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Marinha do Brasil descarta compra dos OPVs classe River Batch 1

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Três navios-patrulha oceânicos classe River, HMS Mersey, HMS Severn e HMS Tyne

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

A Marinha do Brasil (MB) descartou a possibilidade de ficar com os três navios-patrulha oceânicos (NaPaOc) classe River Batch I que estão sendo desativados na Marinha Real e foram  oferecidos à Força Naval Brasileira.

Consultado anteontem por um e-mail do Poder Naval acerca de informações que circulavam nos meios eletrônicos do Reino Unido dando conta da compra dos navios pela MB, o Centro de Comunicação Social da Marinha (CCSM) respondeu, no começo da noite desta sexta-feira (23.02), de forma breve: “Em atenção à sua solicitação, a Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha, não confirma as informações apontadas no questionamento”.

Este articulista apurou que a Marinha não chegou nem mesmo a elaborar um requerimento de detalhes sobre a classe de navios – construída na metade inicial dos anos de 2000 –, ou preparar uma “visita técnica” para concluir sobre as condições atuais dos navios.

As embarcações foram descartadas, de forma rápida, após a chamada “análise de conveniência” da compra das unidades.

Apesar de os barcos da classe River original, de 1.700 toneladas de deslocamento, serem unidades consideravelmente novas, a avaliação acerca delas foi fortemente prejudicada pela falta de um convés de voo no projeto da embarcação.

Na Marinha do Brasil, a avaliação de um meio se inicia no momento em que ele é oferecido à MB.

Depois vem a análise de conveniência para a Força. Em seguida o requerimento, por parte da MB, de detalhes sobre o navio e a visita técnica para apurar suas condições reais.

Só depois disso é que vem a etapa da negociação do preço e das condições de pagamento.

No caso dos classe River ofertados, a MB, na tarde de ontem, sexta-feira, entendeu, após análise da conveniência, que as unidades não atendem aos requisitos que ela define como indispensáveis para este caso, e descartou a aquisição.

Segundo informações publicadas nas redes sociais no Reino Unido, o HMS Clyde que possui convoo e será desativado em 2019, também foi ofertado ao Brasil

110 COMMENTS

    • Acho que essas três unidades sao muito parecidas com as da classe amazonas, entao não seria muito difícil adapta-las e só espero que a MB volte a tras e compre porque com tao pouco dinheiro que ela tem não pode perder essas oportunidades ja que sao relativamente novas

  1. Pode ser que nesses próximos 5 anos surja opção melhor, com convôo. Mas talvez não. E nesse caso, daqui 5 anos, comentaremos: ah, se tivesse comprado as River em 2018…

  2. Os Distritos Navais, se tiverem interesse nos navios, podem entrar com recurso interno pedindo revisão do Parecer?? Seria uma forma de amadurecer o assunto dentro da instituição.

  3. Uma pena, mas acho que o bolso falou mais alto, espero que quando o HMS Clyde for oferecido seja melhor apreciado pois não vai ter a desculpa da ausência de convoo.

  4. Bom eu soube que a Regia Marina( Marinha italiana) irá aposentar todos seus navios de patrulha ate 2025, Comandanti class,Sirio class e Cassiopea class. As vezes é por isso que a MB não quer esses navios

  5. Rennany Gomes, também acho que o que mais pesou foi o bolso, creio que depois da aquisição do Ocean , que a MB teve que fazer com seus próprios recursos, não sobrou absolutamente mais nada no bolso da mesma, paciência, bola para frente, melhor a MB já ir juntando algum $$$$$$$ desde agora para quando surgir a oportunidade de um dos waves ela ter algum $$$$$$$ no bolso caso ela chegue a conclusão que a compra seja interessante

  6. Augusto L, não sei não, a cassiopeia class de quatro navios foi construída no final década de 80 e entraram em operação na marinha Italiana em 89, 91 e 92 e usaram técnicas civis em sua construção, não creio que a MB esteja interessada nessa classe quando a mesma terá mais de 30 anos quando derem baixa

    • Segundo alguns comentaristas ingleses no Twitter, os OPV classe River serão vendidos para o Brasil, inclusive o HMS Clyde, que será desativado em 2019.

  7. Verdade Marcos.
    Eles sabem que os chilenos também estão muito interessados nelas.
    O Brasil tem excelentes projetos de navios patrulhas, o que falta é o interesse no GF. Não sabem como dois estaleiros sendo responsáveis por construir os navios, daria sobrevida as essas empresas e segurança de trabalho para dezenas de pessoas. Mas…

  8. Uma pena . .e erro de avaliação ao meu ver .. duvido q tais unidades custariam mais q 30 mi de libras .. nossa costa e bem pequena pra dizer o contrario ..pena ..
    mas sendo uma pouco ”inocente” , parece ser aquele tipo de noticia q era vinculado ao OCEAN quando a MB tb ” descartou” por um momento .. me leve a crer q a ”oferta” simplesmente ainda n existe .. afinal apenas 1 foi pra reserva ..veremos , mas caso de fato for ”real” a falta de interesse .. seria bom a MB reavaliar tal ”oferta” ,um pouquinho de humildade rever tal decisão , ao meu ver precoce devido a necessidade e falta de escoltas n se pode dar ao luxo de perder oportunidades como essa . ate pq n existe nem previsão de novas ”amazonas” nem mesmo num medio prazo .. , afinal de norte ao sul do pais o q nos falta e a efetiva presença nos mares de nossa ZEE …. tais unidades seriam fundamentais no Sul ou Nordeste do País….. o fato de n possuir ”heliponto” soa como mera desculpa esfarrapada .. talvez visando interesse futuro do ”ENGREPON” e suas NaPaOc … problema e q novas nem tao cedo … complicado , e decepcionante

  9. Amigos,

    O convoo é fundamental para operações distantes do litoral, onde a capacidade de poder levar consigo um vetor aéreo embarcado se torna essencial para ampliar a consciência situacional da própria embarcação.

    Qualquer meio aéreo operando de um convoo, tem seu alcance operacional bastante estendido, posto o vaso levar a aeronave a distancias maiores, além de servir de ponto de reabastecimento e oferecer um ponto de pouso móvel para helicópteros baseados em terra. Deslocar-se para o navio e operar diretamente deste, também garante uma reação mais rápida do meio aéreo em qualquer situação em alto mar.

    Definitivamente, não é possível pensar em um NPaOc para a MB sem se pensar em um convoo ( e preferencialmente um hangar ).

  10. Decisão acertada.

    É melhor pegar esse dinheiro e dar para 2 estaleiros nacionais construírem OPVs, pelo menos 2 em cada estaleiro. Seja um projeto próprio ou seja a classe Amazonas.

    Assim vamos treinando a indústria naval brasileira para construir embarcações maiores como fragatas de 6 mil T e porta-aviões.

    Essa classe river batch 1 não atende às necessidades da marinha…nem comporta helicóptero!

    • “É melhor pegar esse dinheiro e dar para 2 estaleiros nacionais construírem OPVs, pelo menos 2 em cada estaleiro. Seja um projeto próprio ou seja a classe Amazonas.”

      Que dinheiro?
      Essas eventuais compras de River Batch I não estavam no orçamento, então não existe esse dinheiro.

  11. Fui nessa postagem do NavyLookout e encontrei esse comentário:

    “The Brazilians must be laughing all the way to the bank”

    KKKKKKKKKKKKKKKKK

    Coitado dos ingleses, estão perdendo tudo aos poucos.

  12. Albion
    Bulwark
    Type 23
    3 River
    Clyde

    Da pra melhorar nossa marinha e garantir uma boa operação pelo menos ate 2030 por um preço certamente bem pequeno.

  13. Parabellum …..Acho q da sim .. ao menos ao q suporte um ”ESQUILO”.. ou futuramente H-145M da vida ….problema e ”custo” e se realmente vale a pena ..mesmo assim mesmo pra MB vejo como no minimo exagerada ”descarte” de tais navio por essa deficiência (se é q pode ser considerado uma ) .. veja bem .. A ”River” è um ”Patrulha” .. e mesmo na MB veja o exemplos da Classe Bracuí .. ou mesmo Macaé .. vantagem da River e ”tempo no mar” .. Fato das atuais ”Amazonas” contarem com tais capacidade de contar com ”heliponto” n significa q as mesmas contam 24 h com um embarcado ..pelo contrario .. e bem ”raro” .. na maioria das vezes apenas em exercícios pra manter o pessoal adestrado… (unica missão ”real” de uma amazonas com um heli ”’orgânico” foi em missão pela ONU no Libano se eu n me engano.. na qual contava com um ”Lynx” )

  14. “Marcos 24 de Fevereiro de 2018 at 17:38”

    Marcos,

    A RN estará recebendo 5 novos OPV’s em substituição/acréscimo aos 4 atualmente operados, logo, a tua afirmação de que estão “perdendo tudo” não procede neste caso.

    O que muitos lá defendem é a manutenção desses meios que serão desativados pela RN, para atuação junto à Border Force.

  15. E o que custaria uma adaptação doe um terraço para pousar o helicóptero. Temos exemplo de adaptações que deram certo.
    Sinto muito que o parecer seja contrário a aquisição, pois a MB de novas aquisições de aquisição, para voltar a ter a mobilidade, melhores condições de patrulha da nossa costa, e de variados navios, pois não se faz uma marinha só com corvetas, navio de transporte e desembarque, precisamos de variação e quantidade maior, e em condições de operar.

  16. Não entendo… Nenhum classe Grajaú ou Bracuí tem convôo (sendo esses o grosso dos patrulheiros da MB). O Macaé mesmo, raramente suspende com aeronave. Fora os Amazonas, nenhum patrulha tem convôo (não menciono os patrulhas fluviais). Dessa feita, esse papo de “não serve por que não tem convôo” me parece furado. Ou não foi oferecido, ou acabou “la plata”. Uma pena, seria mais humano para as tripulações dos patrulhas distritais, embarcar em um navio desse tamanho, que tem autonomia maior também. Agora é torcer para esses rumores serem falsos e que possam vir os novos-velhos vasos de guerra!

  17. Nunes-Neto 24 de Fevereiro de 2018 at 17:16
    Walfrido ,posso estar errado mas Belém têm sim helicopteros, “base Aeronaval de Val-de a-cães”!
    Nunes-Neto, existe a Base Naval de Val-de-Cães, a aviação de helicopteros navais em Belém está em estudos, mas cortaram parte da verbe.
    Vou postar esta informação do PlanoBrazil, não sei se pode, se não puder os editores podem apagar.
    . http://www.planobrazil.com/aviacao-naval-marinha-corta-metade-da-verba-reservada-a-criacao-do-esquadrao-de-helicopteros-de-belem-mas-fab-pode-ajudar-com-cessao-de-hangar-para-a-unidade

  18. Thom 24 de Fevereiro de 2018 at 17:21

    “Eles sabem que os chilenos também estão muito interessados nelas.”

    Só se forem quase de graça pois o Chile constrói seus próprios OPV de 1700 ton. com convoo.

  19. Walfrido, obrigado pela informação , quando era adolescente eu passava sempre na frente da Base e recordo de ter vistoum helicoptero esquilo, mas pode ser que esse estivesse ali só por causa de alguma missão!

  20. Glasquis7, o Thom estava se referindo ao também interesse do Chile nas type 23 que é perfeitamente conhecido pela MB. Em nenhum momento o Thom disse que o Chile estava interessado na classe river

  21. “Eles sabem que os chilenos também estão muito interessados nelas.”

    Só se forem quase de graça pois o Chile constrói seus próprios OPV de 1700 ton. com convoo.

    É lamentável que o Chile possa fazer isso e a MB não consiga.

    Não deixa de ser engraçado como a marinha está mais preocupada em construir um porta aviões a médio prazo do que construir novas OPVs que seriam muito mais úteis. Palmas para o comando da marinha . . .

    • “Não deixa de ser engraçado como a marinha está mais preocupada em construir um porta aviões a médio prazo do que construir novas OPVs que seriam muito mais úteis.”

      Daniel,

      Só se 15 ou 20 anos daqui pra diante (ou seja, mais ou menos 2035) for considerado médio prazo, pois até lá o que se pode efetivamente esperar é planejamento, estudos e eventual projeto para um possível navio-aeródromo, e não construção. A não ser que outros programas bem mais prioritários, hoje em andamento ou prestes a isso, tenham sucesso mais rápido do que esse prazo.

  22. Amigos, pergunta de leigo, então relevem se for muito tosca. Mesmo não tendo convoo, seria possível nesta classe, ou em qualquer outra com algum espacinho plano, se fazer adaptações para receber drones de médio porte para vigilância? Se sim, isto teria alguma eficácia na patrulha?

  23. È uma pena mesmo poderíamos ter 3 patrulhas bons e por um bom preço,se for por falta de grana pedi um adiantamento por meirrellles ou pro temer sei lá para quem mais é ano eleitoral mesmo.Mas sei que eles vendem fácil para um Pais amigo torço pelo chile,ou Uruguai que seria interessante.mas espero que eles pelo menos levem em consideração em façam algumas reuniões são comprar de oportunidades e veem ai o oceam,e sabem que tem que liberar fragatas para grupo de proteção,e tem que ter patrulhar para cobrir a lacuna.

  24. Olha um comentário que achei na postagem do twitter britânico:

    “How come Brazil has all this money for their navy, and we don’t for ours?”

    Estão preocupados.

  25. Toda e qualquer assessoria de imprensa só informa, mas nunca afirma …

    Lemos no texto divulgado pela MB que “Em atenção à sua solicitação, a Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha, não confirma as informações apontadas no questionamento”, e, sinceramente, por ele não se conclui – incontroversamente – que a aquisição está “descartada”, conquanto não se possa também afirmar o contrário … Nem mesmo as citadas apurações subsequentes dirimem as incertezas.

    A mim, a MB está navegando no assunto, sensível que é, com as luzes apagadas e conforme as ondas, o vento e a rota a que se propõe …

    Ainda estou no aguardo de uma afirmação e não informação.

  26. Galante, o fato de que a marinha chilena não tenha PROSUB, não quer dizer que ela não tenha problemas também. Eles, assim como nós, tem uma grande costa para patrulhar. Se eles estão construindo ou não, eu não posso lhe afirmar. Mas o fato é que de novo estamos discutindo na aquisição de “compras de oportunidade” em vez de fazê-las aqui.

    Você se lembra da matéria sobre as fragatas Niterói (F40 aos 40)? Sobre aquela parte de após todo o investimento que foi feito na compra de máquinas e treinamento tudo foi perdido porque não foi dada continuidade na construção naval brasileira? Será possível, que com o projeto da Amazonas (ou uma adaptação/projeto novo) a marinha não consiga se programar, mesmo com os gastos com o PROSUB, para fazer um mísero OPV por ano? Pelo menos para os técnicos continuarem trabalhando e treinando? Eu acho difícil acreditar. E essa é a origem de todas as minhas críticas ao comando da marinha, que embora tenha melhorado nessa gestão, ainda está longe do ideal.

  27. E’ triste !!! Se os três patrulheiros não serão comprados, pelo menos o HMS Severn devem ser comprados. O HMS Severn, provavelmente, vai ser desmantelado e será vendido como sucata, pelo um valor ínfimo. O meu olhar, diz que se fosse uma proposta bem baixa + – £ 5 milhões, talvez a RN aceitasse . Eu sei que existe uma doutrina, mas, existem exceções. O HMS Severn, serviria como uma luva, para patrulhar nos rios da Amazônia. Se estou completamente errado, me desculpa. E se a MB olhassem com bons olhos? O sonho, e’ realidade !!! Deixo a todos um abraço cordial.

  28. EM EPISÓDIOS ANTERIORES:

    Numa livre especulação daquela manhã do dia 19 de fevereiro, em Plymouth – Inglaterra, onde o Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Luiz Henrique Caroli, representando a Marinha do Brasil, assinou o contrato de transferência do HMS “Ocean” junto às autoridades do Ministério da Defesa britânico, parece ter havido essa oferta de balcão:

    RN: “E aí, caro Almirante, quer levar também algumas OPV, classe River? Pacote embalado com três?”

    MB: “Teria umas quatro, tipo 23, sobrando num precinho camarada?”

    RN: “Caro Almirante, se eu der as tipo 23 a vocês depois do Ocean o povo inglês restitui a guilhotina no Reino e o meu pescoço vai reinaugurá-la …”

    MB: “Ok, vou lançar a idéia das OPV e ler o que os foristas do Poder Naval acham. Depois retorno.”

    RN: “All right.”

    MB: “Já é.”

    CONTINUAÇÃO:

    MB: Os foristas do Poder Naval, em sua maioria, adoraram a ideia. Alguns especulam até em como “tunar” as River.

    RN: Tunning? Oh, my God …

    MB: O que houve?

    RN: O senhor não está lendo o Twitter? “The Brazilians must be laughing all the way to the bank”; “How come Brazil has all this money for their navy, and we don’t for ours?”

    MB: Vão guilhotiná-lo pelas River também? O problema não era só se vocês nos dessem as type 23? Quer que eu desconfirme a confirmação?

    RN: O senhor faria isso pelo meu pescoço?

    MB: Já é. Vamos esperar as coisas esfriarem. O povo inglês já perdeu o Ocean. Eles estão tensos. Daqui a pouco vão dizer que vamos levar o HMS Queen Elizabeth … A propósito … Ah! Deixa, depois falamos sobre isso …

    RN: Thank you very much!

    TO BE CONTINUED …

  29. Verdadeiramente espero ainda que a MB ainda adquira esses navios (se o preço deles for conveniente, claro). A ausência de convôo não impede a utilização dos meios como NPaOcs, basta designá-los com funções adequadas. O meio é limitado nesse sentido, mas o preço também será menor. No entanto, não há mágica, se não há dinheiro para isso, paciência, a Marinha faz o que pode.

  30. Fernando “Nunão”, eu estava pensando em 10-15 anos que é mais ou menos o tempo que as Tamandaré devem demorar para ficar prontas (Espero!). Mais ou menos por aí, as Amazonas deverão passar por algum tipo de atualização, que será uma ótima oportunidade para padronizar equipamentos (o que geralmente é sinônimo de diminuição de custos) com um novo lote de OPVs. Acredito que com esse litoral imenso para proteger, seria muito mais inteligente por parte da marinha investir em novos navios patrulha do que em um porta aviões.

  31. Acredito que a resposta ao e-mail não seja conclusiva. Repórter competente que é, o Roberto dá umas cutucadas para ver se apura alguma coisa. Ele acertou com o Ocean, é bom lembrar, usando o mesmo método.No meu modesto entendimento, helicóptero seria fundamental apenas se se tratasse de compra nova, não de oportunidade. Aí estão os Amazonas e, não recentemente, os navios de apoio oceânico, os primeiros sem hangar, os últimos, sem convés de voô.

  32. Estes batch 1 não eram falhos e pouco armados para combate? Ou me enganei?
    Acho que poderíamos ampliar a classe Amazonas.
    Questão de logística.

  33. Willhorv 24 de Fevereiro de 2018 at 22:43
    Não sei sobre falhas, mas é um navio patrulha, não de combate. O armamento que ele precisa não é nada extraordinário, e seu canhão de 20mm é suficiente.

  34. A julgar pelo tom da resposta, aposto minhas fichas que a marinha está é tentando uma forma de financiamento para esta aquisição, 3 que darão baixa até dezembro e o HMS Clyde em 2019, devem estar fazendo as contas para achar uma forma de pagar pelos 4 navios patrulha.

  35. É uma pena que a MB deixe de comprar esses navios. São relativamente novos, e, mesmo sem convoo, poderiam embarcar um Boeing ScanEagle, já testado pela MB, o que multiplicaria sua capacidade de patrulha. Já escrevi em outro post pertinente, os DN ficariam muito mais aptos para desempenhar suas missões.

  36. Acho que o próprio conceito de “compra de oportunidade” explica a aparente recusa nesse momento.

    Os navios em tela estão aquém das especificações da MB, a grana tá curta e, além do PROSUB, há o Projeto CCT/FCT. Senhores, a MB não enfrenta só falta de grana, desafios técnicos e necessidades operacionais. Ela enfrenta, ainda, desafios políticos sérios, quase o “inimigo” eu diria.

    Depois do Ocean, de estar prestes a lançar o Riachuelo e de ter conseguido verba para as CCT/FCT (os 2 bi para a Engepron), o Comando deve avaliar muito bem suas próximas escolhas para não dar tiro no pé.

    Na minha modesta opinião, os River podem ser uma aparente e apetitosa solução para a patrulha, mas comprá-los agora pode inviabilizar umas Type 23 no futuro bem próximo (ainda que a RN se posicione cada vez mais no sentido de que não vão ocorrer baixas antecipadas), ou mesmo os Albion e Bulwark. Tenho a mais absoluta certeza de que os “çábios” congressistas não conseguem distinguir uma canoa de um encouraçado, ou um DDG de um NaPOc.

    Assim, minha modesta tese é de que a MB não vai de River porque com grana curtíssima e boas possibilidades logo aí na frente, eles não valem a oportunidade. Agorta, se as tais oportunidades não se concretizarem…

  37. Olá Colegas. Eu também acho que a MB já está no limite orçamentário. O ProSub consome cerca de 1% do orçamento do MinDef (ou 10% do investimento em equipamentos novos). A coordenação de desenvolvimento do Submarino Nuclear tem consumido cerca de meio bilhão de reais por ano (antes era da ordem de um bilhão). O Ocean custou quase 400 milhões (não sei se foi de uma vez ou foi o pagamento será parcelado). Contudo, antes de mencionar questões orçamentárias, é preciso ter uma dimensão de qual seria o preço destes 3 navios. Pode ser que estejam dentro do orçamento do MB mas não atendam a necessidade da MB (isso a gente já sabe). Acho que é bom ter um pouco de cuidado para falar em questão orçamentária sem saber os números. Senão fica tido no mito, no boato.

  38. Ozawa 24 de Fevereiro de 2018 at 22:10
    ” Daqui a pouco vão dizer que vamos levar o HMS Queen Elizabeth … A propósito … Ah! Deixa, depois falamos sobre isso …”

    Kkkkkkkk…
    Acho ótimos os comentários do Ozawa. Além do vasto conhecimento e de textos muito bem inscritos, ainda nos brinda com uma boa dose de humor.

  39. “Fernando “Nunão”, eu estava pensando em 10-15 anos que é mais ou menos o tempo que as Tamandaré devem demorar para ficar prontas (Espero!).”

    Pois esse é o meu ponto, Daniel, se é esse o médio prazo do qual escreveu no comentário anterior, não há construção de NAe nesse prazo, e sim estudos e projetos.

    Nos próximos 10 anos as prioridades são a conclusão do Prosub e da classe Tamandaré, e nos 5 a 10 anos seguintes a continuidade e novos passos de submarinos e corvetas / fragatas, numa cadência mais sustentável e constante, mas também outras construções e obtenções necessárias, porém muito mais baratas, entre as quais NPa NPaOc, assim como eventuais compras de oportunidade, encaixadas no orçamento.

    Construir NAe (combinados ou não a substitutos do Ocean e do Bahia) é coisa pra começar a fazer daqui a 15 ou 20 anos pensando de forma otimista, a não ser que tudo que vem hoje como prioridade ande mais rápido do que se espera.

  40. Ozawa 24 de Fevereiro de 2018 at 22:10
    Muito bom, tomara que nos próximos capítulos se confirme a compra incluindo o Clyde.
    Apesar de não ter convôo seriam úteis para a MB.

  41. Ansioso para o dia em que eu veja uma noticia de venda de equipamentos usados e ninguem fale ,”bem que o Brasil (EB,MB,FAB )poderia comprar “.Se as forças armadas do Brasil tivesse comprado tudo que alguns comentaristas sugerem ,seriamos o maior país em compra de material usado …

  42. BILL27 25 de Fevereiro de 2018 at 12:31
    Permita-me discordar.
    Não vejo vergonha em comprar material usado, desde que tenhamos alguns projetos de construção própria, na medida da capacidade. A compra de oportunidade é uma forma de adquirir bons meios a preço baixo, economizando o dinheiro do contribuinte. Não temos a capacidade econômica dos países mais ricos para podermos comprar tudo novo, pois nosso passivo financeiro, sócio-econômico e de infra estrutura é enorme.
    Seria a mesma coisa eu ter vergonha de comprar um carro usado.
    Vai dar briga, mas um exemplo é a Armada do Chile: suas 8 fragatas podem ser consideradas as mais atualizadas da América do Sul, e foram todas compras de oportunidade.

  43. Nilson 25 de Fevereiro de 2018 at 12:44

    Não é isso brother …Comprar coisa usada não tem problema .O lance é que tudo que aparece vendendo ja acham q teriamos que comprar rs.F-5 usado ,helicoptero cobra,A-4 de Israel ,fora os que eu não lembro .Ainda bem que a MArinha é racional na hora de adquirir seus meios

  44. O engraçado é que esta rolando a maior polêmica lá no Reino Unido porque a Royal Navy utilizou precisamente um desses barcos para interceptar e acompanhar barcos russos que estavam de passagem pela costa britãnica

  45. Caríssimos: Comentário do CA Luiz Monteiro em 23 de fevereiro às 22h55min (postado em “Marinha do Brasil avalia compra de três OPV classe River da RN”):
    “Prezados,
    O Roberto Lopes apurou bem, os navios foram oferecidos e a análise de conveniência (não confundir com análise técnica/visita aos navios-isso não ocorreu) foi realizada.No momento, acho difícil estes meios virem para a MB.Grande abraço”
    De outro lado, me parece que na cerimônia em Itaguaí, o Ministro Jungman havia dito que também seriam comprados navios Patrulhas. Pode ser que não sejam estes. Mas não me surpreenderia se foram. É que a conveniência pode na verdade apontar por um caminho diverso do imaginado e em um tempo diferente.

  46. Pôhh! De novo tive mais um comentário não publicado. Que ainda era uma colaboração informativa do novo submarino Riachuelo, esclarecido ser off topic.
    Não fiz nenhuma menção partidária, ataque pessoal, coisa que nunca faço.
    Qual está sendo o problema então?
    Minha visão que tento ser a mais realista e verdadeira possível, sem preconceitos mas com honestidade crítica sobre os fatos ao nosso redor, já que não convém a linha editorial personalística do que serve ou não aos comentários, não incomodarei mais então o panorama com horizonte curto, para minhas considerações, deste espaço de participação que me bloqueia.

    Isto não é PIT, mas aceitação de que estou sendo inconveniente apos mais um simples comentário ser cortado.. Não tenho mais idade para isto, sou bem mais velho que muitos aqui e já vivi um riqueza de fatos que me dão mais ampla visão sobre muitas coisas.

    Agradecido!

  47. Graças a Deus! Uma boa decisão, estes navios não servem para combate. Já estão velhos e precisariam de uma boa reforma (mais dinheiro gasto). A MB esta precisando mesmo é de alguns navios de escolta, leia-se TYPE 23 e ela está aguardando a oferta!

  48. Os suditos da Rainha precisam de grana para indenizar sua saida da União Européia, o tal de BREXIT. Ao dar baixa de navios de utilidade duvudosa fazem duas coisas: reforçam o caixa e reduzem custos de operação e manutenção. A hora é de comprar deles o que for possível: Ocean, OPV, Type 23, helicópteros Lynx navais, etc… Dinheiro para outras coisas menos importantes tem. Um ou dois contratos de soja para a China pagam isso.

  49. Ok, não tem previsão no momento, mas se a justificativa for “não ter convoco”, acredito que não seria grande impecílio sua construção, já que o terceiro desta classe o possui (o que deve ter sido adaptado ao projeto original, então…..).

    Se no próximo ano fiscal a RN. não tiver conseguido um comprador, acredito que seria uma oportunidade importante a se avaliar.

    Quanto a substituir a Classe Bracui, até faz sentido, já que estas embarcações seriam melhor aproveitadas no patrulhamento de águas interiores, ou seja, rios. Mas no frigir dos ovos os Bracui não seria desativados, mas sim reposicionados entre os distritos navais, minha opinião tão somente.

    Até mais!!! 😉

  50. “Hélio 25 de Fevereiro de 2018 at 20:04
    Off: Estaleiro Atlântico Sul vai atrasar salários por falta de encomendas.”
    Pois é, estaleiro com capacidade ociosa para construir Tamandaré e Napa 500 BR no Brasil é o que não falta. Até junho vamos ver, no caso da Tamandaré, quais serão os estaleiros cacifados pelos construtores internacionais.

  51. Concordo com o Wellington Góes, se a MB adquirisse esses NPaOc, os NPa remanescentes da classe Bracuí poderiam reforçar o 6º e 9º DN na patrulha fluvial…

    • “Adriano Luchiari em 25/02/2018 às 21:35
      Concordo com o Wellington Góes, se a MB adquirisse ehasses NPaOc, os NPa remanescentes da classe Bracuí poderiam reforçar o 6º e 9º DN na patrulha fluvial…”

      Adriano (e, de quebra, Wellington),

      O calado da classe “Bracuí”, de cerca de 3m, não é o mais adequado a operações nos rios das regiões do 6ºDN e do 9ºDN. No ambiente fluvial, que eu saiba eles só operam na área do 4ºDN (baseados em Belém – Val de Cães), principalmente na calha do Amazonas (entre Belém e Manaus) e também, obviamente, no oceano.

      Para operar nos rios do 6º e 9ºDN, especialmente rio acima, entre Manaus e Tabatinga, entre Ladário e Cáceres, e afluentes, os navios-patrulha têm que calar preferencialmente menos de 2m. O calado dos NPaFlu classes “Pedro Teixeira” e “Roraima”, do 9ºDN e do monitor Parnaíba e da classe “Piratini”, por exemplo, fica mais ou menos entre 1,5 e 2,5m (conforme o navio)

      Melhor deixar a classe “Bracuí” onde sua operação tem sido satisfatória, metade no 5ºDN e 4ºDN. Ou concentrar os 4 navios num deles, quando houver mais novos navios das classe Macaé e do futuro NPa 500BR para ampliar o número de navios-patrulha em serviço. E seguir assim até chegar a hora de dar a baixa na classe “Bracuí”, que foi uma compra de oportunidade, originariamente não pensada para operar em rios.

  52. Bardini, isto me leva a pensar: quem garante que só havia pescadores dentro dos barcos? Pode muito bem haver espiões militares chineses. Precisamos de mais navios para patrulha com urgência; com ou sem convoo. Usem drones, sei lá, mas a necessidade existe.

  53. Alexandre Galante 24 de Fevereiro de 2018 at 20:34
    “o Chile não tem Prosub. A MB tem outras prioridades.”

    O Chile não tem PROSUB por que não precisa. O planejamento da sua frota tem permitido o uso racional dos seus recursos e embora não esteja construindo submarinos, tem, em tese, a capacidade de faze-lo.
    Mesmo assim, me agrada o caminho que tanto o Brasil quanto o Chile tem tomado. O Chile construindo seus médios de patrulha e assim ganhando Know how a um custo permissivo pra seu orçamento e o Brasil com um maior investimento numa área muito privativa pro resto de América Latina como é a construção de submarinos, desenvolvendo tecnologias que seriam muito mais difíceis de absorver por países menores. Acho que a complementação de ambos é um caminho ideal a seguir pra um futuro.

  54. Daniel Ricardo Alves 24 de Fevereiro de 2018 at 22:02
    “o fato de que a marinha chilena não tenha PROSUB, não quer dizer que ela não tenha problemas também…”

    O Chile te, sim seus problemas mas, são problemas com uma frota mais moderna e capaz do que a frota Brasileira.

    “Eles, assim como nós, tem uma grande costa para patrulhar.”
    Embora o litoral do Chile não seja assim tão maior que o do Brasil, a área de patrulha e SAR do Chile é bem maior que a do Brasil, Embora tenha gente como o Bardini considere que as áreas são similares No caso do Brasil 15.328.502 km² enquanto que a do Chile é de 26.643.900 km².
    Além desta área, o Chile, através da sua Força Aérea, tem convénios de auxílio SAR e Patrulhamento com a Nova Zelândia o que estende está área até os limites de responsabilidade da Austrália. Isto inclui obrigatoriamente, a participação da Armada do Chile nessas águas.

  55. Fernando “Nunão” De Martini 25 de Fevereiro de 2018 at 10:49: “Nos próximos 10 anos as prioridades são a conclusão do Prosub e da classe Tamandaré, e nos 5 a 10 anos seguintes a continuidade e novos passos de submarinos e corvetas / fragatas, numa cadência mais sustentável e constante, mas também outras construções e obtenções necessárias, porém muito mais baratas, entre as quais NPa NPaOc, assim como eventuais compras de oportunidade, encaixadas no orçamento. ”

    A parte pela qual mais rezo para se tornar realidade é a de “…numa cadência mais sustentável e constante…”. É só disso que as FFAAs precisam, um horizonte confiável e de continuidade. Já que estamos no PN peguemos o exemplo das Niterói para que eu me explique. E se tivéssemos chegado a 12 ou 18 unidades das Niterói, ao longo de 30 anos? Hoje discutiríamos sua substituição sem grandes lacunas (na verdade, ausências….) de meios.
    Mas o programa parou em 6 unidades e estas levaram a força de escoltas nas costas até chegarem aos 40 anos de idade. Resultado prático: estamos no vai ou racha (com grande chance de ficar no racha…)

  56. Bardini,

    “O Brasil tem de fazer SAR sobre o mar e sobre todo o território nacional.”

    Assim como todo país, além do mais, existe também a área de atuação SAR no Território Antártico que não está descrita na área marítima chilena e que como pudemos ver no incidente da Base Comandante Ferraz, faz parte da jurisdição do Chile.

  57. Falta-nos continuidade no processo de construção/incorporação. Vivemos de soluços nos últimos 30 anos. Não é de se estranhar a enorme lacuna aberta, meios obsoletos, necessidade de renovação…tudo para ontem. Um escolta novo opera por 40 anos (exemplo FCN), então temos que a cada 3,5 anos incorporar um novo escolta construido aqui, gerando empregos aqui, pagando impostos aqui. Quando aos meios distritais, é melhor nos apressarmos logo ou perderemos a função para alguma recém inventada Força Nacional Marítima. Um meio distrital novo, incorporado a cada ano, é o que necessitamos.

  58. Uma dúvida minha…..a classe Amazonas é derivada desta river batch 1, com 90 metros e hangar externo.
    As River batch 2 são mais apropriadas em questões de segurança, controle de dano e melhor apropriada para absorver os mesmos, assim como detentora de convés para helis.
    Não seria evolutivo e correto ampliarmos os NpOc com base na River block 2 ao invés destes inferiores aos atuais Amazonas?

    • “Bardini em 26/02/2018 às 12:36”

      Bardini,

      Sua lógica costuma ser muito coerente, mas em algumas ocasiões, como essa, fica um pouco difícil de entender.

      Você sempre defende que navio-patrulha tem que ser barato de manter e operar, mas aí vem com esse navio da Damen que tem quatro motores, quatro eixos e quatro hélices?

      Tudo bem que quatro motores dá mais velocidade e flexibilidade, mas também dá muito mais custo pra operar e manter do que o NPa 500 BR que você critica por causa dos itens opcionais.

  59. Se a matéria fosse: “Marinha do Brasil compra OPVs classe River Batch 1” haveria uma chuva de comentários criticando a compra de sucatas, dizendo que os barcos eram mal armados, que os sensores não eram adequados, que eram uma porcaria por não terem convoo ou hangar, que helicópteros são imprescindíveis, que não tem como colocar Exocets neles e mais um monte de coisas.

  60. Amigos,

    Insisto:

    Este seria o melhor caminho para os NPa:
    https://www.meretmarine.com/objets/500/19512.jpg
    https://www.meretmarine.com/objets/500/19513.jpg
    https://www.meretmarine.com/objets/500/19519.jpg
    https://www.meretmarine.com/objets/500/19517.jpg

    Um único eixo e um único motor diesel + propulsão de emergência. Tenho que qualquer derivação desta ‘Gowind Control’ atenderia as demandas da MB com sobras. Duvido que fique muito mais caro que uma ‘Macaé’ e duvido mais ainda que fique mais caro que esta última para manter. Põe doze no pacote e fecha tudo pra entrega até 2030.

    Já para o NPaOc…

    http://www.ejercitos.org/wp-content/uploads/2017/11/Patrullero-proyecto-OPV-93C.-Foto-Cotecmar.jpg

    Cinco desses para 2025 e por mim, fecha a conta e passa a régua…! 🙂

    MASSSSS…. Esse é o mundo perfeito…

    No mundo real…

    Já tem o projeto do NPa 500 BR. Que se siga com ele em estaleiros nacionais e boa. Não é nada impossível, começando lá por 2025 um programa de construção bem “conservador”, ter ao menos 16 desses vasos até 2040, substituindo as classes ‘Grajaú’ e ‘Macaé’.

    Há, segundo o PROSUPER, a necessidade de ao menos cinco NPaOc. Já temos três… Logo, que se brigue por ao menos mais dois classe ‘Amazonas’ até 2025. Mesmo dedicando tantos recursos a classe ‘Tamandaré’, não é possível que não sobre um troco para ao menos dois “míseros” NPaOc.

  61. Não é questão de se defender a compra de tudo que é usado e que aparece por aí. Mas deve-se aproveitar as oportunidades do mercado. Ainda mais quando nossas carências são tantas.
    .
    A MB precisa de navios de patrulha oceanicos. Inclusive o plano anos atrás era de se construir OPVs por aqui e navios de patrulha de 500t. No fim só alguns navios de patrulha de 500t foram construidos e 3 navios classe Amazonas foram comprados. OPVs não deixaram de ser prioridade.
    .
    Se os navios estiverem em boas condições, se o preço for convidativo, a MB deveria comprar. Mesmo que estes navios não atendam plenamente os requisitos desejados pela Marinha. Sabe lá quando teremos condições de construir/comprar navios que atendam a todos estes requisitos. Duvido que não tenhamos nos DNs patrulhas em piores condições e que precisam de substituição.

  62. As necessidades da MB para a Patrulha Distrital e SAR Marítimo são colossais. Os estudos apontados na END mostraram a necessidade de 30 novos NaPa de 500t até 2037, além de não menos que 12 NPaOc com deslocamento igual ou maior que 1800t, e de preferência, com convôo e hangar para helicóptero orgânico. Não necessariamente. O Plano seria construir 2 NaPa 500t por ano e comissionando outros dois por ano, mas ficaram apenas na END…

  63. O problema é ter 4 motores e 4 propulsores?
    .
    A DAMEN certamente tem capacidade de proporcionar um arranjo diferente a este navio, do jeito que o cliente estipular.
    Aliás, outros navios da série “Stan Patrol”, tem arranjos diferentes, alguns compostos de 2 motores e 2 propulsores.
    .
    A Série “Stan Patrol” é um sucesso de vendas. O projeto da MB, bom, veja bem, olha só, o P400 vendia, na época do Guaraná com rolha…
    .
    O foco é o navio em si.
    O problema é ficar requentado o projeto do P400, quando até os franceses, donos do projeto original, já optaram por coisa mais moderna para Patrulha.
    http://www.shipspotting.com/photos/middle/2/7/8/2573872.jpg

  64. O Brasil tem uma longa história de aproveitamento de equipamentos ingleses.
    Nossa Marinha poderia propor entrar como participante das comissões inglesas que definem os requisitos para os novos projetos de lá. Assim, como os navios virão parar por aqui mesmo, já poderiam ter alguns requisitos brasileiros no projeto 🙂

  65. É pena Portugal não os querer, temos 2 npo e + 2 npo a serem entregues este ano, se compra-se esses 4 podia poupar o dinheiro da construção de novos e reservar essa verba para a compra do navio Roterdão que vai ficar disponivel para venda em 2020, alem disso ainda sobrava dinheiro para substituir o navio Berrio

  66. Acho que qualquer navio , de esquadra, oceânico ou distrital, deve dar ênfase à sistemas de armas e patrulha aero embarcados, mesmo que orçamento apertado, a ênfase do equilíbrio do navio deve pesar e ser entregue a estes recursos e até mesmo em detrimento de outros sistemas embarcados.
    .
    Este tipo de abordagem permite mais flexibilidade diante da carência de recursos. Então de helis a uvas devem ganhar a prioridade no desenho, encaixando ali a melhor plataforma para a dimensão pretendida, de heli a UAV.
    .
    Neste sentido penso: e design catamara? Trimaram? Mesmo para um pequeno patrulha não ajudaria no espaço?

  67. Joli Le Chat 26 de Fevereiro de 2018 at 19:12 , já é difícil projetar um navio moderno com todos os requisitos de uma Marinha, imagina de duas e, a propósito, quem paga a conta desse extra? O Brasil, para usar depois de 30 anos!?

  68. Carvalho2008 27 de Fevereiro de 2018 at 8:52 , gostei Mestre. Mesmo com grana curtíssima há que se pensar o mais á frente possível, sob pena de levar 20 anos para implantar uma classe ultrapassada.

  69. Quando a Marinha diz que não é porque é sim, ex: Bahia, Ocean, desmobilização do NaeSP, e etc, sempre que dizem que não ou não confirmam depois de um tempo recebemos a noticia do sim

  70. Acredito que o melhor para a MB seria compra as 3 embarcações e depois construir uma plataforma de voo e assim agradaria quase todos aqui dos comentários kkkk

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