USS Indianapolis (CA-35) fotografado em 10 de julho de 1945

72 anos depois de ter sido torpedeado e afundado durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial, expedição liderada pelo co-fundador e filantropo da Microsoft, Paul G. Allen, utilizou tecnologias avançadas e dados recentemente descobertos para encontrar o navio

SEATTLE, 19 de agosto de 2017 / PRNewswire / — Os destroços do USS Indianapolis foram descobertos no dia 18 de agosto pela equipe de expedição do Navio de Pesquisa (R / V) Petrel, que pertence ao co-fundador da Microsoft e ao filantropo Paul G. Allen. O Indianapolis foi encontrado a 5.500 metros abaixo da superfície, descansando no fundo do Oceano Pacífico Norte.

“Ser capaz de honrar os homens corajosos do USS Indianapolis e suas famílias através da descoberta de um navio que desempenhou um papel tão importante durante a Segunda Guerra Mundial é verdadeiramente gratificante”, disse Allen. “Como americanos, todos devemos uma dívida de gratidão à equipe por sua coragem, persistência e sacrifício diante de circunstâncias horríveis. Enquanto nossa busca pelo resto do naufrágio continuará, espero que todos os conectados a este navio histórico sintam algum conforto nesta descoberta há tanto tempo aguardada”.

O Indianapolis foi tragicamente perdido nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial quando foi torpedeado por um submarino japonês nas primeiras horas da manhã de 30 de julho de 1945. O Indianapolis afundou em 12 minutos, tornando impossível lançar grande parte de seus equipamentos salva-vidas. Antes do ataque, o Indianapolis acabava de completar sua missão secreta de entregar componentes de uma das duas bombas nucleares que foram lançadas sobre o Japão. Dos 1.196 marinheiros e marines a bordo, apenas 317 sobreviveram.

O indicativo visual “35” no naufrágio descoberto

“Mesmo nas piores derrotas e desastres há valor e sacrifício que merecem nunca ser esquecidos”, disse Sam Cox, diretor do Comando de História e Patrimônio Naval. “Eles podem servir de inspiração para os futuros marinheiros que resistem a situações de perigo mortal. Também há lições aprendidas e, no caso de Indianapolis, as lições re-aprendidas, que precisam ser preservadas e transmitidas, então os mesmos erros podem ser evitados e prevenidos e salvar vidas”.

“Durante mais de duas décadas, trabalhei com os sobreviventes. Para os homens, eles desejaram o dia em que seu navio seria encontrado, resolvendo seu último mistério”, disse o capitão William Toti (Ret), porta-voz da Sobreviventes do USS Indianapolis. “Todos sabem que ele é agora um memorial de guerra e são gratos pelo respeito e dignidade que Paul Allen e sua equipe demonstraram a uma das manifestações mais tangíveis da dor e do sacrifício de nossos veteranos da Segunda Guerra Mundial”.

Como o capitânia da Quinta Frota, o Indianapolis afundado foi objeto de muitos esforços de busca anteriores. O Sr. Allen havia recentemente adquirido e adaptado o R/V Petrel de 250 pés (76,2 m) com equipamentos submarinos de última geração capazes de mergulhar a 6.000 metros (ou três milhas e meia).

R/V Petrel

“O Petrel e suas capacidades, a tecnologia que tem e a pesquisa que fizemos são o ponto culminante dos anos de dedicação e trabalho árduo”, disse Robert Kraft, diretor de operações submarinas do Sr. Allen. “Nós montamos e integramos essa tecnologia, recursos e recursos únicos em uma plataforma operacional, que agora é uma das poucas do planeta”.

O outro fator chave na descoberta foi a informação que surgiu em 2016 pelo Dr. Richard Hulver, historiador com o Comando de História e Patrimônio Naval, que levou a uma nova área de busca a oeste da posição original presumida.

Ao finalmente identificar uma embarcação de desembarque naval que registrou o avistamento do USS Indianapolis na noite em que foi torpedeado, a equipe de pesquisa desenvolveu uma nova posição e uma pesquisa estimada, que ainda estava em assustadoras 600 milhas quadradas de oceano aberto.

Paul Allen, co-fundador da Microsoft e filho de tripulante de bombardeiro na Segunda Guerra Mundial

As expedições lideradas por Allen também resultaram na descoberta do navio de batalha japonês Musashi (março de 2015) e do destróier Artigliere da Itália da Segunda Guerra Mundial (março de 2017). Sua equipe também foi responsável por recuperar e restaurar o sino do navio do HMS Hood para apresentação à Marinha Britânica em homenagem ao seu serviço heróico. A equipe de expedição do Sr. Allen foi recentemente transferida para o R/V Petrel recentemente adquirido e adaptado especificamente para a continuação dos esforços de exploração e pesquisa.

A equipe de expedição de 16 pessoas no R/V Petrel continuará o processo de pesquisar a localização completa conforme o tempo o permitir e realizará uma turnê ao vivo dos destroços nas próximas semanas. O USS Indianapolis continua a ser propriedade da Marinha dos EUA e sua localização permanecerá confidencial e restrita pela Marinha. A tripulação do R/V Petrel colaborou com as autoridades da Marinha ao longo de suas operações de busca e continuará trabalhando em planos para homenagear os 22 membros da equipe ainda vivos hoje, bem como as famílias de todos os que serviram no cruzador altamente condecorado.

Âncora do USS Indianapolis
Um sino do USS Indianapolis
Uma caixa de sobressalentes do USS Indianapolis no fundo do Oceano Pacífico Norte, a 5.000 metros de profundidade

FONTEPaulAllen.com

26 COMMENTS

  1. Lamentável o que aconteceu com à tripulação e às acusações contra o comandante. Posso estar sendo hipócrita em dizer isso,mas isso pareceu ser o karma,pois o USS Indianópolis estava levando cargas nucleares para atacar nos próximos dias no Japão. O Japão infelizmente causou problemas sérios,mas a bomba nuclear em áreas civis, é um absurdo. Foi merecido (não a morte brutal por tubarões,mas sim a perda do cruzador) ,mesmo o comandante tendo sido culpado pelos familiares de sua tripulação, fez com que ele acabasse cometendo suicídio (boatos)

  2. Renan…
    .
    Em Hiroxima encontrava-se o QG do Segundo Grupo de Exército e uma planta industrial voltada
    para a produção de guerra, entre outras coisas que agora de cabeça não me recordo, mas,
    obviamente não se pode bombardear apenas alvos militares dentro de uma cidade que abriga
    instalações militares e fábricas no meio de “áreas civis”…mas…essa é uma polêmica que nunca
    terá fim.
    .
    Na foto do “Indy” é possível ver a principal mudança ocorrida nele em seu último período de
    manutenção…a retirada da catapulta de “estibordo”…eu prefiro o termo “estibordo” mesmo…
    para compensar pelo peso extra de tanto equipamento instalado desde o início da guerra.

  3. Renan Lima Rodrigues 20 de agosto de 2017 at 9:52
    Talvez vc não saiba, mas o Japão tinha não só um, mas 2 programas nucleares – um do exército e outra da marinha. Um dos últimos atos da Alemanha foi enviar um submarino p/ o Japão c/ urânio enriquecido, só que quando estavam no meio do trajeto a Alemanha se rendeu, os 2 oficiais japoneses a bordo liberaram a tripulação p/ se render e se suicidaram. A grande ironia do destino é que a carga acabou nas mão dos EUA que aproveitaram e utilizaram na confecção da bomba que foi jogada em Hiroshima.
    Outra coisa, o que os militares japoneses fizeram c/ as populações civis na Coreia e na China ( só p/ ficar nesses ) foi de uma atrocidade inimaginável : utilizaram armas químicas e bacteriológicas, torturas de todas as espécies, estupro inclusive de menores, etc. Para se ter uma ideia do que eram capazes p/ manter a guerra, a própria população japonesa estava bastante subnutrida, pois a produção de alimentos, que já seria insuficiente, era em grande parte desviada p/ alimentar as tropas que era o que importava p/ eles, os civis não eram prioridade.
    Há também outro fato que mostra quanto eram insanos, diziam que lutavam pelo Imperador, mas quando a ala mais radical soube que ele tinha gravado uma mensagem que seria transmitida por rádio na manhã seguinte informando da rendição, invadiram o Palácio tentaram destruir a gravação e chegaram a tentar matar o Imperador, mas foram derrotados.
    O fanatismo dos militares japoneses talvez possa ser comparado ao dos atuais radicais islâmicos.

  4. E pra vcs verem senhores, como a tal da guerra é uma merda mesmo. Desculpe o palavriado. Todo mundo neste planeta tem sangue de cor vermelha, temos o mesmo descendente em comum. Então pense! Porque uma inteligência alienigena não se revela por essas bandas e só manda suas sondas por aqui? Pra ver no que vai dar é claro. Estão tentendo entender porque nos brigamos entre si. Quando é que a raça humana vai se tocar e evoluir pata um patamar superior? Fala serio nasci na época errada, era pra eu ter nascido na era da dobra espacial em algum planeta colonizado. Desculpe pelo desabafo de um ser humano na era errada! Alguem concorda?

  5. Impressionante como os destroços ainda estão conservados depois de mais de 70 anos na água salgada. Nem cracas apareceram. Será o local?

    É Walfrido, dinheiro jogado fora né? Será que o Orçamento de nosso Judiciário e Executivo seria melhor aproveitado???

    Seu comentário só demonstra a mentalidade de nosso povinho de merda!!

  6. Walfrido, cada um pensa como quer, e respeito sua opinião. Mas esses destroços são parte importante da história da II GM. E quem bancou e liderou a missão é um dos homens mais ricos do mundo. Se ele quer “jogar dinheiro fora”, é porque ele pode. Ele tem grana, tem vontade, tem tempo disponível e quer resgatar parte da história do país dele. Não acho que seja dinheiro disperdiçado. Mas, cada um pensa como quer.

    Abraço.

  7. Walfrido Strobel 20 de agosto de 2017 at 17:22
    O dinheirinho jogado fora, procurar ferro velho no fundo do mar.” — creioq que estejam visam o valor histórico. E é o tipo do assunto que rende um bom documentário pra ser exibido num canal de TV por assinatura e desperta muito interesse e audiência! (pronto!, aí já se paga a brincadeira!)

  8. O normal é que estas buscas submarinas sejam utilizadas como coberturas para outro tipo de pesquisa. O também bilionário Howard Hughes, por exemplo financiou a construção do Hughes Glomar Explorer, supostamente para procurar diamantes no fundo do mar. Na verdade, era uma operação da CIA para resgatar um submarino de mísseis balísticos soviético (K-129) que havia afundado com seus SLBM. Foi o chamado projeto Azorian.
    Com o Titanic foi a mesma história. Sobre a desculpa de descobrir o “Titanic”, o Robert Ballard estava, na verdade, procurando dois submarinos americanos perdidos – USS Thresher e o USS Scorpion, que também foram encontrados. Então essas buscas por navios afundados nem sempre é o que parece.

  9. jacinto…
    .
    tanto o “Thresher” quanto o “Scorpion” foram encontrados antes do Ballard encontrar o
    “Titanic”, então não houve uma “desculpa” nesse caso.
    .
    abs

  10. LucianoSR71 20 de agosto de 2017 at 12:31
    Renan Lima Rodrigues 20 de agosto de 2017 at 9:52

    Perfeito Luciano. Ainda tem o fato que, na WWII a população civil era alvo não só de americanos e ingleses. Eram alvos também de russos, japoneses e italianos. A alemanha bombardeou alvos civis na Inglaterra assim como os japoneses bombarderam alvos civis na China.
    .
    Outro fato que muitos historiadores de viés ideológico pra lá de duvidoso esconde, é que morreram muitos mais civis nas 60 cidades japonesas bombardeadas pelos americanos do que Hiroshima e Nagasaki e mesmo assim, como bem apontou vc apontou, os militares japoneses não se rendiam.
    .
    O imperador era só um fantoche nas mãos dos militares japoneses. Nada mais que isso.

  11. Dalton 21 de agosto de 2017 at 13:04
    Tem um documentário bem interessante onde o próprio Ballard conta a história. Foi a US Navy que o procurou p/ que ele desenvolvesse os equipamentos p/ encontrar o 2 submarinos e esclarecesse alguns pontos sobre como aconteceram os acidentes e se estariam vazando radiação. Ele topou, mas pediu que depois que concluísse as missões pudesse buscar o Titanic. Ele foi secretamente readimitido na marinha ( era um ex-militar ) e todos os objetivos foram alcançados , inclusive o Titanic. Abs.

  12. Luciano…
    .
    minha interpretação é que Ballard ajudaria na investigação mais detalhada dos destroços que
    já haviam sido localizados anteriormente e não para encontrar os destroços.
    .
    abs

  13. Talvez a baixa concentração de oxigênio a tal profundidade seja a responsável pela conservação dos destroços. Alguém confirma essa hipótese?

  14. Dalton 21 de agosto de 2017 at 13:04
    Verdade. A expedição do Ballard em 1985 foi para obter informações acerca do estado dos reatores nucleares destes subs após 20 anos no fundo do mar, segundo a reportagem da National Geographic. A (real) descoberta deles é narrada no livro “Blind Man´s Bluff” e atribuída a John Piña Craven.

  15. Marcelo Andrade 20 de agosto de 2017 at 20:41
    É Walfrido, dinheiro jogado fora né? …………Seu comentário só demonstra a mentalidade de nosso povinho de m…!!
    .
    M. A. , o fato de vc ser uma m… não faz do povo todo uma m…
    Não faça da imagem que tem de si próprio o retrato de todo um povo.

  16. Dalton 21 de agosto de 2017 at 13:50
    Sendo mais claro no caso do Scorpion se tinha uma ideia da localização devido ao registro do som de sua implosão captado pelo sistema acústico submerso que os EUA tinham criado p/ acompanhar os soviéticos, mas a profundidade era muito grande e só c/ essa expedição pode ser confirmada sua localização e filmado seus destroços. Uma correção : fui traído pela memória foi o Ballard que procurou a Marinha p/ que financiassem seu projeto de busca do Titanic e no final partiu deles a proposta de pesquisa nos destroços e como contrapartida ele conseguiu um acordo p/ depois disso ir p/ o Titanic.
    Assisti esse documentário há algum tempo em espanhol, se quiser aqui está o link :
    http://www.documaniatv.com/historia/el-secreto-nuclear-del-titanic-video_9c8413041.html

  17. ”Walfrido Strobel 21 de agosto de 2017 at 14:06 M. A. , o fato de vc ser uma m… não faz do povo todo uma m… Não faça da imagem que tem de si próprio o retrato de todo um povo.”
    Você não tem vergonha de escrever tanta m… ? É por conta de gente como você que a educação no Brasil é uma porcaria, por apedeutas como você que infelizmente proliferam aos milhões nesse país.

  18. LucianoSR71 20 de agosto de 2017 at 12:31
    É por ai ….
    +++++++++++++++++++++
    São Âmis,
    portanto seus valores são diferentes …. nem melhor e nem pior que os nossos,
    simplesmente o deles.

  19. Walfrido Strobel 20 de agosto de 2017 at 17:22
    “…O dinheirinho jogado fora, procurar ferro velho no fundo do mar…”

    Se for ver só pelo lado monetário talvez, mas é as famílias que ficaram sem saber onde foi parar aquele ente querido, e a Própria Marinha sem saber exatamente o que aconteceu ?

    Creio que para “fechamento” de certos assuntos e “pendencias” não exista “dinheiro” que pague…

    Fora o contexto histórico que agora pode ser corrigido.

    É de se pensar se é ou não dinheiro jogado fora.

    [ ]´s

  20. “Dalton 21 de agosto de 2017 at 13:04
    jacinto…
    .
    tanto o “Thresher” quanto o “Scorpion” foram encontrados antes do Ballard encontrar o
    “Titanic”, então não houve uma “desculpa” nesse caso…”

    Na “verdade” estão ligados sim e isto ja foi inclusive discutido pelo History Channel, houve um acordo ai, Se o Ballard Acha-se o Thesher e o Scorpion a USN lhe daria meios para ampliar a procura do Titanic… Ambos fatos ocorreram…

    A Historia por trás da Historia 🙂 Sempre tem algo mais não é 🙂

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