Destróier USS Fitzgerald colide com navio mercante e tem tripulantes desaparecidos

Destróier USS Fitzgerald colide com navio mercante e tem tripulantes desaparecidos

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USS Fitzgerald (DDG 62) conseguiu retornar a Yokosuka depois da colisão com o navio mercante

O destróier da Marinha dos Estados Unidos USS Fitzgerald da classe “Arleigh Burke” de 9 mil toneladas se chocou nesta madrugada com o navio mercante filipino ACX Crystal de 29 mil toneladas, ao largo do Japão.

O navio de guerra de US$ 1,5 bilhão de dólares ficou bastante avariado no casco a boreste (lado direito), logo abaixo da superestrutura. Sete tripulantes estão desaparecidos e três ficaram feridos, incluindo o comandante, capitão Bryce Benson, que tinha assumido o comando do navio no mês passado.

O Porta Container  M/V ‘ACX Crystal’ / DYUG, IMO 9360611, de bandeira e guarnição filipina, de 39.565 dwt, 48.000 t. de deslocamento aproximadamente,  222,60 metros de comprimento, 30,10 m de boca e é capacitado para transportar 2.868 teus, pertence ao armador  Sea Quest Ship Management Inc., Manila, Filipinas (subisidiária do armador Sunford Shipping Ltd., Kobe Japão), esta afretado ao armador Nippon Yusen Kabushiki Kaisha (NYK Line), Tóquio, Japão , rumou para Tóquio, continuando sua rota comercial, com danos superficiais e sem relatos de feridos.

Os danos ao destróier Aegis dos EUA foram catastróficos, com o navio sofrendo avarias consideráveis abaixo e acima da linha dágua. As buscas aos desaparecidos continuam.

ACX Crystal depois da colisão: danos superficiais
A tripulação do USS Fitzgerald teve que trabalhar bastante para conter o embarque de água no navio

FONTE: www.dailymail.co.uk

65 COMMENTS

  1. Com tantas tecnologias presente no contratorpedeiro, não entendo como um cargueiro pode aproximar tanto sem alertas de radares e outras tecnologias presentes no contratorpedeiro.

  2. O Comandante aparentemente estava na sua cabina, pois segundo li a área atingida
    englobava a cabina dele e ele ficou bastante ferido. Como Comandante ele poderá ser
    responsabilizado mesmo não estando presente no Passadiço, mas, ainda é cedo para
    avaliar.

  3. Nunca pensei que um acidente naval consegue ser tão violento quanto uma colisão automobilística. Houve mortos?

  4. Olha, se fosse eu a fazer uma barbeiragem dessas…tenho certeza que caçariam minha habilitação e ainda diriam que brasileiro não sabe ler, por isso nao respeitou o RIPEAM…
    .
    Devia estar ocorrendo alguma festa a bordo… todos na praça d’armas… não é razoável uma embarcação desse porte, de superfície, sofrer esse tipo de “ataque” de uma embarcação mercante com esse deslocamento.
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    Ao menos o destróier não afundou um NAe…. Bravo Zulu para os filipinos: fizeram que sírios, norte-coreanos, venezuelanos, iranianos é mais uma média dúzia de doidos não conseguiram fazer (risos).

  5. Me lembrou um vídeo cômico… https://www.youtube.com/watch?v=eVYDZ1D-V-s
    .
    Em tempo, meu respeito àqueles que estão feridos ou desaparecidos. Só quem já empurrou água sabe como o ambiente marítimo é duro, inóspito. Ficar longe da família, trabalhar em turnos, viver em tensão como membro de uma Marinha como a norte-americana não é pouco e sofrer um acidente assim é bastante triste. Falhas ocorrem em todas as áreas e o comandante, por maior autoridade e mais competente que seja, talvez não seja o responsável de fato (falhas mecânicas também ocorrem).

  6. E um acidente que me lembrou um certo naufragio de um submarino, num certo gigante tropical, que foi a ” pique” em pleno cais; grosseiro erro humano, que custa vidas e verbas publicas, sera que fizeram estagio de relapsidade emnossa marinha.

  7. Vendo essa notícia só lembro daquele estória (pois acredito que é falsa) do diálogo entre o comandante de um navio americano e um suposto comandante de um “navio” espanhol:
    Conversa de Radio entre um Navio da Marinha norte americana e o noroeste da Espanha.

    # Espanhol: A-853 falando. Por favor, altere seu curso em 15 graus sul, para evitar colisão…

    *Comandante americano: Vocês estão se aproximando diretamente de nós. Distância:25 milhas nauticas. Nós recomendamos que você altere seu curso em 15 graus para evitar a colisão…

    # Espanhol: Negativo, nós repetimos, por favor altere seu curso em 15 graus sul para evitar colisão.

    *Comandante americano: Aqui é o capitão da Marina Norte Americana que está falando. Nós insistimos, altere seu curso 15 graus para o norte para evitar colisão.

    # Espanhol: Nós não consideramos isso possivel ou conveniente. Nós sugerimos vocês a mudarem o curso para 15 graus sul para evitar colisão.

    *Comandante americano: Aqui é o Capitão **** no comando do porta-aviões ***** da Marinha, o Segundo maior da frota dos Estados Unidos. Nós estamos acompanhados de 2 Battleships, 6 destroyers, 5 cruzadores, 4 submarinos e outros navios de suporte. Nós estamos nos dirigindo para os mares do Golfo pérsico em manobras militares ofensivas contra o Iraque. Eu não sugiro, eu ordeno que você, altere seu curso em 15 graus para o norte ou nós
    seremos forçados a tomar as medidas necessárias para assegurar a segurança deste navio e as forças aliadas. Vocês são um país aliado, membros da NATO e desta aliança. Por favor, obedeça e fique fora do nosso caminho

    # Espanhol: Eu sou Juan Alcantara Salas Alcantara falando. Estamos em duas pessoas acompanhados de nosso cachorro, nossa comida, duas cervejas e um passarinho, que está dormindo. A estação de radio “La Coruña” nos apoia, e o canal 16 da emergência maritima. Nós não vamos para lugar nenhum, pois estamos falando de terra firme. Nós somos o Farol costeiro A-853 Finisterre, na costa de Galicia na Espanha. Não fazemos ideia qual nossa posição no ranking de faróis.
    Sinta-se a vontade para fazer o que você desejar, e tomar as medidas necessárias para assegurar a segurança do navio. Navio que está indo em rota de colisão com as merdas das pedras. Então voltamos a insistir e sugerimos isso, o melhor e mais saudável e o mais recomendável seria mudar seu curso em 15 graus para o sul para evitar colisão.

    *Comandante americano: Okay, entedido, obrigado.

  8. Felipe Moraes,
    O áudio com a conversa eu postei logo acima. É hilário!
    .
    Mas eu começo a achar que o problema são os filipinos… Aquele cargueiro que suspendeu do Rio pra nunca mais voltar tinha tripulação, se não me engano, majoritariamente filipina…

  9. Felipe…
    .
    pode acreditar que é uma piada…há outras versões, inclusive com um farol canadense. Muitos anos atrás eu vi o “original” acho que no youtube tratava-se de uma propaganda britânica veiculada na tv em que aparecia um navio da Royal Navy…não levou muito tempo e substituíram com ar de seriedade para um NAe da US Navy.
    .
    Até o Jô Soares uma pessoa inteligentíssima veiculou no seu programa na época como uma
    verdade…eu até escrevi um e-mail para o programa na época, mas, jamais saberei se ele
    leu 🙂

  10. Alguém pode me tirar uma duvida que tenho? No caso dos navios que carregam conteiners como o cargueiro na foto, eles carregam outras coisas no casco do navio, como produtos a granel (soja, milho) ou fica vazio ou tem maquinas, tanques de óleo, sei lá rsrs. Desde já agradeço.

  11. O comandante comanda, o piloto guia a embarcação.O culpado é que pilota a embarcação.
    Se formos pensar assim o USS Fitzgerald teria 4 comandantes em turnos de 6 horas.
    O comandante também deveria limpar o navio e operar as armas.

  12. Que semana difícil para a US Navy, primeiro o desaparecido do USS Shiloh que caiu no mar e agora essa colisão com tantos desaparecidos também. Triste notícia mesmo.

  13. Colisões ou abalroamento entre navios são sempre acidentes gigantescos e catastróficos. As massas, e por conseguinte as energias envolvidas são gigantescas, em termos de pura física mesmo. Vou citar dois exemplos que acho que muitos não eram nascidos quando ocorreram:
    1 – Andrea Doria, transatlântico – https://pt.wikipedia.org/wiki/SS_Andrea_Doria;
    2 – o USS Belknap com o John Kennedy – https://en.wikipedia.org/wiki/USS_Belknap_(CG-26);

    Ambas tragédias com dezenas de mortos e a perda de embarcações, no caso o Andrea Doria naufragou após a colisão, 51 mortos, o USS Belknap teve creio que 7 mortos, e o JFK 1. O cruzador pode ser reparado posteriormente. Dúvidas sobre esse acidente inclusive levaram a US Navy a voltar a fabricar seus navios com estrutura em aço nos anos seguintes, pois então eram feitas de alumínio.

    E outra coisa, aqui tamanho é documento, pois o navio mais leve invariavelmente leva a pior.

  14. Totalmente off-topic, essas fotos mostram como esse destroyer é belo.
    Quanto aos vários radares, só dois pequenos é que são de busca de superfície/navegação.
    Todo o resto é relativo aos sistemas de combate do navio.

  15. Bosco,
    Esse comentário sobre os radares não é desculpa para a colisão não, né? Risos
    .
    Sobre a classe, já vi mais bonitos. Essa superestrutura central me parece antiquada, “suja” visualmente.

  16. Claro que não! É só curiosidade mesmo. E só pra deixar claro que apesar de toda a tecnologia embarcada de sensores, para se defender de abalroamentos, os recursos de um Burke são iguais a de qualquer outro navio, inclusive civis, que como norma possuem dois radares redundantes (operam em frequência diferente) para navegação.

  17. Esse navio é simplesmente estupendo, somente 2 deles lançaram 59 cruisers na Síria enquanto outros navios russos mandam no máximo uns 6, não foram 60 que eu, particularmente, acho que um faiou

  18. A MB deveria investir em navios mercantes para abalroar navios militares mais sofisticados em caso de guerra.

    Brincadeiras à parte, essa colisão é de um amadorismo estratosférico da tripulação dos navios, mas, principalmente, do vaso de guerra americano. Caso de expulsão e prisão dos responsáveis no momento da colisão. Não adianta nada gastar mais de um bilhão de dólares num navio e a tripulação ser tão negligente e imprudente a ponto de colidir o navio com outro.

  19. Bosco, então tá certo! risos
    .
    De qualquer forma, esse tipo de colisão SEMPRE me parece falha imperdoável da tripulação, salvo havendo falha técnica de algum equipamento eletrônico – mesmo nesse caso, ainda há a redundância, como falado.
    .
    O mercante é gigantesco, algo como um NAe. Era para ter sido observado à imensa distância e se evitado o cruzamento das rotas. Qualquer amador, mesmo não habilitado, consegue identificar o risco apenas por dedução lógica.
    .
    Com toda certeza, ainda mais dadas as condições ambientais e o tipo de colisão, houve total desrespeito ao ripeam. O destroyer tinha o mercante por seu boreste, era para ter dado a preferência mas, pelo visto, preferiu manter a rota. Resultado? Foi literalmente atropelado por uma embarcação maior, com sabida dificuldade de manobra dadas às dimensões. Esperar que um cargueiro manobre, ainda mais tendo preferência, é o cúmulo do absurdo.
    .
    Se a tripulação achou que podia acelerar e safar o USS, foi imprudente (e/ou imperita).

  20. Caio,
    Se esse “acidente” tivesse sido aqui, iam crucificar o comandante e a tripulação, ninguém iria mais a nada, na melhor das hipóteses ia dar serviço na rádio.
    .
    Só que, nesse caso, não foi trapalhada nossa, não foi coisa ‘tupiniquim”. Por isso, acho que relembrar acidentes nacionais não faz muito sentido…. Pelo contrário, apenas demonstra que mesmo a elite da elite da elite mundial também faz cagada.
    .
    E, na boa, já vi sub nacional chegar na Guanabara com danos na lataria… por pouco não perdeu a vela.

  21. Pessoal, existem muitas circunstâncias que não sabemos… mas, o certo é que o CO sempre vai responder por tudo… é assim em todas as Marinhas…
    Um.aspecto, Uboat, é se os americanos viram a luz encarnada (de bombordo) do NM… nesse caso, pelo RIPEAM, eles teriam de manobrar… outra coisa, o acompanhamento do contato pela Manobra e pelo COC… distância diminuindo + marcação constante = rumo de colisão… isso é o básico… pode ser que as estações não estivessem coordenadas, pode ter sido falha na passagem de serviço… temos de esperar as investigações…

  22. XO 17 de junho de 2017 at 22:04

    Pô XO, pelo croquis parece que ACX Crystal, lá pelas tantas resolveu dar um “cavalo de pau”, aí deu outro “cavalo de pau” na sequência, acertou o destroyer, e seguiu em frente.
    Meu, num momento a luz encarnada está a bombordo, depois está a boreste e logo depois a bombordo novamente. Aí fica difícil.

  23. Quem é do ramo sabe que um navio paisano é uma árvore de Natal flutuando, sem falar na assinatura radar. Lembram de um CT que, na década de 90, colidiu com um porta-buneco no litoral de SP?
    Pois é…não tem escapatória, comandante no lais da verga!

  24. Encontrados alguns corpos (não dizem quantos) num dormitório que foi completamente inundado devido a colisão.

  25. Roosevelt…
    .
    o marinheiro do USS Shiloh já foi encontrado…ele não caiu no mar…foi encontrado a bordo,
    escondido…há muito lugar a bordo para se esconder, principalmente os imensos espaços de máquinas onde ele estava…ainda não se sabe o porque…talvez algum tipo de desordem mental, depressão, etc.
    abs

  26. Talvêz o amigo se confundiu com um que realmente caiu no mar a alguns dias atrás no Atlântico.

    Se não me engano, era tripulante num CG, o que deve ter ajudado na confusão.

  27. Os sete foram achados mortos.
    Ta confirmado.
    Uma grande tragédia e baita irresponsabilidade de alguém!
    Um grande abraço!

  28. Pois é, Eparro… eles vão ter de resgatar a derrota de cada Navio pra ajudar nas investigações… é cedo pra opinar mais, porém alguém errou feio… abraço…

  29. Franz !
    .
    O “CG” no caso foi o USS Normandy e nesse caso o tripulante de fato caiu no mar…houveram testemunhas, mesmo assim o corpo não foi encontrado. enquanto que no caso do “Shiloh” ,
    especulou-se que o tripulante poderia ter caído ao mar e assim foi anunciado no início até as
    buscas se encerrarem e o tripulante ser encontrado escondido a bordo.
    .
    abs

  30. Bosco uma pergunta, o destróier americano é dotado de radares de superfície certo? Se os radares americanos conseguem iluminar outras embarcações a km de distância ele não consegue saber se as duas betonaves estão em rota de colisão? Não que precise existir um sistema de alerta eletrônico mas certamente há tripulantes monitorando a aproximação de outras embarcações, como pode alguém não saber qual era a posição do navio mercante? Foi um Su-24 que apagou o Aegis novamente ??? Rs

  31. Jodreski,
    Tem profissionais que comentam aqui que são mais aptos a explicar como são os procedimentos e regras para evitar esse tipo de acidente. O que sei é que sim, os Burkes possuem pelo menos 2 radares dedicados à navegação/busca de superfície que em tese são capazes de monitorar todo o tráfego ao redor do navio até o horizonte radar (uns 30 km). Sem falar que navios civis têm um tipo de transponder como os utilizados na aviação civil.
    Não sei se há algum sistema de simulação que possa dar sugestões ao comandante de como agir, mas mesmo que haja esse sistema seria incapaz de prever alguma mudança de atitude intempestiva num momento crítico.
    Sem dúvida houve erro humano, seja de um lado ou do outro. De cara a gente imagina que seja do navio militar, por contar com maior capacidade de resposta (aceleração, manobrabilidade, capacidade de parada ou redução de velocidade, etc.), mas vamos ver o que as investigações irão dizer.
    Quanto aos recursos dedicados à navegação (radar de navegação, etc.) , com certeza o navio civil tinha os mesmos disponíveis ao destroyer.
    Só de curiosidade, os Burkes possuem 3 conjuntos de radar:
    1- de navegação e busca de superfície (SPS-67 e SPS-73);
    2- do sistema Aegis (SPY-1 e SPG-62);
    3- relativos aos sistemas CIWS Phalanx de autoproteção.
    Parece que há planos de instalarem neles um radar SPQ-9B, multifuncional, de controle de tiro de superfície e alerta de mísseis sea-skimming, mas pelo jeito tal medida ainda não foi implementada.
    *Os radares de navegação e busca de superfície têm alguma capacidade de dar alerta de mísseis sea-skimming.

  32. Se um destróier desse não consegue identificar um gigantesco navio cargueiro chegando perto a ponto colidir, como uma tripulação dessa detectaria um míssil a ponto de se defender?
    Destróier cheio de tecnologia de monitoramento e equipamentos de guerra não conseguiu detectar um navio se aproximando é um sinal que a tripulação é mal treinada e não estão preparado para guerra.

  33. Embora seja cedo pra fecharbem alguma hipótese, não acredito em falha na eletrônica… a questão deve ter sido adestramento ineficiente… de qualquer forma, o normal é realizar um acompanhamento dos contatos de superfície por dois operadores, em escala radar diferentes… isso no COC… na Manobra, também é feito esse acompanhamento… a questão é se as estações estavam coordenadas ou houve confusão na compilação do quadro tático… por isso, desde meus tempos de EN, meus instrutores insistiam que o Oficial de Quarto tirasse a cara do radar e olhasse paea fora…
    Por fim, os sistemas de dados táticos e simples cálculos em rosa de manobra (composição vetorial) dão solução de rumo para evitar situações como essa…

  34. Se após as investigações, restar provada culpa/responsabilidade dos integrantes do Destroier, serão estes denunciados criminalmente? Ou uma situação de desídia ou negligência é tratada como um ilícito administrativo por instituições militares?

  35. Quatzy,
    Concordo contigo. Estou visualizando a área via app do Android e já achei uma quantidade absurda de navios na área. E, se eu daqui do Brasil consigo isso, é inconcebivel que uma embarcação militar deste nível não consiga desfazer o mesma.
    .
    Pelo que eu conheço de navegação, me parece que houve falha grave de uma parte. No mar, você pode contar com seus equipamentos eletrônicos, com as luzes e com o som. É impossível não enxergar um cargueiro, é impossível não saber seu rumo e, caso este tenha dificuldade de manobra ou mesmo esteja sem governo, é imprudente manter rumos cruzados (que foi o caso).
    .
    Como já foi dito, um navio desses mais parece uma árvore de natal. Sua buzina pode ser ouvida quilômetros afora, sua assinatura é imensa. Logo, nem uma canoa, uma barca ou um veleiro teriam sido pegos desprevenidos. Como uma belonave dessas o pode?
    .
    Imagine se fosse uma lancha inimiga carregada de explosivos…e com mergulhadores. O fundo seria o limite.

  36. Faz algumas semanas, em razão de uma possível viagem ao Horn, estava vendo uns vídeos de navios mercantes naquela região.
    .
    Por total acaso, apareceu o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=5Vih4tGmqjs como sugestão para visualizar.
    .
    Com uma capacidade de manobra dessas, é mais “estranho” ainda seguir no rumo de um cargueiro com capacidade de manobra restrita ou sem governo… Se o cargueiro estava em condições normais, mais “estranho” ainda.

  37. Dei uma olhada no Wiki e fiquei bege.
    O ACX Crystal tem uma velocidade de cruzeiro de 23 nós ! Pensava que cargueiros fossem mais lentos, tipo 10 a 15 nós. Sei que a dinâmica do comércio atual exige navios mercantes maiores, mas ganho assim de velocidade paralelo ao ganho de deslocamento, me deixou com cara de tacho. Com tal velocidade e deslocamento, é admirável do destroyer ainda flutuar.
    E mesmo com toda tecnologia, uma belonave prescinde de vigias ? No olhômetro se perceberia.

  38. Procurei na wikipedia e google e achei um monte de informações pertinentes ao acidente…mas esqueci de postar…ademais um monte de dados técnicos detalhados de todos os radares foram perdidos e se a luz de boreste fosse vermelha ao invés de verde e o Fitzgerald não cortasse a proa, talvez a popa tivesse sido atingida nesta velocidade…mas tem que ser astronauta para checar ou avaliar estas informações de forma mais precisa….de resto qualquer forista profissional com razoável conhecimento marítimo e grande conhecimento explicaria esta demanda…a única penalidade realmente são dos tripulantes em óbito…

  39. Bosco, muito obrigado pelo esclarecimento. Interessante é observar nas fotos que os danos são semelhantes e na mesma área à colisão do USS Porter em 2012 http://www.navsource.org/archives/05/01078.htm . O que ainda não entendi é que não conseguimos visualizar estragos significativos abaixo da linha d’água para que os corpos fossem encontrados em área alagada. Será que o bulbo de proa do mercante fez isso? Certamente vão divulgar as fotos do navio docado, aliás em Yokosuka tem tecnologia e ou condições de reparos desse porte? Será que vai ser transportado como o USS Cole?

  40. Nossa quanto especialista cursado em ciências náuticas avaliando a colisão, será que stou enganado e aqui é a rede globo ????

    Ha N rasões que podem ter causado esta colisão e os Galvões Bueno da vida que creio alguns nunca sequer pisaram em um navio ja deram o veredito … ai ai …. .

    so lembrando em 1984 0 CT Sergipe acertou o Eugenio c no meio da Baia da Guanabara .. .imagino se isso aqui ja existisse o naipe dos coments ….

    em tempo em qqr circunstância um Contratorpedeiro de 9.000 t. contra um Porta Container de cerca de 48.000 t de deslocamento (se fosse full loaded, claro), foi até de pequena monta, poderia ter cortado o CT em 2 …

  41. Mo, com esses comentarios, vão te convidar pro tribunal marítimo. A IMO então já deve estar preparando o contrato….

  42. nem tanto, tem gente que realmente conhece do assunto,m não é praia para mim, eu apenas me lembrei que estava no poder naval, devo ter me acostumado com o silencio a prova de sapiencias que foi isto aqui um certo tempo atras …

  43. Mo, sua especialidade era ou é MO? Daí da pra entender porque não é sua praia…. Para o bem ou para o mal, a minha era de terra (tal qual a do meu pai) e, felizmente, o último navio em que pisei na MB foi um tal Nae (ele um dia foi operante). Submarino, só convidado…Afinal, me amarro nos submarinos mas não é viável dormir naquela cama não. Prefiro uma rede num veleiro…risos.
    .
    Mas isso não deveria te deixar reprimido, triste, resignado. Veja só, mesmo minha OM sendo OMPS, minha área quase paisana, eu tirei minha habilitaçãozinha e já empurrei mais água que muito apertador de botão, sonar, motores, etc. Vai que tu se anima…

  44. Ah MO, tem destroyer que tem problema de identidade… As vezes é ct, as vezes fragata…. Melhor escrever destroyer mesmo,no original… Senão vão querer traduzir uss, depois vão querer me chamar de submarino….risos

  45. na verdade o MO vem de Ostra, Marcelo Ostra, devido um sapiencia anos atras alegar que um Alem M. Sumner era a mesma coisa que um Charles F. Adams e depois me chamou de maladro, pq eu devia “jogar dominó na esquina” … ri até nao aguentar mais, agradeci o elogio e adorei ser chamado de deselegante .. pensei que ele deveria ser, pelo pensamento pensamento, criado pela avó e que palavrão pesado era ‘bobo,’ enfim desde então achei e continua achando que tenho cerebro celebro de Ostra

  46. Percebi aqui muita gente discutindo sobre a questão de o porta-containers não ter sido avistado. Acredito que não se atentaram para um detalhe. O acidente se deu às 02:30 da madrugada, hora local. Então pode-se dizer que estavam navegando exclusivamente por instrumentos.
    Vi no mapa que o cargueiro fez duas mudanças repentinas de direção. Se ele se voltou para o lado errado e rumou diretamente para o destroyer, pode ser que não tenha havido tempo hábil para desviar. Afinal, estas embarcações possuem milhares de toneladas de massa. Não é tarefa simples mudar o curso de um gigante de aço navegando a plena força. Se considerarmos ainda que o horizonte, ao nível do mar, dista uns míseros quilômetros (não me recordo o valor exato agora, mas creio ter lido que seria algo em torno de 15 km), mais a velocidade combinada das duas embarcações, e ainda que um porta-containers pode necessitar de quase dez km até atingir uma parada total…
    Mesmo assim, somente o laudo da perícia poderá esclarecer o ocorrido.

  47. Simon,
    De fato, tudo deverá (ou não, vide quantidade de inquéritos arquivados por aí) ser esclarecido pelos especialistas do tema e atuantes no caso.
    .
    O que todos nós achamos estranho é que um navio de guerra, considerado top mundial, não conseguiu evitar o abalroamento por uma embarcação do tamanho de um Navio Aeródromo.
    .
    Veja, não sei se você tem o costume de navegar, tampouco a noite. Porém, por normas internacionais, toda embarcação tem que manter luzes específicas em pleno funcionamento. Ademais, além das luzes de sinalização obrigatórias, um navio mercante, independente do tipo de carga, costuma ser, como bem dito acima, uma verdadeira árvore de natal. Além disso, em caso de dificuldade na visualização das luzes, existe o recurso do som. Eu, de casa, ouço a buzina dos mercantes entrando na Baía de Guanabara pelo canal. Geralmente ocorre à noite, eventualmente há nevoeiro. Isso tudo é algo normal para navegação mercante ou amadora….
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    Quando falamos em navegação militar, ainda mais se tratando dos EUA, o esperado seria o USS detectar até uma lanchinha, uma canoa (como circulam aos montes aqui na Guanabara). Um navio patrulha deveria ser detectado; uma corveta idem; um submarino, via sonar… Convenhamos, como não detectar um navio daquelas dimensões, que fazem um esporro tremendo, que também possuem seus instrumentos (ambos falharam?!), etc.
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    Veja, eu não costumo sair da barra na noite. Porém, conheço quem prefere e já cruzou o continente assim. O radar é o mais goiaba que um civil poderia comprar….e mesmo assim não se vê veleiros sendo “atropelados” por navios deste porte. Ocorre, mas não é tão comum. Agora, se um veleiro ou uma pequena embarcação civil a diesel, mercante ou amadora, consegue circular sem tanto risco, é inaceitável (e a carreira do comandante vai mostrar isso) um acidente desses.
    .
    E, como você mesmo falou, uma embarcação mercante desse tamanho não manobra com tanta facilidade. Mesmo que manobrasse, ela também tem sua rota, seus instrumentos, sua tripulação e seu comando. Não é uma lancha ou moto aquática com bêbados sem habilitação a bordo…
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    Eu dei o pitaco que de houve imprudência de uma das partes pelos indícios: embarcação altamente equipada e com tripulação altamente treinada de um lado, embarcação equipada e com tripulação treinada de outro lado; ambos longe de portos ou canais de navegação restrita (já viu a zona que é a entrada do porto do Rio? A quantidade de bóias com preto e encarnado? rs); tempo bom; colisão na proa do mercante e a meia nau no USS, com sinal de que cruzaram os rumos (o mercante teria a preferência por n motivos) e houve a tentativa de se evitar a colisão, tanto assim que o mercante não partiu o Fitzgerald ao meio.
    .
    É possível (ou mesmo provável) que eu esteja errado. Porém, sinceramente, considerando o que já vi e li, não parece ser tão misterioso assim… Se você for ver os casos do Tribunal Marítimo, no Rio, vai ler sobre coisas bem mais complexas e que, normalmente, são arquivadas…
    .
    Mas é uma opinião de quem não é formado em náutica pela EN, não pisa num navio militar (em serviço) faz quase uma década e só vai pro mar em barquinhos de fibra ou, muito raramente, de madeira, SEMPRE à vela! Logo, não passa de opinião.

  48. Navio mercante navegando uuma “arvore de natal” .. U, vc ja viu algum a noite, tens realmente certeza disto ? ou vc quis dizer Luzes de navegação e só ….

    A unica possivel excessão são os full containers quando estão (quando), etão com as lizes de iluminação de convés acesas, as quais usam tipicamente em entrada e saida de porto apenas

  49. Uboot,
    Pra mim o problema, seja de quem for o culpado, não foi a “não detecção” e sim alguma decisão equivocada ou um erro de avaliação. Com certeza absoluta ambos se detectaram e ambos sabiam exatamente onde o outro estava, mas alguém tomou uma decisão errada num momento crítico e aí não deu tempo pra desfazer o mal feito.

  50. Bosco,
    Perfeita colocação, exatamente o que tenho tentado “deixar claro nas entrelinhas”. Concordo em gênero, número e grau.
    .
    Tenho pena do comandante: parece que não estava no comando e, agora, não deve comandar mais nada mesmo. Agora, no máximo, vai comandar uma mesa… e de melamina, porque se nos EUA for como aqui, nem mogno verá mais…risos.

  51. Poxa Zemió, a respeito do caso dos mercantes navegarem a noite como “arvores de natal” eu assino em baixo de quem escreveu isso, pois o que mais vi nos meus 10 anos de embarque (até 2009), com o detalhe de que nos 4 primeiros anos meu serviço navegando era de vigia do mar (no tijupá) e a principal função era informar (e atualizar marcações e distancia) ao passadiço e COC todos os contatos de superfície e aereos avistados (se o oficial de quarto avistasse antes era punição na certa) e o resto do tempo foi serviço no timão (no passadiço) e o que mais vi nesse tempo foram mercantes “arvores de natal”

  52. ow Angelo, vc não esta confundindo com navios na área da Bacia de Campos, alem de ser regulamento nao navegarem acesos (a excessão de bunecos), acompanho mercantes não é de hoje, ja embarquei e acompanhei varios durante as vgms, será que os navios dai são diferentes dos daqui, falando muito sério, alias nas minhas fotos tem de vários manobrando a noite …

  53. MO,
    Você está certo. Os mercantes, no mar, para economizar energia, desligam todas as suas luzes. Inclusive, deve ser por esse motivo que o marinheiro de serviço lá no cesto da gávea do USS Fitzgerald não conseguiu observar, à tempo, a aproximação de tão pequena e silenciosa embarcação.
    .
    Agora, sinceramente, fiquei muito mais tranquilo. Se um dos navios de guerra mais temidos do mundo não consegue, por falha de sua tripulação de piratas do caribe, avistar um monstro vindo em sua direção, caso nos ataquem, será moleza! É só irmos em canoas com grumecs. Chegamos lá e jogamos pedra!!!

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