Primeiro navio-tanque da classe ‘Tide’ chega às águas do Reino Unido

Primeiro navio-tanque da classe ‘Tide’ chega às águas do Reino Unido

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RFA Tidespring

O RFA Tidespring, o navio líder dos novos navios-tanque da classe “Tide”, construídos para a Grã-Bretanha pelo construtor naval sul-coreano Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering, chegou ao Reino Unido em 2 de abril.

O Tidespring começou sua viagem da Coreia do Sul em fevereiro depois de ser oficialmente aceito pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, em 12 de janeiro de 2017.

O Tidespring teve a quilha batida em dezembro de 2014 e lançado em abril de 2015. O navio era esperado para chegar às águas do Reino Unido em 2016 para receber os equipamentos, mas foi adiado por mudanças de projeto elétrico e questões de cabeamento.

Concepção de um NT classe Tide reabastecendo um destróier Type 45

O RFA Tiderace, o segundo navio da classe, foi lançado na Coreia do Sul em dezembro de 2016. Apesar dos atrasos no primeiro navio, o Reino Unido ainda espera que os quatro navios-tanques sejam entregues até 2018.

Os RFA Tidespring, RFA Tiderace, RFA Tidesurge e RFA Tideforce projetados pela BMT Defence Services têm 201 metros de comprimento, com boca de quase 29 metros e um deslocamento de mais de 37.000 toneladas.

Os navios manterão a capacidade da Royal Navy de reabastecimento no mar e fornecerão combustível para navios de guerra e grupos de tarefa. Eles apoiarão as forças anfíbias, terrestres e aéreas desdobradas próximas à costa e terão a capacidade de operar helicópteros.

“É fantástico ver que o RFA TIDESPRING chegou ao Reino Unido. Como designer, este é um momento extremamente orgulhoso para todos que estiveram envolvidos neste projeto”, disse Muir Macdonald, diretor-gerente da BMT Defence Services.

Modelo do classe Tide

FONTE: Navaltoday.com

6 COMMENTS

  1. Em verdade ta maispara um AOR do que um AO, sei não este lance de um conves acima das linhas de carga do navio, em caso de manutenção, isto deve dar mais trabalho para qualquer faina …

  2. MO 5 de abril de 2017 at 12:16

    Meu, não sei se entendi, mas só pela figura lá do helicópidus, baixando um monte de caixotes no convôo, fico imaginando como aquilo, lá atrás, passará lá para frente.
    Nem sei se é o caso, mais como exercício do que realidade.

  3. EParro…
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    como bem lembrou o MO acima…a classe “Tide” está mais para um “AOR” ou seja não apenas
    transporta e transfere combustível, mas, também carga seca, essa é a moda e mesmo os mais antigos navios tanque da US Navy os 15 classe “kayser” também transportam uma limitada
    carga seca, como munições, por exemplo.
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    Provavelmente a ideia é que o helicóptero não esteja baixando os “caixotes” e sim erguendo-os da plataforma para deposita-los no destroyer que está paralelo ao navio de
    abastecimento…muita coisa é transferida por helicóptero.
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    Tais “caixotes” estão depositados no interior do navio e são levados para a plataforma de
    pouso e decolagem via elevador que tem comunicação com o interior do hangar.
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    abs

  4. daltonl 6 de abril de 2017 at 11:29

    Mais uma vez, agradeço a atenção. Vivendo e aprendendo.
    Meu ponto de vista era: navio de carga sendo carregado. E, obviamente, é justo o contrário; a carga está sendo despachada!

    Um pouco mais de atenção e teria visto, na mesma figura, a tal da “faina” de combustível (provável) a partir das mangueiras acopladas. E, evidentemente, o tal do translado da carga seca, via helicóptero.

    Saudações Daltonl e forte abraço.

  5. MO,
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    Efetivamente seria mais um AOR (Replenishment and Oiler) do que simplesmente AO (Oiler).
    Entretanto, a maior capacidade dos ‘Tide’ (serão 4) é para líquidos, com alguma capacidade para containers, porém inferior ao AOR vendido para a Noruega, que é menor mais transporta maior quantidade de containers (40 TEU) e/ou veículos.
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    No portfólio da BMT Defence Services classifica os navios como os ‘Tide’ ingleses como AO Fleet Tanker (com uma ponte menor) e os derivados do projeto que atendeu os noruegueses como AOR Fleet Replenisment Ship (com uma ponte maior).
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    Tanto os ingleses como os noruegueses, e possivelmente todos os AEGIR, possuem um guindaste próximo a proa, com capacidade para algo em torno de 25 toneladas.
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    Dois pontos interessantes sobre os AEGIR, tanto os 4 (quatro) Tide-class tanker como o HNoMS Maud:
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    Primeiro – possuem um amplo convoo na popa (coisa comum nos navios tanques modernos), mas também um amplo hangar para um helicóptero do porte do Merlin (onde cabe um Merlin poderá caber dois SeaHawk ou dois NH-90), com capacidade de manutenção da ‘criança’.
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    Sistema de propulsão CODLOD – Combined Diese Eletric or Diesel, que no caso inglês (os ‘Tide’) entregam uma velocidade de 26 nós, o suficiente para acompanhar os novos porta aviões classe Queen Elizabeth.
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    Forte abraço,
    Ivan, um antigo infante.

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