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Porta-aviões USS Gerald R. Ford realiza operações aéreas de teste e avaliação

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Lembra do vapor que sai das catapultas dos porta-aviões? Pois é, no USS Gerald R. Ford ele não existe mais.

O novo porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos, USS Gerald R. Ford (CVN-78), está realizando operações de teste e avaliação com os Super Hornets F/A-18F atribuídos ao Air Test and Evaluation Squadron (VX-23). As imagens do vídeo foram feitas no período de 29 de setembro a 2 de outubro de 2017.

O USS Gerald R. Ford é o primeiro equipado com sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves (EMALS – Electromagnetic Aircraft Launch System), que substituiu as catapultas a vapor e também conta com equipamento de parada avançado (AAG), que substituiu o sistema de parada hidráulico anterior.

O sistema de lançamento eletromagnético de aeronaves (EMALS), foi desenvolvido pela General Atomics para a Marinha dos Estados Unidos e usa um motor de indução linear, em vez de pistão de vapor.

A principal vantagem é que ele acelera as aeronaves mais suavemente, colocando menos estresse nas suas células. Em comparação com as catapultas de vapor, o EMALS também pesa menos, é esperado que custe menos e necessite de menos manutenção, e pode lançar aeronaves mais pesadas ou mais leves. Ele usa muito menos água fresca, reduzindo a necessidade de dessalinização intensiva em energia, no caso das catapultas a vapor.

A China está desenvolvendo um sistema similar.

Parte da fiação da catapulta eletromagnética EMALS

Já o sistema Advanced Arresting Gear (AAG) é baseado em motor elétrico que provê a desaceleração da aeronave durante operações de recuperação no porta-aviões. O AAG permite a retenção de uma ampla gama de aeronaves, reduzindo o número de operadores do sistema e manutenção, e proporciona maior confiabilidade e margens de segurança.

O design do AAG usa turbinas de água de absorção de energia simples e comprovadas, acopladas a um grande motor de indução para controle fino das forças de tração.

Diagrama do sistema Advanced Arresting Gear (AAG)

20 COMMENTS

  1. Esse emals é o bicho.
    Na verdade é um mecanismo simples, embora sofisticado.
    Não está claro para mim se usam energia eletromagnética ou se usam um motor diretamente.
    A catapulta a vapor que parece mais antiga e simples na verdade é mais complexa.
    Fala-se que o emals envolveria o uso de um motor com aceleração menos brusca e aceleração mais uniforme e poderosa…
    De fácil manutenção…
    Tecnologia é isso. Aplicar princípios que já existem há 100 anos para fazer o que era difícil…

  2. Sei que serei crucificado aqui. Nem sei se meu comentário será publicado, mas não vou deixar de dizer o que penso. Sou leitor do blog há anos, e até então um entusiasta de temas militares. Só que a vida dá voltas e nos reserva surpresas, nem todas boas. É duro receber a notícia que um ente querido tem uma doença grave e, a médio prazo, mortal. E saber que a ciência ainda não descobriu cura. Olho para o lado e vejo imensas, inimagináveis quantidades de recursos humanos, financeiros e materiais gastos em pesquisa e fabricação de equipamentos militares. Quanto de inteligência humana tem sido desviado para este objetivo? E me pergunto: se tudo isso tivesse sido usado para pesquisar a cura de várias doenças e para a melhorar a vida de todos nós, quantos problemas que ainda nos afligem já poderiam ter sido resolvidos? Sei que muitos vão apresentar os mais variados argumentos para justificar a existência da indústria bélica, todos muitos respeitáveis. No entanto, trata-se de algo maldito, terrível, asqueroso. Chega que vangloriar a morte! Chega de tanques, navios, mísseis, aviões de combate, bombas, chega de mensageiros do mal e da morte!

  3. Charles,
    Muito louvável sua posição a favor da paz e do amor, só esqueceu de avisar pro … ser humano. O ser humano, em que pese a imensa maioria ter fé que somos mais que animais evoluídos, não passamos de “animais tecnológicos”. E a evolução é basicamente um ato violento.
    Para acontecer isso que você deseja é preciso que o ser humano seja reinventado e deixe de ser humano. Inúmeras crenças em um ser superior, em preservação da alma após a morte, em castigo e prêmio “post mortem”, em Céu e inferno, etc. , não foram instrumentos eficazes em mudar o ser humano e fazê-lo saltar na escala evolutiva e se há briga de vizinhos, marido que mata a mulher, pedófilos, brigas de partidos políticos, etc. porque entre nações tinha que ser diferente se as nações são formadas pelas mesmas pessoas que brigam no trânsito, roubam caminhões capotados nas estradas, jogam lixo na rua, etc. ?
    O problema não é a indústria de armas mas sim o ser humano, que é o lado negro da questão. Vale salientar que a indústria de armas fez mais pela humanidade que todas as fés no Divino e todas as orações, rezas e palavras ao vento ditas e escritas em toda a história da humanidade.

  4. Charles,
    Entendo seu ponto de vista e o respeito, passei por uma situação terrível, sou um atleta desde muito jovem, pratico natação, corro e musculação, me achava um cara no auge da forma, bem colocado profissionalmente, mas fui diagnosticado com câncer nos rins. Graças à tecnologia de cirurgia de robôs existente no Sírio-Libanês, consegui salvar um dos meus rins, pois sua precisão é milimétrica. O desenvolvimento da medicina de ponta é muito grande, infelizmente no Brasil não é compartilhado com a maioria, uma pena.

  5. Já teclei isto outras vezes. Já passou muito da hora do Brasil começar a desenvolver a tecnologia eletromagnética. Tem muuuito uso civil e é o futuro em uso naval.

  6. Charles Dickens, você não será sacrificado, muito pelo contrário, todos nós que tratamos do tema Defesa e tecnologia militar vez por outra passamos pelo mesmo dilema, manteiga x canhões.

    Mas é só a gente dar uma relembrada na História, e veremos que as nações que não cuidaram de sua defesa e seguiram a linha pacifista acabaram dominadas ou eliminadas pelas que se armaram e aperfeiçoaram a arte da guerra.

    A Inglaterra quase sucumbiu à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, porque desarmou a RAF no período entre guerras e se não fosse pela invenção do radar e do Spitfire, Hitler teria desembarcado na Inglaterra e a Segunda Guerra teria tomado outro rumo.

    Durante a Guerra Fria, o que impediu a invasão da Europa pela URSS foi a invenção das armas atômicas e do submarino nuclear com mísseis balísticos, garantindo a chamada MAD – Destruição Mútua Assegurada.

    Podemos dizer que evitamos a Terceira Guerra Mundial até agora muito por causa de um judeu polonês de família pobre que imigrou para os EUA quando tinha 6 anos de idade e que depois mais tarde inventaria o submarino de propulsão nuclear: seu nome, Hyman G. Rickover.

    Os submarinos nucleares de mísseis balísticos garantem que as potências nucleares não se aventurem em um ataque preemptivo.

    Infelizmente nesse mundo decaído, a paz só é conseguida através da força. O que seria de Israel se não tivesse capacidade de defesa? já teria sido riscado do mapa pelas nações árabes faz tempo.

  7. Caro Charles D. já trabalhei para industria farmaceudica e te digo que essa industria já tem curas para AIDS, CANCER, INFECÇÕES NO SANGUE etc e que não vão liberar para o mercado tais medicamentos pois JÁ LUCRAM BASTANTE DA FORMA QUE ESTÁ e não lhe interessam entregar a cura de tais doenças nem que custasse cada capsula 10.000 dolares. LASTIMÁVEL MÁS VERDADE.

  8. pgumao 13 de outubro de 2017 at 9:35
    .
    O senhor não imagina a burocracia que é para a importação e desembaraço dos modernos equipamentos da área médica, principalmente os responsáveis por diagnósticos por imagem. Este país, propositadamente, se isola do mundo…
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    O Hospital Sírio-Libanês é um oásis no Brasil, infelizmente não acessível a todos. Pode-se considerar alguém de sorte.
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    Fraterno abraço, uma boa recuperação e que sua vitória seja permanente!

  9. Prezado Charles,

    Esse dilema não é só seu. O Galante respondeu satisfatoriamente. Minha mãe, a pessoa mais importante que tive nesse mundo, passou dessa vida para a eterna dentro de um hospital naval vítima de uma doença fatal que nos pegou de surpresa. É a vida. É essa a nossa vida.

    Francamente, sou um entusiasta bélico, e meu enfoque é mais técnico e estético que destrutivo, muito embora a consequência seja essa. Nossa convicção, ao menos a média que frequenta esse blog, é de que tudo isso que discutimos aqui, na esteira do que disse o Galante, é para a preservação da sanidade da própria humanidade, por mais paradoxal que isso pareça.

    Certa vez, um almirante americano, Clifton Sprague, durante uma das batalhas que compuseram a célebre Batalha do Golfo de Leite, na IIWW, comandava a Task Unit 77, com 6 porta-aviões de escolta e 7 destroyers (sendo 4 de escolta) e foi encurralado numa manobra pelos japoneses com 4 encouraçados e 8 cruzadores. Sprague sobreviveu à refrega e os americanos venceram a batalha, mas disse, após o confronto, algo que nunca mais me esqueci: “Eu já me via nadando entre os destroços dos meus navios não fosse a evidente parcialidade do Deus Todo Poderoso…”

    No estado atual do mundo não acredito na abolição das guerras, sim, pela decadência média da moral humana, mas também sim, eu acredito num ser superior que controla esse mundo ainda que combalido (estaria pior não fosse assim), a firme convicção das coisas que não se veem…, e por decorrência creio firmemente na escatologia bíblica, e ela me informa que um dia todo conflito entre as nações cessará, não por uma convicção ou elevação humana, mas por determinação do único e verdadeiro Senhor dos Exércitos:

    “Ele julgará entre as nações e solverá as contendas de muitos povos; e estes converterão suas espadas em lâminas de arado, e as suas lanças, em foices; uma nação não mais levantará sua espada contra outra nação, nem será necessário que se preparem para batalhas.” (Isaías 2:4)

    Enquanto esse dia não chega, e depois de ver o novo e belíssimo NAe da USN, eu continuo dizendo: “Go Navy!”

  10. Loyola, nos últimos tempos, mês sim, mês não, eu o tenho visto atracado ao cais do AMRJ. Deverei vê-lo novamente na semana que vem. Mandarei um abraço, se quiser.
    .
    Mas se a sua pergunta inclui não só o presente, mas perspectivas para o futuro, segue link e trecho selecionado do mesmo:
    .
    http://www.naval.com.br/blog/2017/02/14/desativacao-do-nae-sao-paulo/
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    “Após diversas tentativas de recuperar a capacidade operativa do NAe “São Paulo”, o Almirantado concluiu que o Programa de Modernização exigiria alto investimento financeiro, conteria incertezas técnicas e necessitaria de um longo período de conclusão e decidiu pela desmobilização do meio, a ser conduzida ao longo dos próximos três anos.”

  11. Nonato 13 de outubro de 2017 at 3:14
    Nonato, na verdade são as duas coisas juntas, o EMALS é um motor eletromagnético linear. É basicamente um trilho de trem de levitação magnética de alta velocidade (magleve).

  12. Bosco 13 de outubro de 2017 at 7:16
    Charles,
    Muito louvável sua posição a favor da paz e do amor, só esqueceu de avisar pro … ser humano. O ser humano, em que pese a imensa maioria ter fé que somos mais que animais evoluídos, não passamos de “animais tecnológicos”. E a evolução é basicamente um ato violento.

    É Bosco… Estamos para o império Klingon do que para Federação dos Planetas Unidos do ” Star Trek”

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