver é qual marinha precisa versus a que pode.

    Tenho a opinião que a MB precisa, fisicamente, de 2 NAes (aptos a operarem A-4M full, algo como um Colossus atualizado), 2 Cruisers, 4 Destroyers, 8 Fragatas, 16 Corvetas, 3 Anfíbios (como o Makassar), 10 Submarinos AIP, afora navios de apoio, patrulheiros, aviões de patrulha (os P-3AM deveriam ser da Marinha, bem como os P-95 Bandeirulhas), aviões de AWACS, aviões de transporte, afora um monstruoso número de helicópteros capazes de operar nesta frota, afora a infraestrutura de bases e estaleiros de manutenção.

    Obviamente que não dá pra ter o que precisa. Mas começando a fazer o que PODE, já da pra cancelar os insubmersíveis inomináveis, o insubmersível nuclear, parar com a bad-trip de maionese e planejar algo realmente comece a resolver os problemas de equipamento, doutrina, e, principalmente, racionalização dos recursos da força. Porém, isto também parece muito distante.

    Só resta o escárnio. O lamento. A lembrança de quão belo e poderoso já foi o Cisne Branco…

  63. O que acontece é que o Brasil precisa de uma marinha pelo menos do tamanho e da qualidade assim como diremos a australiana. Isso todos sabemos, o almirantado tambem. Só que fazer planos para quê? Sempre que parece que vai sair algo do papel, cortam as verbas.Quase doado saiu o A-12, e esta no que esta. Até os Skyhawk não conseguimos modernizar. A tão louvada futura base de submarinos? O projeto ao parecer foi abandonado. Muito triste, a situação na qual nos encontramos.

  64. Os planos da MB, no meu entendimento, são os que mais se aproximam daquilo que queremos das nossas FFAA (capacidades estratégicas e projeção de poder). Tem que objetivar o desenvolvimento autóctone nacional, incentivando empresas e estaleiros nacionais (de preferência privados), mas o planejamento disto é que precisa ser revisto.

    Porém, assim como acontece com as outras forças, se não cortarem na carne (RH, pensões e outras benesses), afora estruturas administrativas redundantes entre as forças (habitação, hospitais, bases, centros de treinamentos, centros tecnológicos, aquisições, etc…..), tudo continuará como antes. Não importará o volume de recursos disponíveis, nunca será suficiente.

    No mais, a MB, assim como a FAB, precisam ser, efetivamente, do Brasil e não do Rio de Janeiro do Brasil.

  65. A que quero: Uma esquadra como a dos EUA.

    A que podemos: Uma marinha ‘marrom’, sem porta aviões, com uns submarinos, umas 8 fragatas de ponta, umas 12 corvetas e se é de gastar, uns 4 SSK e uns 3 SSN.

    Já seríamos a força mais poderosa do hemisfério Sul.

  66. Ednardo vc esta certo, mas não podemos deixar de ter pessoal que mantenha o conhecimento adquirido desde 1960 com o NAe Minas Gerais e depois com o São Paulo. A marinha não tem nem previsão de quando terá recursos para o NAe 13, o NAe 12 já deu o que tinha que dar (falar isso aqui da até morte), a solução em anos de baixo orçamento para não se perder estes conhecimentos é dar uma ‘revisão’ no São Paulo, não para deixa-lo em condição de combate, mas para poder operar com o grupamento aéreo em condições de mar calmo e durante o dia, sem muito esforço, para manter o adestramento e proficiência do material humano até, quem sabe, daqui há alguns anos podermos ter um NA de verdade. Hoje isso não é possível.

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