Míssil de cruzeiro naval francês entra em serviço

Míssil de cruzeiro naval francês entra em serviço

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O Missile de Croisière Naval (MdCN) sendo lançado por uma FREMM

A Marinha Francesa possui agora uma nova capacidade de ataque de longo alcance a partir do mar. Os primeiros mísseis de cruzeiro navais MdCN entraram silenciosamente em serviço em fevereiro, como parte do sistema de combate das primeiras fragatas FREMM multimissão da força.

Seis fragatas FREMM vão transportar mísseis de cruzeiro até 2019

A frota francesa contará em breve três fragatas FREMM armadas com mísseis de cruzeiro MdCN, o primeiro de seu tipo a ser desenvolvido na Europa: a Aquitaine e a Provence, seguidas pelo Languedoc, que está programada para entrar no serviço em poucas semanas. Até 2019, essas três serão acompanhadas pela Auvergne, a Bretagne e a Normandie. Cada fragata FREMM será equipada com dois silos de lançamento vertical de oito células A70 para um total de mísseis de 16 MdCN projetados, desenvolvidos e produzidos na França pela MBDA.

O primeiro míssil de cruzeiro desenvolvido na Europa foi lançado pela primeira vez pela fragata FREMM Aquitaine em maio de 2015. Este teste de qualificação foi seguido por outros testes até que a MBDA estivesse em condições de entregar mísseis de produção para implantação operacional.

Concepção artística do míssil de cruzeiro em voo

Projetado para eliminar alvos terrestres remotos

O MdCN é baseado no míssil de cruzeiro Scalp EG lançado do ar agora em serviço com as aeronaves de combate Mirage 2000 e Rafale da Força Aérea Francesa e Rafale Marine transportadas pelo porta-aviões Charles de Gaulle da Marinha. A versão naval tem 7 metros de comprimento, incluindo o booster, e pesa 2 toneladas. Este míssil do tipo “dispare-e-esqueça” desdobra suas asas depois de deixar o lançador e voa a cerca de 1.000 km/h usando vários modos de navegação.

O sistema de orientação combina a navegação inercial, um radio-altímetro e um receptor GPS que permite ao míssil voar um curso preciso em baixa altitude. Durante a fase de aproximação, um seeker IR orienta o míssil para acertar o alvo com precisão de um metro. O MdCN traz uma ogiva avançada projetada para eliminar alvos estratégicos em abrigos endurecidos.

Enquanto o alcance preciso da arma continua sendo um segredo militar, as fontes comerciais sugerem que é pelo menos 1.000 km. Os navios armados com mísseis MdCN poderão encontrar alvos estratégicos dentro do território do inimigo com precisão sem precedentes, a partir de uma distância segura. Por exemplo, um navio no Chipre poderia facilmente eliminar um alvo próximo a Mosul no norte do Iraque.

FONTE: Mer et Marine

88 COMMENTS

  1. Os primeiros mísseis cruise da década de 80 utilizavam o complexo sistema TERCOM para refinar a navegação (não tinha GPS) e para se manter a baixa altitude.
    Hoje, a combinação de um radar altímetro com o GPS e mapas digitalizados garante o voo a baixa altitude em praticamente qualquer região do globo.

  2. Os franceses estão evoluindo na sua capacidade de projeção de poder. Além do MdCN ele estão operando o Exocet Block 3 que tem capacidade de atacar alvos em terra num raio de 200 km.

  3. Quem não tem Tomahawk, necessita desenvolver seu próprio armamento.

    Como diz a matéria, o MdCN é baseado no SCALP/STORM SHADOW, utilizados pela força aérea francesa e RAF.

    Salvo engano, em substituição ao SCALP/STORM SHADOW está sendo desenvolvido em parceria franco-britânica o PERSEUS, míssil de cruzeiro supersônico.

  4. A MB não poderia dotar suas Naves com o Astros 2020 numa versão naval para atacar alvos em terra assim como os Exocet?

  5. Os franceses são uma potência.
    Não costumam ficar muito atrás dos EUA e da Rússia (e agora China).
    Se bem que na segunda guerra sofreram nas mãos dos alemães.
    Na verdade foram derrotados.
    Os ingleses e americanos derrotaram os alemães…
    Mas que eles gostam de independência tecnológica gostam…

  6. Como os franceses identificam os alvos e “apontam” os mísseis?
    Tipo um satélite identifica a localização, registra as coordenadas e manda para o navio?
    E para que o seeker IR?
    Afinal de contas um.alvo convencional não necessariamente emite muito calor…

  7. RL,
    Muitas marinhas usam lançadores múltiplos de foguetes de saturação para bater alvos de área em seus navios, principalmente navios de operações fluviais. Para a MB bastaria que isso fosse uma prioridade, que não é. Há vantagens e desvantagens em relação aos canhão, que no nosso caso é o Mk-8 de 114 mm. Uma das desvantagens é a menor taxa de fogo sustentado e a menor precisão (salvo se utilizar foguetes guiados).
    Já se estiver se referindo exclusivamente ao míssil AVTM300 para neutralizar alvos de alto valor profundamente no território inimigo, também não creio que seja uma prioridade mas se fosse seria possível instalar lançadores ASTROS fixos. Claro que esses sistemas estariam competindo com outros em termos de espaço e deslocamento, dentro do navio.

  8. Nonato,
    Esse tipo de míssil geralmente é utilizado contra alvos fixos estratégicos que são identificados pela inteligência e a posição e as imagens são extraídas via satélite. Os mísseis são “apontados” pelas coordenadas geográficas e o refinamento da orientação se dá por uma câmera térmica com capacidade de aquisição automática de alvos. A imagem do alvo é inserida no processador do míssil e esse ativa a câmara quando se aproxima do alvo e faz a correlação do que ele vê com o que ele tem armazenado. Serve por exemplo pra fazer o míssil atingir um ponto específico de um edifício, etc.
    O fato de ser uma câmera térmica é para que possa ser utilizado de noite contra alvos fixos. Também ajuda se ele for capaz de ser utilizado contra alvos móveis de alto valor, como por exemplo um lançador de mísseis ou um radar. Mas é pouco provável. O mais provável é que seja utilizado contra alvos fixos.

  9. Amigo Nonato!
    Os alemães foram derrotados (na sequencia de peso) pelo União Soviética , Estados Unidos , Reino Unido , Franca , Polónia , Yugoslavia , Brasil e outros países. Sem os povos do Leste Europeu peitar os nazis por 4 anos revertendo andamento da guerra vários vezes eu ,Você e maioria desse blog falariam alemão fluentemente desde nascença (que tb seria problemático para algumas das raças e alguns dos povos).
    Sobre a independência tecnológica.Basta lembrar sistema de TV (SECAM) , carros e maquinas com rosca “fora de padrão” , guilhotina , etc
    Um grande abraço!

  10. Quanto à capacidade francesa em armas guiadas, eles só utilizam 5 armas guiadas que não são de desenvolvimento e produção própria, e todas dos EUA. São elas: o míssil Hellfire (para o helicóptero Tiger), o míssil Javelin (que começa a ser substituído pelo MMP), os “foguetes guiados” GMLRS e as bomba Paveway GBU-12 e GBU-24.
    Aliás, não sei o por que da aquisição das Paveway pelos francesessendo que eles fabricam uma bomba equivalente, a BGL. Só se pararam de fabricá-la, mas se o fizeram, por quê???

  11. Investimento para estudo e pesquisa. Educação como investimento e não despesa. Competência no gerenciamento da máquina pública. punição para todo tipo de corrupção e sonegação. Cobrar semestralmente comprovante de rendimentos para àqueles que possuem altos cargos no governo e nos outros poderes, com regular averiguação de receita e PF. Seriedade e honestidade é o que precisamos para o desenvolvimento.

  12. ScudB, na Segunda Guerra, os soviéticos foram fundamentais para abreviação da guerra, nao esquecendo que tanto os soviéticos quanto os britânicos receberam volumosas ajudas de matérias bélicos vindas dos EUA. Não se engane, os EUA venceriam de qualquer jeito. Na época só os EUA possuíam a bomba atômica e assim como o Japão, qualquer nação suncubiria a esse poderio.

  13. Fico imaginando se a FREMM ganhar a licitação se esse míssil poderia vir no pacote.
    Bosco, quais as opções hoje desse tipo de míssil para serem utilizados pela MB e que realmente teríamos acesso?
    Será que não poderíamos desenvolver algo parecido com a IAI, como os indianos fizeram com o Barak?

  14. Não vejo a manufatura de um produto deste um grande desafio.
    o produto é propelido por um estagio de estado sólido , e logo usa turbina para alcançar o alvo
    pode-se usar GPS para o direcionamento, navegação inercial, e com mapas para o reconhecimento do terreno…

  15. Bosco, existe a possibilidade de uma versão naval (talvez até lançada de submarinos) do míssil de cruzeiro brasileiro “Matador”?

  16. Pelo que está no livro branco Francês as unidades do scalp na forças armadas francesas estão limitadas a 100, será que vão produzir mais só para equipar as fremm?

  17. Para bolar uma “versão naval” do AV-MT 300 não deve ser tão complicado. Levando em conta o MAN SUP, será que não dava para utilizar os sistemas dele no AV-MT 300?
    .
    Poderia ser uma alternativa ao Exocet Block 3…
    .
    Lançar de submarino já acho que vai ser bem complicado. Diâmetro do míssil parece ser grande (mais de 533mm), tem as aletas grandes… E nós só teremos os tubos de torpedos nos Submarinos.

  18. Bem lembrado August…
    .
    o que consta agora é 150 unidades para as fragatas e 50 para os 6 novos submarinos que
    estão em construção…parece muito, mas, não é…alguns serão utilizados em testes, outros
    estarão em manutenção portanto não disponíveis, mas, igualmente, nem todas as fragatas
    e submarinos estarão disponíveis ao mesmo tempo…o míssil é bom, mas, quantidade continua
    sendo um problema para os europeus.
    abs

  19. No vide de manufatura do tomawark vi aterramento para tudo que é lado, nas fotos da avibrás não vi nenhum aterramento… não é profissional isso para dizer o mínimo…

  20. Emanuel e Zmun,
    O Brasil está entrando no segmento se realmente chegar a completar o desenvolvimento do AVTM300. Naturalmente o que seria de se esperar é que venha a ter uma versão naval, que poderá redundar numa versão antinavio com função de ataque terrestre secundária e numa versão especificamente de ataque terrestre de maior alcance.
    Combinando a tecnologia do AVTM300 com a do MANSUP e é fácil desenvolver uma versão antinavio. Também não é difícil desenvolver uma versão de longo alcance (digamos, 1000 km) de um míssil cruise. Simplificando, basta levar mais combustível que ele irá mais longe. Lembram dos russos que colocaram tanques conformais no seu míssil Rh-55 https://therearenosunglasses.files.wordpress.com/2010/09/kh-55sm-granat-1s.jpg?w=869
    O que nos falta é um seeker IIR com capacidade ATR (reconhecimento automático de alvos) ou um sistema como o DSMAC (utilizado pelo Tomahawk), mas até que tenhamos tal tecnologia o míssil pode utilizar apenas navegação inercial combinada com a GPS como é o atual AVTM e o já retirado CALCM (AGM-86C).
    Não sei se o AVTM-300 tem capacidade de voo ultra baixo sobre terra, sendo essa tecnologia também muito interessante num míssil de longo alcance não stealth (apesar de ter RCS muito reduzido, provavelmente menor que 0,1m²). Se não tiver é uma tecnologia que temos que dominar.
    Quanto ao lançamento por submarino, tudo indica que é compatível com os TTs de 553 mm já que é dito que o AVTM 300 tem diâmetro de 45 cm (menor que o do Tomahawk que é lançado por esses TTs).
    Um abraço.

  21. Nonato,
    “Os franceses são uma potência.
    Não costumam ficar muito atrás dos EUA e da Rússia (e agora China).”
    .
    Em termos financeiros, existem limitações bem diferentes. Já inserida no âmbito da UE, a conta deve ser diferente.
    .
    “Se bem que na segunda guerra sofreram nas mãos dos alemães.
    Na verdade foram derrotados.
    Os ingleses e americanos derrotaram os alemães…”
    .
    A Europa conviveu durante muito tempo com conflitos internos, como a I GM e a Franco-Prussiana. Felizmente, tais tempos já passaram e a espiral bélica parece ter sido interrompida na segunda metade do século XX.
    .
    Os americanos derrotaram vários “inimigos” no último século porém, convenhamos, foram todos conflitos fora do seu território, não havendo como comparar com os europeus em geral (desde a Alemanha até a URSS, passando por Inglaterra, França, etc).
    .
    Poder-se-ia dizer que… bater em cachorro quase morto é fácil.
    .
    Depois da Alemanha (e poderia ter sido a Inglaterra ou a França) ter que assumir frentes na Europa (vs Inglaterra), Eurásia (vs. URSS, países balcãnicos, etc) e África, sobrepujar uma potência ascendente que passou incólume pela I GM, convenhamos, seria mais que um milagre.

  22. Uboot,
    “Cachorro quase morto?” Qual? O Vietnã do Norte bancado pelo russos e chineses? Ou seria o Iraque? Você já deu uma olhada por curiosidade na capacidade militar do Iraque antes da Primeira Guerra do Golfo? Se aquilo lá for cachorro morto então nós somos o quê? Você já teve curiosidade de saber quantas aeronaves americanas foram abatidas pelos vietcongues e pelo Vietnã do Norte? E isso há 40 anos atrás. O Vietnã do Norte tinha mais artilharia antiaérea (incluindo mísseis de grande altitude que até hoje o Brasil não tem) que todo o hemisférico sul tem hoje. Pra você isso é “cachorro morto”? rrsrs Tomara que você não seja veterinário porque senão vai tá enterrando um monte de au-au vivinho da silva. rsrss
    O que realmente diferencia os americanos desses países que citei é o arsenal nuclear, que ao que me consta não foi utilizado. Se tivesse sido, aí sim seria bater em cachorro morto. De resto é mano a mano. Os EUA tem mais tecnologia e mais dinheiro, mas que no cômputo geral não faz tanta diferença quando o teatro de operações está a 10 mil quilômetros de distância de casa. Também não faz tanta diferença ter muito mais dinheiro se o vietcongue fez o que fez mais motivado e de graça por pura lavagem cerebral, como um zumbi amestrado. O mesmo se pode dizer dos talibãs.

  23. Uboot…
    .
    mas também não foi fácil para os EUA levar tropas e equipamentos mundo afora não apenas para suas necessidades, mas, também de aliados, especialmente URSS.
    .
    Os soviéticos e alemães se beneficiaram mutuamente no início de um pacto e os últimos não precisaram se preocupar com os japoneses…que obstinadamente se voltaram à ataques
    suicidas inclusive.
    .
    Estar geograficamente longe de tudo como estavam os EUA teve suas vantagens, mas, também desvantagens que foram contornadas pela imensa capacidade industrial, grande
    população e sacrifício.

  24. E as FREMM italianas, elas teriam a mesma capacidade de ataque e projeção de poder sobre o território inimigo? Se sim, qual seria o míssil de cruzeiro? Este mesmo produto MBDA, ou um outro, qual?

  25. Bardini e Bosco, muito obrigado pelas respostas. Um míssil de cruzeiro com alcance de 1000 km lançado de um navio ou submarino brasileiro seria algo realmente interessante. Imagino um sub nuclear armado com esse tipo de míssil, seria um fator dissuasor de respeito. Projeção de poder muito mais eficiente (e barata?) que uma força tarefa nucleada num porta-aviões.

  26. Valeu Bosco.
    Espero que a MB consiga concluir seus projetos. Poderíamos exportar e fazer essa tecnologia render outros frutos além de conhecimento.
    Abraço.

  27. Vantagens dos EUA frente a qualquer inimigo:
    – orçamento militar gigante e consistente no tempo;
    – doutrina militar consolidada e em constante evolução;
    – guerra, para eles, é assunto vital, com abordagem altamente profissional, com pesados investimentos em material, treinamento e inteligência;
    – estrutura decisória comprometida com a cadeia militar;
    – poder político comprometido;
    – material, material, material e material.
    Ganham porque treinam mais, investem mais e possuem mais (muito mais) para gastar no atrito.
    Mas isso não quer dizer que tudo seja moleza, vide Vietnam, etc… O osso pode ser duro de roer, mas eles acabam roendo.
    Se fossem eles a lançar o míssil francês da matéria acima, comprariam logo umas duas mil unidades, isso no primeiro lote.

  28. Fabiano,
    Usam! Mas é cara. Eles também integraram as Paveway aos Rafales por ser mais barata e dar conta do recada em 90% das situações.

  29. Fabiano,
    Mas nesse caso não é demérito dos franceses já que não tem como competir mesmo. É impossível competir com a Paveway (e a JDAM) em termos de custo já que foram produzidas às centenas de milhares. E como “não se admite” um Rafale armado com bombas burras o jeito é utilizar a arma guiada mais barata que existe e ainda capaz de fazer o serviço. Um Rafale com bombas burras é o mesmo que armar um moderno soldado com um bacamarte.
    Um abraço.

  30. O custo reduzido da Paveway deve ter sido o motivo dos franceses terem cessado a fabricação da similar BGL. É capaz que na ponta do lápis ficava mais barato comprar dos americanos e aí encerraram a linha de produção.

  31. Zmum…
    .
    um submarino armado com esse míssil nunca poderia substituir um NAe pois apenas uns poucos
    mísseis podem ser embarcados e então o submarino precisa retornar à base para recarregar…
    um NAe pode ficar bombardeando dias seguidos e pode contar com um número maior de mísseis
    a bordo dos navios de escolta se estes forem assim equipados.
    abs

  32. Simplesmente não compensa do ponto de vista financeiro produzir certas coisas…não à toa o NAe francês Charles de Gaulle conta com catapultas e maquinário/cabos de retenção americanos fabricados sob licença e opera com aeronaves E-2C igualmente dos EUA.

  33. Só de curiosidade um único porta-aviões classe Nimitz leva cerca de 3000 toneladas de armas ar-sup a bordo enquanto toda a atual frota de submarinos americanos (supondo que possam atacar juntos, o que seria impossível) soma cerca de 600 t de “ogivas” dos cerca de 1200 mísseis Tomahawks.
    E como o Dalton disse o submarino fica sem mísseis e tem que retornar à base já que não tem como ser recarregado em pleno mar enquanto o porta-aviões pode continuar martelando o alvo por meses seguidos sendo reabastecido de víveres, combustível para aviação e munição tantas vezes quanto for requerido.

  34. Muito boa as explicações dos senhores. Eu me referia à realidade da MB, já que supostamente esse sub nuclear vai sair, seria importante armá-lo com esse tipo de míssil. Mesmo que a persistência de combate seja muito menor, não sairia muito mais barato que uma FT inteira e não seria ainda um fator dissuasório de respeito? Imaginando que nós eremos mais de um sub, claro.

  35. Acho que para a realidade brasileira, talvez seja mais importante ter um torpedo nacionalizado antes de ter um míssil de Cruzeiro para os Submarinos. Creio que o foco de nossa força de Submarinos siga por muito e muito tempo sendo a negação do uso do mar.
    .
    O SNBR vai estar ativo pra lá de 2035, isso chutando bem baixo… Os próximos então, só pra lá de 2040… Tem muito chão até termos um submarino maior, com maior capacidade de comportar dezenas de mísseis.
    .
    Na minha opinião de achista, mais vale seguir com a esperança de ter um bom NPM para o CFN e um NAe para assegurar o Controle da Área onde o CFN terá que se meter.

  36. Incrível a capacidade dos franceses de criarem soluções próprias, ainda que na maioria das vezes sejam demasiadamente caras.

    -x-

    Mudando de pato ganso, seria realmente formidável a criação de uma força armada conjunta europeia. Obvio que isto é totalmente utópico, ainda mais hoje nesse momento de “exit” do bloco, porém situando-se no campo da imaginação… os ganhos com a sinergia seriam espetaculares. A unificação da europa sob uma só organização de defesa criaria um colosso militar. Já que estamos no naval, só pra citar um exemplo: França e Italia com as FREMM, Espanha com as F110, Alemanha com as F124, Holanda com as DzProvincien e por ai vai… a unificação iria desmontar um sem número de projetos razoavelmente equivalentes, estruturas redundantes, tudo que hoje existe e que, no fim das contas, será utilizado para defender não somente a si mas tbm aos vizinhos, vide os pactos de defesa mútua hoje vigentes.

  37. Os EUA é o único país do mundo que tem uma força de mísseis cruise capaz de fazer diferença numa guerra. Ainda o obuseiro e a bomba são as armas que ganham as guerras, o resto é alegoria.
    Todos os outros países (Rússia inclusive) utilizam os mísseis cruise convencionais com intenção apenas e tão somente de marcar território (função política e midiática) mas sem nenhum efeito prático no curso de uma guerra, sendo realmente essenciais em cenários e situações remotíssimas.
    A quantidade de Tomahawks na USN gira em torno de 4000 mísseis, nos cerca de 10500 células de lançamento vertical (submarinos SSN, SSGN, cruzadores, destróieres).
    Em relação aos mísseis de cruzeiro (cruise) convencionais lançados de avião existem cerca de 5000 mísseis cruise convencionais a disposição da USN, USMC e USAF, nos modelos SLAM-ER, JASSM e JASSM-ER (e provavelmente alguma quantidade residual do CALCM AGM-86C), lançados dos F-15, F-16, F-18, B-52, B-1B, P-3, P-8.
    Todos os outros países do mundo juntos não possuem mísseis cruise em quantidade como os americanos (provavelmente não chega a metade).
    Seja como for não há nada que possa sobrepujar a capacidade bélica do velho avião armado com bombas. Daí, tanto o navio aeródromo ser de vital importância para quem quer projetar poder como a tecnologia stealth. Com o avanço da tecnologia de defesa aérea e antiaérea o avião convencional teria que utilizar cada vez mais recursos para se manter distante dos alvos, o que implica na redução significativa de sua letalidade em cenários de alta intensidade e que mesmo fazendo uso de intensa ECM, esperava-se perdas inadmissíveis. A tecnologia stealth teve a vantagem de trazer novamente o avião a uma zona de conforto e a bomba (guiada) recuperou a sua condição de a arma natural do avião e a mais letal, diga-se de passagem.

  38. Kfir,
    Os russos estão no caminho certo. Não tem pra onde fugir, é tentar utilizar todos os recursos possíveis e imagináveis sabendo que haverá perdas. Não existe uma receita de bolo que faça um Nimitz sumir no mapa sem que o atacante sofra duras perdas. Claro, o prêmio compensa. O problema é que se o prêmio for conquistado (o afundamento de um Nimitz) basicamente estará selando o destino do país atacante porque os porta aviões são quase que considerados “estados” flutuantes. No caso se for a Rússia a conquistar esse “prêmio” o destino do mundo é que pode estar selado porque quase que certamente haverá um estado tal de beligerância que o próximo passo seria uma troca de tiros nucleares entre os atores.
    Mas ao meu ver o que mais se aproxima da arma anti porta-aviões perfeita é a dupla submarino/torpedo. De outro modo está havendo avanços significativos na defesa “hard-kill” contra torpedos e isso irá colocar mais uma variável na difícil tarefa. Sem falar que também há sinalização que o submarino pode perder sua proteção tendo em vista avanços na guerra antisubmarino.
    Seja como for são questões interessantes e apaixonantes.
    Um abraço.

  39. Dalton e Bosco,
    Quando falei cachorro quase-morto me referi à Alemanha nazista que, segundo um dos colegas do fórum, foi derrotada por meio mundo.
    .
    E por isso disse que só por milagre seria possível aos europeus, principalmente à Alemanha, vencer um conflito com os EUA naquele período.
    .
    Sobre Iraque, Vietnã e outros, é até difícil dizer que os EUA foram vencedores… Se avaliarmos as condições desses países, e ainda mais pelas características dos conflitos, é possível dizer que faz tempo que os EUA não veem uma vitória de verdade.
    .
    Se bem que, para manter a máquina industrial bélica em funcionamento, vendendo equipamento e serviços para todo o mundo, é sempre bom manter os conflitos em andamento ao redor do globo… Insegurança, instabilidade, sempre deram lucro.

  40. Corsário137,
    A Europa está seguindo no caminho da unificação, apesar das resistências internas por motivos os mais diversos.
    .
    Com a chegada do Trump, na Alemanha e na França já surgem fortes sentimentos pró-União, concluindo o óbvio: quem terceiriza sua soberania, na realidade, não tem soberania alguma.
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    Os alemães já estão debatendo fortemente alguns paradigmas da II GM (assim como o Japão) e é possível que, nas próximas décadas, já vejamos ações mais efetivas dessas nações que foram derrotadas na II GM.
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    O risco é formarem um exercito europeu e, por motivos como imigração, sofrerem rupturas internas como o próprio Brexit.
    .
    De qualquer forma, mesmo que não haja unificação, a capacidade dessas várias nações, se houver necessidade, pode fazer frente à maioria esmagadora dos possíveis inimigos. Até a redundância tem seus prós: se a Rússia atacar um país, a indústria dos outros restarão incólumes até que haja novos ataques. Daí pra III GM seria um passo, lembrando que a França também possui armas nucleares (e a Alemanha pode fazê-las no estalar dos dedos).

  41. Uboot,
    A rigor os EUA participaram de apenas duas guerras após a SGM: a Primeira Guerra do Golfo e a Segunda Guerra do Golfo, ambas, contra o Iraque. Nessas duas eles venceram em uma semana.
    A Guerra do Vietnã, apesar do nome e por mais magnífica que fosse a máquina militar colocada em movimento pelos EuA, era um conjunto de operações de contra insurgência dentro de um país aliado. Como não havia território a ser conquistado a aferição de quem ganhava era pelo sinistro método de “contagem de corpos” e nesse quesito os americanos ganharam de 20 a 1.
    Outro modo de aferir a vitória numa “guerra” é através de forçar o inimigo a se render. Esse não foi conseguido já que o inimigo mais poderoso (ou, os inimigos mais poderosos) não estava sendo molestado em sua origem, e o inimigo interno era apoiado por um grupo fanático pela seita comunista, insensíveis à qualquer argumento razoável que não fosse a completa extirpação do sistema capitalista. Jamais ambos inimigos, externos e internos, iriam se render.
    Um quarto modo de aferição é através da conquista de objetivos no plano político, forçando o inimigo a aceitar determinados termos. Esse também não foi conseguido pelos americanos já que por mais esforço que os EUA tenha empreendido não foi possível forçar a aceitação de uma paralisação da atividade de insurgência contra o governo do Vietnã do Sul.
    Em 73 foi assinado o Acordo de Paz de Paris e nesse acordo entre os atores (EUA, VS, VN e Vietcongues) foi estipulado a retirada dos americanos a começar em até 60 dias e a sessação das operações militares e o início de conversação para a reunificação de ambos os países.
    Fato é que os americanos cumpriram sua parte do acordo mas 2 anos depois que se retiraram o VN junto com os vietcongues chegaram a Saigon e tomaram o poder a força.
    O VN e os vietcongues só foram levados à mesa de negociações em 73 por conta que os EUA estavam levando a melhor na guerra, usando de poder bélico e violência jamais vista na história humana. Mas então porque justo nessa hora os americanos aceitaram negociar? Bem! É mais do que sabido que a Guerra do Vietnã já estava perdida internamente nos EUA e não havia mais clima para sustentá-la, mesmo porque a infiltração da “cultura marxista” (não faço juízo de valor mas só uma constatação factual) na sociedade americana já vem de longa data e minava qualquer ação mais dura que pudesse ser implementada pelos republicanos que estavam no poder e que não tiveram outra alternativa se não buscar a retirada. Isso piorou ainda com o Caso Watergate.
    Claro, não podemos deixar de fazer um louvor à coragem e resistência dos vietcongues que foram de importância crucial para a retirada americana.
    Vale salientar que a fuga de Saigon em 75 nada teve a ver com a retirada americana em 73. A retirada do contingente militar americano foi pacífica e se deu sem maiores problemas.

  42. Os termos do Acordo de Paz de Paris assinados pelos EUA, VS, VN e Vietcongues:

    “O documento começava com a declaração do governo dos Estados Unidos, de que ele ‘respeitaria a independência, soberania, unidade e integridade territorial do Vietnam, como reconhecidos pela Conferência de Genebra de 1954’.

    Os principais itens militares e políticos do acordo foram:

    *Começando a 00:00 GMT de 27 de fevereiro de 1973 (08:00 em Saigon) haveria um cessar fogo completo e as forças sul e norte-vietmitas deverão se manter em suas posições. Seria permitido o reabastecimento de material militar destas forças, necessário a repor o consumidor durante o cessar do fogo quente.
    *Assim que o cessar do fogo quente entrasse em vigor, as tropas norte-americanas e estrangeiras no Vietnã começariam a se retirar, com esta retirada se completando em sessenta dias. *Simultaneamente, os prisioneiros de guerra de ambos os lados começariam a ser libertados e os restos mortais de soldados mortos em poder do inimigo, teriam a assistência das duas partes para a repatriação.
    *Haveria negociações entre as duas forças políticas do Vietnam do Sul – o governo da República do Vietnam e a Frente Nacional para a Libertação do Vietnam, para que o povo do Vietnam do Sul pudesse escolher seu destino em eleições livres.
    *A reunificação do Vietnam seria levada adiante passo a passo por meios pacíficos.

  43. Vale salientar que o modus operandi da Esquerda é igual em qualquer lugar do mundo e a qualquer tempo. Na época o VN e os vietconques foram forçados a ir à mesa de negociações porque estavam levando uma coça, mas depois eles invertem os fatos, constroem sua retórica, torturam a lógica e fazem a realidade se adequar à sua visão e pouco depois alegam que estavam dando uma coça nos americanos e que eles saíram fugidos e mostram um monte de foto e filmes pra “provar” sua tese de que que eles foram expulsos com o rabo entre as pernas.
    Mas como o mundo da volta, hoje o Vietnã é aliado dos EUA do Trump.
    Voltando à lógica da “esquerda”, já hoje pregam que todas as mazelas do Brasil são por conta do governo do corrupto Temer e que na época do PT reinava a mais absoluta normalidade, o país estava em alta e a ética era a palavra de ordem na Administração Pública.
    Relativismo moral e má fé de um lado e ignorância e falta de memória do outro e tem-se um quadro perturbador que sinaliza a volta do “Deus Sol” já em 2017.

  44. Uboot…
    .
    veja que o Japão ao contrário dos países europeus não passou pela I Guerra ou passou
    incólume como vc fez referência aos EUA, porém,à Alemanha que foi derrotada na I Guerra,
    tornou-se uma potência militar muito maior que o Japão Imperial que foi relegado à um segundo lugar na lista de prioridades, em primeiro lugar era preciso derrotar à Alemanha!
    .
    O problema europeu não foi passar pela I Guerra quando por exemplo não ocorreram os massivos bombardeios que seriam comuns a partir de 1943 em plena II Guerra , a crise de 29 atingiu a Europa pesadamente também e os europeus simplesmente não tinham à capacidade industrial e populacional dos EUA isso é que fez pesar à balança à favor dos EUA.
    .
    Quanto à meio mundo contra à Alemanha, aí sim, havia um bando de “cachorro quase morto”
    veja o caso da URSS por exemplo…estava completamente despreparada quando Hitler quebrou o pacto vergonhoso mesmo segundo comunistas brasileiros e a invadiu em meados de 1941 e muitas outras nações estavam igualmente despreparadas também.
    .
    A capacidade industrial dos EUA a partir de 1940 e que foi gradualmente aumentada foi algo nunca visto e que jamais será repetido na História, independente da I Guerra não ter sido travada no território deles…aliás…o Norte dos EUA já havia dado uma amostra do potencial em plena Guerra de Secessão (1861-1865).

  45. “Se bem que, para manter a máquina industrial bélica em funcionamento, vendendo equipamento e serviços para todo o mundo, é sempre bom manter os conflitos em andamento ao redor do globo… Insegurança, instabilidade, sempre deram lucro.”
    O Uboot vai achar que estamos pegando no pé dele. rsrsrs

    Uboot,
    Os conflitos que existiram no Século XX e existem hoje tem muito pouco a ver com apenas uma nação e mais a ver com o ser humano. Se nos fosse possível ver um Universo alternativo onde os EUA não atingisse o protagonismo que atingiu desde meados do Século XIX até chegar a liderança no pós-SGM e muito provavelmente o mundo seria um lugar muito mais cruel, injusto e perverso que o que conhecemos. Se com os EUA no auge da cadeia alimentar, que pelo menos na retórica defende os mais nobres valores da civilização humana, a coisa tá desse jeito, imagina se o mundo habitado por homens (e mulheres, antes que alguém me rotule de misógino) fosse deixado completamente sem lideranças e ao sabor das esquisitices locais. Ou pior, se o mundo tivesse como nação mais proeminente e poderosa a URSS de Stalin ou a Alemanha Nazista ou o Japão de Hideki Tojo ou a China de Mao ou que a charia fosse a base da civilização.
    Não há nada tão ruim que não possa piorar.

  46. Bosco,
    Confesso que sua última manifestação me obrigará à uma boa reflexão, exercício de especulação.
    .
    De fato, as potências “alternativas” não tinham propostas e condutas muito melhores que as norte-americanas….
    .
    Minha esperança é, nos tempos atuais, uma multipolaridade em que a Europa, agora razoavelmente civilizada, possa ter alguma influência positiva. Os EUA, por seu turno, acredito que estava indo num caminho aceitável, apesar das ações desastradas (e lucrativas) no Oriente Médio.

  47. Dalton,
    De fato, os EUA demonstraram competência ímpar após a Guerra Civil. A bem da verdade, penso que esse foi o ponto de inflexão que possibilitou os EUA avançarem; se o Sul saísse vencedor, provavelmente o século XX teria sido diferente.
    .
    Sobre o Japão, o processo de modernização foi revolucionário. Porém, a distância entre aquele país e os EUA era notória. Provavelmente um armistício entre Japão e EUA já seria uma vitória para os asiáticos, buscando consolidar influência no Oriente e retardando o ressurgimento da China. Não deu pra eles…
    .
    Agora voltemos aos mísseis! risos

  48. Uboot,
    Pelo meu ponto de vista essa Europa agora razoavelmente civilizada, berço da Civilização Ocidental, está sendo solapada por dentro pela disseminação da cultura marxista aliada ao islamismo radical, ao ponto das feministas e dos movimentos LGBTI europeias serem a favor do “charia” ser estabelecida como a base legal do continente, num processo de penitência contra os séculos de “colonização” e “exploração” europeia sobre o oprimido Islã, como se as gerações atuais tivessem que pagar pelos “erros” das gerações passadas e como se as mazelas de alguns povos islâmicos não fosse mais culpa das tensões internas (vide sunitas x xiitas) que qualquer outra coisa.
    Um abraço e voltemos aos mísseis. rsrs

  49. Uboot,
    Por falar em “Universo paralelo” já leu o livro “O Homem Do Castelo Alto”? Ele conta a história de um mundo alternativo em que o Eixo saiu vencedor da SGM e o mundo foi fatiado entre os Nazistas e os Japoneses.
    Tem de graça online na Web: http://lelivros.love/book/download-o-homem-do-castelo-alto-philip-k-dick-em-epub-mobi-e-pdf/
    Tem também uma série de TV com o mesmo nome que eu só vi os dois primeiros episódios. Não suporta série que não tem fim e é renovada por “enes” temporadas, desvirtuando completamente a história original e pior ainda quando quer contar uma história real. Igual a Narcos, da Netflix, que assisti entusiasmado a primeira temporada mas depois de saber que seria renovada pelo menos mais duas temporadas eu desisti de assistir e nunca vi uma capítulo da segunda temporada. Quando isso acontece deixa de ser um conto real e passa ser uma ficção que perde a credibilidade.
    Desculpe-me pelo off-topic.

  50. Bosco,
    Vou dar uma olhada nesse livro. Estou lendo O Submarino agora (uma vergonha ter demorado tanto), cujo filme me pareceu, até hoje, o melhor já feito sobre o tema.
    Um bom livro, se bem que trata da Antiguidade, é “Portões de Fogo”. Se bem que existem outros muito bons também, um inclusive proibido pelos nazistas, como Nada de Novo no Front.
    .
    Sobre a Europa, creio que existe uma grande quantidade de pessoas que não se insere nos grupos mais radicais, de forma que tentam manter a razoabilidade, por mais que muitas vezes não pareça.
    .
    A Alemanha está recebendo os imigrantes por n motivos, sendo que o mais forte deles, para mim, não é apenas boa vontade. Apesar de achar um erro, pois está misturando duas culturas quase antagônicas, entendo os argumentos da Merkel.
    .
    E exatamente pelos motivos acima, creio que a Europa evolui econômica e militarmente. A saída do Reino Unido reduziu a bala na agulha mas, talvez, tenha facilitado as coisas para a aproximação Alemanha x França. Sem falar no fato Trump, que tem despertado os europeus continentais do sono eterno…
    .
    Algumas mudanças parecem negativas mas até dos piores momentos podemos tirar lições. Quem sabe a ação de radicais islâmicos não sirva pra firmar posição dos “valores ocidentais”?
    .
    Até o Trump acaba, com seus surtos, trazendo benefícios. Acena para os russos e acelera a integração continental européia. Azar dos inimigos: agora podemos ter uma Alemanha forte em terra aliada da França com capacidade nuclear… Na Europa, faz tempo que tal aliança ocorreu pela última vez e sempre deu trabalho.

  51. Uboot,
    Concordo com você em tudo!
    Sobre o Trump, ele está fazendo o que disse que ia fazer na campanha. Isso é mal visto pela oposição , pela opinião pública e pela mídia, com tendências (fortes) de extrema esquerda já que ser de direita hoje está quase sendo considerado crime. Se ainda for branco, de olho azul, loiro, alto, rico, homem, cisgénero e cristão, pode mandar direto pra fogueira que é o diabo em pessoa. rsrs Coitado do Trump…
    O santinho do Obama (pai e marido exemplar) era um abortista declarado, responsável por pelo menos 3 milhões de abortos, a imensa maioria de negros e pobres, mas é tido como o pai dos pobres, humanista, conciliador, tolerante… um exemplo a ser seguido. Fazer o quê???
    O Obama o cara que mais expulsou imigrantes ilegais mas quem é o maldoso é o Trump que quer construir um muro na fronteira com o México, que quer construir um na fronteira com a Guatemala e que ninguém considera moralmente errado. Novamente… fazer o quê?
    O Trump é um cara pragmático e pouco político. Ele detecta um problema e sugere a solução sem meias verdades. E isso incomoda!
    O Trump vê um câncer no dedinho mindinho (5º dedo do pé rsrsrs) já disseminado localmente (infiltrado) e diz que pra salvar o paciente é preciso amputar o pé. Isso é chocante e a esquerda politicamente correta acha que deve ser tratado o câncer passando mertiolate 3 x por dia. É a Síndrome do Bob Marley (invenção minha) que morreu aos 36 anos porque sua religião (Rastafári) era contra a amputação de membros e ele tinha um câncer no dedinho do pé.
    Voltando ao Trump, ele vê que está sendo perpetrada uma ação controlada e intencional contra a Civilização Ocidental e seus valores (cristianismo, capitalismo, democracia), pela união de forças da extrema esquerda com o islamismo. Ele ataca diretamente esse problema mas é odiado por isso.
    Nada do que ele está fazendo não foi explicitado na sua campanha, que ele ganhou democraticamente dentro da regra do jogo.

  52. Bosco,
    De fato, o discurso de defesa de minorias, no final, está fragmentando as sociedades de tal maneira que fica difícil conseguir a integração. Nos EUA, tal qual no Brasil, tal discurso vicejou pois havia uma visão de que a compensação de certos grupos acabaria por trazer igualdade material. Não está funcionando…
    .
    Os EUA, tal qual parte da Europa, agora, não agiram com o devido rigor quando foi preciso. Agora, tem que compensar com um rigor aparentemente excessivo. Um dia, ocorrerá o mesmo com Brasil e Europa continental. UK viu pra onde o barco estava indo e pulou fora. Só o tempo dirá quem está certo.
    .
    Sobre a Europa, a discussão é antiga. Uma pena que ainda existam aqueles países, geralmente os mais pobres, que são refratários à integração militar, argumentando que a OTAN já supre as necessidades deles (lógico, pobres que são, não pensam que alguém possa cobiçar suas “riquezas”).
    Uma análise, mesmo que superficial, foi feita já em março
    .
    https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/03/07/Como-est%C3%A1-o-plano-de-cria%C3%A7%C3%A3o-de-um-Ex%C3%A9rcito-europeu-unificado
    .
    Com isso, a Rússia e sua desinformação piram… Ponto pro Trump: acelerou o que parecia estagnado.

  53. Depois de verem os russos se exibindo com os Kalibr, os franceses resolveram mostrar algo. Dentro de pouco tempo veremos um ataque francês contra temíveis pastores do deserto.

  54. É preocupante e triste ver o mundo cair na retórica globalista (atualmente é praticamente um ataque de saturação que eles fazem em várias frentes rsrsrsrs)… Pra mim o problema deve estar lá no começo da corda da educação… A doutrina começa logo cedo e continua até a formação final e apenas uma minoria não bitola… Para aqueles que não têm formação, mais fácil ainda compor uma maioria iludida por promessas utópicas e que paga o preço elevado sempre tarde demais depois de manobrados… Mas todos tem o fim que merecem e constroem, muitas vezes aprendendo amargas lições!
    .
    Até lá aguardamos o mundo entrar em sua nova idade das trevas quando podemos experimentar novos retrocessos no desenvolvimento como observado da primeira vez…
    .
    Nesse sentido é até interessante que alguns países que ainda têm alguma capacidade de desenvolvimento sozinhos ter ainda um pouco de soberania, por isso acredito que o movimento francês é válido. Pelo menos até esse mesmo globalismo implantar de vez um exército europeu sob Bruxelas diminuindo a chance de qualquer reação ao avanço de suas doutrinas. No palco europeu, a Alemanha perdeu duas batalhas, mas pelo visto pode ter vencido a guerra no fim das contas…
    .
    Sds.

  55. Faltei dois dias e perdi a festa…
    Como compensação achei referencial dum valor unitário “estimado” de cada Escalpo – 2,5 mi dos presidentes mortos.
    Amigo Bruno Ricardo!
    Ajudar não é ganhar.O valor da porrada “corpo a corpo” é na terra. É no chão.Os yankees não lutaram por terra deles. Eles não perderam os entes queridos nas câmaras de gás. Não encontravam os filhos deles nos campos de concentração espalhados pelo território ocupado.
    O “segundo frente” so foi aberto depois a guerra ficou “tecnicamente” acabada.Em caso extremo (leia : USSR derrotada) americanos e britânicos iam finalizar as “discussões” com nazis através de Dulles e comer o bolo junto.
    O mundo ocidental após da PGM era dominado pelo fascismo. EUA não foram bem distante disso.Existiam muitos grupos fascista americanos.Abertamente.
    Acredita mesmo que os americanos mandavam tudo que era de melhor para USSR ganhar a guerra?Numa boa?Serio? Lembrando que total de ajuda (em USD) não passou de 2% de PIB de um único ano de produção Soviética?Ou seja , menos de 0,4 por ano?E isso foi decisivo?
    Deixe de ler os gibis com Capitão America.Volte a realidade..
    Estados Unidos sempre (desde inicio de século XX) estavam preocupados em “quebrar” sistema ex-colonial Europeia para sair da estagnação. Resultados da PGM e ,principalmente, SGM so comprova isso.Fala serio…
    Srs moderadores!Peço desculpas. Não aguentei.Off top finalizado!
    Um grande abraço!

  56. Os franceses foram derrotados e sua capital ocupada…
    Não significa que tropas e cidadãos franceses não tenham fugido é lutado posteriormente.
    A Inglaterra resistiu bravamente, mas talvez não tivesse resistido sem o apoio dos EUA em tudo.
    Aviões, munição, petróleo.
    A Inglaterra é uma ilha.
    Sem suprimentos, cairia…
    Pergunto: que aviões tiveram a capacidade de enfrentar os submarinos alemães?
    Sem a ajuda americana, implorada pelos europeus, a Alemanha teria vencido.
    Os EUA tiveram que se desdobrar em vários lugares.
    Oceano Pacífico, Japão, proximidades da Austrália.
    Brasil (base aérea de Natal, que apesar de ser um point de apoio demandava logística a uns 6.000 km de casa, sem falar no enfrentamento aos submarinos alemães na costa do Brasil).
    Norte da África, Normandia, Itália, Irã… Foi por lá que abasteceram os russos.
    Os russos foram importantes.
    Nem sei como conseguiram, ao final, ocupar todo o leste europeu, e a Coréia. Ainda queriam invadir o Japão também.
    Os EUA, de certo modo, desdobraram tropas ao redor do mundo o que exige tropas em grande quantidade e enorme logística… Aviões, tanques, combustível, alimentação, etc.
    Sem os EUA, a Alemanha teria ganho a guerra. Interessante que até então os EUA não eram ainda a superpotência que depois se tornaram.
    Comparar a segunda guerra com guerras assimétricas em pequenos países não faz sentido.
    Guerrilhas têm uma lógica diferente.
    Você vence as forças convencionais e pode passar décadas sofrendo ataques terroristas.
    Especialmente se você não tiver o controle total sobre a área e o inimigo estiver infiltrado junto a população.
    No caso da Síria, se os rebeldes tivessem man para, nem Rússia nem os EUA conseguiriam agir livremente…
    Por sorte os dois lados estão dentro e não fornecem os manpads.
    Isso mostra a dificuldade da guerra assimétrica…

  57. ScudB…
    .
    realmente os “yankees” não lutaram pela terra deles, mas, morreram e foram feridos nas terras dos outros.
    .
    Uma segunda frente foi imediatamente aberta no norte da África ainda em 1942, quando a guerra não estava “acabada”…a Itália veio em 1943 e a França só em 1944 porque não havia como ter sucesso antes…mesmo a invasão do norte da África aproveitou as lições de uma tentativa frustrada de desembarque em Dieppe na França ainda em agosto de 1942.
    .
    Quanto à ajuda à URSS há uma enorme lista de itens inclusive veículos com tração nas 4 rodas
    algo que faltava aos russos e mesmo locomotivas…quase 17 milhões de toneladas de material bélico e comida foram embarcados dos EUA para à URSS entre 1942 e 1945…as forças americanas na Europa estacionadas à princípio no Reino Unido receberam 22 milhões de
    toneladas no mesmo período, não uma grande diferença e Stálin fez questão de continuar recebendo ajuda mesmo depois da rendição alemã em maio de 1945.
    .
    Particularmente não gosto do Capitão América, não assisto os filmes muito menos leio gibis,
    mas, li que mesmo revisionistas russos concordaram que sem à ajuda dos EUA os russos
    não teriam entrado em Berlim em 1945.

  58. “Sem os EUA, a Alemanha teria ganho a guerra. Interessante que até então os EUA não eram ainda a superpotência que depois se tornaram.”
    .
    Nonato…
    .
    os EUA já eram uma super potência em 1939…ninguém produzia tanto aço como eles e a produção de aço era um denominador importante. O que não havia ainda era uma mobilização
    total da indústria americana para à guerra coisa que começaria a mudar já em 1940.
    .
    Quando o Japão atacou Pearl Harbor, a marinha imperial era superior à Frota do Pacífico que
    havia sido diminuída de tamanho justamente pelo envio de muitos navios do Pacífico para o
    Atlântico, porém o que a marinha imperial temia realmente eram os navios que estavam em construção nos inúmeros estaleiros e após o ataque o número mais do que dobrou e eles
    começaram a entrar em serviço em 1943.

  59. A URSS lutou porque foi atacada, lutou para se defender. Conseguiu reverter e empurrou o inimigo de volta. No processo perdeu 15% de sua população. Foram guerreiros, corajosos, mas duvido muito que teriam vencido sem ajuda.

  60. E se a URSS tivesse de enfrentar o Império Japonês?
    .
    O Japão estava com 3 frentes abertas, não conseguiu enfrentar a URSS e selou acordo para se dedicar a luta contra Americanos e Chineses/Koreanos.
    .
    Sem a ferrenha oposição dos americanos aos japas no Pacífico, assegurando a retaguarda os Soviéticos estariam lascados. Se os Americanos tivessem sido derrotados, será que o Japão não reabriria a frente, para auxiliar a Alemanha em 1942/43, que estava empacada em Stalingrado, enfrentando tudo que a URSS tinha?
    .
    Pra mim, isso foi o que salvou a URSS…

  61. Bardini,
    Concordo contigo. O que salvou a URSS foi, em boa parte, a inação japonesa; ao mesmo tempo, foi a perdição nazista. Se o Japão abrisse aquela frente, a dinâmica da guerra seria outra.
    .
    É um exercício interessante: será que a URSS conseguiria frear o avanço da Wehrmacht em suas próprias terras? Seria possível, aos nazistas, finalizar a URSS com auxílio japonês e ainda retornar suas tropas para repelir um desembarque aliado? E a África, que papel teriam as tropas vindas do Sul?
    .
    Acredito que um ataque japonês à URSS teria reequilibrado o conflito e permitido ao Eixo europeu estender suas ações na Europa (possivelmente o conflito do Reino Unido se aprofundaria e a Itália poderia parar de passar vergonha no Sul).
    .
    O fator mais interessante seria mesmo os EUA: seu engajamento teria que ser 100% sob pena de desaparecer enquanto potência já que a Alemanha fatalmente submeteria os aliados e o Japão teria uma boa base para anular a influência norte-americana na Ásia e Pacífico.
    .
    É importante lembrar que, diferente do que o senso comum apregoa, as forças do chamado Eixo incluíam boa parte da Europa, parte significativa do Oriente e contava com simpatia de outro tanto do globo. Talvez a aniquilação da URSS já levasse a um armistício (especulação) e forças fascistas teriam grande força política em países como Inglaterra, Brasil e EUA (sendo que em todos esses já havia forças filo-fascistas nativas operando e tinham como inimigo final a URSS).

  62. Um ponto relevante é que os nazistas entraram para a História, negativamente, como perpetradores do Holocausto (apesar de quase toda a Europa já ter perseguido, torturado e, finalmente, queimado judeus em suas terras).
    .
    Caso não tivesse havido o assassínio de judeus e outras minorias locais e com uma vitória sobre a URSS, provavelmente o século XX teria sido diferente…. O problema é saber como seria (vou ler o livro indicado pelo Bosco).
    .
    O “engraçado” dessa História é que, hoje, são exatamente EUA, Alemanha e Japão o eixo de resistência ao avanço da dupla China + Rússia. E, mais bizarro ainda é ver que, na Europa, a Alemanha ocupa lugar de maior destaque, se aliando à França em busca de um Exército regional, possibilitando a integração entre as duas maiores máquinas de guerra do continente (excluindo-se da conta a Rússia).

  63. O próprio Almirante Yamamoto disse e ele não era o único nipônico a pensar assim, apenas, o de maior projeção, que ele poderia garantir vitórias por 6 meses a um ano e que depois o
    imenso parque industrial americano se faria sentir e essa previsão acabou por concretizar-se em menos de um ano.
    .
    O Japão era “fraco” demais…uma vez li que os EUA eram 10 vezes mais fortes que o Japão e 3
    vezes mais fortes que à Alemanha…porém, outras fontes que considero mais confiáveis indicam uma diferença ainda maior a favor dos EUA, portanto o Japão não poderia sustentar
    uma guerra contra americanos, soviéticos e chineses.
    .
    Não fosse a necessidade de combater em duas frentes e ainda enviar grande quantidade de
    material para aliados, Japão ou Alemanha teriam sido derrotados antes do que foram.
    .
    Não se pode esquecer que Alemanha e URSS assinaram um pacto de não agressão em 1939
    e com isso dividiram a Polônia com consequências nefastas para a população principalmente
    para o grande número de judeus poloneses e enquanto à Alemanha voltou-se contra o
    oeste da Europa os soviéticos invadiram os países Bálticos que hoje são membros da OTAN e
    também a Finlândia que travou uma corajosa porém curta guerra e acabou se aliando aos
    nazistas depois contra os soviéticos.
    .
    A Alemanha apesar de seu poderio não conseguiu submeter os britânicos em grande parte
    por não ter condições para atravessar o Canal e tão logo os EUA entraram na guerra o
    Reino Unido começou a ser transformado em uma fortaleza de onde apenas dois anos e meio
    depois seria o ponto de partida para os desembarques na França.
    .
    Quanto ao Holocausto…nada feito antes por outras nações contra os judeus é passível de
    comparação e em termos de números nem mesmo Stálin conseguiu eliminar tantos do seu próprio povo, mas, sem dúvida, os expurgos stalinistas contribuíram para o despreparo
    soviético diante dos alemães em junho de 1941.

  64. Pois é mestre Bardini…..
    .
    Sempre tenho recorrido a exemplos semelhantes ao desta foto para ilustrar conceitos e despertar reflexão.
    .
    Obvio que este improviso não tem a mesma eficiencia de equipamento organico especializado, mas vira e mexe, sempre recorre-se a coisas similares na hora do pega pra capa….a guerra real é assim pois nada ocorre dentro do esperado quando na realidade a missão do adversario é fazer exatamente o inesperado…
    .
    Ai na guerra real é um show de C-130 trabalhando de bombardeiro, de Hummvee com laterais concretadas, de canhões 25 mmm montados em pickups….e dai vai….ao tempo que e eficiencia nunca é igual ao elemento de 1a. linha, besteira é fechar os olhos para dizer que não tem efeito algum….logico que tem…
    .
    na minha opinião coisas similares somente tendem a crescer a medida que os armamentos são miniaturizados….projeteis inteligentes tendem e neutralizar grande parte dos defeitos do vetor improvizado de lançamento…

  65. Hoje o Bosco ta iluminado. Quanta capacidade de síntese e facilidade expressão.
    Não é fácil destilar tanto conhecimento com uma simplicidade tão grande. Tem que conhecer, e o mestre conhece.

  66. Amigo Uboot, não sou fã das historinhas do capitão América, mas conheço bem a história das guerras. Sempre me interessei, pois tive dois avôs que participaram da FEB.
    Recomendo aos amigos assistirem o documentario “Redescobrindo a Segunda Guerra” no total são 6 episódios com cenas reais das batalhas.
    O que os historiadores dizem é que a URSS certamente seria derrotada se não tivesse ajuda dos aliados. Hitler invadiu a URSS com quase 5 milhões de homens, o maior exercito e a maior operação militar da história da humanidade. Essa campanha foi conhecida como “Operação Barbarossa”.
    Sobre os EUA, sem eles não só a URSS, como também os Britânicos, Chineses, Coreanos , seriam derrotados, pois esses países já estavam de joelhos diante dos Alemães e do Império Japones, sem falar nos Franceses que já tinham sido completamente derrotados e dominados. A “França de Vichy” foi um dos grandes fornecedores de matéria prima e mão de obra para os Nazistas.

  67. Amigo Bruno!
    Naquela êpoca na existia nada de ajuda.Nada de participação
    . Menos ainda seguindo a frente prometido.
    Existia apenas mano a mano.frente a frente.
    Historiadores podem fumar de ladinho pois o que decidiu a guerra mesmo foi a carne.
    Carne Soviético contra carne Europeu Fascista : romeno, alemão, letono , italiano , lituano , etc
    Existiam varias coisas de tamanho proporção imensa que para Voce (e outros do gênero
    ) entender que as coisas desde Brest ,Minsk , Bryansk , Kiev, Smolensk , Moscow , Sevastopol ,Stalingrad , Kursk e ate operaçoes Bagration , Kenigsberg, Balaton não podiam acontecer somente por causa do exercito regular. Era privilegio da guerrilha da Russia, Bielorussia , Ucrania , Polonia etc.
    Nao era somente guerra dos exércitos.
    Ai Voces todos estao errados.
    Para maioria dos povos era Guerra da pátria (Guerra da existência sequer).
    Suas falas valem absolutamente nada junto com as falas daqueles históricos vagabundos que não passaram é perto do conflito.Ajuda dos americanos? Em 41/44 para os bielorrussos ou ucranianos?Serio? Onde? Quando?Sao eles que destruiram boa parte de reforços. Sao eles que libertaram boa parte dos campos de concentração. Inclusive de Trostinez ou Salaspils onde tiravam sangue das crianças para hospitais alemães.Como nos outros dezenas hospitais!
    Vai
    Estuda
    Tem toda a liberdade democrática sem nazi na sua cola.
    Como uma base inicial comece com seguinte foto :
    cdn.fishki.net/upload/post/2016/04/26/1933110/13103330-1075673495804124-2884213865759256949-n.jpg
    Precisando a tradução – Google vai ajudar.Basta repetir os símbolos cirilicos…
    Obs : naquela época os yankees QUE ESTAVAM NA FRENTE reconheceram o feito. Hoje temos esses bostas de historiadores que literalmente dizem que “os americanos de 1945 estavam errados em relação dos acontecimentos”.
    Pessoalmente digo assim : quer ver o impacto? Resultado de corpo a corpo?Vai la!Converse com o povo ! Voce esta 200% certo? Tem nada a perder?Ouça o que a população conta sobre os acontecimentos daquela época. Eu fui.Conversei.Vi. Chorei muito.Chorei junto com as pessoas que estavam colhendo a batata congelada do ano passado para sobreviver no ano letivo. Tirando
    o suco das arvores.Usando TNT para aquecer a casa.
    Vai. Me fale algo que esses “bostoardores” sabem. Eu que posso contar em dobro.
    Sobre o Japão.
    Estavam com medo.Com medo de Urso devido as lembranças de Varyag e demais acontecimentos na Manchuria e Khalkhin-Gol. Estavam com vacina em andamento. Logo maioria das divisões Siberianas foram para frente de Moscovo.Os japas estavam com a língua naquele ponto do corpo humano que hoje somente os Europeus gostam de defender como valido para “negociações”. Por tanto : para de especular.Aconteceu? Sim. Foram derrotados? Sem duvida.Com ajuda? Obviamente!E se nao chegar ajuda? Demoraria mais tempo. É obvio! Porem a ruina SERIA MAIOR. E a EUROPA seria toda pintada de vermelho.
    Por tanto considero o momento de entrada dos EUA na Guerra contra Alemanha excepcionalmente correta do ponto de vista estratégico. Mas falar que sem isso algo seria diferente!?
    So pode um louco ou historiador renomado ocidental pago : sem “aliados” nas Ardenas seria ate mais fácil .. Bom, falei ate demais.
    Um grande abraço de 194!!
    E bom estudo.

  68. O ScudB tá parecendo um dos leitores do Sputnik News, é “Urso”, “yankees” só falta agora a “Mãe Rússia” para fechar o raciocínio com chave de ouro.
    Concordo apenas com a sua afirmação sobre as “carnes” ScudB, mas dizer que sem os EUA a guerra se prolongaria e a URSS sairia vencedora é apelar para a desonestidade intelectual. Obviamente que a posição geográfica pesava ao lado da URSS e da Europa, mas a logística que os americanos forneceram foram FUNDAMENTAIS para vencerem a Alemanha nazista. Apenas para te contradizer, a URSS recebia ajuda alimentar antes mesmo da guerra começar, assim como é em todos os países comunista/socialista por causa da coletivização forçada, mas na guerra, além de comida, os americanos forneceram equipamentos necessários no âmbito militarista para lutarem contra a Alemanha nazista.
    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lend-Lease
    Se você acha que apenas “bostiadores” falavam que sem os EUA a URSS perderia, pegando uma citação do próprio Stalin na Conferência de Teerã: “Sem a produção americana as Nações Unidas nunca poderiam ter vencido a guerra”. Essa citação consta na fonte comentada.

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