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O New Jersey é um dos 4 battleships da classe “Iowa” preservados como museu nos EUA

Por Franz Neeracher (Texto e Fotos)

Perto de Filadélfia no Estado da Pensilvânia, mais precisamente do outro lado do rio Delaware na cidade de Camden no Estado de New Jersey, encontra-se um museu interessantíssimo !

Trata-se do antigo USS New Jersey BB-62, um dos 4 encouraçados da Classe “Iowa”, para obter mais informações, clique aqui ou para obter informações somente sobre o museu, utilize esse link.

Como é de conhecimento geral, nos Estados Unidos existe dezenas de navios, submarinos, porta-aviões entre outros que viraram museu. Além do interesse e auxílio das Forças Armadas americanas, somente é possível ter um acervo tão grande e interessante devido ao trabalho incansável de voluntários que trabalham nas horas livres ; muitos como guias, outros como mecânicos / eletricistas / pintores etc…alguns trabalham no escritório, outros na lojinha de souvenirs (meu local preferido !). Outra ajuda importante que o museu recebe são doações, que podem ser descontadas no imposto de renda.

A cidade de Camden em sí, não oferece grandes atrações turísticas ; mas uma visita sempre vale a pena se for combinada com Filadélfia, uma cidade que foi palco de muitos eventos na história americana.

O Poder Naval teve a oportunidade de visitar esse navio que tem um passado glorioso: II Guerra Mundial, Guerra da Coréia, Vietnam e Crise do Líbano.

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As belas linhas do casco ficam evidentes nesta foto
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As torres da proa com 3 canhões de 16 polegadas cada
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O navio também possui 3 torretas duplas de canhões de 5 polegadas em cada bordo
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Beliches de praças
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Praça D’Armas
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Praça D’Armas
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Retratos dos comandantes do navio ao longo do tempo
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Camarote do comandante
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CIWS Phalanx com canhão Vulcan de 20 mm. Atrás dele, uma diretora de tiro Mk.25 para os canhões de 5 polegadas
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Torres da proa com canhões de 16 polegadas
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Lançador quádruplo de mísseis Tomahawk
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Lançadores quádruplos de mísseis Tomahawk
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Lançador quádruplo de mísseis Tomahawk
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Rancho
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Rancho
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Rancho
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Barbearia
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Lançadores de mísseis antinavio Harpoon e torreta de canhões de 5 polegadas
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A proa do New Jersey e a cidade ao fundo

46 COMMENTS

  1. Para um navio da Segunda Guerra, não parece tão mal..
    Dispara até tomahawk.
    E ainda tem phalanx. Não sei se é ciws, mas que parece moderno parece.
    Gostei desses canhões triplos.
    Impõem respeito.
    Mais do que os atuais canhões singelos utilizados atualmente.

  2. Esse navio museu é mais poderoso que toda nossa esquadra, impressionante como é bem armado, ainda tem Phalanx, isso sim é que é se preocupar com defesa, parabéns pela matéria!!!

  3. Carlos…
    .
    fiquei com a impressão que você acha que os armamentos/equipamentos estejam operacionais,
    desculpe se não entendi direito, mas, até para os demais leitores, eles não estão operacionais e o navio não tem propulsão própria, precisa ser rebocado por exemplo quando necessita de uma
    limpeza ou reparos abaixo da linha dagua em uma doca seca.

  4. Sou só um curioso, mas fico aqui pensando se ainda haveria lugar nas atuais forças navais para esses tipo de encouraçados??? Imaginem uns desses em aguas brasileiras?

  5. Antônio…
    .
    além do “Missouri” o “Iowa” também derrotou aliens no filme “A batalha marítima”…o filme é até mais sofrível que o “Battleship” que vale pelas imagens de navios da US Navy e foi filmado em outro encouraçado museu só que de outra classe e bem menor o “North Carolina” que ao contrário dos 4 “Iowas” foi para a reserva pouco depois da guerra e nunca foi modernizado.

  6. O navio parece pronto para uma nova operação de guerra, sensacional reportagem, parabens ao idealizador dos textos e das fotos, estes navios sempre são excelentes motivos de reportagens , não vejo quem não goste deles!!!

  7. Dalton…
    .
    Obrigado pela dica, vendo agora A Batalha Marítima.
    Battleship já vi umas 10 vezes por conta dos navios, incrível ver as Arleigh Burke (DDG53 e DDG102) falhando penosamente depois que seu sistema de combate foi pro “saco”.

  8. Observando com atenção a última foto, vê-se o USS John P. Murtha LPD 26 que nesse dia estava em Filadélfia para a cerimônia de comissionamento.

  9. Verdade Franz…não havia visto ele lá…e é um navio enorme, comparando meus modelos de
    mesma escala o LPD não faz feio, mesmo perdendo em comprimento compensa pela super estrutura mais alta larga e reta enquanto o encouraçado tem linhas bem mais suaves.
    .
    Antônio…o melhor do filme na minha opinião foi à atriz principal…talentosa e muito bonita !
    .
    abs aos 2

  10. Exatamente os mesmos beliches, calhas de iluminação e balcão de rancho do NDDceará… que aliás são os mesmos dos mais modernos porta aviões da USNavy…padronização….

  11. erich…

    as fotos mostram o navio praticamente da mesma forma como ele emergiu de uma modernização no início dos anos 80, então ele serviu por outros 8 anos e foi descomissionado
    no início dos anos 90 quando então a URSS deixou de ser uma ameaça.
    .
    Já tive a oportunidade de visitar o “New Jersey” e também novos navios da US Navy e acho que
    muita coisa mudou nesses quase 35 anos desde 1982 e as coisas continuam mudando como
    por exemplo já se sabe do futuro NAe Gerald Ford que justamente por ter uma tripulação menor, às áreas para repouso da tripulação serão bem diferentes das da classe “Nimitz”, com várias áreas menores e seus respectivos banheiros do que uma imensa que abriga centenas de tripulantes.
    .
    abs

  12. Dalton

    Por favor, esse belo navio não tem mais condições de operar? Se por ventura fosse necessário um apoio de fogo a uma incursão na praia de algum lugar esses canhões não poderiam ajudar? Seria viável uma re-modernização? Fico pensando em um conflito em larga escala, ele poderia ser usado como um reforço a segurança de rotas (tipo escolta de comboios como foi necessário fazer na 2GM com os navios mercantis) ou ataque mesmo, imagino que os navios atuais seriam empregados em defesa dos aliados e de suas rotas comerciais aí penso eu que ele agiria na segunda linha da defesa… Espero não estar viajando…

  13. Amigos tem um video no Youtube bem interessante sobre os canhões de 16”, p/ esse comentário não ficar retido pelo link, é só pesquisar pelo o título :

    Battleship Guns: “16 Inch Gun & Turret” 1955 US Navy Training Film for Iowa Class Battleships

    Garanto que vale a pena – era muito complexa sua operação, imagina no calor de uma batalha.

  14. Pelo que vi no link da matéria foi usado em três épocas diferentes. Segunda guerra, um outro período que não lembro é na década de 80. Em cada época mudando os armamentos, inclusive incorporando Tomahawks e harpoons.

  15. O que fica desta reportagem é a percepção de que a sociedade norte americana, com todos os defeitos que possui, faz questão de preservar a memória de suas forças armadas e seus heróis. Isso é patriotismo. Nunca seremos.

  16. Um “irmão” deste ai – o USS Missouri (BB-63) – tem uma história magnífica. Foi o navio em que os japoneses assinaram sua rendição em 1945 e quatro décadas depois, em 1991, ainda participou da Guerra do Golfo em 1991. Disparou seus canhões de 16 pol. lançou misseis Tomahawk, enfrentou dois misseis silkworm lançados pelos iraquianos, e ainda levou uns tiros de um CIWS Phalanx de um navio aliado. Hoje é museu em Pearl Harbor.

  17. Oi Jacinto

    Somente para complementar o seu comentário; além do USS Missouri, o USS Wisconsin BB-64, também participou da Guerra do Golfo.

    Todos os 4 viraram museus:

    USS Iowa BB-61 em Los Angeles/CA
    USS New Jersey BB-62 em Camden/NJ
    USS Missouri BB-63 em Pearl Harbor/HI
    USS Wisconsin BB-64 em Norfolk/VA

  18. Léo…

    sinta-se à vontade em “viajar”, alguns mais outros menos, mas, todos “viajamos” por aqui ! 🙂
    .
    Além da questão já mais conhecida de porque o encouraçado perdeu seu lugar acho interessante que quando a II Guerra terminou, os EUA trataram de enviar para reserva os 10 encouraçados novos comissionados entre 1941 e 1944, incluindo os 4 “Iowas” e outros 5 mais antigos porém modernizados durante a guerra.
    .
    Durante a guerra da Coreia, apenas os 4 “Iowas” foram reativados, mas, na guerra seguinte, a
    do Vietnã, apenas 1 dos 4 “Iowas”, que ainda permaneciam na reserva, os demais 11 já estavam em processo de desmantelamento ou convertidos em museus, foi reativado e depois retornou à reserva.
    .
    Durante os anos “80” todos os 4 passaram por uma nova revitalização para compor a marinha dos 600 navios de Ronald Reagan e quase foi conseguido esse número, para conter a
    marinha soviética que entre outras coisas estava recebendo os cruzadores da classe “Kirov”,
    um dos quais é justamente o “Pedro o Grande” à caminho da Síria agora.
    .
    Na guerra do Golfo 2 deles ainda foram utilizados, mas, com o fim da URSS, a US Navy foi drasticamente reduzida e manter os encouraçados por mais alguns anos ainda era considerado proibitivo economicamente.
    .
    Então veja que mesmo durante a Guerra Fria, a utilidade de tais navios, encouraçados, foi
    pouco necessária e por melhor que estivessem em 1990, já eram navios com mais de 45 anos,
    não seria economicamente viável mantê-los por outros 10 anos até 2000 muito menos até os
    dias de hoje quando então teriam mais de 70 anos !
    .
    abraços

  19. Se não me engano, me corrijam por favor, na época da wwII, estes encouraçados possuíam 5 torres duplas 5″ de cada lado…e vários canhões AA….
    Creio que duas de cada lado foram removidas para darem lugar as diretoras de tiro 5″ e ao ciwx…assim como criou-se espaço para receber os mísseis.
    É um navio admirável, com um poder de fogo digno para a época em que foi criado…
    Eu diria que pode ser comparado ao DD1000 de hoje em termos de importância….

  20. Will…

    quanto a redução do armamento secundário dos “Iowas” você está correto, mas, quanto a comparação de importância com o “Zumwalt” penso que não, pois os encouraçados já eram considerados obsoletos em 1942, continuaram sendo lançados ao mar pois já estavam em avançado estado de construção, foi o caso do HMS Vanguard que foi comissionado um ano após a guerra ter terminado, mesmo assim, os encouraçados “velozes” foram úteis na proteção dos NAes com seu pesado armamento AA e no bombardeio de praias antes de um assalto anfíbio, mas, isso é coisa do passado.
    .
    O “Zumwalt” será líder de uma classe de apenas 3 unidades…quando muito apenas um estará
    em missão, os outros 2 em manutenção/treinamento e sendo assim não serão nem foram
    pensados para serem muito úteis em um grande apoio de fogo, deverão operar mais próximo de litorais e eventualmente poderão lançar seus mísseis contra alvos em terra ou mesmo disparar seus canhões contra alvos específicos, mas, não serão usados como escolta de NAes, nem farão a defesa contra mísseis balísticos.
    .
    A US Navy saberá encontrar uma utilidade para eles, mas, também servirão como plataformas de testes até para novas armas que poderão vir a ser empregadas em novos combatentes de
    superfície ainda a serem projetados.
    .
    abs

  21. Jagder…
    .
    sim ele foi o último e reaproveitou canhões, o excelente “15 polegadas” que estavam em estoque desde os anos 20, quando se decidiu converter os grandes cruzadores Courageous e Glorious em NAes ou seja, isso facilitou muito à conclusão dele.
    .
    Mas, mesmo nos anos 30, o NAe ainda era um “estranho” , poucos existiam e não havia ainda
    muita confiança neles…precisou que novos e maiores NAes e uma nova geração de aeronaves
    finalmente começasse a mudar a opinião de alguns poucos no início.
    .
    abs

  22. Segundo o filme “Battleship – A Batalha dos Mares”, basta uns 20 velhinhos casca grossa e umas 2 horas. 🙂

    Os encouraçados para mim são como o Spitifire e o B17: aeronaves belíssimas, clássicas, minhas paixões. Mas seu lugar foi em sua época.

    Poder, poderiam. Mas várias perguntas dizem que não vale a pena.

    1- custos?

    Não vale o investimento. muito altos para colocar em ordem maquinário, eletrônica, sistema de armas e rever todo casco para encarar o mar.

    2- teriam espaço estratégico ou tática?

    Outros navios podem perfeitamente substitui-lo em suas missões de ataque. e levar porrada já não é tanta vantagem.

    Os encouraçados perderam sua função estratégica. em seu auge, o que os tornava mais poderosos era: atiravam mais longe e mais forte (seus canhões chegavam a alcançar 40km) e aguentavam muita porrada (só torpedos, minas e canhões de mais de 200mm furavam suas couraças).

    Hoje em dia qualquer fragata ou destroier pode levar harpoons e tomahawks, dando um alcance e precisão muito superior a qualquer canhão da época.

    Em cenário estratégico, quem reina mesmo são os submarinos (que negam o livre uso do mar ao oponente) e os porta aviões (que projetam força a centenas de quil^metros em torno do grupo de batalha).

    3- e taticamente?

    as grandes batalhas navais, em qualquer cenário, são coisas do passado.

    Hoje os grupos de batalha tem 4 grandes missões:
    – proteger comboios;
    – projetar poder;
    – caçar submarinos;
    – caçar grupos de porta aviões.

    Nenhum destes alvos vai esperar um encouraçado chegar a menos de 100km.

    4- e para usar em apoio a tropas em terra?

    Até que seus canhões seriam maravilhosos para apoio de fogo para os fuzileiros. Mas a batalha moderna é móvel. Não se espera grandes fortificações à beira mar para segurar desembarques.

    ——–

    enfim: tudo se resume a custo x benefício.

  23. Caro Dalton, se me permite, gostaria de só complementar que a própria marinha britânica que na fase inicial da guerra era a única a possuir e utilizar c/ êxito seu PAs ( não considero a França c/ o Bearn tenha feito realmente algo considerável ) tinha como melhor avião ( em termos de sucesso : caça ao Bismarck e o ataque ao porto de Taranto, por exemplo ) o torpedeiro biplano Swordfish – diziam que ele decolava, voava e pousava c/ a mesma velocidade – ou seja os próprios aviões embarcados ainda tinham muito a ser desenvolvidos. Lembrando que o ataque a Taranto provou p/ o Almirante Yamamoto que um porto de águas pouco profundas poderia ser atacado c/ torpedos e sabemos no que isso deu : ataque a Pearl Harbor em 7/12/1941.

  24. Em todas as marinhas da época havia um grande embate nos almirantados entre predominância dos porta aviões x encouraçados.

    Em todas as marinhas suas espinhas dorsais ainda eram encouraçados. Mesmo EUA, Inglaterrra e Japão, que já tinham porta aviões, ainda não tinham um consenso sobre quem seria o manda chuva nos mares.

    isto era algo meio natural, posto que os almirantes iniciaram suas carreiras quando os aviões mal tinha sido inventados e até o início dos anos 30 as bombas mal passavam lançadas do ar mal passavam de 100kg. e nenhum porta aviões ainda tinha realmente entrado em guerra.

    As marinhas que os desenvolveram sabia que iam ter uso, só não se sabia muito bem qual e como.

    Temos que lembrar que os primeiros a usar na II GG os porta aviões de maneira muito eficaz foram os ingleses, tanto na caça ao Bismarck quanto no ataque de tarento. Tão eficazes que os japas evoluíram tremendamente suas estratégias depois de verem o sucesso inglês. Mas a Inglaterra, como de praxe nos últimos 100 anos, usou seus porta aviões mais devido À urgência e falta de alternativa do que como uma guinada para os porta aviões. Tanto é que ela só tinha uns 3 porta aviões com velhas aeronaves.

    Creio que no quesito desenvolvimento de doutrina, os japas já vinham apostando mais nos porta aviões. Como citado, os ataques ingless mostraram aos japoneses que o caminho estava por ali. Eles realmente usaram, especialmente em Pearl Harbor, todo o potencial da tecnologia existente.

    EUA também tinha oficiais geniais que já viam os porta aviões como o futuro. Mas se estas armas tiveram sua chance, agradeça-se aos japoneses, que por um lado mostraram o tremendo potencial ofensivo dos porta aviões como ainda mandaram para o fundo dos portos a maior parte dos encouraçados da frota do Pacífico.

    Alemanha, França e Itália tinham em mente muito mais um cenário europeu. Não tinham lá grandes ambições além mar de curto prazo. e estavam se armando uns contra os outros. A Itália achava que o país em si era um ‘porta aviões’ no Mediterrâneo, e de lá poderiam atacar todos os alvos de interesse.

  25. Luciano…

    Não sei se você afirmou que os britânicos possuíam na fase inicial da guerra a melhor aeronave
    “swordfish”, se não foi desculpe-me e ignore o que irei escrever abaixo:
    .
    A realidade é que os britânicos estavam milhas de distância atrás dos EUA e Japão quando se tratava de NAes e aeronaves embarcadas mesmo entre 1939 e 1941…a RAF fez de tudo para
    sabotar o desenvolvimento de aeronaves navais nos anos 30 e teve sucesso nisso.
    .
    Em 1939 a Royal Navy possuía apenas um NAe moderno o “Ark Royal” e as aeronaves embarcadas tripuladas por aviadores (pilotos e tripulantes) altamente qualificados e bravos
    compensou a qualidade inferior e também o fato de que alemães e italianos não possuíam
    NAes.
    .
    Para o teatro de operações europeu os NAes britânicos se saíram muito bem, reforçados eventualmente por muitos NAes de escolta construídos nos EUA, mas, não seriam páreo para os japoneses e os britânicos tiveram que aprender com os americanos como lidar com os japoneses mais tarde, quando a guerra na Europa já estava ganha, quando então enviaram seus NAes para o Pacífico na que seria conhecida como Frota Britânica do Pacífico.
    .
    abraços

  26. Ednardo…

    muito antes dos japoneses atacarem “Pearl Harbor” a US Navy já havia “atacado” Pearl Harbor
    em um exercício, com os USSs Lexington e Saratoga isso no início dos anos 30.
    .
    Também é relativamente bem conhecido que “Minoru Genda” já havia antecipado um ataque à Pearl Harbor em meados dos anos 30 e a ideia de agrupar vários NAes em uma unidade de combate veio após ele assistir um filme em Londres em 1940, quando era “adido naval” onde apareciam NAes da US Navy navegando em grupo…o livro “Sunburst” em inglês comenta isso
    e também a expressão “box formation” ou formação em caixa de NAes.
    .
    Então não é correto afirmar que os britânicos, apesar de serem os únicos em guerra no início que operavam NAes, 1939 – 1941, mostraram o caminho à japoneses e americanos que contavam não apenas com melhores NAes, mas, também aeronaves superiores.
    .
    abs

  27. Caro Dalton, deixando mais claro, o que eu disse é que mesmo a Inglaterra que no inicio da guerra obteve êxitos c/ seus meios aeronavais, na verdade foi a única a fazer isso, tinha como seu melhor avião um biplano já totalmente anacrônico – corroborando c/ que vc escreveu que os porta-aviões ainda não tinham conquistado seu devido status nas marinhas da época. Melhorou, rs ?
    Quanto ao ataque a Pearl Harbor, sempre li e vi em diversos documentários que muitos acreditavam que o uso de torpedos pesados o suficiente p/ serem efetivos contra navios blindados como os couraçados em portos de águas pouco profundas não seria possível, pois eles ao serem lançados acabariam chocando-se c/ o leito do mar, lembro inclusive que os japoneses tiveram que adaptar seus torpedos p/ que eles não mergulhassem tanto ao serem lançados na água. Humildemente creio que o ataque era muito debatido – tanto que o famoso Billy Mitchell já falava sobre um ataque japonês a P.H. ( tem até no filme “The Court-Martial of Billy Mitchell” ), mas a eficácia do uso de torpedos p/ tal ainda era dúvida. O ataque a Taranto teria PROVADO que isso poderia ser feito. Respeitosamente, sem querer rebater seus inquestionáveis conhecimentos.
    Abs.

  28. Dalton,

    grato pela correção e pelas informações !

    De todo modo, os almirantados ainda não estavam unânimes em eleger o porta aviões como a nova arma estratégica.

    Mas considerando que entre ter uma ideia, formar doutrina e formar uma esquadra leva pelo menos 10 anos, não estou muito surpreso com pensamento deles aparentemente retrógrado.

  29. Luciano…
    .
    como já citei para o Ednardo no meu comentário acima, o livro “Sunburst” que trata do desenvolvimento do poder aéreo naval japonês, menciona a preocupação e os estudos feitos pela marinha imperial com o lançamento de torpedos em águas rasas antes do ataque à Taranto, que a propósito tinha uma profundidade maior que Pearl Harbor …os japoneses estavam bem avançados nessa e outras táticas de bombardeio no fim dos anos 30…e como citei acima os próprios americanos simularam um ataque à Pearl Harbor nos anos 30.
    ..
    Não estou dispensando o que os britânicos fizeram, mas, os japoneses não ficaram muito impressionados da forma como os britânicos utilizavam seus NAes no início da guerra, o
    ataque a Taranto foi uma exceção, ou seja, o problema do uso de torpedos em águas rasas teria sido contornado, o mais importante é que os japoneses passaram à adotar NAes em grupo e
    só para relembrar, foi justamente uma bomba, não um torpedo que causou a maior perda de vidas naquele dia ao atingir o então USS Arizona.
    .
    Agradeço pelo elogio e é sempre um prazer debater com alguém com seu alto nível e educação.
    .
    abraços

  30. Luciano…
    .
    infelizmente o que escrevi foi perdido…vou resumir rapidamente 🙂
    .
    Quanto a preocupação com torpedos em água rasa, mesmo antes do ataque à Taranto a
    marinha imperial já estudava esse problema conforme o livro “Sunburst” que citei ao
    Ednardo, eles estavam bem avançados em todas as técnicas de bombardeio e quanto à
    Billy Mitchell sua preocupação não era em vão porque no início dos anos 30, um ataque
    simulado foi feito à Pearl Harbor com “resultados” preocupantes.
    .
    Sem dispensar o que os britânicos fizeram em Taranto, que aliás tinha uma profundidade
    até maior que`Pearl Harbor, mas, foi uma exceção pois os japoneses não ficaram muito impressionados com o uso dos NAes pelos britânicos no início da guerra.
    .
    O mais importante é que os japoneses adotaram seus NAes em massa, uma única força de combate capaz de sobrepujar qualquer coisa, as dificuldades com torpedos em águas rasas
    seriam contornadas de qualquer forma e só lembrando que foi uma bomba e não um
    torpedo que causou a maior perda de vidas em Pearl Harbor quando uma atingiu o então
    USS Arizona…não menosprezando os torpedos claro apenas que outras formas de bombardeio
    foram utilizadas.
    .
    grande abraço e obrigado pela cortesia !

  31. Caro amigo, não é cortesia, é obrigação, mas na verdade o Billy Mitchell foi levado a corte marcial ainda em 1925, ou seja muito antes mesmo dos testes a que se referiu – não é p/ menos que ele incomodou tanto o almirantado. O filme que lhe falei não é totalmente fiel aos fatos, mas é bem interessante na denuncia do sucateamento das forças armadas americanas após a 1ªGM que levou a várias mortes por acidentes em meios ( aviões e dirigível Shenandoah da marinha, por exemplo ), uma situação que parece não muito distante da n/ realidade tupiniquim.
    Abs.

  32. Luciano…
    .
    boa lembrança e como um ávido cinéfilo também assisti o referido filme ainda no século passado :)…o que quis dizer é que “Mitchell” tinha toda a razão pois suad previsões seriam confirmadas alguns anos após sua corte marcial pelo ” Lexington” e “Saratoga”, que eram os únicos NAes da US Navy então, não contando o pequeno e lento “Langley”.
    .
    abraços

  33. Olá.
    A pergunta pertinente é: para que serviria um encouraçado nas táticas militares do século XXI?
    Os encouraçados foram originalmente projetados como “caçadores/matadores” de navios. E já na WWII essa função passou a ser de submarinos e NAes. Os EUA ainda usaram os encouraçados como escoltas pesadas para os seus NAes. Na Coreia e no Vietnã, os encouraçados foram usados como baterias de ataque a portos e posições em terra. A mesma função empregada na Guerra do Golfo (com as devidas modernizações, como os mísseis Tomahawk).
    Assim, a função de encouraçado pode ser desempenhada, hoje em dia, por outros meios navais. Porém…
    Um encouraçado, como os da Classe Iowa, é extremamente robusto e resistente. Creio que a grande maioria dos mísseis navais atuais não seriam capazes de penetrar no cinturão blindado desses navios. E mesmo os torpedos, creio que somente os mais pesados poderiam danificar o vaso.
    Assim, apesar de “ultrapassados” em suas funções, um encouraçado modernamente equipado seria difícil de ser afundado na maioria dos TO atuais. Lembrando que para uma granada de 16 polegadas do armamento principal desses navios, não existem contra medidas…
    SDS.

  34. creio que estrategicamente os reis dos mares são os porta aviões e submarinos.

    o primeiro projeta força e tem o braço de ataque mais longo. O segundo nega uso de grandes áreas no mar e é o grande caçador de submarinos.

    O braço de ataque dos encouraçados nem é tão longo e ele não é a melhor opção para caçar submarinos.

    O encouraçado tem hoje, enquanto domínio do mar, força de ataque equivalente a qualquer destroier ou fragata: isto é, limitado aos seus mísseis, que um navio muito menor pode levar.

    a capacidade de ‘apanhar muito’ deixou de ser tão importante.

  35. lembrei do Bismarck. Uns teco-teco que em sua época já eram atrasadíssimos (os Swordfish) conseguiram neutralizar a jóia nazista com torpedos, danificando apenas o leme.

    São navios difíceis de afundar, mas relativamente fáceis de se tirar o pode/efetividade de ação danificando qualquer sistema importante, como sensores, direção. o mero dano ao casco já pode torná-lo lento.

  36. Realmente eu prefiro o Yamato e Musashi,penas que esses pesadíssimos navios já partiram,mas realmente ver que tem exemplares equivalentes ainda no mundo é interessante. Embora acho que um desrespeito por mísseis de cruzeiro num excelente couraçado, sabendo que antes da remodelação,ele utilizava canhões de 127mm do USS Fletcher, igualmente o Yamato que utilizava uma secundária do valente cruzador Yahagi que lutou bravamente até a morte. Mas enfim devia manter a tradição que ele veio,navio parrudo com canhões de calibre grosso,e não modernos mísseis que destoam o seu estilo. Embora a Mark 7 seja leve e equivalente ao 45 Type 94 de 18.1 polegadas,seria muito legal se a Mark 7 tivesse 18.1″ de 460mm. Eu realmente iria querer ouvir de perto o belo e amedrontador som do disparo de 460mm!

    Agora se o Montana,H44,e o A-150 (Super Yamato) existisse,seria uns monstros.
    IJN A-150 Super Yamato com 8 canhões de 510mm 51cm/45 Type 98
    USS Montana com 12 canhões de 406mm Mark 7 ou Mark 8
    E o navio da Kriegsmarine H44 com 8 canhões de 508mm provavelmente um SK com design semelhante ao de 380mm do Bismarck.
    E os cruzadores de batalha japoneses Amagi com 4 barris duplos (Twin) de 410mm,e os No13,No14,No15 e No16 que seriam super cruzadores com a Type 95 do Yamato porém 4 barris duplos (Twin) de 460mm

    Seria uma batalha violenta se os porta aviões não tivessem travado!

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