Situação orçamentária da Marinha é ‘preocupante’, alerta comandante

Situação orçamentária da Marinha é ‘preocupante’, alerta comandante

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O comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, em audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)

Para possuir uma esquadra digna da relevância geopolítica do Brasil, a Marinha precisa de destinações orçamentárias anuais entre R$ 3,2 bilhões a R$ 3,4 bilhões, disse o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, em audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), nesta quinta-feira (25). Mas o atual cenário de restrições, advertiu, tem causado grandes dificuldades, uma vez que para 2017 a verba disponível será de R$ 2,34 bilhões, sem contar os contingenciamentos.

— Precisamos de pelo menos mais R$ 800 milhões por ano pra que o Brasil tenha uma esquadra de acordo com suas necessidades. Isso precisa ser acertado, ou a nossa esquadra de superfície vai desaparecer em pouco tempo —ressaltou o comandante, revelando ainda que a Marinha é a Força que mais tem sido afetada pela perda de verbas.

Em virtude dessa condição, Bacellar afirmou que a Marinha vive hoje uma situação “extremamente delicada e preocupante”, a despeito do quadro técnico altamente capacitado e de continuar cumprindo plenamente sua missão constitucional. O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) afirmou que a comissão tem a obrigação de suprir as necessidades brasileiras de defesa marítima.

— Basta ver a idade de nossas fragatas e corvetas, é uma deficiência gravíssima. Se a situação hoje é relativamente tranquila, num futuro médio nós não sabemos o que pode acontecer — alertou o senador, reiterando que o presidente da CRE, Fernando Collor (PTC-AL), trabalhará com os demais membros na identificação de fontes de recursos adicionais.

Submarino nuclear

Uma das maiores prioridades da Marinha continua sendo o programa de submarinos nucleares. O senador José Agripino (DEM-RN) chamou a atenção para a importância científica do projeto.

Desenvolvido em parceria com a França, o primeiro submarino teve o projeto de sua fase básica finalizado em janeiro, e, segundo Bacellar, a construção de fato deve começar em 2020.

— Um submarino nuclear já é um grande avanço para nós, ainda que não lancemos mísseis balísticos. E talvez nem seja o momento pra desenvolvermos isso, exigiria uma necessidade estratégica — afirmou o militar.

Em resposta a Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Bacellar disse que o acordo com a França tem sido vantajoso também no que se refere à transferência de tecnologia, com centenas de engenheiros e técnicos brasileiros atuando naquele país.

— Mas no reator nuclear ninguém nos ajuda. Aliás, tem país que, se puder, vai querer nos atrapalhar. É um grande desafio de nosso programa, onde continuamos avançando — informou.

O militar também chamou a atenção para a relevância que possui o programa nuclear da Marinha na retenção de milhares de jovens cientistas que “provavelmente já estariam trabalhando fora do país, se não fosse ele”.

No que se refere à atuação da Marinha como um todo, ele ressaltou a importância que tem o resguardo de nossas águas territoriais para a internet (dependente de cabos submarinos) e para as trocas comerciais, pois cerca de 10% do que se transporta por mar em todo o mundo passa por águas brasileiras.

Os principais navios de guerra do Brasil foram adquiridos nos anos 1970, durante o Regime Militar

Vídeo da audiência

FONTE: Agência Senado

112 COMMENTS

  1. ai que saudade da armada do império do brasil….. já fomos a 3 maior força naval.. do mundo… nos tempos do império… abaixo do equador… eramos nós… desde a malfadada,,,,, República… a marinha vive de prao na mão…. que fazer.. relembrar… e esperar…esperar… esperar…

  2. Assisti ontem…
    https://www.youtube.com/watch?v=-LJrmFrMUhY
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    Vou resumir:
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    O CM falou o que tinha que falar e apresentou informações importantes, pelo menos pra mim… Mas a falta de interesse da classe política, que faz as coisas andarem é evidente.
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    Tinha apenas 3 ou 4 Senadores que estavam mais interessados em levar a Marinha para os seus Estados, para arrecadar com as instalações (embora eles realmente demonstravam algum conhecimento básico do assunto).
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    Falou-se de tudo um pouco, destaco:
    – Tem-se planejamento de aumentar o número de temporários para resolver os problemas de custo (parabéns!).
    – O Projeto da Tamandaré pode mudar ou poder vir a ser o projeto de um dos Estaleiros participantes, se este apresentar maior custo x benefício (existe luz no final do túnel)
    – Vão continuar os estudos para instalar uma Segunda Esquadra. Não se terá meios a princípio, mas o CM destacou que o importante são as instalações para receber meios da Primeira Esquadra quando necessário. Será a princípio na Baía de São Marcos, mas o CM deixou claro que não existe condições e que é coisa muito para o futuro.
    – Prioridades: 1) Submarinos 2) Corvetas 3) NAe
    – Existe no Slide ( Aquisições de oportunidade aos 1:05:51), quando o CM fala a respeito da 3ª prioridade da MB e a questão do NAe um NPM como solução temporária. Estava ele citando o “Ocean”?

  3. Perfeita manifestação do comandante da MB.

    Sem comentários para a composição da referida Comissão.

    Em tempo, toda aquela $$$$ que o GF devia à MB em razão dos royalties já foram repassadas?

  4. Bardini,
    Vou assistir… mas me avise antes onde entra a história do NAe pra que eu possa pular a ilusão…
    Abraços!!

  5. Isto é uma pouca vergonha!
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    Oque este comandante fez para reduzir os gastos na Marinha? Ele retirou navios de serviço…. E a redução do efetivo? Ou o aumento de militares temporários no quadro de oficiais (oque impacta positivamente nos gastos com inativos no futuro)? o efetivo continua aumentando: o decreto Nº 9.027, DE 5 DE ABRIL DE 2017 novamente aumenta o numero de oficiais da ativa em relação ao ano anteior (decreto Nº 8.650, DE 28 DE JANEIRO DE 2016). É mais de uma década de aumento de efetivo e diminuição dos meios. Pra que precisamos de 70.000 militares se não temos navios? O orçamento da Marinha este ano, somando o PROSUB que faz parte do PAC, deve ser superior a R$ 27 bilhões!! Isto é 1.5X o orçamento da Suécia ou do Chile para todas suas forças armadas.
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    O país está em crise com milhões dedesempregados. O deficit total (deficit reconhecido pelo governo + deficit dos gastos com juros) deve chegar perto de R$ 700 bilhões!! E oque a Marinha faz para ajudar o Brasil com este problema? A marinha pede mais verbas!!
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    A culpa desta situação é totalmente da Marinha. A MB é que deve se adequar ao orçamento e não o orçamento se adequar aos delirios do almirantado. Qualquer empresa, ou pessoa fisica, que tem um pingo de noção do que seja boa administração, sabe que seus gastos devem se adequar ao orçamento e não o oposto.
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    Por que ele nao vai na audiencia e defende a reforma da previdencia dos militares? Porque não cita a economia que poderia ser feita com um simples aumento na contribuição e aumento do tempo de serviço? Ou a economia que poderia ser feita com a redução do efetivo e/ou aumento do numero de militares temporários? Isto ai seria muito, muito mais do que suficiente para cobrir estes R$ 800 milhões que está pedindo. Ele não está preocupado com o país, está preocupado é com sua corporação. Não diz que defende o país, “Brasil acima de tudo”? Então, ajude-nos cortando na pele, mostrando que estão fazendo sua parte, que estão contribuindo para contas publicas mais equilibradas, que estão fazendo mais com menos.
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    Oque vocês fizeram com os R$ 21,4 bilhões efetivamente gastos em 2016? No que de fato vcs contribuiram para a Defesa do país em 2016 a ponto de merecer mais dinheiro? Vcs nem navegar, navegam direito. É muita grana para o pouco que oferecem.

  6. zorannGCC,
    Eu tenho a mesma preocupação que você. Porém, já fui temporário e posso garantir que, salvo algumas exceções, a maioria não tem o mesmo compromisso que os de carreira.
    Já entram pensando em sair (o que é compreensível) e aprendem algo que não lhes garante colocação no mercado de trabalho.
    No geral, entram e já começam a estudar pra concursos públicos.

    Pra variar, a MB investe em mão-de-obra e, no fim, ela migra para outros órgãos públicos, impactando as contas públicas de qualquer forma.

    Talvez o maior problema do país não seja a despesa mas sim a dificuldade em se gerar receita…

  7. Uboot,
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    Este esquema de temporario vs. efetivo que está aí está totalmente errado. Vc tem de escolher quem vai ser efetivado lá no final, quando o cara estiver terminando o periodo de ate 9 anos (que é o periodo maximo de serviço para temporarios) . Aí vc efetiva os que se destacam por meritocracia.
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    Há inumeras funções onde existe a carreira civil, onde o cara pderia ser posteriormente absorvido.
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    Isto aí é puro preconceito.
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    Vc forma mão de obra preparada, usa os melhores anos de vida do militar, lhe proporciona experiência, e quando chegar o momento de ir pra trás de uma mesa, ele é desligado. Não há receita melhor.
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    Uma Marinha sem navios não precisa de 70.000 militares. Fico imagiando esta geração de oficiais aí, tendo uma Marinha mal equipada, indo pra detrás de uma mesa, assumir um comando, com poucos ou quase nenhum dia de mar. Qual a contribuição que um cara destes traz para a força?
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    Eu discordo. A despesa da Marinha é um absurdo (de todas as nossas Forças Armadas também). É gente demais pra pouco navio…. e a quantidade de pessoal vai só aumentando. Ela entrega muito pouco pelo tanto que gasta. Some ai o efetivo da Marinha Francesa, da Marinha Real Britanica. Nosso efetivo é maior a soma dos dois!! Se levar e conta os alunos, ainda cabe a marinha alemã nesta soma. Olhe oque eles operam, olhe oque operamos.
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    É muito facil pedir dinheiro sem fazer sua parte. Uma marinha sem navios não tem razão de existir. Ou os marinheiros vão nos defender a nado, atirando pedras?
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    Quanto à receita, o Brasil tem outras trocentas prioridades do que aumentar o gasto em defesa com forças armadas que só fazem gastar muito e permanecerem mal equipadas.

  8. Completando:
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    Basta voltar ao efetivo de 2009, que era de 54.000 militares e alunos (hj os alunos não são contados como parte do efetivo, até 2009 eram contados) para liberar R$ 4 bilhões anualmente no orçamento. Só isto ai viabiliza toda (ou quase toda) a modernização da Marinha.
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    Outra questão interessante, é que nosso orçamento de defesa simplesmente libera a verba. É um orçamento autorizativo. E cabe aos comandantes gasta-lo de acordo com a END, Livro Branco, etc. Como tudo está na END, como não ha prioridade em nada, na pratica a verba é gasta como o comandante quiser. A verba é liberada e o cara gasta.
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    Se tivessemos um orçamento impositivo, determinando os gastos em cada prioridade, determinando os gastos em cada unidade/navio, determinando o gasto com pessoal e obrigando a conta a fechar, a situação seria diferente. Exatamente porque todos os gastos seriam especificados no orçamento, obrigando os comandantes a participarem diretamente da discussão, elegendo prioridades.

  9. Isso já tem quase 30 anos!
    A esquadra não vai acabar, ela já acabou, faz anos, todos já avisaram. A diferença é que agora ficou mais evidente, até pra um leigo.

    Deixa morrer. A Marinha precisa ser refundada. Num ano tá falando em segunda esquadea, no outro diz que não há mais Marinha. O executivo é culpado mas o alto comando também tem sua parcela.

  10. Já disseram tudo. Não há mais o que dizer. Existem bons argumentos aqui expostos. Lembrando: existem comentaristas que são militares da ativa, aposentados, temporários, civis, mas todos nós de certa forma somos contribuintes. Declaramos impostos para termos pelo menos Forças armadas adequadas ao nosso imenso território terrestre e marítimo. Gostaria de eficiência quanto à gestão, pois é nosso suor do dia a dia que está em jogo. Já não temos Saúde, Educação e Segurança Interna adequadas e ainda temos de encarar Forças Armadas em frangalhos por anos e anos sem solução de melhora? Boa noite a todos e obrigado pelos comentários.

  11. Não fui o único, mas dissemos que ia piorar e as reações foram as mais óbvias possíveis.
    Querem saber mais? Vai piorar mais, não chegamos no fundo posso, ele ainda está longe e isso tem um motivo, querem saber qual é? – A Marinha Brasileira precisa ser destruída. 😮

    Querem saber porque? Pelo acordo de reciprocidade firmado entre Lula/Dilma com Rússia/China (Projeto Eurasiano) caso uma certa Força de Pés Pretos resolvam embaçar. E obviamente não terá ONU (talvez Trump) para nos ajudar. E querem saber porque? Por causa do BTD – Bratakornur Trinia Detra, ou Protocolo de Resposta Interna, assinado ou ratificado a portas fechadas no 3º(?) encontro dos BRICS, que legitima o Urso ou Dragão a interferir, e será pelo mar.

    Ps. O EB sabe disso. Depois eu conto o resto, pois tem solução e já está em curso.

  12. Agora fiquei curioso. Que acordo? Que força? Que protocolos? Explique para um leigo como eu ou indique links. Obrigado.

  13. Bem vindo de volta “zorannGCC”.
    De tempos em tempos o Phd em administração e conhecedor “profundo” da administração das Forças Armadas aparece com a mesma “ladainha” de sempre.
    Quase como o torcedor de futebol, com seu “radinho de pilha”, que aprofunda seus conhecimentos com o radinho, vai para o estádio de futebol a cada 2 meses, mas “jura” com todas suas forças e discorre argumentos como se soubesse mais que a diretoria e equipe técnica do time.
    Bem vindo de volta “zorannGCC”.

  14. Gabriel 27 de maio de 2017 at 8:07

    falou, falou, falou e não deu nenhum argumento contra o que ele disse. Só torceu contra.

    Essa marinha de delírios ai tinha que te acabado faz tempo.

    E não entendo até agora como esses almirante querem uma Segunda Esquadra
    ieuagieuaoeiahoeihioehaioeheioheioheioheioheioehaoiea

    Não tem nem a primeira esquadra e querem a segunda????? oieahioehaoiehaioehiehaioaehioeho

    Que tipo de dorgas esses marinheiro tão usando?

  15. Caro Gabriel, obrigado, como disse: “reações óbvias”. Fico com meus acertos e não é pelo “profundo” não, é pelo amor a verdade, pelo estado concreto e substantivo das coisas. Ao contrário do que pensas de forma metonímica, não há juízo de valor aqui, apenas juízo de realidade. To be continued.

  16. Insisto que o problema não é falta de recursos e sim de foco e visão administrativa. Isso vem de há muito tempo: manter um NAe problemático e sua aviação embarcada banguela sem priorizar a reposição de escoltas; pretender construir um SubNuc sem conseguir sequer finalizar a construção de navios patrulha de 500t da série encomendada; aumentar o quadro de fuzileiros sem ter meios de assalto e de apoio aéreo necessários. Enfim, deve-se recomeçar o reequipamento pelos meios que atendam a contento as missões mais básicas: patrulhas oceânicos (fiscalização do mar territorial e ZEE, busca e salvamento) e SSKs (negação do uso do mar), para mostrar bandeira em nossas águas e demonstrar que temos controle efetivo sobre elas. Em paralelo, reduzir o efetivo, desativar instalações militares redundantes e descomissionar navios cujos custos de operação e manutenção não se justifiquem. Essas ações sim levarão a MB a recuperar sua capacidade de investimento para obter novas escoltas, novos meios de minagem e varredura, novo navio de suporte logístico, etc., sempre priorizando as necessidades.

  17. Olá Oganza, tudo bem?
    Tche, o tempo e senhor de todas as verdades, eu penso que o.pensamento mudou bastante a época do “imperador”(com o minúsculo mesmo) agora eles, os marinheiros ainda precisam de um choque de realidade.
    A que dá bastilha naval, a baixa do Nae SP foi o começo, mas ainda muito por fazer.
    Sabe Oganza, me deixou um pouco esperancoso o fato do CM ter uma certa repulsa a turma de Bordeaux, isto é bom sinal……..
    Vamos ver como vai …..o grande abraço aqui dos pampas

  18. Parabéns pelas ótimas colocações e comentários lúcidos sobre este enorme pepino que se chama MB. Parece que todo mundo vê – menos quem precisa ver.
    Me preocupa especialmente esta frase –
    “…, a despeito do quadro técnico altamente capacitado e de continuar cumprindo plenamente sua missão constitucional.”
    Isto, a meu ver, é a expressão mais definitiva sobre o mundo de fantasia no qual os responsáveis pela MB vivem. Pobre país – pobres de nós!
    É a Marinha de Guerra que nem Guarda Costeira consegue ser!

  19. Tudo ótimo, também tenho esperanças e fico com frase da semana:
    “O povo é indissociável das Forças Armadas” – General Villas Boas

  20. A tanto tempo se escreve aqui e acola sobre esse estado de penuria dos meios da MB q nem da mais pra ficar indignado. Tudo o q se escreve novamente, deeria ser parte de um mea culpa por parte do comando da MB q se recusa a escreve-la. A gestao da MB entre outras eh temeraria e ja vai longe, todos sabem mas quem dentre eles vai querer arrumar confusao c seus subalternos e quebrar a boa vida dos quarteis no seu dia a dia……..Nao temos mais uma MB a muitos anos, mal e porcamente temos uma guarda costeira. Nem vou comentar sobre armas disponiveis….parabens a todos os comentarios acima, infelizmente nossa indignacao ja ficou para traz, agora so nos resta rezar para q nada de mais grave coloque a nossa soberania em risco. Sds

  21. A situação da marinha está caótica, assim como a de tantos outros setores…dias atrás fiquei
    comovido com o diretor de um hospital em Cuiabá que chegou às lágrimas pela condição
    precária do hospital que administra.
    .
    Mas, já que se está falando de forças armadas, a FAB não está nada melhor…os 12″Mirage” de segunda mão dos quais apenas uma fração esteve voando nos últimos 2 anos de serviço foram retirados sem substitutos sobrecarregando ainda mais os cansados F-5EMs cuja disponibilidade não é das melhores.

  22. É preciso levar em conta que a MB tem de ser Marinha de Guerra, Guarda Costeira, Força de Fuzileiros Navais, Centro de Instrução, Centro de Pesquisa e outras trocentas outras coisas, tudo ao mesmo tempo. Agregando todas estas e outras funções, em nada me espanta o atual contingente… Até acho razoável sendo que estamos no Brasil…
    .
    Agora, quando vai mudar isso? Quando vão abdicar desta estrutura e desmembrar isso?
    Nunca seria uma aposta interessante. Até pq não depende da Marinha.
    .
    Antes de se discutir o problema do orçamente, deveria se lançar um olhar sobre quais as funções que a MB vem tendo de desempenhar, afinal a instituição tem de executar missões que vão do lançamento de um míssil a Revalidação de CHA atrasada…

  23. Boa tarde
    70.000 militares é muito pra Marinha q temos, mas é para a q teríamos se tudo não tivesse desmoronado? Não sei.
    Sei q nossa Marinha é de Guerra, Capitania, DHN, Guarda Costeira, Institutos de Pesquisa, navios de apoio médico, Fuzileiros q devem guardar as bases porque aqui a segurança é pouca, e por ai vai… Em outros países não é assim…
    Praças sem estabilidades podem não ser renovados e saírem. Oficiais é mais difícil, pela lei. Temporário é uma boa solução, SE oportunidades lhes forem dadas.
    Os temporários com quem servi eram, em sua maioria, ótimos. Mas lhes eram dadas oportunidades. Realizaram cursos, exerciam funções dignas e q lhes preparavam para vida civil, e participavam de operações junto com os de carreira. Depende da política de pessoal da Força e de cada Cmt de Unidade.
    Quanto aos meios. Não entendo 3a prioridade sem escoltas para o NAe.
    Acho importante possuir este meio, ainda mais com nossa posição no Oceano Atlântico, nossas riquezas, política externa e participação de empresas brasileiras pelo mundo etc. A capacidade de Controle de Área Marítima deve ser prioridade.
    Sem essa capacidade, é como ter uma Força Aérea só de interceptadores e um Exército só de infantaria pra fazer guerrilha… atrapalha os outros, mas não define nada.
    O mundo tem caminhado a passos largos pro caos, e não termos capacidade é um convite pra algo acontecer no nosso quintal, se não dentro de casa.
    Mas devemos entender q estamos num período de grande salto tecnológico nos meios militares. Em qq força. O quebra galho mais barato com maior efetivo já passou de fase… sabe-se lá quando isso vai voltar…
    Dizer q o Brasil não tem recursos… hj, depois da porcariada do PT, sim… mas antes, sempre teve muito recurso, inclusive pra defesa, só q, como vimos, foi roubado e/ou mal administrado…
    Para se ter noção, cito a palestra do Cmt militar do Nordeste q assisti. Mais de 1 bilhão de reais por ano em água é distribuído no NE. Não é missão do EB, mas se não fizermos, quem fará? Em tudo acontece isso, infelizmente…
    Segundo o MD, em 92% dos projetos do Gov Federal, somando todas as secretarias, ministérios, agencias, institutos etc, é prevista a participação das FFAA… como gerenciar isto? Como ser “pra guerra” e levar tanta bagagem? Para tanta coisa se precisa de pessoal e recursos e MUITO pouco é repassado. Quase tudo é no se vira… Isso é um pouco do q se tem, pra entender problemas de recursos e pessoal…
    Espero q cada Força consiga se adaptar bem…
    Sds

  24. Bardini ( 27 de maio de 2017 at 13:59 ),
    .
    Tirou as palavras de minha boca…
    .
    De fato, não há como haver a Marinha enxuta que todos desejam se a mesma é obrigada a se ocupar de tarefas que não se constituem em função primária. Um exemplo são as “funções sociais”, que obriga a existência de toda uma estrutura e um considerável efetivo longe do mar…
    .
    Não é possível falar em redução de gasto ou de efetivo sem antes se reduzir as obrigações até aquelas que estejam unicamente relacionadas a atividade fim.

  25. Muito bem, a discussão tomou um rumo que me agradou por demais.
    Vamos aos fatos, sempre eles…

    Recordar é viver. Há alguns anos atrás aconteceu uma discussão, se alguém lembra a data por favor poste. O périplo era sobre a criação de uma guarda costeira, foi um Deus nos acuda, tinha marinheiro ameaçando se jogar pão de açúcar, colocaram 50.000 problemas no assunto, ameaçaram com greve branca dentro MB, uma baixaria total. O porque de tudo isto é muito simples, ao se criar uma guarda costeira , esta assumiria funções de controle portuário, de fiscalização de embarcações, de patrulha fluvial, e é óbvio que os marinheiros perderiam boquinhas.
    “Pô Juarez, que boquinhas são essas”..

    Vou explicar para vocês:
    A formação e a consequente eleição de práticos para manobras portuárias, um verdadeiros sindicato da sem vergonhice, com preço escorchantes, e na sua maioria feitas por “ex oficias” da gloriosa, coisa que rende um balaio de dinheiro, fiscalização de situação de embarcações e de liberação de navegação de novas embarcações, outro filão de sem vergonhice total, aonde banheiras feitas a facão ganham seu certificado de navegação mediante um afago, e tem outras que nem me atrevo a falar se não vocês vão infartar, pois envolvem coisas extremamente pesadas e ilícitas.
    Quanto as obrigações a da MB, por exemplo em bacias fluviais e distrito navais como Ladário e Manaus, alguém acredita que nestes locais existe algum problema da MARINHA????
    E se existisse, vocês creditam piamente que aquele sindicato da ferrugem naval que compõem as duas flotilhas vão fazer alguma diferença????
    Navios com 40/50 anos, fazendo 8 kts a pau e corda, cheio de problemas, panes, mal armados, sem nenhum tipo de equipamento de visão noturna, sem armamentos adequados só servem para uma coisa:

    manter uma estrtuura deficiente, cara, incompetente, defasada e CORRUPTA. Ahhhhhh Juarez seu blasfemador, seu, seu lambe botas… Não meus amigos, navios velho, estrutura grande é o caldo para que somado aos baixos soldos pagos, seja o recheio deste caldo que abre a janela para que se possa através de manutenções inadequadas, anti econômicas, auferir grande somas de “purfas” nestas “fainas” sem pé e sem cabeça, e por vai..
    Ahhh vocês acham que mais uma vez estou sendo “maldoso” com a briosa, negativo, gostaria de poder falar aqui dando nome aos boi sobre a SACANAGEM que quase terminou em centenas de mortos na PMG do NDD Ceará, qua até agora ninguém da marinha deu um pio sequer com este verdadeiro atentado ao pudor contra o contribuinte Brasileiro.
    Mas voltando a “vaca fria”, em Manaus e em Ladário o que se precisa na verdade é um “policia naval” que atue, que patrulhe, que fiscaliza, que autue, e que prenda, e não o faz de conta das “Ribeirex, Fronteirex, Faz de Contex, Enganex, que de resultado prático é eaxtamente igual a ZERO.
    Agora vem a pérola das pérolas;

    Distrito naval de Brasília, dotação forte de pessoal, gente saindo pelos borbotões para exatamente nada.

    CFN com mais ou mno 17.000 homens, para que???

    Temos alguma Iwojima pela frente aí????

    Batalhão de FNs fluvial de Ladario..para que, a menos de 200 km dali tem um brigada do Eb com mais de 3.500 homens.
    Batalha de FNs de Manaus, para que?????
    No dia que a MB resolver ser Marinha, parar com as encheções de murcilha e ir empurrar agua no mar que é função dela, vocês vão se dar conta de que ela MB vai funcionar muito melhor com a metade do pessoal que tem hoje.

    G abraço

  26. Dando sequência ao post para não ficar muito longo:
    Quando tentou se tocar para frente a fusão da formação de pilotos de rosquinhas, advinhem quem boicotou????

    A Briosa, óbvio, porque o piloto naval tem uma outra formação e blá blá blá e não sei mais quais lorotas.
    Conversa para boi dormir, até o Bile, o meu cachorro sabe que para forma um rosquinha, tanto faz se for aqui acolá, a doutrina de formação básica é a mesma, e digo mais, a ideia era muito boa, pois se aproveitaria este centro de formação para vender para as Mse Policias Civis a formação de seus pilotos, que de quebra reduziria pessoal, OM redundantes, e traria para nós contribuintes do erário uma economia em escala pela formação de todos os pilotos em uma única organização, inclusive os para militares.
    A formação básica e avançada seria feita neste centro e o HU 1 seria transformado em unidade de conversão operacional, aonde o piloto aprenderia a voar embarcado.
    Agora querem gastar um balaio de dinheiro para comprar os Koalas para instrução quando, poderia se reunir os Esquilos da FAB, do EB e as células mais nova da MB num único esquadrão de formação.
    Quanto em pessoal, em custos a MB reduziria com esta atitude???

    G abraço

  27. Tinha que ter aquele desenho do dedão pra cima pra gente poder apertar ele no caso de alguns comentários. Esses do “Juju” levaria minha “curtida”. rsrss

  28. Prezado Juarez, foi extamente isso q eu quis dizer……quem se lembra do passado ao muito distante, percebe o quao proximo da realidade os seus comentarios anteriores ai estao, alias, muito piores. Os problemas continuam iguais e so fazem descer a ladeira, mas e ai, quais sao mesmo as providencias……nenhuma. O almirantado nao da um passo a frente e nao enfrenta c coragem os problemas, com certeza de forma aviltante so tenta manter seu status quo……arghhhhhhh ja fiquei c azia…….Brasil, pais de omissos e covardes (nem todos rsrsrsr)

  29. Para dobrarmos nossa ZEE,cobraram um trabalho hercúleo… a Marinha fez o dobro…
    Nossa Marinha já “afundou” NAe em dois exercícios com a OTAN.
    Lideramos uma missão em águas quentes.
    Em exercícios de tiro com outras armadas da OTAN, nos destacamos entre as primeiras.
    Disso ninguém se lembra….
    No mais, por mais q muitas coisas pareçam óbvias, há muita decisão política por trás.
    Devemos ir com calma, já q não estamos na posição de decisores.
    Em q pese as críticas serem sempre construtivas, pois, já q determinada situação esteja sendo criticada, ou está errada ou mal esclarecida.
    Torcendo por melhoras na força coirmã e no Brasil, Sds

  30. Agnelo, uma marinha que vive de glorias do passado está sujeita a ser fulminantemente derrotada no futuro.
    Não se trata de decisão política, trata-se de sobrevivência como força, e coo tu és do EB, vai o recado;

    Se não se reciclar, padronizar, extinguir estruturar OM redundantes e se tornar uma força mais profissional, mesmo que em detrimento da redução física, vai pelo mesmo caminho e não demora.
    Tomem as decisões, cortem na carne, acabem com as mordomias desnecessárias e tomem atitudes antes que os contribuintes o façam por vocês.
    Do jeito que está só vai piorar a cada dia.
    Eu tenho o maior respeito pelo EB, tem sido razoavelmente pé o chão, o caso da Avex tem que ser revisto com urgência, pois está corroendo o orçamento de custeio de vocês.
    Ahh qual é a solução mágica Juarez???
    Diminuam para ontem a diversidade de vetores.
    Parem aquelas bostas daqueles EC 725, pois eles vão quebrar no meio o orçamento de vocês.
    Vendam o SP, a FAB já puxou a fila.
    Suspendam aquela modernização bunda de pinguim dos Panther que tornou algo já era ruim, um pouco pior.
    Mantenham a modernização dos Esquilo/Fenecc.
    Comprem uma dúzia de BHs de prateleirex para cobrir as baixa dos SP.
    Vendam o resto dos Panther.
    Só tem lugar na Avex para três tipos de anvs de asa rotativa:
    Esquilo/Fenec, BHs e as Kombis se a Picaretocopter resolver trocar a transmissão do contrário, tenham culhões, peguem aquelas merdas, levem para Itajubá e suspendam os pagamento até resolverem o problema.
    Não contem com aumento real de orçamento nos próximos cinco a sete anos, o Brasil acabou, E vai levar tempo para refunda-lo, e não esqueçam:

    Quem paga conta a conta sou “EU”.

    G abraço

  31. Zorann, Juarez, Oganza meus parabéns pelos excelentes comentários. Precisamos ver a realidade nua e crua, não estas historinhas de coitadismo, não temos isso e aquilo, tadinho de nós que não conseguimos navegar com essas migalhas de orçamento bilionário.

    Tinha era que acabar com todo esse faz de conta, submarino nuclear para o espaço, corveta tamanduás que não passem do papel. Fui aluno da escola naval, sei como os oficiais gostam de ter do bom e do melhor às custas da organização. A racionalidade deve expor estes argumentos falaciosos de comandantes que se escondem atrás de desenvolvimentismo nacional, defesa da amazônia azul, pré-sal e outras desculpas esfarrapadas para explicar seus gastos com o supérfluo.

    Os EUA em menos de 5 anos desenvolveu seu programa Manhattan e fez a bomba em 1945. Nove anos mais tarde lançou seu primeiro submarino nuclear em 1954. O Brasil desde 1978 conduz um programa nuclear e sequer tem um reator pronto. Ora, é irracional, vexaminoso pensar que após quase 40 anos ainda alimentamos este sonho com ufanismo. Virão os argumentos, “ah mas o país teve que desenvolver do zero, foi boicotado pelos EUA”, “sempre sofreu com falta de verbas”, coitadismos ad infinitum…

    Os verdadeiros comandantes deveriam fazer o mea culpa para toda esta situação calamitosa. Reconhecer que engatinhamos ou sequer saímos do útero no que se refere à competência industrial/ militar. Reconhecer que é preciso se adequar aos novos tempos, ter eficiência na aplicação dos recursos, prestar contas à sociedade, cancelar programas fundamentados apenas no sonho de grandeza dos almirantes: prosub (finalizem 2 ou 3 embarcações e cancelem o resto), pronae (desmantelem o são paulo antes que algum iluminado sonhador se torne comandante da marinha), corvetas (deixem de sonho com Tamandarés – incrível como tudo neste país ganha um nome, uma sigla quando são mera conjectura de existência)

  32. Só os comandantes não acreditavam que o golpe resultaria nisso. É o neo-liberalismo em plena marcha. Já esqueceram que o FHC (presidente do PSDB) queria transformar as forças armadas em mera guarda pretoriana? naquele tempo não tinha BRICS, o Brasil era um “parceiro dos USA” e o que ganhou? lembrei comprou um porta-avião, mas foi obrigado a se desfazer do Minas Gerais, porque não era permitido o Brasil possuir dois port-aviões, mesmo que não passassem de sucatas.
    E como sempre, os ingênuos ou pessoas que ganham para enganar o povo, colocam a culpa nos “cumunistas cumedor de criancinhas”.
    Mal ou bem, mas foram os “vermelhinhos” que compraram os gripens e os submarinos, helicopteros. Que ao tudo indica no meio do caminho nem os aviões e nem submarino nuclear vai chegar aqui, porque o “parceiro do Norte” tá por traz da lava-jato acabando com tudo.

  33. Olá a todos! E é bom a discussão ir para o lado das missões da Marinha.
    .
    Não sei se fui claro nos meus comentários. A questão não é termos 70.000 militares e o efetivo ser enorme ou não. A questão é que temos um efetivo que consome sozinho 90% do orçamento e que não permite a MB ter os meios necessários para cumprir sua missão. Crises vêm e vão. Esta não é a primeira que enfrentamos e não será a última. O problema é vermos uma MB obsoleta, cada vez mais desprovida de meios (situação que já vem de décadas) e o efetivo sendo aumentado. Podem comparar os orçamentos recentes e verão que a cada ano uma porcentagem maior do orçamento está comprometida com folha de pagamento. Volte 30 anos atrás: vejam os meios que a Marinha operava e veja oque operamos hoje com um efetivo 40% maior.
    .
    Qual o sentido de termos hoje um efetivo 40% maior e termos de 30 a 40% menos meios do que a 30 anos? Qual a real capacidade de dissuasão da MB hoje e quanto esta mesma dissuasão não era maior a 30 anos?
    .
    Sempre o orçamento será o limite e com base neste orçamento vc deve planejar suas atividades. Crises vêm e vão e as Forças Armadas devem ser capazes de se adequar rapidamente a estas limitações orçamentárias. E teremos 20 anos de orçamentos congelados pela frente.
    .
    70.000 militares não é muito? Pode ser que não seja, mas para o orçamento que está aí é gente demais. Mesmo antes da crise, este efetivo já era demais para o orçamento. Afinal são mais de 20 anos de diminuição dos meios de superfície, vendo navios dar baixa sem substituição porque não sobra verbas.
    .
    Se pegarem para comparar os orçamentos de defesa desde a redemocratização, somente em 2015 que não tivemos um orçamento maior em dólar do que no ano anterior. Este orçamento de 2017 será recorde novamente. Se a crise politica não levar o dólar para a estratosfera, termos aí um gasto militar perto de US$ 38 bilhões este ano.
    .
    RESUMINDO: Tivemos praticamente 30 anos de orçamentos recordes, e temos uma Marinha em situação muito pior e com um efetivo 40% maior do que a 30 anos.
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    A situação atual é uma vergonha. Uma Marinha incapaz de nos defender, incapaz de navegar, que gasta uma fortuna, que não faz nada de concreto para racionalizar seus gastos e que ainda por cima, vem pedir mais dinheiro. É um desrespeito com os impostos que eu pago; é um desrespeito com os Brasileiros que estão tendo de pagar esta conta toda sozinhos.
    .
    Vamos a END que a Marinha ajudou a escrever:
    .
    “Objetivos Estratégicos das Forças Armadas – A Marinha do Brasil
    1. Na maneira de conceber a relação entre as tarefas estratégicas de negação do uso do mar, de controle de áreas marítimas e de projeção de poder, a Marinha do Brasil se pautará por um desenvolvimento desigual e conjunto. Se aceitasse dar peso igual a todas as três tarefas, seria grande o risco de ser medíocre em todas elas. Embora todas mereçam ser cultivadas, serão em determinada ordem e sequência.
    A prioridade é assegurar os meios para negar o uso do mar a qualquer concentração de forças inimigas que se aproxime do Brasil por via marítima. A negação do uso do mar ao inimigo é a que organiza, antes de atendidos quaisquer outros objetivos estratégicos, a estratégia de defesa marítima do Brasil. Essa prioridade tem implicações para a reconfiguração das forças navais.”
    “3. Para assegurar a tarefa de negação do uso do mar, o Brasil contará com força naval submarina de envergadura, composta de submarinos convencionais e de submarinos de propulsão nuclear. ”
    .
    Está bem claro qual deve ser a prioridade da Marinha: “A negação do uso do mar ao inimigo é a que organiza, antes de atendidos quaisquer outros objetivos estratégicos”; “Essa prioridade tem implicações para a reconfiguração das forças navais.”
    .
    Antes de qualquer outras das inumeras responsabilidades da MB, ela deve ser capaz de negar o uso do mar. Se der prioridade igual a todas as tarefas, a MB corre o risco de ser insignificante em todas elas. É exatamente isto que está acontecendo. O problema não é o numero de tarefas que a MB tem de desempenhar, e sim não dar a prioridade necessária ao que a própria END determina tendo em vista a limitação orçamentária.
    .
    Dito tudo isto, 70.000 militares no efetivo é gente demais para o orçamento que está aí. É um absurdo tão grande, que não respeita sequer a END.

  34. zorannGCC,
    .
    Tentando fazer um contra ponto, não que eu não concorde com sua opinião, mas fazendo as vezes até de advogado do diabo…
    .
    Quando você fala das prioridades da MB, segundo a END a força tem que abraçar um mundo. E ela tenta abraçar, mas não deixa de privilegiar a tarefa de negar o uso do mar. Vem modernizando os Tupi/Tikuna (que são os meios mais capazes de toda a Força) e investindo o que pode no PROSUB, que tem também a função negar o uso do mar. Essa é a prioridade número 1 da Força.
    .
    A prioridade número 2 está de acordo com a premissa de tentar salvar a força de superfície, adquirindo novos escoltas para assim, justificar a prioridade número 3, que seria o NPM/NAe que seria no meio ideal para fazer o Controle de Área Marítima e auxiliar os Fuzileiros na projeção de poder sobre terra.
    .
    Fica claro levando em consideração as prioridades que a reconstrução do Núcleo do Poder Naval privilegia a negação do uso do mar.
    .
    Se desmembrar a MB em 3 grandes grupos:
    – Fuzileiros
    – Marinha
    – Guarda Costeira
    A o grupo da Marinha é o que certamente terá gastos mais “racionais” dos três, pois justifica a carreira militar.
    Guarda Costeira já muda a história. Poderia ser uma força de concursados. Mas eai? Vamos pagar os salários estratosféricos de um servidor público para mais algumas dezenas de milhares? Greve, vai poder fazer? Vai ter os chefões escolhidos a dedo político?
    .
    É complicado. Se for para mexer e tiver chances de “feder”, melhor nem encostar.
    .
    O problema não parece ser a “Marinha… Marinha”. O problema são as missões de Guarda Costeira que a Marinha tem de exercer na marra. São os infinitos cursos que ela tem que dar, são os Hospitais que ela tem que administrar e bancar, são os Portos, São as Empresas, etc… Tudo isso poderia ser função de uma Guarda Costeira.
    .
    Mas como vai mudar isso?
    O CM vai bater no peito, dar um soco na mesa e desmembrar isso por conta própria?
    Não acho… E nem vejo como isto poderia mudar algo, já que a Marinha é do Brasil, não da Marinha, se é que você me entende.
    .
    Vou além… O Exército, se for passar o pente fino nessa que é “A força mais pé no chão”, poderia muito bem se tornar uma força profissional, assim como os Fuzileiros. Como? Criando-se uma Guarda Nacional!
    .
    Enfim, tudo muito lindo, mas só um “outsider” para realizar este debate com a sociedade e eventualmente as mudanças. No cenário atual, nenhum dos possíveis “outsiders” vai mexer nesse vespeiro.

  35. Pé pé peraí Bardini,a MB é guarda costeira, não por imposição, tanto é que quando houve um movimento para desmembrar eles fizeram um put….loby para não deixar.
    Inclusive, parte do pessoal poderia muito bem sim ser realocada na GC, que teria um regime mais flexível de contratação e de serviço.
    A MB está na situação que esta por quis, por erros da duas administrações desastrosas.
    O PROSUB só roda na cabeça de lunáticos, porque ao longo dos últimos 10 anos, a MB mal e porcamente conseguiu manter 1,5 subs em condições operacionais, e como o um Subnuc tem um custo e operação de dez subs diesel e ninguém ainda me disse de onde vai sair o din din para operar, é mais um erro temporal de planejamento da MB.
    Eu não questiono de maneira alguma a vantagem tática e estratégica da posse e operação full de um subnuc, agora eu pergunto:

    Porque marinhas “medias” e com grandes costas abertas como a Australiana, Canadense optaram por não operar um Subnuc, mesmo tendo condições técnicas e orçamentos de custeio muito maiores que o da MB????????????????????

    Simples como tal:

    PORQUE TER, CONSTRUIR OU COMPRAR NÃO SIGNIFICA PODER MANTER E OPERAR…..

    G abraço

    G abraço

  36. Canadá mal consegue construir o NApLog deles, pra trocar as Fragatas vai ser um parto…
    Austrália… É Austrália… Vai inventar moda com um convencional a preço de Nuclear.

  37. Preço de aquisição, de um Barracuda, comparado com um Scorpene alongado,pera lá né Tchê, e outra preço de que ????
    De comprar, este não importa, quero saber quanto custa para operar……
    O Canadá tem 12 Fragatas Halifax que estão sendo atualizadas, com 20 de idade méida, nós temos exatamente o que mesmo?????

    g abraço

  38. Olá Bardini!
    .
    A gente já cansou de discutir por aqui e em outros espaços a enorme quantidade de estruturas e OMs redundantes que possuem funções que se sobrepõem nas 3 forças. O próprio Juarez citou acima o caso da instrução básica na formação de pilotos. Este exemplo que ele citou é só um e eu poderia elencar vários outros Imagine oque aconteceria se criássemos uma Guarda Costeira, ou qualquer outra força que dividisse ainda mais o orçamento. Imagine quantas outras estruturas redundantes seriam criadas. Eu penso exatamente o oposto. Eu acho que já passou da hora de se discutir a unificação das Forças Armadas, mas isto nunca vai acontecer.
    .
    Quando vejo o EB cogitando adquirir uma aeronave de transporte, criando mais uma estrutura redundante, tendo a FAB um monte de ETAs que deveriam cumprir esta missão, fica mais claro pra mim a necessidade de se discutir a unificação das Forças Armadas.
    .
    Quanto a END, não que eu concorde com ela (e isto também não tem a menor importancia, já que jamais fui militar e aprendi tudo no radinho como disse o Gabriel, portanto, minha opnião pouco importa e carece de conhecimento prático), ela estabelece prioridades e esta prioridade deveria ser respeitada: a MB necessita ter e operar uma força de submarinos robusta para negar o uso do mar. Esta prioridade se sobrepõe às outras duas. E nem manter em operação os submarinos que já temos a MB consegue fazer, como bem lembrado também pelo Juarez, e já discutido em inumeros posts neste site nos ultimos anos. São eternos PMGs, cronograma de entrega dos Scorpenes postergado e a prioridade 1 da MB está atrasada. E isto ocorre por que? Porque não sobra dinheiro.
    .
    Precisamos realmente de tantos fuzileiros navais? São 9 grupamentos de fuzileiros, um para dcada distrito naval. Os caras não conhecem mobilidade? Não conhecem elasticidade? Os fuzileiros são parte da prioridade 2, mas não conseguimos fazer o minimo do minimo da prioridade 1.
    .
    Oque acontece é que a bagunça correu solta. Não tem um para questionar por que a propria MB que ajudou a escrever a END é incapaz de se reestruturar para cumpri-la, dando a importancia necessária a cada uma das 3 prioridades que ela mesmo elencou.
    .
    Oque é absolutamente incorreto (absoluto mesmo, não é relativo) é culpar o orçamento pela situação atual. O orçamento, o seu tamanho, não tem culpa de nada, ele é só um limite de gastos. Cabe à MB gastar este orçamento da melhor maneira possível, cumpriindo as diretrizes impostas pela END. O maior culpado da situação atual é a MB que continua gastando irresponsavelmente e é incapaz de cumprir minimamente qualquer uma das 3 prioridades que ela mesmo elencou. Os tres poderes da república também tem uma parcela grande de culpa, à medida que não fiscalizam como estas verbas são gastas e nem atentam como nossas necessidades em Defesa vem sendo atentidas.

  39. Bardini, os Aussies, escolheram o Barracuda com propulsão convencional, poderiam ter um Los Ange quisessem, dada a relação carnal com Ti Sam, mas não optaram, porque?

    Porque dois mais e igual a quatro e eles sabem disto, ou seja, não conseguiriam operar.
    Sim as Halifax tem 20 anos estão sendo atualizadas, nós temos oito fragatas com 40 anos, sendo que duas com as mesmas, armas e sistemas da época q foram construídas.
    Penso q no quesito escolta, eles estão em melhor situação.

    G abraco

  40. Zorann, é isso aí. O caso da asa fixa do EB eu até acho q e viável q o EB algumas missões com anvs de asa fixa, .as sem introduzir um novo vetor no inventário, ou seja, transfere oito Bandecos da FAB, ou compra Gran Caravan junto a logística q já existe no Brasil e nada de comprar avião velho fora da linha de produção.

    G abraco

  41. Juarez, só me resta lhe dar parabéns.
    Vou ser sincero. No início, acompanhava seus comentários. Tem alguns aqui que faço questão de ler todos os comentários. Dos editores, claro, Bosco, LM, Oganza, Dalton, Bardini, RR, Colombelli, Ivan e outros que esqueci. E assim eram com os seus.Chegou um tempo em que enjoei da reclamação. Enjoei do papo furado sem apresentação de pontos. Via comentário seu e do Vader, passava direto.
    Hoje volto atrás. É isso ai mesmo. Quase todos os pingos nos “is”. Digo quase, pois sei que de muita coisa não dá para se falar. E já que você falou do seu Bile. Meu cachorro se chama Billy. Falta arrumar um outro bili, e teremos decisões mais coerentes nas forças. Se arrumar mais um, então, até o MD se salva.

    Quanto aos pontos levantados…segunda esquadra, NAE. A penúria, pelo visto, irá continuar.

    Abraços.

  42. Felipe, eu agradeço as tuas palavras de apreco e reintero q nos, ex militares e militares temos q ter um compromisso com a verdade, e respeitar quem paga esta conta, o contribuinte Brasileiro. Muitas vezes parecemos velhos rabugentos e rancosos, mas foi a vida que nos ensinou q a dor ensina a a gemer.
    G abraco

  43. Amigos! E preciso que se diga, por uma questão de verdade, que o Com Leal Ferreira e um homem honrado, sério e que vem tentando tirar a MB do atoleiro de coco q o imperador e sua trupe de miquinhos amestrados a deixou.
    Fazer reformas na estrutura física da força com intuito de racionalizar, reduzir e extinguir OMs e por conta sequência postos de comando mexe com um troço chamado CORPORATIVISMO, este por osmose aciona a influência política e aí se juntam batem de frente com quem quer mudanças e elas acabam saindo perna curta, ou não saem.
    Eu tenho serias reservas em relação ao Brig Rossato, mas tiro o chapéu para o início mudança q ele teve coragem de iniciar,mas foi travado pelos interesses CORPORATIVISTAS E POLITICOS,então ao invés cinco Alas, ficaram 14 ou 15, mas já melhorou.
    Cabe a nós pressionar e cobrar q as reformas nas FAs sejam feitas para q nosso dinheiro din seja gasto de forma responsável.

    G abraco

  44. Concordo Juarez, o atual CM é muito, muito melhor que o anterior, teve a coragem de definir a baixa do São Paulo (A12) e tomar outras providências há muito tempo necessárias.

  45. Juarez, o CM Leal está estudando comprar um projeto de corveta pronto em vez de insistir no projeto da Tamandaré, dado que o custo previsto da Tamandaré está bem acima das corvetas existentes no mercado.

  46. Grande Juarez…
    .
    os “Aussies” não poderiam ter um “Los Angeles” por mais carnal que seja a relação deles com
    os EUA, primeiro porque deixaram de ser produzidos há muitos anos atrás e os atuais
    “Virgínias” são bem mais caros que um “Los Angeles” a preço de hoje.
    .
    Segundo…no caso de você ter pensado em um possível “arrendamento”, isso não seria possível pois apenas 80 % das missões estão sendo cumpridas com atual força de submarinos,
    imagine-se diminuindo mais o número, aliás, algo que veremos acontecer nos próximos anos
    já que um número maior de “LAs” serão retirados e um número menor de “VAs” serão adicionados.
    .
    Então não é que os “Aussies” possam adquirir um submarino de ataque de propulsão nuclear
    só não possam opera-lo…eles são incapazes das duas coisas já que a falta de tripulantes é
    histórica na Austrália e não teriam condições de popular submarinos que exigem grandes tripulações.
    .
    Também a US Navy tem uma série de problemas para operar a contento suas unidades,
    um exemplo dramático é o submarino USS Boise que encontra-se parado já há muitos meses
    aguardando dinheiro para sua revitalização…poderia citar muitos outros exemplos, mas, meu ponto é que até eles tem problemas para “operar”.
    .
    Sim os “Aussies” possuem melhores “escoltas”, mas, o número é praticamente o mesmo da
    marinha brasileira , 11 unidades, só que eles possuem um acordo com os EUA e operam em conjunto com a US Navy e como tal eles possuem direitos e também deveres e há até mesmo uns 2 mil fuzileiros navais dos EUA baseados lá…portanto vendo de uma outra ótica, 11 combatentes de superfície são “insuficientes” para atender as necessidades de um acordo com os EUA e há necessidade de se manter fuzileiros navais dos EUA lá.
    .
    Quanto ao Canadá, as 12 fragatas que eles possuem precisam ser divididas entre Atlântico e
    Pacífico ou seja não se pode reforçar facilmente uma ou outra costa devido às distâncias envolvidas , acrescente a isso os navios passando por manutenção e simplesmente o Canadá
    também não consegue atender às necessidades da OTAN por exemplo.
    .
    Ainda insisto que comparar países não funciona…cada um com suas cruzes para carregar!
    .
    abraços

  47. Pois é, isto demostra q ele está aberto a discussão em consonância já com a realidade orcamentaria.
    O Bardini fez um comentário em outro blog de defesa sobre isto, especificamente sobre o radar Artisan, que é ou seria a opção 1 da MB, junto com os mísseis Sea Ceptor, mas eu acho q isto pode realmente mudar em função de facilidades financeiras, plus operacionais e contra partidas.
    Sei q Jacó ofertou um Barak com 40km de alcance, mas claro q eles querem vender seus sistemas de radar e diretores de tiro. Os Suecos também estão na briga com seus radares é uma parceria nos mísseis.
    Vamos ver como vai ficar.

    G abraco

  48. Almirante Dalton, perdoe o erro sobre a classe de Subnuc, e coisa de “amador”, mas sei quando dou uma derrapada, tu vens me acudir.
    Almirante, eu sempre uso os Aussies e os Canadenses como comparação, pois anos, assim como nós, tem grande extensão territorial, grandes Costa rabos tem geografias inospitas em seus territórios, a flores equatorial, o Autback e a Tundra.
    Quanto as escoltas, eu respeitosamente não concordo, no quesito qualidade pois é covardia comparar uma classe Inhaúma, uma T 22 e até mesmo uma Niterói mod com uma Halifax modernizada ou uma Melo Aussie modo.

    G abraco

  49. zorannGCC ( 28 de maio de 2017 at 0:11 );
    .
    Unificar as forças armadas é mais dificil do que se pensa… São forças específicas destinadas a meios específicos. Uma complementa a outra, mas atuam de forma diferente, necessitando de treino diferente e sistemas de armas diversos. Se um dia a tecnologia permitir sistemas de armas que sejam verdadeiramente universais, então poderemos falar em eliminar componentes que serão redundantes e/ou desnecessários. Mas até lá, não vejo como faze-lo.
    .
    Nesse momento, até considero possível compartilhar estruturas que garantam a formação básica de soldados, pilotos de aeronaves, pessoal de suporte, além de terceirizar tarefas secundárias. Mas nada além disso.
    .
    No tocante aos fuzileiros, observe as dimensões do País… Mesmo se estivermos falando em mobilidade, há um limite claro do que se pode ou não movimentar em determinado momento. Aliás, há um limite inclusive do volume do que pode ser movido, a ser definido pela capacidade de transporte disponível… Logo, a lógica demanda manter um mínimo forças o mais próximo possível das áreas onde se espera atuar.
    .
    Insisto: antes de falarmos em redução de pessoal ou custos, devemos pensar em redução de atribuições. Enquanto houver navio fazendo “ação social”, não vai ter orçamento ou recurso humano que chegue…

  50. Caro Felipe Morais ( 28 de maio de 2017 at 10:06 ),
    .
    Também faço questão de ler os comentários de todos os colegas daqui e de outros espaços.
    .
    Apesar das posições algo discordantes, devemos entender que somente conseguimos pensar, e consequentemente propor algo, dentro daquilo que conversamos. Se não externarmos nossas posições acerca, então dificilmente sai alguma coisa. Logo, temos mesmo que ter a paciência de conversar, para ponderar.
    .
    Saudações.

  51. RR, os teus comentários sempre são muito coerentes, tanto aqui, como em outros espaços.
    Quanto a citação da dotação do CFN, do gostaria de provocar os senhores, naquela exercício do recordar é viver:
    Até a metade da década de 90 pouco mais pouco menos, nos todos acompanhamos um processo gradual, continuo e
    Pé no chão de modernização do CFN, poderia citar alguns pontos q me ocorrem agora:

    Aquisição do veículo da Hangloods com radar Girafe
    Aquisição do lote de Unimogs
    Aquisição dos obuseiros 105 Light Fun
    Aquisição dos Mistral
    Aquisição das vtrs SK 105
    Aquisição de Clanfs
    Aquisição dos Bofi.
    Aquisição do fuzil M 16
    Lembrando q a época o CFN tinha uma cotação de mais menos 9000 homens.
    Voltando a atualidade, tirando a modernização das vtrs M 113, da aquisição dos Clanfs, e do Astros, que não exatamente uma opção dos FNs, seria melhor um M 777, mas…nos vimos uma certa estagnação da corporação, porque?????
    Por falta de aporte de recursos e também em função da quase duplicação da dotação de pessoal do CFN, e aí eu pergunto:

    Para que mesmo??????
    Temos alguma Iwojima, alguma Okinawa pela frente???
    Pensem

    G abraco

  52. Juarez…
    .
    sem problemas…todos aprendemos com todos aqui…e de fato não dá para comparar uma
    “mísera” Inhaúma com o que australianos e canadenses possuem, ao menos como combatentes de superfície, há outras categorias a serem comparadas, mas, por melhor que um navio seja, ele não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo e dependendo das obrigações e/ou missões uma quantidade reduzida de meios pode não corresponder.
    .
    Então de certa forma os 11 combatentes da marinha brasileira se equiparam aos 11/12
    de australianos e canadenses, não na capacidade individual claro.
    .
    Quanto à força de fuzileiros “excessivamente” alta é bom lembrar que apenas uma fração dela
    é “embarcável” e há outros meios de se transportar fuzileiros para uma determinada região,
    como trens, navios comerciais, etc…o importante é poder se dispor de uma força profissional
    que possa chegar a qualquer parte do litoral ou mesmo interior do Brasil.
    .
    Um fuzileiro pode cumprir a missão de um soldado do exército, mas, o reverso não dá.
    .
    As coisas estão ruins de fato, não estou tentando “dourar” à pílula, apenas adicionando
    fatos à discussão e apontando que “outros” também tem problemas.
    .
    abraços

  53. Concordo com o zorannGCC quanto à unificação das FFAA: não há como fazê-lo pelas diferenças de teatro de operações, meios e treinamento específicos. Porém unificar organizações militares redundantes é um bom caminho para redução de custeio (que resultaria em mais dinheiro para investimento com os mesmos orçamentos). Também quanto às ACISO, embora necessárias, deveriam ser limitadas a apoio ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres e à Defesa Civil. Também, no caso da MB, poder-se-ia transferir o PROANTAR ao Ministério da Ciência e Tecnologia, cabendo à Marinha apenas o apoio logístico ao programa. Uma única escola de cadetes para todas as Armas, unificação os Hospitais e organizações de saúde de todas as Armas, unificação da formação de pilotos, enfim, há várias maneiras de se racionalizar para que os maiores esforços e recursos se concentrem na atividade-fim de cada Arma.

  54. Juarez…
    .
    vc mencionou que na metade dos anos 90, pouco mais pouco menos o “CFN” tinha 9000 homens, mas, encontrei um “xerox” velho dentro de uma revista antiga com a informação em
    inglês que o efetivo em 1997 seria de 14.600 homens. Houve aumentos desde então, mas,
    não houve uma duplicação em 20 anos, para falar a verdade não lembro do CFN com números abaixo de 10000 integrantes nem nos anos 80.
    .
    abs

  55. Dalton essa info e de cabeça, má eu acho q está revista não está correta. Eu tinha na cabeca em 1994 algo lá pelos 10.000..mas tudo bem, 15 ou 18 mil e demais e insustentável pelo orçamentos e custeio da MB, isto nos todos sabemos.

    G abraco

  56. A esquadra caindo aos pedaços e a prioridade é obter um submarino nuclear… tem algo bem errado nisso.

  57. Offtopic.
    Visitação à Constituição apenas na tarde de domingo.
    Filas de vários quarteirões.
    Muita gente não pôde visitar e teve de voltar..
    O helicóptero não vai para a França por questões orçamentárias.

  58. juarez ( 28 de maio de 2017 at 12:38 );
    .
    Olá, juarez. Sempre indo direto no ponto…
    .
    Grato pelo elogio.
    .
    Também acredito que o CFN possa estar super dimensionado. Sendo força expedicionária por excelência, para pronto emprego, deve priorizar a capacidade de combate de seus soldados e máquinas de todas as formas possíveis, mantendo-se sempre no ‘estado da arte’, mesmo que isso seja a custa de quantidade ( aliás, justamente por serem uma força tão especializada, a quantidade nunca deve ser o foco ). Afinal de contas, serão os primeiros a combater e devem estar prontos para atuar sozinhos, o que não permite brechas em suas capacidades…
    .
    Atenção especial também deve ser dada aos meios de transporte anfíbios. O NDM ‘Bahia’ não seria minha primeira opção, mas tá dentro do que se espera. Falta aí uns dois navios LST ( tem esse projeto simpático da Damen: ttp://products.damen.com/pt-pt/ranges/landing-ship/landing-ship-transport-120 ) e ao menos um LSV ( um danado como esse aqui dá e sobra: ttp://products.damen.com/en/ranges/logistic-support-vessel/logistic-support-vessel-replenisher-16000 ). Bastaria isso e já chegaríamos a algum lugar…
    .
    No mais, entendo que apenas seguiram os nossos famigerados “White Papers” página por página… Não sei se podemos imputar culpa apenas por terem seguido ordens…

  59. Boa Noite
    Juarez
    Não sabem o quanto o EB tenta “cortar” na carne. Mas, primeiro, a pressão política é enorme!! Percebam quanto de emprego é gerado por uma OM em uma cidade. Direto e indireto, principalmente fora dos grandes centros.
    Se dependesse do EB, estaríamos em fortes, como nos EUA, potencializando ao máximo diversos sistemas, logística e administração. Mas faz as contas de quanto custa construir fortes, transferir pessoal e por ai vai…
    O problema é político! Qual instituição tem a capilaridade, capacidade e confiabilidade q o EB tem?
    Já vi um Almirante tomar um coice com as duas patas do Lula, q vc nem imagina, dando ideias super legais, a princípio…
    Além disso, os 3 Cmt tem tido como prioridade, nos últimos anos, não deixar o governo destruir as FFAA mais do que fez, principalmente mexendo nas carreiras, salários e infraestrutura para família militar, pq pode ter o meio q for, com pessoal desmotivado, nada funciona… E olha q muitos estão desmotivados da forma q está… imagina detonar PNR, FUSEX, Colégio Militar, Salário e Reserva…. São mais de 1500 tentativas anuais no congresso de mexer nestas coisas…
    Quanto aos meios, seria ótimo termos outros meios, porém o BH custa 6000 dólares a hora de voo, e o Pantera 3000. Embora, numa missão, o BH cumpra melhor q dois panteras, um BH não atende dois PEF ao mesmo tempo, ou diversas outras missões. Em Blumenau, a população jogava pedra no BH, pq ele destruía os telhados… Ai, um pantera cumpria a missão. Outro fator, são as capacidades do pantera para deslocamentos longos. OS BH são para o exército americano, q os transporta nas “pernas” grandes com aviões. Os nossos vão voando sozinhos… Este foi um fator importante na escolha. Me disse o piloto, meu ex-cmt, q trouxe os BH e a visão noturna deles pra cá.
    É normal senadores e deputados, além de governadores se empenharem por demais só de saber na possibilidade de mudança de OM de um local. Briga grande q está na mão de políticos… políticos… Os Cmt não podem fazer muito… Até q a FAB e EB fizeram bastante…
    Há um tempo, a AvEx fez uma palestra e disse o seguinte: Anv de Atq_ Tiger, Mangusta ou Super Cobra ( se tivesse recursos). Alternativa pé no chão: esquilo de rec e pantera artilhado de ataque. Pela crise: Esquilo Rec e Atq mantém…
    HM: BH, Lynx, Pantera potencializado_ pela crise: pantera potencializado… Carga: Não tenho ouvido reclamação do Jaguar. Operei com ele e os pilotos falaram bem. Vibrei com a perícia de mantelo com uma roda no chão, dentro de um açude semi seco, com o rotor de tras a meio metro da berma do açude e rotor principal a um metro do barranco, enquanto 25 homens desembarcavam e outros 25 embarcavam.
    É isso.
    Tenho esperança q, politicamente e SOCIALMENTE, vejam as FFAA pela missão pcp delas e as preparem, mas não vejo em um horizonte próximo, com poucas ameaças de porte externas e tantos perrengues internos como vemos, mudar muito.
    Sds

  60. Juarez,

    este apego da Marinha pela missão de guarda costeira e principalmente pela Capitania dos Portos tem nome..

    Dinheiro.

    Mesma situação da FAB com o DECEA e do EB com o DFPC.

    Não vão soltar o osso nunca, tem muita grana envolvida e uma participação ativa na vida civil do país.

  61. Agnelo Moreira 28 de maio de 2017 at 19:37

    Boa Noite

    boa noite, eu vou separar e partes o teu posta para poder responder melhor.
    Juarez
    Não sabem o quanto o EB tenta “cortar” na carne. Mas, primeiro, a pressão política é enorme!! Percebam quanto de emprego é gerado por uma OM em uma cidade. Direto e indireto, principalmente fora dos grandes centros.

    foi exatamente esta pressão que o Brig Rossato enfrentou, e para um prefeito de uma determinada cidade que o pressionou para manter a base aberta ele respondeu;

    ” Este aqui e o custo da base por ano, com quanto o senhor pode ajudar?”

    Assunto encerrado, e a OM vai fechar.
    Se dependesse do EB, estaríamos em fortes, como nos EUA, potencializando ao máximo diversos sistemas, logística e administração. Mas faz as contas de quanto custa construir fortes, transferir pessoal e por ai vai…

    É preciso começar, é necessário fundir estruturas, extinguir outra, mas isto mexe com interesses CORPORATIVISTAS dentro da força, e eu tenho certeza que tu conheces bem isto.
    O problema é político! Qual instituição tem a capilaridade, capacidade e confiabilidade q o EB tem?
    Já vi um Almirante tomar um coice com as duas patas do Lula, q vc nem imagina, dando ideias super legais, a princípio…

    Por estas e outras que a MB está na situação que está, eles se aliaram ao lado negro da força e entraram na conversa para boi dormir do Molusco, deu no que deu.

    Além disso, os 3 Cmt tem tido como prioridade, nos últimos anos, não deixar o governo destruir as FFAA mais do que fez, principalmente mexendo nas carreiras, salários e infraestrutura para família militar, pq pode ter o meio q for, com pessoal desmotivado, nada funciona… E olha q muitos estão desmotivados da forma q está… imagina detonar PNR, FUSEX, Colégio Militar, Salário e Reserva…. São mais de 1500 tentativas anuais no congresso de mexer nestas coisas…

    Tchê, eu já estive na ativa, e hoje estou na reserva não remunerada. Vocês já perguntaram para quem paga a conta se eles concordam com tudo que vocês acham ser o mínimo???
    Não, deviam, pois hoje vocês fazem parte de uma casta privilegiada que não serão demitidos salvo algum erro o delito sério(tem gente que cometeu isto e foi para RR, pasmem) . Eu, particularmente acho que vocês ganham muito mal pela responsabilidade que tem, agora seu sistema de benefícios e de previdência são impagáveis para o sistema que os sustenta, e ainda se vocês não se conscientizarem disto o quanto antes e aceitarem o óbvio, daqui algum tempo voçês estarão com os pensionistas do RJ e do RS recebendo pingado. Penso que o sistema de vocês deve ser diferenciado pela profissão que exercem ,mas não da forma como está que é simplesmente insustentável.

    Quanto aos meios, seria ótimo termos outros meios, porém o BH custa 6000 dólares a hora de voo, e o Pantera 3000. Embora, numa missão, o BH cumpra melhor q dois panteras, um BH não atende dois PEF ao mesmo tempo, ou diversas outras missões. Em Blumenau, a população jogava pedra no BH, pq ele destruía os telhados… Ai, um pantera cumpria a missão. Outro fator, são as capacidades do pantera para deslocamentos longos. OS BH são para o exército americano, q os transporta nas “pernas” grandes com aviões. Os nossos vão voando sozinhos… Este foi um fator importante na escolha. Me disse o piloto, meu ex-cmt, q trouxe os BH e a visão noturna deles pra cá.

    Agnelo, acho que tu fizestes algumas confusões sobre os desempenhos de cada anv, explico:

    O Pantera, uma anv civil usada pelo EB em tarefas militares nunca cumpriu a missão, pois não conseguia sair do chão full com um GC a bordo, apitava direto, então veio a modernização que atingiu o power train da anv, e seus sistema de navegação, ok problema de Mtow resolvido, só que esqueceram a aquela lei da básica da mecânica de quando se aumenta a potência de um motor é necessário dar de mamar mais para este, e como não havia espaço para aumentar a reserva de combustível ele ficou perna curta. Esta anv nunca foi unanimidade no EB, sua modernização menos ainda pelos custos envolvidos, pelo tempo que demanda e porque não contempla nenhum aplicação de sistemas de combate e principalmente contra medidas, algo hoje mínimo no campo de batalha moderno.
    Já o BH é uma anv que nasceu desde a g~ensse do projeto com Militar, portanto com todos os pre requisitos para operar full em condições de combate, possuindo tanques auto selantes, redundância elétrica e hidráulica que se traduz na capacidade sobrevivência no TO.
    É uma das anvs mais apreciadas pela Avex, pois cumpre a missão. A questão de Blumenau é que muitas vezes se fazia necessário um resgate no telhado o que dada a geração do vento das pás de hélice provocava isto, mas isto é uma situação pontuas e não rotina militar.
    Quanto ao BH ser transportado de anv pelo US Army, é normal pois é um força militar que opera globalmente com sua aviação de asa rotativas, mas nada impede qu ele se desloque por si só, como a FAB o fez trazendo algumas de suas células voando desde Conecticut, partindo de la´no inverno com 10 negativo, atravessando o Caribe e a Amazônia com 35 positivo, e chegando nos Pampas com 1 positivo, voaram mais 1000 horas com PANE ZERO.
    Com relação ao alcance não preciso te salientar que o EB comprou os tanque sub alares e os usa constantemente nos deslocamento no To Amazônico.
    O BH não é um a anv para o US Army tão somente,p ois hoje tem no mundo mais de 50 operadores.

    É normal senadores e deputados, além de governadores se empenharem por demais só de saber na possibilidade de mudança de OM de um local. Briga grande q está na mão de políticos… políticos… Os Cmt não podem fazer muito… Até q a FAB e EB fizeram bastante…

    Devem fazer mais, muito mais, ou fazem, ou sucumbem como força.

    Há um tempo, a AvEx fez uma palestra e disse o seguinte: Anv de Atq_ Tiger, Mangusta ou Super Cobra ( se tivesse recursos). Alternativa pé no chão: esquilo de rec e pantera artilhado de ataque. Pela crise: Esquilo Rec e Atq mantém…
    HM: BH, Lynx, Pantera potencializado_ pela crise: pantera potencializado… Carga: Não tenho ouvido reclamação do Jaguar. Operei com ele e os pilotos falaram bem. Vibrei com a perícia de mantelo com uma roda no chão, dentro de um açude semi seco, com o rotor de tras a meio metro da berma do açude e rotor principal a um metro do barranco, enquanto 25 homens desembarcavam e outros 25 embarcavam.

    Agnelo, eu sei que Avex conversou muito com o pessoal do Exército Aussie sobre a operação dos Tiger, porque a Faz de conta copter estava seduzindo voc~es com uma possível transferência a preços módicos dos Tiger que o Exército Alemão cuspiu, e os Aussies foram taxativos; “Fiquem longe deles, são uma verdadeira armadilha”.
    Especificamente sobre isto, eu posso te afirmar que o EB, hoje e nós próximos cinco a sete anos não terá a mínima condição de OPERAR, comprar é fácil, só querer, tem gente com o pacote pronto de financiamento, mas e depois como faz para manter???
    Se tu leres o meu comentário no post anterior eu cito que uma das coisas que deve ser mantida é a modernização dos Esquilo/Fenec, em detrimento de qualquer adição de anvs ao inventário.
    O Panther não é e nunca será uma anv com capacidade de ser artilhada pesadamente e usada com anv de ataque, porque sua estrutura não contempla reforços necessários para tal missão, se o EB insistir vai quebrar a cara de novo, e vai quebrar a cara também se insistir e cair na lábia da Leonardo e adquirir a família AB 139/149 para substitui–lo, outra “Roberta Close” parece, mas não é.

    É isso.
    Tenho esperança q, politicamente e SOCIALMENTE, vejam as FFAA pela missão pcp delas e as preparem, mas não vejo em um horizonte próximo, com poucas ameaças de porte externas e tantos perrengues internos como vemos, mudar muito.

    Concordamos.
    Sds

  62. Agnelo Moreira 28 de maio de 2017 at 19:37

    Boa Noite

    Boa noite, eu vou separar e partes o teu posta para poder responder melhor.

    Juarez
    Não sabem o quanto o EB tenta “cortar” na carne. Mas, primeiro, a pressão política é enorme!! Percebam quanto de emprego é gerado por uma OM em uma cidade. Direto e indireto, principalmente fora dos grandes centros.

    Foi exatamente esta pressão que o Brig Rossato enfrentou, e para um prefeito de uma determinada cidade que o pressionou para manter a base aberta ele respondeu:

    ” Este aqui e o custo da base por ano, com quanto o senhor pode ajudar?”

    Assunto encerrado, e a OM vai fechar.
    Se dependesse do EB, estaríamos em fortes, como nos EUA, potencializando ao máximo diversos sistemas, logística e administração. Mas faz as contas de quanto custa construir fortes, transferir pessoal e por ai vai…

    É preciso começar, é necessário fundir estruturas, extinguir outra, mas isto mexe com interesses CORPORATIVISTAS dentro da força, e eu tenho certeza que tu conheces bem isto.

    O problema é político! Qual instituição tem a capilaridade, capacidade e confiabilidade q o EB tem?
    Já vi um Almirante tomar um coice com as duas patas do Lula, q vc nem imagina, dando ideias super legais, a princípio…

    Por estas e outras que a MB está na situação que está, eles se aliaram ao lado negro da força e entraram na conversa para boi dormir do Molusco, deu no que deu.

    Além disso, os 3 Cmt tem tido como prioridade, nos últimos anos, não deixar o governo destruir as FFAA mais do que fez, principalmente mexendo nas carreiras, salários e infraestrutura para família militar, pq pode ter o meio q for, com pessoal desmotivado, nada funciona… E olha q muitos estão desmotivados da forma q está… imagina detonar PNR, FUSEX, Colégio Militar, Salário e Reserva…. São mais de 1500 tentativas anuais no congresso de mexer nestas coisas…

    Tchê, eu já estive na ativa, e hoje estou na reserva não remunerada. Vocês já perguntaram para quem paga a conta se eles concordam com tudo que vocês acham ser o mínimo???
    Não, deviam, pois hoje vocês fazem parte de uma casta privilegiada que não serão demitidos salvo algum erro o delito sério(tem gente que cometeu isto e foi para RR, pasmem) . Eu, particularmente acho que vocês ganham muito mal pela responsabilidade que tem, agora seu sistema de benefícios e de previdência são impagáveis para o sistema que os sustenta, e ainda se vocês não se conscientizarem disto o quanto antes e aceitarem o óbvio, daqui algum tempo voçês estarão com os pensionistas do RJ e do RS recebendo pingado. Penso que o sistema de vocês deve ser diferenciado pela profissão que exercem ,mas não da forma como está que é simplesmente insustentável.

    Quanto aos meios, seria ótimo termos outros meios, porém o BH custa 6000 dólares a hora de voo, e o Pantera 3000. Embora, numa missão, o BH cumpra melhor q dois panteras, um BH não atende dois PEF ao mesmo tempo, ou diversas outras missões. Em Blumenau, a população jogava pedra no BH, pq ele destruía os telhados… Ai, um pantera cumpria a missão. Outro fator, são as capacidades do pantera para deslocamentos longos. OS BH são para o exército americano, q os transporta nas “pernas” grandes com aviões. Os nossos vão voando sozinhos… Este foi um fator importante na escolha. Me disse o piloto, meu ex-cmt, q trouxe os BH e a visão noturna deles pra cá.

    Agnelo, acho que tu fizestes algumas confusões sobre os desempenhos de cada anv, explico:

    O Pantera, uma anv civil usada pelo EB em tarefas militares nunca cumpriu a missão, pois não conseguia sair do chão full com um GC a bordo, apitava direto, então veio a modernização que atingiu o power train da anv, e seus sistema de navegação, ok problema de Mtow resolvido, só que esqueceram a aquela lei da básica da mecânica de quando se aumenta a potência de um motor é necessário dar de mamar mais para este, e como não havia espaço para aumentar a reserva de combustível ele ficou perna curta. Esta anv nunca foi unanimidade no EB, sua modernização menos ainda pelos custos envolvidos, pelo tempo que demanda e porque não contempla nenhum aplicação de sistemas de combate e principalmente contra medidas, algo hoje mínimo no campo de batalha moderno.
    Já o BH é uma anv que nasceu desde a gênese do projeto com Militar, portanto com todos os pre requisitos para operar full em condições de combate, possuindo tanques auto selantes, redundância elétrica e hidráulica que se traduz na capacidade sobrevivência no TO.
    É uma das anvs mais apreciadas pela Avex, pois cumpre a missão. A questão de Blumenau é que muitas vezes se fazia necessário um resgate no telhado o que dada a geração do vento das pás de hélice provocava isto, mas isto é uma situação pontuas e não rotina militar.
    Quanto ao BH ser transportado de anv pelo US Army, é normal pois é um força militar que opera globalmente com sua aviação de asa rotativas, mas nada impede qu ele se desloque por si só, como a FAB o fez trazendo algumas de suas células voando desde Conecticut, partindo de la´no inverno com 10 negativo, atravessando o Caribe e a Amazônia com 35 positivo, e chegando nos Pampas com 1 positivo, voaram mais 1000 horas com PANE ZERO.
    Com relação ao alcance não preciso te salientar que o EB comprou os tanque sub alares e os usa constantemente nos deslocamento no To Amazônico.
    O BH não é um a anv para o US Army tão somente,pois hoje tem no mundo mais de 50 operadores.

    É normal senadores e deputados, além de governadores se empenharem por demais só de saber na possibilidade de mudança de OM de um local. Briga grande q está na mão de políticos… políticos… Os Cmt não podem fazer muito… Até q a FAB e EB fizeram bastante…

    Devem fazer mais, muito mais, ou fazem, ou sucumbem como força.

    Há um tempo, a AvEx fez uma palestra e disse o seguinte: Anv de Atq_ Tiger, Mangusta ou Super Cobra ( se tivesse recursos). Alternativa pé no chão: esquilo de rec e pantera artilhado de ataque. Pela crise: Esquilo Rec e Atq mantém…
    HM: BH, Lynx, Pantera potencializado_ pela crise: pantera potencializado… Carga: Não tenho ouvido reclamação do Jaguar. Operei com ele e os pilotos falaram bem. Vibrei com a perícia de mantelo com uma roda no chão, dentro de um açude semi seco, com o rotor de tras a meio metro da berma do açude e rotor principal a um metro do barranco, enquanto 25 homens desembarcavam e outros 25 embarcavam.

    Agnelo, eu sei que Avex conversou muito com o pessoal do Exército Aussie sobre a operação dos Tiger, porque a Faz de conta copter estava seduzindo voc~es com uma possível transferência a preços módicos dos Tiger que o Exército Alemão cuspiu, e os Aussies foram taxativos; “Fiquem longe deles, são uma verdadeira armadilha”.
    Especificamente sobre isto, eu posso te afirmar que o EB, hoje e nós próximos cinco a sete anos não terá a mínima condição de OPERAR, comprar é fácil, só querer, tem gente com o pacote pronto de financiamento, mas e depois como faz para manter???
    Se tu leres o meu comentário no post anterior eu cito que uma das coisas que deve ser mantida é a modernização dos Esquilo/Fenec, em detrimento de qualquer adição de anvs ao inventário.
    O Panther não é e nunca será uma anv com capacidade de ser artilhada pesadamente e usada com anv de ataque, porque sua estrutura não contempla reforços necessários para tal missão, se o EB insistir vai quebrar a cara de novo, e vai quebrar a cara também se insistir e cair na lábia da Leonardo e adquirir a família AB 139/149 para substitui–lo, outra “Roberta Close” parece, mas não é.

    É isso.
    Tenho esperança q, politicamente e SOCIALMENTE, vejam as FFAA pela missão pcp delas e as preparem, mas não vejo em um horizonte próximo, com poucas ameaças de porte externas e tantos perrengues internos como vemos, mudar muito.

    Concordamos.
    Sds

  63. Só uma pergunta, se algum órgão público já investigou, os gastos com 90% só de pessoal?
    Pois não é possível, provavelmente deve ter muito mais muitos, que não tem direito e ainda recebe.
    Fora os fantasmas que nunca existiu mas que recebem todo mês.
    Não tem nenhuma autoridade que poderia investigar isso?

    Quanto aos post acima Parabéns pelo nível de comentário, foi um prazer todos.
    Muito obrigado

  64. Gastam tanto com pessoal pq “não tem” como cortar… Se deixar de agregar sangue novo, o ciclo atual vai pro espaço. Se corta dinheiro de investimento e manutenção para sustentar o sistema.
    .
    Não tem muito o que investigar. Não é caso de desvio e funcionário fantasma, é caso de gestão de pessoal. Se o que se faz é errado eu não posso julgar, até pq não conheço a fundo todo o sistema, mas o que eu explanei é o que ocorre.

  65. Voltando a vaca fria…
    Tamandaré…
    .
    Nós damos volta encima de volta igual barata tonta, tentamos reinventar a roda e não olhamos para o obvio… O navio que a MB precisa já esta pronto. Existe e cabe no bolso tranquilamente…
    .
    http://www.navyrecognition.com/index.php/162-royal-navy-of-oman-ships-equipment/royal-navy-of-oman-opv-corvettes/1342-khareef-class-corvette-opv-al-shamikh-al-rahmani-al-rasikh-ocean-patrol-vessel-royal-navy-of-oman-bae-systems-99-metre-datasheet-pictures-photos-video-specifications.html
    .
    Pega isso ai… Arranca esse VLS Sylver A-35 e coloca um Simbad-RC com 4 mistral encima do hangar. Deu. Acabou. Com U$ 2 bi que vão torrar nas Tamandaré eu DUVIDO que não de pra trazer os 12 NaPOc que tanto se precisa.
    .
    Isso ai é pau pra quase toda obra…
    Tem responsabilidade em uma UNIFIL da vida?
    Manda isso ai.
    Quer fazer um charme e aproximar as relações com o pessoal da África?
    Manda isso ai.
    Patrulha da EZZ?
    Manda isso ai.
    .
    Navio perfeito para operar os Super Lynx. Tem capacidade de receber Seahawk. Coloca MAN SUP pra enfeitar e dar escala pro míssil.
    .
    De resto, falta um Escolta de verdade para substituir as Niterói.

  66. Olá RR!
    .
    vamos lá:
    .
    A – O orçamento esta congelado por 20 anos. Com isto o orçamento da Defesa só podera ter ganho real se outro orçamento for reduzido.
    B – A END estabelece prioridades:
    1 – negar o uso do mar
    2 – controle de áreas martitimas
    3 – projeção de poder
    C – Os fuzileiros navais fazem parte da prioridade 3: “Para assegurar sua capacidade de projeção de poder, a Marinha possuirá, ainda, meios de Fuzileiros Navais, em permanente condição de pronto emprego. A existência de tais meios é também
    essencial para a defesa das instalações navais e portuárias, dos arquipélagos e das ilhas oceânicas nas águas jurisdicionais brasileiras, para atuar em operações internacionais de paz e em operações humanitárias, em qualquer lugar do mundo. Nas vias fluviais, serão fundamentais para assegurar o controle das margens durante as operações ribeirinhas. O Corpo de Fuzileiros Navais consolidar – se – á como a força de caráter expedicionário por excelência. ”
    .
    OBS: no comentário anterior citei os fuzileiros como parte da prioridade 2 e na realidade estão na prioridade 3.
    .
    Leia o trecho abaixo:
    .
    “Ao garantir seu poder para negar o uso do mar ao inimigo, o Brasil precisa manter a capacidade focada de projeção de poder e criar condições para controlar, no grau necessário à defesa e dentro dos limites do direito internacional, as áreas marítimas e águas interiores de importância político – estratégica, econômica e militar, e também as suas linhas de comunicação marítimas. A despeito dessa consideração, a projeção de poder se subordina, hierarquicamente, à negação do uso do mar.”
    .
    Pouco interessa se somos grandes, se somos enormes. A Marinha deverá se reestruturar de maneira desigual e conjunta de acordo com a capacidade orçamentária e respeitando as 3 prioridades. É oque determina a END.
    .
    Portanto, ter 20k de fuzileiros dividivos em 9 grupamentos, apesar de parecer razoavel (levando em conta nossas dimensões), na verdade não é. Estamos deixando de fazer o primário e o secundário para fazer o terciário. É um exagero tendo em vista que não fazemos as prioridades mais importantes e que todo este efetivo é demais para o orçamento que está aí.
    .
    Quanto à maior integração das forças. Isto também é tratado na END. É o item 7 das Diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa e é também tratado no item Ações Estrategicas além de outros.
    .
    Desculpe, mas concordando ou não com a END, seja lá quais forem nossas necessidades, gastar R$ 27 bilhões e sequer conseguir ter e operar navios é uma vergonha. Pedir mais dinheiro então é um absurdo. Não dá pra defender oque está aí, nem com muita boa vontade.

  67. Boa Zorann…
    .
    Não estou “defendendo” o que está aí…
    .
    Apenas acredito que as responsabilidades/atividades secundárias assumidas para as três Forças devem ser revistas, para que então as mesmas sejam reorganizadas. Isso eu considero o princípio de qualquer quebra/mudança de paradigma. Não é possível mexer em nada antes de se fazer isso…
    .
    As FAs, no meu entender, acumulam obrigações demais, e obrigações essas que poderiam ser exercidas por outros órgãos; ou no mínimo poderiam alterar a divisão de trabalhos de uma tal maneira a aliviar a carga para as Forças e delegar maiores responsabilidades a outros órgãos melhor relacionados as atividades exercidas… E isso, entendo eu, é apenas o princípio.
    .
    No que tange a reorganização de pessoal, não é tão simples. Não se pode simplesmente dispensar pessoal… Questões de legislação… Há ainda de se observar a composição das FAs em torno de uma massa crítica que deve permanecer para que se constitua em força efetiva de combate, além das necessidades específicas de operação no Brasil. Posto isso, não adianta pegar exemplo A ou B e fazer igual, pois é o nosso paradigma, e não o dos outros ( veja que não estou dizendo que não se pode observar exemplos alheios, mas que os mesmos não servem para balizar decisões a princípio, até que se faça a apropriada analise ).
    .
    Ainda acredito que o máximo que se pode fazer com relação a pessoal, é acelerar a terceirização de tarefas secundárias e/ou não essenciais, delegando-as a pessoal civil e/ou temporário, substituindo a mão de obra permanente onde for possível…

  68. Em relação à diminuição do quadro de pessoal, já que mandar para a reserva remunerada não adianta nada do ponto de vista fiscal, o ideal é ir diminuindo o número de ingressantes. Ou seja, reduzir o número de vagas nos editais e adequar a MB a um quadro menor de pessoal, inclusive terceirizando uma parte dos serviços necessários.

  69. Rafael Oliveira,
    “o ideal é ir diminuindo o número de ingressantes. Ou seja, reduzir o número de vagas nos editais e adequar a MB a um quadro menor de pessoal,”

    Pra isso tudo deve ser repensando, implementando novas práticas, novas tecnologias. Infelizmente, todos os campos no Brasil são refratários à mudanças estruturais que reduzam postos de trabalho. Afinal, pra maioria é melhor resistir à mudança do que ter que se capacitar e adaptar aos novos tempos.

    O AMRJ é um exemplo.

  70. Quando você vê um sub que já não faz muita coisa… Uns sargentos escamando… Parte dos oficiais cumprindo meio expediente pra tirar um lá fora… Todo mundo querendo menos faxina pra poder estudar e virar fiscal… Fica difícil acreditar em redução da mão-de-obra.

    “inclusive terceirizando uma parte dos serviços necessários.”
    Aí é ainda mais complicado. O que é importante, não deve terceirizar porque é estratégico, inclui informação sensível. O que não é importante, colocam boy ou juruna pra fazer… É a forma que as FFAA acharam pra economizar: melhor um FN fazendo segurança do que um segurança civil terceirizado (e apenas patrimonial); melhor um marinheiro ou mesmo um cabo varrendo e tirando lixo do que faxineiros de empresa privada que, ao final, ainda tira taxa de administração e lucro. Nem preciso falar do rancho, dos transportes, etc.

  71. Alguns estudos mostram que forças de alto nível (em várias áreas, principalmente segurança pública) são bem selecionadas, qualificadas e treinam full time. Porém, seu custo é altíssimo (isso pode ser discutido, o custo x beneficio).
    .
    Se as FFAA cobraram mais na seleção, será que vai passar alguém com essa remuneração, essa carreira, essas escalas de serviço, lotações na caixa-prego, faxinas as mais absurdas, etc?
    .
    Se aumentar a remuneração, melhorarem as condições, reduzir as escalas, beneficiarem de fato quem vai pra fronteira ou interior, é possível que os melhores desejem as FFAA. Porém… o custo aumenta de novo.
    .
    Daí temos a questão do treinamento: vale a pena selecionar e treinar o cidadão pra ser varredor de pátio durante um ano? Ou pintar costado? Isso é atividade-fim? Ele vai derrotar alguém em alguém lugar com essa qualificação? Nem…
    .
    Então teríamos que melhor a qualificação e dar-lhes serviços mais qualificados, aqueles que fazem a diferença no combate real (e não aquele da BNRJ). Isso tem custo.
    .
    Finalmente, temos a questão do treinamento full time. Como treinar o capial lá no interior do Continente, longe de todos os centros de instrução? Ele vai treinar onde, com que, com quem, contra o que, contra quem? Novos centros? Melhores centros? Mais custo.
    .
    E, full time pra atividade-fim exige atividade-meio terceirizada. Nesse caso, teríamos terceirização dentro das FFAA, com serviços prestados por civis. Quais serviços? Qual o custo? Quem vai fazer e como? Vão ser subordinados às FFAA? Terceirização prescinde essa subordinação… são regimes muuuito distintos. E tudo isso tem custo. Terceirizado recebe hora-extra, adicional noturno, FGTS, tem direito à EPI, insalubridade/periculosidade…
    .
    Enfim, ter uma Marinha de ponta, profissional, que consiga operar meios em estado de arte, que consiga fazer mais com menos… custa caro!
    .
    Esse é um bom (e necessário) debate. Até lá, as FFAA vão continuar sendo passagem pros melhores… e um custo pro país sem certeza de retorno.

  72. Zoran e _RR_,
    Me parece que vocês pensam como o Rafael Oliveira, do qual eu nem discordo totalmente. Porém, é preciso ponderar essa questão da divisão e terceirização.
    .
    Eu também concordo que serviços eminentemente civis deveriam ser prestados por civis. Não faz mais sentido, em pleno século XXI, o regramento aplicado à navegação em águas brasileiros, com a MB tendo que fazer de tudo e todos tendo que lidar com uma Força Armada que deveria existir para defesa.
    .
    Concordo que, assim como na aviação, a navegação civil (para além da mercante) deveria ser tratada por civis, havendo algo como uma guarda nacional responsável pelo policiamento ostensivo e a PF pelo judiciário.
    .
    Agora, se houve divisão, a MB vai ter que se dedicar apenas às suas atividades-fim, reduzindo seu quadro e se especializando na operação dos meios.
    .
    Por outro lado, essa dita Guarda ou Força Nacional terá que se estruturar pra ocupar o espaço deixado pelas FFAA e exercer essas funções, sendo que ambas as Forças, civis e militares, terão que ter pessoal pra atividades-meio. Será que sai mais barato? Não sei não…
    .
    O ponto positivo é que, muito provavelmente, essas forças, especializadas, vão realizar suas funções de forma muito mais competente que hoje em dia, em que o pato presta serviço goiaba…

  73. Uboot,
    .
    Se esperar estudos e reuniões para diminuir o número de militares, nunca haverá redução. O jeito é ir reduzindo e a MB ir se adequando com o passar do tempo.
    .
    No mais, a coisa não é tão difícil assim, dado que os navios mais modernos são mais automatizados e, portanto, com menor número de militares (até por isso vejo como equivocado o projeto da Tamandaré e sua enorme tripulação). Ainda, está ocorrendo a diminuição de navios na MB, de forma que o quadro de marinheiros, em sentido estrito, pode diminuir.
    .
    Também dá para cortar cargos distantes da atividade-fim, como jornalistas, músicos e etc. A prioridade é ir pro mar e não ficar fazendo programa chapa-branca que ninguém assiste, tampouco bandas que tocam de vez em nunca.
    .
    Também acho difícil não ser possível diminuir o número de fuzileiros. Concentra uma força no Rio, enxuta, de acordo com meios disponíveis, que seria a força expedicionária e alguns FNs nas demais bases para fazer segurança. Deixa Brasília para o EB. Não são necessários vários batalhões Brasil afora.
    .
    Pensei em terceirização de serviços “extra muros”, em especial, os que demandam mão de obra qualificada. Convênio médico e odontológico nas cidades em que isso for possível, em vez de contratar oficiais para prestar esse tipo de serviço. Terceirização de parte da manutenção dos meios e outros serviços técnicos.
    .
    Jamais pensei em terceirizar segurança (já acho ridículo ir na PF e ter seguranças privados lá) e, mesmo limpeza, pois há recrutas para isso rsrs.

  74. Olá Uboot!
    .
    Não citei terceirização. Tmabém não sou a favor de se criar uma nova Força Armada para dividir o orçamento.
    .
    Dentro de qualquer ótica escolhida, ter 70.000 militares e não ter navio está completamente errado. E mais errado ainda é continuar aumentando o efetivo de oficiais e ainda por cima vir pedir dinheiro, quando não se cumpre minimamente nada da END.
    .
    A minha sugestão:
    1 – Redução do ingresso
    2 – Todas as carreiras que tiverem carreira semelhante no mercado civil devem ser formadas por militares temprários. O cara entra, aprende a profissão e é obrigado a prestar até 9 anos de serviço temporario antes de dar baixa.
    3 – As demais carreiras, serão efetivados os militares com melhor desempenho na carreira. isto só será decidido lá quando estiverem para completar 9 anos de serviço.
    4 – Reforma da previdencia dos militares – contribuição de 14%, minimo de 35 anos de serviço.
    .
    Só com isto aí vc resolve a questao orçamentária em médio longo prazo. Em cerca de 5, 6, 7 anos vc consegue retornar o eftivo ao que era em 2009. Em 30 anos os gastos com inativos serão reduzidos absurdamente, já que somente uma pequena parcela seguirá carreira até a reserva remunerada ou reforma e não como é hoje.
    .
    Só uma observação: Vc sabe porque o orçamento deste ano e do ano passado teve ganho real? isto ocorreu não por bondade do governo, mas sim porque sem este aumento real, não seria possivel pagar a folha de pagamento e nem honrar o aumento parcelado que foi concedido. Basta vc olhar oque foi gasto com pessoal em 2016. Supera o orçamento total de 2014 e quase supera o de 2015. Na real o orçamento só serve pra pagar salario

  75. Se criarem um GC, pode-se através de um decreto passar parte do pessoal da marinha para a GC, principalmente os marinheiros de aguas marrons e algumas dotações distritais, Marinha restrita a duas ou três bases navais que poderiam ser utilizadas em parceria com a GC.
    Claro que, para tudo isto ocorrer, tem qu querer, e não vejo ninguém querendo mexer nisto, o que não está enxergando o desastre logo ali diante de seus narizes.

    G abraço

  76. A área da saúde o pessoal em vez de contratar fora que pode não sair barato também,, poderia se o tempo concursados civis, sem os direitos e deveres de militares.
    E nada de planos de saúde gratuitos para toda a família. No máximo cônjuge e filhos.
    Ou talvez pai e mãe…
    Mas tudo enxuto…
    Deveriam concentrar em efetivo área-fim.
    Tipo há 20 navios cada um com 200 tripulantes? 4 mil marinheiros para isso? Mais 3 mil fuzileiros?
    Mais uns 3 mil marinheiros para fazer a segurança das instalações?
    Mais uns mil oficiais para treinar os recrutas e administrar a força?
    Mais uns mil técnicos para os trabalhos de manutenção?
    Mais uns mil funcionários civis da saúde?
    Passa a régua. Efetivo de 10 mil…
    Tá ótimo…

  77. O Temer bem q podia ter feito umas reformas nas forças armadas a lá previdência e trabalhista, ele já é impopular mesmo e uns % a menos não mudaria nada ainda mais com o congresso do lado dele

  78. Entrei na Marinha ainda na época das vacas gordas (1981).
    Comissão qualquer dessa da Marinha, iam uns 15 a 18 navios e voltavam os 15 a 18.
    Hoje, comissão qualquer dessa, vão 6 e voltam 2.
    Triste fim.

  79. Nonato,
    “Ou talvez pai e mãe…”
    Entendo que plano de saúde é individual. O menor de idade sob responsabilidade de um adulto já é mais do que suficiente na medida em que não pode ganhar seu próprio sustento.
    .
    O idoso, pai e mãe, assim como os irmãos, trabalham (ou trabalharam) e devem ter seu próprio sustento, salvo exceções (pessoas com deficiência, etc).
    .
    O que ocorre é que muitos falam mal dos comunistas mas… querem um Estado de Bem Estar Social apenas para si e os seus: rede própria de saude para toda a família, vestimenta paga pelo Estado, aposentadoria mais cedo e ainda há quem defenda as filhas das filhas de alguém pra receber como general.
    .
    Faz sentido do ponto de vista “social” de um comunista ou social democrata das antigas. No mundo globalizado, surge o problema da conta: se não geramos renda, quem vai bancar essa festa?
    .
    Hoje o militar tem um “regime próprio”. Não seria melhor caminhar no sentido do regime único: pagar hora extra, pagar adicional noturno, pagar vale refeição?
    .
    O combustível não é pago? O rancho, em algumas situações não é “pago” também?

  80. Digamos:
    O militar receberia sua remuneração única, com o mínimo de penduricalhos. Além, receberia os benefícios: vale transporte e vale refeição (vale alimentação não pois isso deve ser tirado do salário).
    .
    Se o cara quer comer 2kg no rancho, vai pagar por isso. O militar que comer menos vai poder economizar e usar pra outra coisa. Transporte, a mesma coisa. Quer sair da OM e almoçar fora? Vai pagar transporte (taxi sei lá) e seu próprio almoço.
    .
    Vai dar pau? Recebe adicional noturno + hora extra. Quem não der serviço não recebe, ponto. Haveria uma cota mínima e o resto seria opcional. Quer ter escala 2×1? Beleza, vai receber por isso…
    Quer dar serviço 1x ao mês, talvez não possa e por isso vai fazer 2x ao mês e receber. Simples!
    .
    Hora extra só no interesse do serviço: se não tá dando conta do serviço durante o expediente, vamos ver se falta gente, se tá escamando, etc.
    .
    Vai trabalhar em navio, OM com risco real, recebe periculosidade. Vai trabalhar no chão, em escritório, vai receber o osso e mais nenhum adicional.
    .
    Isso vai esclarecer o custo das FFAA, desfazer injustiças/desequilíbrios e favorecer quem é vibrador, dá o sangue e não os encostados, os que vão pra comer e dormir.
    .
    E o povo vai saber quanto sai um militar. Se dá vale a pena terceirizar transporte, saúde, segurança, etc. Sem isso, fica impossível opinar…

  81. Carlos…
    .
    só que em 1981 o mundo vivia uma guerra fria…hoje nem a US Navy tem tantos navios como
    tinha e jamais voltará a ter e tantas outras marinhas simplesmente são uma sombra do que foram justamente pelo fim da guerra fria, fora que em 1981 ainda havia uma certa “competição” com a marinha argentina.
    .
    Hoje não existem mais os submarinos soviéticos, não temos problemas com a Rússia com sua
    “diminuta” frota de submarinos por exemplo e a marinha argentina que foi uma referência para
    a marinha brasileira nos anos de 1930 está na sua pior fase enfrentando uma situação ainda
    pior que a da marinha brasileira.
    .
    abs

  82. U Boot, boa noite

    Segundo o q o governo apresentou, os inativos e pensionistas custam 34 bilhões por ano. Se o militar ganhar como o civil, vai levar 30 anos pra economia chegar a 4 bilhoes anuais.
    Porém, segundo a FGV e Cmdo EB, em pesquisas diferentes, mostram q, se os ativos ganharem como os civis, dá, no mínimo, só para o EB, mais 25 bilhões por ano. Por isso, nenhum presidente tem mexido mais nos inativos e pensionistas, pq custa mais caro.
    Sds

  83. Agnelo,
    .
    Não vi os estudos, mas, presumo que eles tomaram por parâmetro a forma de trabalho que é realizada hoje nas Forças Armadas.
    .
    Caso realmente fosse aplicado o Estatuto dos Servidores Públicos Federais deveria ocorrer uma adequação prévia, por exemplo, na jornada de trabalho dos militares, acabando com os turnos “incomuns” existentes e colocando as jornadas comuns dos civis: 8h por dia, 12×36, etc., para que não fossem realizadas horas extras (em boa parte dos órgãos públicos não se realizam horas extras). Oficiais seriam equiparados a cargo de confiança e não teriam direito a horas extras, como ocorre com qualquer cargo DAS (Direção e Assessoramento Superior).
    .
    Existem outros exemplos do que deveria ser adequado antes da mudança, mas não quero me alongar sobre isso, pois acho muito difícil instituírem o regramento civil aos militares e a CLT acho impossível.
    .
    O que acho que vão fazer é alterar as regras previdenciárias, colocando mais 5 anos de serviço antes da reforma e, talvez, colocando algum tipo de “fator previdenciário” para quem é reformado e aumentar a alíquota de contribuição dos ativos e dos inativos.

  84. A situação que a MB vive hoje e fácil de explicar: megalomania e soberba em demasia, crescimento desordenado de OMs de terra e do número de Almirantes – totalmente fora dos padrões mundiais – e, lamentavelmente, falta de visão!

  85. Tão grave quanto a falta de recursos para a marinha é o desmonte de nossa indústria naval. Na hora que precisarmos construir rapidamente algumas belonaves, não teremos mais a quem mobilizar.

  86. qual industria naval, aquela que monta malemal projetos estrangeiros sob licença e do mesmo jeito meia boca … esta que vc se refere ?

  87. Perdão, senhores, sou leigo no assunto, passei por aqui e li alguns comentários, todos eles interessantes. Pelo pouco que vi, concluo com meus botões que a Marinha assim como as demais forças são reféns do crescimento do PIB. ´É claro que existem problemas de organização, tipo superdimensionamento do contingente; e operacionais, como inoperância de meios flutuantes, mas me parece que restringir os escopos da Marinha ao tamanho de seu Orçamento me parece pensar muito pequeno, em face dos desafios que a geopolítica internacional impõe ao nosso país. A Marinha e as demais forças, devido a sua respeitabilidade e apreço junto à opinião pública, em meu modesto entendimento, poderiam ser mais proativas no debate que se faz atualmente, para enveredarmos por soluções menos financistas e mais desenvolvimentistas para a economia nacional.

  88. Paulo Teixeira,
    A sua visão é próxima da minha e distante de boa parte nas FFAA – ou daqueles que aqui se manifestam.
    .
    Infelizmente, me parece que essa visão de redução de custos sem aumento de receitas é algo disseminado.
    .
    Fala-se em crise porque gastaram demais, que o Estado é grande e dispendioso, que as FFAA são custosas… mas ninguém pensa que, se não gerarmos renda, a tendência é, apenas, aumentar o abismo entre nações ricas e a nossa.
    .
    O PIB, por exemplo, parece que deu um passo de formiga. QUando você vai ver, foi o agronegócio, de baixo valor agregado, quase nenhuma tecnologia (veja o número de patentes do Brasil, inferior à da SAMSUNG…), altamente concentrador de renda… quer dizer, algo que não passa perto das necessidades do país.
    .
    Porém, o Congresso Nacional é composto, em sua maioria, por ruralistas. Até no Rio de Janeiro, ex-Capital do país, onde havia alguma indústria, a Assembléia Legislativa é presidida por alguém que vive do agronegócio.
    .
    Aí fica dificil vender soja, gado e querer comprar fragatas…. Haja soja.
    .
    Enfim, é uma discussão essencial que nunca será feita, ainda mais na caserna. Uma pena…

  89. Salve, Uboot!
    Lamentavelmente uma mentalidade neoliberal, restrita e financista, tomou conta de grande parte das instituições de nosso país. Tanto a militares quanto a civis que entendem que essa solução seria a melhor para o Brasil, faria bem estudar a política empreendida pelos americanos no Japão e especialmente na Coréia, pelas mãos do gen. Douglas MacArthur, e que levaram aqueles países à condição de modelos de capitalismo avançado em nossos dias. Na Coréia, por medo da China, os americanos induziram a uma reforma agrária radical, acabando com a hegemonia das elites rurais e reduzindo as desigualdades de renda; estabeleceram um rígido planejamento governamental, que em seus planos quinquenais priorizaram a educação e a pesquisa, bem como o desenvolvimento industrial; para dar suporte a tudo isto, criaram um banco de desenvolvimento muito parecido com o nosso BNDES, que agora vem sendo descaracterizado. Em suma, qualquer que seja a estratégia de desenvolvimento, há um dever de casa a ser feito e esse passa por algumas reformas estruturais que carecem ser feitas na sociedade, pois desenvolvimento estável e harmônico não se faz neste quadro de desigualdade e mesmo injustiça que marca uma sociedade como a nossa.
    Quanto a questão dos ruralistas, muito bem levantada, temos que compreender que o Brasil é grande e suficientemente rico em recursos naturais para acolher tanto uma agropecuária de exportação altamente competitiva, como a nossa; bem como áreas para reforma agrária, reservas ambientais, áreas indígenas e florestais. O que precisa é equacionar e harmonizar isso tudo em um adequado planejamento regional, onde haja espaço para todos, consentâneo com um zoneamento ambiental e com as oportunidades locacionais oferecidas pelas posições dos grandes mercados. A dificuldade é que os ruralistas querem tudo para si, o que compromete a estabilidade e nosso crescimento no médio e longo prazo.
    Parece que Castelo Branco teve essa intuição ao promulgar, no final de seu governo, o “Estatuto da Terra”, que, apesar do imenso poder à disposição daqueles governos, os militares não conseguiram implementar, tanto pela mentalidade da guerra fria encravada na então doutrina de segurança nacional, quanto à sedução das elites latifundiárias que abriram espaço para a penetração do capitalismo financeiro no campo, a partir daquela época. A consequência foi o mair êxodo rural em tempos de paz que a história presenciou, enchendo as periferias das grandes cidades de uma população que não pode ser acolhida nem atendida pelos serviços e políticas governamentais, gerando os quadros de carência e criminalidade que vivemos até os dias de hoje.
    Não existe outra saída para nós a não ser a retomada do desenvolvimento, e os tempos recentes nos demonstraram que esse viés é possível de se realizar favorecendo a todos. Se queremos FFAA competitivas, temos que ir por aí!

  90. Paulo Teixeira você sugere aumentar o orçamento da Marinha? Quantos milhões ou bilhões?
    .
    Iria tirar de qual outra área?
    .
    Ou iria aumentar os impostos?
    .
    Quanto de imposto você estaria disposto a pagar a mais para reequipar a Marinha?
    .
    Onde você viu que houve “retomada do desenvolvimento”? Na indústria naval? Você considera vôos de galinha, que custaram bilhões aos cofres públicos e depois quebraram, como retomada do desenvolvimento?
    .
    Você acha que políticas pós 2ª GM são aplicáveis hoje. com todas as mudanças ocorridas com a Globalização?
    .
    Quem tem mais condição de conduzir uma empresa: o empresário que colocou o próprio dinheiro no negócio e que, dependendo do resultado, pode lucrar muito ou perder todo o dinheiro investido; ou o burocrata que investe o dinheiro público numa empresa e, aconteça o que acontecer, continuará ganhando seu gordo salário?
    .
    Por fim, lamentavelmente uma mentalidade neoliberal, restrita e financista, NÃO tomou conta de grande parte das instituições de nosso país. Se tivesse realmente tomado, nossa situação seria muito melhor do que é hoje. Um pouquinho de liberalismo nos anos 90 ajudou bastante o Brasil a sair um pouco da estagnação, do atraso e conseguiu superar a super-inflação. Mas pouco tempo depois ideias desenvolvimentistas, coletivistas e equivocadas voltaram e destruíram boa parte do que fora conquistado e agora voltaram a ser questionadas. Tomara que desapareçam do Brasil, que tanto sofreu com experiências desenvolvimentistas, para sempre.

  91. Rafael Oliveira,
    ‘desenvolvimentistas, coletivistas”, não está havendo uma certa confusão, não?
    .
    Eu concordo que os tempos são outros, que existe a necessidade de reformas que torne o negócio mais competitivo porém não me parece razoável importar e implementar, no Brasil, um modelo fechado, ainda mais tão radical.
    .
    Se o Estado brasileiro desaparecer (e isso é a pedra de toque das ideologias anarquista e marxista, apesar da prática socialista no século XX), será que as empresas nacionais teriam condições de sobreviver?
    .
    Me explique seu ponto de vista de considerando a concorrência internacional (não estou sendo irônico). Sinceramente, tenho dificuldades enormes de entender como o empresariado nacional, minúsculo e ineficiente, pouco profissional (a questão da qualidade foi debatida nos EUA quase que exatamente 100 anos atras e ainda hoje há quem a desconheça) teria capacidade de enfrentar a concorrência, apoiada pelas seus respectivos Estados, de empresas chinesas, alemães, japonesas, coreanas ou norte-americanas, etc.

  92. Uboot, meu “coletivistas” seria em oposição ao individualismo típico do capitalismo. Seria o discurso do governo intervir na economia para o bem de todos, ajudar todos com suas boas intenções e sua enorme capacidade gerencial, planejando tudo.
    .
    1 – As empresas não precisam ser nacionais para produzir aqui.
    .
    2- Existem vários empresários brasileiros com capital e competência para criar empresas lucrativas. Um Jorge Paulo Lehmann da vida, se quisesse, poderia montar uma indústria qualquer e certamente atrairia investidores para sua ideia.
    .
    3 – Se os empresários são ineficientes e pouco profissionais o que dizer dos nossos políticos e burocratas? Você acha que esses últimos são mais preparados para desenvolver o país?

    3- Existem várias indústrias nacionais que enfrentam concorrência estrangeira e sobrevivem. Embraer, Weg, Marcopolo, até mesmo a CBC, etc. Se o custo-Brasil fosse menor, certamente elas estariam ainda melhores e lucrando muito mais.
    .
    4- Além da reforma trabalhista e tributária, o governo poderia ajudar bastante se não atrapalhasse, deixando de criar regras novas a todo momento, diminuindo exigências burocráticas, sem ficar elegendo campeãs nacionais, sem ficar interferindo na política de preços, etc.
    .
    5- Uma coisa é ter o BNDES ou agir na OMC para defender empresas nacionais. Essa parte mais básica deve continuar. O que não deve existir é a ingerência descomunal que houve durante o governo militar e o governo do PT.
    .
    6 – Não falei que o Estado deve desaparecer. Só defendo que ele diminua de tamanho.

  93. Prezado Rafael,

    Se me fiz bem entendido, eu não entrei na discussão sobre aumentar ou não “este” orçamento da Marinha. A dotação anual é o vetor resultante do embate entre atores estratégicos numa mesa de negociações sobre aplicação do gasto público, levando em conta a prioridade do setor bem como atividades e projetos em execução em cada área. No caso, depende, fundamentalmente, da prioridade que a sociedade atribui à área, e da taxa de crescimento da arrecadação, que é função direta do
    PIB (Na situação atual, os gastos setoriais estão congelados por 20 anos, então…). A questão que levantei é uma questão de base, uma orientação estratégica que alcança o longo prazo; isto é, a evidência acaciana de que o fortalecimento da Armada é ligado ao crescimento do PIB, e também à prioridade que se concede à defesa nacional, no que tange ao nosso mar territorial. Postulo que o alcance dessas duas “bolotas” seria facilitado por uma atitude mais proativa de quem se preocupa com a defesa nacional no debate em torno do crescimento do PIB, não em termos de uma assepsia financista, mas em políticas públicas de desenvolvimento, em particular relacionadas com um crescimento endógeno da economia, via expansão do mercado interno, primordialmente, mediante políticas redistribuidoras de renda, devido ao perfil estrutural da sociedade e da economia brasileiras.
    Esse é o princípio básico, que define a estratégia a perseguir, com globalização ou sem globalização. Aliás, globalizou-se a produção, mas não se globalizou a renda, que continua a regar as conhecidas hortas de sempre, exceto nos casos onde se corrigiram de alguma maneira as deficiências estruturais apontadas acima e que preciam ser corrigidas aqui, como dever de casa, especialmente o Japão, Taiwan, Coreia e inclusive a China, por outros meios. Nossa história econômica mostra que os períodos de maior crescimento da renda estão relacionados com a presença indutora do Estado (investimento autônomo) e de suas políticas públicas, inclusive na ditadura militar. Se naquele tempo houvesse também preocupação com a distribuição pessoal e regional da renda, além do crescimento exógeno via exportações, já estaríamos no primeiro mundo.
    O serviço público, para ser eficaz, exige mais do que simples mentalidade empresarial, que aliás é coisa rara no capitalismo brasileiro, dependente de benesses, vide os récordes alcançados no Procom. Exige a consciência de que lucro social difere de lucro privado, e os dois são condições necessárias para a gestão pública. Requer espírito público, que a apropriação do estado pelas elites econômicas e políticas (“liberais”) jamais permitiram vicejar. Urge resgatar isto, e não descartar a priori, por ideologia.
    “Liberalismo” foi o que SEMPRE existiu aqui; “coletivismo” nunca houve (alguém poderia apresentar alguma política “coletivista” que tenha sido implantada em nosso país, mesmo em períodos mais recentes?). Um ‘liberalismo’ tupiniquim, dependente do estado, diga-se de passagem, onde vemos ‘liberais’ aplaudindo golpes de estado e a quebra de grandes empresas privadas de capital nacional; e ‘socializantes’ pregando eleições diretas, e defendendo a sobrevivência dessas grandes empresas privadas nacionais…
    Um aprofundamento na história econômica brasileira faria bem a todos nós. inclusive no período recente, registrado nas estatísticas oficiais, como o divertido gráfico apresentado em https://www.google.com.br/search?q=pib+brasil&oq=pib+brasil&aqs=chrome..69i57j0j35i39j0l3.6463j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8 . Contribui para des-canonizar, inclusive, a fantasia que se faz dos anos 90, onde o financismo aliado à safadeza resultou em juros de 45% ao ano.
    Queira aceitar meu cordial e respeitoso abraço.

  94. Paulo,
    Concordo em gênero, número e grau. Uma pena que será chamado de “petista” e desqualificado sem que se discuta o mérito dos argumentos.
    .
    De qualquer forma, parabéns pela breve exposição.

  95. Rafael,
    Eu entendo os motivos da sua crítica. De fato, é importante que haja quem pense diferente e possa debater, de forma cordial, assunto tão importante.
    Todavia…
    .
    “meu “coletivistas” seria em oposição ao individualismo típico do capitalismo. Seria o discurso do governo intervir na economia para o bem de todos, ajudar todos com suas boas intenções e sua enorme capacidade gerencial, planejando tudo.”
    .
    Ora, o mundo não se divide entre liberalismo x comunismo… entre tudo ou nada. A social-democracia européia da segunda metade do século XX estaria onde nesse espectro?
    .
    O modelo europeu continental e escandinavo está longe de ser liberal e garante altos níveis de desenvolvimento humano. Canadá, exemplo na América do Norte, também passa longe do liberalismo apregoado por alguns norte-americanos….
    .
    Ora, você teria problemas em viver em algum desses países? Se sim, me diga 10 exemplos de países liberais puros que tenham obtido sucesso no século XX seguindo a cartilha da Escola Austríaca.
    .
    Se você me apresentar, talvez seja possível pensar em adotar o modelo por aqui.

  96. Prezado Uboot,
    Não sei e nem me importaria se me qualificassem dessa maneira; confesso inclusive que sou PT desde criancinha. Isto é, “Paulo Teixeira”, como está em minha certidão. Importaria mais se os conteúdos ficassem na orfandade. Não sou dono da verdade, e vivo aprendendo.
    Um abraço cordial!

  97. Prezado Paulto Teixeira, nossa análise do Brasil é extremamente oposta.
    Ao longo do século XX, o Estado Brasileiro sempre agiu como indutor da economia. Mesmo nos anos 90, em que houve um pouco de liberalismo nesse país, o Estado continuou regulamentando, interferindo e financiando a economia. Mesmo quando houve privatizações, foram criadas agências reguladoras, fundos setoriais, bloqueios concorrenciais e etc.
    Qualquer ranking de liberdade econômica coloca o Brasil em seu final, com você pode dizer que aqui impera o liberalismo? Dê um olhada no da Heritage Foundation.
    Aqui o capitalismo sempre foi de compadres, de campeãs nacionais, etc. De certa forma você apontou isso, mas, aparentemente, viu como algo positivo. Pelo menos entendi isso: “não podemos torcer contra a Odebrecht e a JBS. E daí que mantinham relações espúrias com o governo? E daí que pegavam dinheiro subsidiado pelo povo no BNDES? E daí que superfaturavam contratos com os entes públicos? O que importa é que são campeãs nacionais, geram empregos e por isso devem ser mantidas a todo custo. Vamos tirar mais dinheiro do povo e injetar nelas. Perdoem seus acionistas, eles não fizeram isso por mal.”
    A FIESP para você é um símbolo do capitalismo ou do liberalismo? Para mim é um símbolo do corporativismo buscando a todo custo a interferência estatal a seu favor e não a ausência de interferência estatal.
    Políticas coletivistas: reforma agrária para atender o MST, desapropriações urbanas para atender o MTST, o direito trabalhista brasileiro que coletiviza tanto o empregador, conforme sua atividade econômica, quanto o trabalhador, conforme sua profissão, e impede a livre contratação, função social do contrato, função social da propriedade, etc.
    Os anos 90 foram duros. Foi necessário tomar algumas poucas medidas liberais para superar décadas de desenvolvimentismo, parar com a superinflação e etc. Aumentaram os juros para mais de 40% ao ano. Foi o mal necessário. Teve desenvolvimentista que achava melhor sequestrar a poupança, tabelar preços, espalhar fiscais e mandar prender quem aumentar os preços. Mesmo nenhuma dessas opções tendo funcionado, insistem até hoje nesse tipo de política econômica. E pior que depois de tanto sacrifícios, os desenvolvimentistas tomaram o poder novamente e fizeram isso com a economia. No seu gráfico, olhe a queda acentuada do PIB causada a partir de 2014. Não há paralelo na história brasileira de uma queda tão dramática.
    .
    Caro UBoot, nunca disse que o mundo se divide entre liberalismo x comunismo. Nos países ocidentais, há um pouco de liberalismo e um pouco de socialismo, variando a intensidade conforme o país. Então não dá para dizer que há dez países liberais puros (assim como não há países comunistas puros) ou que seguiram fielmente os ensinamentos da Escola Austríaca. O mundo é muito mais complexo do que isso.
    Por exemplo, ao mesmo tempo que a Suécia é bastante liberal quanto ao direito do trabalho, é bastante assistencialista. Ao mesmo tempo que fornece “gratuitamente” saúde e educação, vale-se de empresas ou entidades privadas para tal (sistema de vouchers). Não estou dizendo que o Brasil tem que adotar um liberalismo puro e total, com o Estado Mínimo.
    A meu ver, o Chile, ao seguir uma política econômica orientada por Friedman, demonstrou que o liberalismo é benéfico para o desenvolvimento econômico. Fico imaginando o que seria do Brasil se tivesse seguido essa cartilha, pois tínhamos e temos muito mais recursos naturais, população, capital, indústrias e etc. Mas preferimos seguir Delfim Neto rsrsrs.
    Como eu disse, não há país puramente liberal e nem é isso que eu defendo para o Brasil. Mas eu moraria em qualquer país Verdão e Verdinho do Ranking de liberdade econômica. https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Liberdade_Econ%C3%B4mica
    Repare que Canadá, Suécia, Noruega e Finlândia tem muita liberdade econômica.
    A maioria dos brasileiros acham que esses países são próximos do socialismo. Ledo engano. Alguns não têm nem salário mínimo. Abrir e fechar uma empresa é facílimo. Burocracia mínima. Direito de propriedade é respeitado. Mesmo alguns deles tributando pesadamente a renda, as demais liberdades compensam essa interferência estatal. Fora a parte que é menos pior tributar a renda do que fazer igual ao Brasil, que tributa pesadamente o consumo. Um pobre, que ganhe R$ 1000 por mês para sustentar sua família acaba destinando uns R$ 500 em tributos (boa parte vai para políticos, funcionários públicos ou para financiar empresários que ganham isso em um dia ou em um minuto ou até em menos tempo), sobrando R$ 500 para suas necessidades mais elementares.
    Abraços!

  98. Rafael,
    Concordamos em alguns pontos. Inclusive, sobre os impostos, concordamos totalmente.
    .
    Sobre a Suécia e o Chile, vou ler um pouco para poder opinar sobre esses dois país, principalmente o Chile.

  99. Prezado Adriano,
    Achei tão interesante e desafiador o seu vídeo que lhe peço licença para manifestar meu ponto de vista.
    Em primeiro lugar, Dr. Milton Friedman é um dos mais importantes economistas do século XX, e sua respeitável opinião foi formada na conceituada escola de Chicago. No vídeo, filmado em Hong Kong, num “estudo de caso”, ele defende que o livre mercado é a melhor forma de se organizar a economia para atender as necessidades de renda e emprego dos mais pobres. Os operários tem ali suas necessidades básicas satisfeitas devido à concorrência pelo seu trabalho e à agilidade dos empresários em se adaptar às situações, pois não existe intervenção do estado na economia. Uma antítese do que ocorria na China, até a revolução cultural.
    Entre outros fatores, a situação é ali favorecida por ser a mão de obra, na ´pequena (ex) “cidade-estado”, o fator escasso, sendo fator abundante o capital; e não o contrário, como ocorre por estas bandas. Seria essa uma boa amostragem? Ouso arriscar.
    Mas a crítica que alguns economistas fazem ao Dr. Fridman, se é que me lembro bem, é que existem imperfeições no mercado que dificultam que ele conduza ao “ótimo” econômico, o pleno emprego dos fatores de produção: nunca se conseguiu eliminar monopólios, oligopólios e cartéis que impedem e istorcem a livre concorrência. Além disto, o sistema de preços é sujeito a distorções que o impedem de refletir a real escassez dos recursos produtivos na sociedade (produzindo a tal diferença entre
    “lucro privado” e “lucro social”, como desenvolvida pelo Edmar Bacha em sua tese doutoral). É preciso então um ente que corrija tais distorções – na medida certa – através de políticas públicas, para se aproximar do “ótimo” econômico, principalmente com relação às necessidades das capas sociais mais pobres. Isso deixando de lado a poderosa crítica que o marxismo faz, aquela questão da “luta de classes”, que qualquer um de nós pode experimentar quando negocia salário com a empregada doméstica: quem tem mais cacife sai ganhando, não é?
    isto não quer dizer que o “estado mínimo” seja bom ou seja mal, assim como não posso julgar que o remédio de quimioterapia na prateleira da farmácia seja bom ou mal.
    Depende do doente, do seu estado de saúde, do tipo de doença que tem. Eu não arriscaria fazer como certos ‘neolibelês’ que o tem como panacéia parea todos os casos (embora o modelo que apresentem seja sempre o de… Hongkong! por que não o Haiti?), nem como certos socialistas fazem com relação a um estado “máximo”, se posso dizer assim. Mas lembro que até os comunistas aceitam o estado mínimo em seu limite, pois defendem que depois do comunismo vem a etapa do anarquismo… Há, pois, etapas a percorrer, “deveres de casa” pra se chegar lá.
    Certo ou errado o Dr. Milton Fridman (quem sou eu para criticá-lo!), é absolutamente certo que ele é individualista, porque se funda e se motiva no lucro individual, no cada um por si e Deus nas arquibancadas; sua “chegada” aos pobres é por conta da tal “mão invisível”, que nós brasileiros conhecemos muito bem, máxime ultimamente… Nestes tempos de pós-modernidade ambas soluções precisam ser superadas por boas doses de misericórdia, altruísmo, generosidade e solidariede, coisas que não são tão novas assim e que, além da revolução francesa, estão presentesnas esperanças do ser humano desde o início dos tempos.
    Obrigado, e um abraço.

  100. Paulo Teixeira, onde você viu que o modelo econômico do Haiti é liberal? No ranking que eu citei ele consegue estar abaixo do Brasil em liberdade econômica.
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    Um país que por décadas foi escravo de uma família (Papa e Baby Doc), que viu vários golpes contra presidentes eleitos, que precisou por mais de uma década de tropas da ONU para conseguir ter um mínimo (e põe minimo nisso) de estabilidade e que possui diversas empresas estatais não pode ser usado como exemplo de política liberal.
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    PS: sei que o Aristide tomou uma ou outra medida liberal, mas o ex-padre da Teologia da Libertação não conseguiu ir longe em suas reformas (talvez nem fosse sua intenção ir longe).

  101. Obrigado Uboot e Paulo Teixeira pelas suas considerações. Abraço a ambos. Eu tentei, mas não consegui localizar, um vídeo onde Friedman explica a cadeia para fabricação de um simples lápis (claro que em escala industrial) envolvendo desde o lenhador até o imposto final sobre o produto. É um estudo de caso clássico, de empreendedores que auferem lucro individual mas, coletivamente e graças ao capitalismo, geram empregos, renda e impostos com muito pouca intervenção do Estado (apenas regulação). Bom fim de semana e abraço a todos.

  102. Complementando o post anterior, o capitalismo pode não ser um modelo perfeito, assim como a democracia também não o é, mas não há modelo melhor até agora para substituí-los.

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