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Casco da ex-corveta ‘Frontin’ é afundado na Operação MISSILEX 2016

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A Marinha do Brasil realiza, no período de 11 a 20 de abril, na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES), a Operação MISSILEX 2016, sob coordenação do Comando da 1ª Divisão da Esquadra (ComDiv-1). A Operação tem como objetivo realizar exercícios no mar, de caráter estritamente militar, concernentes às tarefas básicas do Poder Naval, executar lançamentos de mísseis sobre o casco de uma ex-corveta, com o propósito de afundá-lo, além de efetuar testes exploratórios em proveito da Avaliação Operacional da aeronave SH-16.

O Grupo-Tarefa (GT) é composto pelas Fragatas “União” (F45), “Constituição” (F42) e “Rademaker” (F49); pelo Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Saboia” (G25); pelas aeronaves AH-11, UH-13, SH-16, UH-15 e AF-1; e por uma aeronave P-3 AM, da Força Aérea Brasileira (FAB).

Na tarde do dia 12 de abril, duas aeronaves SH-16, recém-adquiridas pela Marinha do Brasil e pertencentes ao 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (HS-1), lançaram dois Mísseis Ar-Superfície (MAS) PENGUIN sobre o casco de uma ex-corveta, causando danos significativos ao alvo.

Na sequência, a F45 – Capitânia do GT – lançou o Míssil Superfície-Superfície (MSS) EXOCET sobre o casco da ex-corveta, afundando-o em poucos minutos

Ressalta-se que o êxito obtido pela Esquadra, na execução do exercício de lançamento de mísseis, só foi possível em função do apoio prestado por diversas Organizações Militares do Setor do Material, que prepararam o armamento e o alvo, e pelos Rebocadores de Alto-Mar “Tridente” e “Guillobel”, subordinados ao Comando do 1º Distrito Naval, que conduziram o casco até a área de operação.

MISSILEX 2016 - 3
Míssil ar-superfície PENGUIN lançado pelo SH-16
MISSILEX 2016 - 5
Míssil Exocet MM-40 disparado pela fragata União
MISSILEX 2016 -6
Impacto do míssil Exocet no casco da ex-corveta Frontin

FONTE: MB

102 COMMENTS

  1. Bem, isto aí é um exemplo de um treinamento válido, aonde um vetor testado, homologado, operacional e que cumpre a missão mostrou o que é capaz sem lero lero, sem promessas nunca antes vistas antes vistas, em fim comprovou aquilo que o fabricante tanto do vetor quanto do armamento atestaram.
    As coisas funcionam e andam, quando a MB resolve não querer reinventar a roda.
    Falta agora pelo menos quatro escoltas que comportassem a operação full do SH 16, usadas, é óbvio, porque no hay la plata.

    G abraço

  2. Bom, foi um fim mais digno do que parar num ferro velho na Índia ou Bangladesh como acontece geralmente com os cascos antigos da MB.

  3. E diga-se de passagem que a Frontin não era um navio antigo, era a mais nova da classe Inhauma, sendo incorporada em meados da decada de 90

  4. Bom dia.
    Num exercício desses , além dos testes e avaliações dos helicópteros e mísseis.
    Lembro que quando foi anunciado que a Frontin seria usada como alvo, alguém comentou a respeito de se avaliar como o casco do navio se comportaria nesses impactos.
    Existe algum tipo de avaliação quanto a capacidade do navio alvo receber avarias?
    Afinal duas dessa classe ainda continuam na ativa e os navios foram construídos aqui.
    sds.

  5. Meus amigos, quem foi de Marinha entende esse sentimento… 6 anos, 350 dias de mar 2 promoções a bordo desse Navio, meu primeiro… descanse em paz, Carrasco dos Mares…

  6. Sei que em outras postagens já comentaram a respeito da Frontin, mas 15 anos ou um pouco mais não é pouco tempo? Para uma Marinha que cogita compra de escoltas de 20-25 anos…
    .
    Realmente eu não sei o por quê da desativação, mas me parece pura falta de planejamento. Enquanto se gasta meios impróprios para a MB, como o opalão de mais de 50 anos, desativa-se uma corveta com menos de 20…
    .
    Sds.

  7. Flávio, normalmente, é realizada uma inspeção a bordo, mas, pelas fotos, acho que não rolou…
    é importante dizer que a avaliação é muito superficial, não há combustível, munição etc…

  8. Carlos, realmente, as obras vivas estavam comprometidas… seria necessário substituir uma grande parte do chapeamento… não valia…

  9. E qual seria o motivo desse desgaste prematuro? Erro no projeto? Materiais? Construção? Manutenção? Alguma outra coisa? Grato!

    • Delmo Almeida, bom dia.
      .
      Há vários motivos. Um dos que são aventados é que as corvetas tiveram, durante vários anos da década passada, suas manutenções postergadas para que a Esquadra cumprisse suas missões enquanto boa parte das fragatas classe “Niterói” se encontrava indisponível devido ao programa “Modfrag”. Então o desgaste foi além do normal, esticando-se o período de operação entre as manutenções obrigatórias devido à redução de navios operacionais. Quando chegou a vez das corvetas passarem pelas manutenções postergadas (que seriam combinadas com modernizações), já na virada para esta década, esse desgaste cobrou seu preço, com quase todas necessitarem de algum reparo de monta e coincidiu com os contingenciamentos afetando a área de manutenção. No caso da Frontim, considerou-se que os custos seriam além do aceitável.
      .
      Mas esse é apenas um dos motivos. Há mais motivos (e outros colegas podem apontá-los), e creio que uma combinação de todos eles seria a resposta mais próxima da verdade dos fatos.
      .
      Lembrando que esse assunto já foi discutido diversas vezes por aqui. Se usar o campo busca do blog (ícone da lupa no canto superior direito da página) e pesquisar palavras-chave como corvetas, classe Inhaúma, Frontim, você acessará matérias com muitos comentários tratando do assunto.

  10. Além do que o Nunão escreveu penso que certos navios, principalmente os combatentes de superfície de pequeno porte tem sua expectativa de vida taxada em 25 anos, o “LCS” da US Navy é um exemplo e uma vez li sobre as “Inhaúmas” terem essa expectativa ou seja não foram construídas para muito mais do que isso então se considerarmos que a “Frontin” foi incorporada no início de 1994 e passou para a reserva em 2004 já se foram 20 anos.
    .
    Claro que na prática os navios taxados para 25 anos acabam durando muito mais mesmo que às
    custas de maior manutenção e indisponibilidade o que de certa forma acaba poupando os cascos
    já que passarão mais tempo atracados ou em missões mais limitadas.
    .
    A ideia original é que um número muito maior de corvetas deveriam ter sido construídas o que permitiria manter a “expertise” e mão de obra então nesse caso nem valeria a pena manter navios por 30 anos ou mais, já que seria possível contar com navios que estariam regularmente em construção.

  11. Flávio, só tenho a filmagem do lançamento de MM 40 que a própria Frontin fez em 2000… do afundamento dela, nem quero ver… sorry…

  12. Exercícios com munição e alvos reais sempre põem à prova a formação das equipes e a confiabilidade dos armamentos. Apesar de não haver novidade tecnológica nenhuma neste caso esta é uma oportunidade excelente para a conclusão do adestramento. Cara, mas necessária.
    Se não funcionar, afunda!
    Parece que a MB vai ter muitas oportunidades neste segmento da instrução. Há uma longa lista de futuros prováveis alvos dentro desta organização. A marujada vai ficar “na ponta dos cascos”. Sem navios mas, instruída.
    Abraços.

  13. A avaliação de dano não é muito realista tendo em vista que o navio não tinha combustível e nem munição.
    Quanto à utilização do Penguin que tem uma cabeça de busca térmica (sem formação de imagem) será que incrementaram a assinatura térmica do navio (com aquecedores) ou o seeker tranca no navio à deriva sem nenhum preparo prévio??

  14. Bosco, não sei dizer, mas acho muito difícil tracking sem uma fonte térmica decente… na EOS-400, que é um sensor, víamos muito bem definida a praça de máquinas, chaminé, fica fácil assim, mas, como disse não participei do evento e não conheço as capacidades do míssil…

  15. OK XO, entendo você, acho que se eu estivesse no seu lugar também não iria querer ver os impactos.
    Abraço.
    Bosco, pelo menos sabemos que o efeito do afundamento se deu apenas pelo poder das cabeças de guerra, já é alguma coisa.
    O Penguin só tem cabeça de busca térmica ? Tem algum outro tipo de guiamento ? Eu achava que era radar ativo.
    Quantos misseis foram lançados ?
    Saudações a todos.

  16. logo em breve oq vai ter de embarcação para alvo não vai ser brincadeira. A MB tem que correr para acelerar o programa de substituição de seus meios navais.

  17. Com o Exocet MM-40 não tem conversa, acertou já era uma vez um navio.Importante participação dos SH-16(Sea Hawk). Em tempo, vídeo da operação UANFEX, que visa o adestramento de um desembarque anfíbio. A operação contou com a presença do NDCC Almirante Sabóia que lançou os Clanfs para projeção anfíbia.
    https://youtu.be/HtxgVI3tHuk?t=215

  18. João,
    O Penguin da MB é o Mk-2 mod 7, específico de helicóptero. O alcance maior do Mk-3 se deve ao lançamento por caças de médias altitudes onde o míssil plana antes de acionar o motor foguete que tem um motor foguete com queima um pouco maior também.

    Seal,
    A ogiva do Exocet não é muito diferente da do Penguin. A do Exocet tem massa de 160 kg e a do Penguin de 120 kg.
    Claro, tendo mais massa (incluindo na maioria das vezes propelente residual) que o Penguin e uma ogiva 40 kg mais pesada é claro que o estrago do Exocet é maior, mas nada muito superior não.

  19. Marcos 23 de setembro de 2014 at 22:40
    “Deveriam ter começado desenvolvendo NaPOc no estado da arte, já pensando em um segundo momento, que seria, com o mesmo projeto, uma Corveta. E então não seria difícil fazer uma Fragata.
    Mas a megalomania tomou conta de todos: submarinos nucleares, uma segunda frota, dois NAes nucleares”.

    —————————————————————————————–
    Exato!
    Dito isso, acrescentar o quê ???

  20. PS: Tá certo que segundo a MB os custos da reforma do casco da “Frontin” estavam acima do esperado…

    Mas quanto aos custos exorbitantes para a “reforma” de um certo porta-aviões de 50 anos de idade, que foi usado até a medula pela França e em que a caldeira explodiu, matando gente, inclusive e que já deveria estar num ferro velho indiano há tempos ???

    Acho que o Almirantado brasileiro anda bebendo muito Whisky…
    E por falar em Whisky… http://oglobo.globo.com/brasil/pregao-com-mais-de-180-mil-garrafas-de-bebidas-alcoolicas-suspenso-pela-marinha-12190208

    Com diria um saudoso membro do blog: “O problema da Marinha do Brasil é que ela não forma oficias mas sim “príncipes”.

  21. Senhores, parabéns aos comentários. Assim da até gosto de acompanhar, sem choradera e politicagem chata. T

    Nunca vi a MB aproveitar um exercício destes para treinar sua tripulação de submarinos no lançamento de torpedos. Existe alguma razão para isso? Seria interessante ver.

    Abs

  22. Muito obrigado pelas respostas.
    E concordo com a parte de que a Marinha forma príncipes. As três forças ainda fazem muito isso, mas a marinha se supera.

  23. Também gostava de ver o filme! assim conseguia-se ver o efeito da explosão ao longo de segundos, estava curioso para ver o “velho” Exocet em ação…
    Alguém deve ter filmado.

  24. Senhores, as corvetas de fabricação nacional como a maioria aqui já deve saber possui um grave erro em seu projeto onde a proa afunda em mar revolto com grandes ondas, lembro de saber que a proa afundava ao corta uma onda e demorava voltar, fiquei sabendo ate que foi colocado concreto na popa para que a proa subisse. Não sei porque não foi trocado o canhão mega pesado por algo mais leve do tipo 76 mm ou 40 mm. Uma pena o acontecido porem é melhor que ir para o desmanche e virar parafuso. Uma boa noite a todos.

  25. Fidalgo,
    Os Sea Wolf da Marinha do Brasil eu não sei tendo em vista a precariedade de nossos meios de superfície, agora o sistema Sea Wolf era reconhecido como sendo bastante eficiente.
    Nas Malvinas há de salientar que era a primeira versão, que não era capaz de operar de modo satisfatório contra alvos sea-skimming. Essa capacidade só foi adicionada nas versões posteriores.
    Um abraço.

  26. Senhores, em todo lugar existem “mordomicos”, entre nós inclusive, mas falar em “príncipe” é demais… GuiAmaral, em 2000, por ocasião do lançamento de MM40 pela V33, houve disparo de torpedo também…

  27. Bosco, sem contar que o Exocet MM-40 tem 300Kg de peso a mais que o Penguin que pesa 340Kg. O Exocet MK-2, como é lançado além do horizonte, necessita de um helicóptero para designar o alvo, nào sei se foi utilizado o Sea Hawk ou o P-3. Será que teremos a versão MK-3 que mantém a mesma cabeça de busca e radar mas guiado por GPS , e pode ser lançado pelo mesmo tubo do MK-2?. Se não me engano, as Marinhas do Peru e Venezuela utilizam o míssil anti-navio Otomat. A versão MK-2 tem alcance de 180Km.

  28. Seal,
    Claro que pode ter sido utilizado outra aeronave pra poder designar o alvo mas a fragata União tem um helicóptero Super Lynx orgânico e geralmente é ele que é utilizado de modo geral pra designar alvos OTH para a fragata.

  29. Uma pergunta aos entendedores. Estamos sem escoltas e ate mesmo sem corvetas então se por uma necessidade seria possivel realocar os sistemas e armamento retirados da corveta e fragatas desativadas tipo22 e realocar nos patrulhas oceanicas , sea wolf, exocet, 40mm, 20mm e assim transformando em escoltas de baixa potencia e adotar um canhão 76mm super rapid ou algo mais adequado.

  30. Alex, acho difícil… por exemplo, o Seawolf depende do radar DT 910, um monstro, fora os gabinetes do sistema e os consoles do COC… com relação aos canhões, não haveria ganho, na minha opinião… já adotar um 76mm, é uma idéia interessante… abraço…

  31. Extrato do limk acima: “A Marinha do Brasil informou que conforme tratado entre todos os envolvidos no processo de pesquisa, caberia à instituição repassar aos órgãos ambientas os resultados dos dados coletados, o que foi feito em 11 de janeiro, para então ser emitido, por aqueles órgãos competentes, um parecer técnico conclusivo do impacto ambiental. Em relação ao status de sigilo do relatório, a Marinha não se posicionou.
    O Instituto Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo (Iema) informou, por nota, que recebeu o documento da Marinha, mas em caráter reservado. Os resultados obtidos até o momento com esta análise integrada das informações foram apresentados em um seminário realizado com pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e de outras universidades do país, além de representantes do Iema, Tamar, ICMBio e Ibama.”

  32. Esse erro da construção da proa das corvetas é vergonhoso, pois estaleiros brasileiros de barcos de madeira para pesca profissional, produzem barcos capazes de atravessar o oceano e enfrentarem tempestades terríveis e voltarem trazendo seus marujos em segurança, mas o estaleiro que dispõe de mais recursos e tecnologia tem dificuldade em acertar a mão. Talvez o erro foi ter muitos profissionais com muita formação teórica e com pouca prática, sendo que nos estaleiros inicialmente citados ocorre o contrário, muita prática, menos teoria e muito conhecimento passado de mestre para aluno.

  33. Bosco

    Por favor, seria possível com base no míssil Pirinha brasileiro criar um míssil Penguin? Ou empregar o Pirinha como o Penguin?

    P.S. Não estou fazendo piada. É sério é uma dúvida que tenho, já que o sistema de busca de ambos os mísseis serem termais.

    P.S.2. Pessoal não vale a resposta: Sim, dando um Pirinha para alimentar o Penguin… rs..rs..rs

    Obrigado a todos, pelos excelentes comentários que são muito instrutivos.

  34. Leo,
    Seria sim! Há informações que dão conta de já terem utilizado o Sidewinder contra embarcações.
    Provavelmente para otimizar a utilização do Piranha contra uma embarcação lenta e com características de assinatura térmica específica deve haver uma alteração do software do míssil.
    Recentemente o AIM-9X foi testado com sucesso contra alvos na superfície, inclusive em terra já que tem cabeça de busca por “imagem” térmica, não sendo um simples “buscador” térmico.
    Contra alvos em terra o Piranha não poderia ser utilizado já que há necessidade de um seeker com “formação de imagem”, mas contra embarcações basta um seeker IR mais simples, sem formação de imagem.
    E claro, um hipotético míssil Piranha com função dupla (antiaéreo e antiembarcações) seria de uma classe leve, semelhante ao mísseis Sea-Skua, AS-15TT, Hellfire N, etc.

  35. Não há nada que impeça que mísseis ar-ar possam ser utilizados contra embarcações. Os sistemas de orientação usados nos mísseis ar-ar são semelhantes ao usados em mísseis antinavios. Basta que haja uma adaptação do software.
    O míssil Sparrow lançado de helicópteros já foi testado no passado contra embarcações. Claro, o Sea Sparrow tem função antiaérea e antinavio, assim como todos os mísseis antiaéreos da USN.
    Um AMRAAM pode muito bem atingir um navio. Aliás, o AIM-120 D, dotado de GPS, pode muito bem ser utilizado contra embarcações (por conta do radar) e contra alvos fixos no solo (por conta do GPS). Teoricamente pode até ser utilizado contra alvos móveis em terra (por conta do datalink).
    Cada vez mais os mísseis se tornam multifuncionais. É raro hoje mísseis em estado da arte terem função única.

  36. O próprio míssil sup-ar RAM, uma mistura do Sidewinder com o Stinger, pode ter seu software modificado que o habilita a trancar em embarcações. Há vários exemplos da utilização de mísseis antiaéreos (ar-ar e sup-ar) contra navios.

    • Bardini, boa noite.
      .
      Já postaram esse link em comentário mais acima (hoje mesmo, de manhã) e até já houve resposta de outro comentarista a respeito. Peço que evitem publicar links repetidos como “off topic”.

  37. Fim honroso. Mas os peguins deveriam ter afundado, alias, o primeiro…
    Se fosse pra testar eficacia de resistencia, podia ter feito um exercicio com bombas burras a partir do A-1, so pra treinar a pontaria.

  38. Olá Bosco, me tire uma dúvida, pois acho que li num site em tempos atrás sobre a capacidade do missil penguin ser usado contra aviões ou helicópteros, num perfil ar-ar, mas não encontrei mais essa informação. Se for verdadeira e vc tiver o link, me informe por favor.

  39. E ainda lhe perturbando Bosco, agora sobre o uso do missil anti radiação MAR-1 num perfil também ar-ar, ou seja, contra alvos aéreos, é possível e onde encontro tal informação?

  40. Alexandre,
    Em tese seria possível mas nunca li nada a respeito. Acho difícil dele ser utilizado como míssil antiaéreo. Ele é subsônico, não tem espoleta de proximidade, precisaria ter seu radar altímetro desabilitado e teria que ter um software específico para trancar em alvos aéreos no modo LOAL.
    Quanto ao MAR-1 na função antiaérea seria em tese possível, mas novamente haveria de ter um software apropriado.Nunca li nada a respeito. Seria difícil ele ter função antiaérea porque tem baixa velocidade supersônica (Mach 1.2), não tem espoleta de proximidade e ogiva de alta fragmentação.
    Os mísseis ar-ar antirradar (Brazo, R-27EA, etc) são originalmente mísseis ar-ar adaptados com um seeker por radar passivo (PRH) que só tranca em emissões de radar na banda X, que é a banda utilizada em radares de caças. Contra aviões AEW/AWACS o míssil é de grande alcance mas utiliza radar ativo e não faz uso de sensores passivos antirradiação.

  41. Gostaria de poder ter presenciado esse treinamento de perto e depois ver os videos também claro, com certeza foi um ótimo treino para o pessoal da MB empregando armas de verdade em um alvo de verdade ainda que este não se defenda é um treino valido com certeza, se houver grana eles poderiam ir fazendo isso com cada navio que der baixa, em vez de mandar para o desmanche.

  42. Falando nos Linxs da MB, a Royal Navy começou a receber os primeiros 4 dos 12 novos helicópteros AW 159 Wildcat HMA2, que foram entregues ao Esquadrão 815 (815 Naval Air Squadron) e iniciaram a substituição dos Linxs MK-8 na Fleet Air Arm, após 35 anos de bons serviços prestados.O Esquadrão baseado na Royal Naval Air Station Yeovilton, irá gradualmente retirar o helicóptero Linxs MK-8 do serviço ativo, e introduzindo o seu sucessor, o AW-159 Wildcat, para assumir as funções a bordo dos destróieres e Fragatas da Royal Navy,passando a atuar na linha de frente ao redor do mundo. Segundo a Royal Navy, no dia 21/03/2017, 10 dias antes da baixa do Linxs Mk-8, o Linxs (WG 13),vai completar 46 anos do seu 1° voo. Acho que não é só nós que opera equipamento antigo também.

  43. “Contra aviões AEW/AWACS o míssil é de grande alcance mas utiliza radar ativo e não faz uso de sensores passivos antirradiação.”
    Essa frase teria que ficar em um parágrafo separado mas não foi possível devido à limitação de linhas que está disponível. Juntei com o parágrafo de cima e ficou complicado de entender.
    Quis dizer que os mísseis utilizados contra aviões radar (como o R-37 e o K-100) não são guiados por radar passivo (RPH) e sim por radar ativo.
    Quanto ao Brazo que citei acima fui dar uma verificada e ele seria utilizado contra AWACS também, portanto seu seeker não era sensível só à banda X. Me equivoquei!

  44. A proposito do emprego de misseis AA no ataque a navios: os AF-1M japossuem a integração de sidewinder, certo? Acredito que, conforme o Bosco acima citou, o uso dos misseis dos AF-1M Ar-ar com guiagem termica necessitam “apenas” de uma adaptação de software. Portanto, nada mais logico e efetivo do que dotar as asas fixas da MB com esse meio. Ja a integração de uso dum Piranha adaptado, mesmo requerendo uma integração muito mais penosa e dispendiosa, (incluindo a dinâmica aeronave/missil etc,) também seria um investimento extremamente valido.

    Tambem vejo como factivel integrar os Pinguim aos AF-1M; é no minimo um exercicio de reengenharia que em muuto agregaria à MB, FAB e a fabricantes nacionais. Esse investimento é muito mais efetivo, digamos assim, do que ficar repintando um NA ja condenado. Conforme colocado pelo Juares no post ao lado, treinar com técnicas, taticas e estrategias deste tipo seria muito mais efetivo. Na minha opinião a validade atual da operação dos AF-1M na MB e manter este vetor como um meio para desenvolvimento de doutrina no ataque de navios a partir de bases desdobradas eem terra. Esse conhecimento é fundamental para o futuro uso de Gripens navalizados e empregados nessa função. Afinal o domínio da integração de armamentos aos vetores disponíveis é o mais importante nessa equação.

  45. Rom,
    A alteração de software de um míssil compatível com determinada função mas não dedicado à ela não me parece ser simples. Às vezes também é necessário a alteração de algum componente físico. E ainda teriam que ser feitos testes e mais testes até sua homologação.
    O Sidewinder salvo engano foi utilizado na Guerra do Vietnã contra uma embarcação, mas foi numa situação emergencial, onde era a ferramenta que havia disponível.
    O AIM-9X foi testado com sucesso contra alvos em terra e logicamente seria passível de atingir alvos no mar, mas não se sabe se teve modificações de software ou se já tem software que suporta sua utilização contra alvos de superfície.
    Os mísseis antinavios de curto alcance utilizado pelos americanos em helicópteros, como você sabe, é o Hellfire N, e no caso dos aviões é o Maverick F. No caso de navios é o Griffin e o Hellfire Longbow, com opção de se utilizar o RAM versão HAS (helicoptero, avião e alvos de superfície).
    Só de curiosidade há uma munição guiada por IR e LSA no calibre 57 mm disponível para o canhão Mk-110 em uso pelo LCS, capaz de se contrapor tanto a ameaças de superfície quanto às aéreas.
    Um abraço.

  46. Caro Bosco, concordo contigo que essa “adptação” do sidewinder à missão anti-navio do AF-1M requer conhecimento especializado e recursos financeiros. Nada é de graça. Mas nos brasileiros almejamos integrar armamntos mais sofisticados a plataformas muito mais complexas (por exemplo lançamento de um meteor a partir de um NG em voo mach 1.2);
    Para remapear o chip para identificar a silhueta da casa de maquinas um navio previamente ja “scaneado” (espectro ja mensurado, por exemplo.,por um P-3 voando no lugar certo…) é relativamente facil. Nos ja fazemos isso em. PLCs diversos ha muitos anos; entendo que a versão M pode ser adaptada em digamos um ano de trabalho, incluindo unidades de armazenamento de dados de potenciais alvos inimigos. O proprio P-3 ao que ke recordo, pode(ria) empregar p sidewinder, penguim, etc, o que constitui uma fonte ,
    “aberta” de rotinas e algoritmos que talvez possam ser usadas(não foi para isso que pagamos ToT para os espanhois?

    Prezado Boscão, novamente agradeço aàs suas valiosas contribuições

  47. Por quê lançaram 2 Penguins ?? Quanto pagamos cada e quantos compramos??? E os mísseis que compramos pros P3 alguma previsão para teste real???

  48. Airacobra e XO amigos navais,alguma info da volta da Jaceguai, Inhauma e Julio
    de Noronha?Em tempo naõ precisava lançar dois penguins e um MM-40 exocet,isso porque
    a MB tem poucos penguins aproximadamente 18 misseis. Quem não sente nada ao ver
    um navio sendo afundado jamais poderá ser marinheiro, NOSSO BARCO, NOSSA ALMA.

    BZ Frontin.

  49. Senhores,
    Hoje a utilização de ataques múltiplos coordenados de modo a saturar as defesas navais é a norma. Acho interessante que seja feito esse tipo de exercício, incluindo utilizando mísseis com orientação diversa.
    Também é interessante (ao meu ver) ver o comportamento de um míssil guiado por IR após um primeiro impacto que altera a assinatura térmica do navio.
    Como não temos dinheiro sobrando e um exercício desses custa caríssimo, o ideal é condensar tudo nesse navio, onde foram coordenados vários meios (pelo menos dois helis, provavelmente um terceiro heli e uma fragata).
    Claro que ele não serve para avaliar a efetividade do míssil em situação real tendo em vista que o alvo não reage, mas isso quem tem que fazer é o produtor, que avaliza a utilização de seu produto.

  50. Sabe Bosco, acho muito interessante essa ideia de utilizar como base a assinatura termica fortemente definida por explosão de um missil precursor; esse primeiro missil poderia ser guiado, por exemplo, com imagem de TV /infravermelho/radar, ou algo assim, e os dois ou tres seguintes ter como fonte a assinatura da explosão. A guiagem mais complexa do primeiro missil requereria uma carga adicional, em peso, que nos demais seria substituida por uns bons quilos a mais de explosivos.
    Abs

  51. Rom,
    Um fato curioso que os EUA observou nas guerras que participou desde o início da década de 90 foi que um alvo previamente atacado causava confusão no sistema DSMAC dos Tomahawks, tanto por ele ter mudado de forma quanto pelo obscurecimento pela chama/fumaça/poeira. Como é quase impossível um ataque simultâneo o jeito era espaçar mais o ataque.
    Hoje o com a introdução do GPS e ajustes no software esse problema não deve mais ser tão grave, mas os Tomahawks da década de 90 não tinham GPS e dependiam exclusivamente da imagem previamente digitalizada do alvo no seu processador.
    Um míssil como o Penguin tem que ter algum tipo de previsão no software em relação a alvos já atingidos, que deve ser percebido pelo sistema. O seeker do Penguin não é de formação de imagem, embora deva contar com múltiplos sensores fotossensíveis. Deve ser interessante o que o fabricante introduziu no software e se esse software é capaz de ser alterado no campo de batalha. Por exemplo, no caso de vários mísseis Panguin atacarem vários navios de uma mesma esquadra ao mesmo tempo será que um míssil pode se recusar a atacar um navio previamente atingido e buscar outro alvo ainda não atingido?
    Com certeza o míssil é bem mais inteligente que simplesmente buscar o alvo mais quente. Fosse assim bastaria os navios rebocarem um flutuador em chamas e estariam protegidos.
    Só de curiosidade, o novo míssil em estado da arte que substitui o Penguin é o NSM e esse sim é dotado de seeker com formação de imagem e além de ser mais resistente às IRCMs ele reconhece o alvo pela sua forma. Mas infelizmente ainda não está apto a operar a partir de helicópteros. Pelo menos não que eu saiba.
    A introdução de imagem IIR exige um nível de software muito mais exigente. Foi divulgado pela Força Aérea Israelense que quando da introdução do Python V cada míssil tinha mais capacidade de processamento que toda a frota de caças F-16.
    Um abraço.

  52. Souto…

    não estou afirmando que foi o caso, mas, muitas vezes mísseis que estão aproximando-se do fim de suas vidas úteis são gastos em exercícios, além do mais, é importante eventualmente lançar
    uma pequena quantidade dos mísseis do estoque para se ter uma ideia de como estão funcionando e atualizar o aprendizado de uma forma mais realista.

  53. A pouco tempo a MB estava interessada nas 4 fragatas classe Soldati e nos
    caçaminas classe Lereci, mas não se falou mais nisso, acho que seria uma boa para MB.

  54. Parabéns a MB. Fim digno para um navio combatente!
    Agora espero que comprem pelo menos umas 4 escolta mesmo de ocasião, porque estamos ficando sem nada!

  55. Na minha opinião a MB deveria comprar as 4 fragatas Artiglieri e os 4 caças minas
    classe lereci,e se a MB não se apressar vai perder esse oportunidade,pois Peru e Equador
    e outros países estão interessados.

  56. Alguma notícia dos Arpon ?? Quando os P-3 os testarâo?? E poderiam especificar a diferença entre os 3 (Exocet, Arpon e Penguin) ??????

  57. Fresney,
    O Harpoon AGM-84 pesa em torno de 550 kg, tem cerca de 200 km de alcance, motor de turbina, é subsônico, tem ogiva de 220 kg e é guiado por radar ativo.
    O Exocet MM-40/AM-39 pesa 690 kg, tem 70 km de alcance, motor foguete sólido, subsônico e ogiva de 165 kg e é igualmente guiado por radar ativo.
    O Penguin pesa 390 kg, tem alcance de 35 km, motor foguete sólido, subsônico e ogiva de 120 kg e é guiado por IR (calor).
    O Sea Skua pesa 150 kg, tem alcance de 24 km, motor foguete sólido, subsônico e ogiva de 30 kg e é guiado por radar semi-ativo.

    É mais ou menos isso.
    Esses são todos os mísseis antinavios utilizados pelo Brasil.

  58. sempre fui fâ do exorcet e agora sendo motorizados aqui,penso eu que se a mectron pudesse colocar um boster para aumentar umpouco o alcance seria um arma de dissuação formidavel , alias junto ao matador na artilharia de costa ninguem atreviria um invasão mesmo hipotetica

  59. ronaldo…

    não dá para transformar a costa brasileira em uma “linha Maginot” por exemplo, que aliás não funcionou como os franceses pretendiam. Também não há por parte de nossos vizinhos a menor intenção ou capacidade de invadir e todos os demais países de outros continentes simplesmente não possuem os meios de transportar e apoiar uma invasão em larga escala.
    .
    No campo hipotético quanto a “ninguém se atrever” , apenas fazendo um exercício de imaginação, os EUA poderiam pois com a USAF controlariam os céus e bombardeariam alvos importantes até mesmo à artilharia de costa que você citou para só depois mandarem o resto.
    .
    Independente dos EUA serem parceiros do Brasil eles estão enviando tudo o que eles tem de melhor e em maior número para o Pacífico e o que resta está comprometido principalmente
    no Oriente Médio.
    .
    Enfim, com poucos recursos hoje e sem previsão de grandes aumentos nos próximos anos o Brasil precisa investir sabiamente em suas forças armadas.

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