Home Aviação Naval O porta-aviões argentino ARA ’25 de Mayo’

O porta-aviões argentino ARA ’25 de Mayo’

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ARA 25 de Mayo com dois helicópteros Alouette, um SH-3 Seaking e 5 jatos A-4 Skyhawk no convoo

O ARA Veinticinco de Mayo (V-2) foi um porta-aviões da Armada Argentina de 1969 a 1997. O nome é homenagem à data da Revolução de Maio da Argentina, de 1810.

O navio anteriormente serviu na Marinha Real como HMS Venerable e na Marinha Real dos Países Baixos como HNLMS Karel Doorman. Na Argentina, ele foi deslocado para o Canal de Beagle durante a crise de 1978 e nas primeiras semanas da Guerra das Malvinas, onde suas aeronaves foram mobilizados contra a força-tarefa da Marinha Real, mas passou a maior parte da guerra no porto.

O navio foi construído por Cammell Laird em Birkenhead, Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial para a Marinha Real. Como um porta-aviões da classe “Colossus”, ele foi batizado como HMS Venerable e serviu à Frota Britânica do Pacífico. O Venerable só serviu três anos na Marinha Real antes de ser vendido para a Holanda como HNLMS Karel Doorman.

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Hr.Ms. Karel Doorman R-81

Após um incêndio no compartimento de caldeiras, o navio foi reformado e vendido à Argentina. Os argentinos já operavam outro navio-aeródromo, ARA Independencia, também um ex-classe “Colossus” da Royal Navy. Após a desativação do ARA Independencia em 1970, o ARA Veinticinco de Mayo foi o único porta-aviões da frota argentina.

O grupo aéreo começou com jatos F9F Panther e F9F Pumas, que mais tarde foram substituídos por A-4Q Skyhawk apoiados por S-2 Tracker de guerra antissubmarino e helicópteros Sikorsky SH-3 Sea King. Ele podia transportar até 24 aeronaves.

A-4Q Skyhawks a bordo do ARA 25 de Mayo
A-4Q Skyhawks a bordo do ARA 25 de Mayo

Em setembro de 1969, após a compra, durante a primeira viagem do Veinticinco de Mayo, a Hawker Siddeley demonstrou seu Harrier GR.1 a bordo do navio-aeródromo para uma possível venda à Marinha Argentina.

Durante a década de 1970, o navio foi reformado e atualizado várias vezes, permitindo-lhe estar disponível para operações a maior parte do tempo. Seu último reequipamento ocorreu em 1981, um ano antes da Guerra das Malvinas. Ele recebeu atualização nos radares, engrenagem de cabos de retenção, catapulta a vapor e na borda dianteira do lado da pista em ângulo, que foi alargada.

A-4Q e Super Étendards a bordo do ARA 25 de Mayo
A-4Q e Super Étendards a bordo do ARA 25 de Mayo

agosto-1985

Estas melhorias permitiram-lhe operar a aeronave de ataque Super Étendard comprada da França, mas foi descoberto depois durante testes que a catapulta tinha dificuldades em lançar esse tipo de aeronave e operava com restrições.

Durante a Operação Soberania planejada contra o Chile, o Veinticinco de Mayo seria usado para apoiar a invasão das ilhas Picton, Lennox e Nueva.

S-2 Tracker e A-4Q Skyhawk
S-2 Tracker e A-4Q Skyhawk

Guerra das Malvinas
Durante a Guerra das Malvinas, o ARA Veinticinco de Mayo foi usado em apoio dos desembarques argentinos iniciais sobre as Falklands. No dia da invasão, ele ficou posicionado com 1.500 soldados do Exército ao largo de Port Stanley, enquanto um submarino e navio desembarcavam comandos para garantir áreas de pouso. Depois os fuzileiros argentinos fizeram o desembarque anfíbio principal.

Mais tarde, o ARA 25 de Mayo liderou um grupo-tarefa que ficou posicionado ao norte das Ilhas Falkland, com o cruzador ARA General Belgrano operando ao sul, no que parecia um movimento em pinça para atacar a Forta-Tarefa britânica.

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Os britânicos tinham atribuído ao submarino nuclear HMS Splendid (S106) a missão de rastrear o ARA Veinticinco de Mayo e afundá-lo, se necessário.

O contra-almirante Sandy Woodward, comandante da Força-Tarefa britânica a bordo do porta-aviões HMS Hermes afirmou em seu livro “Cem Dias”, que se o HMS Splendid tivesse localizado porta-aviões naquele dia, ele teria “recomendado nos termos mais fortes possíveis para o Comandante-em-Chefe almirante Sir John Fieldhouse que ele fosse afundado ao mesmo tempo que o Belgrano.”

Nas operações de 1 de maio de 1982, o porta-aviões argentino tentou lançar uma onda de jatos A-4Q Skyhawk contra a Força-Tarefa Marinha Real, depois que seus S-2 Trackers detectaram a frota britânica.

A-4Q Skyhawk voando em formação
A-4Q Skyhawk em formação

Seria a primeira batalha entre o porta-aviões desde a Segunda Guerra Mundial, mas os ventos fracos na região impediram que os jatos plenamente carregados fossem lançados.

Após o submarino nuclear britânico HMS Conqueror afundar o cruzador ARA General Belgrano, o ARA Veinticinco de Mayo voltou ao porto para sua segurança.

Os A-4Q Skyhawk voram o resto da guerra a partir da base aérea em Rio Grande, Tierra del Fuego, e tiveram algum sucesso contra a Marinha Real, afundando a fragata HMS Ardent. Três Skyhawks foram derrubados pelos Sea Harriers.

Em 1983, o ARA Veinticinco de Mayo foi modificado para operar o novo jato Dassault Super Étendard, mas logo após agravaram-se os problemas com suas máquinas, e o navio ficou confinado ao porto.

Super Étendards
Super Étendards no convoo

Desativação e desmantelamento
A Marinha argentina não conseguiu obter os fundos para a modernização das máquinas do ARA 25 de Mayo, o que levou à sua desativação em 1997. Finalmente, no ano 2000, ele foi rebocado para Alang, Índia, para a demolição.

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45 COMMENTS

  1. Alexandre, muy completo tu artículo sobre nuestro portaaviones. De todas formas, por ser Brasileño y tú nación apoyar nuestra causa en la Unasur, deberías nombrarlas como Malvinas y a su Capital como Puerto Argentino y no con su denominación Británica. De otra forma estarías apoyando la visión de nuestro país ocupante y al menos sería una contradicción. Salvo que yo esté equivocado y vos apoyes como ciudadano los argumentos del UK. Saludos ⚓️

  2. Julio, sinto discordar, mas as FALKLANDS são britânicas, não há como discordar, você não vai ganhar aquelas ilhas só repetindo palavras, é uma ilusão, eles ganharam no braço, com honra, ponto final, bom pra eles. EU sou totalmente favorável que as FALKLANDS sejam devolvidas à Argentina, é descabido ainda existirem possessões, o tempo do império britânico, e de qualquer outro, acabou faz tempo, não tem sentido manter ilhas há milhares de quilômetros, é inviável e inoportuno, as ilhas cresceriam mais economicamente se fossem argentinas, não tenho a menor dúvida disso, os habitantes viveriam melhor, com mais acesso a produtos industrializados, todo mundo iria ganhar, acho que o orgulho e vaidade estão falando mais alto, as ilhas, pela proximidade, deveriam pertencer á Argentina.

  3. Carlos, mas as Ilhas Falklands são economicamente independentes da Grã Bretanha, e seus cidadãos ainda continuam preferindo serem cidadãos Britânicos. Novamente, a mesma tecla: autodeterminação dos povos.
    .
    Se formos usar o critério da proximidade, então o Japão tinha legitimidade em invadir a ilha de Wake durante a Segunda Guerra Mundial?

  4. É como se os britanicos tivessem tomado um pedaço do Rio em 1850, e ahora, como ficaria??? Malvinas sao argentinas, e ponto final

  5. falklands são uma parte indispensável do reino unido…agora cá entre nós o ara 25 de mayo era muito mais bem armado q o são paulo hoje…pena q dependia do vento

  6. Ou seja, tudo o que eu aprendo e aprendi com o blog se aplica! Vamos lá, ter um NAE, como é o nosso sonho, e não ter um grupo de caça capaz com as aeronaves de multiplicação de força eficazes, armamentos de ponta e treinamento, muito treinamento, além óbvio de escoltas e submarinos e mais treinamento, nem vale ter por que quando os argentinos precisaram do 25… O que aconteceu… os caças tiveram que operar de bases em terra.
    Espero estar errado, mas o São Paulo, parece já estar fazendo hora extra!! Fico imaginando ele com gripen, os Trackers e sem escolta de ponta, sendo guarnecido pelas boas e velhas, mas cansadas type 22, contra vamos ver o novo NAE inglês quando esse estiver operacional com os seus f-35 (escolhi os ingleses por acreditar que o tempo de colocar o Queen e toda ala aérea em operação seja o mesmo que teríamos com o nosso S.P. na melhor das situações) levariamos uma surra que vixe!!! Sei que uma guerra entre o Brasil é os ingleses é algo absurdo, mas foi apenas a título de comparação. E se fossemos comparar com os franceses que não utilizariam o f-35 daria na mesma eu acho… Só falando dos NAE e seus grupos aéreos dos ingleses e franceses, imagina com força total!!!
    Só para avisar sou leigo!! E o que eu escrevi foi baseado no que eu aprendi, espero ter aprendido de forma correta….kkkk
    Eu sou fã e fico na torcida pelo nosso NAE, mas torcida não vence guerra.

  7. As Falklands são argentinas?? Por quê? Por estar próxima ao território argentino? kkkkkk Não é assim que funciona amigos…. os britânicos chegaram, tomaram posse, povoaram a ilha, gastaram dinheiro lá, edificaram…. ai chega a Argentina e diz que as ilhas pertencem-nas?? NEGATIVO
    .
    Se quiserem tomá-las, pois que invadam e consolidem sua posição. E se perder, levantem a cabeça. Sem choro, soldado!!! 😉
    .
    Boa noite a todos

  8. Na foto principal tem dois hélis a frente do Sea King, não identifiquei, alguém pode ajudar ?

  9. Bom dia a todos, estamos discutindo a quem deve exercer soberania de fato nas “Malvinas”, o brasileiro é muito dividido nessa questão, eu diria que as ilhas são argentinos, não por apego aos hermanos, pois eles são um saco, mas sim por derrubar as bandeiras imperialistas que ainda tremulam pelo mundo, é utópico e impossível, mas se vermos por esse angulo, até as ilhas da Ascenção, Santa Helena e Tristão da Cunha deveriam ser brasileiras, mas aí teríamos que enfrentar o maior saxão de todos, o Tio Sam usa a base do seu principal aliado, o que interessa é fincar a bandeira mesmo que seja inabitada, explo ao rochedos Shag, a rochedos Black, no extremo sul, pasmem, mas até os EUA tem uma questão com o pobre Haiti, uma pequena e desabitada ilha chamada de Navassa a 60 Km do território Haitiano, vocês acham que os “nossos amigos” do norte tem interesse em devolve-la, o que importa é fincar a bandeira.

  10. Carlos Crispim, sinto muito mas as Ilhas Malvinas são por justiça ARGENTINAS, quem estudou historia sabe que as ilhas foram descobertas por espanhóis, era território argentino e nos idos do seculo 19 estas ilhas que tinham moradores argentinos e receberam navios da Royal Navy, que sob a ameaça de canhões para fossem retirados a força de lá, sendo que todos foram expulsos das Ilhas, o que depois a Inglaterra tratou de implantar moradores Ingleses que se chamam os Kelpers hoje, os mesmos que alegam que são Britanicos, e são, pois foram IMPLANTADOS pela Inglaterra la, em uma ação de invasão deste território argentino, pois a Inglaterra utiliza estas ilhas como um trampolim para os seus serviços de “pesquisas” na Antartida e AGORA que foi descoberto PETROLEO . Ficam aqui os meus respeitos aos Argentinos que tentaram retomar o seu território em uma justa guerra de retomada em 1982.

  11. Ah, por justiça? Utis possidetis, então. Direito Internacional. As Falklands, são inglesas.
    .
    Esse papo de remoção de moradores argentinos… mmmmm…. não cola. Isso não aconteceu. Os primeiros à colocarem gente lá foram os franceses, e posteriormente tanto espanhóis quanto ingleses co-habitaram as ilhas. Após a independência Argentina, foi necessário um estrangeiro para avisá-los de que as ilhas até existiam. Não importa para onde se olhe, ou qual ângulo se veja o assunto, o fato é que as Falklands são inglesas, e após um conflito perfeitamente legítimo, garantiram legalmente seu controle sobre as ilhas.
    .
    Mas a bravura dos militares argentinos durante o conflito é simplesmente inquestionável.

  12. Marcelo, buen día. Parabens pra você, você lei história e isso é muito bom pra poder falar.
    Obrigado por suas razões precisas e apegadas a los documentos históricos del tema, não somente leitura sino também documentos históricos.

    Mi idea nunca entro en el tema de quién debe ser el país soberano sobre las islas, sino comentar que en un artículo realizado por alguien que aparentemente pertence o perteneció a una institución del estado Brasileño debería apegarse a denominarlas en concordancia con la postura expresada y asumida en documentos refrendados por su nación. Al menos apegarse a la resolución ONU que reconoce la disputa y establece, entre otras cosas, que deben ser nombradas como mínimo con ambas denominaciones. Es solo eso, nunca quise meterme en temas de soberanía, que por cierto es mucho más complejo que las razones de proximidad, porque para hablar de ello es necesario leer mucho antes de expresarse.

    Novamente Marcelo, parabéns por sua comentário equilibrado, completo e preciso.

  13. Julio : si observas la mayoria de los posteos que se registran en diferentes blogs, de origen brasilero, concluiras que buena parte, la mayoria de los ciudadanos que opinan, nombran a las Islas Malvinas como ” Falklands “. No solo ello : creen fervientemente que las islas pertenecen a Gran Bretana y que el reclamo de soberania es invalido. No esta ni bien ni esta mal. Asi lo ven ellos y tienen todo el derecho de pensar en ese sentido. Lo verdaderamente importante es lo que pensemos nosotros, como actuemos y sostener todas y cada una de las acciones necesarias tendientes a que la ocupacion ilegal colonial britanica en nuestro Atlantico Sur algun dia llegue a su fin.

  14. Guillford, estoy totalmente de acuerdo con lo que decís, de hecho para mí tampoco es una novedad. Alcanza con leer algo de historia y de lo que en nuestro país vecino se aprende desde la enseñanza formal para entender porque en general opinan así. Lo que digo y repito no tiene que ver con las opiniones de cada uno, que por supuesto son todas respetadas, sino con algo puntual y simple y que es el denominar correctamente a las islas y a su capital en un artículo escrito por alguien aparentemente relacionado con el estado Brasileño como funcionario de una institución de ese país. De no ser hacerlo así seguimos cayendo en fuertes contradicciones sobre aquello que se acepta en ámbitos como Unasur o Naciones Unidas y esto de cómo debe denominarselas está muy claro. Es solo eso. Saludos.

  15. Em 1983, o ARA Veinticinco de Mayo foi modificado para operar o novo jato Dassault Super Étendard, mas logo após agravaram-se os problemas com suas máquinas, e o navio ficou confinado ao porto.
    A Marinha argentina não conseguiu obter os fundos para a modernização das máquinas do ARA 25 de Mayo, o que levou à sua desativação em 1997. Finalmente, no ano 2000, ele foi rebocado para Alang, Índia, para a demolição.
    —-
    Esse é o destino do São Paulo!

  16. A terra pertence a quem nela mora e produz. O invasor tem que ser expulso rápido. Com o tempo, o errado vira certo. É o que os chineses estão fazendo no mar da china. Daqui a 100 anos, ninguém os tira mais de lá.

  17. O próprio Brasil se formou assim. Os bandeirantes foram invadindo e os espanhóis e sucessores foram cedendo. A maior parte do território brasileiro era por direito espanhol, boliviano, paraguaio e argentino. Os uruguaios escaparam por um triz.

  18. O quê os Ingleses estão fazendo em Ascensão ?
    Napoleão já morreu e faz tempo.
    Vamos lá brazucas, vamos toma-las !
    As ilhas Ascensão (3) são nossas !

  19. Não sei porquê brasileiro tem essa aversão a argentino,dizendo que são “um saco”.Nas vezes que fui a Argentina sempre fui bem tratado por eles.São gentis,cordeais,educados..São nossos vizinhos e deveríamos deixar essa rivalidade apenas no campo de futebol.Malvinas sempre serão Argentinas!

  20. Marcos: A Índia recusou o irmão do São Paulo por causa das paredes com amianto, ou o Brasil o afunda em aguas profundas ou paga milhoes para desmontar por uma empresa especializada.
    O problema é quando cortado por maçaricos que vaporiza o amianto, método normal na Índia para desmonte. Em temperatura ambiente não tem perigo, as caixas d’agua mostram isso, apesar de sua venda estar proibida tambem, o problema é o pó quando quebrada ou o vapor quando queimada nos lixões.
    Nos freios dos carros tem o problema da vaporização em caso de superaquecimento e aquele pó preto que pode contaminar o mecânico.
    No Brasil para juntas do motor, depois de proibido foi liberado temporário , por falta de opção.

  21. MO 9 de outubro de 2016 at 23:19
    Vixi,
    Ostra não tem Osso !
    Kkkk …..
    Marcelo,
    É o debate da venefavela invadindo o Brazil, deu nó !
    (rs)

  22. tamandaré concordo em genero,numero e grau, outra coisa nas falklands o 25 quase virou recife como se diz lá na bahia “escapou fedendo“ rsrs uma coisa q axo razoável é o numero de militares nas falklands 1.300 perante uma ameça insignificante, o bom é q talvez as falklands tenham mais ptroleo q o pré-sal o q é ótimo para a corôa 😉

  23. Caro ED, acredito que instituições que perderam o Bonde da história valem-se de rivalidades fictícias para justificarem sua existência!É assim lá, como aqui!
    Abandonaram o papel de protagonistas e aceitaram o papel de figurantes e vassalos de um poder maior.

  24. ED Sanches: obrigado por sua forma de pensar é inteligente, não por crer que las Malvinas son Argentinas sino por pensar que somos vícinos e deveríamos ter uma melhor relaciona mas alla de las relaciones protocolares entre nações. É triste olhar o verdadeiro sentir que tem nossos cidadãos respeito de outro. Estou da acordo que a rivalidade deveria só guardar-se pra o futebol.
    Abraço forte.

    Algo mas sobre como deberían ser denominadas:
    La denominación «islas Malvinas» es la usual en los países de habla hispana y portuguesa (Ilhas Malvinas). Es también la denominación usada en la declaración conjunta de los presidentes del Mercosur, Bolivia y Chile en 1996,[9] la Unión de Naciones Sudamericanas (UNASUR), la usada por la Asociación Latinoamericana de Integración (ALADI) en su declaración sobre la cuestión (2008), y la usada en la Cumbre Iberoamericana de 2007. Para la Organización de Estados Americanos (OEA) la denominación usada oficialmente en español es “Islas Malvinas” y en inglés “Malvinas Islands”. En las Naciones Unidas desde el 18 de marzo de 1966 la denominación usada en español es “Islas Malvinas (Falklands)” y en inglés “Falkland Islands (Malvinas)”.

  25. A reivindicação da Argentina é totalmente válido, não sei porque desse “piti” de alguns brasileiros… (???) complexo de inferioridade (???)

    não se esqueçam que nossa ilha oceânica mais distante diga-se Trindade e Martim Vaz foram ocupadas entre 1890-1898 pelo Britânicos, poderiam estar ali até hoje se não fosse um pedaço de rocha com poucas possibilidades de uma real povoação além que estrategicamente não representariam tanta coisa pra UK.

    Já as Malvinas é muito maior, dá oportunidade de reivindicar a Antártica, e sempre foi um ponto estratégico ao longo da história, possui grande potencial de pesca e recursos minerais.

    Pelo menos a Argentina tentou algo pela soberania do seu país, o Brasil tem na “frente” da sua costa as ilhas St-Helena e ao norte Guiana Francesa, lógico que isso não representa muito perigo, até porque o Brasil dificilmente vai querer avançar na sua geoestratégica ou querer ter algum poder no mundo, somos um país pacífico, pouco bélico, que gosta de um diálogo, dificilmente vamos entrar em guerra com algum país…

  26. UH, existem grandes diferenças. As Falklands nunca foram ‘TOMADAS’ pelos ingleses. Eles e os espanhóis praticamente co-habitaram as ilhas durante algum tempo. As ilhas trocaram de mãos algumas vezes e em duas ocasiões, se não me engano, Espanhóis expulsaram à força, habitantes ingleses das ilhas, mesmo já às tendo cedido e mesmo com os ingleses já tendo tomado posse oficial. Foram os únicos que desenvolveram alguma atividade por lá e agora já se criaram gerações de habitantes nativos, com história e cultura próprias.
    .
    Não existe a mínima possibilidade de os ingleses reinvidicarem a Antártica (sério, eu sinceramente gargalhei quando li isso), porque existem N tratados internacionais sobre o tema, que inclusive os ingleses são signatários, assim como o Brasil e Argentina, por exemplo.
    .
    Não existe mais, qualquer tipo de fundamento para a reinvidicação Argentina para as Falklands, à não ser bravata populista. No ruim, utis possidetis se aplica, ou seja, o direito à terra conquistada através de guerra. Mas autodeterminação dos povos deveria ser o suficiente para qualquer pessoa sensata.
    .
    Não é piti, não é complexo de inferioridade. Trata-se apenas de aceitar a realidade, os fatos como eles são, coisa que muita gente não consegue aceitar.

  27. OBS.: E esse papo de que ‘dificilmente vamos entrar em guerra com algum país’ já foi ouvido por várias gerações passadas e sempre nos ferramos por causa disso.
    .
    O papo de que o Brasileiro é um povo pacífico também não cola. Basta olhar a extensa lista de conflitos e revoltas armadas em que nos metemos ao longo da nossa história. Isso é papo de político que procura desculpa para não gastar em Defesa.

  28. Que inveja!
    E pensar que estivemos no caminho para isso…
    Não sei se todos aqui conhecem o livro “O Vôo do Falcão Cinza”, de Pedro Lynch, aviador naval brasileiro. Muito interessante.

    Sobre a demanda argentina de as Malvinas lhes pertencerem, eles estão totalmente corretos. São, de fato, britânicas hoje, mas nem por isso isentas da justa reclamação.
    Isso também reconhecido pela ONU. Tudo bem que esta é uma organização com muitas falhas, mas ainda assim legitima a reivindicação argentina.
    Desde 1820 elas são reclamadas por eles e a expedição de Luis Vernet, enviada pelo governo argentino em 1826, lá estabeleceu um povoado que foi invadido pelos ingleses sem motivo nem provocação alguma. Portanto, são argentinas sim.

    A comparação que cabe com o Brasil não é a de nossa formação histórica mas sim a de quando os britânicos invadiram a ilha da Trindade também sem justificativa nenhuma. Negociou-se sua saída, é certo. Mas ainda assim, sorte a nossa de que quiseram sair (ou, não quiseram lá permanecer).

    A rivalidade e as piadas devem ser deixadas para o futebol, pois isso não impede reconhecer a seriedade do assunto.

  29. AMX, duas coisas. O livro “O Vôo do Falcão Cinza” é realmente MUITO bom. Conta diversos casos curiosos dentro da história da Aviação Naval, e reforço bastante a recomendação a leitura à todos que se interessam pelo tema.
    .
    A expedição de Vernet foi interessante, porque ele buscou a autorização tanto do governo Argentino quanto do Britânico para suas licensas de exploração das ilhas, o que me faz crer que ele se achava o maior espertinho e, acredito que seja muito culpa disso, boa parte dessa disputa. Para o que quer que resolvia fazer nas ilhas, Vernet avisava o Governo das Províncias Unidas em Buenos Aires, bem como o Consulado Britânico naquele país. Era uma faca de dois gumes.
    .
    O primeiro assentamento nas ilhas é de 1764, Francês, seguido no ano seguinte pelo primeiro assentamento inglês, na ilha oposta, e assim ficaram sem saber da existência um do outro, e assim permaneceu quando os Franceses renderam seu assentamento aos Espanhóis, que um tempo depois de descobrirem o assentamento inglês, os retiraram à força, o que obviamente gerou uma reação inglesa, os fazendo retornar e refundarem Port Eggmond, e por aí vai.
    .
    O fato é que desde que usaram a Força, e após recusarem diversas propostas, inclusive algumas surpreendentemente generosas, oferecidas pelos ingleses para que os Argentinos retirassem suas tropas das ilhas de maneira pacífica, os Argentinos virtualmente deixaram de ter um caso de reinvidicação legítima. A ONU aceita, e sempre tentará mediar qualquer tipo de disputa territorial, justamente para arrefecer ânimos e servir como árbitro imparcial. Mas recentemente até os Argentinos tem arrastado o processo, justamente porque sabem que seu caso vai totalmente de encontro ao Charter das Nações Unidas e diversos protocolos assinados por eles mesmos, e nenhum governante Argentino quer avisar ao povo que ‘Poxa, foi mal galera, mas nosso caso era meio fraco e bateram o martelo contra nós e agora as Falklands são mesmo inglesas.’
    .
    Então o processo vai mesmo se arrastar por tempo indefinido e provavelmente nunca se resolverá de uma maneira satisfatória para a Argentina, muito menos enquanto o debate acerca das Falklands dentro da própria Argentina deixe a esfera do discurso populista eleitoreiro, como no caso do Reinado Kirchner, ou simplesmente como forma de reunir apoio popular em torno de um governo impopular, caso da Junta. Fora o fato gravíssimo que isto está afetando e muito a Argentina no campo internacional, porque ela vai ficar eternamente tachada como país agressor, e vai sempre sofrer algum tipo de embargo.
    .
    A saída, na minha humilde opinião, seria extender a mão. Anunciar publicamente que a Argentina jamais irá fazer uso de meios militares para reaver as Falklands, e que pretende estender laços de amizade com a Inglaterra, não apenas para reinvindicarem as ilhas, mas para que possam finalmente colocar um ponto final em suas diferenças e voltarem à ter um relacionamento cordial em todos os níveis. Convidar militares ingleses para exercícios conjuntos, para patrulhas no Atlântico Sul, e tentar realmente elevar o patamar de amizade entre os dois países, mostrar para a Inglaterra que falavam sério em relação ao abandono da via militar.
    .
    Com isso, conseguiriam várias vitórias no campo diplomático, bem como impressionar os próprios habitantes das ilhas, fazer com que mais Argentinos pudessem residir e iniciarem atividades econômicas e quem sabe, depois de um longo período de tempo, os ingleses não pudessem passar a discutir, com o aval, claro, dos residentes nas ilhas, em uma administração compartilhada ou uma parceria especial? Se não conseguem pelo hard power, podem tentar o soft power, não é mesmo?
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    Mas seria um processo de muito longo prazo, algo que os governos latino-americanos não gostam de fazer, afinal de contas, nossos políticos querem levar crédito para coisas que possam executar dentro do tempo de seus mandatos, como nós, Brasileiros sabemos bem.
    .
    Eu não vejo minha defesa de as ‘Falklands’ sendo inglesas como algum tipo de rivalidade banal. É apenas como eu enxergo a coisa, da maneira mais imparcial possível. E se eu fosse ter algum tipo de rivalidade com os Argentinos, certamente não seria no futebol (até porque, na minha opinião, temos que reinventar isso de futebol, porque parece que não prestamos mais para nada hehehehe), mas talvez pelo fato de que contrataram mercenários germânicos para sequestrarem Dom Pedro I, mas cujo plano de abduzí-lo no Centro do Rio de Janeiro, falhou. Sim, pior que é sério, dê uma olhada no livro “Crônicas de uma Guerra Secreta” de Sergio Correa da Costa, que menciona essa passagem e mais algumas outras interessantes na relação entre Brasil e Argentina.
    .
    No mais, no momento em que Brasil e Argentina superarem os desgovernos que os quebrou e passarem à encarar não apenas sua política externa, mas seu próprio desenvolvimento externo, ambos seriam parceiros muito fortes, e poderiam contribuir MUITO para o desenvolvimento da região como um todo, provendo estabilidade junto. Algo, também de longo prazo, portanto, não prenda a respiração em relação à isso, até porque os políticos não fazem distinção quando chega à hora de dividir a grana.

  30. Vou pela resolução da ONU, a Grã Bretaña deve entrar em acordo com a Argentina para uma solução sobre as ilhas Malvinas tomadas da Argentina sem declaração de guerra quando a mesma já era um pais independente e depois de expulsar o governador e os poucos habitantes que la residiam ou trabalhavam. A população atual é formada por britanicos que foram enviados para la depois da invasão das ilhas e após a expulsão dos moradores e das autoridades locais argentinas, portanto é natural que os atuais residentes queiram permanecer britanicos, devido ao fato a ONU tem tomado ao longo dos anos a sua posição não favoravel ao Reino Unido. Todavia decisões mais consistentes foram barradas pelo poder de veto que tem a Grã Bretanha na ONU.

  31. Kemen, o que você disse não é verdade. A ONU não tem poder para simplesmente resolver a questão. Pode mediar e recomendar, mas não resolver. E a menos que seja uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, o que não é, o Reino Unido não tem poder de veto.
    .
    E assentamentos britânicos foram expulsos pelos espanhóis, isso antes da Argentina pensar em existir.

  32. Leandro Costa.

    Pra não alongar, atendo-me só ao que quis comentar na minha primeira postagem:
    As Malvinas sempre foram reivindicadas pela Argentina, desde o dito assentamento, que foi permanente até sua expulsão pelos ingleses.
    Não foi apenas no período ditatorial deles, ou logo antes deste.
    Bem ou mal, adequadamente ou não, a Argentina sempre as reivindicou.
    Se os anteriores, dos outros países, não o foram, aí é problema de cada país.

    Sobre Vernet “avisar” os britânicos e etc, não vejo como isso invalida a reclamação deles. Ele explorava uma atividade econômica com participação britânica.

    Já sobre se, quando e como a Argentina um dia as teria de volta, aí são outros 500.
    O mesmo para os outros tantos pontos na relação Brasil – Argentina.

  33. Eu não sou especialista em geopolítica, mas li um artigo bastante isento e imparcial, descritivo da história das Ilhas, desde seu descobrimento pelos europeus no século XVI. Gente, ela foi descoberta por um navio Inglês, mas o início da colonização efetiva foi feito por Franceses, e depois passou de mãos diversas vezes, com Espanhóis (por tabela Argentinos) e Franceses entrando na mistura da massa desse bolo de recheio explosivo… Numa barafunda de descoberta, posse, acordos e tratados territoriais que dá dor de cabeça em qualquer Doutor em Direito Internacional, que dirá na cabeça de um Dentista como eu ?
    O fato é que a situação é complexa, para dizer pouco, e seria injusto dar a posse do arquipélago a quem quer que fosse, pois AS DUAS nações tem seus pontos a ser respeitados e sua soberania a ser confirmada.
    Hoje, a Era dos Impérios terminou, transformada em busca e lutas por zonas de exploração econômica e projeção de poder à distância. A plataforma continental sul-americana é rica em petróleo, e ninguém vai ser bobo de largar esse osso ! Ingleses e Argentinos deveriam tentar algum tipo de acordo de mútuo benefício, compartilhando a posse e administração das ilhas no melhor exemplo de uma ‘decisão salomônica’.
    E que ninguém se surpreenda se num futuro próximo os Chineses tentarem entrar nessa briga !

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