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OPVs? Corvetas? Fragatas? O reequipamento da MB em perspectiva

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Perfil da corveta Tamandaré (CV03)

Por Fernando “Nunão” De Martini

Frequentemente, surge entre os comentaristas do Poder Naval a discussão sobre prioridades na renovação dos meios de superfície da Marinha do Brasil (MB), e muitas vezes advoga-se pela construção de navios-patrulha oceânicos (OPV, na sigla em inglês) ao invés de novas corvetas. E também a possibilidade, entre os que não militam entre os defensores de OPVs frente a corvetas, de se partir de uma vez para navios de maior porte, como fragatas.

Este texto visa analisar essas questões, e outras relacionadas ao reequipamento da MB, sob a perspectiva de decisões tomadas na última década e que contribuíram, em que pese o caráter estratégico das mesmas, para levar a frota de fragatas e corvetas a uma situação que atualmente é crítica. Ao mesmo tempo, como não é possível mais mudar os impactos presentes de decisões do passado, o objetivo é pensar criticamente nos caminhos possíveis para o futuro da nossa frota dos chamados navios escolta. O objetivo é fornecer mais bases para esse debate, promovendo a discussão.

 

Arranjo interno e compartimentação da corveta classe Tamandaré

OPVs X corvetas –  Não se coloca em dúvida que OPVs são necessários, mesmo porque eles estão há muito tempo nos planos da MB. E também é fato que sua aquisição é bem mais barata que a de corvetas, pois são navios mais simples, construídos sem toda a compartimentação e redundância de sistemas de navios de combate, além de terem armamentos e sensores muito mais modestos. Vale lembrar que as armas (canhões, mísseis, torpedos e seus lançadores, entre outros) além de sensores mais sofisticados (radares de busca, de direção de tiro, alças eletro-ópticas, sonares de casco e rebocados), sistemas de guerra eletrônica e sistemas de combate respondem muitas vezes por 50% do custo de um navio de guerra.

A confusão entre OPVs e corvetas surge, muitas vezes, porque seus deslocamentos se aproximam. Classes mais recentes de corvetas, em construção e operação ao redor do mundo, têm hoje porte entre 2.000 e 3.000 toneladas, e muitos OPVs atuais se aproximam dessa tonelagem – mas esta aproximação se deve muito mais a oferecer qualidades marinheiras adequadas a longas comissões em mar aberto, no caso dos OPVs, além das melhores condições para operações de helicópteros, do que uma emulação de funções frente a corvetas. Estas são navios de combate, planejadas para esse fim desde o primeiro risco do projeto.

Anos recentes – Sobre priorizar a construção de OPVs frente a novas corvetas, como volta e meia se advoga, é preciso levar em conta que, até poucos anos atrás não havia nenhum navio-patrulha oceânico (OPV) moderno em serviço na MB. Hoje há três, da classe Amazonas, e são novos.

E há também a perspectiva de recebimento de três navios tipo AHTS ((Anchor Handling Tug Supply) para a função de rebocadores de alto-mar, “seminovos”, cuja compra foi anunciada recentemente, que provavelmente substituirão alguns dos rebocadores atuais e compensarão baixas da última década, oferecendo muito maior capacidade e cumprindo, de quebra, muitas tarefas atribuídas aos OPVs. Ou seja, entre o que existe ou está encaminhado, são seis navios novos ou quase novos para atender parte da demanda por patrulha e salvamento oceânicos.

Navio Patrulha Oceânico Amazonas

Em compensação, poucos anos atrás a MB possuía cerca de 14 fragatas e corvetas (eram 18 há aproximadamente quinze anos). Hoje essa frota é de apenas 11 navios desses tipos, e a maior parte acumula décadas de uso e clama por substituição há tempos. Se nada for feito, esse número cairá para 8 ou 9 fragatas e corvetas em poucos anos, e depois cairá mais ainda.

Década passada – Focar em OPVs agora é repetir, em parte, as consequências de uma decisão de quase 10 anos atrás, quando a Marinha já se voltava com os problemas de fragatas e corvetas em envelhecimento (em que pese a modernização da classe “Niterói” que finalmente se completava por aquela época) e com a necessidade de iniciar um programa de substituição de pelo menos parte da frota, ao passo que sua força de submarinos era bem mais nova. Ainda assim, o principal foco do reequipamento foi dado ao PROSUB, incluindo uma nova base e estaleiro de construção e manutenção em Itaguaí, quatro submarinos convencionais novos e um nuclear (pacote justificado pelo fato que este último não poderia operar na base em Niterói nem teria condições de ser construído no AMRJ, além dos investimentos por décadas no programa nuclear).

O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub

Não se duvida que houve questões estratégicas importantes envolvidas na decisão, e justificadas, com prioridade sendo dada à tarefa de negação do mar, à maior dissuasão conferida pelos submarinos, à importância do programa do submarino nuclear e tudo o mais. Porém, quando se volta o pensamento a questões eminentemente práticas, a parte da esquadra que sinalizava uma necessidade de prioridade na substituição, pelo próprio envelhecimento dos navios, era a de combatentes de superfície. Há dez anos, os submarinos em operação eram, na média, mais novos que os mais recentemente incorporados combatentes de superfície. E o PROSUPER, programa criado para resolver em parte a substituição de velhas fragatas (pois no seu pacote estavam apenas metade das dez fragatas a substituir) não vingou nos anos seguintes, entre outras razões, pois economicamente já se tinha feito um grande empréstimo para o programa de submarinos, e outras forças também tinham demandas pendentes de programas também de alto custo (o F-X2 da Força Aérea Brasileira, por exemplo, aguardando resolução por anos e anos para a renovação de parte dos caças da FAB).

Navios usados X novos –  Pelo exposto, fica evidente que é preciso, há tempos, viabilizar um programa de renovação dos combatentes de superfície, mesmo levando em conta uma redução dessa frota. Navios usados podem ser uma parte da solução, sendo alternativas interessantes pelo custo muito menor de aquisição, e muitas vezes no passado foram a forma de se evitar uma redução na frota, enquanto se aguardava pela aquisição de fragatas e corvetas novas. Mas, hoje, a oferta de navios-escolta usados com bons anos de serviço pela frente é bem menor do que em décadas passadas.

Além disso, navios usados precisam ser vistos sempre como um paliativo, pois foram desenvolvidos para atender a requisitos de outras marinhas. Frequentemente apresentam um custo mais elevado de operação do que navios novos (entregando também, em contrapartida, uma dissuasão também menor que navios de guerra de concepção mais moderna), resultando ao longo dos anos numa economia não tão grande quanto se pensa, comparada aos benefícios. Adquirir fragatas usadas sem ter antes um programa de corvetas e fragatas novas, bem encaminhado, é dar um tiro no pé, oferecendo uma boa desculpa aos que detém a chave do cofre para que se postergue, ainda mais, a renovação da frota. E assim o problema pode voltar mais à frente, ainda pior. E, voltando ao tema dos OPVs, priorizar a sua construção ao invés de corvetas, nessa hora em que a frota de navios-escolta definha, para esse autor seria um tiro em cada um dos pés.

Classe Tamandaré e a construção no país – Acredito que não seja preciso focar na construção no Brasil de todas as quatro corvetas classe “Tamandaré” (principal programa que a MB tenta viabilizar hoje para enfrentar seu problema de envelhecimento de combatentes de superfície), se essa alternativa se mostrar tecnicamente e economicamente pior que outras. Pode-se buscar uma perspectiva mais flexível frente à situação econômica atual e pouca capacidade de investimento, realizando encomendas parte aqui, parte fora do país (já se fez isso no passado, mais de uma vez, como no caso de contratorpedeiros dos anos 1930-40, fragatas dos anos 1970-80, navios-patrulha dos anos 1990-2000).

Levando em conta os métodos mais modernos de construção naval e soluções já vistas em vários exemplos pelo mundo, pode-se montar um programa em que seções dos navios sejam feitas no país (começando de seções menores para chegar depois a blocos e megablocos completos e equipados, indo do mais simples para o mais complexo) e outras seções fora, para união final numa carreira ou dique de estaleiros privados ou do AMRJ.

Concepção da corveta classe Tamandaré (CCT)

Há muitas formas de viabilizar um programa relativamente modesto de reequipamento dos combatentes de superfície, começando com quatro corvetas, e é de se esperar que nas ofertas de mais de 20 estaleiros de vários países que responderam ao Chamamento Público convidando para participar do futuro processo licitatório da classe “Tamandaré”, haja opções adequadas ao momento atual e que atendam aos interesses do país.

Corvetas X fragatas – Frequentemente também se assiste, nos debates promovidos pelas matérias do Poder Naval, questionamentos sobre a validade de se investir em navios de porte de corvetas (ainda que deslocamento próximo a 3.000 toneladas, como é o caso da classe “Tamandaré”, as aproximem bastante de fragatas). Mas é fato que, em anos recentes, cada vez mais marinhas que buscavam padronização de suas fragatas na faixa de 6.000 toneladas ou mais, vêm se rendendo à necessidade (que a bem da verdade nunca deixou de existir) de formar um “mix” de combatentes de superfície maiores e menores, pois há muitas missões e cenários que podem ser cumpridos tanto pelo navio maior quanto pelo menor, e este último terá custo-benefício mais favorável nesses casos. Ainda assim, trata-se de cenários que necessitam de mais do que um OPV, navio que não é feito para as principais missões de um navio de combate, como a escolta de forças-tarefa, proteção do tráfego mercante e linhas de comunicação frente a ameaças aéreas, de superfície e submarinas, atuação em áreas mais “quentes” de conflitos externos, em coalizões, e tantas outras situações em que um OPV não serve (lembrando mais uma vez que OPVs melhor armados continuam não sendo navios de combate em sua essência, tendo vulnerabilidades muito maiores).

A lógica desse período de vacas magras, na opinião deste autor, é que o país inicie seu programa de renovação de navios de superfície com as corvetas da classe “Tamandaré”, nas quais já se investiu no projeto completo, atendendo a especificações próprias da MB surgidas da evolução e avaliação de classes anteriores de corvetas. Suas características gerais se mostram semelhantes a outras corvetas do mundo, permitindo que soluções a serem propostas por estaleiros que competem para sua construção sejam incorporadas. Frente a fragatas de maior tonelagem (que são uma necessidade, não há dúvida), a classe “Tamandaré” também deverá ser menos cara de adquirir e de operar.

O programa de submarinos precisa continuar, pois foi uma decisão tomada, grandes investimentos foram feitos e, concordando-se ou não com essa decisão de dez anos atrás, não é possível mudar o passado. Mas dá pra mudar um futuro em que a tendência, se não forem tomadas decisões certas agora, é de ver definhar ainda mais nossa frota de fragatas e corvetas.

Maquete da corveta Tamandaré na LAAD 2015

91 COMMENTS

  1. A primeira coisa que vcs tem que pensar antes de escolher a classe de navios é:
    Quanto de dinheiro tem e da onde esse dinheiro vai vim.
    Estão esperando a economia melhorar? Vão imprimir dinheiro pra conseguir isso?
    Depois dessas perguntas respondidas pode-se escolher os navios.

    E outra, sobre construção no Brasil X fora:

    Produtos importados baratos são tão prejudiciais à economia quanto a gratuita luz do sol
    http://mises.org.br/Article.aspx?id=2796

    Se a MB consegue pagar mais barato lá fora, ela pode ter sobra em orçamento e equipar melhor os navios. Ou até utilizar a diferença para outro programa, ou custeio mesmo.

  2. Rui, desculpe, mas são as tarefas da Força que determinam a necessidade de navios… se essa necessidade pode ser atendida integral ou parcialmente, aí é que entra a questão financeira… abraço…

  3. Boa tarde! Sou leitor do poder naval, na minha opinião o Brasil precisava de três esquadra primeira do leste , a segunda do norte e a terceira do sul . No sul poderia ser às Corvetas e fragatas mais antigas , para operar no sul.

  4. Rui Chapéu 30 de novembro de 2017 at 13:41
    Eu ia perguntar ao amigo o porquê dessa comparação, que me pareceu ‘disparatada’ (desculpe..), mas vi que é próprio título do artigo citado no link… Eu concordo, em parte; concordo que a postura protecionista serve, muitas vezes, apenas para reforçar mais o conforto de oligopólios no domínio de certas atividades econômicas dentro do mercado doméstico, em detrimento dos consumidores e da sociedade em geral. Mas, ao mesmo tempo, creio que por vezes é necessário incentivar a indústria local, outrossim ela possa jamais equiparar-se à concorrência estrangeira, o que também é indesejável para o país. E isso é especialmente importante quando de trata-se de setores estratégicos para o país, como é o caso das tecnologias de defesa. Há de se analisar caso a caso, né?
    E lembremos que ‘luz do sol em excesso pode levar a queimaduras sérias, de 2º grau, e aumenta o risco de câncer de pele”!… Use protetor solar!! 😛
    Abraços!

  5. Bem, na opinião der um leigo, as OPV’s não excluem as CCT, nem vice-versa. A licitação das CCT pode se tornar o ponto de inflexão para o inicio real de construção naval militar no país.
    A meu ver, no contrato de construção das CCT deve-se colocar na cláusula de offset a atualização de maquinário e treinamento de pessoal do AMRJ no estaleiro escolhido; inicia-se a construção das 2 primeiras no exterior e, durante este tempo, reforma-se e treina-se as equipes do ARMJ. Por fim, as duas últimas unidades seriam construídas aqui, no AMRJ.

    Durante este período, pode-se negociar o desenvolvimento da nova classe de fragatas, com limitador de valor (como a Royal Navy quer fazer nas Type 31) com base num casco já existente do construtor estrangeiro, e iniciar a sua construção, sob supervisão de técnicos estrangeiros, das primeiras unidades desta nova classe. A partir de 2023, 2024 com a entrega das últimas CCT’s, abre-se uma nova janela financeira onde podemos incluir a construção de novas fragatas. 8 fragatas ASW/ASuW para formar um núcleo naval.

    A partir desta casco, desenvolver, e construir, 4 novas fragatas para AAW adicionando, se necessário, novos blocos ao projeto para adequalo.

    Tendo em vista um horizonte de 15 anos, é perfeitamente factivel este cronograma e não apresenta um alto custo, principalmente por ser diluido no longo prazo…

    Por tanto, em meados dos anos 30 teria-se 4 CCT’s, 8 fragatas novas e 4 para AAW chegando a 16 escoltas, todas relativamente novas.

    Por fim, e não menos importante, precisamos ter em mente que navios de apoio logistico também devem ser adquiridos.

  6. Eu acho as Tamandaré bem equilibradas em termos de armamento, missão e necessidade. Porém, para serem substitutas dos vasos atuais, sem criar uma colcha de retalhos, deveriam ser 4 + 4, compondo uma espinha dorsal, além de 4 CCTs (sendo 2 com defesa aerea de area), comprados de oportunidade.

  7. Expandindo a questão levantada pelo XO: o que determina são as necessidades da força, lembrando que estas deveriam ser as necessidades do país, determinadas pelo governo e implementadas pela MB.

    Sei que no Brasil temos dificuldade em ter certas conversas, mas não cabe ao Almirantado, nem à MB determinar quais são suas funções. Isso deveria ser uma discussão séria, sem os usuais gritos de todos os lados, do campo político, sempre – aí sim – assessorados e aconselhados pelo Almirantado brasileiro.

    Mas como aqui longo prazo são 3-6 meses, complica…..

  8. Pois é João Augusto, e esse argumento é em geral engolido sem qualquer crítica.

    Enquanto isso, nos últimos 20 anos o Brasil vem sofrendo uma desindustrialização burra e prematura, com a indústria perdendo participação na economia numa proporção muito maior quem em países mais desenvolvidos, gerando mais vulnerabilidades para a própria economia – e até para sua defesa, tema da matéria.

  9. Ah,
    é claro Nunão, essa industrialização que teve as forças deu tudo certo:

    http://www.naval.com.br/blog/2017/05/29/em-colapso-industria-naval-ja-demitiu-quase-50-mil-e-tem-divida-bilionaria/

    OOOOOOOOOpppsss……

    Vcs tem que entender que na atual conjuntura não há a menor possibilidade do Brasil se industrializar. Enquanto tiver CLT, justiça do trabalho e outras coisas, vai ser mais barato produzir quase TUDO lá fora.

    Pra vcs terem uma idéia, o Brasil tem que importar SAL, sim, SAL de cozinha que nem isso mais agente consegue produzir aqui…

    Mostrem os erros do artigo que mostrei.
    Corrijam.
    E depois voltamos a falar. Enquanto isso, fique com o sonho de indústria naval.

  10. Levar o ~Instituto~ mises a sério é o mesmo que levar o vermelho.org a sério. Tanto esse texto como tudo o que eles publicam é pura retórica ideológica e vitimista, são iguaizinhos os comunistas, só trocam a burguesia pelo Estado.

  11. Rui Chapéu 30 de novembro de 2017 at 15:35

    Meu filho, crio eu que você não sabe como a indústria funciona, muito menos o mercado, assim como os almofadinhas do ~instituto~ mises também não sabem (nem economistas eles são). O problema da indústria não é CLT, muito menos justiça do trabalho (olha só o nível da argumentação desse pessoal), o problema é o mal desenvolvimento da indústria. Por que você acha que a indústria naval é inexistente mas a aeronáutica é pulsante? Tudo é caro por falta de estrutura e ecossistema dentro do Brasil, para produzir aqui, você tem que construir tudo do 0, diferente doa concorrentes externos que tem estrutura e grande tradição na construção de navios e leva muito tempo até que os custos dos investimentos de paguem.

    E porque você acha que o Brasil deveria produzir sal? Que importância isso tem? Que valor agregado tem o sal?

  12. Boa tarde.

    Para que o Brasil tenha a capacidade de negar o uso do mar, mais precisamente a Zona Econômica Exclusiva, é preciso combinar algumas capacidades. Quais seriam elas? Como leigo imagino três.

    1- Submarinos, convencionais e nucleares.
    2- Aviação de combate, com mísseis como o Exocet integrados, por exemplo.
    3- Artilharia de Costa, com mísseis com alcance superior a 200 km, para cobrir a Zona Econômica Exclusiva.

    Escoltas de 2000/3000 toneladas servem para que? Participação em missões como a UNIFIL? Algumas poucas escoltas, mesmo com 6000 toneladas, seriam inúteis contra uma agressão de uma superpotência, correto?

    OPVs poupariam dinheiro para fazer funcionar a combinação anteriormente citada.

  13. Hélio 30 de novembro de 2017 at 16:01
    E porque você acha que o Brasil deveria produzir sal? Que importância isso tem? Que valor agregado tem o sal?
    — Lembra da Marcha do Sal de Mahatma Gandhi? 🙂

  14. Melhor caminho pra MB hj e um mix de OPVs (+ Amazonas com hangar pra heli do porte de um Lynx ou EC-145 .ao menos + 9 delas ) .. e fragatas ”pesadas” .. essas de 6000 tons ,(FREMM .. Iver .. ) ao menos 6 de emprego geral e 2 dedicadas a AA ….isso seria mt adequada a nossa realidade , o restante viriam de compra de oportunidade (Ocean .. NT … Albion .. ETC )

  15. A questão é muito simples porém toca num ponto bem sensível: não é mais cabível que 80% do orçamento destinado a defesa seja alocado para pagamento de pessoal. Isso é completamente inaceitável. Porém não há macho nas três forças que seja capaz de puxar as reformas que são necessárias. Enquanto essa situação estiver em vigor gastaremos muito com forças armadas e elas sempre estarão sucateadas, SEMPRE faltará dinheiro.
    O dinheiro do contribuinte é gasto para manter uma coisa só: cabide de emprego nas forças armadas. O povo paga a conta para ser feito de idiota. Isso precisa mudar porém cadê o homens ou os homens que estão afim de peitar todo mundo para que elas sejam feitas. Pois vai desagradar os sanguessugas, e eles são muitos. Porém acho que falta ética, testosterona, honra e racionalidade nas três forças.

  16. Eduardo Jardim 30 de novembro de 2017 at 16:04

    Tenho visão parecida, sendo a própria END (que é o que está sendo questionado) o primeiro objetivo é o fé negação do mar. Isso se faz de maneira suficiente com força submarina e aeronaval, dado o tamanho da nossa ZEE eu acho que a negação deve ser feita por Submarinos nucleares para a área mais externa da ZEE, avião para a área intermediária e submarinos AIP na costa. As forças de superfície não são tão importantes para esse objetivo, mas são importantes para a projeção de poder, em caso de guerra os navios de superfície deveriam escoltar as forcas anfíbias e a cadeia de suprimentos, porem, isso só pode ser feito com o domínio do mar.

  17. Isso do “orçamento para custeio” já foi extensente debatido e desmistificado. Não é o orçamento que é estrangulado pelo gasto com o pessoal, é.o governo federal que dá uma pedalada na previdência militar para esconder o rombo na previdência.

  18. “Escoltas de 2000/3000 toneladas servem para que? Participação em missões como a UNIFIL? Algumas poucas escoltas, mesmo com 6000 toneladas, seriam inúteis contra uma agressão de uma superpotência, correto?”

    Eduardo Jardim, há um trecho do texto da matéria que traz algumas (das várias) missões de combatentes de superfície como fragatas e corvetas. Parte da resposta à sua primeira pergunta está lá.

    Quanto a um conflito contra grandes potências, assim como os outros itens que você enumerou (como submarinos e aviação) os combatentes de superfície contribuem para a dissuadi-las de desencadear esse conflito, mostrando que, por exemplo, seus próprios combatentes de superfície e submarinos etc teriam que levar em conta sua existência e não apenas enfrentar um caminho livre para sua atuação (pois nem aviação nem outros submarinos nem mísseis na costa podem cumprir à integridade das funções de uma fragata, corveta etc na contraposição a essas ameaças). Ou seja, mostrar que um ataque teria que ser muito maior, mais caro, mais complexo e passível de sofrer mais baixas (ainda que no resultado final ganhassem o conflito) do que se não existissem esses meios.

    Priorizou-se a negação do mar, mas nem submarinos, nem aviação, nem mísseis em terra controlam área marítima, e isso também é importante. Pode ser considerado, na estratégia adotada na END, como menos importante que a negação numa visão etapista, mas não pode ser condenado à inexistência ou a definhar até acabar (o que pode acontecer pois temos hj quase metade dos combatentes de superfície de 15 anos atrás) como parece ser a sua opção de caminho.

    Acho difícil, também, uma agressão de grande potência estar realmente nas possibilidades (desde que não se descuide da dissuasão, senão paasa a entrar no rol de possibilidades), mas conflitos regionais também podem pipocar por aqui, e combatentes de superfície podem ser necessários, mesmo porque nossos vizinhos os possuem.

  19. Lei
    Quando MD se adequar por força de lei para seu gasto com Custeio não superar 50% do orçamento teremos, uma forçar realmente armada. Até lá.
    A melhor opção é navio-patrulha oceânico para atividade de GC e força policial, quantas forem necessárias, de modo nunca a ser necessário deslocar uma Corveta para fiscalização. (acho que qualquer numero acima de 12 começa a ter sentido e abaixo de 24)
    Temos que realizar a tamandaré:
    1° o projeto está pronto então acredito que alguns milhões já foram gasto nisso.
    2° A uma realidade de se conseguir realizar este projeto, então deve ser feito.
    Porem acho um tremendo erro alocar a construção das 4 no mesmo estaleiro, correndo o risco de não serem entregues no prazo viável (as 4 em menos de 5 anos). Ou o projeto ser descapitalizado por motivos de novos políticos cortarem as verbas.
    Então ou se faz como o escopo dos Gripens com financiamento garantido e só pagável depois de receber as embarcações. Ou dividam em 2 estaleiros assim avança o cronograma de entrega.
    Mas para reduzir custos nos dias de hoje é necessário o investimento em meios leves que atuem no que é critico hoje, atividades de patrulha e guarda costeira.
    Quando O MD adequar os seus gastos com pessoal então investiremos em marinha de guerra.
    Dinheiro tem mais é roubado ou mau gasto. Melhorem a gestão.
    Abraços.

  20. Brasil precisaria de umas 14 fragatas, 10 covetas e 10 submarinos… Pra ter alguma projeção e proteção de nossos mares…
    Claro, sem contar com opvs, varredores de minas, tanque e outros que dessem suporte a frota… Mas acho q tou sonhando demais !

  21. O futuro não é continuação do presente. É uma nova realidade. Não adianta ficar na memória que a marinha dispunha no passado de 18 escoltas. Hoje a realidade é mais enxuta (vide Royal Navy). Precisamos de negação do mar. Precisamos de escoltas. Precisamos tomar conta da nossa costa. Precisamos estar em condições de prestar SAR em todo o atlântico sul. Também precisamos de tecnologia autóctone. Partindo destes pressupostos e partindo do menor para o maior:
    – Patrulhas costeiras: Já dispomos de tecnologias para produção local. Implementar já, aproveitando a ociosidade dos estaleiros gerados pela crise. A marinha (governo federal)seria o amortecedor para garantir os empregos. Dois patrulhas novos por distrito.
    – Rebocadores: Como demandam pequeno número, compras de oportunidade são válidas. Um rebocado por distrito.
    – Patrulha Oceânica: Idem ao patrulha costeira. Mobiliar cada distrito com pelo menos 1 unidade.
    – Corvetas: Construir o primeiro lote e testar o desempenho. Ir aperfeiçoando conforme disponibilidade de caixa. Transferir as classe Inhaúma (proa baixa) para norte e nordeste e Barroso para 5DN.
    – Fragatas: Substituir progressivamente por corvetas de projeto e construção local.
    – Submarinos: É a nossa garantia de negação do mar. Dar continuidade de tal forma que seja entregue pelo menos um a cada 3 ou 4 anos.
    – Nau captânea: Compra de oportunidade.
    – Projeção de poder (com desembarque anfíbio em larga escala): Modificar para estar em condições de participar de força conjunta ou contra-insurgência.

  22. “Vcs tem que entender que na atual conjuntura não há a menor possibilidade do Brasil se industrializar.”

    Você que não entendeu, Rui Chapéu.

    O Brasil já se industrializou, num processo acelerado principalmente entre os anos 1950-80. Teve indústria (no geral, em nenhum momento falei só da naval no meu comentário) muito mais diversificada, complexa e completa do que tem hoje, com uma porcentagem maior da população economicamente ativa trabalhando nela e consumindo com seus salários vindos do setor produtivo.

    Porém, ao invés de continuar a desenvolver essa indústria, ou pelo menos não atrapalhar isso, governos sucessivos tomaram decisões e continuam as tomando, há 20 anos, gerando um processo de desindustrialização prematura e mal feita, destoante em ritmo e foco que o resto do mundo. E de quebra ainda tomaram decisões erradas pra tentar reverter o processo quando acordaram para o problema, e pioraram o quadro ainda mais. Mais de 2 décadas de erros após erros.

    Ao invés de fazer reformas para melhorar o que estava se desenvolvendo, piorou-se ao longo de 20 anos problemas estruturais (entre os quais você mesmo citou alguns) que contribuira para a queda da participação da indústria na economia, com efeitos na queda da capacidade de consumo, que ainda por cima foi artificialmente ancorada no crédito e dívida para ser suprida por importações, e agora simplesmente não avança mais, pois com indústria fraca não se gera empregos com capacidade maior de consumo.

    Isso são fatos, esse artigo que vc postou é praticamente só retórica.

    Continuando assim é que, de fato, não haverá possibilidade do Brasil se (re) industrializar.

  23. “Rui Chapéu 30 de novembro de 2017 at 13:41”
    Rui, a Marinha não é uma empresa privada, a Marinha é parte integrante da União, e como tal diferença de preços tem que ser analisada sim. Em uma empresa privada o desembolso só é analisado pelo menor preço, e assim tem que ser, já para a União tem que se analisar quanto será o retorno para o caixa da União caso o desembolso seja feito aqui ou fora. Não estou nem citando o retorno social e sim só o monetário. Arrisco como um palpite a dizer que um certo meio adquirido fora por 300 milhões ficaria mais caro do que um construído aqui por 450. E ainda tem-se a vantagem do barateamento da manutenção em seu ciclo de vida.

  24. Pra mim o almirantado tinha que esquecer a capacidade de combate nao temos inimigos, e focar nos opvs depois ve o que da pra fazer com o resto. Mas acho que os almirantes tem medo da sua instituição se esvaziar-se

  25. Prezado Jodreski, voce coloca mais uma vez o dedo na ferida , vc e por tabela o Renan. Tapar o sol c a peneira nao vai resolver, sonhar com demandas e ficar em devaneios muito menos como muitos aqui. Nao adianta ficar aqui debatendo e sonhando qdo nem mesmo uma esquadra se completa operacional a muitos anos e todos sabemos disso. Triste MB q vomita uma CV Barroso como sendo a mais nova (risos)moderna, etc…….mas nao passa sim de uma CV desdentada e todos sabem bem disso. Tenta mostrar suas 3 OPVs como meios modernos e novos……arghhhhh uma patrulha oceanica e permanente nunca esta 100 % nosso extenso litoral e mar territorial esta escancarada e sem nenhuma fiscalizacao a altura ou o que seja…. Enfim, enquanto dentro das FAs e suas CASTAS de oficiais com suas vilas e quarteis impecaveis nao se conscientizarem da importancia de suas atribuicoes, responsabilidades e consequencias, nada sera suficiente. Eh como o dito, muito cacique e pouco indio (meios idem). Me pergunto, pra que tanto almirante,contra almirante, capitao disso, daquilo, etccc tantos ditos marujos se nao tem meios para q todos cumpram eficientemente suas obrigacoes. Pra que tantos distritos navais lotados de oficiais q sequer tem navios para comandar. Pois eh, coisas horriveis estao acontecendo no reino da banania (MB) a muito tempo e o concerto que eh bom e necessario sequer esta a vista. Porquanto nao cortarem na carne seus desperdicios e ou fazerem uma profunda reforma nos meios (aquisicoes) de suas aposentadorias, enxugamento imediato de suas tropas e outras centenas de atitudes possiveis, continuaremos a ficar aqui dando murro em ponta de faca. Esta claro, limpido e cristalino o tamanho da folha de pagamento, isso eh um tremendo absurdo, cade os responsaveis passados e atuais, cade os responsaveis por toda essa bagunca atual……e tanto faz se militares ou politicalha q fizeram de tudo para bajular esses incompetentes. O resultado ai esta e ja podemos afirmar q temos o mais completo desastre na MB e o quase desmantelamento da mesma. ufaaa….Brasil, pais de tolos, omissos e covardes

  26. A missão especifica o requisito, mas o dinheiro limita o atendimento.
    .
    então, melhor possuir mais olhos e mangas arregaçadas do que condenar tripulações a não ter onde operar e ai sim duplicar a defasagem se eliminar a capacidade doutrinaria e operacional de pessoal
    .
    Diante disto, priorizar OPV´s de alta tonelagem, mercantonas e que possam ter espaço de escalabilidade de geração de energia, equipamentos e sensores em caso de necessidade. inclusive espaço e conves disponivel para integração de tecnologias de drones.
    .
    Isto adicionado a poucas unidade de 1a. linha ( no maximo 6) para manter a doutrina com material de ponta.
    .
    Investir menos no casco e mais na integração e guerra de rede, procurando exigir ao maximo que uma estação de combate possa comandar comunicações e sistemas de combate embarcados em cascos mais simples e baratos.
    .
    Se sobrar dinheiro, priorizar mais ainda SSK´s, mas scorpene é um problema por não ser barato….uma nova linha atualizada de TIKUNA tem espaço de muito boa aplicação.
    .
    Quantidade? Não dá para falar, se não fica como tantas listas de desejos e desejo por desejo, nem pensaria em OPV, mas em destroyer…então…
    .
    Conceito mais barato para momento de crise nem dá….
    .
    navio usado tal como já postei noutros topicos é atraso de vida….barato de comprar ( e se existir), mas obsoleto de conceito e caro de manter, mantendo o circulo vicioso de falta de recursos…e como valor de combate, nunca vira com o valor de 1a. linha, então QUALQUER MEIA BOCA NOVA, teria um valor de combate similar a um de 2a. mão.

  27. Em relação ao tema “OPV, Corveta, Fragata”, minha opinião é a seguinte: precisamos dos três, OPV, ótimo meio para patrulha e salvamento a custo barato. Corveta, ótimo para patrulha a um custo de construção e operação bem maior porém também é um combatente com menores capacidades mas também muito interessante para a esquadra, também seria é interessante como presença bélica em compromissos internacionais ou até mesmo em nossa ZEE a um custo nemor que uma fragata. Fragata, ótima escolta, capacidade de dissuasão melhor, uma força tarefa nucleada por um NAe ou PH escoltada por quatro ou cinco fragatas para promover proteção aérea de área e anti-sub e contra outra embarcações é uma incrível força de dissuasão. Dito isto analisemos: temos recurso para tudo? Se sim ótimo, se não o que dá para ter?
    OPV, sim. Ela atende a patrulha e combate? Não. Ela tem bom custo? Sim.
    Corveta, sim. Ela atende a patrulha, sim. Ela atende ao combate? Dependendo do TO sim. Ela tem bom custo? Em relação a QPV, não em relação a fragata sim.
    Fragata, tenho minhas dúvidas se dá para ter agora. Atende a patrulha, sim. Ela atende ao combate? Sim E o custo? Em relação as outras duas não.
    Ou seja o que nos atende hoje é a “corvetinha”, a “tamanduá”. Gostem ou não, não há outra opção.

  28. Pergunto para esses que SEMPRE falam em ~gasto com custeio~, vocês sabem para onde esse tal ~gasto com custeio~ vai? Sabem qual é a composição do orçamento? Ou será que só repetem o que o jornalista (que é contra a reforma da previdência e coloca a culpa do rombo nos militares) diz?

  29. Voce conseguem discutir um topico com ideias sem discutir o raio do orçamento???
    .
    O mundo é cruel
    .
    O mundo ignora
    .
    o mundo é teimoso
    .
    O mundo não se corrige
    .
    Então….vamos mudar o mundo ou encontrar uma solução? ou então pelo amor de Deus, os moderadores/editores abram um topico somente sobre orçamento para podermos copiar e colar as 5.497 criticas sobre o que fazemos ou deveriamos deixar de fazer dele…
    .
    A materia é para contrapontos dos projetos atuais ou futuros de contorno para solução de meios.

  30. Na minha visão, como possuímos uma “Marinha Faz Tudo”, é fundamental dividir internamente a aquisição dos meios respeitando dois nichos distintos:
    1) Aqueles voltados a Guerra Naval.
    2) Aqueles voltados as tarefas dos Distritos, ou seja, voltados a aplicação da Lei na ZEE.
    .
    O que se vê a muito tempo e perdura até hoje, no tocante aos projetos que vem sendo divulgados, é que não existe uma separação clara entre estes dois nichos. Isso é um erro gravíssimo, na minha opinião.
    .
    Por exemplo: O projeto do novo NPa 500t-BR
    https://www.marinha.mil.br/cpn/sites/www.marinha.mil.br.cpn/files/imagens/imagens_site/npa500t2.jpg
    É um navio que se for equipado com tudo o que apresenta nessa imagem, será caro e poderia facilmente ser chamado de “Corveta”. Cabe aqui o questionamento: Realmente precisamos disso tudo em um Navio Patrulha?
    .
    Nós temos um problema grave no tocante a ocupação e a fiscalização da imensa ZEE que possuímos. Estamos pleiteando um aumento em de cerca de 1/3 do tamanho da ZEE. Precisamos de meios modernos mas, que apresentem um excelente custo operativo para mostrar a bandeira do país neste pedaço de mar.
    .
    Se a coisa viesse sendo bem feita nos dias de hoje, não existiria a necessidade por dezenas de NPas para equipar os Distritos. Essa é a realidade. E isso não está nem no TOP 3 de prioridades da Marinha. Isso é grave…
    .
    No tocante a Guerra Naval, eu tenho a visão de que essa CCT é um grande erro. Gastaram tempo e dinheiro projetando um navio que não é o que mais precisamos, sendo que não cumprirá todas as necessidades em um ambiente moderno de combate.
    .
    O erro em si, não está no projeto do Navio. O problema é o que este projeto representa: A ideia furada de que “UM DIA” teremos um novo “Mix” entre “primeira linha” e “segunda linha”. Estamos a mais de UMA DÉCADA esperando pela construção de navios de primeira linha. Vamos passar mais uma década, no mínimo, esperando por navios de “primeira linha” na Esquadra. Isso sem ter NADA garantindo que esse tal “mix” virá a acontecer.
    .
    Podem argumentar: “Ah, mas as grandes Marinhas estão optando por um Mix”.
    Sim! estão realmente fazendo esta opção, mas perceba o sútil detalhe: as grandes Marinhas já tem uma primeira linha totalmente renovada. Nossos navios de “primeira linha” tem mais de 40 anos e NENHUMA previsão de serem substituídos!
    .
    CCT tem tudo para ser o último prego na tampa do caixão da força de Superfície. Poder real de combate, em um ambiente moderno? Já era. E vai ser um inferno viabilizar a construção de um meio com real poder de combate.
    .
    A capacidade da Marinha exercer o Controle de Área Marítima só existirá, se não houver oposição.

  31. “Investir menos no casco e mais na integração e guerra de rede, procurando exigir ao maximo que uma estação de combate possa comandar comunicações e sistemas de combate embarcados em cascos mais simples e baratos”….
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    .
    Quando disse isto, digo no sentido de uma estação de combate de um navio de 1a. linha comandar os sistemas de combate embarcados em outro navio….de casco mais simples….

  32. Roberto, só em duas imagens a posição dos lançadores estão marcadas: na terceira imagem de cima para baixo (aspectos técnicos relevantes) e na sexta (a perspectiva artística vista da bochecha de BB). Nesta, as posições estão bem marcadas, com os dois conjuntos logo à ré do canhão principal.

  33. Compra os 3 OPV s da classe river que vão dar Baixa e parte para uma Escolta entre 3000-4000 ton.Acho que um pacote Ocean + 3 River seria uma boa compra por um bom preço!

  34. Concordo com o Sr. Bardini e acrescento. Tudo se aplica a ter dinheiro para se construir. Um navio de guerra não é um automóvel. O projeto para se fazer uma belonave são milhões. A Barroso levou 10 anos com erros e acertos. O que a MB deseja afinal? Qual a real necessidade?

  35. Fernando “Nunão” De Martini 30 de novembro de 2017 at 17:26:
    “O Brasil já se industrializou, num processo acelerado principalmente entre os anos 1950-80. Teve indústria (no geral, em nenhum momento falei só da naval no meu comentário) muito mais diversificada, complexa e completa do que tem hoje, com uma porcentagem maior da população economicamente ativa trabalhando nela e consumindo com seus salários vindos do setor produtivo.”
    .
    Só esqueceu de citar como se deu este processo. Também não lembrou de abordar a qualidade, a quantidade e os preços do que era produzido e ofertado para os consumidores brasileiros.
    .
    Se você não se importa de adquirir produtos de baixa qualidade e por preços altos para ‘defender’ a indústria ‘nacional’ e os ‘empregos’, eu me importo. Cansei de sustentar os barões da FIESP e da FIERJ, etc. Mas no país da Lei Ferrari, Lei da Informática, quem não concorda e bate palmas é entreguista e neoliberal.

  36. Eu acho todos comentários válidos, só uma curiosidade, os Srs Deputados aprovaram uma verba para ser gasto em campanha eleitoral que daria para construir duas Corvetas Tamandaré novinhas . . . Está realmente faltando dinheiro? A cada 2 anos o Brasil vai gastar oficialmente, o equivalente a 2 navios de guerra p financiar campanhas eleitorais.

  37. Bardini,

    Como bem salientado no texto, o custo/benefício pesa a favor do ‘mix’.

    Quando as principais marinhas europeias começaram a construir seus vasos maiores na década passada ( FREMM, ‘Daring’, F-124 ), ou já contavam com uma classe menor de combatentes novos ou a classe a ser substituída ainda estava em plena forma; e as substituições seguiram de forma ordenada, de modo que não ficaram sem combatentes para cumprir com o mínimo de missões… No caso do Brasil, perdeu-se o ‘timing’, por assim dizer… Os vasos maiores deveriam começar a serem construídos no começo dessa década para serem incorporados por volta deste ano até 2020, com as novas corvetas sendo construídas a seguir, ocorrendo assim as substituições em tempo hábil. Enfim, foi tudo pro espaço…

    E ainda tem o fator agravante da situação econômica desfavorável, sem perspectiva de melhora no curto prazo, de modo que não é possível prever se haverão recursos para dotar a MB de números que valham no futuro se ela apelar para uma classe única de vasos acima das 5000 toneladas… Mesmo se ela apelar para navios de 4000 toneladas é perigoso que não dê… E ainda mais considerando US$ 700-800 milhões para os menores e mais de US$ 1 bilhão pelos maiores… E mais problemático que o quadro econômico, é o quadro político, que absolutamente não favorece “extravagâncias”…

    Ou seja, tudo praticamente “impõe” o ‘mix’ e a seguir de forma escalonada… Primeiro o menor para depois seguir para o maior…

    Dito isto…

    A ‘Tamandaré’, mesmo com seus US$ 450 milhões ( foi previsto US$ 300 milhões recentemente ), é sim uma solução lógica para fazer números. Como disse no outro post, é praticamente uma ‘Karel Doorman’. Com esforço, poderá fazer praticamente o mesmo serviço das ‘Niterói’ na maior parte do tempo…

  38. Rafael, por que a discussão tem que ir pra essa bobeira de viés pessoal? Tipo “se você não se importa” e “eu me importo”. Em qual momento estou militando por um dos “lados”? Em qual momento acusei alguém de ser isso ou aquilo, ou entrei no “nós contra eles” que só empobrece a discussão e faz descambar o debate?

    Coloquei alguns fatos sobre a industrialização e a desindustrialização do Brasil pra contrapor a pura retórica de outro comentarista, só isso. Tem inúmeras explicações sobre como se deu a industrialização no Brasil, sobre a discussão da qualidade inferior de produtos, desde a crítica aos sacos de aniagem nacionais dos anos 1910 e 1920, feitas pelos produtores de café, até as das carroças da indústria automobilística feitas por um ex-presidente nos anos 1990. E inúmeras outras a nacionalizações de equipamentos em que o recheio importado era só colocado numa casca nacional. Tudo isso também é fato histórico.

    Conheço e estudo tudo isso e simplesmente não dá pra simplificar, e por isso mesmo só apresentei fatos, pra não ficar nesse debate raso de entreguistas x nacionalistas, “eu isso” e “você aquilo”, tipo “seu mortadela estatista” e “seu coxinha neoliberal”. Enfim, tem um monte de coisas que “esqueci” de contar, mas porque o debate principal não é esse.

    Daqui a pouco ainda vão me chamar de mortadela só porque contrapus fatos a argumentos toscos de liberalismo que fariam corar de “vergonha alheia” até Eugenio Gudin, de tão mal feitos.

  39. Comentando OPV versus Corveta

    1-) Resistência são mais fracos sim é claro, como disse o Nunão: “ são navios mais simples, construídos sem toda a compartimentação e redundância de sistemas de navios de combate” Mas considero isto relativo, visto que, o poder de destruição de armas como torpedos e mísseis é muito forte. Qual a diferença entre uma corveta e um OPV atingidos por um moderno torpedo que detona embaixo do casco, nenhuma ambos se partem ao meio. Qualquer impacto sobre as obras vivas de uma corveta como a Tamandaré vai ser um desastre ela resiste ao impacto de uma mina naval?

    E os mísseis, no caso de um SSM do porte do Exocet o dano é tamanho que o navio fica totalmente inválido sem nenhuma condição de combater, um míssil menor como o Penguim com uma ogiva muito menor também é muito danoso. Vejamos recentemente a Marinha divulgou um vídeo de um impacto na corveta Frontin a corveta estava sem combustível, sem munições a bordo etc. Mas o impacto foi tremendo, imagina com o pessoal a bordo, que pesadelo seria. Então qual seria a diferença da corveta para o OPV, muito simples na corveta a sua tripulação teria que socorrer feridos, lutar contra o fogo, contra inundações etc, para salvar um navio que não mais teria condições de combater e tentar chegar ao porto, com um navio talvez inviável de recuperar, no OPV a tripulação que sobrasse abandonaria o navio. Lembrando que um OPV custa ¼ do valor da corveta e baixas haveriam nos dois.

    2-) A maior diferença estão nos sistemas de armas e guerra eletrônica, como: MAGE, ECM, Radares e no caso da Tamandaré o Sea Ceptor dará a ela uma grande capacidade de evitar de ser atingida por mísseis, bem como todos os sistemas ASW como o sonar de casco, computadores etc. Coisa que nenhum OPV vai ter, visto que, não compensa colocar estes itens caros em um casco inferior e não faz parte da missão primordial do OPV.

    3-) Os OPV como os desenhados pela Fassmer, por exemplo tem muitas vantagens, entre elas podemos elencar o fato de que custam muito menos e são mais fáceis de construir, desta forma podem permitir um programa de construção em menor tempo, por estaleiros menos capacitados, podem ser construídos em maior número, podem empregar mais operários e um fornecedor nacional digamos de valvúlas por exemplo, terá uma demanda muito maior de fabricação que justifique a abertura de uma linha de produção nacional, desta forma favorecem também a indústria.

    4-) O que um OPV não vai poder fazer com certeza é entrar em combate com uma escolta seja ela corveta ou fragata, porque não tem como competir com os sensores e sistemas desta, combater submarinos, se proteger de mísseis anti navio etc. Mas o que ele pode fazer em tempos de paz. Ele pode ocupar o nosso mar territorial combater a pesca ilegal, contrabando, guardar as fronteiras, realizar buscas e salvamentos, desembarcar comandos para recuperar uma plataforma petrolífera etc.

    5-) Por que armar melhor um OPV. Porque quando um conflito estoura de verdade, todos os navios são necessários, quantas traineiras, rebocadores e outros navios auxiliares se tornaram patrulheiros na Segunda Guerra Mundial. Um OPV armado com SSM e com um canhão de proa automatizado, com convoo apto para apoiar um helicóptero naval não consiste em um apoio considerável em um grupo tarefa para as outras escoltas. A versatilidade de um canhão moderno como o Oto Melara de 76/62 é tamanha que mesmo que ele utilize uma diretora de tiro eletroóptica ao invés de uma com radar, ainda dará uma capacidade do OPV contribuir até missões como apoio de fogo a uma ação de comandos em conjunto com outras escoltas, dará a ele poder para destruir outros OPV que não tem esta arma, dará capacidade para se defender de ataques aéreos convencionais com armas não guiadas, de abater UAV etc. Ou seja o capacita, com custo relativamente baixo. Não vejo muita possibilidades de se armar um OPV com mais que um canhão de proa, dois reparos automatizados menores e talvez SSM que no caso do Brasil, logo teremos um míssil nacional e seria muito interessante ter demanda de produção.

    6-) Por último me parece uma tendência internacional que esta sendo seguida por outras marinhas com problemas de dinheiro. Lembrando que não se pode ter uma frota constituída apenas de OPV mas é interessante ter um bom número destes.

    Para melhor apreciação link para o catalogo do fabricante:

    https://www.fassmer.de/fileadmin/user_upload/9_Technical_Data_PDFs/fassmer-90m-offshore-patrol-vessel-technical-data.pdf

  40. Meus pontos:
    a) Com a disponibilidade de misseis, marinhas importantes desejam navios pequenos e stealth, Nao consigo entender a obsessao por navios grandes no Brasil. O Sao Paulo era indefensavel.Ponto para OPV.
    b) OPV nao necessariamente tem de ser sub armada. Modernamente se configura para determinada missao. Navios de 2.400 toneladas podem enfrentar em grupo ou isolada navios de tonelagem bem superior. Se pensarmos que na costa podemos contar com assistencia da FAB, fica ainda mais dificil abandonar a ideia de OPV ou renomear para minicorveta! dois containers com 20 misseis cada, e raio de acao de 100 km da um belo estago. tres opvs poderiam contar com 60 misseis de 70 a 90 km de alcance, mais misseis balisticos ou cruzadores ate 500 km.
    c) A solucao de uuv e opv eh diminuir o custo operacional da forca, ate que se redesenhe sua funco.

  41. Prezado Nunao,

    Parabéns pela clareza, objetividade e pelos argumentos utilizados na matéria.

    Respondendo aos questionamentos do Galante e dos demais amigos que, na ótima matéria investigativa do Roberto Lopes, me solicitaram intervenção.

    Quanto às baixas dos navios escoltas, inicialmente parabenizo o Bardini pela iniciativa, ficou bem legal. Esclareço que o cronograma de baixas serão definidos a partir do próximo ano. Até 2022, duas FCN e as duas FCG serão retiradas. Devem ser substituídas pelas CCT entre 2022 e 2025 ( comissionamento).

    As CCI remanescentes devem operar até o final da década de 20 e as FCN revitalizadas serão retiradas na primeira metade da década de 30.

    Esse é o esboço que se tem no momento. Definição mesmo, só no próximo ano.

    Para atender a esse processo de desincorporacao dos escoltas é que vem o planejamento trazido pelo Roberto Lopes no outro post.

    Quanto ao debate trazido por esta matéria, assim como o Nunao, não vejo óbice em se construir parte das 4 CCT, ou mesmo algumas sessões de cada corveta no exterior. A FAB está fazendo isso com o Gripen. Mais da metade das aeronaves da FAB será produzida na Suécia. Nem por Isso, deixou -se de receber a transferência da tecnologia pretendida.

    Por falar em transferência de tecnologia, a MB enfrenta algumas dificuldades em encontrar empresas nacionais para receber algumas das tecnologias que queremos receber por meio do PROSUB.

    Diferente do setor aeroespacial brasileiro, que se consolidou na órbita da EMBRAER, o setor naval brasileiro e algumas áreas tecnológicas, ainda possuem dificuldades para absorver algumas das técnicas e tecnologias contratadas no PROSUB.

    Em relação ao debate OPV x corvetas, saliento que nesse momento, deve se priorizar as corvetas, pois elas cumprem todas as tarefas de um OPV (apesar de ter custo maior para realizar estas tarefas), além de várias tarefas dos meios navais de combate. Por outro lado, um OPV só cumpre as tarefas de policiamento.

    Além disso, temos 3 OPV novos, 3 RbAM que entrarão em operação em breve e 2 RbAM mais antigos realizando patrulha oceânica. Portanto, novos OPVs podem esperar um pouco.

    Grande abraço

  42. Como disse o Nunao a indústria pesada no nosso país foi descontinuada faz tempos como se planeja construir navios em tempo hábil para suprir as baixas que se teve.É necessário que se for para fazer fazer que seja algo nos moldes do Grippen.

  43. Fernando “Nunão” De Martini …..as perspectivas ao qual me refiro são imagens fornecidas pela MB. Na qual o VLS esta em outro lugar no navio.

  44. Nunão, além de proibirem importações naquela época, pagava-se caro e por coisas completamente ultrapassadas comparando com outros países.

    Um exemplo bem claro eram os carros e computadores.

    E vc esqueceu de comentar da parte que essa industrialização forçada de cima pra baixo ( a mando dos militares e governos da época) gerou a nossa querida super inflação dos anos 80.

    Foi pego dinheiro do mundo todo pra construir fábricas sem necessidade e outras coisas mais.

    Mas enfim.

    Não vou ficar discutindo escolas de economia aqui.

    O que eu tinha por objetivo era falar pra algum “cabeça” da marinha que talvez leia isso aqui para pensar bem em como gastar as verbas públicas que são poucas e vão diminuir ainda mais nos futuros anos.
    Que não comprometam orçamento futuro pq não vai mais ter verbas. Nosso pouco dinheiro que existia acabou e ficou as contas, praticamente como 1980.

  45. “José Luiz 30 de novembro de 2017 at 22:23
    Comentando OPV versus Corveta…”
    .
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    Muito bem colocado Mestre José Luiz, é o que penso tambem.
    .
    Logico que existem contrapontos, questões negativas existem para qualquer uma das alternativas.
    .
    Mas como bem colocou, e gato escaldado tem medo de agua fria….grana não tem, grana não vira, tem não tem e tempo já se foi…então focar nos OPV´s em maior numero pois será a unica forma de cobrir mesmo que a titulo precario, os GAP´s já instalados e que irão se alargar mais rapidamente por agora….
    .
    Bem colocado tambem sobre a capacidade colaborativa que um navio destes possa dar se chamado a combate. Tanto quanto devemos ser conscientes de que este tipo de navio é de fato limitado quanto a combater fragatas ou corvetas, devemos tambem ter a mesma que ela não operaria sozinha neste tipo de cenario, tendo por vezes um navio de 1a linha lhe fazendo sombra e lhe ofertando designações para sua estação de combate. Então, a defasagem não é diretamente proporcional quando costumamos a fazer em comparativos individuais, pois este cenario praticamente não existe.
    .
    Pensem em OPV como complemento de um sistemas de armas das estações de combate do navio de 1a. linha de escolta na missão envolvida. Temos de sair da receita de bolo da vovó….as coisas mudam, e rapido…

  46. Mestre Bardini,
    .
    É neste mesmo vies especifico que concordo contigo quanto as Tamandarés.
    .
    Acho um bom projeto e bem equilibrado, mas em um contexto na qual seriam a 2a. linha, um complemento de volume para as reais unidades de fragatas de 1a. linha de superioridade, e sabendo que o dinheiro não haverá para tal plano ficando o risco então de apenas ficarmos com as Tamandarés e olha lá, então corre-se o risco delas apesar do excelente projeto, comprometerem uma fração de investimento importantecom poucas possibilidades de contorno para adoção de outros caminhos alternativos.
    .
    Por exemplo, Seriam hipoteticamente de de forma ilustrativa 8 Tamandares + 6 Fremm ….mas como As Fremm podem não vir, talvez o melhor plano fosse melhor reequilibrar substituindo as Tamandares ou fração do planejado delas para OPV´s de forma a sobrar dinheiro necessario para materializar as Fremm…

  47. Prezado Luiz Monteiro,
    .
    Entendo a colocação, mas as Corvetas numa hipotese de persistencia de estrangulamento orçamentario, não podem vir a competir com o disponivel para a obtenção de Fragatas tão sonhadas de 6 mil ton? …e desta forma, seria realmente melhor correr o risco de uma esquadra recheada com corvetas ou apertar o cinto e dispor de algumas Fragats de 6 mil ton recheadas de OPV´s???? deixando claro que não é o cenario pretendido por ninguem, mas diante de uma imposição altamente provavel, qual o melhor risco?

  48. O que vier ,tá bom!!!
    Na atual conjuntura como diz um antigo provérbio “cavalo dado não se olha os dentes”.
    Precisamos renovar e adquirir alguma classe de navio (tampão) para uns 15 a 20 anos próximos para que as Corvetas e mais outra (Ccts ou Fragatas) saiam do papel também.
    Obs: qualquer coisa menos OHP !!! Kkkkkkkk

  49. Prezados, não seria viável o MB focar na reconstrução de projetos antigos que os estaleiros nacionais já tenham conhecimento, como por exemplo a classe Niterói? Podem criar-se projetos novos a partir destes, como foi feito com a classe Barroso, que é basicamente uma evolução da Inhaumá e a Tamandaré que é uma remodelagem da Barroso. Desta forma poderíamos ter navios construídos por estaleiros nacionais, que já possuem experiência nas classes antigas assim como fomentar a nossa capacidade nacional de P&D. Diversas marinhas no mundo adotam esse modelo, as classes de contratorpedeiros japoneses, são basicamente reconstruções e remodelagens de classes antigas, é só notar as semelhanças entre a Atago e a sua classe anterior.

  50. “Devem ser substituídas pelas CCT entre 2022 e 2025 ( comissionamento).”
    .
    Almirante L.M.
    .
    é possível que a primeira “Tamandaré” seja construída e incorporada em apenas 4 anos 2018 – 2022 ? Pergunto pois a “Inhaúma” levou 6 anos desde o batimento da quilha até a incorporação e normalmente contratos são assinados um ano antes do batimento da quilha.
    .
    Havia imaginado à assinatura do contrato em 2018, batimento da quilha em 2019 e incorporação em 2024.
    .
    Não que um navio relativamente “pequeno” não possa ser construído em 4 anos, apenas,
    pensando nas atuais condições do país e sua indústria naval.
    .
    abraços

  51. Carvalho2008,
    Grosso modo, uma fragata de 6000T custa o dobro de uma corveta de 3000T E uma corveta de 3000T custa o triplo de um OPV de 2000T.
    Então, para fazer uma comparação válida da sua hipótese teria que esticar um pouco o orçamento da MB:
    5 Tamandarés,
    ou
    2 Fragatas de 6000T e 3 NaPaOc de 2000T.
    O que é melhor?
    Confesso que não tenho opinião formada.

  52. “Nunão”,

    Seria muito absurdo imaginar um projeto modular que atendesse a construção de OVPs, corvetas e fragatas?
    Como uma espécie de”Tamandaré Light”, Tamdaré revisada (como modular), e uma “Tamandaré Bombada” (alongada e talvez até triamaran) ?

  53. Na cidade de Rio Grande foi montado um complexo naval que possibilita a construção de plataformas maritimas de alta complexidade. Tirando os arm,amentos são sistemas eletronicos e mecânicos de alta tecnologia. Com a paralização de encomendas da Petrobras esse complexo está ocioso.
    Nada melhor para a economia nacional do que dirigir a um polo naval deste porte a construção de meios para a MB. A pior solução: comprar da China porque é mais barato. O AMRJ deve ser dedicado a manutenção. Os prazos de construção muito demordos produzem barcos que, no lançamento, já são obsoletos.

  54. “Roberto 1 de dezembro de 2017 at 6:44
    Fernando “Nunão” De Martini …..as perspectivas ao qual me refiro são imagens fornecidas pela MB. Na qual o VLS esta em outro lugar no navio.”

    Roberto, achei que você estava falando das imagens da matéria – só que elas também são da mesma origem (uma ou outra exceção).

    Se for checar outras imagens por aí (ou até na Trilogia, dependendo do ano da matéria), vc precisa ver primeiro se são da MB e, em seguida, de quando são, pois o projeto foi se modificando com o tempo, incluindo a posição dos lançadores de mísseis mar-ar.

    Foram várias as mudanças ao longo do tempo até chegar nesse arranjo.

    A concepção artística final, ao menos no estágio atual do programa, é essa:

    https://www.marinha.mil.br/cpn/content/corvetas-classe-tamandare

  55. “Gabriel Oliveira 1 de dezembro de 2017 at 0:52
    Como disse o Nunao a indústria pesada no nosso país foi descontinuada faz tempos”

    Eu não disse nem escrevi isso, escrevi que há um processo geral de desindustrialização há uns 20 anos, com perda da participação da indústria na economia como um todo. Há setores mais afetados e outros menos. Ainda há indústria pesada (siderurgia etc) instalada e produzindo, há estaleiros também ainda trabalhando, apesar do caos. Só que, continuando nessa toada, nada garante que terão significância e clientes no fututo.

  56. O quê a MB precisa pra cumprir sua missão no futuro? Muuuita sorte… Fora isso, me contento com tudo o que já foi apontado desde que possuam lasers e drones kamikazes. 😉
    Abraço a todos e parabéns ao Nunão pelo artigo elegante.

  57. Com a construção das tamandarés nesse preço existe a consequência que ela será a principal escolta da marinha;
    Ela é menos capaz que um KDX-II e custa mais caro;
    Ela não tem potencial de mercado para exportação, uma vez que, muito da tecnologia embarcada não será de propriedade brasileira;
    O suposto estaleiro que vencer a concorrência não vai entregar todos os navios previstos por motivos de brasil.

    Então, se o projeto da marinha não puder ser executado fora, ou, se o estaleiro em questão não PRECISAR efetivamente de uma instalação no brasil (como os coreanos queriam a infraestrutura do AMRJ para montar U-209 e revendê-los a Indonésia) com financiamento deles, esse negócio vai ser um buraco negro de sucção de recursos, e de praticamente todas as receitas futuras.

    O insubmersível já transformou a ex-marinha em guarda costeira de má qualidade, chegando a capitania de portos com má fama.

    Esse projeto levará a ex-marinha a uma condição de lembrança distante e embotada…

  58. “Luiz Monteiro em 30 de novembro de 2017 at 23:58
    Prezado Nunao,
    Parabéns pela clareza, objetividade e pelos argumentos utilizados na matéria.”

    Obrigado, Luiz Monteiro!
    Faz tempo que não debatemos, me mantenho muito tempo afastado do dia a dia dos sites devido às obrigações do doutorado, mas queria aproveitar para fazer algumas perguntas com base no seu comentário.

    “As CCI remanescentes devem operar até o final da década de 20 e as FCN revitalizadas serão retiradas na primeira metade da década de 30.”

    A Julio de Noronha passou por um processo mais extenso de revitalização, mas me parece que a Jaceguai ainda tem trabalho pela frente (há tempos eu a vejo, até mesmo quando em comissão a Santos, com um gerador dentro do hangar, o que me fez pensar que ainda há trabalho a se fazer nos MCA). Saberia dizer se peças e equipamentos retirados da Frontim e da Inhaúma bastariam para mantê-la ainda operando até pelo menos meados da próxima década? Ou ainda será preciso obras mais extensas? Não tive a oportunidade de pesquisar e perguntar como está o navio nesses últimos anos, estou comentando baseado apenas em percepção do que vi externamente nesses últimos meses e anos.

    “Além disso, temos 3 OPV novos, 3 RbAM que entrarão em operação em breve e 2 RbAM mais antigos realizando patrulha oceânica. Portanto, novos OPVs podem esperar um pouco.”

    Em que pese trabalhos recentes de manutenção nos motores e outros equipamentos do Tridente e Guilhobel, não seria um custo-benefício melhor procurar mais dois AHTS no mercado para também substituí-los nos próximos anos?

  59. “Rafael Oliveira 1 de dezembro de 2017 at 8:50
    Carvalho2008,
    Grosso modo, uma fragata de 6000T custa o dobro de uma corveta de 3000T E uma corveta de 3000T custa o triplo de um OPV de 2000T”….
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    .
    Depende Mestre, a conta pode ser mais ou menos favorável…
    .
    Em um cenário emergencial destes, as fragatas seriam de “prateleira”, sem firula….no balcão…para justamente priorizar o prazo de entrega e entrada em operação. Nestas circunstancias, o preço de bons modelos ficam bem mais baixos e não necessariamente o dobro das Tamandares, podem se aproximar razoavelmente destas mesmo sendo mais caro….
    .
    Então, talvez possa haver uma aproximação de conta entre umas 4 a 5 fragatas de 1a, adicionadas a um modelo de OPV de aproximadamente 10 a 12 unidades firmes….

  60. Luiz Monteiro 30 de novembro de 2017 at 23:58

    Caro Luiz Monteiro

    O amigo poderia nos informar como será o processo de revitalização das FCN?
    Será possível colocar motor diesel no lugar das turbinas olympus (fazendo um CODAD como nas Tamandaré) ou colocar outra turbina ainda em produção (como a GE LM 2500)?

    Creio que esse é o principal gargalo na operação/manutenção das vosper Mk.10.

    Existem outros melhoramentos que são possíveis mencionar?

    Saudações.

  61. “Gustav em 01/12/2017 às 08:43
    Prezados, não seria viável o MB focar na reconstrução de projetos antigos que os estaleiros nacionais já tenham conhecimento, como por exemplo a classe Niterói?”

    Gustav,
    A classe Niterói é um projeto britânico (feito conforme especificações e necessidades da MB) da virada dos anos 60-70. Teria que ser tão modificado em seus detalhes e no geral para atender às necessidades de hoje que é melhor um projeto novo.

    E o único estaleiro nacional que teve experiência acumulada com sua construção no país, que foi de duas das seis unidades, foi o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, nos já distantes anos 70 do século passado. Muita coisa avançou desde então em projetos e construção de navios, e o que se conseguiu acompanhar foi a própria aplicação dos conhecimentos e experiência nas classes Inhaúma e Barroso, e agora parte disso na Tamandaré. A continuidade é a questão chave, experiência e conhecimentos, mesmo documentados para transmissão e evolução, precisam ser aplicados em projetos e construções sucessivos, e essa continuidade foi quebrada pelas longas paradas (por falta de verbas) na construção da Barroso e na falta de novos programas em seguida. Equipes são desmobilizadas, pessoal se aposenta, vai para outras áreas e o tempo não para.

  62. Navios de batalha :
    – 3 destroyers de 8.000 tons. com canhão 112, mísseis cruzeiro, 2 helis, ASW, ASuW, AA.
    – 6 fragatas 6.000 tons. com canhão 76, 1 heli, ASW, ASuW, AA.
    – 9 corvetas 3.000 tons com canhão 57, 1 heli, ASW, ASuW, AA.
    Todos com v.máx. acima de 30 nós.
    .
    Navios patrulha :
    – 6 OPV classe Amazonas com capacidade de receber heli ASW, ASuW e MAGE, containers de mísseis ASuW e AA, módulo ASW rebocável com sonar.
    – 9 patrulhas costeiras até 1000 tons com 20mm, .50, drones.
    Todos com v. máx. até 25 nós.
    .
    Submarinos :
    – 6 SSDE
    – 3 SSN
    .
    Aviação
    – 15 F-39 com mísseis antinavio.
    – 6 patrulha grandes com ASW e ASuW (EMB-170/195).
    – Drones de longo alcance.
    .
    Sonhar custa nada.

  63. Mestre carvalho2008,
    Sim, dependendo dos modelos, se serão ou não fabricados no Brasil, se serão europeus ou coreanos, a proporção muda para mais ou para menos.
    Tirando modelos coreanos e chineses, acho bem difícil conseguir uma fragata de 6000T por menos de US$ 600 milhões, por isso disse que custaria o dobro de uma corveta de 3000T. Mas é claro que a Tamandaré poderá custar US$ 450 milhões ou mais e aí a proporção fica favorável até mesmo se usarmos navios europeus, com a FREEM.
    Enfim, meu cálculo é uma simplificação grosseira.

  64. Muitas ideias boas. Nao entro no aspecto tecnico mas acho q as regras do jogo sao outras. Sao politicas e nesse campo devem se jogadas.
    O q precisamos e de uma base parlamentar forte q de sustentacao e faca pressao politica para q os projetos tenham ccontinuudade. Com parceria com a industria claro. Sem isso e dificil convencer um governo civil

  65. Lembro que quando tinha 14 anos meu pai comprava a revista avião revue e nela vinha varias materias do primeiro programa FX dos caças , hoje estou com quase 28 querendo ver os caças novos rsrsrs,imagina navio novo.

  66. Srs
    Para se definir o caminho a seguir, a MB, como marinha de guerra, precisa estimar qual seria a capacidade militar da força naval que ela precisaria, eventualmente, enfrentar; e isto implica que o Brasil precisa pensar quais desafios e situações geopolíticas que ele, possivelmente, terá que enfrentar nos próximos anos.
    Só tendo em vista os possíveis adversários é que será possível ter um norte claro quanto a real necessidade de meios e efetivos, tanto para a MB como para o EB e a FAB.
    Por exemplo, se nosso planejamento considerar que o único potencial adversário será Uganda, podemos sucatear a esquadra e cancelar o subnuc, e se o planejamento entender que nosso possível adversário, num horizonte próximo, for a Índia, precisaremos pensar em mais subs, em NAes, escoltas, etc.
    Assim agem países mais sensatos e responsáveis com o próprio destino.
    Sem isto, a discussão cai nas preferências de cada um, quando não num achismo sem nenhum fundamento lógico.
    Sds

  67. Control, o Bardini outro dia trouxe um link muito interessante sobre esse planejamento. Cheguei a baixar, mas se ele ver esse comentário poderia colocar de novo. Responderia a várias de suas questões.

  68. A opção de produzir nacionalmente equipamentos de defesa tem validade como viés estratégico. Para isso teríamos que contar com os ítens abaixo:

    – tecnologia
    – infra-estrutura
    – compras constantes (internas e/ou externas)
    – quantidades significativas

    Ou seja, não existe a menor condição de pensarmos nisso no Brasil pelos próximos anos. Forçar a barra nesse assunto só fomenta oligopólios, corrupção e vôos de galinha que não se sustentam no tempo.

    A indústria brasileira perdeu, em geral, sua produtividade. Os índices de competitividade de economia que colocam o Brasil na mesma bacia que republiquetas africanas explicam, por si, este absurdo. Resultado, sim!, de uma estrutura tributária insana, leis trabalhistas da dédada de 1940 (e deveria-se, mesmo, acabar com essa jabuticaba paternalista e corporativista chamada Justiça Trabalhista…) e um estado incapaz de pensar em outra coisa que não seja sugar, para si e seus aproveitadores, todos os recursos da nação, condição que alimenta os juros mais altos do planeta.

    Portanto, se continuarmos nesse pesadelo estatista que não acaba, acostumem-se com a pindaíba nas FFAA. E na pindaíba, protecionismo e sonhos nacionalistas são apenas burrice. Em geral, compre-se mais barato, de prateleira, que dá mais resultado.

  69. “Control 1 de dezembro de 2017 at 16:59
    Srs
    Para se definir o caminho a seguir, a MB, como marinha de guerra, precisa estimar qual seria a capacidade militar da força naval que ela precisaria…”
    .
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Mestre Control, mas o problema hoje é mais critico, é reconhecer que a despeito das ameaças ou adversarios potenciais mapeados, voce não terá os recursos dimensionados para os meios planejados e necessarios.
    .
    Então, a realidade orçamentaria será inferior a necessaria e diante deste reconhecimento, não fazer de conta que o dinheiro virá e gastar projetos que serão implementados a 20% da efetividade pretendida. Planeja um NapaOc, e no final acaba somente com o casco inacabado…planeja um Nae…e fica com 6 gaviões sem ninho….
    .
    Reconhecer que não haverá já sera um grande impulso para mudança e gastar no que dá e no que será possivel replicar o milagre dos pães, seja com corvetas ou NapaOc ou Fragatas…

  70. Já que a marinha não tem dinheiro pra comprar navios que compre aviões pelo menos

    22 aviões Embraer 190 versão Patrulha marítima + 24 Gripens com Excocet já negaria k mar para muitas Marinhas do mundo

    Mas eu tô sonhando d+

  71. Srs
    Jovem Carvalho
    Qualquer organização precisa saber qual é a sua razão de ser e estabelecer objetivos e metas para cumprir o seu papel.
    A MB é uma organização que tem como razão principal de ser, a defesa, no mar, do Brasil e seus interesses.
    Como em qualquer instituição, definidos seus objetivos e metas, o que, no caso, significa uma discussão da sociedade brasileira (seus representantes), os setores técnicos (MB) precisam encontrar as soluções possíveis e de melhor custo benefício.
    Em geral, o cobertor é curto e, em consequência, o setor técnico precisa suar a camisa para encontrar as soluções de menor custo e/ou convencer a diretoria a soltar mais dinheiro se o disponível for insuficiente.
    Assim é que funciona nas empresas e precisa funcionar no país (é só observar o que acontece no Tio Sam com as batalhas por verbas no congresso).
    Ou seja, o Brasil precisa estabelecer qual ou o que pode representar perigo para sua sobrevivência ou prejuízo aos seus interesses e a MB precisa se preparar para cumprir seu papel, e isto inclui ter uma visão clara das necessidades, uma busca contínua por eficiência e uma batalha constante na burocracia do governo para obter os recursos necessários.
    Se, por exemplo, pela avaliação de nossos estrategistas, existir uma probabilidade significativa de que o país seja atacado por forças navais, a MB terá que se virar para encontrar as melhores soluções para enfrentar e vencer tais forças, soluções que representem o menor custo possível. E se tais soluções representem um custo acima da verba disponível, a MB terá que batalhar por mais verbas ou realocar recursos que já dispõe através do corte de gastos em atividades menos prioritárias.
    O essencial para a MB e para o país é que ela cumpra sua função principal, a defesa da nação brasileira.
    Sds

  72. Prezado amigo Dalton,

    Quando as CCI e a ‘Barroso” foram construídas, utilizou-se técnicas de construção muito mais demoradas do que se pretende utilizar para construção das CCT, com blocos e megablocos. Essa é uma das tecnologias que a MB quer receber do estaleiro vencedor do certame.

    Mesmo assim, particularmente acredito que a primeira ou as duas primeiras tenham megablocos construidos no exterior para acelerar a construção e servir de aprendizagem para nossos engenheiros e técnicos.

    Grande abraço

  73. Prezado Carvalho2008,

    A MB precisa de navios escolta com deslocamento maior do que as CCT, concordo com você. Uma Esquadra composta somente por corvetas não irá atender as necessidades da MB para cumprir suas tarefas.

    Em 2005, antes da nova END e do PEAMB, sob o comando do Alte. Frade Carneiro, elaboramos o PRM para os próximos 20 anos (2006-2026). O PRM previa a obtenção, por construção, de 8 escoltas de 6.000t. Esses navios deveriam ser capazes de cumprir todas as tarefas dos escoltas (AAW, ASuW e ASW).

    O PRM também contemplava a aquisição, por construção no AMRJ, de 4 submarinos Type 214.

    Infelizmente, o PRM foi substituído pelos PRO….

    Quanto ao seu questionamento, justamente pela falta de recursos foi decidido construir escoltas de menor deslocamento e com sistemas de armas menos capazes neste primeiro momento, deixando as de maior deslocamento e complexidade para quando houver orçamento mais compatível, ou seja, quando o PROSUB não demandar tantos recursos quanto hoje.

    Grande abraço

  74. Prezado amigo Nunao,

    Também tenho estado afastado, por falta de tempo. Procuro ler sempre todas as matérias, mas para comentar, não tenho tido tempo.

    Tanto a Júlio de Noronha quanto a Jaceguai se beneficiarão de sobressalentes advindos da Inhauma e da Frontin. Todavia, a Jaceguai precisará passar por um PMG semelhante ao da Júlio de Noronha.

    Ainda não há previsão de obtenção de novos AHTS. Seria mais econômico que operar o Tridente e Guilhobel, mas os recursos não permitem.

    Grande abraço

  75. Prezado Bavária Lion,

    A revitalização das FCN não prevê a remotorização dos navios. O programa prevê, basicamente, colocar para funcionar tudo o que ja está instalado nos navios, não será uma modernização complexa como foi o MODFRAG.

    Não haverá modernização nos motores nem no armamento. Poucos sistemas deverão ser substituídos por novos (Diferentes dos atualmente instalados nas FCN). Estão limitados àqueles desenvolvidos pela própria MB

    Grande abraço

  76. Eu gostei do sonho do Delfin. E imagino que esse sonho seria o excelente. se o excelente é inimigo do ótimo e o ótimo do bom … pra um plano de reestruturação eu dividiria por 3 e tiraria as coisas grandes para termos algo possível/viável e preferencialmente em paralelo.
    .
    Navios de batalha :
    – 3 fragatas 6.000 tons. com canhão 76, 1 heli, ASW, ASuW, AA. (Encabeçando, cada uma, 3 grupos tarefas, e revesando entre si como cabeça da esquadra na ausência do Bahia)
    – 3 corvetas Tamandaré do jeito que planejaram (Eventualmente substituindo as fragatas como líder de grupo tarefa, e pareando com elas os GTs quando possível)
    Todos com v.máx. acima de 30 nós
    ….
    – Esses 6 navios Capitaneados pelo Bahia + um (ou dois) navio novo de logística seria a força de superfície (esquadra) nova e de reação da marinha. As Amazonas poderiam se ajustar a esquadra nas necessidades, provavelmente com uma “escoltando” o NApLog.
    – cada Grupo tarefa com um par de fragata+CCT com uma amazona e 4 NPa500 poderia cuidar de 1/3 do Atlântico para uma intervenção geral mínima, estando todos disponiveis claro.
    ….
    Navios patrulha :
    3 OPV classe amazonas do jeito que veio + os 3 rebocadores com.adição de armamento orgânico do jeito que der. (Depois das 3 covertas e 3 fragatas novas + 3 OPV classe Amazonas com capacidade de receber heli ASW, ASuW e MAGE, containers de mísseis ASuW e AA, módulo ASW rebocável com sonar.)
    .
    – inicialmente 12 NPa 500 classe Macaé, dois pra cada DN do Atlântico. (Pulando pra 18 depois das 3 Amazonas com heliponto)
    Todos com v. máx. até 25 nós.
    .
    Submarinos ( não vamo mecher nesse buraco)
    – 4 SSDE
    – 1 SSN
    .
    Aviação
    – 12 helicópteros novos. 6 para os navios de combate novos, 3 para o Bahia e 3 pra revesar na manutenção em terra.
    ……
    :: Sobre fragatas e as Tamandaré ::
    Conseguindo essa configuração de navios novos apresentada acima, poderiamos adicionar pacotes de 2 CCTs e 2 fragatas com atualizações até chegar em 9 (provavelmente com as 2 últimas substituindo as duas mais surradas em sua revisão de meia vida)
    .
    Se algo acontecer nesse sentido manteria a frota combatente em 14 (lá pra 2040) com 7 fragatas e 7 corvetas com pares de níveis diferentes de tecnologia e com um ciclo de renovação mais conciso. Pacotes constantes de 2 navios manteria alguma cadência no mercado produtivo interno. As que dessem baixa colocava pra vender com um pacote de meia vida pra forças amigas gerando algum alento para a indústria tb.

    Ficou grande a abstração.. que tu acha Sr Delfim?

  77. Prezado Sr Control , o Sr esta correto. Por isso insisto q o maior obstaculo e o politico. Temos q ter representantes no Congresso. Apenas o MD nao vai senbilisar o executivo. Se o Comandante Geral nao quiser a coisa nao sai do jeito q tem q ser feito ou entao nao tem continuidade. Tem q haver uma mudanca de paradigma.

  78. Mestre Marco,
    .
    A representação no Congresso se faz pela força empresarial, que numa democracia saudavel acaba representando tambem os trabalhadores, tecnicos e profissionais daquele seguimento.
    .
    Enquanto a MB possuir apenas um projeto de Marinha de Guerra, nunca tera apoio ou lastro politico suficiente para seus pleitos.
    .
    No dia que ela possuir um projeto de Marinha mercante que por consequencia arrasta toda uma cadeia industrial e logistica de verdade, ai sim haver uma razoavel fraçao de sociedade imanada nos mesmos pleitos.

  79. Prezado Carvalho bom dia! Entendi seu ponto de vista. Teriamos um projeto estrategico q abarca o mundo civil viabilizando o projeto militar , assim como faz a Embraer. Nao e uma critica o que vou dizer, apenas reflexao respeitosa mas vejo os nossos militares muito fechados em questoes militares como deveria ser. Mas a solucao dessas questoes passa pelo mundo civil que tem outras regras. Nao se trata de despersonalisar a cultura militar, longe disso, mas de se aprender a sobreviver em ambiente hostil, com outras regras. Adaptar. Essa manobra de ataque frontal so leva a um atrito com desfecho inconclusivo. Que tal atacar no ponto mais fraco tal como em Golam no Yom Kipur? E isso diz respeito a midia tambem. Todo dia o jornalista Boechat bate nas Forcas Armadas. Era o caso do MD ligar p a Band e falar ” queremos prestar esclarecimentos no ar, rebater isso ai q esta sendo dito etc etc” , em of ligar pra direcao da band e falar ” q diabo vcs estao querendo fazer? A quem vcs estao servindo? Ao Brasi??”
    O militar tem que aprender a fazer politica. Posso t afirmar que a PM aqui em Minas nao deixa essas coisas desse jeito nao. Pelo menos ate aqui. Temos um campo enorme para explorar. Seguranca esta na ordem do dia.
    Grande abraco.!

  80. Nós já tivemos uma Marinha com força de superfície que possuía cruzadores, vários destroyers e um porta-aviões operacional. Hoje nós só temos umas poucas corvetinhas meia boca e fragatas anciãs na UTI, em seus últimos suspiros. Já estamos chegando em 2018, e em breve a MB será apenas uma lembrança dos saudosistas. Tristeza!

  81. Fernando “Nunão” De Martini 30 de novembro de 2017 at 21:17
    .
    Pessoalmente, não achei que o tivesse atacado ou ofendido. Reconheço que o foco do site não é análises econômicas, não entrarei mais nesta seara. No mais, feliz com a aula de planejamento e desenvolvimento econômico, nem Ciro Gomes refuta as teses liberais de forma tão sucinta e direta.

  82. Uma das matérias mais importantes do Poder Naval.Exercito,Aeronáutica,Marinha Com um orçamento combinado de 30 bilhões de dolares anuais, Tudo está sucateado ou de segunda mão. Algo está muito errado.CEntenas de milhares de militares.

    Insisto que 68000 mortes violentas no Brasil por ano maior que que guerra atual, incluindo vietnao, arabes-Israelenses, Guerra na África.ano, nossa intranquilidade no dia a dia.

    Nas ruas da franca vemos soldados ajudando a patrulhar e isso será bem mais verdadeiro com passar dos anos.

    Exércitos fazem planos de 5 anos ou 10 anos, sabendo o que eh necessario, e se há novo motivo, aumenta-se o Orçamento. Os civis não tem ciência de qqr plano plurianual da força, e há motivo para isso vindo do planalto.

    A minha opinião, eh que no próximo governo, estadual e federal, chamarão as forças armadas para participar dessa guerra civil. Logo, negar contrabando de armas e drogas eh essencial. Não navio anti minas, mas patrulhas capazes de negar que armas e drogas produzidas fora do país passem incólumes.

    Vamos descobrir que partícipes de nossos problemas são os altos escalões de países vizinhos, conforme descrito em livro, pelo procurador de São Paulo.

    Preparamo-nos, para uma guerra contra os EUA, que não vira tão cedo ou enfrentamos nosso problema de violência interna?

    As patrulhas , OPVs e veículos não tripulados são os meios que precisamos agora, e em grande número. Patrulhar portos e rios, evitando o contrabando.junto com policiais. Sao fáceis de produzir aqui também.

    No meu entendimento deveríamos reduzir a força a metade! E ainda assim, seríamos a maior da América latina, mas mantendo o orçamento poderíamos adquirir meios equivalentes a atores por aqui.

    Tenho a impressão que os governos passados queriam colocar a força. Míngua, conseguiram!

    Era super necessário o gripen ter capacidade de pousar em aeródromo, e pagamos por isso, não teremos n aeródromo tão cedo. O gripen não passa nas defesas anti aéreas da Venezuela, que recentemente fez declarações nada auspiciosas. Também não teremos os gripen, como força tão cedo.

    Não existe uma nomenclatura internacional para definir uma opv,corveta,fragata ou destruidor, Podemos e devemos definir o que o Brasil quer e pode fazer.

    Muito países estão adquirindo navios de 2000 ton, e dando a possibilidade de armar com sistema avancadissimos que em conjunto fazem frente. A qqr ameaça. Uma corveta com + 40 mísseis multiproposito pode fazer mais que muitas fragatas de escolta.

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