Home Aviação Naval EUA liberam tecnologia do EMALS para a Índia

EUA liberam tecnologia do EMALS para a Índia

4324
63
Por dentro da catapulta eletromagnética EMALS

Os EUA decidiram liberar o crucial sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves para o futuro porta-aviões da Marinha Indiana, de acordo com a administração Trump.

A decisão vem à frente da visita do Secretário de Estado Rex Tillerson à Índia. Ainda não foi anunciada uma data formal da visita.

A administração do Trump informou a Índia da sua decisão.

A Índia enviou uma carta de solicitação ao governo dos EUA durante a administração Obama para o sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves (EMALS), construído pela General Atomics para o porta-aviões planejado pela Marinha Indiana.

Devido à sua arquitetura flexível, o EMALS pode lançar uma grande variedade de pesos de aeronave e pode ser usada em uma variedade de plataformas com diferentes configurações de catapulta.

A administração Trump enviou uma resposta à Índia na segunda-feira sobre sua decisão de liberar essa tecnologia.

Concepção artística do Electromagnetic Aircraft Launch System (EMALS)

O especialista aeroespacial, Dr. Vivek Lall, executivo-chefe de desenvolvimento estratégico norte-americano e internacional, da General Atomics, disse anteriormente que a General Atomics está planejando abrir um escritório em Delhi para apoiar os requisitos militares do governo indiano.

A Marinha Indiana planeja integrar as catapultas EMALS feitas nos EUA em seus futuros porta-aviões.

Este gesto à frente da visita de Tillerson é outra indicação da aliança estratégica que os EUA querem promover com a Índia, disseram fontes informadas.

No mês passado, o secretário de Defesa Jim Mattis visitou a Índia.

FONTE: DefenceNews India

63 COMMENTS

  1. E o Brasil em, será que conseguiria ter acesso a essa tecnologia…. por exemplo, caso o Brasil solicitasse aos EUA a construção de um Nae nos moldes (talvez mais leve) do Kitty Halk más com catapultas eletromagnéticas eles fariam ou apenas com catapultas a vapor?? Ou se o Brasil pedisse um par de catapultas EMALS para uma hipotética recuperação dO SÃO PAULO eles liberariam?? Para o São Paulo talvez a unica forma de recuperação pois retiraria os motores e caldeiras antigos e colocaria apenas novos motores e geradores de energia….

  2. A questão é como proteger essa tecnologia, uma vez em mãos indianas, dos russos, que também são parceiros dos indianos?

  3. Não ha muito o que proteger, então o melhoe é faturar em cima com exportações antes que por veto em uma suposta proteção outro fabricante lance o seu e fature em cima.
    A China ja está fazendo o seu e o UK e Austrália foram de rampa Ski-Jump.
    .
    Curiosidade, vejam o RC Drone salva vidas, usa baterias elétricas e mini waterjet para não ferir a vitima.
    Ele tem a desvantagem de não salvar afogados desacordados, pois a vítima precisa se segurar na corda que envolve o drone.
    Mas é uma vantagem pois permite que seja operado a distancia por salva vidas com pouca experiencia em nado que rapidamente coloca o drone próximo ao local de necessidade, mundo afora é comum o uso de salva vidas voluntário que muitas vezes são estudantes com pouca ou nenhuma experiencia em salvamento real.
    . https://scontent.fcgk4-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-0/cp0/e15/q65/p526x395/22489996_362912424149186_2889006946657460338_n.jpg?efg=eyJpIjoidCJ9&_nc_eui2=v1%3AAeGg0eiiajC2Bj7VZTtoZ7lpgmwtLxyuatbjEdlmuQoJpD_w8U8D-vC9hnU_MnhS5QDoVVMd-WgZYsEt5EPxqPzY9t-zYD2eeA2DPylEH6MquKpX5e-oxhfhuGBV08VGG2Q&oh=66f2df2bf33f98fe223aa91a08f72802&oe=5A6E2D29

  4. Desculpa me intrometer, sou leigo, mas na minha opinião, o Brasil tem que parar de depender dos países detentores de tecnologia, nós temos excelentes engenheiros, que podem fazer igual ou até melhor. Temis que parar de depender dos outros, pois é certo que não irão querer dar-nos tal tecnologia, fizemos o melher equipamento para enriquecer urânio, sem igual no mundo, vamos construir nosso Naes e nossas corvetas e submarinos sem depender do estrangeiro, eu acredito na capacidade dos engenheiros brasileiros, e muito……..

  5. Sai mais barato para os americanos fornecerem essa tecnologia, do que montar uma segunda base no oceano Indico.Já basta dividir com os britânicos a base naval de Diego Garcia.

  6. Renan 18 de outubro de 2017 at 16:37
    Renan, posto a tempos e de vez em quando minha opinião sobre a necessidade do Brasil desenvolver esta tecnologia mas minha opinião sempre foi solitária aqui no Naval. Essa tecnologia pode ser usada não só em catapultas, pode ser para canhões de altíssima velocidade e muito mais. Além disso tem o uso civil, trens de alta velocidade, aparelhos médicos de diagnostico, terapias com uso de magnetismo, etc, além de usos industriais.

  7. HMS TIRELESS 18 de outubro de 2017 at 15:16
    A questão é como proteger essa tecnologia, uma vez em mãos indianas, dos russos, que também são parceiros dos indianos?

    HMS TIRELESS
    Os Russos já tem acesso aos EMALS Chinês, mas vai dar uma olhadinha nas dos indianos/americanos e aprimorar no seu projeto Russo – melhoria contínua! rsrs

  8. Isso me lembra aquele seriado “Galagtica” onde os caças são lançados de um túnel com colunas laterais (magnetos?).
    Ficção científica virando realidade.

  9. Por quê será que me parece conto da carochinha??? Por quê será que tenho a impressão de que a tecnologia não é o que prometeram e estão afim de arrumar um pato para dividir os custos de desenvolvimento do produto? As contas da Índia ninguém consegue rastrear, transparência 0 ao cubo, sistema de castas em que abandona mais de 85% da população à ignorância e subnutrição, mas tem forças armadas com a melhor de tecnologia disponível. Sim, enfrenta grandes desafios em termos de defesa, mas nem tanto assim. Volto a afirmar que se os americanos liberam esta tecnologia é por quê acabou o dinheiro, não é tão boa assim e precisam rachar as despesas de reajuste do produto.

  10. Como dar opinião ainda não paga imposto, creio que é uma jogada p/ tentar trazer a Índia mais p/ a esfera americana, diminuindo a influência russa e reforçando um inimigo no quintal da China, além de barganhar a venda de seus aviões F-16 e F-18 e talvez forçar o F-35, numa desistência no FGFA. Um movimento de xadrez pensando já nas próximas jogadas.

  11. Eles vão vender o sistema fechado, quando li o titulo até assustei. Liberar essa tecnologia, talvez só a Inglaterra ou a França consigam em breve. Mas a “rainha” escolheu skyjump e a França não consegue começar seu segundo porta-aviões…

  12. Na maioria das vezes vale mais a pena lucrar com a venda de algo que gastar muito pra manter a exclusividade desse algo. Assim, o lucro advindo da comercialização desse algo financia a pesquisa e desenvolvimento de algo mais novo ainda.

    E a roda gira…

  13. LucianoSR71 18 de outubro de 2017 at 23:19,

    eu ia falar praticamente o que o amigo postou.

    A questão aqui é geopolítica, este movimento faz parte de estratégias adotadas pelos Estados Unidos para administrar sua influência junto a India. O propósito é anular a influência russa e ter um aliado contra a China.

    Inclusive a implosão do projeto conjunto indu-russo FGFA, é algo perseguido pelos EUA. Desta forma atrasam a Rússia em contar com caças de quinta geração em sua Ordem de Batalha.

    Por conta disso comumente vemos matérias detonando o programa FGFA na Índia…

    Grato

  14. Só esclarecendo que quando digo:

    “Inclusive a implosão do projeto conjunto indu-russo FGFA, é algo perseguido pelos EUA. Desta forma atrasam a Rússia em contar com caças de quinta geração em sua Ordem de Batalha.”

    O que quero dizer, é que, com os ataques que o projeto indu-russo vem recebendo, não háveria os repasses adequados de verbas tão necessária para o cumprimento do cronograma do Su-57 entrar em operação na VKS.

    Grato

  15. Por quanto sairia via FMS para instalação no A-12 uma par de Emals, Motor propulsor e geradores elétricos, uma duzia de F-18 SH?? Tudo já instalado e funcionando, creio que menos de 2 Bi em parcelas de 10 a 15 anos… Contratar um estaleiro capaz no próprio EUA creio que entregam o barco em 2 anos… é a diferença de quem tem guarda costeira e sonha em ter uma marinha.

  16. PRAEFECTUS 19 de outubro de 2017 at 8:33
    Muito já se falou que os indianos estão reclamando que os russos não repassam a tecnologia conforme o combinado, ou seja eles pagam por tudo, mas só recebem uma parte.

  17. Vi em algum lugar que o Brasil também queria o EMALS, agora para quê?? Só se for para passar para a China que nem queriam fazer com toda a doutrina de um porta aviões que receberam dos EUA, depois não sabem porque os EUA estão tão relutantes em passar qualquer coisa para o Brasil, porque seria um parceiro nada confiável.

  18. O Brasil poderia estar desenvolvendo isso e muito mais…
    Nada do outro mundo…
    Uma espécie de motor elétrico que empurra o avião em poucos segundos…

  19. “Walfrido Strobel 19 de outubro de 2017 at 12:15
    A China ja está testando a sua, esta é uma unidade onde são testados os projetos de catapulta a vapor e eletromagnéticas para futuros Porta Aviões.
    Imaginem o Brasil ter que bancar algo do gênero….não da para a gente, isso é coisa para gente grande.”
    Por isso sempre seremos anões. Complexo de vira-lata.

  20. O caminho do Brasil é o Navio de Propósitos Múltiplos. Pq é o caminho?
    .
    Vejamos o basicamente o que se precisa:
    6 Fragatas, para substituir as Niterói. ( ~U$ 6 Bi)
    10 Corvetas, para substituir os demais Escolta. (U$ 4,5 Bi)
    2 NApLog, para poder operar (U$ 0,5 Bi)
    2 NPM, o que garante diversas aplicações pelo melhor custo x benefício (U$ 4 Bi)
    .
    Isso tudo, na calculadora da padaria, da coisa na casa dos 10 Bi…
    Um NAe e seu componente aéreo completo, custaria esse valor. U$ 5 Bi do NAe + U$ 5 Bi das aeronaves diversas.
    .
    Não dá pra MB montar todo um planejamento imaginando que aparecerá em algum momento no Governo, suporte para uma empreitada destas, que é coisa longo prazo ( coisa de 15 anos, entre construção e inicio de operação).
    Para o longo prazo, vamos nos ater só a nacionalização dos Submarinos Convencionais e Nucleares de Ataque. Já é uma meta grandiosa e difícil o suficiente…
    .
    Enfim…
    Compra-se o NPM novo, na próxima década. Se o NAe não sair até ~2030 (basicamente é o que vai acontecer), se tenta a aquisição alguns de F-35B e V-22.

  21. Prezado Diego,

    Vejo dois problemas principais em instalar catapulta magnéticas em um navio do porte do “São Paulo”. O primeiro é como gerar energia suficiente para esse tipo de catapulta em um navio sem propulsão nuclear.

    O segundo é, como fazer uma aeronave do porte do Super Hornet decolar utilizando uma catapulta com apenas 50 metros de comprimento.

    Abraços

  22. O conceito de usar Força eletromagnetica para impulsionar projeteis não pode ser considerada tecnologia nova, pois hoje é obrigação de qualquer engenheiro ou físico recém formado saber montar um dispositivo para lançar bolinhas de ferro a alguns metros, a tenologia sensivel do EMALS consiste na estrutura do software para controle dos subsistemas, relação peso x ampere x força, física de materiais pois não é qualquer material que suporta uma corrente de 5000 Amperes sem derreter e para tal sistema, deve controlar para que não haja atrito entre os trilhos!

  23. Srs
    As catapultas eletromagnéticas são fundamentadas nos conceitos dos motores lineares assim como os railguns e até os trens de alta velocidade. Ou seja, é uma tecnologia já bastante conhecida em seus fundamentos.
    Os desafios tecnológicos são mais questões de materiais e de soluções de controle.
    Curiosamente a maior dificuldade alegada por muitos é a necessidade de grandes geradores elétricos só disponíveis em navios com propulsão nuclear, o que, tecnicamente, não corresponde a verdade, pois o funcionamento das catapultas, assim como os railguns, é intermitente, o que significa que elas precisam de grandes impulsos de corrente elétrica por um período de tempo curto, e isto é resolvido com o uso de bancos de capacitores que armazenam grandes volumes de cargas elétricas que podem ser liberadas em pulsos em um curto espaço de tempo por um sistema de controle digital e dispositivos eletrônicos de potência. Assim, não há necessidade de um grande gerador, mas sim de um que reabasteça os bancos de capacitores nos intervalos entre cada operação das catapultas com a energia que elas usarão nos instantes dos lançamentos.
    Quanto a questão se os 50 m das catapultas do SP seriam suficientes para lançar um SH, a questão não é a EMALS, pois aí é apenas uma questão de energia no tempo, mas sim a aceleração que o aparelho e o piloto terão que suportar, que será maior do que acontece no caso das catapultas do Ford.
    Na verdade, o SP representa uma oportunidade, a qual estamos abdicando, para o desenvolvimento e testes para novas tecnologias, caso das catapultas eletromagnéticas, e mesmo da recuperação de conhecimentos perdidos, como os sistemas de propulsão com turbinas a vapor (o que, aliás, será necessário para o subnuc, pois os franceses nos fornecerão apenas a tecnologia do casco, não a da propulsão).
    Curiosamente, apesar da tecnologia naval militar, com as armas laser, railguns, emals, estar passando por uma fase de grandes mudanças, possivelmente mais drásticas do que a que passou na virada do século 19 para o 20, com os Dreadnought e submarinos, a MB parece não se preocupar.
    Aliás, considerando a tendência para um perfil de guarda costeira, uma ausência de ambição em pesquisas de novas tecnologias (UUV’s por exemplo), o que é possível se dizer é que a MB não pensa no futuro, seja do ponto de vista estratégico e geopolítico, seja do ponto de vista tecnológico.
    Sds

  24. Control 19 de outubro de 2017 at 21:56
    Control, venho escrevendo isto a muuuito tempo, mas sempre fica no vácuo. A grande maioria quer compras de prateleira em detrimento a construção local, se falar em pesquisa e desenvolvimento aí é quase morte. Veja o caso das centrífugas e do reator nacional, a maioria acha um desperdício.

  25. Bardini 19 de outubro de 2017 at 18:00

    Bardini, suas “contas de padaria” estão levemente erradas… somando-se tudo, da US$ 15 bi…. E como vc disse certa vez, também começo a achar que é melhor ter dois NPM tipo Cavour e no futuro alguns F35 B do que aguardar as verbas para um único NAe…. Até porque um NAe, por mais poderoso que seja, nunca vai estar em dois lugares ao mesmo tempo.

  26. Verdade errei. Da coisa na casa de ~U$ 15 Bi… Mas mesmo assim, não compensa colocar 10 bi no NAe com tudo o que tem de se fazer e rezando para o Governo continuar apoiando o projeto…
    .
    O “Cavour” não é lá muita vantagem ao meu ver. Os próprios italianos estão partindo para algo mais multipropósito. Este sim, eu acho extremamente útil para o futuro da MB:
    https://youtu.be/6LgoWgXet8s

  27. Luiz Monteiro 19 de outubro de 2017 at 18:48

    Prezado, sem a necessidade de reinventar a roda, seria apenas uma questão de engenharia. O único detalhe seria a utilização apenas dos elevadores laterais pois o de vante teria que deixar de existir para dar espaço para catapulta de vante principal alongada. Quanto a geração de energia não penso ser necessário reatores nucleares, pode se manter um modelo de propulsão convencional só que atual o que lhe garantiria maior autonomia pois deixaria de usar para propulsão aquele velho olho betuminoso… enfim, desistir do A-12 é um desserviço pois o custo da perda dele é maior que de sua conservação (pra quem sabe o que estou dizendo), nada de mão francesa no processo que as coisas andam.

  28. diego…
    .
    você mencionou acima sua ideia de enviar o “A 12″… por reboque…já que ele não navega… a um estaleiro americano…o único capaz mal está dando conta da demanda interna… para que ele seja completamente revitalizado e com duas catapultas “EMALS” …que ainda apresenta desafios a serem superados a bordo do USS Gerald Ford mais a compra de 12 “Super Hornets”
    tudo por 2 bilhões…você não especificou se dólares ou reais, a ser pago em 15 anos e dentro de um prazo de APENAS 2 anos ??? Só os ” 12 Super Hornets” já responderiam por um bilhão de dólares !.

    Vinte anos atrás foram adquiridos 23 A-4s dos quais inicialmente 18 seriam modernizados,
    aí o número caiu para 12 e mesmo assim até agora apenas 3 foram entregues e um deles
    foi perdido em acidente ! Não parece surreal insistir no “A 12” depois desse exemplo?
    .
    A última manutenção pela qual passou o USS Enterprise, apenas dois anos mais velho que o “A 12” , terminada em 2010, custou quase 700 milhões de dólares, levou dois anos e o navio nem mesmo passou por modificações drásticas como seria necessário com o “A 12” isso que o serviço foi feito por quem o construiu e entendia tudo sobre ele…mesmo assim custou mais e levou mais tempo que o planejado…imagina um navio construído por outro país…França!
    .
    O “A 12” parecia a coisa certa em 1999 e os militares certamente esperavam mais do presidente seguinte, Lula, mas, o que de fato ocorreu é que dois “escoltas” deram baixa em
    2004 e não foram substituídos e a corveta “Barroso” sofreu ainda mais atrasos, uma gestação de 14 anos, isso para ficar apenas em 2 exemplos!
    .
    Essa é a realidade …um país “rico” onde falta até saneamento básico para milhões ! Então
    não espere muita coisa para as Forças Armadas nem a médio prazo !
    .
    “No bucks, no Buck Rogers” !

  29. WSMDAL 18 de outubro de 2017 at 22:28
    Interessante,
    _________________________________

    Ainda o A 12 ?
    Caraca, tem que ter muita paciência.
    ________________________________

    Os Hindis são a bola da vez, se souberem aproveitar ….

  30. A Turkia irá contruir o seu em parceria com a España (Navantia),
    o ski jump não sei como ficou no projeto conjunto.

  31. Carlos…
    .
    já foi exposto o modelo e maiores detalhes…será ao menos exteriormente, idêntico ao “Juan Carlos I”.
    .
    abs

  32. ÁDSON
    O Brasil tem plena capacidade de desenvolver um motor linear para lançamento de aeronaves, o que não tem é vontade politica. Pois recusos tecnológicos precisão de tempo e dinheiro para amadurecer

    Control
    Assino em baixo.
    Não penso no A12 como Navio de Guerra, mas sim como laboratório de testes de tecnologia militar.
    Podemos e devemos reinventar a roda e testar no A12.
    Tudo ( cataputas, propunsão, bancos de cargas …)
    Ele pode ser rebocado e testes em mar podem ser realizados.
    Seria um enorme laboratório.
    Um dia teremos a capacidade de produzir nosso moderno NAE.
    Abraços.

  33. Renan…
    Um navio aeródromo de testes é um pouco difícil pelo próprio conceito “teste” não ser bem vindo na caserna. Melhor nomear como um NAE ESCOLA, nesse termo, não se perde doutrina e mantem o treinamento. Mesmo que se estalasse apenas uma catapulta EMALS no vante já serviria para tal proposito, se retira os velhos propulsores e caldeiras la da casa de maquinas através de uma cesária na lateral esquerda e se faz uma licitação para fornecedores capazes de construir um motor com as especificações necessárias para manter o barco equilibrado, geradores elétricos que sejam capazes de suportar as baterias da Emals.
    Não tem que gastar dinheiro fazendo um “overhoulin” no barco inteiro apenas o básico para operar como um NAE ESCOLA e até no AMRJ se pode fazer que há condições, más pela vontade do almirantado vão continuar apenas descomissionando o que se tem…

  34. O “São Paulo” seria modernizado justamente para servir de “escola” para o próximo Navio… Não rolou, acabou. Já era.
    .
    Se acontecer a aquisição de um Navio Aeródromo novo, é coisa para ~2035… Não tem mais lógica colocar dinheiro no “São Paulo”.
    .
    O caminho da força de superfície é renovar os Escoltas e tentar comprar um bom par de Navios de Propósitos Múltiplos. Se o Navio Aeródromo não sair até 2030 ( e certamente não sairá), vamos atrás de aeronaves para os novos NPM.

  35. Srs
    Jovem Bardini
    Dentro da filosofia e visão puramente de defesa apregoada como sendo a coerente com nossa postura no mundo, onde entram navios anfíbios, caso dos NPM. navios sabidamente próprios para a projeção de poder?
    Sds

  36. Control,
    .
    Não gosto dessa visão puramente defensiva, embora seja o básico e o racional…
    .
    O NPM não seria um simples LHD, como um “Mistral” ou um não tão útil LPH, como o “Ocean”. Teria de ser algo mais capaz e polivalente, algo mais parecido com um LHA americano. Só que guardadas as devidas proporções $$$, claro…
    .
    Algo semelhante a isto: https://www.fincantieri.com/globalassets/common/sliders/images-common-caption-full-width-sliderblock/navi-militari/fincantieri_anfibia_mutiruolo_top.jpg
    .
    Precisamos de um navio que atenda varias necessidades básicas da MB. Esse seria o NPM.
    .
    perceba que, mesmo que o novo Navio Aeródromo um dia se torne realidade (Coisa difícil), o NPM ainda seira extremamente útil a MB. Ambos não se anulam, se complementam. Mas entre escolher um ou outro, escolho o que mais agrega pelo custo, o NPM.

  37. Srs
    Jovem Bardini
    Mas a questão é que a visão geopolítica e estratégica geral é que devem direcionar o planejamento de uma marinha e consequentemente, sua estrutura e seus meios.
    Se uma marinha deve ter caráter defensivo, navios para projeção de poder são desnecessários, e, se em sua atribuição de defesa uma marinha precisar operar longe da costa, ela precisará de PA’s.
    Ou seja, no caso da MB, se ela deve focar seu planejamento em ações defensivas no mar, não há porque adquirir NPM’s, mas sim, há fundamentadas razões para ela adquirir PA’s, de defesa de frota para operações longe da costa.
    Para tal caso, uma versão do Cavour, melhor focada para a função de PA seria mais eficaz e até mais econômica de se construir do que uma multipropósito baseada no Trieste, pois não precisaria dispor de doca e nem de instalações para funções de comando.
    Sds

  38. Se for para ficar só na defensiva não precisa nem de Escoltas…
    .
    Esse NAeL seria a nau capitânia mas não seria o navio comando da força? Que tipo de economia burra ser essa?
    .
    O “Cavour” quando muito vai operar com 12 F-35B, isso por períodos limitados. O normal serão 8 aeronaves… Se for para ter um Navio Aeródromo desses, mais vale ter um que realmente preste.
    .
    Um “Cavour” hoje não custaria menos de U$ 2 bi. Chutando Baixo.
    O LHD italiano ficaria na mesma faixa…
    .
    Para ter os tais 12 F-35B no “Cavour”, chutando coisa de 50% de disponibilidade, teriam que se comprar mais F-35B. Vamos chutar 24, embora a Itália esteja comprando 30…
    Ainda seriam necessárias aeronaves COD, AEW, ASW e etc?
    Faz a conta desse pacote. Dá um NAe CATOBAR e ainda sobra…
    .
    Enquanto isso, o NPM agrega diversas funções a MB e resguarda certo poder de ataque e interdição no nosso TO. É um meio multifunção.

  39. Srs
    Jovem Bardini
    Um Cavour enxuto focado para a função de PA de defesa aérea teria um porte de um Lexington e poderia com emals ser um Catobar. Isto atenderia as necessidades da MB de acordo o pensamento vigente de capacidade de operação longe da costa.
    Mas esta não é a questão, pois a dúvida é sobre a utilidade de NPM’s para a MB.
    Ora, ações anfíbias tem sentido para países que necessitam atuar longe de seu território (o que não é o caso do Brasil), ou seja, potências.
    Quando, onde e como a MB precisará realizar operações anfíbias? Aliás, se precisar, como fará isto sem proteção aérea?
    Não adianta dispor de toda uma infraestrutura para ações de projeção de poder, caso dos meios anfíbios, se seu uso será improvável pois nem mesmo tal tipo de ação está na política do país. É jogar o pouco dinheiro disponível fora.
    O que parece, ao se observar a estrutura da MB e o pensamento expresso de muitos é que o desejo é se fazer da MB uma mini US Navy, porém sem as responsabilidades desta. Uma mini US Navy para desfiles navais e efeitos midiáticos
    Sds

  40. Quando anunciou-se que apenas 15 F-35Bs seriam adquiridos…todos para a marinha italiana, o “Cavour” não teria mais do que 8 para operar visto que 3 permanecerão nos EUA para treinamento de pilotos e outros 4 normalmente em manutenção ou testes.
    .
    Com a Força Aérea Italiana adquirindo também 15 aeronaves do modelo “B” será possível que
    o “Cavour” possa operar até 12 F-35Bs, ao menos é a nova meta italiana ,da mesma forma como os britânicos faziam com seus NAes classe “Invincible” com “Harriers” da Royal Navy e da RAF operando juntos e o que poderá acontecer também com a classe “Queen Elizabeth”.
    .
    Quanto à marinha brasileira vir à operar um navio tipo “LHD”…o mesmo está dentro da
    doutrina brasileira que pede de seus navios “anfíbios” antes de tudo que estejam preparados
    para desembarcar em território nacional mesmo…proteção de portos…ilhas…próximos de uma
    possível “ação” a ser reforçada por unidades do exército.
    .
    Desembarcar em praias “estrangeiras” pelo que tenho lido, apenas fazendo parte de uma coalizão…e sempre há utilidade para se empregar um navio como esse em situações de calamidade, onde helicópteros, embarcações de desembarque de pequeno calado, um bom “porão de carga” e instalações médicas farão a diferença.

  41. Para função de defesa aérea se precisa bem mais do que um Cavour.
    O Cavour é pensado para atuar no Mediterrâneo…
    .
    Outra. EMALS consome uma energia considerável. Demanda motorização potente para geração de energia, influência no consumo que influência no tamanho do navio. Sem contar o próprio custo do sistema.
    Mais aeronaves, que são necessárias para ter uma defesa aérea, consomem espaço, combustível e almentam o tamanho do navio consideravelmente.
    .
    Você está colocando uma visão extremamente limitada sobre a aplicação e o uso desse NPM no nosso TO.

  42. A ex marinha de guerra brasileira nao tem UM único navio capaz de atuar em conflito real (fora os submarinos e olhe lá) e “nego” vem falar em comprar NAe ou NPM. Acordem, Alices.

  43. TukAV 23 de outubro de 2017 at 15:55
    Venho há muito dizendo, a Marinha precisa de um reinício. Esse reinício começa por patrulha e submarinos. Patrulhas temos três, os Amazonas, seriam necessários no mínimo 10, inclusive não poderíamos deixar passar o HMS Cycle que será descomissionado em breve. Subs temos os 5 IKL 209, que necessitam de uma atualização mais os 4 Scorpene em construção. Deveria já ser feito o primeiro corte do 5º e assim que for lançado o 1º faze-se o corte do 6º. Tamandaré, Tamandaré será o carregador de nossa Bandeira em compromissos internacionais, ex: Líbano, África, etc.. As Tamandaré dariam um folego de quinze anos para que se monte uma Marinha de verdade. Teríamos patrulha, negação do mar com os subs, teríamos quem nos representasse.

  44. Pra mim, nosso TO engloba todo o território nacional, o entorno e a costa africana. O famoso Atlântico Sul…
    .
    Cenários de aplicação para a MB?
    É o que mais dá para imaginar.
    .
    Brasil tendo de intervir no próprio Brasil.
    Brasil tendo de deslocar sua força de pronto emprego (Fuzileiros) para atuar em uma região de nosso TO.
    Brasil tendo de intervir diretamente em algum vizinho, que esteja fora de controle. Ex: Impor um bloqueio em uma Venezuela da em Guerra Civil…
    Crise humanitária. Suporte a missões da ONU. GLO. Desastre natural, e por aí vai…
    .
    Um Navio destes é extremamente útil.

  45. Srs
    Jovem Bardini
    Considerar toda a América do Sul parece ser um universo que nossos estrategistas militares não abrangem e muito menos nossos políticos ambicionam (menos os nossos gloriosos líderes de esquerda, mas aí, não pensando no interesse do Brasil, mas sim no interesse de um nostálgico movimento internacional socialista).
    Se observar a postura diplomática brasileira, mesmo antes dela ter descido ladeira abaixo com a contaminação ideológica socialista, ela é contra a intervenção em outros países e favorável a soluções negociadas para conflitos.
    A visão de defesa dos interesses brasileiros mesmo com intervenção em outros países só existiu na época do Império (questão da Cisplatina, Guerra com a Argentina), época em que a marinha tinha poder de fogo.
    No período da República, tal visão se extinguiu como o fim da era Rio Branco, simultaneamente, aliás, com a perda de poder de fogo e importância da marinha.
    Depois disto, o Brasil veio se encolhendo, passando a adotar a figura no menino grande bonachão e avesso a brigas.
    Hoje, falar em intervenção em outro país, particularmente se ele for de esquerda, é criar uma oposição e gritaria entre a elite cultural e a imprensa que nossos ilustres políticos não querem nem saber. E as FA´s sabem disto e seus estrategistas ainda mais.
    A visão que prevalece é de não intervenção por mais que a coisa esteja feia. Intervenção é para o Tio Sam, que depois pode ser criticado sem problemas.
    Portanto, na visão atual, nosso TO é o próprio território brasileiro e sua região de fronteira terrestre e o EB atua dentro desta visão.
    Isto descarta a necessidade de forças atuando longe de nossas fronteiras, uma das razões alegadas para as necessidades dos NPM´s.
    Quando a influir na costa oeste da África e, portanto, este ser um TO possível, tal possibilidade cai por terra por nossa pequenez diplomática, pela sábia alergia de não meter a mão em cambuca (os conflitos étnicos, religiosos e por terras produtivas tendem a se espalhar do norte para o sul e tornar a África em uma região de conflitos endêmicos) e pela ação de outros países mais dispostos em se meter na região (China e França, por exemplo). Já tivemos uma maior presença, mas estamos saindo voluntariamente ou sendo convidados a sair (Namíbia, por exemplo).
    Portanto, nas atuais condições de temperatura e pressão, será improvável precisarmos atuar na África e não necessitaremos de NPM´s para isto.
    Considerar a necessidade de NPM´s para ações anfíbias em nossa própria costa, aí é forçar a mão pois é muito mais simples e eficaz o deslocamento por terra do que abordagens pelo mar.
    No que tange ao Atlântico Sul, realmente a MB via como sua tarefa o controle deste oceano, tanto que sonhou com os subnucs, os PA´s e as duas esquadras.
    Infelizmente a realização dos sonhos tem tropeçado com uma falta de uma ação política e administração condizente com eles e, hoje, estamos reduzidos a uma guarda costeira esquizofrênica.
    O fato é que se considerarmos o Atlântico Sul como o TO em que a MB deve atuar, ela precisará mais de PA´s do que de NPM´s, pois a ação será no mar e não em costas hostis.
    E será contra marinhas de países em expansão e não contra as pobres marinhas costeiras de nossos vizinhos.
    Não há, portanto razões consistentes que justifiquem a aquisição de NPM´s, aliás, olhando friamente (vão querer me crucificar por tal opinião), a existência dos meios anfíbios para dar suporte aos FN é mais a consequência a existência deles por tradição, do que por uma necessidade prática.
    Hoje, deixando de lado as naturais necessidades de uma boa guarda costeira, a MB só se justifica exatamente pela necessidade de controle das águas oceânicas ao largo de nossa costa, e, novamente, o que resulta na necessidade de PA´s e não de LHD´s.
    É óbvio que isto é uma opinião, mas fundamentada na nossa realidade.
    Sds

  46. Sua opinião é baseada em algo completamente fora da realidade; Marinha não se constrói da noite para o dia.
    .
    Se comprarem o tal LHD hipoteticamente em 2018, vão ter o navio operacional na MB em ~2025, e olhe lá, pq tudo aqui atrasa ou dá problema no percurso.
    Ainda teriam de treinar pessoal e etc… Famoso “gerar doutrina”.
    .
    Você não consegue prever nem o que vai acontecer amanhã…
    Vai querer me dizer que tu sabe o que vai acontecer entre 2025 e 2070, que é um período razoável de vida útil desse navio na MB, para garantir que não precisaremos de tal meio?

  47. Srs
    Jovem Bardini
    Certamente uma marinha de guerra não se constrói da noite para o dia e esta é uma questão que deveria preocupar nossos estrategistas e formuladores da política de defesa, pois o cenário que se apresenta para as próximas décadas é de grande incerteza, dadas as mudanças geopolíticas em curso.
    O que foi expresso em post anterior é apenas uma avaliação dos fatos e ações associadas a visão de nossos formadores de opinião no que tange a defesa e o que se sabe sobre a visão estratégica que norteia nossas FA’s.
    O questionamento sobre a utilidade de NPM’s na MB é baseado no que está declarado e expresso sobre nossa política de defesa e a visão dos formuladores de nossa política externa.
    Menos que uma opinião, é apenas uma avaliação pessoal sobre a política de defesa adotada pelo Brasil e suas consequências lógicas.
    Quanto a imprevisibilidade do futuro, a história está cheia de fatos comprobatórios de tal assertiva, vide as três últimas décadas.
    Também é óbvio que ninguém tem bola de cristal, mas como é preciso se planejar as ações futuras, é praxe a busca de alguma previsibilidade pela avaliação das tendências.
    É claro que isto é sujeito a falhas por avaliações incorretas de tendências e, até por isso, planejamentos e projetos de grande tempo de duração (um problema recorrente, hoje em dia, na maioria das marinhas), são altamente sujeitos a sofrerem um descompasso com a realidade.
    Portanto, qualquer afirmação categórica sobre o que acontecerá e quais exigências precisarão ser atendidas pela MB nas próximas décadas é um belo chute com grande chance de erro.
    Porém, tem toda lógica uma afirmação, sob o prisma da atual visão preponderante no Brasil sobre defesa, que NPM’s não se coadunam com a nossa atual situação e com a visão politico estratégica atualmente em voga em nosso país.
    Sds

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here