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Marinha do Brasil desativa o Navio-Tanque ‘Marajó’

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Mostra de Desarmamento Navio-Tanque “Marajó”

Em cumprimento ao disposto na Portaria nº 350, de 21 de novembro de 2016, do Comandante da Marinha, realiza-se, na presente data, a Mostra de Desarmamento do
Navio Tanque “Marajó”.

Construído na década de 60, pelo estaleiro Ishkawagima do Brasil, como Petroleiro de Esquadra, teve sua quilha batida em 13 de dezembro de 1965 e foi lançado ao mar em 31 de janeiro de 1968, tendo como madrinha a Sra. Ruth Lair Rademaker Grunewald, esposa do então Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra Augusto Rademaker Grunewald. Na ocasião, estavam presentes o Presidente da República, Marechal Arthur da Costa e Silva e diversos Ministros de Estado. Incorporado à Armada em 8 de janeiro de 1969, em mostra de Armamento presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante de Esquadra Adalberto de Barros Nunes, foi o terceiro navio da Marinha do Brasil (MB) a ostentar o nome da maior ilha flúvio-marítima do mundo.

A sua incorporação foi considerada um marco da retomada da construção de navios de guerra pela indústria nacional. Foi o primeiro a ser construído através do Programa de Construção Naval, conhecido atualmente como Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM). O Programa de Construção Naval incluía a aquisição e construção de
diversos meios navais, como os Navios-Patrulha Fluviais, Navios-Hospital e as Fragatas Classe Niterói.

Dotado de considerável capacidade de armazenamento, mais de 12 milhões de metros cúbicos de combustível e água potável, tinha como principal missão transportar
e transferir óleo combustível tipo OCMT ou MF-40 a outras unidades navais em operação no mar, a fim de permitir o aumento de suas autonomias. Tais características
permitiam garantir a capacidade estratégica de permanência do Poder Naval em quaisquer áreas de operação. Vale ressaltar que no período compreendido entre 1969 e
1977, atuou em proveito da PETROBRAS, auxiliando no abastecimento de combustível nos mais distantes rincões da Pátria, contribuindo assim para o desenvolvimento do País.

Conhecido como “Elefante da Esquadra”, referência feita aos mangotes do sistema, o “Marajó” realizou 1855 fainas de transferência de óleo no mar em apoio à
Esquadra, tendo participado de quase todas as operações de vulto realizadas ao longo de seus 48 anos de vida operativa, com destaque aos exercícios UNITAS, ÁFRICA,
SPRINGBOARD, DRAGÃO, FRATERNO, VENBRAS, TROPICALEX, TEMPEREX, ASPIRANTEX e muitas outras, tendo visitado inúmeros portos no Brasil e no exterior, dentre eles, Abidjan na Costa do Marfim, Mindelo em Cabo Verde, San Juan em Porto Rico, Cartagena na Colômbia, Willemstad em Curaçao, Luanda em Angola, La Cruz na Venezuela, Estação
Naval de Roosevelt Roads em Porto Rico, Montevidéu no Uruguai e Base Naval de Porto Belgrano na Argentina, perfazendo um total de 2922 dias de mar e 614.656,18 milhas
náuticas navegadas.

É com muito júbilo que nos despedimos desta gloriosa Nau. Agradeço a todos os honrosos marinheiros que aqui navegaram, conduzindo o Pavilhão Nacional por tantos
mares, proporcionando maior autonomia aos meios da nossa Esquadra.

Como justa homenagem pelo cumprimento exitoso de sua missão, receba o distinto

“BRAVO ZULU”.
“MISSÃO CUMPRIDA”

AIRTON TEIXEIRA PINHO FILHO
Almirante de Esquadra
Chefe do Estado-Maior da Armada

FONTE: BOLETIM DE ORDENS E NOTÍCIAS DA MARINHA – Nº 877 DE 23 DE NOVEMBRO DE 2016

NOTA DO PODER NAVAL: Conheça a história do NT Marajó no site Navios de Guerra BrasileirosNGB, clicando aqui.

91 COMMENTS

  1. Todos que serviram na armada nos ultimos 40 anos, trabalharam com o “nosso” Elefantinho, este nosso elefantinho vai fazer falta daqui para a frente. Bravo Zulu!!!! Missão Muito bem Cumprida!!!! Elefantinho!!!!

  2. E quando que vem a baixa do NAe SP? aposto q esses meios estão sendo sacrificados pra manter o orçamento da reforma infinita do NAe SP e do sub nuc.

  3. Mesmo sem navegar, eu considero o São Paulo importante. Trata-se de manter um corpo de conhecimento. Todo o pessoal ligado às operações de vôo, mesmo sem vôo, vale muito mais do que ele. Toda a parte de engenharia naval ligada à sua manutenção precisa ser preservada. Desafios que parecem simples, como docá-lo, consertá-lo, modernizá-lo, navegar pela costa, conduzí-lo, etc. se perderiam se nos desfizéssemos dele. Na verdade, ele é um quintal de experimentos nessa área; tanto que a China, antes de iniciar suas operações de vôo em porta aviões, cortejou o nosso corpo técnico relacionado. Estou certo que a Marinha pensa assim, e na minha opnião, pensa bem.

  4. O São Paulo está navegando tanto que dá pra dispensar até caminhões tanques e fazer logo um oleoduto pra ele.
    hahahahah
    Que tristeza.

  5. Qboavida, a China comprou uma sucata de quase quarenta anos oriunda da antiga URSS, reformou e colocou operacional só pelo valor de aprender, criar doutrina, e olha que nem é catobar. Nós termos e muitos ficam pedindo baixa dele. Em profunda análise a Marinha já constatou que o A12 está estruturalmente íntegro. Que fique no Arsenal até que se tenha verba para sua “reforma”.

  6. Seria uma notícia normal essas baixas de meios que a MB não os considera mais satisfatórios e/ou estão muito surrados, se acontecem suas substituições de imediato.
    Posso estar escrevendo uma grande asneira agora:
    Mais o que gastamos com troca de frotas de carros funcionais para STF, Senado.Camara etc… Seriam possíveis meios de compras de meios mais atuais para nossas FA

  7. Fiquei na duvida……..nao foi este NT Marajo q recentemente saiu de uma reforma…..se foi, pqe esta sendo desativado (mostra de desarmamento)…e mais ainda se isso ocorreu, qto foi gasto nesta reforma e ou revisao……acabei de me lembrar daquele outro gasto inutil e ateh agora sem uma resposta ou desculpa adequada, lembram-se….daquele ND……….ufa esqueci ate o nome de tanta raiva.

  8. Eu fico imaginando a dificuldade de interpretação de uma pessoa que tenha acessado o Poder Naval pela primeira vez hoje.
    De um lado, o adeus a três navios.
    De outro, uma reunião entre o CM e o Governador do MA, Flávio Dinossauro (PC do B), tratando da instalação da Segunda Esquadra naquela UF.
    Deve ser transtorno bipolar da administração naval.

  9. Ádson, é exatamente isso. Mesmo sem navegar, ele é importante.
    Pangloss, esse projeto era viável. A questão é que, embora distante nessa época de crise, temos uma pedra fundamental.

  10. Não são 12 milhões, e sim 12 mil metros cúbicos de carga.
    Além, considerando o estado da esquadra, um NT deve ser capaz de suprir a demanda.

  11. O tempo, é ele de novo, avisados foram, mas pouco adiantou, então aguentem que vem mais, tem mais dois na fila até março……se voltarmos no tempo aqui no PA, uns cinco anos pelo menos vocês mais novos por aqui verão eu, vários foristas e alguns marinheiros mais calejados pelo vento que o “Hellmanns Wonderful World “iria terminar mal e todos nós, infelizmente tínhamos razão, por outro lado a baixa do NT Marajó coloca a meu ver ,mais um prego no caixão chamado Nae SP…..

    G abraço

  12. O Marajó era o único tanque capaz de transportar o combustível utilizado pelo A12, sua baixa é mais um sinal de que o São Paulo não voltará a comandar uma FT.

  13. “Dotado de considerável capacidade de armazenamento, mais de 12 milhões de metros cúbicos de combustível e água potável…SIC”
    Creio haver uma imprecisão nesta afirmação…
    De qualquer modo mais uma baixa na esquadra, enquanto se fala em uma segunda…

  14. Celso, foi o Gastão Motta o NT que passou por reparos…
    Pangloss, a baixa fe Navios representa diminuição de gastos e distribuição do pessoal… o outro artigo fala de um planejamento futuro… desculpe, mas não vejo incorência… criticar o atual CM é injusto… releia alguns artigos publicados aqui e verá como ele está gerindo a MB…

  15. Numa pesquisa no blog e no NGB, o Marajó teria regressado ao setor operativo em outubro de 2012 após período de revitalização iniciado em 2009 (navio imobilizado no final de 2007). Não foi encontrado o tempo de prolongamento da vida operativa esperado após a revitalização. À primeira vista, quatro anos parece pouco.

  16. Essa conversa de manter doutrina com navio no cais já cansou. Isso não existe. Marinhas muito maiores e efetivas que a MB não possuem NAE. É preciso efetividade, eficiência operacional e, claro, meios que sejam mais do que simples alvos no moderno cenário bélico. Sem ufanismo, sem devaneios. Pé no chão.
    Entendam: com a grana “prevista” para a reforma daquele casco (pq sem propulsão, o SP hj é só isso mesmo), compra-se uma moderna escolta nova, ZERO. Um NAE não serve de nada sem uma frota de apoio (escoltas ASW, ASuW , AA de área, tanque, Sub, etc), que na MB hj, são precários. Vão querer o que, construir um arranha céu começando pelo telhado?
    Os meios de superfície da MB estão se acabando, e as notícias dessa semana são prova disso.
    Vendam-se todos os meios sexagenários da MB, o opalão incluso

  17. Não fiquem muito animados 🙂 necessariamente a baixa do “Marajó” não significa que o fim esteja próximo para o NAeSP, pelo simples motivo de que SE o NAeSP voltar a navegar será depois de vários anos de revitalização quando então outro NT estaria sendo negociado nem que durante algum tempo o NAeSP se fizesse ao mar sem ser acompanhado por um NT para curtas operações de rotina e treinamento.

  18. E sinceramente não vejo o NAeSP como o vertedouro de gastos que todo mundo aparentemente o vê.
    .
    Na verdade, eu ainda acredito que ele possa servir durante uns bons anos, mediante revitalização/atualização, até que uma solução nova possa surgir. É duro ter que reinventar a roda.
    .
    Na pior das hipóteses, ele pode simplesmente não sair do lugar e eventualmente ser vendido como sucata, embora eu preferiria vê-lo como museu.

  19. É sempre triste ver um navio dando baixa. Servi na Esquadra por vários anos e não foram poucas as vezes em que recebemos combustível do NT “Marajó”. Tenho certeza que os que lá serviram estão vertendo lágrimas de saudades!

  20. MadMax…
    .
    muita coisa pode ser feita a bordo de um NAe “parado”…por exemplo, há a bordo um
    A-4 monoplace que não voa mas é essencial para treinar o pessoal no manuseio de uma aeronave no convés de voo, no hangar, nos elevadores, simulações de reabastecimento,
    combate à incêndio, etc e a medida que os veteranos vão se retirando repassam seus
    conhecimentos aos mais jovens.
    .
    No mais justificar a baixa de uma corveta é algo bem mais simples do que justificar a baixa
    de um NAe com potencial para pelo menos 15 anos de serviço após uma revitalização e uma
    eventual baixa do NAeSP chamará muita atenção.
    .
    Evidente que há um custo para mantê-lo comissionado , assim como haverá um custo para
    descomissiona-lo e prepara-lo para um eventual desmanche, mas, ainda deve estar dentro do chamado custo/benefício em mantê-lo para uma eventual posterior revitalização e aparentemente a marinha utilizará essa prerrogativa até seu limite máximo.
    .
    abs

  21. Triste, lamentável e melancólico. A MB se despede das suas atividades aos poucos e por partes. Imaginar uma 2ª esquadra, um NAE SP navegando, esquadrão VF-1 recebendo Gripen Naval, novas fragatas e meios necessários, Prosub, Sub Nuclear e etc, etc e etc….é o mesmo que acreditar que esse país um dia será sério o suficiente! Quem nunca, né?!

    • ah sim .. Nauticurso … kkkkkkkkkkkk resolvemos … ali so nao expica oconsumo de quase 300 t x 24 h … vai ter que ter um João Candido de AO …. kkkk

  22. Vamos combinar uma coisa?
    Defendam a manutenção do São Paulo na esquadra SOMENTE após termos a questão das escoltas definidas. Sem escolta o São Paulo não é nada senão o maior alvo da AL, então sem escolta sem Nae, então… bora concentrar discussão nas escoltas!
    Obs: e não vale contar com o A-4 como meio embarcado, um caça que sequer tem capacidade BVR em 2016 não merece ser considerado um meio embarcado, pra mim ele desempenha papel de treinador avançado e só isso!

  23. Claro que serve. Para treinamento. Dependendo da missão serve até para mais do que treinamento. Não se espera que um NAe entre em combate sem escoltas que se prezem, mas se a missão não envolver confronto com forças navais, por que não utilizar uma pista extra, seja para asas rotativas? Precisa de escolta para se fazer ao mar e fazer qualificação de pouso e decolagens à bordo enquanto uma alternativa mais moderna não fica pronta?

  24. Srs
    A MB está dando baixa nos navios porque não é possível recuperá-los ou porque estão muito desgastados ou por falta dinheiro ou ambos.
    O desgaste deve-se ao tempo de uso e a falta de manutenção realizada adequadamente (no tempo e com os recursos adequados) e a falta de dinheiro deve-se a uma gestão estranha que levou a MB a comprometer cerca de 90% de seu orçamento com pessoal pouco sobrando para a manutenção dos meios navais e para as reposições necessárias.
    É bom lembrar que a situação da esquadra vem se deteriorando desde os tempos de abundância quando o orçamento crescia. Não é novidade e tal fato é de conhecimento público (pelo menos aqui no PN). Ou seja, as prioridades foram mal escolhidas e o resultado atual é o sucateamento de navios, alguns até relativamente novos, sem reposição.
    Por uma estranha razão, parte dos comentaristas colocam a culpa da situação no A12, navio que está, como outros, parado a anos a espera de dinheiro para sua manutenção / modernização, gerando despesas mínimas perto do que se gasta na MB com outros itens como a manutenção de OM`s de necessidade duvidosa.
    Isto sem considerar o “investimento” do PROSUB e mais ainda o contínuo crescimento do efetivo apesar dos meios navais estarem diminuindo.
    Ora, imputar ao navio a culpa por uma gestão duvidosa da MB é até uma falta de respeito a ele (como diria o jovem MO, navio tem alma) e àqueles que se esforçam para dar ao Brasil uma aviação naval.
    É compreensível criticar a falta de lógica e sentido nas prioridades dos almirantes e até se questionar a necessidade ou não do país ter NAe e até mesmo uma armada (é bom lembrar que hoje a MB nem consegue ser uma boa guarda costeira), mas criticar a simples existência de um navio, que se for sucateado, praticamente não resultará em nenhuma economia (a tripulação são será “demitida”) e se for mantido poderá ser útil, foge ao velho bom senso (talvez seja o que falta ao Brasil e aos brasileiros em geral).
    Sds

    • Quem critica o NAe em si, duvido que consiga explanar com subisidios embasados a tesse da critica, tambem duvido que tenha noção real do custo de um seco (navio, sem nada mais), corroborando ao que o Control falou no final do post, da para se imaginar, basta ver os coments da 2a frota … e pior ainda, basta ver o FB, onde tem a maior concentração de “Entusiasta” do mundo (quem me conhece sabe o que penso do “entusiasta wikipedigogliano”.

      A questão era ponderar pq se deixou chegar neste estado, pq se investiu em modernizações de embarcações de valor total (militar/financeiro/operacional) em detrimento a possibilidade de outras unidades que melhor retorno poderiam dar

      Muitos tem passagens temporarias por aqui, para quem acompanha com mais atenção desde 1983, e vendo o que tem acontecido desde então é deprimente, tal o ponto que participar aqui ja meio que tanto faz como tanto fez … ciente que isto ainda vai piorar ….

  25. Prezado Fernando,

    Concordo que o ideal ao se dar baixa em qualquer meio naval se tenha “outro para repor”. O problema é que, diferentemente do que ocorria no passado, não há meios disponíveis para comprase de oportunidade.

    A obsolescência em massa dos meios navais da MB não é novidade, pelo contrário, é cíclico. Para exemplificar isso, não vou muito longe para que esse post não fIque longo, no final da década de 80, início da década 90, a MB enfrentava o mesmo dilema. Seria necessário substituir os velhos contratorpedeiros da SGM. Pretendia-se substituir os 10 restantes por 16 corvetas da classe Inhauma.

    A MB contratou a construção das 4 primeiras. Todavia, a falta de recursos e problemas de projeto fizeram com que as demais fossem canceladas. Nessa época haviam meios disponíveis para compras de oportunidade. A MB então adquiriu as 4 ex-fragatas classe Garcia e 4 fragatase Tipo 22 B1, resolvendo, assim, momentaneamente seu problema .

    Todavia, as compras de oportunidade de meios usados apenas empurram os problemas para 10 ou 15 anos no futuro. Veja, duas décadas depois, dos 8 meios adquiridos, apenas 2 permanecem no Serviço Ativo.

    Seguindo essa corrente de pensamento, no início desse século a USN ofereceu 2 Spruance e 4 OHP. A MB preferiu investir no ModFrag das Niteroi e planejar a construção de 8 fragatas.

    As 8 fragatas cujos REM e RANS ajudei a definir, naquela equipe coordenada pelo Frade Carneiro, foram substituídas pelo ambicioso PROSUPER. Acreditou-se que o crescimento econômico do país seria duradouro e seria possível concluir este é outros programas do PEAMB.

    Por várias vezes disse nesse espaço que o número mínimo de escoltas para realização das missões atribuídas à MB é de 18 unidades. No início do século, a MB possuía exatamente esse número, depois reduzido a 14 e agora 11. Até o início da próxima década somente 8 desses meios atuais estarão operativas.

    Dessa forma, torna-se imperativo a obtenção de meios. Como não há disponibilidade de meios usados, nem dinheiro para o PROSUPER, a opção é priorizar as corvetas Tamandare.

    Como meios usados, só se Japão e/ou Coreia disponibilizarem. Os meios europeus estão em situação semelhante aos meios que estão sendo retirados.

    Grande abraço

  26. Complementando, segue o aumento de efetivo realizado em 2010. Mais de 18.000 vagas criadas. São ao todo 87 oficiais generais. Haja papel pra carimbar. A marinha do brasil tem 60.000 e a marinha australiana, país continental, tem 15.000.

  27. Prezados,

    Não costumo usar siglas em meus comentários, pois escrevo para que todos entendam. Então, traduzo:

    REM = Requisitos de Estado Maior; e

    RANS = Requisitos de Alto Nível de Sistemas

    Abraços

  28. Sinceramente não entendo esse pessoal que acha que a revitalização/modernização de nosso NAE SP terá grande valia p/ nossa marinha. O cenário de um pseudo conflito na atualidade requer cada vez mais de meios avançados e altamente potentes (s/ contar a sua quantidade). E isso requer muitos anos de preparação, capacidade tecnológica em estado de arte e de altíssimas as doses de dinheiros . Isso não temos no momento e pelas dificuldades financeiras que passamos (e que não vem de agora) e em que passam a maioria dos países do mundo, isso nem a médio prazo vai ser resolvido. Só p/ sua manutenção e programas de revitalização dos que estão operativos os gastos são cada vez mais astronômicos e cada centavo mal gasto faz muita falta mais tarde. Sejamos realistas. Que diferença ou ganho p/ a MB trará operar um porta aviões desses? Nenhum, senão mais alguns ínfimos anos de muitos gastos e de treinamento/aperfeiçoamentos(como muitos enfatizam) e depois mais nada. E ai valeu a pena? Estaremos mais modernos/preparados ou mais poderosos por isto? Nem condições e nem tradição p/ mantê- lo preservado temos. Seria bom, mais isso é pra quem AINDA pode e precisa.

    • Apenas ponderando um detalhe do seu comentario, astronômico é 10 bi em um NAe …

      Entre outros, mas prefiro me abster em colocar mais subisidios corraborando com Vosso Comente em relação ao pais …

  29. Olha, muitos comentários aqui, como o do LM por exemplo, são de pessoas de dentro da MB. Esse último post do LM é que me intriga muito e me causa certa consternação (com todo o respeito que o senhor merece, sem qualquer interesse pessoal). Ora, se é sabido que a MB – assim como as demais forças – sofre com a falta de verba, e isso desde a década de milnovessentoseaintigamente, então por que não se tem uma política de eficiência nas FFAA? Poxa, se é claro e evidente que desde sempre se sofreu com a falta de dinheiro, não é justo que em 2016 se fale em falta de verba. Cadê o dever de casa? Cadê a estratégia de defesa? Vamos sempre bater na mesma tecla?
    .
    Sds

  30. Prezado Almirante Luiz Monteiro, como sempre sábias palavras, bem que poderiamos ver disponibilizados em um futuro próximo alguns “Asagiris” de preferência logos os 8, apesar de que alguns “Hatsuyukis” já estariam muito bons para a MB, a despeito da propulsão (a mesma da classe greenhalgh) que pode ser um problema, mas mesmo assim seriam muito bem vindos, principalmente porque como frequentemente digo, sou um tarado do ASROc

    • ah como la no FB .. a FAB so tem caça, outro dia um ficou ixpantado quandosoube que a FAB tinha Infantaria …. tipo Se joa, é a jato e nao ta escrito VARIGUE ops digo Gol (a molecada não sabe mais o que é Varig) é caça, se voa, é a jato e a turbina é na asa é boeing …

  31. Eu ouvi um salve ao scorpene?
    Aplausos de pé e mais torcida. Não precisava ser gênio para saber que a coisa ia degringolar. O Juarez foi muito otimista. Eu acredito que toda uma classe de navios vai dar baixa até dezembro. Tempo, ferrugem e falta de manutenção adequada não perdoam.
    Logo logo, chegará o tempo que as escoltas mais “temíveis” da esquadra serão as Amazonas.
    .
    Comprou scorpene? Aguenta. Calado.

  32. Control 24 de novembro de 2016 at 21:58
    Concordo em grande parte.
    ________________________________________

    MO
    10 Bi R$ ou U$$ ?
    ________________________________________

    Qualquer dos dois seria uma festa na Korea e aqui.
    ________________________________________

    Ok CA LM, Dalton, XO e outros poucos.
    ________________________________________

    1) Quanto foi gasto até hoje na nova Base ? e NÃO ESTÁ PRONTA.
    2) e nos Sub’s SHPF ?
    3) E na última “reforma” do NAe 12 ?
    4) E e quadro de pessoal e O. Generais ?
    5) A MB tem um Depto. de Economia, capacidade de projeção é igual a zero ?
    6) Etc Etc Etc
    _____________________________________

    Concluo:
    A Nau em questão já tem mais de meio século, portanto:
    “BRAVO ZULU”.
    “MISSÃO CUMPRIDA”
    Merecido descanso e que sua Alma descanse em Paz.
    Sim, embarcações tem Alma, eu acredito nisso a minha maneira,
    sincero respeito a todos Marinheiros que nela serviram com Honra.
    “BRAVO ZULU”.
    “MISSÃO CUMPRIDA”

  33. Amigos, vamos por os pingos no”Is”:

    O Comandante Leal não tem culpa dos fatos que agora estão ocorrendo ele apenas está limpando a sujeira deixada pelo reinado do “Imperador e seu súditos” em oito anos de lambanças.
    O CM deve estar levando uma pressão daquelas tanto de forças internas representada pelo fator político e e externa representada pelos mercadores da morte, explico>

    A pressões internas são exercidas por políticos que não querem que determinadas estruturas sejam fechadas, vou citar as ocorrência recentes com a FAB:

    A BAFL não deverá mais fechar, o sétimo está indo para a BACO e em Floripa vão ficar cerca de 700 militares passando Ipoglos nos testículos, Recife vai pelo mesmo caminho.
    Teve um causo agora bem recente, aonde um Prefeito procurou o CA para pedir que a OM na sua cidade não fosse fechada, então o brigadeiro apresentou para ele o valor do custo anual daquela estrutura e disse:

    “O senhor pode custear isto para nós”?????

    A outra pressão exercida pelos cafajestes políticos é a do lobby junto a algumas empresas de defesa, uma coisa mais suja que pau de galinheiro.

    As pressões externas são as exercidas pelos mercadores da morte como a que a DCNS faz para a manutenção do SP na ativa da esquadra, bem neste caso específico do SP, existe também o fator psicológico que tem desdobramentos políticos, pois ao dar baixa de um meio tão “badalado” quanto o Nae, vai dar munição para a ptzada cair de pau que estão desmontado a MB, quando na verdade foram eles e seus contratos fraudulentos que desmontaram a MB(claro, tudo com anuênia do Imperador) .
    O Charlie Mike fez recentemente uma palestra na EGN, e para os mais atentos, uma coisa chamou a atenção:

    Ele voltou ao tópico do Prosub por várias vezes e usou uma expressão, que para os mais “safos” é uma “mensagem a Garcia”:

    “Está muito difícil renegociar prazos e cronogramas financeiros com os Franceses(olha aí Ivany, olha aí meu guri).
    Eu, cá com os meus botões imagino que o Com Leal só não mandou os Franceses a merd……porque eles tem um sustentáculo político dentro do GF muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito forte, mas uma hora destas a corda arrebenta, pois está muito esticada.
    Não se esqueçam: Jesus tudo vê……

    G abraço

  34. Bom dia
    Somente um especialista pode dizer se uma belonave realmente é sucata ou não.
    Estar parada não significa q é sucata, mas q não há dinheiro para operá-la. Um dia de SP no mar é o combustível para a FFE operarem um ano, foi o q um CMG me disse uma vez, e não duvido…
    Nós sabemos, e Malvinas e IIGM, testificam isso, q um N Ae dá enorme poder de combate a uma força naval.
    Com nosso SP operando, mesmo q com o velhinho A-4 modernizado, significa que qualquer ameaça necessite de outro NAe, sob pena desses velhinhos porem estas ameaças a pique.
    Não sou de marinha, mas abrir mão de uma capacidade q pode ser mais custosa ainda reobtê-la é muito temerário.
    A nação brasileira ainda não tem noção das ameaças futuras q podem recair sobre o Brasil e seu potencial.
    Devemos lembrar ainda, q quem possui somente um NAe, por motivo de manutenção, por vezes não tem nenhum, o q restringe mais ainda essas ameaças a nossa Amazônia Azul.
    Os ataques a França são um exemplo, quando o Charles de Gaulle deve de dar uma resposta curta para retornar a manutenção, e só depois pode retornar ao combate, pelo q me lembro das reportagens.
    Finalmente, não acredito q nosso Almirantado seja um grupo de desavisados e pouco estudados, muito pelo contrário, quem conhece a formação militar no Brasil sabe que são muitíssimo capazes.
    As evidências são cruéis? São! Muito! Mas um voto de confiança a uma classe q estruturou um país q é esfaqueado dia a dia e continua uma potência deve ser dado.
    Sds

  35. De fato, só faz sentido pensar em modernização geral do São Paulo se houver escoltas. Quanto às possibilidades que vinham sendo tratadas até alguns meses atrás aqui no NAVAL, sobre fragatas alemãs, americanas e italianas que dariam baixa, algo já foi / está sendo decidido?? Por que já me parece nítido que necessitaremos de tampões…
    .
    Grande abraço a todos, e BZ para o NT Marajó!!

  36. Vcs estão enganados e muito em dizer que só vale a moderação do nosso Nae se tivermos escoltas. As escoltas são necessárias para ele entra em ação ou simplesmente marcar presença em uma situação de litígio. Mas estamos em situação de tranquilidade com o mundo é dificuldades orçamentárias. Devemos então vender o SP a preço de sucata, ferro velho? NÃO. Sua volta a empurrar água devia ser feita em duas etapas. PRIMEIRA, coloca-lo em condições de navegar e em condições de operar sua ala aérea. A doutrina de operar asas fixas embarcadas não se adquire de maneira rápida e barata, então não podemos perder o que foi adquirido desde os anos sessenta com o Minas. Mesmo sem NT, mesmo sem escoltas, mesmo tendo que operar só próximo ao principado, mesmo operando com os poucos A-4, mesmo sem condições de combate, ainda sim seria um enorme ganho. SEGUNDA, torna-lo apto para combate, defesa aa área, radares de ponta, uma aviação embarcada de caça, possívelmente Sea Gripen, escoltas modernas, subs, etc. Mas tudo isso é passo a passo. Alguns foristas aqui dizem que tem que amassa-lo como latinha e vende-lo, mas justa o seu casco é que está íntegro. Ele tem que ser atualizado, propulsão diesel, novas catapultas, etc, mas o casco é bom e está lá. Abrir mão de uma coisa que se tem é sandice. Se me falarem que o casco não compensa serei o primeiro a defender que ele deve seguir o Minas.

  37. Olá Control!
    .
    Belo comentário.
    .
    A todos!
    .
    Quanto à situação da Marinha. De um orçamento de quase R$20 bilhões, gasta-se quase R$18 bilhões com pessoal. Especificamente R$8 bilhões são gastos com o pessoal na ativa. E este gasto com pessoal da ativa vem crescendo desde 2009, quando decidiu-se aumentar o efetivo da MB de 50.000 para 80.000 . Este aumento de efetivo, que continua acontecendo, ainda vai trazer consequencias futuras nos gastos com inativos que devem aumentar em valor real em 60% quando este pessoal aí se aposentar. A situação orçamentária ainda vai piorar muito. E se nada for feito, vai continuar acontecendo oque ocorreu já este ano: o governo federal foi obrigado a aumentar o orçamento da MB em valor real para que a folha de pagamento pudesse ser coberta. Se obeservarem a proposta orçamentária do inicio do ano e a que de fato está sendo executada, verão que os valores liberados são maiores que os originalmente propostos, para que houvesse verba para cobrir a folha de pagamento. Ou seja, na prática, a MB já gasta mais de 100% de seu orçamento com folha de pagamento.
    .
    A única solução ao meu ver, é voltarmos ao efetivo de 2009 ( se puder reduzir mais, melhor ainda ). Uma redução de efetivo para 50.000 militares + aumento de militares temporários + redução de OMs e da estrutura fisica da MB, seria suficiente para viabilizar o reequipamento da MB. Só esta redução de efetivo, traz uma economia imediata de R$3 bilhões, isto sem contar a economia futura com menos inativos (tanto devido a redução de efetivo como pelo aumento de militares temporários). Se nada for feito, o gasto com inativos sofrerá um boom em cerca de 20 anos.
    .
    Os militares só alcançam estabilidade após 10 anos de serviço. Antes disso podem ser simplesmente demitidos. Todo este pessoal que entrou e continua entrando na MB desde 2009, ainda não alcançou a estabilidade. Será que é tão dificil reduzir OMs, diminuir a estrutura e propor um PDV? Dependendo dos beneficios no PDV, você pode ter uma adesão enorme. E mesmo concedento um monte de beneficios, ainda sai muito mais barato do que ter de paga-los pelo resto da vida.
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    A discussão sempre vai para o lado errado: a culpa não é dos navios. Uma MB enxuta, seria capaz de ter e operar as escoltas e o PA que deseja.
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    Oque mais assusta é qualquer pessoa com bom senso sabe disto. E lá se vão 2 anos de crise e a MB não fez nada de concreto a não ser dar baixa em navios. O efetivo continua aumentando e as perspectivas para o futuro próximo são assustadoras. Quantas escoltas teremos em 2020 (daqui a só 3 anos)?

  38. Qual o custo de manter o NAe SP atracado?
    .
    Qual o custo de se treinar uma tripulação para operar um NAe e seus aviões embarcados?
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    Sem saber a resposta para essas duas perguntas, não dá para falar o que é economicamente melhor. Tudo vira palpite infundado.

  39. Negativo, Rafael, dá sim.
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    Questão de lógica. Para se treinar uma tripulação para operar um NAe e seus aviões embarcados, é necessário um NAe. E este se encontra atracado no AMRJ nesse momento. Se NAe, não tem como fazer o resto, custe o que custar, certo?

  40. As FA brasileiras marcham para se tornar uma guarda pretoriana a serviço dos USA. Este sempre foi a vontade do PSDB e que agora será concretizado. Bem feito quem mandou apoiarem o golpe?

  41. Se fossemos guarda pretoriana dos EUA, teríamos entrado no Iraque e Afeganistão, atuado na Colômbia, comprado F-18, e por aí vai…
    É bom lembrar q o pagamento de pessoal não entra no orçamento da defesa na maioria dos países, quando muito o pagamento da ativa entra.
    Sds

  42. Sim Agnelo, devemos continuar com 80.000 homens na ativa fazendo absolutamente nada em termos de cumprimento de missão.
    Aí tu vais tirar o custeio dos inativos da folha da Marinha, e vai por aonde?
    No combalido INSS, ok, desde os miltares contribuam com sua aposentadoria e ganhem o teto da iniciativa privada, agora pergunta se eles querem?????
    Claro que não, tá bom assim , sr aposentam com um posto acima do que ocupam. O mo.ento da baixa e salário full.

    G abraco

  43. Leandro Costa ecpli si aí está lógica de ter o Nae e sair operando, sem ter noção mínima dos custos e de toda logística envolvida neste processo.
    Eu vou te um numero para tu pensar e refletir sobre a tua afirmação:Sete dias de mar do SP com a atual propulsão, acompanhado de um a FCN e um Tanqueiro zetaria o orçamento de dias de toda a frota.
    Leandro! TER, COMPRAR OU REFORMAR NAO SIGNIFICA PODER MANTER E OPERAR.

    G abraco

  44. O Alto Comando e Alto oficialato tem responsabilidade sim.
    .
    A responsabilidade de nao adotarem caminhos alternativos diante das dificuldades de opcoes.
    .
    Morrem abracados a estruturas e projetos com cabeca de US Navy sem termos as mesmas necessidades.
    .
    Nao inovam nada, apenas perseguem os cavalos arabes que da orgulho as vistas e galoes dourados
    .
    Jamais, nunca, e de forma alguma qualquer projeto militar segue a frente sem antes a base industrial civil, nao lhe der alicerce e sustentaculo.
    .
    Sem patrocinadores de pedidos internos, sem mercado de trabalho interno, nao ha ninguem que va apoiar pleitos das forcas armadas.
    .
    Lastro forte e consistente, nao um ou outro simples patrocinador de um projeto bala de prata carissimo
    .
    Entao, obvio que o caminho seria patrocinar pequenos projetos simples, que possam ganhar escala e que a medida que ganham massa industria e ate de trabalhadores neste mercado, ai sim partindo para projetos e tecnologias complexas

  45. Uma Marinha com 15 mil Fuzileiros Navais ?!? Um absurdo completo, isso é quase uma Divisão, que cabeça-de-ponte vamos tomar ? Fernando de Noronha ? Ilha do Bananal ? Somos um país pacífico e nào expansionista, logo não queremos projetar poder sobre terras. Toda Marinha precisa de alguns elementos de infantaria/desembarque e para isso 5 mil tropas estaria de ótimo tamanho pra nós.(economia de 2/3 em pessoal).
    .

    É uma das coisas que eu faria primeiro se chegasse ao comando.

  46. Juarez, não foi esse o caso da questão. A questão era manter atracado versus treinar treinar tripulação. No caso a questão não fazia sentido pois um depende do outro. Não é possível treinar uma tripulação de um NAe sem que o mesmo exista.
    .
    Quanto à operação do NAe, é bem óbvio que é uma empreitada bem cara. Não apenas por uma questão de combustível ou aeronaves disponíveis, mas temos que considerar que um NAe, mesmo um pequeno como o São Paulo, são pequenas cidades flutuantes. Tem que se levar em consideração os combustíveis, tanto do navio quanto das aeronaves que se deseja empregar, munições, víveres, peças sobressalentes necessárias para conter o desgaste normal das operações tanto por parte do navio quanto por parte das aeronaves, etc. Quanto mais tempo no mar, e quanto maior for o timing das operações, maior é o desgaste. Para não mencionar o fato de que, se fazer ao mar e iniciar operações aéreas à bordo são habilidades perecíveis, ou seja, quanto maior tempo em terra, mais tempo leva para a tripulação do navio e grupo aéreo levam à atingirem um patamar maior de segurança, ou seja, maior possibilidade de acidentes, e por aí vai.
    .
    Lembro-me que, pelo menos a algum tempo atrás, todo novo comandante de NAe da USN, antes de assumir o comando do bicho, ele passava um deployment comandando um navio de apoio logístico designado para alguma CTF, justamente para ter uma noção maior dos desafios e reais capacidades logísticas envolvidas em operações aéreas embarcadas de longa duração. Salvo engano, constava nos planos mirabolantes da MB lá pelos idos de 2008, 2009, a aquisição de dois desses navios. E pelo que me consta não chegamos à ter nenhum.
    .
    A baixa do Marajó torna impossível reabastecer o SP de combustíveis, mas ao mesmo tempo já não podíamos abastecê-lo de todo o resto, pelo menos não de maneira satisfatória para manter operações constantes contra qualquer determinado objetivo com taxa elevada de surtidas. E novamente, isso consiserando que estaríamos nas CNTP: que tivéssemos aeronaves modernas/modernizadas em quantidade adequada, que teríamos escoltas, que o NAe já estivesse modernizado e operando à contento, etc.
    .
    Ainda assim, com todos esses problemas, eu ainda gostaria de ver o SP mantido na naftalina que fosse. No momento em que não desse mais para mantê-lo, mesmo com todas as outros vazamentos inúteis de dinheiro tendo sido estancados, aí sim, poderiam se desfazer dele. Talvez transformá-lo em museu, quem sabe?

  47. Space…
    .
    apenas uma fração da força de fuzileiros estaria envolvida em “operações anfíbias” a qualquer
    tempo, há de se considerar o pessoal da retaguarda, da logística, etc, de qualquer forma, há
    uma necessidade de se manter uma força altamente treinada e motivada capaz de alcançar
    qualquer ponto do imenso território nacional não apenas para combater forças externas, mas,
    também internas.
    .
    O número que você prescreve, 5000, dos quais apenas uma fração estaria envolvida em operações de combate é pequeno demais para um país enorme e com grande população como
    o Brasil.
    .
    Muitos gostam de comparar o tamanho da Royal Navy e dos Reais fuzileiros Navais britânicos,
    com a marinha brasileira mas esquecem que há falta de pessoal lá que tem sido constantemente preenchida por elementos da Us Navy e da US Coast Guard e que existem ramos paralelos que apoiam à Royal Navy como a Royal Fleet Auxiliary , uma guarda costeira separada e outros e que uma aliança com os EUA permite uma melhor alocação de recursos
    onde se faz necessário.
    .
    abraços

  48. Não me importo nem um pouco com a propria dimensão dos fuzileiros do Brasil.
    .
    Por mim se existe alguma unidade que justifique um alto contingente, são eles, e ao menos parecem ser justamente os mais focados na atividade fim…então, se existir sobreposição, que se diminua nas outras forças, não excluindo-se o proprio exercito.
    .
    é a força expedicionária que necessita de habilidades de mar, terra e ar….nem que seja expedicionaria no proprio país, pois as distancias cenarios e dimensões ja possuem esta caracteristica expedicionaria pela propria natureza….
    .

  49. Qual é a regra de aposentadoria das FA, alguem pode sintetizar por alto?
    .
    Até que idade pode existir infantes, soldados fuzileiros, intendentes, etc? e no oficialato? Existe aposentadoria compulsoria por idade? Como é realizado o equilibrio entre o vigor da juventude nas tarefas de defesa Vs envelhecimento dos quadros?
    .
    Um quadro maduro, treinado, com habilidades fisicas exauridas pelo tempo na aspereza da vida de combatente, mas maturado e experiente tecno e educacionalmente, pode executar outras atividades da administração publica?
    .
    O quadro de aposentados está inchado porque? Por viuvas e filhas que não se casam formalmente mas mantem união estaval facilmente auditavel? Ou porque o profissional possui vida profissional curta em que as novas expectativas de vida agora mais longa embora não lhe permitam a asperaza da vida militar não seriam ainda servidores uteis?

    Como é isto?

  50. O militar vai para reserva com 30 anos de serviço… pode ir antes, caso tenha servido em localidade especial A (2 anos em Ladário, por exemplo, antecipam 8 meses para a reserva). É bom lembrar que o tempo nas escolas de formação (EN, AMAN, AFA, no cado dos Oficiais fe carreira) não conta mais pra reserva.
    Existe limite para cada posto e graduação, mas a maioria do pessoal não atinge esse limite por conseguir progredir na carreira…
    A medida que ficamos mais antigos (e mais velhos), deixamos de ser operativos e passamos a ser mais administrativos… não tem vaga na tropa e no Navio para “n” CC e CF, isso em função da composição da tabela de lotação… a troca rotineira de pessoal garante o atendimento dessa tabela, trazendo o equilíbrio citado entre experência e juventude…
    Aproveitar militar antigo, com tempo pra ir pra casa, na administração pùblica… teria de ser bem estudado, sei lá… é capaz de ter reclamação pela validade ou legalidade… sem contar que militar, no geral, é chato e picuinha, muita gente não ia gostar… abraço…

  51. O militar vai para reserva com 30 anos de serviço. . . Pode ir antes, caso tenha servido em localidade especial A ( 2 anos em Ladário, por exemplo, antecipam 8 meses para a reserva )…
    Existe limite para cada posto e graduação, mas a maioria do pessoal não atinge esse limite por conseguir progredir na carreira. . .
    A medida que ficamos mais antigos ( e mais velhos ), deixamos de ser operativos e passamos a ser mais administrativos. . . não tem vaga na tropa e no Navio para ” n ” CC e CF, isso em função da composição da tabela de lotação. . . a troca rotineira de pessoal garante o atendimento dessa tabela, trazendo o equilíbrio citado entre experência e juventude…
    Militar que tem tempo pra ir pra casa ser aproveitado na administração pùblica. . . não sei… teria de ser bem estudado… acredito que teria muitos questionamentos sobre a validade e legalidade… Abraço…

  52. O XO tocou no ponto.
    .
    “A medida que ficamos mais antigos (e mais velhos), deixamos de ser operativos e passamos a ser mais administrativos…”
    .
    Precisa de lugar para encaixar esta galera. Então haja OM. Aí fica claro que temos militares de carreira demais. O cara deixa de ser operativo e precisa ter uma mesa pra ele sentar em alguma OM. Está claro que o caminho é ter mais oficiais temporários.
    .
    Mas estes oficiais temporários, não precisam ser da maneira que está aí. Os militares só alcançam estabilidade aos 10 anos de serviço. Continua recrutando da maneira atual, mas ao chegar aos 10 anos, só efetiva a nata, só os melhores, o resto vai pra casa, seguir a vida na iniciativa privada. Detrerminar que o cara é temporário já no concurso, não ajuda. Todos tem de ter a possibilidade de efetivação, dependendo da capacidade de cada um. Desta maneira vc pode reduzir OMs, reduzir as ‘chefias’, reduzir os gastos futuros com inativos e ainda ter uma força motivada.

  53. Zorannn, o RM2 vem para um.compromisdo de 8 anos… não podem ser efetivados…
    A questão de nós nos tornarmos administrativos é função do fluxo de carreira, como escrevi, ocupando postos já previstos em TL… não é arrumada mesa… a mesa já está lá…
    Quando fôr definida a redução de pesdoal virá, necessariamente, a redução dacestrutura física… uma ação não está dissociada da outra…
    Cordial abraço…

  54. Pessoal, voces não entenderam o XO e a minha pergunta que era extremamente capciosa para chegar ao ponto…
    .
    Operativo quer dizer em situações de combate …saude fisica e mental…um cara de 50 anos (tenho 49) não vai conseguir dependendo de sua lotação, desempenhar como um jovem ou na aspereza da batalha…logico…
    .
    O problema é que ninguem morre mais uai…é o problema comum da Previdencia…mas como a vida militar operacional possui uma avaliação de insalubridade, o cara aposenta com os ditos 30 anos…o cara hoje em dia tá novinho para um monte de atividade, não está apenas para o ralo oras…
    .
    Então a equação é complicada pela propria natureza….um monte de cabeças bem formadas, em idade plenamente operacional na vida civil, mas já comprometido para a vida de combate…
    .
    É estranho, mas o cara pode não estar mais apto para a vida militar…cumpriu e bem….mas tem ainda um caminhão a colaboração de trabalho que pode ser na vida publica….na administração Publica….
    .
    é um problema matemático seguido de um problema cultural….a base da tropa sempre será grande….a questão é que ela envelhece e pela taxa de vida, pode ficar igual ou maior que o numero de cabeças operacionais…
    .
    Como não temos destino para desativação de um “ativo”, a coisa aumenta sem ninguem estar fazendo nada errado…é uma conjuntura, por mais que obviamente existam desvios e acomodações….

  55. Em complemento…
    .
    Certa vez debati com um grupo um determinado cenario relacionado a profissionalização das FAs e forças reservistas….
    .
    Em um Conceito de redução da tropa em troca de sua profissionalização e eliminação de conscritos, aventei um programa em que por exemplo, o Brasil poderia adotar que 1/12 dos efetivos das Policias Militares com idade entre 18 a 30 anos, possuam ciclos de 30 dias anuais ou bi-anuais de cursos de reciclagem nas FAs, substituindo os então conscritos.
    .
    Isto faria com que mais de centena de milhares de não militares das FAs tivessem um terinamento e bom acompanhamento e sobretudo prontidão em caso de mobilização.
    .
    As estruturas não seriam alteradas nem se misturariam, mas permitiria uma larga faixa de força apta ao chamado, bem melhor que os atuais conscritos.
    .
    Porque lembrei disto agora? porque desta forma, os efetivos das FA´s poderiam ser reduzidos sem comprometer a força e seu preparo e de quebra, resolveria esta questão dos quadros que alcançam as faixas de idade de aposentadoria com impacto muito menor.

  56. Carvalho, mas praticamente todos em final de carreira estarão voltados para administração… a evolução na carreira traz isso inexoravelmente… se a carreira hoje é de 30 anos, ou o cara espera pra ser Of Gen ou vai embora e segue sua vida…
    O fluxo de carreira e o planejamento de pessoal, em tese, trabalha com.esse “envelhecimento” do efetivo, repondo quando necessário…
    Quando passei minha imediatice e fui designado para a CNBW, sabia que estava decretado o final da minha carreira operativa… mesmo que eu comande como CMG, pode não ser um Navio… então zefini pra mim… mas vida que segue… abraço…

  57. Srs

    Jovens XO e Carvalho
    Metendo o bedelho na conversa:

    Mas na sistemática atual do plano de carreira das FA`s é que está um dos maiores fatores que geraram a encrenca. Como a expectativa de vida está aumentando, ao enviar para a reserva pessoal ainda novo que viverá praticamente o tempo em que ficou na ativa, a coisa fica dificil e insustentável se considerarmos a créscimo das pensões e o do que já vem acumulado do passado.
    Como tudo precisa sair do orçamento das FA`s, o resultado é uma despesa crescente com pessoal e falta de dinheiro para o resto.
    A solução possível já foi citada muitas vezes. É necessário criar um fundo de previdência para o pessoal que vai para a reserva e para os pensionistas. Para dar o “start” neste fundo é preciso obter um capital inicial com venda de ativos ou royalties do petróleo, por exemplo; e a partir daí engordá-lo com aportes da união e dos futuros beneficiários.
    O que não pode, em benefício da clareza e da boa administração, é continuar com as despesas dos inativos e pensionistas saindo direto da receita da União como despesa corrente sem fundo de reserva, sujeita portanto a flutuação da arrecadação dos impostos.
    Isto é uma situação muito vulnerável para os aposentados e pensionistas e um problema grave para a gestão do país.
    Por exemplo, se por um azar danado, o pais continuar encolhendo e não conseguir mais aumentar a dívida, não haverá dinheiro no orçamento para cobrir as despesas e os aposentados ficarão sem o seu dinheirinho, pois não tem nenhum fundo para garantir os seus benefícios.
    Aparentemente, este risco não está claro para a maioria da população (este não é um problema apenas dos militares, envolve a maioria dos funcionários públicos) apesar do risco estar, como diziam os antigos, batendo na porta.
    As FA`s, para o bem de todos nós, precisam repensar os critérios em que baseiam seus planos de carreira, os seus quadros de pessoal e formas possíveis de reduzir as despesas com pessoal para que o atual orçamento (que não poderá crescer além da inflação) permita uma margem razoável para o custeio e investimento.
    Observem que mesmo com as restrições atuais o déficit do país é crescente e isto é insustentável e impedirá aumento de despesas. E, se isto não for feito agora, a União vai falir de vez (dizem que ela já está semi falida) e como a maior parte da dívida pública é interna e, portanto, os credores são brasileiros, o país inteiro irá para o brejo.

    Sds

  58. Srs

    Errata: onde se lê “…se considerarmos a créscimo das pensões e ..”, leia-se “se considerarmos o acréscimo das pensões e…”. Desculpem a nossa falha,

    Sds

  59. Com a baixa atividade da Esquadra, a elevada idade do MEU antigo Elefante (1985-1988) e o fato de ser um petroleiro de casco simples estava mais que na hora de aposentar o venerando Elefante.
    Quando e SE esta crise do país e NAVAL terminar um novo navio-tanque de esquadra moderno é o menor dos problemas técnicos da MB.
    Quanto o fluxo de carreira dos militares além dos problemas de pirâmide inversa o maior LUCRO que a NAÇÃO realiza com os enormes custos e investimentos de FORMAÇÃO de seus servidores militares é JUSTAMENTE quado eles vão para a RESERVA REMUNERADA.
    Ao contrário dos trabalhadores civis os militares por se aposentarem em grande parte na faixa de 40 e tantos de idade (em vasta maioria) em vasta maioria iniciam uma exitosa e profícua segunda carreira na vida civil exercendo com suas habilidade técnicas, de formação militar e ÉTICA DE TRABALHO EXTREMAMENTE VALORIZADAS no mercado de trabalho civil mais lucro a NAÇÃO que toda a sua carreira militar.
    A pior BURRICE que a nação pode fazer é aplicar aos militares a mesma regra escravocrata dos trabalhadores civis e aos que ACHAM que isso é algum tipo de “privilégio” aos militares LEMBRO que o militar da ATIVA OPERATIVO certamente trabalhou na sua carreira o TRIPLO(no mínimo) do número de horas de qualquer servidor civil ou trabalhador privado e em condições e sob uma hierarquia militar que nem 5% dos demais trabalhadores seria capaz de suportar.
    Manter os militares fora desta “nova” lei previdenciária, que é quase uma revogação com a “democratização racial” da escravidão, é uma tênue esperança que através da sua exceção as demais vítimas, digo trabalhadores, possam (quando seu voto puder ser reinstaurado numa democracia e num estado de direito de VERDADE e não esta história da carochinha pornográfica que vivemos hoje) em parte possa ser revertida.
    Bom descanso minha brava nau que certamente deverá ser desativada como a unidade com o maior quantidade de dias de mar operativos da Esquadra.
    Talvez só algum navio hidrográfico possa bater o NT Marajó em dias de Mar em atividade operativa na MB ou pelo tempo de serviço o Monitor Parnaíba…

  60. Perfeito Gilberto, quem opta pela carreira militar quase sempre o faz por vocação e a própria Constituição Federal define as condições peculiares e outras situações especiais a que se submetem os militares, inclusive por força de compromissos internacionais ou em caso de guerra.

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