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80 anos do Monitor Parnaíba – quarta parte

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Monitor Parnaíba em 24 de junho de 1943, quando chegou ao AMIC após sua difícil jornada desde Ladário. O navio passaria por várias modificações no armamento para as operações de guerra. Mais atrás, dois navios-mineiros convertidos em corvetas antissubmarino – fotos DPHDM

O Parnaíba é convocado para a Segunda Guerra Mundial e passa pela sua prova de fogo no Atlântico

Por Fernando “Nunão” De Martini (adaptação e atualização da matéria publicada na revista Forças de Defesa número 8, em 2013)

Rio Paraguai, 7 de abril de 1943: bem longe do Atlântico Sul, onde torpedeamentos de mercantes brasileiros por submarinos alemães levaram o Brasil a declarar guerra à Alemanha em agosto de 1942, e onde navios que sucederam o “casco número 1” nas carreiras do Arsenal já patrulhavam a costa e escoltavam comboios, o monitor Parnaíba participava de exercícios com a Flotilha de Mato Grosso, no Rio Paraguai.

Naquele 7 de abril, os treinamentos de rotina foram interrompidos por uma ordem para que o Parnaíba e o Paraguassu seguissem o mais rápido possível ao Rio de Janeiro. O objetivo: serem preparados para missões de patrulhamento do porto de Salvador e da Baía de Todos os Santos, por solicitação do almirante Lemos Basto, do Comando Naval do Leste. Em 20 de abril, em cumprimento à Ordem de Operações nº 01 de 1943 do Comando Naval do Mato Grosso, os dois monitores partiram para o Rio de Janeiro, e o velho Pernambuco voltou a ser o solitário monitor de Ladário.

Navios-mineiros classe C convertidos em corvetas antissubmarino, vistas aqui no AMIC e em navegação, em fotos datadas de 17 e 19 de agosto de 1943, época em que os monitores Parnaíba e Paraguassu eram também preparados, no Arsenal, para atuarem nessa arena. Dois navios dessa classe construída no AMIC no final da década de 1930, a Carioca e a Cananéia, escoltaram os monitores em suas viagens pelo mar ao Arsenal e depois para Salvador, respectivamente

Desta vez, a viagem não foi fácil. Já escoltados no mar pelo navio-mineiro Carioca (convertido em corveta antissubmarino), entre Rio Grande e Florianópolis os monitores enfrentaram um mar de vagas. O fundo chato do Parnaíba, projetado para operar em rios e não para navegar naquelas condições severas de mar, recebeu fortes pancadas, acarretando algumas avarias. A coberta da tripulação, sob o convés de proa, precisou ser fechada. Pelo lado positivo, o escoamento de água embarcada foi satisfatório, e não houve mais incidentes até 24 de junho, quando os navios chegaram ao Rio de Janeiro após navegarem 2.800 milhas náuticas. Nos três meses seguintes, o Arsenal faria reparos nos monitores e os prepararia para a guerra antissubmarino.

Monitores Parnaíba e Paraguassu no AMIC, em foto datada de 17 de agosto de 1943. Ainda não havia sido instalada a ampliação do tijupá do Parnaíba, para instalação de quatro metralhadoras antiaéreas de 20mm

As principais modificações feitas no Parnaíba foram a substituição do pesado canhão de 152mm por um de 120mm semelhante ao do Paraguassu, mais adequado a engajar um submarino inimigo na superfície e com munição mais abundante.

Os dois canhões de 47mm junto ao passadiço foram mantidos, mas os morteiros de 87mm sobre a casaria de popa deram lugar a duas metralhadoras antiaéreas de 20mm. Outras quatro foram instaladas numa plataforma construída no tijupá (área sobre o passadiço do navio). Por fim, o Parnaíba foi equipado, conforme documentado à época, com calhas para bombas de profundidade à popa, modificações pelas quais também passou o Paraguassu.

Num período fundamental de virada na luta contra os submarinos alemães e italianos no Atlântico e nas costas brasileiras, cada navio era importante. Na foto acima, o navio-hidrográfico Jaceguai também mostra detalhes de sua conversão em corveta antissubmarino, como as calhas de lançamento de bombas de profundidade. Atrás dele, vê-se um dos velhos contratorpedeiros da Esquadra de 1910, a essa altura restritos à proteção mais próxima da Baía de Guanabara

 

A Marinha do Brasil vinha também sendo reforçada, em sua capacidade antissubmarino, com a entrega por Lend-Lease de caça-submarinos construídos nos Estados Unidos. Nas fotos acima e abaixo, o caça-submarino (“caça-ferro”) Guaíba

 

 

 

Os monitores Parnaíba e o Paraguassu, após o final de suas modificações para a luta antissubmarino, realizaram provas com o novo armamento entre setembro e outubro de 1943, incluindo o lançamento de bombas ativas. Em cumprimento ao Aviso nº 548 (confidencial), os dois monitores suspenderam em 4 de novembro para Salvador, escoltados pelo navio-mineiro / corveta Cananéia, atracando em Salvador no dia 10 do mesmo mês, após escala em Vitória. Novamente, enfrentaram mar de grandes vagas, mas o Parnaíba se comportou bem.

Começaram em seguida as missões dentro e fora da Baía de Todos os Santos. Dentro desta, fazia-se a proteção de navios surtos, com participação também das lanchas do Parnaíba nas patrulhas antissubmarino, podendo tanto sinalizar a ameaça a outros navios quanto atacar com suas próprias bombas de profundidade (2 a 4 por lancha), buscando também impedir atos de sabotagem. Fora da baía, o Parnaíba escoltava navios saídos do porto até pontos determinados, onde se reuniam a comboios já em trajeto.

A primeira missão do tipo foi feita em 22 de novembro, escoltando cinco navios norte-americanos e o navio auxiliar Vital de Oliveira até que estes se incorporassem a um comboio Rio-Recife-Trinidad Tobago. A missão seguinte, no dia 29, foi a proteção à saída do novo encouraçado norte-americano Iowa (BB 61), um dos maiores e mais poderosos do mundo. Era como se o “Jaú do Pantanal”, o grande bagre predador dos rios, agora pequeno na imensidão do mar, escoltasse um tubarão branco!

Em novembro de 1943, época em que o monitor Parnaíba realizava missões antissubmarino na Baía de Todos os Santos, todos os esforços para a construção de contratorpedeiros previstos no programa de 1932 começavam a mostrar resultados mais visíveis: em 29 de novembro, eram incorporados os três navios da “classe M” (cuja construção começou em 1937) e eram lançados os dois primeiros da “classe A” (de um total de seis, com construção iniciada em 1940 no AMIC em substituição a seis encomendados à Inglaterra mas não entregues devido ao início da guerra). Mas ainda levaria alguns meses para o início das operações dos contratorpedeiros “classe M” em escoltas no Atlântico, enquanto os “classe A” só ficariam prontos após o conflito. Enquanto isso, cada navio já em serviço era importante para as operações, incluindo os dois monitores originariamente projetados para o rio Paraguai

 

Oceano Atlântico, 2 de dezembro de 1943: naquele dia, mais cinco navios norte-americanos foram escoltados pelo Parnaíba até se incorporarem a mais um comboio Rio-Recife-Trinidad Tobago. Foi nessa missão que o monitor passou pelo seu grande desafio, uma verdadeira prova de fogo. Uma avaria numa das duas máquinas de ventilação, combinada a um provável mau fechamento da porta da praça de caldeiras, causou um desequilíbrio na pressão, gerando um retrocesso de chamas em ambas as caldeiras devido a não haver um suficiente excesso de ar. Essa soma de fatores ocasionou às 13h45 um incêndio de grandes proporções.

A praça foi abandonada e, com ameaça de explosão, as embarcações do navio foram arriadas e sinais de socorro foram emitidos. Por 45 minutos a tripulação combateu as chamas, de forma exemplar, até que se conseguiu interromper a alimentação de combustível usando vapor para parar a bomba de compressão do óleo, o que extinguiu o incêndio. As atuações do imediato, capitão-tenente Norton Demaria Boiteux e do suboficial Maximiano José dos Santos, foram bastante elogiadas. Este, que já se destacava há anos por sua carreira na Flotilha de Mato Grosso, foi o primeiro a adentrar a praça em chamas, e merece uma atenção especial à sua biografia.

Suboficial Maximiano (à direita) em flagrante de descontração da tripulação do Parnaíba, “fazendo a barba” de outro tripulante identificado como Fialho.

Maximiano José dos Santos, nascido em 1893, entrou para a Marinha como marinheiro de 3ª classe em 1913, servindo no encouraçado São Paulo durante a Primeira Guerra Mundial, tendo seguido para os Estados Unidos no navio quando este passou por modernização na direção de tiro. Sua primeira passagem por Ladário foi na década de 1920, servindo no aviso Oiapoque e no monitor Pernambuco – nome de seu estado natal. Aperfeiçoou-se no Rio de Janeiro, voltando à Flotilha no final da década de 1930 como suboficial condutor de máquinas, já no monitor Parnaíba.

Por suas ações na Segunda Guerra Mundial, somou mais uma medalha à que recebeu por servir na Primeira. Passou à reserva em 1946 como tenente e permaneceu morando em Ladário, mantendo sempre contato com as diversas gerações de marinheiros que lhe sucederam no Parnaíba e na Flotilha, onde era considerado “Caverna Mestra”, mesmo não estando mais na ativa. Faleceu em 2006 com a avançada idade de 113 anos, levando a Marinha a homenagear sua memória batizando de Tenente Maximiano um navio de assistência hospitalar, incorporado em 2009 em Ladário.

Nesse ângulo, vê-se claramente as metralhadoras de 20mm sobre a casaria de popa. Esta foto e a do final desta parte provavelmente são de pouco após o final da guerra, quando as calhas de lançamento de bombas de profundidade já haviam sido retiradas para que o navio voltasse a Ladário. Duas grandes tomadas de ar para a propulsão a vapor do navio são claramente visíveis atrás da chaminé

 

Voltemos ao incêndio de 2 de dezembro. Debeladas as chamas, a tripulação conseguiu colocar a propulsão do navio na linha às 17h30, e este voltou por seus próprios meios a Salvador, onde atracou no dia seguinte às 12h55 e passou por reparos. Em maio de 1944, o navio realizou provas para voltar à rotina de missões.

Além dos estragos causados pelo incêndio, o Parnaíba também sofreu avarias em janeiro e outubro de 1944, decorrentes de duas colisões com o Paraguassu em situações de forte ressaca e em atracação. Numa delas, o aríete deste chocou-se fortemente com o costado do Parnaíba, que resistiu. Já nos meses finais da guerra, o Parnaíba passou à subordinação do Estado-Maior da Armada e realizou mais escoltas de comboios ao sul, chegando ao Uruguai, até voltar ao Mato Grosso para ser reincorporado à Flotilha em 25 de maio de 1945.

Quando cada navio era importante para se somar ao esforço de escoltar comboios no Atlântico Sul, o “Jaú do Pantanal” deixou a água doce e enfrentou os perigos acima e abaixo da superfície do mar, patrulhando o oceano por onde a guerra chegou ao nosso país.

VEJA NA QUINTA PARTE: Do pós-guerra à grande modernização de 1997.

VEJA TAMBÉM: 

35 COMMENTS

  1. Ao longo dos últimos anos tenho lido aqui várias matérias sobre
    as várias reformas, empregadas nos mais diversos tipos de Navios da MB.
    Queria retomar um tema já discutido a exaustão aqui, mas
    ao longo do tempo novos fatores surgem que podem modificar as opiniões.
    No caso do NAe São Paulo ter passado por grandes reformas
    ao longos desses anos de serviço na ativa da armada, pergunto:
    Haveria alguma esperança ou outra forma de utilização do NAe São Paulo
    que não seja para ser vendido para corte ?

  2. Roger, sugiro que você refaça essa pergunta no post sobre o HMS Ocean, pois combinará mais, principalmente pelo fato deste ser um navio dotado de convoo para aeronaves (asa rotativa), coisa que já vi comentaristas aventaram que poderia ser um destino para o NAe São Paulo, tal qual poderia ter sido para o NAeL Minas Gerais antes dele (discordo dessa possibilidade, mas enfim, opinião é opinião).

    Ou faça no post sobre o USS Wasp, pelo mesmo motivo.

    Mas deixe esta matéria aqui para quem eventualmente quiser fazer comentários sobre o assunto original, que é história de um monitor fluvial, sobre sua participação na IIGM e assuntos correlatos, coisa que tem pouco a ver com o NAe São Paulo, senão os temas desvirtuam completamente.

  3. Nunão…
    .
    você tem ideia de que navios são aqueles atracados entre o Parnaíba e aquela corveta classe “C” ? Talvez navios da US Navy,
    algum tipo de caça submarinos …talvez no Jane´s lá em casa descubra algo, porque não estou conseguindo identificar como navios
    da marinha brasileira de 1943 !!!

  4. Dalton, os dois navios atracados mais atrás do Parnaíba, se meus olhos não estão me enganando, são justamente dois navios mineiros classe C convertidos em corvetas antissubmarino.

    E, mais atrás, decididamente não é uma corveta classe C, mas me parece ser o navio-hidrográfico Jaceguai, que na IIGM também foi convertido em corveta antissubmarino.

  5. MO, se não me engano tenho no meu acervo mais fotos das corvetas com pintura inteira mais escura (e essa da matéria é um exemplo). Se encontrar coloco na matéria, mas estou sem tempo nesse momento – tenho também outra foto do Parnaíba com o Paraguassu a contrabordo no Arsenal, mas preciso procurar também.

  6. Nunão e MO…
    .
    são corvetas “C” mesmo…obrigado…a cor escura também me pegou e como estava acostumado com a cor mais clara…confundi o
    “Jaceguai” como uma “C”…a chaminé elegante das “C” certamente era um diferencial.
    .
    abraços

  7. Excelente postagem. Sobre a pintura faz saber camuflagem ou algum efeito para dissipar identificação(introduzir miragem) Não sei o certo num jargão próprio da marinha sobre o porquê da pintura negra(interessante é) Continuando estou esperando a quinta parte e lerei novamente a quarta. Muito bom!

  8. Rsrsrs, MO, eu pretendia colocar mesmo uma foto de nm/cv porque o texto fala de navios da classe que escoltaram os monitores nos seus deslocamentos. É só sobrar um tempo mais longo aqui.

  9. Não necessariamente cor negra…mas…uma foto preto e branco pode dar a impressão de cor negra…pode ser um azul marinho “navy blue” por
    exemplo muito utilizada pela US Navy.

  10. Exato, Dalton. E pode ser apenas um caso de cinza mais escuro, também.

    Assim como o provável cinza claro visto nas fotos de lançamento do Parnaíba, na parte anterior da matéria, pode até parecer branco conforme o sol forte.

  11. O “Jaceguai” era praticamente branco…ao menos antes da guerra …o modelo que tenho dele é pintado de branco ou cinza muito claro e
    com a chaminé amarela 🙂

  12. Srs. Mo, Dalton ou Fernando Nunão poderiam me explicar sobre a pintura não só no monitor como em outras belonaves à época e atualmente visto nada é feito por acaso? Achei interessante. Observando atentamente as fotografias fiquei intrigado. Continua sendo excelente postagem. Daí não conhecer o jargão de Marinha para estes casos. Obrigado.

  13. Acho que o Sérgio quer entender o porque dos vários tipos de camuflagem Nunão. Se for o caso Sérgio…existem muitos tipos que
    foram usados durante a Guerra para dificultar a identificação, ou confundir o atacante quanto a real velocidade e direção do navio…
    pode parecer bobagem…mas um piloto ou comandante de submarino diante de certas condições meteorológicas e dispondo de
    pouco tempo para tomar uma decisão podia se ver em apuros tentando identificar ou planejar um ataque.
    .
    Se for do seu interesse por exemplo você pode pesquisar algo como ” camouflage measure” da US Navy…tenho um livro sobre o assunto e
    até tentei pintar alguns modelos, mas, nunca fui muito bom ou tive muita paciência.
    abs

  14. Desculpe Sr. Fernando mas era o que o Sr Dalton informou. (a cor escura meio a meio das corvetas e do monitor) Sr. MO também percebeu a cor meio escura contrapondo com a branca ou cinza. Srs Dalton, Nunão e Mo , Nada é feito por acaso. Obrigado a todos.

  15. O Problema Sergio, eventualmente e por incrível que pareça pode ser o fornecedor de tinta no momento e disponibilidade, repare os atuais, tirando os da Flotam e e do 6o DN, repare no cinza da esquadra, nem todos tem a mesma tonalidade. o difícil é aqui, precário da cultura marítima/naval alguém ter escrito o pq disto e por consequência divulgado/propagado através dos tempos a info, vide que no universo de 9.99942423.242343.567645.766,93 participantes, 6 ou 7 se tocaram duisto

    Falta definir o proposito da mudança do padrão de pintura, quem e por qual periodo

    Abs !

  16. Rapaz, navegar em mar aberto com essa borda livre… fortes emoções… no mais, outro excelente artigo… parabéns, Nunão…

  17. Complementando o MO, navios com camuflagens diferentes podem coexistir por razões variadas, desde a inconstancia na disponibilidade de tintas até a falta de tempo entre missões de época de guerra, aguardando uma parada indispensável para manutenção de itens mais demorados, ou uma docagem, para também pintar todo o navio.

    A experiência operacional pode indicar que uma camuflagem funciona melhor que outra, e alguns navios podem já ter recebido o novo padrão, outros não.

    No Pacífico, durante a IIGM, o azul “marinho” foi bastante utilizado para dificultar o avistamento do navio por aeronaves, pois essa cor combinava com o azul bem profundo daquele oceano (quando voei sobre o Pacífico percwbi bem isso). No Atlântico, o cinza predominava. Para submarinos, que procuravam se deslocar e ae posicionar para interceptar comboios à noite, na superfície, e também atacar emersos para depois fugir em imersão aproveitando a escuridão, preferencialmente a pintura era em tons escuros.

    Na foto em questão, estamos vendo um monitor fluvial que era pintado em cinza claro ou médio, e que acabara de enfrentar uma longa viagem em mar agitado, deixando a pintura do casco bem judiada. Mais atrás, dois navios-mineiros convertidos em corvetas que já operavam em escoltas de comboios há um ano. Podem estar com novo padrão de camuflagem, podem estar sendo pintados entre missões (e a tinta de base ou “zarcão” pode ser a razão da cor mais escura – embora eu não ache que aeja o caso). Mais atrás, um navio hidrográfico que originariamente tinha pintura clara, e talvez esteja só agora passando pela conversão para corveta ASW.

  18. Em tempo, acabei de atualizar a matéria com várias outras fotos da mesma época, mostrando outros navios da Marinha no esforço de guerra, e também em construção e incorporação.

  19. Carai Fernandinho, de onde vc achou estas fotos, meu to surpreso, principalmente nas dos C´s, do Jaceguaí e dos Caça Ferros !!!

  20. imaginei, ao menos o SDGM fez alguma coisa (rsss, nao me acostumo com o DPHDM, sem contar que a época ou no corre do tempo foi o SDGM … rsss), tks Fernandinho

  21. MO, nesse caso a DPHDM (ex-SDGM) fez bastante coisa, não foi só alguma coisa.

    Recebeu as fotos ao longo do tempo, arquivou, organizou, conserva e disponibiliza para consulta no local (originais em papel fotográfico) para pesquisadores como eu e tantos outros que precisam desse acervo de fotos e documentos escritos.

    Um grande trabalho, que faz muita diferença.

    Mas vale acrescentar que quem foi lá mais de uma dúzia de vezes, pessoalmente, solicitou, pesquisou, manipulou e fotografou com câmera digital, uma por uma, horas e dias a fio, bem mais de 1000 fotos selecionadas para embasar minha pesquisa, fui eu mesmo.

    E quando eu terminar o trabalho, vou entregar lá DVDs com essa parcela de fotos digitalizadas e organizadas segundo a numeração deles, pra facilitar a vida de outros pesquisadores.

  22. Obrigado Srs. Dalton, Mo e Fernando Nunão pelas informações. verdadeiras aulas. A MB possui histórias magníficas de homens e Naus. Aprecio e muito estas informações. Detalhes são muito importantes para pesquisa. Parabéns Sr. Fernando Nunão Di Martini.

  23. Não sei se tem foto dele por aqui, procurei anos atrás, incluindo arquivos históricos disponibilizados pela própria USN e não achei, só encontrei a informação, até hoje, em registros em documentos escritos.

    Mas vale a pena procurar de novo, fotos são resquícios históricos que podem vir de várias fontes, até mesmo de baús guardados há anos numa família e que surgem depois que alguém herda. Então o que não se achou numa época de pesquisa pode de repente estar disponibilizado depois.

    Mas tem registro comemorativo da primeira passagem dele pelo equador (latitude, não país) na mesma época, numa das boas fontes de fotos disponíveis de navios da USN:

    https://www.navsource.org/archives/01/0161072.jpg

  24. Obrigado. Ainda tem mais duas ou três partes até a série finalizar com a década atual, e muitas fotos do Parnaíba feitas em Ladário pra completar.

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