Home Indústria Naval HMS Agincourt é o sétimo submarino classe ‘Astute’

HMS Agincourt é o sétimo submarino classe ‘Astute’

10481
36
Submarino classe Astute
Submarino classe Astute

A confirmação da construção do sétimo submarino nuclear da classe Astute, HMS Agincourt, e um investimento de £ 2,5 bilhões garantirá pelo menos 8 mil empregos nos sistemas da BAE em Barrow, de acordo com o secretário da Defesa do Reino Unido.

O Agincourt terá provisão para até 38 armas em seis tubos de torpedos de 21 polegadas. O submarino será capaz de usar mísseis de ataque terrestre Tomahawk Block IV com um alcance de 1.000 milhas e torpedos pesados Spearfish.

Ontem, no estaleiro da BAE Systems em Barrow-in-Furness, na Cúmbria, o secretário de Defesa Gavin Williamson disse:

“Esse investimento de muitos bilhões de libras em nossos submarinos nucleares demonstra nosso compromisso inabalável de manter o Reino Unido seguro e protegido contra a intensificação de ameaças. O Agincourt completará a frota de sete membros da Marinha Real Britânica de submarinos de ataque caçadores-matadores, os mais poderosos que já entraram no serviço britânico, enquanto nossa dissuasão nuclear é a defesa definitiva contra os perigos mais extremos que poderemos enfrentar.

As notícias de hoje suportam 8 mil trabalhos em submarinos da BAE Systems, além de milhares de outros na cadeia de suprimentos, protegendo a prosperidade e oferecendo oportunidades em todo o país”.

A confirmação para o sétimo e último navio da classe Astute foi dada na Revisão Estratégica de Defesa e Segurança de outubro de 2010, embora ainda não houvesse encomenda.

Em 6 de março de 2018, Guto Bebb, ministro de Suprimentos da Defesa, confirmou que o MoD havia obtido aprovação do Tesouro para assinar um contrato para Astute Boat 7, depois que um documento vazado sugeriu que o submarino poderia não ser obtido como uma medida de redução de custos.

Entende-se agora que a construção do sétimo submarino começou.

HMS Astute em corte
HMS Astute em corte (clique na imagem para ampliar)

FONTE: ukdefencejournal.org.uk

36 COMMENTS

    • O ‘Submarine Service’ possuí outros quatros submarinos da classe Vanguard, que são SSBN, cuja substituição começará na próxima década pela classe Dreadnought.

      Na verdade ainda não são sete Astutes. Alguns da classe Trafalgar resistem.

    • Poder?
      5 delas estão em manutenção permanente tentando resolver problemas do projeto.E nenhuma delas consegui participar naquela piada de operação do ataque contra Siria semanas atras..
      Grande coisa…Acredito mais no proSUB.
      Mais um caixão para enterrar 3Bi dos presidentes mortos.
      Um grande abraço!

        • 4 lançados. E Anson é suspenso com prazo de lançamento indefinido pois estão tentando resolver os mesmos problemas dos outros 4…

          • Atrasos estão ocorrendo assim como estão ocorrendo com os novos submarinos franceses em construção, mas, a construção do “Anson”
            continua e se verbas foram finalmente dadas para a construção do sétimo é porque muitos dos problemas já foram resolvidos.

      • “Acredito mais no proSUB”

        Você é um homem de muita fé…….

        Outrossim em serviço os Astutes se mostraram muito capazes em operações de caça a outros SSNs. O USS New Mexico, da novíssima classe Virginia, que o diga…

  1. O lançamentos dos mísseis não são na vertical?
    O custo operacional da RN deve ser exorbitante. Próxima década então. Por isso vão vender alguns navios, alias na tal lista, só Ocean estava a venda mesmo?

    • Existem mísseis de cruzeiro que podem ser lançados pelos tubos de torpedo, como é o caso de uma versão do Tomahawk.

    • E só complementando, ele tem 6 tubos de torpedos e leva 38 “armas”. Dá tranquilamente para leva 26 torpedos e 12 Tomahawks, o que é muito bom.
      Acaba, que fica igual um Los Angeles com 26 armas, 4 TTs e 12 lançadores verticais.
      A vantagem dos lançadores verticais é que descongestionam a sala de torpedos e permitem uma sequência mais rápida de lançamento, que não é tão relevante assim. Dá pra fazer muito bem recarregando os TTs.

  2. Estes Astute são caçadores de submarinos, ou Killers. Ao nomea lo de Agincourt lembramos o ex couraçado Brasiliero Rio de Janeiro que era muito maior do que os da classe Minas Gerais. Foi requisitado por ordem de Chuechill, após o Brasil vende lo para a Turquia. Incorporado na esquadra do Rei teve que ser colocado em frota de barcos mais lentos, eis que não acompanhava os couraçados ingleses, com sua reduzida velocidade. Mas, participou da batalha da Jutlandia, sem softer perdas humans ou danos materiais. Também desmentiu os especialistas que diziam que a sua estrutura não suportaria as bordads de sete torres duplas de 306 mm. Supórtou com garbo e sem problemas. Teria sido o mais poderoso navio da época, se incorporado na MB na sua conclusão.

    • Luiz, só um reparo (mas sem querer ser muito chato): na verdade o Brasil não vendeu o encouraçado Rio de Janeiro à Turquia, vendeu de volta ao estaleiro construtor (recebendo as parcelas já pagas) que por sua vez o negociou com os turcos, com aval do governo britânico, até a maré mudar e o governo e Marinha Real decidirem ficar com o navio.

      • Sobre a divisão dele ser de navios mais lentos, não é a informação que tenho.
        A velocidade dos navios era compatível com as dos navios da maioria das demais divisões de encouraçados britânicos. Apenas uma classe específica de cinco “Super Dreadnoughts”, a Queen Elizabeth, tinha velocidade cerca de dois nós maior (fora os malfadados cruzadores de batalha), quatro dos quais formavam uma divisão mais homogênea, mas eram minoria na frota na Jutlândia. Os restantes encouraçados britânicos, maioria naquela batalha, incluindo o Agincourt, tinham velocidade semelhante (desde que em boas condições de máquinas e cascos), um nó a mais ou a menos conforme o caso.

      • Nunão e Luiz.
        Consta que a Argentina pediu ao Reino Unido que não entregasse ao Brasil este navio. Irmão do São Paulo e do Minas Gerais. Com três encouraçados novinhos em folha, o poder de fogo da nossa Marinha seria formidável.

        • Antonio,

          Desconheço que a Argentina tenha “pedido” ao Reino Unido que não entregasse ao Brasil o encouraçado Rio de Janeiro. Pressão ela podia fazer, mas não foi capaz de impedir, ainda que estrilasse, a entrega do Minas Geraes e São Paulo.

          O que os documentos históricos mostram, e alguns bons historiadores se debruçaram sobre eles, é que Brasil e Argentina chegaram a um entendimento para ambos pararem, ao menos temporariamente, de encomendar novos encouraçados, ficando o Brasil com os dois que tinha, enquanto a Argentina não acrescentaria também um terceiro aos dois que já estavam em construção os EUA. A entrega de outros navios menores do programa argentino seria interrompida com a Grande Guerra, e, após um período de ajustes, a Argentina retomaria seu reequipamento ao final dos anos 20 e ultrapassaria de muito o Poder Naval Brasileiro, senão em número se encouraçados, em qualidade (modernizaram os deles antes) e em cruzadores e contratorpedeiros modernos.

    • Sim…tem …alguns desenhos são muito antigos e não mostram a realidade,
      porém há fotos deles antes de serem lançados que mostram claramente o “pump jet”.

  3. Li alguma coisa sobre os Akulas Russos não permitirem que o Astutes conseguisse chegar na área de tiro para participar do ataque contra a Síria alguém confirma essa informação ? Bosco ?
    Esse nome tem muita historia, uma batalha inesquecível para os Ingleses.
    Sera que a gente chega nesse numeno de sub nuclear, seria otimo.

    • Não é verdade…senão os “Akulas” teriam impedido também o USS John Warner, um
      submarino da classe “Virgínia” de lançar seus mísseis, o que ele fez.
      .
      Também não se pode falar de “Akulas” no plural…como se eles fossem numerosos e
      altamente disponíveis…há um total de 12, sendo que um encontra-se indisponível há anos para talvez ter sua volta ao serviço financiado pela Índia e outro que já encontra-se servindo na marinha indiana através de leasing.
      .
      Dos outros 10, alguns estão sendo modernizados, aguardando modernização, em
      manutenção de rotina, treinamento ou pertencentes à Frota do Pacífico…não dá para
      esperar muita disponibilidade.

  4. Estrategicamente pensando… como o Reino Unido em suma é uma ilha…no caso de uma guerra termo nuclear , contra um pais continental, já entraria perdendo?

  5. Os submarinos da classe Vanguard tem 16 lançadores de mísseis nucleares, ou seja, são plataformas para lançamento de armas nucleares. Pelo que li essa classe Astute não tem essa capacidade. Como o Reino unido vai suprir essa falha no futuro? Planejam um outro submarino além dessa classe astute?
    Obrigado, desde já!

      • Obrigado, Marcelo. Na parte “falha” eu me referi ao fato de talvez eles ficarem sem plataforma de mísseis nucleares, não quis dizer que é uma falha do submarino (o propósito é diferente), mas sim falha do RU ficar sem plataforma de mísseis.

        • Ivan,
          4 SSBNs é considerado o mínimo necessário para uma capacidade dissuasória efetiva. Sempre se poderá ter um SSBN no mar. No caso dos britânicos, eles têm sempre cerca de 80 ogivas nucleares ocultas nos oceanos e capazes de atingir alvos a 12000 km de distância.

          • Desconsiderando a manutenção, 1 SSBN para cada um dos outros membros permanentes no CS ONU, pra fazer valer seu veto.

  6. Nunão
    Li nessa pobre tradução da Viky para o portugues as referencias a pobreza da blindagem e da velociade do Rio de Janeiro. Da uma espiada no que segue:
    Teve o armour pobre em comparação com seu armamento, tendo apenas 9 (229 milímetros) polegadas de espessura máxima da correia comparada com as 12 polegadas (305 milímetros) ou mais aquela esperar-se-ia. Seria adicionada a esta sua disposição interna era pobre, com poucos anteparos e espaços mais abertos do que aceitável para um navio projetado para a marinha real. Espesso como a mas para sua velocidade baixa. Por sua conclusão, seus (305 milímetros) injetores 12-inch tinham começado tornar-se obsoletos – a maioria sob a construção que tem maior calibres.

    A marinha real fêz modificações antes de comissão seu prêmio: no detalhe removeram uma plataforma do vôo-fora para .

    Os encaixes luxurious, aquele podem ter conduzido ao custo elevado original aos brasileiros, deram-lhe o nickname ‘ palácio do gin ‘. Abço.

    • Luiz,

      Com essa tradução ruim desse jeito, não é à toa que vc esteja entendendo errado os dados do navio.

      Quanto à blindagem, ao menos os dados estão corretos, era menos espessa nas especificações originais que outros encouraçados contemporâneos, e por isso mesmo o navio recebeu acréscimos de blindagem após entrar em serviço na Marinha Real.

      Mas a parte que fala de velocidade está totalmente confusa e truncada.

      As fontes que eu tenho aqui, de um ótimo livro de Richaed Hough, além de obra de David Topliss, e algumas fontes primárias, não falam de nada de errado na potência das máquinas e velocidade dos navios. Pelo contrário. Tanto que nas provas de mar (ainda que normalmente provas não fossem feitas com carga máxima) ele atingiu 22,4 nós, acima das especificações e estimativas, só perdendo, mais tarde, para os novos Super Dreadnoughts da classe Queen Elizabeth que na época ainda estavam em construção, e superando Dreadnoughts britânicos de classes anteriores. Deslocamentos de cruzeiro eram comumente feitos a 18 nós quando de sua entrada em serviço, segundo as fontes, o que era um ótimo número. As provas de consumo também foram boas.

      Talvez o trecho que vc pegou e a tradução truncou se refira a um momento específico da Batalha da Jutlândia, quando toda a divisão onde estava o Agincourt teve que reduzir a velocidade para não deixar para trás um de seus encouraçados, que sofrera danos de combate.

      O Agincourt, ex-Rio de Janeiro, tinha vários defeitos, e o apelido “Gin Palace” evidenciava alguns deles. Mas, por tudo que já li a respeito, a velocidade não estava entre os defeitos do navio, e sim entre as qualidades.

  7. O design da proa deste sub é personalíssimo. Chega a ser bonito.
    Parece até stealth. Existe alguma teoria de desenho de casco que disperse o sinal de sonar ?
    .
    Pensei um negócio aqui agora…
    Se os britânicos não dessem calote nos turcos não entregando o Agincourt e outro couraçado, ambos pagos, a Turquia não passaria para o lado da Alemanha, não morreriam milhares em Gallipoli, a Turquia não teria seu território retalhado no acordo Sykes-Picot, e o Oriente Médio como conhecemos não existiria.

    • A não entrega do “Agincourt” que era necessário para à Royal Navy, uma prática comum
      de não entregar navios em construção para outras nações diante de uma guerra iminente
      ou já iniciada, não foi o principal motivo da Turquia aliar-se à Alemanha…isso iria acontecer
      de qualquer jeito.

    • Os objetivos de guerra turcos eram muito maiores que um navio de guerra e incluíam a prevalência no Oriente Médio e Norte da África, o que iria de encontro aos interesses britânicos e francos.

      Sem contar na centenária disputa pela dominância do Mar Negro e suas regiões limítrofes com o Império Russo. À época muita gente imaginou colônias nesta região, inclusive os alemães…

  8. Uns comentários para descontrair
    Quanto ao nosso sub nuclear se um dia a gente chegar lá, bem que poderiam mudar o nome em que pese a homenagem a ser feita aos feitos do almirante, digamos que Álvaro Alberto não soa com referência a algo que denota poder. Podiam deixar esse nome para a base de Itaguaí.
    E com relação ao sub britânico só digo uma coisa o desenho do seu casco é muito invocado, só aqueles russos do tipo Alpha ou os Akula competem com um desenho de imagem assim agressiva.

    • “…digamos que Álvaro Alberto não soa com referência a algo que denota poder. ”
      .
      Esse submarino será uma “bancada de testes”. É uma plataforma para gerar conhecimentos. O nome escolhido se encaixa perfeitamente na proposta desse navio.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here