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Marinha do Brasil recebe primeiro jato AF-1 biposto modernizado

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AF-1C
AF-1C

No dia 23 de abril, em Gavião Peixoto-SP, após a conclusão dos voos de ensaio pela Embraer, foi realizado o recebimento da aeronave modernizada AF-1C pelo Grupo de Fiscalização e Recebimento das Aeronaves AF-1/1A.

Dentre os diversos sistemas modernizados, podemos citar: o sistema de geração de energia elétrica, a instalação de um radar multimodo, a mudança na concepção da aeronave para glass cockpit e a instalação de um novo sistema de gerenciamento de armas.

Cabe ressaltar que o software de missão (OFP) foi inteiramente desenvolvido pela Embraer.

A aeronave de numeral N-1022 contribuirá para o incremento do treinamento e da qualificação operativa dos pilotos do 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (EsqdVF-1), uma vez que esta é a primeira aeronave bipilotada modernizada entregue. Além disso, o “Falcão 1022” poderá participar das diversas tarefas operativas do Esquadrão, contribuindo para a Defesa Aeroespacial e proteção das Forças Navais.

FONTE: Marinha do Brasil

212 COMMENTS

  1. Uma pena que a Marinha não dispõe mais de porta-aviões para utilizá-lo em missões embarcadas. Por outro lado, acho que a Marinha precisa pensar num plano de substituição, considerando que tudo neste país se leva anos.

    • Concordo, é necessário um plano de substituição dos Aviões e do NAE em si. Sempre os críticos (pessimistas) batem na tecla da falta de dinheiro, más será que é apenas esse o problema?
      Um NAE projeto Juan Carlos I tem o valor em media de $1,5 bi… ai aparece um e começa a criticar a falta de catapultas, enfim… esse mesmo não pensa no custo de operação deste sistema no ciclo de vida útil. Ter um Juan Carlos operando ou algum projeto derivado do Charles de Gaulle que ficará eternamente parado por falta de verbas para manutenção adequada e risco de novas baixas humanas?? O problema pode ser falta de gestão não falta de dinheiro.

      • Eu discordo da necessidade de se possuir um NAE. Acredito que temos outras áreas onde podemos aplicar estes custos e obter um desempenho melhor da força, como um todo. Um NAE serve para projetar poder… nós não temos quase que nenhum! Em minha humilde opinião, era melhor “criar” este poder antes de possuir um vetor capaz de projetá-lo em escala global.

        • Paulo, de fato a Marinha precisa priorizar algumas coisas, por exemplo, a aquisição de embarcações para patrulha fluvial, fragatas, corvetas e submarinos. Afinal, essa é a “nata” de qualquer Marinha. No entanto, creio que o Brasil despendeu rios de dinheiro para treinar e formar pilotos aeronavais de asas fixas e tripulações para operar em porta-aviões. Nesse sentido, não ter uma embarcação para dar continuidade, porém, é como queimar dinheiro dos cofres públicos. Creio que, apesar da ideia de ter porta-aviões seja complexa demais para ser analisada e algumas linhas, é necessário a manutenção dessa doutrina. A Marinha Argentina perdeu todo o conhecimento que tinha sobre essa operação com desativação do ARA 25 Mayo, por exemplo. Por mais que a Marinha brasileira envie os seus oficiais para lá, eles não têm grandes capacidades justamente por falta de meios. Em suma, temos prioridades, mas também precisamos manter o que já aprendemos sob pena de caducar.

      • Parece construção de hospital no Brasil Bmike. Para cada real aplicado, necessita de R$ 0,80 por ano para mante-lo funcionando (dados do Min Saúde de anos atrás), ou seja, construir é fácil, manter que é o problema.

        Ou seja, é um problema que temos em todas as áreas.

        Precisamos de uma mudança ideológica, cultural, educacional e assim vai para mudar algo no país efetivamente.

  2. Fico muito feliz que tenha sido modernizado esse biposto, espero que se concretize as 12 unidades, sendo reposta a que foi perdida em acidente.
    Mesmo sem um porta aviões esses aviões são de extrema importância, pois para nós que temos poucos vetores de combate cada unidade conta.

    Tomara que esses aviônicos instalados tenham suporte para utilização do Harpoon, pois com o alcance do radar ELTA instalado, seria um incremento de valor inestimável.

    Mesmo sem ter uma porta-aviões, nossos pilotos podem treinar em pistas convêncionais adaptadas e a MB dispor de uma unidade de combate de asas fixas baseadas em terra para interdição e apoio aéreo em nossa ZEE é um grande avanço, agora só falta passar as unidades de patrulha maritima para a MB.

    • Prezado Alex,

      Somente 7 aeronaves serão modernizadas, sendo que uma foi perdida. Assim, ficarão 6 operacionais, 3 monopostos e 3 bipostos.

      Abraços

      • Muito obrigado pela atualização Luiz!

        Acho uma pena que não chegue as 12 unidades, mas 6 é melhor do que nada.

        Dias melhores virão.

  3. espero que o Brasil atualize estas unidades e que a força Naval tenha recursos para treinar em marinhas amigas, e o quanto antes inicie o corte de chapa do nosso porta aviões. Até la que se compre um porta aviões usado para servir a marinha por 20 anos até o recebimento de um porta aviões novo.

    • Caro renan, por favor, o que seria o “corte de chapa” tomara mesmo que possamos ter um nae para por estes pássaros sediados nele, mas será que comprar 1 nae, não ficaria muito mais caro que reformar o que temos estacionado na doca? e será que haverá algum bom disponível para a venda? São apenas curiosidades minhas, e não indagações, quanto melhor informação tivermos e que eu vá aprendendo com elas melhor. Abraços st4

      • Saldanha…
        .
        o que o Renan quis dizer com “corte de chapa” é o início da construção mesmo que simbólico…o corte da primeira chapa de aço para o futuro navio.
        .
        Comprar um NAe novo é mais caro que “reformar”, só que não havia garantia de que a reforma teria sucesso…é algo que seria inédito…ao menos não me recordo
        de tantas modificações planejadas para um NAe…seria muito arriscado mesmo que se tivesse o dinheiro para tanto.
        .
        Não há nem haverá um NAe disponível para venda…se terá que adquirir um novo,
        mesmo que seja um grande navio de assalto anfíbio travestido de NAe que possa ao menos operar com aeronaves que pousem verticalmente…e só há uma aeronave
        no mercado o caríssimo F-35B.
        .
        abs

        • Dalton, puxa muito obrigado, já tinha esquecido este termo, é a idade que se aproxima de forma vertiginosa e cruel! Dalton e Renan, que os anjos ouçam e digam amémmmmm! Sei que tenho sonhos lúdicos e megalomaníacos, seja como vc descreveu um vetor de pouso vertical (F35) no ocean ou a construção de um Nae em nossos estaleiros, assim como uma Marinha Brasileira forte, pujante não esquecendo sua glória e sua história!!!! Muito Obrigado!! Vou sonhar mais um pouco, aliás, a bem que se diga, não somente à Marinha, mas também Aeronáutica e Exército!!! Muito Obrigado. st4

        • Dalton, acho que você tem o dom da predição. Os fuzileiros japoneses prepararam um estudo que demonstra a possibilidade do F-35/B ser empregado na Classe Izumo. Apesar do patrocínio do MD japonês, pretende-se utilizar os vetores norte-americanos.

          • Rafael…
            .
            o “Izumo” não é um navio de assalto anfíbio…é um porta helicópteros, porém, como é extremamente veloz , equipado com sonar de casco e embarcando regularmente helicópteros anti submarinos, tudo isso o torna um pouco diferente do porta helicópteros tradicional daí uma necessidade de encontrar uma outra classificação como destroyer porta helicópteros.
            .
            Seja como for ele poderá, se receber modificações, pois até o USS
            América LHA 6, necessitou de trabalho extra, eventualmente embarcar alguns F-35B, mas, por enquanto não chegou-se a uma
            conclusão, pois apenas o F-35A está sendo adquirido e uma eventual compra do modelo “B” que é mais caro, poderia diminuir o número de encomendas do modelo “A” além de verba extra para modificar os navios.
            abs

      • Olá Saldanha. Segundo o Comandante da MB, a reforma do A12 consumiria cerca de US$ 1,5 bilhão e o resultado ainda seria incerto. Se for pensar em desembolso, a reforma do A12 seria mais barata. Tomando como base o custo do HMS Prince of Wales (US$ 4 bilhões) dá para estimar que o custo de um novo NAe do porte do A12 ficaria entre 2,5 e 3 bilhões. Contudo, o A12 reformado poderia operar por mais 10 ou 15 anos, enquanto que um NAe novo poderia operar entre 40 e 50 anos. Considerando que havia uma incerteza na reforma do A12 e que a prioridade da MB são os submarinos e as corvetas, parece razoável esperar um pouco e construir um novo NAe quando pelo menos um destes programas for encerrado.

        • Boa tarde Camargoer, Puxa, muito obrigado também pela informação! Se a reforma do a12 nos trouxesse 100% de certeza de sua operacionalidade, talvez valesse a pena reformá-lo e esperamos a entrada de recursos para a construção de um novo em nossos estaleiros, já que a intenção do almirantado seria possuirmos 2! Mas tendo somente uma única opção de escolha, realmente seria construir um novo no valor de gasto que vc mencionou. E o que seria feito do a12? iria virar alvo ou ser cortado e algumas peças se possível aproveitado?abração e obrigado mais uma vez! st4

          • Saldanha…
            .
            pelo que me recordo apenas um NAe foi afundado como alvo, o
            ex USS América, ao menos , recentemente, na década passada, de qualquer forma, é um acontecimento raro, então o mais provável é que o “São Paulo” terá o mesmo destino da grande maioria ou
            seja, será lentamente desmantelado e algumas poucas peças
            deverão ser preservadas e mesmo exibidas.

          • Caro Saldanha. Pelo que li, a MB está fazendo um mapeamento do A12 que poderá servir como um projeto básico para o próximo NAe. A MB está trabalhando para ter o projeto digital do A12. Eu não sei se irão mante-lo como plataforma de treinamento ou se irão vende-lo como sucata (como fizeram com o A11). Talvez ele tenha algum problema de contaminação com amianto o que pode encarecer a reciclagem.

      • Olá Saldanha. Se não me engano, a MB está fazendo um mapa digital do A12 que servirá como base para o projeto de um novo NAe.

        • Tomara que isto siga em frente! O nome do sonhado Nae que a Marinha pretende, continua a ser o Poseidon? Se for, acho ótimo! imagina o Atlântico ao lado do Poseidon? Abração st4

  4. Ótima notícia e pelo andar da carruagem 2018 está sendo um ótimo ano para a MB.

    Parem de criticar! É o que temos e a atual liderança da MB está sendo pragmática e correta.

  5. Parabéns a Embraer e a MB pelo programa, gostaria que fossem modernizadas 9 células (6mono e 3 bi), mas acho que será 6 no total. Ainda acredito que é importante o VF-1 manter as células operacionais e manter a doutrina, até mesmo treinar em outro PA. Quanto ao Harpon acho meio difícil, se vier algo será talvez o Gabriel.

    Abraço

  6. E segue o bonde, equipem estas aeronaves com AGM-65 Maverick que já deve estar integrado, daria um bom poder de ataque à MB

  7. Pronto, agora estamos prontos para a guerra do Vietnan!!!!!!! Meu Deus, essas velharias deviam estar em algum museu, em vez de gastar milhões escassos em atualizações inúteis, esse dinheiro daria para comprar alguns F-16 usados que são milhões de vezes mais avançados, acho que a MB é a pior das 3 forças, só tem tranqueiras.

    • Desculpe mais discordo de suas afirmações, F-16 seriam mais caros de adquirir e mais caro para manter e não são caças navais, o que não permitiria um treino adequado no caso de se utilizar um pista em terra para simulação de pouso em porta-aviões.

  8. Juvenal, a missão dos A -4 é entregar sua carga (mísseis e bombas) contra um determinado alvo e caírem fora. O que importa é eles terem aviônica modernizada e mísseis e bombas modernas. Pra que F – 16 se os A -4 compõem um grupo de interceptação e ataque de alvos navais e não um grupo de caçadores de outros aviões?

    • Com certeza não é torrar dinheiro. O que a MB quer é ter um pequeno esquadrão moderno, mesmo com celulas antigas para não perder a qualificação dos pilotos formados, e num futuro, espero não tão distante, poder, aí sim, comprar vetores em estado de arte.

  9. A nossa Marinha precisa de aviação de asa fixa? SIM. Precisa de Porta-aviões: NÃO. Então como fica?
    – Suspender as operações embarcadas com nossos pilotos de asa fixa: Custo elevado. Estas células não estarão mais ativas quando/e se vier um novo navio aeródromo. O custo para operar, adquirir e manter um esquadrão embarcado tipo Gripen será proibitivo, e nosso povo (congresso) não irá concordar. E até lá, daqui a 30 anos tudo o que se faz hoje não faremos mais.
    – Manter as células A-4 para que os pilotos façam a transição de turbo-hélice para jato. Esta doutrina sim, talvez não mudará muito daqui a 30 anos.
    – Utilizar estas células para combate puramente naval, operando seja do continente, seja de arquipélagos.
    – Adquirir e utilizar aeronaves A-29 nas missões rotineiras de patrulha/repressão costeira nos distritos e em torno dos arquipélagos.

    • A nossa Marinha precisa de asa fixa? SIM. Precisa de NAE? SIM… COMO FICA?
      – Projetos Nacional tipo: Gripen M encabeçado pela Embraer D&E, pelo menos 18 Unidades.
      – NAE tipo Juan Carlos I: Sem catapultas e sem doca alagável para trabalhar como um verdadeiro NAE, motores com capacidade e velocidade acima de 32 knts.
      Um NAE JUAN CARLOS I tem media de valor de $1,5Bi, se retirar a capacidade de doca alagável o valor deve ficar menor, e sem as catapultas a manutenção no ciclo de vida fica consideravelmente mais baixo, somente esse projeto cabe no bolso da MB o resto é devaneio.

      • BMIKE,
        Se for pra operar Gripen M, mesmo sem lançar por catapulta, seria preciso adaptar o projeto do Juan Carlos I pra incorporar um convés de voo em ângulo e aparelho de parada.

        Ou seja, o navio vai ficar mais caro, e não mais barato.

        • Caro nunão, o projeto JÁ tem convés em angulo de 12graus, mas seria melhor um com 14 graus. Adicionar 4 cabos de parada com seus subconjuntos e sistemas com certeza a navantia já tem projetado, suprimindo a capacidade anfibia vai retirar outros subsistemas necessários para tal função e, pela conta de padaria, deve ficar no mesmo valor ou um pouco menor preço final, um abraço.
          Obs: Retira os cabos de parada do A 12 e coloca em um Juan Carlos, olha a pechincha, rsrsss…

          https://es.wikipedia.org/wiki/Juan_Carlos_I_(L-61)

          • “Caro nunão, o projeto JÁ tem convés em angulo de 12graus, mas seria melhor um com 14 graus.”

            BMIKE,
            Creio que vc esteja confundindo o ângulo da rampa ski jump, posicionada na extremidade dianteira do convés de voo, com convés de voo em ângulo. São duas coisas totalmente diferentes.

  10. Sinceramente não sei o que é melhor: um Nae convencional de 3 a 5 bilhoes com o Gripen NG naval ou abandonar a ideia e construir dois navios tipo o Atlântico (A140) com rampa equipados com o F35. Acho a segunda opção melhor em termos de custo porém ruim para o pais pois o F35 certamente não poderá ser produzida no pais. Pelo tamanho reduzido do Gripen, será que o mesmo poderia operar em um Nae do porte do antigo minas gerais com rampa e aparelho de parada? \e quanto a menos custaria?

    • Existe até um projeto de um PA de 60000 Ton com Sea Gripens, Essa séria uma solução ideal, mas se tudo der certo é algo pro final da década de 2030.

      • Essa solução citada é um projeto já pronto da ex-DCNS, do NAeCharlles de Gaulle, Francês, a grande diferença é o custo, muito menor por não ser um NAe Nuclear no projeto oferecido para a MB. Ah, e o deslocamento é de 42 mil toneladas.
        Deve ser esse o caminho da Marinha e se caso fechado o contrato, poderia ser entregue em 5 anos para a MB. O problema é se a MB um dia vai ter grana para isso.

  11. Ouvi dizer que em 2000/2001 a USN chegou a oferecer um NAe da classe Forrestal ao Brasil…Alguém sabe se isso é verdade? Qual deles seria?

    • Salvo engano o Nae disponível era o Kitty Hawk, mas os custos de manutenção e ciclo de vida do navio eram exorbitantes para nosso padrão.

      • A USN não costuma oferecer porta-aviões por aí. Mesmo antigos. Tecnicamente falando o Kitty Hawk estava em péssimo estado. Mas não foi realmente oferecido. Foi algo aventado na época em que o FX2 estava rolando.

  12. MAIS DO MESMO DE UM LADO . . .
    MAIS DO MESMO, E SEMPRE ALGO MAIS, DO OUTRO . . .

    PRÓLOGO

    “(…) Além disso, o “Falcão 1022” poderá participar das diversas tarefas operativas do Esquadrão, contribuindo para a Defesa Aeroespacial e proteção das Forças Navais.”

    É a típica redação de uma mídia oficial, com jargões ufanístas e retórica entusiástica.

    Alguém realmente acredita que meia dúzia de vetustas aeronaves, ainda que refinadamente recauchutadas, façam isso? E se fizerem, sobre qual frota? Se os ouvintes forem loucos, incautos, ébrios, ou infantes, talvez creiam.

    Parece uma nota do OKW em retirada desesperada na França em 1944, onde um general alemão descreveu, com uma vívida metáfora, a negação oficial da realidade como um padre católico na Sexta-Feira Santa que salpica seu prato de carne de porco com água benta e diz: “Tu és peixe”!

    A MB salpica água salgada sobre seu AF-1/1A e diz: “Tu és F/A-18EF”.

    INTERESSE PÚBLICO ?

    Atravessando o tema do famigerado porta-aviões brasileiro com outro enfoque de observância obrigatória por um órgão militar que, por óbvio, integra a Administração Pública, tem-se o princípio da supremacia do interesse público, que está implícito nas regras do Direito Administrativo e configura-se, nos dizeres de Hely Lopes Meirelles, “como um dos princípios de observância obrigatória pela Administração Pública.”

    Em apertada síntese, o interesse público, em moderna doutrina, fende-se em primário e secundário, onde, no magistério de Marcelo Alexandrino, “os interesses públicos primários são os interesses diretos do povo, os interesses gerais imediatos.

    Já os interesses públicos secundários são os interesses imediatos do Estado na qualidade de pessoa jurídica, titular de direitos e obrigações.

    Esses interesses secundários são identificados pela doutrina, em regra, como interesses meramente patrimoniais, em que o Estado busca aumentar sua riqueza, ampliando receitas ou evitando gastos.

    Também são mencionados como manifestação de interesses secundários os atos internos de gestão administrativa, ou seja, as atividades-meio da Administração, que existem para fortalecê-la como organismo, mas que só se justificam se forem instrumentos para que esse organismo atue em prol dos interesses primários.”

    Um porta aviões para MB seria um interesse público? Se sim, primário ou secundário? Sendo secundário, atenderia ao primário efetivamente? Na defesa dos interesses da coletividade? Não há outra alternativa à defesa desses interesses?

    Nivelando o enfoque jurídico nesse ponto, suficiente à breve abordagem, penso que a MB, eventualmente insistindo em seus sonhos aeródromos, sem uma clara e inequívoca demonstração de sua razoabilidade (equilíbrio) e proporcionalidade (adequação), ou uma velha relação de custo x benefício que nunca restou, nem restará cristalinamente apresentada pela MB, esteja subvertendo o interesse público, ou em outros termos, tomando o interesse público secundário pelo primário.

    Também agem assim alguns agentes públicos quando exigem salários, vantagens, regalias ou benefícios indiretos exorbitantes, irrazoáveis, numa tortuosa alegação de “interesse público” nos seus pleitos, pois, nas suas obtusas visões, como agentes do Estado devem ser (absurdamente) remunerados para melhor defesa desse Estado.

    A MB com seus “Sonhos de Ícaro”, com seus insistentes e inafastáveis desejos por aeronaves de caça embarcada, age, ao meu sentir, da mesma maneira. Subverte o interesse público para satisfação dos seus interesses, secundários, enquanto organismo de Estado, querendo se fortalecer como tal a qualquer custo, a despeito de recente, idêntica, longa e fracassada empreitada de 20 anos.

    IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

    Na esteira do tópico anterior, a MB gasta, só com a formação dos pilotos de caça, US$ 2 milhões/ano. Isso tem nome e sobrenome: improbidade administrativa. Que é caracterizada pela violação aos princípios da moralidade, impessoalidade e economicidade [na melhor das hipóteses do caso presente] e enriquecimento ilícito no exercício das funções públicas, pela lei de regência.

    As instituições de controle, quando não elas próprias autoras dos desmandos, estão tão ocupadas com a torrente avassaladora de “mal feitos” nesse país que deixam uma cifra monumental como aquela (que nem é stealth) voar incólume sobre elas.

    Houvesse interesse operacional da FAB, maturidade tática da MB e mentalidade estratégica do MinDef, esses bipostos modernizados poderiam talvez suprir provisoriamente uma lacuna de LIFT na instrução dos caçadores, minimizando o desperdício financeiro e operacional desses equipamentos.

    A MB, assim, deveria paralisar todos os seus gastos na aviação de asa fixa, sabidamente inúteis num horizonte esperado ou desesperado.

    RAZÕES ESTRATÉGICAS?

    A nossa Marinha é a do Brasil, e diante de todos os interesses nacionais envolvidos, não só no mar, a arma de deterrência dessa força é a submarina, unicamente, ponto.

    Oxalá a futura Força Submarina, em esperançosa (re)construção, ao fim dos próximos 10 anos, possa alinhar cinco “Riachuelos” mais seu SubNuc e daí na sequência possível.

    Essa é a defesa naval efetiva que nossa dimensão econômica aliada às demandas sociais de um país em formação permitem.

    Em caso de eventual necessidade o que cruzar essa força naval é com as nossas demais forças militares e, por fim, nossa vasta dimensão territorial, populacional e industrial.

    Aos demais meios navais de superfície da MB restarão, venho insistentemente repetindo, as imensas, importantes e diárias tarefas distritais, de salvaguarda marítima, patrulha, minagem e varredura e, quiçá, a participação eventual em forças de coalizão sob mandado da ONU, e para tanto, Navios de Apoio, NaPaOc, Fragatas Leves, Super Fragatas, em números que as difusas limitações permitirem, comporão o restante da frota, sendo os tipos citados perfeitamente suficientes.

    A demanda naval que ultrapassar a rotina visível no radar da programação não pertence ao planejamento mas à futurologia. Não temos tempo nem recursos para futurologia, quiçá astrologia, com a MB parecendo ter ascendência em Aquário . . .

    Essa deve ser a Marinha do Brasil, um país com riquezas imensas, mas carências estruturais e sociais igualmente gigantescas, das quais a MB não pode estar alheia.

    Num delirante e hipotético confronto com uma força naval que se nos oponha, com núcleo de batalha centrado em NAe(s), ou estaremos integrados a uma força de coalizão que complete nossas carências, ou então a catástrofe diplomática foi de tal dimensão, ou ainda a situação geopolítica é tão caótica e anacrônica, que não teríamos nem em mil anos uma Força Naval – que existe nos sonhos de muitos – capaz de defender um litoral de 9.000 km de tamanha oposição internacional.

    AFINAL, POR QUE E PARA QUÊ?

    Sem prejuízo dos enaltecimentos aos resultados dos aviadores da MB em seus cursos de formação de piloto de caça, o que demonstra suas excelências individuais, a aviação de caça, e por decorrência um NAe, são inúteis, tática e estrategicamente na MB, e assim seus custos envolvidos se tornam inexplicáveis numa força naval modesta, de poucos recursos e outras demandas mais relevantes.

    O atual comando deveria tomar uma decisão condizente com a estatura moral esperada de homens do mar e DESATIVAR O AF1 E O ESQDVEC 1, doando suas aeronaves à FAB, ou inexistindo interesse desta, abrindo concorrência internacional para suas vendas.

    Parece-me que a relutância da atual administração naval em dar esse choque de paradigma é mais política que técnica. Imagino, quiçá, um constrangimento interno em denotar uma gestão temerária de comandos anteriores que, com muito esforço, quase adernaram a Marinha com mãos imprudentes sobre timões oscilantes em mares que, sabidamente, se tornariam revoltos em algum momento.

    EPÍLOGO

    Enfim, não há que se falar sequer em “manutenção de doutrina” de algo que não se pensa, nem se pode, realizar mesmo a longuíssimo prazo, onde entra uma geração e sai outra com o mesmo discurso ao longo de suas carreiras na aviação naval.

    Isso é pura manutenção de adrenalina (para os pilotos) e manutenção de rotina (para a MB). Mas a custa do dinheiro público. Só isso.

    Que um dia a sinceridade clame: “O Almirante está nu!” Enquanto isso ele segue caminhando, negando a evidência e mantendo a aparência, apesar da flagrante indecência . . .

    • Caro Ozawa, li todo seu comentário com prazer, não poderia concordar mais, são posts assim que me fazem voltar a este site rotineiramente, abraços!

    • Parabéns pelo comentário, Ozawa.
      Eu até penso que a MB pode ter aviação baseada em terra, dado que a FAB negligenciou e neglicencia essa capacidade há décadas (a Argentina em 82 estava mais preparada que a FAB hoje para missões antinavio).
      Mas gastar com curso de pouso e decolagem em porta-aviões é um exemplo ululante de desperdício de dinheiro público. Parece o governo do Mato Grosso do Sul que comprou peixes antes de terminar a construção do aquário.
      E também não armar adequadamente o A-4 é outro desperdício de dinheiro público.

    • Ozawa 29 de Abril de 2018 at 15:37

      Excelente comentario sr. Osawa

      Isso sim é um comentario inteligente, coerente e imparcial, e sem as baboseiras ideologicas que outros foristas postam so para atrapalhar o bom andamento do site.

      Concordo plenamente com a sua analise, pois ela mostra com precisao a situação atual não só do país como da nossa Marinha.

      Queria eu sim que nosso país tivesse uma frota de pelo menos 12 submarinos e mais 3 porta-avioes de defesa de ponto para proteger nossas riquezas na ZEE. Mas isso para o Brasil, na atual conjuntura de desmando politico e economico é quase impossivel de se realizar.

      Num país serio a sua analise seria levada em consideração em outros meios além deste.

      Congratulações pelo comentario.

    • Sr. Osawa, acompanho os blogs do poder aéreo e naval a quase 2 anos, no entanto, apesar de trabalhar numa Agência Reguladora do setor, nunca me atrevi a tecer comentários sobre qualquer assunto, haja visto o enorme conhecimento já demonstrado por alguns interlocutores. Mas não poderia deixar de registrar o prazer com que leio seus comentários: além de ideias claras, concisas e coerentes, admiro o seu domínio com a língua portuguesa!

    • Comentário cheio de pose de um indivíduo que acha que a MB deve se restringir a submarinos e navios de patrulha fluvial e costeira.
      O governo atual fomenta este raciocínio com o desmonte do Brasil.
      Felizmente a MB ignora tanto o governo como os que os sustentam política como intelectualmente (??)…
      Neste momento por mais que “chutem o morto” a MB manterá o sonho das asas fixas e o DOS DOIS NAES da mesma maneira que manteve o projeto nuclear até aparecer um presidente que deu o seu apoio político e orçamentário.
      Os projetos da MB seguiram mesmo em estágio vegetativo..
      Por mais que vociferem os OZAWAS da vida…

  13. Parabéns à MB pela continuidade da luta para modernizar seus meios, apesar de toda a dificuldade financeira. Aos que não gostam da ideia, relembro que 6 A-4 modernizados serão até 2022 mais de 10% da frota militar brasileira de aviões a reação, posto que há poucos A-1 e F-5 operacionais. Talvez até mais tempo, pois à medida que chegarem Gripens poderão ser desativados A-1 e F-5. Ou seja, a Marinha, com esse programa, está colaborando para manter um mínimo de capacidade operacional do país nos ares. Quem não tem cão, caça (no caso, ataca) com gato.

    • Caríssimo Ozawa, que coincidência, escrevíamos ao mesmo tempo, sobre o assunto que nos tem conectado há alguns dias, em que pese em trincheiras opostas (não no caso do NAe, que também entendo impensável).

  14. Um pequeno adendo.
    Se a MB não concluir o contrato de modernização dos A-4 e o Tracer (é esse o nome? Me esqueci…) a multa sairá mais caro do Q parar. Bem mais caro.
    Vc, leitor, ou acaba de pagar seu carro e paga 10.000 ou desiste e paga 50.000. O Q vc faria?

    • Agnelo, é o Trader.
      No caso da multa ser maior que o resto a pagar, o mais econômico a ser feito é pagar a quantia faltante.
      E depois podemos pensar se ficamos com eles ou se vendemos para outro país (vale pro Trader e para o A-4). E penso que, se for para manter o A-4, que comprem/homologuem mísseis para ele. Tê-los apenas para dar tiros de canhão e lançar bombas burras é desperdício de dinheiro. Nas Malvinas já não foram tão úteis, imagina agora, 35 anos depois. Ou o vetor tem valor militar ou não deve ser mantido.
      E, a meu ver, é desperdício puro de dinheiro treinar pilotos na USN para pouso e decolagem e Porta-aviões. Que formem pilotos apenas para pouso e decolagem em bases aéreas.

      • Obrigado Rafael.
        Concordo com vc.
        No caso das Malvinas, é no sentido da Marinha ter missão para aviões independentemente de ter PA.
        Sds

      • “Nas Malvinas já não foram tão úteis, imagina agora, 35 anos depois.”

        Rafael, apenas um reparo histórico: nas Malvinas os Skyhawks foram utilíssimos. Dos seis navios britânicos afundados, quatro foram por ataques de Skyhawks com bombas burras, e dois por mísseis Exocet de jatos Super Etendard.

        Isso não muda, deixo claro, a validade de seu comentário de que, mais de 35 anos depois, não se pode esperar que jatos Skyhawks, mesmo modernizados, tenham valor militar na guerra atual com bombas burras contra navios muito melhor defendidos que os de 1982. Só queria enfatizar que, nas condições daquela guerra de três décadas e meia atrás, os Skyhawks tiveram utilidade e responderam pela maior parte dos afundamentos de navios da Marinha Real.

        • PS: esqueci de acrescentar que, no caso específico dos Skyhawks da Armada Argentina que fariam um ataque à frota britânica, a partir do navio-aeródromo 25 de Mayo, de fato não foram úteis na ocasião, pois não puderam decolar por falta de vento relativo para serem lançados com a carga de bombas considerada efetiva.

          Mas, fora esse insucesso, os jatos Skyhawk da Armada operaram a partir de terra tal qual operavam os Skyhawks da Força Aérea.

        • Verdade, Nunão.
          Minha memória me traiu e fiz o comentário considerando que o A-4 tivesse tido desempenho bem inferior ao apontado por você. O desempenho não foi ruim.
          Péssima foi a utilidade do porta-aviões.

      • Concordo que o avião seria mais efetivo com um míssil anti-navio instalado, porém não podemos esquecer que o avião hoje está absolutamente repotencializado. Radar, computadores e links de comunicações infinitamente mais eficientes tornam o A-1 um instrumento letal dentro do cenário naval.

        A aviação naval possui os seus macetes, sei que são poucos os aviões disponíveis, porém acredito que os mesmos são vitais para que a doutrina seja praticada e melhorada.

        O próprio “ultrapassado” MIKE colocou a FAB em um outro patamar de eficiência (basta perguntar para os Franceses com os seus Mirage 2000 se a surra que levaram na CRUZEX doeu no fundo do orgulho deles (que beirava a arrogância à época).

        O Pais foi destroçado nesses últimos 8 anos, temos que lidar com o que sobrou do orçamento.

      • Exato, nossa capacidade aérea de ataque atual é muito pequena. Tomara que o VF-1 em algum momento futuro, talvez uma década, consiga se estruturar melhor, talvez começando com uns 6 Gripen E/F para somar aos 36 que a FAB com muito esforço conseguirá obter.

  15. O proximo NAE será construido em 2035, ja começou a ser desenhado , será CATOBAR , terá 42500 Toneladas, 261.5 metros de cumprimento e 64.36 metros de largura, terá propulsão diesel electrica combinada com gás CODLAG, terá uma capacidade maxima de 36 aeronaves ( 24 caças Sea-Gripen, 3 aviões E-2C Hawkeyes , 6 Helicopteros EC -725 Super Cougar , 3 Helicopteros SH-60B SeaHawk) , terá uma tripulação de 1800 elementos ( marinheiros da guarnição e pessoal da aviação), Vendo bem parece ser razoável, até 2030 teremos o PROSUB finalizado, 4 SBR + 1 SNBR , e muito provavelmente as 4 Corvetas CV-1 Tamandarés incorporadas, teremos tempo mais do que suficiente de ter tripulações treinando nesses caças AF-1 , e muitos deles estão ensaiando a entrada do Sea- Gripen, o SEA -Gripen já começou a ser desenhado , começará efectivamente testado ainda no solo , ou em NAE de marinhas amigas , fala-se do auxilio do Reino Unido para ajudar a SAAB a navalizar o Gripen.

  16. Durante as Olimpíadas alguém afirmou que a Baía da Guanabara só poderia ser entendida vista do mar. A cidade, as luzes, a poluição, os esgotos, a beleza. Quem vê do continente, vê outra.

    Logo…despoluir não é possível. De casa não se enxerga o estrago.

    Quando a MB encomenda atualização de aviões dos anos 1950 para meios que não existem, penso que enxergam outra marinha e outro país. Alguém decidiu fazer algum tipo de atualização ainda que modesta, mas no meio do caminho o A12 se foi e, para terminar o que começou, mandou entregar.

    Doar à FAB parece pouco vaidoso. Mas afirmam que as marinhas navegam em mares de Narcíso, herói de terras beócias.

  17. Acho que sou único que defende o fim dos devaneios da MB de como ter por exemplo ter Nae

    Defendo algumas bases aérea no litoral com caças navais

    • Que é isso, Rodrigo, o que não falta é comentarista contrário à MB ter navio-aeródromo. Acho que vc não tem lido todos os comentários dos últimos anos.

      Sobre ter caças em bases no litoral, não vejo porque precisem ser caças navais (leia-se capazes de operar embarcados). Basta serem caças com capacidade de empregar armamento antinavio eficiente, não precisam ser caças navais.

  18. Muito boa notícia para o VF-1!
    .
    Essas aeronaves, além de serem importantes para progredir no adestramento do VF-1, também serão muito úteis atuando como ameaça aos navios da MB em treinamentos.
    .
    Em termos de armamento, que é o que da “audiência”, por mim seria feito uma parceria com a FAB, para se utilizar dos Pythoon 4/5 e dos Derby, que certamente devem estar integrados ao radar israelense.
    O VF-1 deveria nos próximos anos deveria focar em agregar conhecimentos no tocante a BVR, já que contaram com um bom radar.
    Para Ataque, bombas burras e a cereja do bolo: Maverick. Simples, barato e eficiente.

  19. Osawa…é com muito prazer que meus olhos transcorreram seu comentário. Parabéns pela aula vocabulária nos fatos oportunos da do texto e principalmente a favor ou contra mostrar que nossas dimensões territoriais são para um suposto invasor tão amplas para um planejamento ofensivo com índices de sucesso elevado como para nós defensores em repelir ou mais realisticamente dificultar a concepção de suposta agressão. Por isso uma frase que temos que sempre levar em conta….”…na paz prepare-se para a guerra….” se teremos instrumentos tecnológicos atualizados na Fronteira do conhecimento ou instrumentos capazes de servir a um propósito que atrapalhe força inimiga. Que nossos homens estejam preparados e treinados para entender, planejar e executar com as armas que possuir sua alto defesa. E como na sua explanação “….após um grande fracasso Diplomático…” Brasil acima de tudo!🇧🇷

  20. Infelizmente este contrato de modernização não pôde ser cancelado.
    .
    o AF-1 tem de acabar. Deviam procurar alguem para repassar estas aeronaves e acabar logo com isto. Não faz o menor sentido. Não há mais CV…; com tantas necessidades urgentes, vão ter de manter uma estrutura de esquadrão, gastar parte dos parcos recursos de custeio, para voar meia dúzia de aeronaves.
    .
    Quanto custa mesmo o treinamento de um piloto disto aí? Fico me perguntando: quanto será que custa manter todo o AF1? Contando pessoal, mecânicos, combustível, treinamento, estrutura…efim tudo. Quantos dias de mar de um NPa daria para fazer com esta verba?
    .
    Não navegam…mas querem voar.

  21. http://www.naval.com.br/blog/2018/02/16/exclusivo-marinha-considera-auxilio-frances-no-projeto-do-futuro-porta-avioes-brasileiro/

    Este é o futuro para o Brasil se deixar passar nunca mais…
    Eu se fosse alguém cuja a opinião valesse algo chamaria os franceses para um pacto, e fecharia as Tamandarés com eles, e cairia de cabeça no novo porta aviões, também fecharia a construção de 3 navios logísticos de grande porte, quando passar uns 5 anos do inicio do projeto fecharia a compra das Fragatas.
    Assim o Brasil teria submarinos de qualidade, porta helicóptero de qualidade, multi proposito de qualidade, logística de qualidade, escolta e apoio de qualidade um porta aviões de poder global para os próximos 50 anos de operação.
    Portanto vejo a frança como o maior aliado Naval para o Brasil capaz de prover todo o necessário para ter uma marinha de guerra. Padronizando o equipamento e a logística bem como a qualidade do equipamento.
    Brasil acorda e fecha com a França

  22. E como gastar trinta mil reais numa Brasília 75 que vale um mil reais. Sucata, país merecia mais. Digno do quadro “lata velha”.Quando será que teremos um porta aviões de respeito e caças navais de respeito?

  23. Ja temos um Biplace para ser usado como Monumento em alguma praça por aí, talvez seja melhor transformar logo esse aparelho em monumento, ante que caia em algum lugar e que nunca seja encontrado também, não é tradição, mas todos sabemos que estes aparelhos voam sem um mínimo de equipamentos necessários para a segurança dos pilotos….. Portanto em respeito ao piloto nunca encontrado…. Encerrem estas operações sem segurança….

    • Pelo que sugere, TODAS as atividades aéreas militares ao redor do Mundo deveriam parar. O que é simplesmente fora da realidade. Toda atividade militar, mesmo em paz incorre em risco.

  24. O A-12 tem 1880 compartimentos,15 andares,Hospital com 20 leitos,UTI,etc
    Padaria completa,quatro cozinhas,sendo uma para 1200 praças,quatro geradores,
    vários elevadores,divisorias,beliches,portas luminárias etc.Fios de cobre,aluminio,aço inox,etc
    Remover o que foi investido,a parte de equipamento militar que ainda pode ser utilizado,ainda
    vamos ver por um bom tempo no cais da ilha.Propiciou a Marinha,550 pousos e decolagens sem acidentes,e custou barato.

  25. Apenas peço informações: E o dinheiro que já foi gasto para se fazer a modernização? já foi pago? Caso tenha sido pago o valor correspondente, que se conclua o serviço. Seis aeronaves. Caso não foi pago o dinheiro será devolvido a MB e por conseguinte aos cofres públicos? Não tenho interesse em fazer prejulgamentos sobre aquisição de meios por parte das Forças Armadas e no caso MB, porém investimento envolve dinheiro e aí deve ser observado e avaliado.

  26. Caças operados de terra, especialmente se puderem decolar de pistas “não oficiais” ( exemplo Gripen) em numero de 14 a 18 e armados com misseis e REVO, seriam a segunda defesa mais eficiente da nossa costa depois dos submarinos e deveriam ser operados pela marinha, com especialização nisso. O NAe é dispensável e caro.

    Neste contexto, a manutenção da formação de pilotos, seja para operar embarcados, seja de terra, é importante e o meio modernizado é indispensável para que não ocorra a derrocada da aviação naval que se operou na Argentina.

    • Discordo mesmo!!
      .
      Pilotos da FAB não podem atacar navios? Ahh tá… deve ser poque os pilotos da MB não podem defender nosso espaço aéreo..
      .
      Nada a ver… É só treinar.
      .
      Não há dinheiro pra tudo. Quem precisa de caças é a FAB. Seria maravilhos ter mais “14 a 18” Gripens na FAB.

      • Bom dia, Zorann e FABiano.
        Não precisa passar a atribuição de atacar navios para a FAB, pois ela já tem tal atribuição.
        .
        O problema é que, conforme mostra a história, e certamente preocupada com a superioridade aérea, a FAB tem se mostrado inapetente para assumir a missão anti-navio. Tanto que na época do Minas Gerais não foi criado o esquadrão de ataque, tanto que até hoje não temos um mísero avião de ataque com radar e mísseis anti-navio, e tanto que para o primeiro lote de Gripen não foi adquirido míssil anti-navio.
        .
        Não é crítica à FAB, é uma constatação histórica, e atribuo essa inapetência à questão de prioridades. Conforme bem disse Colombelli, e concordo plenamente, ter ataque aéreo anti-navio deveria ser prioridade de defesa número 2 no âmbito naval (só perde para submarinos). Para a FAB, a história mostra que é uma das últimas prioridades. Então, pelo menos até que a FAB assuma efetivamente a missão, entendo mais seguro que a MB o faça, inclusive com a vantagem da especialização.
        .
        E outra vantagem, seria mais uma força investindo seu orçamento em meios aéreos, aumentando a capacidade nacional no principal meio de combate.

        • O erro está aí!
          .
          Se é a FAB que vai ter as aeronaves de alto desempenho, então que ela cumpra a tarefa. Ela que treine, que compre os mísseis.
          .
          Um erro não justifica o outro. É muito mais simples, comprar mísseis pra FAB, do que ter de comprar aviões pra MB.
          .
          Se as FAs não conseguem trabalhar em conjunto. melhor uni-las.

        • Nilson, é exatamente isso. Enquanto se espera que a FAB mude prioridades e treine, ficamos (ou ficaremos) a literalmente ver navios ( do inimigo), ainda mais com epenas 36 aeronaves tendo de fazer tudo.

          Melhor comprar aeronaves pra MB operar em terra do que ter devaneios de manter um Nae. A capacidade dissuasória de aeronaves em terra so perde para os Subs e não sairia tão cara, podendo suplementar a defesa área da FAB.

          E pra finalizar, so lembrando: a própria FAB quer abrir mão dos P3 em favor da marinha. Os fatos são eloquentes

      • Zorann quem te garante que FAB não estará assoberbada? Ela tem treinado tal capacidade? Poder atacar todo mundo pode. A questão é custo benefício, foco e especialização. Lembre das Malvinas.

        • A aviação de patrulha com a MB e caças com a FAB. É isto.
          .
          FAB assoberbada? Desculpe… temos 3 forças armadas que devem trabalhar em conjunto, cobrindo uma as lacunas das outras. Se isto não está acontecendo, então a existencia de 3 forças não se justifica.
          .
          O assunto roda, roda e sempre pára no mesmo ponto: Por que precisamos de 3 forças armadas se elas são incapazes de trabalhar em conjunto? Se tivéssemos uma única Força Armada, estas tentativas de transferir/fugir de responsabilidades, não existiriam.
          .
          Nós não somos a Argentina, nem os EUA.. Somos o Brasil e temos de buscar soluções que atendam nossas necessidades satisfatoriamente, com o menor custo possível para o contribuinte.

  27. Temos por costume de copiar o que nos parece certo. No caso dos Douglas A4 temos uma visão favorável pelo afundamenento de alguns navios da RN. Porém poucos se deram ao trabalho de avaliar o desempenho desses aviões ao longo da campanha. Enquanto os navios operavam com mísseis Sea Cat e outros meios inoperantes ( canhões AA, que não derrubaram nada com mais de 1000 disparos) os pilotos Argies, com bravura e capacidade técnica obtiveram resultados até surpreendentes. No momento que os navios foram apresentando misseis como o Sea Wolf, os A4 foram varridos do céu com perdas intoleráveis. Os Sea Wolf interceptaram até uma granada de 4,5 pol. disparada de terra. Destruída a frota aérea, até Aermacchi de treinamento foram lançados em combate, evidentemente com poucos resultados, salvo um impacto em um navio de desembarque.
    Em terra os mísseis Rapier, Blowpipe e até Stinger foram usados com sucesso. Isso selou os rumos da campanha com o domínio dos céus e virtual eliminação da força aérea Argentina. Mas, parece que deste lamentável conflito restou a conclusão de que o A4 é um bom avião naval e que submarinos atómicos afundam cruzadores Argentinos, sem o maior problema. Dai a nossa atual politica de manter/obter esses meios.

    • ” No caso dos Douglas A4 temos uma visão favorável pelo afundamenento de alguns navios da RN. Porém poucos se deram ao trabalho de avaliar o desempenho desses aviões ao longo da campanha.”

      Pelo contrário, Luiz Floriano, há ótimas matérias e análises publicadas aqui no site, inclusive avaliando as perdas de cada tipo de aeronave argentina e os meios empregados para abatê-las.

      O seu comentário está cheio de incongruências, os fatos que você menciona não são do tipo causa e efeito, em que um segue o outro, pois a campanha foi curta, e esses fatos se sobrepõem.

      O Sea Wolf não “varreu” os aviões argentinos do céu. Ele foi responsável, é fato, por uma boa taxa de abates, um engajamento em especial foi impressionante por abater numa ocasião quase toda uma seção de jatos atacantes. Mas, nas condições próximas ao litoral das ilhas, também tinha dificuldades para adquirir alvos e nessa situação não “varria” dos céus as aeronaves argentinas, que continuaram atacando mesmo com perdas.

      Os Skyhawks foram sim efetivos, nas condições daquele conflito, em afundar a maior parte dos navios britânicos perdidos (e avariaram outros também), o que não tira a razão do argumento de que isso foi ao custo de pesadas perdas, isso qualquer um que leia um pouco sobre o assunto sabe – tema mais do que explorado, escrito, lido e debatido neste site – e boa parte dessas perdas também se deveu à cobertura aérea, ainda que cheia de falhas, do Sea Harrier.

      O cenário é muito mais complexo do que o que vc traçou. Isso não invalida, enfatizando mais uma vez o que escrevi em comentário anterior, a argumentação que outro colega fez, de que empregar o Skyhawk hoje, mesmo modernizado, da forma que foi empregado em 1982 (canhões e bombas burras), seria inviável frente as defesas atuais dos navios. Já houve perdas pesadas em 1982 (mesmo que pudessem ser confrontada a resultados melhores caso mais bombas certeiras explodissem, ao invés de atingir os alvos e não explodir), e essas perdas seriam muito maiores hoje. E o mesmo valeria se, no lugar de Skyhawks modernizados, fossem utilizados hoje jatos Gripen, Rafale, Super Hornet, Flanker ou outros caso fossem armados só com bombas burras e seus canhões.

  28. Falar em porta avioes para a MB, para mim, é coisa de quinta colunas…nao temos mais praticamente navios suficientes para proteger nosso territorio e jogar 3 bilhoes numa arma para projeçao de poder é insano. Os recursos devem ser direcionados para o programa de fragatas, corvetas e submarinos, o resto e crime de lesa patria.

  29. Pessoal, esqueçam NAe e aviação de asa fixa embarcada na MB, não os temos nem os teremos por muitos anos. A Marinha deve focar em escoltas, patrulhas, SSKs e assumir a aviação de patrulha, ASW e ASuW baseada em terra (missão que a FAB executa mas é vocação de marinhas). Já é um grande avanço a aquisição do Bahia e do Atlântico, agora necessitamos de escoltas para eles. É o que a nossa realidade impõe, e com esses meios teremos condições de defender e controlar nosso mar e ZEE, e é isso o que realmente importa.

  30. Quem viver, verá !!!
    Eu viverei e presenciarei um desses “Espetados” na entrada da Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia.
    kkkkkkkkkkkkk

  31. Falando em “espetados”, já há um “espetado” lá, o Falcão 03, um dos cinco que não vieram em condições de voo do lote de 23 aeronaves adquiridos do Kuwait.

  32. Se for para investir algum dinheiro em aeronave operando baseada em ‘terra firme” para a MB, que o investimento seja alocado aos novos Patrulhas, substitutos dos P-3. Essa é uma aeronave capaz de realizar ISR, ataque a longa distância e conta com capacidade de “caçar” submarinos. Muito mais vantajoso que qualquer caça restrito a estar baseado em terra.
    .
    Ataque naval, com caça partindo de terra, que a FAB o faça. Só lhes faltam os mísseis.
    .
    Aeronave operando embarcada, que o VF-1 passe a se estruturar para ser equipado com F-35B, daqui uma década.
    .
    Navio Aeródromo, com todo esse pessimismo destrutivo que vem corrompendo o Brasil, será praticamente impossível. Perderam a fé no Brasil…
    .
    Que a MB passe a desenvolver com o HMS Ocean e NDM Bahia, conhecimentos e doutrinas para no futuro, contar com ao menos um par de Navios de Propósitos Múltiplos, que desta forma, poderiam substituir HMS Ocean e NDM Bahia, na metade da década de 30.
    Navios mais baratos, capazes de abranger um amplo leque de necessidades da MB, seja no tocante a projeção de poder sobre a terra, dando auxílio as operações do CFN, seja no tocante a ASuW e ASW, operando com F-35B e SeaHawk.
    .
    F-35B na década de 30 já não será mais um bicho de sete cabeças.
    Certamente os custos serão amortizados pela escala e operações dos Marines, Royal Navy, Marina Nationale e JMSDF… A aeronave certamente vai estar em plena forma.
    Que o VF-1 e a MB estruturem um planejamento de uma década. Que se passe a desenvolver uma base intelectual, para lá na frente, fazer a transição para este tipo de aeronave.
    Seria uma transição para uma aeronave que agregaria muito a MB, principalmente em termos de capacidade ISR e de ataque em profundidade.
    .
    Até lá, até a década de 30, que a MB estruture as bases da Esquadra, com a aquisição de novos Escoltas e Navios de Apoio Logístico.

  33. Se alguém puder confirmar as matrículas das aeronaves que serão/foram modernizadas para
    incluir no meu “caderno universitário” de consultas posteriores, agradeço…pelos meus cálculos
    são/serão:
    .
    – 1001 – já modernizado, a ser reparado após a colisão com o 1011;
    – 1011 – perda total que vitimou o piloto, após colisão com o 1001;
    – 1008 – encontrava-se em modernização;
    – 1014 – encontrava-se em modernização;
    – 1021 biposto será modernizado com certeza;
    – 1022 biposto já entregue modernizado conforme matéria, dentro do planejado;
    – 1023 biposto será modernizado com certeza.
    .
    Fica a dúvida sobre o 1008 e o 1014 !

    • e fica a dúvida se haverá a reposição do caça perdido, modernizando alguma unidade que não seria modernizada. Pelo que sei, as 6 unidades estavam garantidas. Deveriam fazer uma força e modernizar 9 caças.

      • Serão apenas 3 monopostos e todos os 3 bipostos, portanto não haverá reposição
        do Falcão 11 Gustavo, ao menos pelo que foi informado até o momento.

        • Olá, Dalton. Serão modernizados 4 AF-1 monopostos, sendo que justamente um desses será para repor o N-1011, que foi perdido. Com isso, serão 3 mono e 3 bi. Essa info foi passada aqui no Naval pelo Luiz Monteiro.

          • Flanker…
            .
            todos os 3 bipostos seriam e serão modernizados…porém, dos 9
            monopostos, a situação em 2014 tinha os de matrícula, 1001,
            1008, 1011 e 1014 em modernização e outros 5 aguardando o envio para à Embraer.
            .
            Dos 4 listados “em modernização” em 2014 o 1011 foi perdido,
            então presumo que os 3 restantes seriam/serão entregues sendo
            que o 1001 já foi entregue.
            .
            Conforme o LM, se 3 monopostos modernizados permanecerão em serviço e se o 1001 já foi entregue e será reparado após a colisão, restam 2 monopostos à serem entregues que presumi serem os
            de matricula 1008 e 1014…são essas duas matriculas que
            desejo confirmar.
            abraços

  34. Nunão

    Considero que vc é o mais respeitado e capacitado técnico para escrever nesse blog. Isso eu sempre reconheci e tenho a maior admiração por esse dom de traduzir em palavras a realidade e nossos desejos de termos uma MB atuante e bem equipada para todas as suas missões. Tambem reconheço que minha matéria foi pouco profunda, eis que a grandiosidade do conflito fica fora das linhas deste blog. De resto tocaste na idéia central: utilizar A4 para atacar navios dotados das atuais defesas é impensável. Esse aeronave se presta a diversas funções, até em esquadrão aerobático já foi utilizado (Navy – Blue Angels). O que não se deve é contar com eles como uma arma atual e eficente dispensando outros meios mais modernos.

    • O problema é pensar no A-4 sendo utilizado para atacar navios modernos, de primeira linha, de Marinhas como a US Navy. Isso é fora da realidade.
      .
      Não lembro de nenhuma Marinha da América do Sul, América Central e África com plenas condições de impor uma zona de proteção abrangente o suficiente, para impedir as operações de ataque de uma aeronave como estes A-4 modernizados e equipados com um AShM.
      Até um simples Maverick, com pouco mais de 20 km de alcance já é um desafio considerável para muitas dessas Marinhas!
      Nenhuma dessas Marinhas é capaz de abater o “arqueiro”. Só o que algumas destas Marinhas podem fazer é tentar a sorte, tentando abater as “flechas”.

      • Com Harpoon, RBS 15mk3, NSM ou qualquer outro míssil com alcance de 120km ou mais, desde que a marinha a ser atacada não disponha de Nae ou qualquer cobertura aérea, acho que pode sim ser atacada por um A-4 modernizado.

    • Luiz Floriano,
      Grato pelo comentário elogioso, mas só fiz meia dúzia de observações factuais.

      Quanto ao emprego de A-4 Skyhawk devidamente modernizado (ou seja, com radar, sistemas de autodefesa e outros equipamentos de nível semelhante aos de caças de quarta geração) contra as defesas atuais, meu ponto é que, se dotado de misseis antinavio e bombas guiadas modernas, ele terá chances de sobrevivência próximas (friso: próximas, não iguais nem superiores) a de caças modernos como Gripen, Rafale etc que empreguem esses mesmos armamentos.
      Essas missões se dão em perfis de voo subsônico semelhantes que acabam aproximando o desempenho de jatos supersônicos de subsônicos (a evasão, porém, pode ser mais rápida para o supersônico, embora haja outras variáveis).

      Por outro lado, estando o Skyhawk extensamente modernizado mas não dotado de armas desse tipo, limitado assim a atacar alvos com bombas burras (ainda que lançadas com muito mais precisão do que as de 1982, pelo emprego atualmente de sistemas na aeronave que computam o ponto de lançamento e/ou de impacto), ele se tornará muito vulnerável às atuais defesas. Mas também estariam praticamente tão vulneráveis quanto ele os caças modernos como os citados, caso também se limitassem a atacar navios com bombas burras.

      A questão principal é: além da modernização do Skyhawk, mesmo de tão poucas unidades confirmadas, há previsão de emprego de armamentos antinavio modernos pela aeronave?

      Desde quando foi anunciada essa modernização, quase 10 anos atrás, quando ainda se esperava que o NAe São Paulo pudesse voltar à ativa sem a necessidade de uma reforma tão abrangente e custosa, e que investimentos pontuais bastariam para manter o navio ativo por uma dúzia de anos, eu fui bastante crítico (mas crítica construtiva, devo frisar) dessa modernização e expressei em textos e comentários a visão de que, se fosse ela pensada só para treinamento e solução tampão limitada antes da aquisição de um caça naval moderno, poderia ter melhor custo-benefício. E que, se fosse completa como se planejou, para durar mais tempo em serviço e para uso efetivo em ataques antinavio e defesa da frota etc, teria que incorporar também armamento moderno, com todos os custos de integração que, ao meu ver, seriam melhor empregados em aviões novos do que no A-4. E por isso defendia uma modernização menos abrangente, uso dos recursos para aumentar a disponibilidade etc.

      Mas é um tema pra lá de controverso.

  35. Vejo com bons olhos está modernização. A MB não pode se dar ao luxo de abrir mão de doutrina de emprego de aeronaves de asas fixas.
    Há pouco mais de 20 anos, a FAB abiu mão de seu único esquadrão de ASW, só porque a MB planejou a desativação do Minas Gerais. 30 anos de doutrina de emprego jogados fora, sob a desculpa de problemas logísticos. Mais a verdade é mais profunda. Apesar de “Fabiano”, sou da opinião de que a patrulha marítima e a ASW fiquem com a MB.
    Voltando ao assunto, esses A-4, com aviônica atualizada, podendo lançar mísseis anti-navio ( se com ou sem hífen esqueci) e capacidade de Revo com o KC-390 da FAB, permitirão uma boa capacidade de dissuação no Atlântico Sul (Maris brasiliensis).

    • Esteves…
      .
      não foi a planejada desativação do “Minas Gerais” que levou à extinção do esquadrão ASW da FAB, afinal a marinha já estava procurando um NAe substituto antes da baixa do “Minas Gerais” que acabou na aquisição do “Foch” e os P-16E foram retirados de serviço
      antes mesmo de se saber quando o “Minas Gerais” seria retirado de serviço.
      .
      O que ocorreu é que a FAB desejava modernizar seus P-16E para um padrão “H”, porém
      falta de recursos e dificuldades técnicas encontradas para se fazer o trabalho no Brasil
      levaram ao cancelamento do programa e às aeronaves forçosamente tiveram que
      ser retiradas pois não poderiam mais ser mantidas em boas condições de voo.

  36. Se puderem ser usados em interdição naval, com mísseis antinavio, ótimo.
    Só lembrando que é um A-4, o “A” designa um avião de ataque que manobra bem, se defende bem, mas é um avião de ataque. Não é um caça.
    Que a MB faça mais bases aeronavais para vetores de patrulha, SAR e interdição. Há 13,5 milhões de km2 pra cuidar.

  37. Zorann ( 30 de Abril de 2018 at 4:29 );

    Também advogava pelo fim do VF-1, mas se analisarmos bem…

    Atacar embarcações é atividade singular e altamente especializada, requerendo pessoal especificamente adestrado para esse tipo de luta. Requer também considerável coordenação entre embarcações e outros meios navais para dar certo. Logo, a cadeia de comando deve ser a mais curta o possível, o que demanda elementos diretamente subordinados.

    Tome por exemplo os combates nas Falklands… As unidades argentinas que conseguiram os melhores resultados não foram as da FAA, e sim as da Armada, que tinham o equipamento e o treinamento adequado para tal.

    Não somente aeronaves de ataque navais, mas também a aviação de patrulha deveria estar com a Marinha, legando a esta a exclusiva responsabilidade de lidar com ameaças navais, sendo a FAB apenas um agente secundário nessa questão.

    O que temos hoje nada mais é que um resquício de uma legislação feita em um momento político conturbado, no qual necessidades políticas foram colocadas muito a frente das necessidades militares dentro das próprias forças armadas.

    • Olá RR!
      .
      A aviação de patrulha deve mesmo estar com a MB. Só que ela já recusou várias vezes.
      .
      Deixa a caça pra FAB. Garanto pra vc que todos os pilotos tem capacidade suficiente para se especializar na tarefa.
      .
      Não há dinheiro pra tudo. Vamo$ $er prático$.

      • Zorann,

        Eis o ponto: não se trata necessariamente da caça em si.

        O melhor é ter pilotos habilitados exclusivamente para a missão ASuW, assim como aeronaves dedicadas a isso ( dedicadas no sentido de alocadas, e não com função exclusiva, diga-se de passagem ). E assim sendo, nada mais natural que estes estejam alocados a Marinha, que tem essa função originalmente. Manter na FAB tal tarefa é fazer com que ela estenda seu leque de missões além das atribuições originais de uma força aérea ( ao menos, é o que penso ).

        Não considero haver qualquer desperdício em manter a unidade, se considerarmos a estrutura e aeronaves já existentes. Basta usar o que já tem. Desperdício seria, isso sim, não utilizar as aeronaves que já estão modernizadas e que ainda tem muito tempo de uso pra queimar… E seja como for, penso ser improvável que os recursos poupados com a desativação da unidade ficassem com a Marinha ou fossem muito mais significativos…

        Temos que ter consciência que operar uma marinha é caro por natureza, e não há como fugir de certos gastos. E um esquadrão de ataque aeronaval é o que considero ser um desses…

        N’outro ponto, considero até plausível utilizar bases em conjunto com a FAB, mas ainda assim considero fundamental a manutenção de um esquadrão dedicado na própria MB, e assim inserido em sua cadeia de comando e melhorando a eficiência na execução da missão.

        • RR penso da mesma maneira. Não precisa ser algo grandioso. 12 a 16 aeronaves e 7 dezenas de bons misseis dá um caldo que pouca gente encararia. Custa 1/5 de um Nae e 2 ou 3 escoltas leves, mas agrega enorme poder de dissuasão. A FAB terá a priori 36 caças pra fazer tudo. Dará conta se até hoje não priorizou isso?

          • Olá Colombelii!
            .
            Aí é que está a questão. A FAB não pode ter só 36 caças.
            .
            Imagina a FAB com 36 caças e a Mb com 12 a 16. Não faz sentido. A prioridade de verbas para caças tem de ser da FAB. O dia que a FAB tiver lá seus 108 caças modernos desejados, e tiver sobrando grana, a MB pode ter os dela baseados em terra.
            .
            Até lá, a prioridade de verbas para comprar caças tem de ser da FAB.
            .
            A MB tem outras prioridades que julgo muito mais importantes , pras quais não tem verbas.
            .
            A FAB esta desesperada por novos caças – então que as verbas sejam alocadas para este fim.
            A MB está desesperada por novos navios – então que as verbas sejam alocadas pra este fim.
            .
            Não faz o menor sentido você deixar de comprar mais caças para a FAB, para compra-los para a Marinha.
            .
            Quanto a dissuasão, é a FAB que possui bases aéreas espalhadas por toda nossa costa. Este poder de dissuasão pode estar com a FAB, principalmente quando levamos e conta a falta cronica de verbas.

        • Olá RR!
          .
          A questão continua sendo a mesma: não há dinheiro pra tudo.
          .
          Não concordo em deixar de comprar mais caças para a FAB (que precisa de 108 para povoar 6 esquadrões – numero que duvido que será alcançado) , para compra-los para a MB.
          .
          Porque a opção é esta. Se comprarem 12 caças pra MB, vão comprar 12 a menos pra FAB.

  38. Todas as células possíveis de modernização deveriam receber o MRO acrescentada a integração do Exocet ou do Harpoon.

    Reação em “massa”, ninguém iria chegar perto do litoral, me refiro as marinhas em sua maioria.

    • Almirante,

      A Marinha já definiu como será essa aeronave que substituirá o A4?

      Será convencional ou de pouso vertical e de colagem curta?

      Desde já agradeço

      • Prezado Flávio,

        A MB já iniciou os estudos que definiram o futuro NAe e consequentemente a futura aeronave de alto desempenho. Todavia, ainda não há definição.

        Abraços

  39. Na minha opinião, o caminho é mais ou menos esse mesmo. Manter uma aviação no litoral para manter doutrina e proteger a costa, enquanto se planeja e projeta o próximo NAE e a situação do país melhora.
    Isso é coisa de mais de década, bem mais. A prioridade da MB passa bem longe de NAE, nos próximos anos. Praticamente tudo vem antes de NAE.

    Se a situação estivesse um pouco melhor e o orçamento já não tivesse totalmente comprometido, tinha alguns caminhos interessantes…24 ou 36 caças de bom alcance baseados em duas ou três bases na costa..Su 34 ou SH.
    Ou, ainda, sendo o caso, aproveitar a carona dos indianos no gripen M…a mesma dotação, até ter condições de construir o NAE. Seria o ideal.

    E, como temos basicamente pretensões defensivas, se o estudos japoneses derem bons resultados, acho um caminho bem mais interessante do que pensar em um grande NAE de propulsão nuclear. Um navio menor com F35B…mais barato e adequado. E a questão preço do f35, daqui uma ou duas décadas, estará menos proibitiva, com certeza.

    De qualquer forma, como não há grana pra nada, melhor esse aí modernizado do que nada. É torcer pras coisas melhorarem. Prefiro a grana que entrar indo pras tão necessárias patrulhas…ou reforçando as forcas de escoltas ou submarinos, do que indo para o que, hoje, é viagem.

  40. Voltam com sonho de porta-aviões , o ocean vêem ai provar que não precisamos deste meio,pois não temos inimigos aqui nestas aguás e não temos pretensão de projeção de poder.O Preço de ter um porta -aviões engessa o orçamento da MB como fez no passado,mesmo se comprássemos um de 2* mão por preços simbólicos mesmo assim teríamos com o passar dos anos déficit no orçamento,pois são meios caros de manter,no caso da Inglaterra por porta-aviões abdicou do oceam, do albion e seu irmão navio relativamente novos e atualizados.Por falar no Albion,e seu irmão vai deixar passar e o chile incorpora-los,vai ser uma perda de oportunidade daquelas.

  41. Srs
    Quanto aos A4:
    1. Pelo que foi informado, a MB já pagou pela modernização das seis unidades que sofrerão o “upgrade”, portanto os comentários sobre gastos indevidos estão fora de contexto, pois o dispêndio já aconteceu. E mais, segundo o que foi informado na época da compra, os A4 foram adquiridos “pouco rodados” e com uma grande reserva de peças, inclusive motores zero. Em consequência, não será/seria tão difícil manter, não apenas os modernizados, como os outros em condição de voo.
    2. Por outro lado, considerando que o Brasil conta com uma mixaria de aviões de caça e ataque, desativar aviões que estão/estarão operacionais seria mais uma barbeiragem de nossos administradores e um crime de responsabilidade, considerando que nossas FA’s deveriam estar razoavelmente equipadas para enfrentar qualquer eventual conflito que o país se envolva e não estão.
    Aliás, o mais sensato seria manter em condições minimamente operacionais todos os A4 ainda passíveis de uso, pois ninguém sabe o dia de amanhã.
    3. Paradoxalmente, muitos dos comentaristas querem sucatear os A4’s alegando que são velhos, obsoletos, etc;
    O incrível é que até o Tio Sam, um país rico, não sucateia seus aviões, pelo contrário, os preserva mantendo-os como reserva e fonte de peças.
    Do que se pode concluir que há muita gente que acredita que o Brasil é um país muito rico, pois defende e apoia nossas autoridades não apenas quando aviões são desativados ainda em bom estado, mas também acha natural quando eles são abandonados até virarem um monte imprestável de metais oxidados.
    4. Quanto ao uso, parece óbvio que a MB precisa adquirir um mínimo de mísseis e bombas modernas para torná-los eficazes. É claro que, para isto a MB precisa se conscientizar de que ela é uma marinha de guerra e portanto precisa estar preparada para tal, abandonando um pouco a estranha lógica de ter equipamentos apenas para treinamento, para manter a doutrina. Que adquira armas e, realmente, desenvolva a dita doutrina e tenha condições de cumprir sua missão.
    5. É certo que seria melhor o país dispor de aviões novos, porém, o dindin está escasso e os A4 já estão aí e o sensato é obter o melhor uso possível deles. Acontecer o contrário é que será um desrespeito com os brasileiros e não o seu uso.

    Quanto a peroração contra aos PA’s, particularmente o A12:
    1. Uma esquadra sem cobertura aérea é uma coleção de alvos para ataques aéreos, mesmo quando dotados de bons recursos AA, pois o alcance radar dos navios é pequeno;
    2. Longe da costa é praticamente impossível a aviões com base em terra garantir uma cobertura aérea que um PA proporciona. Portanto PA’s são instrumentos essenciais para uma marinha de águas azuis. A MB tem perfeita noção de tal realidade, porém abdicou dos PA’s devido as suas prioridades e, portanto, também abdicou de ser uma marinha de águas azuis;
    3. A não ser que o casco do A12 esteja em mau estado, se consultarem engenheiros, estes lhes dirão que um retrofit seria perfeitamente possível. Possivelmente não sugeririam todas as mudanças propostas pelos franceses, visto serem um pacote não testado e de custo muito alto, mas certamnte proporiam um reforma de menor monta, recuperando o sistema de propulsão original. Infelizmente para os fãs do A12, ou felizmente para seus detratores, o almirantado fixou-se na solução proposta pelos franceses e usou-a como argumento para a desativação do navio.
    Avaliando toda a história envolvendo os A4 e o velho Foch/São Paulo, os fatos demonstram que a MB queria ter aviação embarcada, mas não muito, e isto resultou nas novelas do navio e dos aviões, ambas de final custoso para nossas finanças;
    4. Se olharmos a situação da MB com lógica e sem paixão, veremos que ela, pelo encaminhamento que tem recebido, já ficou reduzida a uma guarda costeira, está certo que uma guarda costeira envergonhada e relutante, pois se recusa a assumir sua condição e insiste em ser uma marinha de águas azuis e ter escoltas, navios para operações anfíbias e submarinos.
    Sds

  42. A MB saber que ter NAe é uma importante vantagem, assim com SubNuc.,Só que a MB tem duas opção distinta
    1)Navio caro adquiri e de manter e avião barato (de adquire e manter) vários caça para escolher logo considerando 40~50 anos de operação, até duas gerações de caças poderá passar pelo convés do navio.
    2)Navio barato de adquirir e de manter(sem doca, pois adicionar mais função em detrimento da aviação embarcada) e avião caro (de adquirir e de manter) e só uma opção de caça quando o caça estiver no fim de carreira será o fim do navio (supondo que a vida “útil” do projeto do F-35B dure 30 anos [estoque farto de suas peças e linha de produção ativa, pois sem linha de produção as peças ficaram cara e depois serão disputadas “as tapas”] e o navio tenham 40~50 de vida útil o navio).

    Depois disso ainda vem outra perguntar:
    Quem vai pagar a 2° unidade? Pois o investimento só para uma unidade não deve valer a pena:
    1° A gente faz a nossa parte e escolhe pessoas certas para comandar o país (é fácil falar que tem dinheiro e faltam vontade e esquecer que quem eleger as pessoas sem vontade)
    2° o MB faz o milagre acontecer e faz surgir dindin para um 2° frota (sem defesa um navio virar alvo em caso de guerra).
    3° Arranjar um comprador para segunda unidade.
    4° Faz outro projeto que use boa parte do projeto de NAe, um LPH/LHA/LHD (lembrado que a doca retrinche a altura do hangar[menos espaço vertical para altura da aeronave e/ou manutenção das mesmas] e retrinche a quantidade de combustível de aeronaves. (Agora uma dúvida que eu tenho se alguém poder responder os LHD Tarawa/Wasp[por exemplo] balançam mais, se comparado com navio de tamanho similar, por causa da doca?).

    • Os Marines em 2030 ainda vão estar recebendo novas unidades de F-35B. Fora que outras nações, como a Espanha podem vir a adotá-lo mais a frente.
      .
      Se a MB decidir optar por um Navio de Propósitos Múltiplos, para substituir o HMS Ocean e o NDM Bahia e não houver condições de ter um NAe CATOBAR, ela poderia almejar mobiliar o VF-1 com alguns F-35B lá por ~2030, e ter uma vida útil de pelo menos 35/40 anos para essas aeronaves, que poderiam operar embarcadas por muito tempo.
      .
      Veja o que os italianos estão comprando:
      https://www.fincantieri.com/globalassets/common/sliders/images-common-caption-full-width-sliderblock/navi-militari/fincantieri_anfibia_mutiruolo_top.jpg
      Custo pouco mais de 1 bilhão de Euros. É ligeiramente menor que um LHD americano, mas que pode ser preparado para ser extremamente multifuncional e inclusive, operar alguns F-35B.

      • Se daqui para lá o custo para do F-35B cair para algo entre metade e 1/3 do que é hoje, (falam que é USD 50.000,00, comentário que circulou no THEDRIVE na Coluna WAR ZONE embora só o do F-35A que vi é USD 28.000,00 pelo custo da versão A, a C deve ser igual ou superior ao custo do F-22A [USD 30.000,00]) eu faço cara feia e engulo enviar informações para LM fora do país.

        • Se RN fazer um precinho camarada no PoW, com o projeto incluso melhor (Não custa sonhar né?), também eu engulo o custo se manter próximo do raptor (se for USD 50.000 é melhor ver como mudar para SATOBAR/CATOBAR)

  43. Chegaram meio atrasados né.

    2 anos atrasados para operar no A12.

    20 anos atrasados desde a chegada no Brasil.

    40 anos atrasados para uma guerra.

    Esse país adora torrar dinheiro do contribuinte com elefantes brancos. É estádio de futebol, CIEP sem professor, hopsital sem médico, usina elétrica no meio do nada, porta aviões sem avião, etc.

  44. Os A4 tem um papel fundamental: permitir que os pilotos voem. É preciso entender que proficiência em vôo depende de prática.

    Não adianta adquirir aeronaves modernas e não ter pilotos expedientes, não ter doutrina. Começar do zero é sempre mais difícil.

    Dez aeronaves podem treinar um grupo de 15, 20 pilotos. É mais fácil para um piloto atingir a proficiência em uma aeronave moderna tendo 1000, 1500 horas de vôo no A4 do que saindo do zero.

  45. Seria melhor, mais barato, mais pro eficiente e interessante se fizesse formação com Super tucanos, custando 1/4 da hora de voo de um A 4 mod., mas …..

  46. Num país continental como o Brasil com mais de 4 milhões de km quadrado de mar territorial, sempre será necessário um navio como o porta-aviões, sempre!

  47. Srs
    Vamos aos fatos:
    1. O Brasil está no vermelho (160 bilhões de déficit previsto para 2018) e não há sinais de que resolveremos a curto prazo o desequilíbrio receita / despesa (pelo contrário, tal desequilíbrio tende a crescer). Mesmo que criemos juízo cortando despesas (corte de pessoal, redução de benesses do funcionalismo público, criação de fundos para sustentar a previdência, etc.), a situação financeira só se equilibra aí por 2025. Portanto não há margem para gastos adicionais. Pelo contrário há a tendência para cortes.
    2. O projeto do subnuc deverá custar para o erário alguma coisa entre 40 e 50 bilhões, pois o PROSUB sozinho já passa de 30 bilhões e nele não consta os custos para o desenvolvimento e produção do reator e do sistema de propulsão do subnuc, os itens mais importantes e caros de um subnuc e portanto do projeto em si.
    3. Na década passada a MB fez a opção entre grandes sonhos e pequenos sonhos. Assim abandonou projetos e ideias de menor custo como forma de evolução e apostou pesado em seus sonhos de consumo (duas frotas, PROSUB, PROSUPER, etc.). Como o dinheiro sumiu, a situação degringolou. Na euforia que a acometeu, a MB inflou o seu quadro aumentando a despesa com pessoal, comprometeu mais de 30 bilhões com o PROSUB (único sonho que prosperou), reduziu seus meios sucateando parte da esquadra, abandonou a ideia de manter um PA, reduziu os A4 modernizados para 6 (porque já tinha comprometido o valor correspondente), deu seguimento a modernização dos Trader para não pagar multa, prevê esticar a vida das MK10 transformando parte delas em pobres patrulhas e por aí vai.
    Ou seja, a MB sonhou alto e acabou reduzida a um arremedo de marinha de guerra, na verdade, uma guarda costeira relutante.
    4. O grande projeto da MB, hoje, é o das Tamandaré, que pouco acrescentarão de poder a esquadra, servindo mais para evitar que o número de escoltas caia ainda mais.

    Tais fatos demonstram que a margem para fazer alguma coisa no sentido de melhorar a capacidade de defesa do Brasil, particularmente no poder da marinha, é pequena, senão nula. Mesmo sonhos como a simples extensão da vida útil das MK10 tropeçam e ficam pela metade.
    Infelizmente para o Brasil, o mundo não para e há fortes mudanças econômicas em curso e sinais de conflito no horizonte, senão vejamos:

    1. A situação geopolítica está em mutação, com a ascensão e expansão da China, renascimento do poder militar russo e de seu apetite imperial, decadência da Europa, tendência ao isolacionismo americano e sua prioridade para o Pacífico, renascimento do Islã com movimentos radicais e disputa pela sua liderança entre a AS, Irã e Turquia.
    2. A China, hoje, é o maior fornecedor de produtos industriais para o resto do mundo e seu superávit comercial com o Tio Sam deflagrou uma reação americana com restrições e embargos ao comércio que não deve se resolver facilmente, pois a China precisa continuar exportando muito para manter a sua expansão e o Tio Sam não quer continuar a pagar esta conta.
    No geral a Asia tem se industrializado fortemente, hoje dominando a produção de componentes e equipamentos eletrônicos enquanto o resto do mundo segue caminho inverso.
    Hoje, a América como um todo fornece alimentos e produtos de baixo valor agregado para a Asia e importa produtos industriais, particularmente aqueles de alto valor agregado (apesar de não ser tão extremo como no Brasil, isto acontece até com o Tio Sam).
    3. A população mundial continua crescendo, particularmente na Asia e por outro lado, há mudanças climáticas e um ciclo de extinção de espécies em curso criando perspectivas de problemas quanto a produção de alimentos, desastres ambientais e migrações em massa de povos inteiros.
    4. Há grande interesse da China, o país mais populoso do mundo, pela América do Sul e Africa, com fortes investimentos em infra estrutura e terras no Brasil. Hoje a China é o maior parceiro comercial do Brasil e da Argentina, sendo o maior comprador de alimentos dos dois países.

    Isto significa que estamos passando por uma fase em que o Brasil precisa colocar as barbas de molho e se dotar com um poder militar dissuasório crível. Porém o país tem falta de dindin e sofre de uma miopia geopolítica notável. Em cosequência:
    1. Tem sentido fazer planos mirabolantes sobre dotar o país com o melhor dos equipamentos militares lá por 2040, quando o mundo se transforma continuamente e o que era planejado para os próximos 20 anos em 1989 deixou de valer na década seguinte?
    Particularmente numa época como a atual, onde o eixo de poder no mundo está abandonando a Europa e todo o planeta deve sofrer mudanças severas devido as mudanças climáticas?
    Considerem o caso do petróleo, conforme este deixe de ter a importância que tem como combustível. Como ficará o Oriente Médio? E o nosso sonho do pré sal?
    2. Qual o caminho que o Brasil deverá seguir para passar pelas próximas mudanças e prováveis conflitos?
    Como ele poderá dispor de um razoável poder militar com as atuais e futuras restrições financeiras?
    3. Não é hora de repensar a estrategia, abandonando ideias sobre N equipamentos último tipo para daqui a 20 anos e pensar em equipamentos, mesmo que antigos e usados, para hoje (o EB parece estar a fazer isto)?
    Tem sentido jogar fora equipamentos e recursos que podem ser necessários logo a frente, mesmo que velhos e não sejam o estado da arte (A4s, F5s, A1s, Mk10s, Tupis, A12, FALs, M113, Urutus, etc.)?
    Sds

    • Concordo com sua visão, Control, nossas forças precisam de um fortalecimento urgente, mesmo que com elementos que não sejam “no estado da arte”, mas com aqueles que cabem no orçamento real. Com os sonhos de 2008 (já se vão 10 anos) deixamos o nível de aparelhamento cair demais. Estamos voando F5 e A1 (poucos), sem AAAe de médio alcance, navegando Niterois (ainda), 3 subs parados, não temos mísseis anti-navio, etc, etc… Temos tido mais sorte do que juízo. A retomada será dura, mas tem que ser feita, sob pena de estarmos nus na hora de um eventual desfile (por ora estamos nus apenas à frente da corte).

    • Não acho que o problema tenha sido a MB ter “sonhado alto demais”. Dinheiro para aquisição, por parte da MB, nunca existiu… Até o Governo dizer que a MB poderia fazer um planejamento extremamente abrangente, que ele iria bancar.
      Um exemplo importante: Se não tivessem assinado o PROSUB (parte importante do planejamento extremamente abrangente), não teriam gastado todo aquele dinheiro em outros meios para a MB. É um erro pensar dessa forma. A MB nunca teria visto a cor daquele dinheiro, se não tivessem assinado o contrato. Teriam usado o dinheiro para Esquerdar…
      .
      A Força de Superfície está na situação que está pq não assinaram o PROSUPER, que por coisa de U$ 5 bilhões, nos daria 5 Fragatas de 6.000t + 5 Navios Patrulha de 1.800 + 1 Navio de Apoio Logístico de 20.000t…
      Certamente esse programa, se assinado, teria atrasado bastante, teria dado problemas, mas aos trancos e barrancos como o PROSUB, teríamos 11 novos navios… Se tivessem assinado o contrato.
      Hoje pleiteamos gastar quase U$ 2 bi por apena 4 Navios na faixa das 2.700t, achando que estamos economizando alguma coisa. É mais uma burrada.
      .
      Junte o fator “não assinaram o contrato” com o outro importante fator: Não existe mais a grande oferta de meios de segunda mão em boas condições, para a MB incorporar e dar um alento a Esquadra, enquanto ninguém se apresenta para tocar o reaparelhamento. Todo mundo, até a US Navy, está usando o que tem até o osso, salvo algumas raras exceções.
      .
      Não quiseram “gastar” com o reaparelhamento da MB, comprando coisa nova, que iria durar mais 50 anos, como as Niterói vão durar e continuam a tocar esse problema com a barriga, por décadas. A conta do reaparelhamento, a cada dia que passa, fica maior… É uma bola de neve.

  48. Acho correto em parte.
    .
    Realmente, se não tivesse assinado o ProSub, o dinheiro todo não viria para a MB, e nada de SubNuc, talvez (lógico que o talvez não joga) no máximo pudesse ter contratado uns 2 SubAlemães, como estava caminhando. Mas concordo que foi melhor ter assinado o ProSub (apesar do provável sobrepreço), especialmente pq iremos de vez colocar à prova nossa capacidade de construir o SubNuc, tirando esse tema da pauta de pendências nacionais. Agora é ter paciência, pois o dinheiro virá a conta gotas, mas virá (imagino firmemente que o programa não será cancelado).
    .
    Quanto ao ProSuper, acho que nem mesmo o governo gastador da época teria condições de bancar simultaneamente ao ProSub. Era muito dinheiro ao mesmo tempo. Esse que foi o “conto do vigário” em que a MB acreditou: “se prometeu o Sub e veio, o Super também virá”. Além disso, talvez para as propostas de ProSuper existentes na época não houvesse tanto “interesse político”, em especial porque não havia grande obra civil envolvida. Por essas razões não deve ter sido assinado.
    .
    Aliás, imagino que o PEAMB todo (incluindo ProSub, ProSuper e ProNae) foi feito como uma enorme cortina de fumaça para viabilizar apenas o que interessava: o ProSuper, que tinha muitas obras civis passíveis de entrega à empreiteira. Isso é muito comum nesses assuntos políticos, fazer um todo para que a parte de interesse se justifique.
    .
    Ou seja, imaginar que o ProSuper seria assinado é que foi o grande problema, ficar esperando e planejando uma ilusão atrasou tudo…
    .
    Lógico que analisar após os fatos ocorridos é um ótimo exercício histórico, mas na prática o que interessa é correr atrás do prejuízo, e ver o que consegue rápido e barato para reaparelhar e tirar o atraso. Se não tiver, paciência. Que continuemos tendo a sorte que tivemos até hoje…

      • “construção de 18 navios escolta no valor de 500 milhões de euros cada”
        .
        Conto do vigário era querer pagar U$ 450 milhões em cada Corveta Tamandaré.
        18 Escoltas sempre foi o número ideal da MB. Se fizesse essa aquisição, a MB estaria equipada com Escoltas para ir até 2060 ou além…
        .
        “Deiana informou ainda que o terceiro lote da licitação de 27 navios patrulha de 500 toneladas…”
        .
        Ainda precisamos desses Navios…
        .
        “Também até o final deste ano a Marinha espera assinar os contratos das 3 primeiras unidades com opção para mais 2 de uma encomenda de 12 navios patrulha de 1.800 toneladas”
        .
        Ainda precisamos desses Navios…
        .
        Cadê o conto do vigário?

        • O conto do vigário não é sobre as quantidades necessárias e preços (os antigos eram bem mais baixos, a inflação nesse setor foi absurda, com certeza). É sobre a enrolação a que os comandantes foram submetidos, aguardando os planos grandiosos e atrasando e/ou outros planos mais modestos e realistas que pudessem já ter dado frutos nesses 8 ou 10 anos. É apenas essa a diferença de pensamento nesse quesito: achar ou não que haveria possibilidade real de assinatura do ProSuper da forma como era planejado.
          Por exemplo, se tivesse contratado 1 fragata de prateleira em vez de ficar esperando 5 com ToT, hoje teria uma, talvez duas. Se tivesse começado a construir a segunda Barroso, hoje ela existiria. São exemplos, mas dessa ou de outra forma, duas a três unidades em 10 anos, imagino que teria sido viável, e nossa Esquadra estaria com 50% a mais de capacidade. Mas tais planos mais viáveis foram deixados de lado em prol do “conto do vigário”.

  49. collombeli ( 30 de Abril de 2018 at 20:06 ),

    Pois é… A prioridade máxima da FAB é a defesa do espaço aéreo. Ponto. Será essa a necessidade a ser suprida imediatamente. Ataque ao solo virá a seguir, assim como operações de reconhecimento. Somente após isso é que se pensaria em algo como um esquadrão de ataque aeronaval. Mesmo porque, a FAB hoje já tem esquadrões dedicados que operam aeronaves específicas ( ‘Bandeirulha’ e P-3BR ) e, diante da existência de um esquadrão de ataque já dedicado na Marinha, certamente não vê razão maior para prover sua aviação de caça de meios próprios para ASuW.

    Nem precisaria de “tanto” poderio. Um núcleo com oito ‘Vespas’, cada qual armado com dois ‘Harpoon’, seria uma força que somente grandes marinhas ousariam desafiar.

    Se houver fôlego para uma aeronave nova, preferiria muito que fosse um tipo já “navalizado” e presente no mercado. ‘Gripen’ naval, só se houverem outros interessados ( Índia…? ) ou a encomenda da MB for realmente em números que justifiquem o investimento, ou o caça sair mais barato que os oferecidos atualmente. Ou seja: até segunda ordem, seria ‘ Super Hornet’ ou ‘Rafale M’. F-35B ( ou mesmo o ‘C’… ) considero uma aposta muito alta no futuro previsível ( e a MB já deu mostras de que deseja continuar operando em CATOBAR, caso haja oportunidade de reviver operações embarcadas ).

    A razão que identifico para uma aeronave específica é a interação com outras marinhas e a oportunidade de tirar o máximo de um Passex com a USN ou Marine Nationale, realizando operações em seus NAe. Não que tenha esperança de ver a MB dotada de seu próprio navio desse tipo no futuro previsível, mas o conhecimento ora adquirido em operações embardadas precisa manter-se e ser restaurado o que porventura já se tenha perdido…

  50. Zorann ( 1 de Maio de 2018 at 0:37 );

    Não estou falando de novas aeronaves. Estou falando de usar o que já se tem, isto é, os atuais ‘Skyhawk’. Logo, não se trata de “desvestir um santo pra vestir outro”. Moderniza-los e coloca-los operando não é nada do arco da velha, e ainda se mostra interessante no custo/benefício, haja visto a vida útil ainda restante naquelas células.

    Apesar do A-4 ser uma aeronave algo antiquada, ainda se constitui em fator dissuasório frente a qualquer força de superfície que não seja dotada de um porta-aviões ( se modernizada e dotada de um míssil ar-mar competente, claro ).

    Francamente, uma força dotada de oito A-4, cada qual armado com um Harpoon ou equivalente, seria uma força que eu não ousaria ignorar…

  51. Zorann ( 1 de Maio de 2018 at 0:37 );

    Não estou falando de novas aeronaves. Estou falando de usar o que já se tem, isto é, os atuais ‘Skyhawk’. Logo, não se trata de “desvestir um santo pra vestir outro”. Moderniza-los e coloca-los operando não é nada do arco da velha, e ainda se mostra interessante no custo/benefício, haja visto a vida útil ainda restante naquelas células.

    Apesar do A-4 ser uma aeronave algo antiquada, ainda se constitui em fator dissuasório frente a qualquer força de superfície que não seja dotada de um porta-aviões ( se modernizada e dotada de um míssil ar-mar competente, claro ).

    Francamente, uma força dotada de oito A-4, cada qual armado com um Harpoon ou equivalente, seria uma força que eu não ousaria ignorar…

    • A propósito, trecho do comentado em 2014:
      “a MB inclusive a época da apresentação do protótipo comentou que outras modificações poderiam ser incluídas mais adiante.
      Por exemplo a modernização atual não contempla itens como a integração de misseis anti-navio ou do A-Darter à aeronave.”
      .
      Será que o A-4 mod comporta a integração do Exocet aéreo, que a Marinha/Helibrás já estão integrando no Caracal?? Estará isso no radar da Marinha?

  52. Ao tempo em que agradeço cordialmente todas as referências elogiosas anteriores quando da minha primeira manifestação, anseio, como convém às democracias, o dia em que um efetivo poder civil eleito, como Comandante Supremo das Forças Armadas, não seja conduzido nem pelo revanchismo ideológico tampouco pelo ufanismo patológico, aquele fazendo das Forças Armadas seus capachos, ou este atendendo das Forças Armadas seus caprichos.

    Nossa defesa nacional começa com a redução do número assombroso de homicídios de 60.000/ano, com a redução do número de analfabetos disfuncionais e funcionais que somam 70% da população brasileira, com a redução do número de desempregados que chega a 15 milhões de pessoas, entre outros trágicos números sociais, morais, policiais, gerais, anormais.

    Índices assim só permitem gastos extravagantes em armamentos, como porta-aviões e aviação naval embarcada, se seus desembolsos significassem a tutela incontestável e incontornável da própria nação contra adversários imediatos ou mediatos, não os midiáticos, produzidos pela Nomar.

    Não temos adversários imediatos (exceto nós mesmos) e contra os possíveis mediatos os recursos financeiros se esgotariam muito antes de tentarmos uma inútil (porquanto só hipotética) autossuficiência.

    Em matéria de “Teoria da Intimidação” NUNCA seremos autossuficientes. O que não prejudica nossas Forças Armadas serem, no possível, proficientes.

    Até aqui, os argumentos conhecidos para as estripulias bélicas no campo aeronaval são esplêndidos em chavões nacionalistas e cenários estratégicos hipotéticos que mais aparentam uma origem esquizofrênica, e caracterizam de dois um: um insuportável deslumbramento ou um mórbido alheamento do Alto Comando Naval.

    É o que penso.

    • nem pelo revanchismo ideológico
      tampouco pelo ufanismo patológico
      aquele fazendo das Forças Armadas seus capachos
      este atendendo das Forças Armadas seus caprichos.
      .
      É um prazer imensurável acompanhar suas rimas, Ozawa!!!

    • Para isso, o GF deve reequipar o EB e PF nas unidade de controle de fronteira dotar a FAB de VANT de vigilância, se tiver capacidade anti-carro melhor ainda pois será de uso dual, dotar o eb de mais radares portáteis/fixo pela fronteira, investir mais em inteligencia (não só o GF como os GEs também). e porque não pressionar países que vende armas e drogas pro traficantes daqui construir mais presídios (pode usar até os presos como mão de obra embora devar ter muita gente procurando trabalho sendo qualificado e com experiencia).

  53. Srs
    Jovem Bardini
    Quanto a década passada, a questão não foram os sonhos elevados mas sim a gestão praticada onde, em nome de uma expectativa futura, se contratou pessoal, aumentando o gasto enquanto se deixava meios sem manutenção caminharem para o sucateamento, tudo na expectativa, sem fundamentos sólidos, de uma marinha toda nova e brilhante.
    O resultado foi: navios parados por anos a fio e muitos indo para um fim inglório antes do tempo (observe que as Inhaumas são relativamente novas).
    Quanto ao PROSUB, se, finalmente, sair o subnuc (ele depende de um bom investimento para o desenvolvimento local quanto ao reator e a propulsão), teremos obtido o poder militar de 4 subs diesel elétricos e um subnuc protótipo. Isto aí por 2030 e a um custo provável da ordem de uns 15 bilhões de dólares. Não parece uma relação custo benefício tão boa assim.
    Isto sem considerar as denúncias de propinas e as investigações consequentes que podem levar a processos e cadeia para alguns dos envolvidos e problemas para a finalização do projeto.
    Cabe lembrar também que os sonhos envolviam o PROSUB (sonho antigo da MB), PROSUPER, PRONAe, nova base para a segunda esquadra e, naturalmente, os outros meios para formar a segunda esquadra.
    E se apenas saísse o PROSUPER, não estaríamos tão bem assim, pois teríamos apenas algumas fragatas top de linha, insuficientes para substituir todas as antigas e praticamente inúteis para constituir a marinha de águas azuis, pensada pelos almirantes, sem os dois PA’s previstos.
    Mas, os sonhos passados já se foram e a questão importante é que não é inteligente e muito menos sensato planejar com grande antecedência numa situação em que as condições geopolíticas mudam rapidamente, como no presente.
    Falar e conceber PA’s para daqui a 20 anos ou mais quando a tecnologia e as condições geopolíticas estão a mudar rapidamente gera, no mínimo, erros graves (caso dos Zumwalt da USN, por exemplo) com custos econômicos e militares. E podem significar, para um país, a derrota, no caso de um conflito (vide a França, em 1940).
    E querer jogar fora equipamentos antigos considerando-os obsoletos num momento de instabilidade geopolítica (como defendem muitos comentaristas atacados da síndrome do carro novo), sem ter substitutos melhores em quantidade adequada é, no mínimo, insensatez.
    Sds

  54. Soluções para a aviação nava Brasileira!
    AMX navalisado, Pampa-III versão naval em parceria com a Argentina e sistemas de armas e Ew nacionais ( Scipicio MK2, MAR-01, SMKB, FPG-82, A-Darter, Mansup-AS, Versão AR/solo do MSS 1.2, TAPP-5000 com maior potência etc), AV8B Harrier usados do USMC ou versão similar russa etc..
    Como CDF ( Caça de Defesa de Frota), vamos de Gripen-M mesmo!
    Simples assim, mas preferem ficar reinventando a roda com resultados nada satisfatórios.

    • Isso!! Navalizar uma aeronave que está em sua descendente operacional na própria FAB, que já possui alguns gargalos de manutenção por conta do final de produção de alguns itens por parte de fornecedores italianos. A FAB mantém operacionais algo entre 15 e 20 A-1. Os outros estão servindo de fonte de spare parts. Navalizar um projeto como o AMX seria como praticamente construir uma aeronave do zero. E para que navalizar uma aeronave agora? Para operar de qual plataforma? Para que os Pampa? Para treinamento? O treinamento dos pilotos navais é feito na FAB e tem funcionado miito bem. E o treinamento que falta é feito nos A-4 biplaces. O que um AMX navalizado faria HOJE na MB que um A-4 não pode fazer? Integra um míssil antonavio no A-4, ou mesmo o Maverick, e adquire umas bombas inteligentes. Pronto. Tudo que um AMX navalizado poderia fazer, o A-4 também faz. E um Pampa ou outro treinador seria totalmente redundante.

      • A FAB possui 20 A-1 ativos, 3 foram modernizados, e há outros em diferentes fases na EMBRAER, até ultimo momento a FAB declarou modernizar 14 unidades, podendo mais havendo recursos, inicialmente seriam 32.

        • mf, rotineiramente vejo em voo os A-1A/B: 5531, 33, 35, 37, 38, 39, 41, 43, 44, 5655, 57, 58, 59 e 60 e A-1M 5506, 20 e 25. Alguns desses, e mais alguns poucos, podem estar passando por manutenção na própria Ala 4 e no PAMA-GL.
          Inicialmente, seriam modernizados 43 A-1, depois reduzido para 32 e finalmente para 14. Na Embraer, existem o 5526, 5530 e 5650, protótipos da modernização, que foram finalizados e mais vários em vários estágios do trabalho de modernização. Entretanto, acredito que os trabalhos estejam paralisados.

  55. O problema é que essa modernização já vem sendo falada há uns 10 anos! E somente agora, chegou-se à terceira aeronave.

  56. Mr. Ozawa. Bingo no excelente comentário. Pelo jeito, você conhece muito do que disse. Gostaria de complementar o seu post na mesma linha de pensamento.

    O A4 na MB só ainda sobrevive porque cumpre com excelência a missão de sobrevoos a baixa altitude durante as solenidades e cerimônias militares de posse dos chefes navais. Eles devem achar bacana o barulho dos jatos e nem ligam para o transtorno que causam quando deixam a aviação comercial toda em espera na chegada ao RJ por ocasião dos shows, fazendo os voos atrasarem e os cidadãos chegarem atrasados em seus compromissos.
    A MB criou e introduziu um tipo único no leque de missões cumpridas por aeronaves de combate. Criou a missão: MANUTENÇÃO DE DOUTRINA. Qualquer militar ou entendido de defesa de um país sério vê um negócio desses e certamente pensa: que diabo significa isso ? Mesmo que fosse possível preservar o know how de operações aéreas em porta-aviões, como se isso fosse algo tangível e concreto, o Vf1 já deixou de manter isso há pelo menos 13 anos, ocasião em que foi feito o último pouso enganchado de A-4 no São Paulo, se não estou enganado. De lá pra cá, os pilotos que se qualificaram já estão longe das atividades, muitos aposentados ou em novas atividades profissionais. Os jovens que chegam têm, no máximo, 20 pousos em Porta aviões da US NAvy em aviões de treinamento. Raros são os treinamentos de pouso em terra simulando porta-aviões, o que, segundo informações, exigem muito dos aviões e são evitados a todo custo. Os pilotos hoje nada mais fazem que decolar, voar e pousar os jatos em voos de treinamentos mais que convencionais que podem ser feitos por qualquer tipo de avião. Não participam de CRUZEX, nem de REDFLAG e nem de missões em conjunto, ou seja, não se atualizam quanto à guerra moderna. Estão mantendo, portanto, que tipo de doutrina ? gostaria de saber. Talvez, o único uso pertinente, conforme foi mencionado acima, seja a calibração de sensores dos navios, ou mesmo simulação de ataques para treinamento do navio como maior beneficiário e não dos pilotos, já que as técnicas de ataque para bombas burras são coisas de um passado bem distante.
    Ainda que muito de vez em quando notícias sejam divulgadas sobre exercícios de lançamento de bombas burras, isso não muda a quase total inutilidade militar dos aviões.
    Portanto, esse eterno e enfadonho discurso de manutenção de doutrina que leio por aqui não passa de uma falácia e ajuda talvez a convencer os almirantes a manter a unidade ainda ativa. Gastar milhões de reais de dinheiro público na modernização de uma aeronave de combate e não dotá-la de armamentos modernos que ampliem ou melhorem a sua capacidade e o seu valor militar, sob o pretexto de se manter doutrina, é algo que desafia o bom senso e é muito pior do que gestão temerária. Que decisões foram essas ?
    Como bem disse o Osawa, o constrangimento em assumir os erros das gerações passadas está cobrando um preço caríssimo aos cofres públicos, com perdas econômicas para o país.
    Será que não sabiam que nenhum míssil anti navio havia sido homologado para o A-4 ? Até hoje não se sabe se a foto do A-4 com Harpoon era real ou fake. Não perguntaram aos americanos ? Será que teríamos capacidade tècnica para adaptar o Exocet no A-4 ? Será que estudaram isso ? E as bombas inteligentes e pods de designação ? não sabiam que existiam ? por que a modernização não contemplou isso ? não entendo. Pra que radar então, se não há armas ? E o míssil ar-ar BVR, por que não foi integrado ? há também impedimentos técnicos. Por que não foi contemplado? Aeroclube de jatos vintage custa caro demais.
    Se voltar a operar porta-aviões um dia, em menos de dois anos se prepara um piloto, isso é questão de treinamento intensivo. Agora, manter gastos com treinamento de aviadores todos os anos indo para os Estados Unidos ao custo de milhões de dólares é uma política que não faz absolutamente nenhum sentido, se não há navio aeródromo em casa. Os novos pilotos podem sim adotar os treinamentos convencionais aqui mesmo no país. Não somos mais ingênuos.
    Outro absurdo: projeto de avião tanque/transporte, modernizando células da década de 50 armazenadas no deserto. Ao que me parece, ainda não revogaram o decreto que proíbe a MB de operar aviões que não sejam embarcados. Se não há porta-aviões, esses aviões seriam até ilegais, se não fossem imorais, ao manter funcionários públicos no exterior gerando gastos em moeda estrangeira sem o menor fundamento. Isso beira o escandaloso. Ainda bem que a imprensa e a opinião pública está concentrada com os escândalos dos políticos….senão seria difícil de explicar.
    Na minha opinião, só valeria a pena essa modernização se ela incluísse a introdução de novas armas que aumentassem consideravelmente a capacidade do avião, como por exemplo a integração de um míssil anti navio, o emprego de bombas inteligentes, pods de reconhecimento e designação de armas, emprego de mísseis ar-ar BVR como o Derby, ou seja, investindo em sensores e armas atualizados que compensassem a obsolescência da plataforma, tornando o A4 num avião ainda de considerável valor militar e temido por qualquer adversário, sobre tudo no contexto sul americano. Mas como, pelo visto, o objetivo foi só de conseguir voar para manter doutrina de coisa nenhuma, foi uma péssima decisão, sem ganho praticamente inexistente sob a ótica do valor militar. Se precisarem ser empregados hoje, em uma situação de conflito, aposto que não cumprem a missão, pois não possuem o treinamento e nem as armas adequadas. Dinheiro escasso que poderia ser melhor alocado.
    Enfim. Creio que aviação de patrulha marítima poderia sim ser atribuída como missão da Marinha de guerra e a aviação naval de caça baseada em porta-aviões não é e nunca foi compatível com as nossas possibilidades monetárias. Somente países muito ricos podem se dar ao luxo de operar jatos a bordo de porta-aviões. Portanto, um devaneio manter jatos vintage dispendiosos que nos custam ainda muito caro, infelizmente.

  57. Pessoal, registro abaixo a pesquisa em tópicos anteriores do Poder Naval, que descrevem as melhorias efetuadas na modernização dos A4. Não é pouca coisa…
    .
    Considerando o potencial que lhes foi agregado, e a possibilidade de voarem por mais 15 anos (2033!!), realmente espero que num segundo momento (após a chegada do 6º avião modernizado) a MB possa torná-los uma arma efetiva para defesa aeronaval, dotando-lhes de mísseis anti-navio e bombas guiadas, numa iniciativa inédita em nossas Forças.
    .
    “Os principais pontos do Programa de Modernização:
    Revisão Geral das aeronaves (PMGA);
    Novo radar com inúmeras capacidades (Elta 2032);
    Sistema OBOGS (On Board Oxygen Generation System), que gerará o oxigênio proveniente da atmosfera para os tripulantes, sem a necessidade de abastecimento das atuais garrafas de oxigênio;
    Novo sistema de geração de energia, com a substituição dos atuais geradores e conversores;
    Novos rádios para realizar, automaticamente, comunicação criptografada e que permitirá no futuro a transmissão de dados via data-link;
    Sistema inercial (EGI) de última geração;
    HOTAS (Hand On Throttle and Stick), mão sempre no manche;
    Novo HUD (Head Up Display), que permitirá aos pilotos manter sua atenção para fora do cockpit.
    Dois display tático 5”x7”, Color Multi-Function Display (CMFD) , que apresentará ao piloto as informações de missão através das “páginas” selecionadas;
    Computador principal que executará todo cálculo de navegação e balístico, para o piloto poder empregar os armamentos (bombas, metralhadora e futuramente o míssil MAA-1B)
    Revisão Geral dos motores.”
    “Instalação do Radar Warning Receiver (RWR): possibilita à aeronave detectar e se evadir de ameaças, como mísseis e caças inimigos, o que aumenta a capacidade de sobrevivência da aeronave e a probabilidade de sucesso nas missões;
    Instalação do 3º Rádio VHF: capacita a aeronave a operar seus dois rádios ROHDE SCHWARZ na transmissão de dados via data-link, enquanto permanece com a escuta dos órgãos ATC (Air Traffic Controler);
    Revitalização do Piloto Automático: possibilita ao piloto gerenciar seus sistemas, permitindo maior concentração na missão imposta
    Integração do Radar Altímetro e do TACAN: facilita ao piloto focar a sua atenção em apenas um instrumento (a tela do CMFD que concentrará todas estas informações), aumentando assim sua consciência situacional;
    Integração dos instrumentos do motor: possibilita ao piloto receber os avisos aurais dos limites de funcionamento do motor, concentração das informações em uma única tela e melhor visualização das informações dos indicadores; e
    Estações de briefing e debriefing: possibilita ao piloto condições de preparar melhor a missão, garantindo assim um maior aproveitamento, economia de utilização dos equipamentos aviônicos, melhor disposição das informações geradas em vôo para treinamento das equipagens e avaliação das missões.”

    • Nilson, sem dúvida as melhorias nas aeronaves foram significativas, só faltam os mísseis e um NAe, mas isso é só um pequeno detalhe.

      • Realmente, Adriano, dois “pequenos” detalhes. Deles, o NAe totalmente inviável no prazo de vida do A4. Os mísseis, quem sabe?? (quanto será o custo da integração, compensaria??)

      • PS: também não vi algum tópico que desse certeza se todas as melhorias planejadas foram executadas, todos eles se referiam ao projeto, não ao resultado.

  58. Se fossem armados com misseis antinavio teriam relevância importante até, se modernizados e pelados só, para instrução mesmo, e 12 seria o mínimo para um esquadrão, espero que não fique só nesses 7.

  59. Maldita mania das FAA não adotarem míssil antinavio nos vetores com melhor desempenho (caças, aviões de ataque)… Até o F-5 tem capacidade de portar um míssil antinavio no cabide central, A-1 pode levar até 2 nas estações subalares internas , A-4 também tem capacidade de levar ao menos 1 na estação ventral.

    Temos um litoral gigante e a as unicas aeronaves que contamos para essa função são helicópteros e aviões de patrulha >.<!

  60. Há males que vêm para o bem

    Se existissem varias AMC modernizados seria desperdício mas começa não existem, é um acréscimo

  61. Uma boa notícia. Eu sinceramente imaginava que a MB tinha interrompido as atualizações dos A-4. Apesar de antigo é uma excelente aeronave e pode muito bem atender ao que se propõe, ou seja, desenvolver e manter a proficiência das equipes em uma nova configuração de equipamento e até manter o foco da aviação naval de asa fixa. Além de tudo, nossa defesa aérea será um pouco reforçada e provida de um elemento a mais nos exercícios conjuntos. Não estamos em conflito com qualquer nação, portanto vamos treinar com o que temos de melhor.
    Alguns criticam pelo fato da aeronave ser antiga. Não entendo dessa forma radical, afinal a nação mais poderosa militarmente do planeta, opera os Intruder (Prowler) em eletrônica, sendo substituidos apenas recentemente pelo GROWLER (Hornet), espicharam a vida dos B-52, etc, etc.
    Temos o que temos e devemos potencializar nossos meios disponíveis.

    • São 22 A-4 Skyhawk (eram 23, um foi perdido em acidente), com cerca de 2/3 em melhores condições para a modernização, 12 (3 deles do tipo biposto) selecionados efetivamente anos atrás para modernizar, mas apenas sete (um deles o que foi perdido) com a modernização sendo custeada de fato.

  62. PAMPA-III para a função de exclarecimento, ataque, W com pode interferidor, apoio de fogo próximo ao CFN etc..
    Ou seja quase as mesmas funções que os A6 Intrider, A7 Cossair II tinham na US Navy.
    Por ser mais barato, o PAMPA-III poderia ser adquirido em maiores quantidades além de ser um avião relativamente novo.
    Dominamos aviônicos embarcados, radar SPC-01 etc.
    Já bque a MB está modernizando um avião da década de 60 (C1 Trader).
    Isso pensando em uma Marinha futura e moderna.
    Isso para não falar nos imprescindíveis e valiosos conhecimentos, que se tivessem sido aproveitados desde o tempo do Xavante, hoje não estaríamos pagando essa fortuna pelo Gripe ( GRIPEN) Sueco.
    Mas a curto prazo sou mais algumas unidades do AV8B Harrier ou similar Russo, modernizar e usar no Atlântico ou Bahia ( caso esse último possa receber essas aeronaves).
    Mas geração de conhecimento nunca é bem vindo pelas bandas de cá, com a eterna desculpa de falta de verbas e blá blá blá!

    • Caraca. Pampa III?
      .
      Se alguém chegasse sugerindo um derivado do Goshawk, para a MB, eu entenderia numa boa, mas Pampa III?
      .
      Aí fica difícil, em…

  63. Vamos comparar a seriedade da coisa como base neste post, em relação ao da “Marinha Chinesa comemora aniversário treinando com a aviação embarcada”.
    A poucos anos atrás, vieram aprender conosco….tínhamos um PA mau em uso e pouca aviação capaz.
    Hoje eles tem tudo e nós nem aquilo mais…a não ser estes exemplos de perenidade, mas sem função nenhuma.
    Doutrina? Questionável!!
    Tudo bem que o PIB chinês é outra coisa alarmante…
    Mas se não tivéssemos tanta gente encostada nas FAAs, tanta falta de interesse de nossos governantes, tanto desvio de divisas, tanta falta de caráter e vergonha na cara, isto poderia ser diferente nos dias de hoje.
    Mas…isso não vai mudar.
    Simplesmente porquê somos o que somos…

    • Willhorv…
      .
      o que exatamente a marinha chinesa aprendeu conosco ? Li que poderia haver uma
      troca de informações na primeira metade da década passada, mas, o que exatamente
      ocorreu não sei…não lembro de ter lido ou visto fotos de chineses “aprendendo” como
      acontece com britânicos e franceses a bordo de NAes da US Navy por exemplo.
      .
      Em 2005 o “São Paulo” parou de navegar, não se sabia ainda que seria definitivamente,
      e nesse ano finalmente os chineses colocaram seu futuro “Liaoning” em uma doca seca
      depois de vários anos de planejamento e outros tantos negociando a compra do casco
      até que finalmente chegou em águas chinesas em 2002 a reboque.
      .
      O programa do J-15 que é uma cópia do russo SU-33 foi oficialmente iniciado em 2006,
      porém os chineses já utilizavam uma cópia do SU-27 que serviu de base para o SU-33
      que é uma aeronave para ser utilizada a bordo de NAes com “rampa” como o irmão
      russo do “Liaoning” o “Kuznetsov”.
      .
      Os chineses já possuíam catapultas instaladas em terra, puderam analisar o NAe
      australiano desmantelado na China, e possivelmente os 2 NAes russos que depois de descomissionados foram vendidos e transformados em cassinos/parques temáticos, também tiveram alguma serventia aos engenheiros chineses no fim da década de 1990.
      .
      abs

  64. Ghoshawk cada coisa que leio aqui!
    Um avião fora de linha, usado até o osso, sem peças de reposicao.
    Ou seja, todas as dificuldades que indicaram para desenvolver uma versão naval do AMX.
    Entende se o porquê nossas FAAs sempre estão paradas no tempo enquanto o mundo evoluí.
    Além dos exemplos abaixo postado por nosso amigo, ainda tem a mentalidade atrasada e acomodada do Brasileiro, mas a falta de carácter e corrupção moral é o maior entrave.
    Melhor mesmo é comprar uns Learjet para os almirantes passearem, como temos uma força aérea de políticos, agora vamos de marinha de políticos kkkkk.

    • Um derivado do Goshawk seria um derivado do Hawk, que continua sendo produzido e não tem nada de ultrapassado… Mas o bom é falar sobre Pampa III, que é ultra moderno e que vem sendo produzido, desde sempre. E é tão produzido, que inauguraram o mesmo avião umas três vezes, kkkk…

  65. O Pampa é um otimo avião, mas seu projeto naufragou pela propria falta de investimento argentino. Sei que existiam entendimentos de uma versão aeroembarcada. Mas tem perna curtissima em relação ao Super Tucano e somente acrescenta uns 150 a 200 km /hora a mais de velocidade….o Super Tucano tem um projeto bem dificil de bater….quem tem um, não precisa de outro.

    O Goshawk é de fato derivado do Hawk, mas tem um airframe depenado para suportar pousos e decolagens embarcados. Não tem qualquer possibilidade de versão armada. Praticamente so serve para pratica de pouso e decolagem embarcado.

    Dos 3 o melhor é o ST principalmente, porque não ocorrerão pousos embarcados….

    • Sim, ST faz milhares de vezes mais sentido que os dois.
      .
      Quando citei um derivado do Goshawk, era para ter um exemplo de algo “diferente” sendo sugerido, mas com alguma pontinha de sentido, como opção para a MB, pois permitiria manter o treinamento dos pilotos e etc, além de poder operar embarcado. Pampa III é um exemplo de algo diferente que não faz sentido algum.

  66. Uma coisa que aprendi com o projeto do Skyfox, é que para uma versão treinador e ataque leve, imitar o design de caça esquio de alto desempenho pode não ser a melhor alternativa.
    .
    Para quem voa entre 600 a 900km/hora, adotar motorização dorsal externa e em par ao estilo do A-10 pode render dividendos em outros coeficientes bem importantes para uso secundario em ataque.
    .
    Possuir motorização dorsal mesmo que em dupla, não significa apenas a persistencia de combate em caso de danos. Para aviões pequenos significa um enorme espaço extra para tanques de combustivel dentro da fuselagem nas vavernas de onde iria o motor ou até as tomadas de ar.
    .
    Apesar do motor externo representar perda com atrito aerodinamico, ele é menor do que pilones e tanques externos uma vez que o motor externo “Suga” a maior parte do ar que seria atritado e faria resistencia…
    .
    Noves fora, os pontos duros da aeronave ficam praticamente liquidos e livres para exclusivamente transportarem apenas armamentos…então a carga paga de armas tente a aumentar consideravelmente…e ter um modelo de treinador com esta configuração e alcance bem extendido é algo interessante…O Pampa deveria ter previsto algo assim….as asas STOL ele já tem, se tivesse alcance e aumento de carga de combate concorreria a sua epoca de forma mais interessante…um mini scorpion…

  67. Um Gripen navalizado só vai sair do papel se tiver interesse de nações que operem porta-aviões. E uma somente, no caso, o Brasil, não vai ser suficiente, até porque representaria uma encomenda de 20 aeronaves, se muito.

    Quem seriam os candidatos? Inglaterra, na hipótese de procurar algo mais barato que o F35B? Austrália? França? Itália?

  68. A MB não precisa de Goshawk e muito menos de Pampa…..na realidade, não precisa de nada além do A-4 modernizado!! Vai operar essas aeronaves de onde? Qual plataforma? Na atual estrutura organizacional e jurídica, a MB só pode operar aeronaves de asas fixas a partir de belonaves. Até que se mude isso, ou se obtenha outro meio flutuante capaz de operar essas aeronaves, não será adquirida outra aeronave. A MB mal consegue manter e operar 4 AF-1….esse é o número de aeronaves operativas hoje, e há muito tempo, no VF-1. A MB não tem dinheiro para tocar nem metade dos projetos que precisa. PROSUB avança, mas aos trancos e barrancos. PROSUPER foi engavetado. O São Paulo foi descomissionado por falta de dinheiro, porque se esse existisse, a modernização teria começado lá atrás, quando talvez ainda fosse materialmemte viável. A modernização dos Super Lynx foi reduzida a oito células por falta de verba. O projeto da Classe Tamandaré é o que melhor parece estar se encaminhando. Quem quer 20, 30 ou mais Gripen M, Super Hornet, Su-34 ou outros operando na MB ja pararam para pensar de onde essas aeronaves vão operar? De qual plataforma? “Ah, mas opera a partir de terra!”…. mas com qual dinheiro??? A MB só vai modernizar e manter 6 AF-1!!!! Se tivesse dinheiro, ou se tivesse possibilidade de adquirir uma nova plataforma, modernizariam todos os 12 iniciais e mais alguns que pudessem receber a modernização. E os armariam com mísseis antinavio e ar-ar BVR….algo que acho que não irá acontecer. Não adianta ficar falando aqui em vários tipos de aviões e de onde eles poderiam operar se não existe, no meu entendimento, a menor possibilidade de isso acontecer no curto e médio prazos. Na prática, só vão ser esses 6 AF-1, e sem mísseis. Talvez algum míssil WVR e alguma bomba inteligente.

    • Até os Lynx sofreram a tal da “falta de verba”? Que ridícula essa situação, falta verba para tocar qualquer projeto por mais simples que seja, mas sobra verba para político salvar o pescoço e se preparar para reeleição, sem contar esse “fundo eleitoral” é para acabar mesmo… Não tem um post que não se fala da maldita falta de verba… na verdade é falta de compromisso para com a nação, dos que estão envolvidos com o $$$.

  69. Fábio…
    .
    nenhum dos que você citou …a “Inglaterra” já é parceira do F-35 e seus NAes
    não possuem maquinário nem cabos de retenção que seriam necessários para um Gripen e apesar da grande largura do convés de voo, não há um convés em ângulo, seria necessária uma adaptação, mas, não vejo os britânicos querendo modificar seus NAes.
    .
    Os 2 navios de assalto anfíbio australianos, até poderão operar com o F-35B se modificados,
    mas nunca um “Gripen”, novamente pela falta de maquinário e cabos de retenção e a
    impossibilidade de se ter um convés de voo em ângulo…os australianos já encomendaram o F-35A então o mais lógico é que possam encomendar o F-35B, mas, não é certo ainda.
    .
    A França está contente com seus “Rafales M”…há mais que o suficiente para equipar plenamente os 3 esquadrões de caça e ataque, dois deles sempre disponíveis para embarque
    no “Charles De Gaulle”, fora aeronaves para treinamento e testes.
    .
    A Itália já encomendou o F-35A e também o F-35B…15 dos últimos para à marinha italiana o
    que permitirá que pelo menos 8 possam embarcar no NAe “Cavour” que passará por modificações para operar satisfatoriamente com eles…mas a Força Aérea italiana estaria
    adquirindo outros 15 também e o “Cavour” não pode operar com um “Gripen”.
    abs

      • Vai depender dos estudos que estãoem andamento, qual NAe a MB definir como o próximo. Se CATOBAR ou STOBAR, Gripen ainda é factível. Se o próximo navio for um NPM com capacidade STOVL, adeus Gripen.

        • Bardini,

          Mas eu me refiro à viabilidade de projetar e construir um caça navalizado dentro de um contexto em que apenas o Brasil o compraria. Será possível, haveria possibilidade de custo para se fazer um apenas para uma marinha e em pequena quantidade?

        • Provavelmente vão definir Catobar ao menos na pratica é o que já definiram das ultimas 3 vezes….o mais caro de todos que embora mais capaz, drenará e criará gargalo operacional na força….mal e mal sairá 1…com todas as virtudes e defeitos, todos os ovos numa unica cesta…1 torpedo, 1 bomba, 1 usina de vapor ou eletricidade comprometida nas catapultas e 100% da asa fixa embarcada fica parada…

  70. Tomando como base os comentários do almirante Monteiro, para assumir as missões de patrulha marítima e interdição e ataque naval, a MB precisa de:

    24 F/A 18 F Super Honert;
    4 E-2C Hawkeye; e
    8 P-3 Orion

    • Pois é, independente da quantidade e modelos, a MB tem que ir se preparando para adquirir novos meios para quando os A-4 e os P-3 tiverem que sair de cena. Quantidade e modelos vão ter grande relação com o orçamento disponível, no meio de tantas necessidades. Nos próximos 15 anos teremos que nos contentar com a patrulha e interdição que couber em um orçamento limitado, quem sabe mais para a frente a situação melhore. O importante é ter e operar meios que sejam funcionais, mesmo que não sejam tão modernos quanto gostaríamos.

    • Com todo respeito, Flavio, mas isso não vai acontecer. Quantos bilhões de dólares custariam essas aeronaves? Não tem dinheiro nem para modernizar mais do que 6 ou 7 A-4!

      Volto a dizer: todo mundo aqui está falando de vários tipos e modelos de aviões para operar embarcado ou a partir de terra….mas ninguém pensa na situação atual (e futura previsível) da MB? Por mais uns 15 anos será AF-1 modernizado e ponto! O resto é exercício de imaginação e sonho!

    • Flanker, fique a vontade para discutirmos. O legal é isso.

      O almirante falou que a FAB não tem interesse em manter aviação de patrulha e interdição e ataque navais. É notório o que a FAB vem fazendo ao desativar ou reduzir significativamente as operações nas bases de Fortaleza, Recife, Salvador, Galeão, Santa Cruz e Florianópolis. A FAB está saindo do litoral e indo para o interior.

      Assim, cabe a Marinha assumir essas missões.

      A Marinha vai reduzir os gastos para poder assumir isso, justamente por isso não aceitou os Orion da FAB.

  71. Os clientes do Sea Gripen contavam com Brasil, India e Inglaterra correndo por fora.

    Os QE foram dimensionados até certo ponto do projeto, a operar stobar ou STOVL, mas no prosseguimento, definiram que seria STOVL e ai, os Nae ficaram sem aparelhos de parada.

    Sobraram apenas Brasil (No enterno desejo e indefinição) e India.

    Na pratica, o potencial mais factivel reside apenas na India, dependendo da evolução do Gripen NG naquelas bandas. Se levar a concorrencia quase milenar deles ao verdadeiro estilo FX do Brasil, pode ser que a versão naval saia. Os Indianos tem massa critica de pedidos suficiente para alavancar esta versão que pode ou poderia operar perfeitamente tanto nos Nae Stobar atuais quanto nos futuros CTOL em plano e construção deles. isto é bem provavel graças as coincidencias de requisitos do Gripen NG/Sea Gripen… O Mig 29K já esta ficando antigo e precisará de uma adaptação na bequilha para os novos CTOL deles…..poderiam usar o SH ou o rafale, mas ai a duvida é se estes poderiam operar full em modo Stobar nos Nae mais antigos…então, novo e de altissimo desempenho em qualquer modo stobar ou Catobar seriam o F-35 ou o Sea Gripen para eles….não são chances ruins não…o problema é como conturbam as proprias concorrencias…

  72. T-45 Gosthalk, cada coisa que leio aqui!
    Um avião que está fora de linha, peças de reposição descontinuadas etc.
    Ou seja, toda desculpa para industrializar a linha do AMX naval.
    O Pampa-III por ser mais barato, moderno serviria sim, para as funções ditas por mim, além de manter uma capacidade de treinamento operacional da força.
    E como já esta pronto ( diferente do Gripen, que compramos na prancheta), as modificações seriam mais rápido e menos onerosas.
    Mas Brasileiro não tem jeito mesmo!
    Como disse nosso amigo acima, a danação aqui é o desvio moral mesmo e nossa incapacidade de inovar e ousar.
    Graças a nosso bom deus que a evolução humana nunca precisou ou precisará de Brasileiros kkkk!

    • FoxTrot, mas o que o Pampa III realmente acrescenta sobre o Super Tucano? 200 km a mais de velocidade? e o alcance? e a persistencia que ele não tem….? Voce enxerga ele operando em terra ou embarcado? embarcado não existe! Nem haveria inde embarcar….e se o desejo for este, melhor do que financiar um Pampa III embarcado, seria completar o Sea Gripen….

      Goshawk é carta fora do baralho, não foi proposição de ninguem nem do Bardini….ele so falou que se “ainda fosse proposição neste sentido ele entenderia”…mas não necessariamente concordaria….

      O Pampa é bem economico e bom avião, mas produziu pouco e tem perna curta…perna curta é coisa complicada….porque o ST se esta conquistando espaço…porque é mais economico ainda…leva a mesma carga…e a eletronica embarcada é igual ou superior….so falta o radar….mas para este tipo de missão, ele não é o mais essencial….sempre lembrando que se um dia for, nada impede ser embarcado em um POD….

  73. 2 bilhões de fundos eleitorais para partidos !
    Esta ai as verbas para programas militares nacionais.
    Mas não adianta ter as verbas nas FAAs nacional, pois havendo verbas as mesmas ou serão gastas em super salários de oficiais, aposentadorias eternas, compra de produtos estrangeiros ultra sobre tachados com desculpa de transferência de tecnologias, aquisições desordenadas etc..
    Ou seja, ou se resolve as desvios morais, drenos de verba das folhas de pagamentos etc.
    Ou poderão ter trilhões em verbas, que nunca seremos capazes de nada, a não ser utilizar T-45 Ghoshawk que só servem para pouso em porta aviões kkkkkk.
    Cada especialista de teclado !

  74. Bla bla bla…

    Solução desativar o EsqdVF-1. Que nunca foi realmente operacional e que sem um NA não cumpre mais o estabelecido pelo decreto que o criou.
    Forças Armadas tem que ser operacionais e não um museu dispendioso.

  75. Outro fator negativo a se destacar, como se não houvesse suficientes, são as posturas independentes das Forças Armadas quando dizem: “A FAB não vai mais fazer x ou y”, “A MB então vai fazer x ou y”.

    E quem coordena e determina esse alfabeto? É a FAB? É a MB? Afinal o que é esse Ministério da Defesa? A pergunta é retórica.

    Se, num hipotético exemplo, a FAB estará preterindo, ao seu alvedrio, a interdição naval ou a patrulha pela prioridade à defesa aérea do continente, diante dos parcos recursos financeiros para fazer tudo, não é uma opção em si desarrazoada, ao menos tem mais senso de prioridades que a MB. Mas sua contrapartida não é a MB, igualmente ao seu alvedrio, usar isso como pretexto para satisfazer seus sonhos alados quando sequer navega, tão somente mergulha, literal e metaforicamente . . .

    Não há planos efetivos de defesa, nem atribuições efetivas de defesa, pois não há Ministério da Defesa efetivo a quem as FFAA, a toda evidência, não prestam o mínima satisfação, significando a elas apenas uma legenda com um brasão da República na Esplanada dos Ministérios, composta por um sem número de funções comissionadas, egressos das três forças que, ao menos nas suas promoções remuneratórias naquele lugar, conseguem convergir suas diferenças . . .

    • na mosca!
      quase vinte anos de ministério da defesa sem que ele tenha sido implementado de fato. quando atua com algum verniz de coordenação é para cumprir tarefas de outros atores do nível político, omissos e ineptos, que não deram conta do recado.

  76. Ozawa, lá no Poder Aéreo o Coronel Nery falou o mesmo. A FAB não pretende cumprir mais as missões de patrulha, interdição e ataque naval. Essa parece ter sido uma decisão conjunta da FAB e da Marinha, não existindo essa divergência que você insinua.

    Se a Marinha considera essa função primordial, concordo plenamente que assuma essas missões. Mas como eu e você não somos ninguém para decidir isso, nem temos os mesmos conhecimentos sobre estratégias militares, que o Alto Comando conjunto das FFAA, prefiro acreditar na capacidade deles.

    • Flávio, ou você não leu ou não entendeu o que eu escrevi. No tocante a não ser “ninguém”, fale por você, até porque não estou decidindo nada neste fórum.

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