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Submarino nuclear ‘terrestre’ ficará pronto em 3 anos, diz Marinha

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Homens trabalham no compartimento do turbo gerador de protótipo em terra de submarino nuclear em prédio em construção do LABGENE (Laboratório de Geração de Energia Núcleo-Elétrica) no Centro Experimental Aramar em Iperó, interior de São Paulo. P Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo é responsável pelo desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro da Marinha – FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Protótipo em terra de equipamento está sendo montado no interior paulista; projeto consumiu cerca de R$ 10 bilhões em 4 décadas

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

IPERÓ (SP) – O protótipo em terra do submarino nuclear brasileiro projetado pela Marinha ficará pronto em pouco mais de três anos. As obras do prédio onde o modelo em tamanho natural está sendo montado foram apresentadas nesta quarta-feira, 16, a jornalistas pelo almirante André Luis Ferreira Marques, diretor de Desenvolvimento Nuclear da Marinha, em Iperó, no interior de São Paulo.

O projeto consumiu US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) nos últimos 40 anos. Outros R$ 2,2 bilhões serão investidos até dezembro de 2021, quando o submarino “terrestre”, equipado com o reator nuclear, entra em funcionamento a 200 quilômetros do mar. A versão definitiva, que vai para o oceano, no Rio de Janeiro, só ficará pronta entre 2028 e 2030.

Na avaliação do almirante, as crises econômicas vividas pelo País afetaram mais o projeto do que a Operação Lava Jato, que levou à prisão um dos idealizadores do programa, o ex-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, por denúncia de corrupção na Eletronuclear, que ele dirigiu após passar para a reserva na Marinha, em 2005. Othon, que sempre negou as acusações, foi libertado em 2017, graças a um habeas corpus.

“O TCU (Tribunal de Contas da União) acompanha o projeto desde o início e nunca tivemos problema desse tipo aqui. Quando vimos algo errado, abrimos sindicância e até inquérito militar, mas não deixamos avançar”, afirmou Marques.

As obras do estaleiro da Marinha em Itaguaí (RJ) também têm participação da Odebrecht, uma das empresas que foram alvo da Lava Jato. A empreiteira, no entanto, não realizou obras em Iperó.

De acordo com Marques, o programa sofreu grande contingenciamento financeiro entre 1997 e 2007, mas nunca parou. Na época, houve redução de 50% no número de funcionários. No ano passado, o projeto foi afetado indiretamente pela crise, que levou à insolvência muitas empresas fornecedoras de equipamentos e insumos.

Avanço. A conclusão do modelo em terra do submarino equipado com reator nuclear construído no Brasil será o segundo grande avanço do programa nuclear da Marinha. O primeiro ocorreu na década de 1980, com o domínio do enriquecimento de urânio – o combustível do submarino.

O marco foi a inauguração, em abril de 1988, da Usina Almirante Álvaro Alberto, pelo então presidente José Sarney, na presença do presidente da Argentina na época, Raúl Alfonsín. Os 30 anos da inauguração da usina de enriquecimento de urânio serão lembrados no dia 8 de junho, com uma visita dos presidentes atuais dos dois países, Michel Temer e Mauricio Macri, ao Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó.

Os chefes de governo irão conhecer as obras do Laboratório de Geração de Energia Núcleo Elétrica (Labgene), onde o modelo padrão do submarino está sendo montado em ritmo acelerado. “Estamos tocando ao mesmo tempo as obras civis e a montagem do protótipo com o reator. O Labgene tem de ficar pronto primeiro, para que possamos qualificar o projeto do submarino que será construído no complexo naval de Itaguaí ”, disse o almirante.

O prédio tem paredes com 33 metros de altura e já abriga parte do casco do submarino – um cilindro de aço com 10 metros de diâmetro que terá cerca de 70 metros de comprimento. A escala do protótipo é de um metro por um, ou seja, o modelo em terra será similar ao que vai navegar.

O compartimento que abrigará o reator é considerado instalação nuclear e segue normas para licenciamento pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O conjunto de turbinas e o freio dinamométrico já estão instalados. A base para o motor elétrico de propulsão, de 7,4 megawatts, também está pronta. O próprio equipamento está em testes em laboratório vizinho.

Conforme o almirante, todos os componentes do reator nuclear já foram testados individualmente. O início da montagem está previsto para este ano. “É similar ao que vai equipar o submarino e será testado aqui antes.”

FONTE: Estadão

SAIBA MAIS:

224 COMMENTS

      • Esse trecho da reportagem que destaco abaixo merece um pouco de explicação, pois eu mesmo me confundi ao ler:

        “O marco foi a inauguração, em abril de 1988, da Usina Almirante Álvaro Alberto, pelo então presidente José Sarney, na presença do presidente da Argentina na época, Raúl Alfonsín. Os 30 anos da inauguração da usina de enriquecimento de urânio serão lembrados no dia 8 de junho, com uma visita dos presidentes atuais dos dois países, Michel Temer e Mauricio Macri, ao Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó.”

        A reportagem se refere à chamada Unidade de Enriquecimento Álvaro Alberto, no Centro Experimental Aramar (Iperó, SP) e normalmente (até onde sei, posso estar desatualizado) a Marinha se refere a esta instalação específica mais como “unidade de enriquecimento” e não como “usina de enriquecimento”:

        https://www.marinha.mil.br/ctmsp/CCN-enriquecimento

        Acho importante ressaltar porque ao falar de “usina”, pode gerar confusão no leitor mais desavisado com o nome da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, a CNAAA em Angra dos Reis (RJ), que é o nome do conjunto formado pelas usinas nucleares de Angra 1, 2 e 3 (esta última em construção), que produzem energia elétrica:

        http://www.eletronuclear.gov.br/Aempresa/CentralNuclear.aspx

        Sem falar que Álvaro Alberto também será o nome do submarino nuclear.

        E, em geral, quando se fala de “Usina de Enriquecimento”, as instalações mais referidas são da Fábrica de Combustível Nuclear (FCN) de Resende (RJ) da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (ICN), que produz os elementos combustíveis para as usinas nucleares de Angra dos Reis, que já mencionei acima, sendo que a ICN se refere a essas instalações na FCN como “Usina de Enriquecimento”

        http://www.inb.gov.br/pt-br/Nossas-Atividades/Ciclo-do-combustivel-nuclear/Enriquecimento

        Na prática, creio que chamar de usina de enriquecimento ou unidade de enriquecimento dá na mesma, mas achei por bem ressaltar as diferentes organizações, e o fato de algumas homenagearem Álvaro Alberto, mesmo sendo instalações diferentes, em locais distintos.

        E vale lembrar que o enriquecimento do urânio e produção dos elementos combustíveis específicos para o reator do submarino nuclear não serão atividades feitas na FCN de Resende (pelo menos até onde fui informado, inclusive em visita à própria FCN), e sim em Aramar.

          • É, de tão acostumado a falar de Itaguaí, escrevi a sigla ICN no lugar da outra.

            É INB, fiz o mais difícil, escrevi o nome correto e na sequência troquei as bolas na sigla…

            (ICN deve ter saído por causa de estar com FCN na cabeça – Fábrica de Combustível Nuclear)

          • Bom, Adriano, como disse o Camargoer, se ele for absolvido é uma possibilidade futura.

            Mas, pelo jeito, você primeiro quer condenar o Othon à morte, pois, assim como no caso de ruas, não é praxe homenagear navios com pessoas vivas (há exceções, por exemplo, a nau Dom Pedro, da nossa primeira Esquadra).

            Tudo bem que o primeiro submarino nuclear é para 2029, o eventual segundo submarino será mais tarde, o Alte Othon não é jovem, mas não acho correto que você praticamente o condene à morte nesse meio tempo, gostando ou não dele.

            Ps – não estou fazendo piada, apenas usando lógica.

          • Ele é um militar patriota e um cientista notável. O Brasil lhe deve muito pelos impagáveis serviços prestados no campo da ciência nuclear.

    • Vale o investimento se tivessimos inimigos coisa que não temos e não teremos nos proximos 15 anos, ou seja um pessimo investimento.

      • Caro Augusto… Como vc pode ter certeza disso?? Além do mais, a defesa de uma naçao nao é pensada de 15 em 15 anos. Pelo menos nao deveria!!
        Lembre-se que naçoes nao tem amigos, e sim, interesses!!

        SRN

      • Nunão, quem sou eu para condenar alguém a morte ou a outra pena qualquer? Meu comentário foi apenas uma observação do que provavelmente materializaria o desejo de muitos foristas aqui que consideram o Alm. Othon um herói.

        • Adriano, apenas usei lógica, como escrevi, pois o Alte Othon está vivo. Se fui um pouco duro com as palavras, é porque quis ressaltar o quanto sua hipótese está fora de hora, servindo apenas, como ressalta seu último comentário e a discussão que ele está fomentando, como forma de provocação das longas rixas entre apoiadores ou detratores do almirante, dada toda a controvérsia do assunto.

          Mesmo porque, se eventuais submarinos nucleares sucessores do SNBR Álvaro Alberto também seguirem a linha de homenagear almirantes, e se levarmos em conta critérios como antiguidade e posto, creio que um ex-ministro da Marinha, notável submarinista e que incentivou bastante o incremento da arma submarina da Marinha, deveria ser homenageado antes. E talvez haja outros que ainda mereçam essa homenagem antes do Alte Othon, independentemente de toda a controvérsia, por um lado, das acusações sobre o mesmo, e, por outro, de suas inegáveis contribuições ao programa.

          Mas também, por conta disso, não acho que o debate de quem seria o homenageado (hipoteticamente caso a linha seguisse por homenagens a almirantes) no segundo submarino, seja algo para agora, pois o eventual início de construção seria algo para depois do primeiro passar por testes, e tem mais de dez anos até lá, e também porque o ex-ministro, ao qual me referi hipoteticamente, está vivo e desejo a ele muitos anos de vida pela frente. Cada coisa a seu tempo.

          • Eu desejo ao almirante tudo de bom, quem o julga é a justiça, não eu. Só provoquei esse debate, e você respondeu o que eu esperava (“eventuais submarinos sucessores do SNBR Álvaro Alberto”), para enfatizar que deste temos apenas projetos. Cordiais abraços!

          • Ué, e qual é a novidade de futuros submarinos para além dos já contratados serem “projetos”? O próprio SNBR Álvaro Alberto, tirando os sistemas em desenvolvimento (como o protótipo da propulsão nuclear) também é um projeto, indo para a fase de projeto detalhado, ou seja, ainda não é uma obra em construção como os SBR.

            Mesmo porque a questão da continuidade de construção de submarinos em Itaguaí, após os cinco que fazem parte do contrato assinado e financiado, é importante, mas dependerá de novos contratos e soluções de financiamento. Isso foi assunto que já levantei em evento recente em Itaguaí, durante entrevista coletiva:

            http://www.naval.com.br/blog/2018/02/22/submarino-riachuelo-coletiva-de-imprensa-e-mais-detalhes-sobre-o-inicio-da-integracao/

      • Alexandre, há alguns anos (acho que 2 ou 3) saiu no site da Nuclep a encomenda de um novo vaso de reator para a MB. É o vaso do reator do primeiro submarino nuclear. Entrei em contato com uma autoridade da MB, que confirmou se tratar do vaso para o sub. Perguntei se não era cedo demais para encomendar o vaso do sub, antes do Labgene confirmar todos os dados de projeto. A resposta foi que, a MB está muito segura sobre o projeto, que não se esperam alterações no vaso do reator, e que o ciclo de produção deste tipo de equipamento é muito longo, e que era necessário fazer a encomenda com muitos anos de antecedência.

          • Entre no site da Nuclep: http://www.nuclep.gov.br/pt-br/energia-nuclear e veja o texto abaixo. Cortei uma parte para não ficar muito longo.
            “Atualmente, a NUCLEP tem contratos para o fornecimento de”….. “para o fornecimento do Vaso de Pressão do Reator e dois Geradores de Vapor para a unidade de propulsão de submarino”
            Veja que os geradores de vapor do Labgene não foram produzidos pela Nuclep. Se não me falha a memória foram produzidos pela Jaraguá. Portanto, os contratos com a Nuclep já estão formalizados há alguns anos para a produção dos principais componentes do circuito primário da planta propulsora do submarino nuclear.

    • Fernando, sério que você leu a matéria e não entendeu que é um protótipo?
      Tem as matérias dos links ao final também, se quiser ler.

  1. EdcarlosPrudente 17 de Maio de 2018 at 14:04
    Imaginem quantos Sub convencionais daria para construir com esse dinheiro.

    Saudações!

    Também concordo caro Edcarlos!
    Mas nossos Alt,s com seus sonhos megalomaníacos perdem a rasão quando vão as compras.
    Para uma marinha que nuca tem verbas para aquisições e ou desenvolvimento, porque 80% das verba vão para folhas de pagamentos, pensar em Subnuc para patrulha e repleto de sistemas de armas e guerra eletrônica importados é um tremendo tiro no pé!
    Sou mais pegar essa verba, fabricar mais unidades de SBR e terminar os inúmeros projetos de armas e guerra eletrônica nacional que se encontram parados ou abandonados por falta de verbas.
    Programas como Torpedo, mina magnética, sonar, radar, metralhadora rápida, mísseis, comunicações, drones submarinos, comunicações submarinas etc..

    • “pensar em Subnuc para patrulha”

      Foxtrot, de onde você tirou que o uso do submarino nuclear, na visão dos almirantes da Marinha, será para “patrulha”?

      Além de falar com almirantes sobre o assunto pessoalmente, já estive em coletivas de imprensa onde jornalistas da mídia em geral fizeram pergunta nesse teor, e as respostas foram bem diferentes disso que você fala de “pensar em Subnuc para patrulha”.

  2. Este projeto além do desenvolvimento do protótipo do reator, proporcionará um suprimento de radiofármacos empregados no diagnóstico e tratamento do câncer. Atualmente dependemos de importação destes insumos e às vezes ocorrem falta. Deveríamos alocar recursos e pessoal neste projeto de interesse da sociedade. Vi recentemente que a marinha está mobiliada com engenheiros químicos trabalhando no próprio corpo de engenheiros e também como maquinistas em navios da armada. Não seria o caso de transferir alguns para este tipo de missão?

    • Parabellum,

      O reator para radiofármacos e experimentos científicos é outro, o RMB (Reator Multipropósito Brasileiro), que é uma iniciativa de outros ministérios, e que também conta em alguma medida com apoio de pessoal Marinha. Vai ficar ali do lado, em área junto a Aramar (parte cedida pelo próprio complexo da Marinha), mas são dois reatores distintos, para propósitos distintos.

      • Até porque um “protótipo” de submarino não iria servir para fabricar radiofármacos. É só para teste dos sistemas, acredito eu…

  3. todos os paises que tem SSN pensaram neles para trasportar os SLBM com BOMBAS NUCLEARES fizeram primeiro os SSN para validar o conceito e depois construiram os SSGN e SSBN agora o brasil que construir um SSN que nem mesmo serve para lançar misseis de cruzeiro convencionais e ja que nao vamos construir NUKES ficamos parecendo o cara que comprou um camaro zero financiado mas nao tem habilitaçao e tem medo de andar rapido

    • Elton,
      A validade estratégica e tática de um SSN (submarino nuclear de ataque – sendo que ataque significa nesse caso a capacidade de atacar principalmente outros navios e submarinos dentro de uma estratégia de defesa nacional) por si já é mais do que relevante. Não é preciso pensar em ter lá na frente submarinos lançadores de mísseis balísticos com ogivas nucleares para justificar o desenvolvimento de um submarino nuclear de ataque. O número de submarinos nucleares de ataque em serviço é maior que o de submarinos lançadores de mísseis balísticos, os primeiros não são necessariamente apenas um passo para chegar no segundo, ou uma validação de conceito.

      Quanto a poder lançar “mísseis de cruzeiro convencionais”, basta desenvolver esses mísseis, ou adquiri-los, e lançá-los pelos tubos de torpedo, como outras marinhas também fazem. Não sei de onde tirou que o submarino nuclear brasileiro não poderia fazer o mesmo.

    • Pode, mas nesse caso específico teriam que ser vários reatores para gerar a potência necessária a um porta-aviões.
      Ou teriam que ser desenvolvidas versões em maior tamanho (e potência) para equipar um porta-aviões, a partir desse reator e seus sistemas relacionados (condensadores, geradores, trocadores de calor etc).

  4. Kkkkkkkkkkkk essa grana toda para um protótipo? Fala sério! Esse é mais um elefante branco para se somar aos estádios da copa, Belo monte, Pré-sal, Transposição e outras papagaidas bilionárias da era PT.

    • Caramba, não sabia que essa tal de “era PT” tinha começado há 40 anos, quando começou o programa nuclear da Marinha, já que o valor mencionado na matéria se refere ao gasto feito ao longo de quatro décadas – gastos nos quais apenas uma parte cabe especificamente ao Labgene, o protótipo em terra da instalação nuclear de um submarino, e não todo o gasto.

    • Putz, o cara põe no mesmo cesto Belo Monte, a transposição do S. Francisco e o programa nuclear da Marinha. Critério pra que né?

    • Cara nem lê a matéria e sai disparando bobagens, consegue confundir o básico: o investimento feito nos últimos 40 anos no programa nuclear da marinha (R$ 10 bilhões) com o valor do protótipo do submarino em terra, no qual a matéria sequer cita o valor.

  5. 10 bilhões em 4 décadas é muito pouco tempo entrando no projeto. Se tivessem levado a sério com certeza já teríamos uma frota de submarinos nucleares. Só para comparar, o fx2 estava orçado em 10 bilhões de dólares.

    • “Só para comparar, o fx2 estava orçado em 10 bilhões de dólares.”

      Desconheço a estimativa desse orçamento para o programa F-X2. Mesmo porque a proposta vencedora, da Saab, foi de cerca de 5 bilhões de dólares, e uma das razões (entre várias outras) para ser vencedora é porque ofereceu um financiamento externo com grande carência até o pagamento da primeira parcela principal (só após a entrega da última aeronave, em 2024), seguida de parcelas anuais por mais de dez anos.

      O programa nuclear da Marinha não teve financiamento externo (por razões óbvias), muito menos nessas condições, nessas quatro décadas em que gastou “meio F-X2” (2,5 bilhões de dólares, segundo a matéria). Então não dá pra comparar a forma que será pago o F-X2 com a que foi pago, até agora, o programa nuclear da Marinha.

      • Nunão, fiz uma rápida pesquisa no Poder Aéreo e não encontrei a matéria que deve falar desse cronograma de desembolso do FX-2. Vc sabe “de cor”, mesmo aproximado, o valor das parcelas?? Fica a preocupação que um dia o LM bem expressou (em outras palavras): como a FAB vai fazer quando começar a pagar o financiamento?

  6. Só por comparação:

    Projeto Manhattan começou em 1942.

    O USS Nautilus, primeiro Submarino Nuclear do mundo foi lançado em 1954.

    Nos EUA demorou 12 anos para produzir a bomba atômica, criar um propulsor baseado na tecnologia e fazer funcionar num submarino.

    • Sim, mas os EUA eram (e ainda são) a superpotência dominante na época, e estavam em plena expansão militar devido à Guerra Fria. O contexto econômico, geopolítico e militar dos EUA neste período são incrivelmente distintos do brasileiro no que tange o desenvolvimento do submarino nuclear, e a comparação não é válida.

      Sendo sincero, dadas as dificuldades associadas e o notório desinteresse do país, tirando de setores especializados (e olhe lá), muito me surpreende que esse programa tenha sobrevivido até hoje.

      • Sim, eu tb fiquei surpreso dele se arrastar por 40 anos e nunca cancelaram.

        O projeto Manhattan custou uma fortuna na época, melhores cientistas do mundo estavam juntos e tinham um grande motivo por trás. Isso impulsiona muito.
        E devido a segunda guerra, estavam fabricando submarinos aos montes , tinham todo know How, instrumentos, técnicos, tudo pronto.

        • Perfeito. O Projeto Manhattan foi a exceção, pois possuía recursos financeiros essencialmente ilimitados e a política era favorável.

          No entanto, a Marinha também fez algo impressionante, devido aos contingenciamentos financeiros que seu programa sofreu. Eu já fui totalmente contra o projeto do submarino nuclear pelos motivos defendidos por colegas nesta matéria, mas ao longo do tempo mudei de opinião. Hoje penso que a única forma de a MB se manter relevante, de alguma forma, frente a outras potências, é através do poder submarino e, nesse contexto, o submarino nuclear é atrativo. As consequências deste desenvolvimento tecnológico serão únicas em toda a América Latina, já que somente o Brasil, atualmente nesta região, possui alguma capacidade para um projeto deste nível.

          Além do que, sejamos honestos, US$10 bilhões em 4 décadas são um valor patético para um país que se dizia, há pouco tempo, a “sétima economia do mundo” e que deseja projetar poder em outros continentes. Se faltam recursos públicos, ou se a economia está mal, certamente não são esses módicos US$250 milhões/ano (sem correções) os quais causam estes problemas.

        • Quando visitei o museu da bomba em Hiroshima, há um documento lá mencionando que o Projeto Manhatan custou em 1945 US$ 5 bilhões. Usando uma calculadora online para a inflação em dolar, hoje seria o equivalente a US$ 278 bilhões. Além disso, o projeto envolveu os mais brilhantes cientistas do mundo na época. Esses custos envolveram a fabricação das instalações de enriquecimento de urãnio e de produção de plutônio, além do custo de construir as 3 bombas nucleares. Não dá para comparar.

    • Sem necessariamente querer criar polêmica ou discordar de ninguém, mas é bom observar que na, época “desse” projeto Manhattan, estava-se começando do zero.
      Era um “breakthrough”.
      Muito embora nem todo mundo domine esses ciclos de enriquecimento de urânio e também como lidar com questões associadas (resfriamento, projeto e manutenção dos equipamentos, blindagem contra vazamento de radiação, descarte de resíduos, etc), hoje em dia, pelo menos na teoria, o conhecimento já existe.
      Não se trata de reinventar a roda, mas de conseguir lidar, na prática, é por meio de processos e equipamentos adequados, o que já é de conhecimento acadêmico e teórico.

    • Só para acrescentar , pela wiki: “The Manhattan Project began modestly in 1939, but grew to employ more than 130,000 people and cost nearly US$2 billion (about $22 billion in 2016[1] dollars)” .
      Agora , o que eu não sabia era sobre o B29 , novamente da wiki: ” It was one of the largest aircraft operational during World War II and featured state-of-the-art technology. Including design and production, at over $3 billion it was the single most expensive weapons project undertaken by the United States in World War II, exceeding the cost of the Manhattan Project by between $1 and 1.7 billion” .
      É a aquele negócio: vamos desenvolver uma “super-arma”mas precisaremos do veículo para usá-la.
      O último detalhe: quanto a URSS economizou ao fazer a engenharia reversa do B29 e fabricar o Tu4? Ganhou a tecnologia de aeronaves pressurizadas de graça!

      • Jota 18 de Maio de 2018 at 12:29

        “É a aquele negócio: vamos desenvolver uma “super-arma”mas precisaremos do veículo para usá-la.”

        Estamos desenvolvendo um projeto de um submarino nuclear. É esta a “super-arma” que você se refere ?

        Se for , voce sabe o que um submarino ? Se souber vai entender que não precisamos de nenhum “veiculo” para usa-lo.

        • Mk48 , essa citação minha refere-se ao projeto manhattan.
          Quanto ao nosso subnuc ,é justamente o contrário. A MB certamente considera que as grandes potencias militares podem , num belo dia, resolver não fornecer torpedos e/ou sistemas de combate submarinos. Daí a necessidade de se manter esses projetos. Inclusive o do míssil cruise.

          • Jota,

            É que como estamos falando de submarinos e para mim o teu texto não está claro.

            Me desculpe pelo comentário.

  7. Do ponto de vista custo de desenvolvimento altíssimo de potência naval de primeiro mundo é um mal necessário, mas, diante da real situação da MB com sua frota envelhecida e obsoleta é como comer sardinha falando em caviar.

  8. para pensar em submarino nuclear tinhamos que pelo menos ter o objetivo de construçao em serie,uma esquadra de aguas azuis com escoltas de capacidade de defesa aerea e vasos de apoio logistico atualizados mas nao temos nada disso…..se a MB pretende ser uma marinha de negaçao de mar entao deveria investir em submarinos e lançhas lança misseis e avioes de ataque antinavio e reduzir ao minimo o pessoal abandonar a ideia de controle de area maritima e projeçao de poder mas tentar se tudo isso com o orçamento limitado parece ser uma dificil equação

    • “para pensar em submarino nuclear tinhamos que pelo menos ter o objetivo de construçao em serie”

      Mas a construção seriada é o objetivo. E por isso se construiu (e ainda se constrói) toda uma infraestrutura militar e industrial em Itaguaí, com fábrica, estaleiro e base. Porém, para construir em série submarinos de um novo projeto, complexo como é o caso de um submarino nuclear, é preciso primeiro construir um.

  9. Como reclamam ! Não conseguem ver os ganhos e o salto tecnológico que vamos ter ?

    Se fosse fácil e barato ter um subnuc outras nações já o teriam.

      • O pioneirismo Rafael a que o MK48 se refere é que nós tivemos que aprender a fazer sozinhos. Ninguém repassa este tipo de tecnologia. Assim como o VLS. Quem lança um foguete , constrói um míssil balístico.

        • Defina “sozinhos” por favor. Também gostaria que definisse “repasse de tecnologia”.

          O programa nuclear brasileiro sempre teve suas parceiras, nos mais variados níveis e formas. O almirante da Lava Jato tem mestrado no MIT, ninguém ensinou nada para ele lá? Exclua os EUA da história, quantas publicações científicas internacionais os brasileiros não tiveram acesso? Ou nossos cientistas cresceram em cavernas, excluídos do convívio intelectual com o resto do mundo? Rex Nazaré Alves fez doutorado na Sorbonne. E não só eles, o governo brasileiro financiou dezenas de bolsas de estudos no exterior e com essa política teve seu retorno.

          Não aprendemos “sozinhos”. Aprendemos em conjunto com o resto do mundo, em uma grande sala de aula. E isso deveria ser por si só motivo de orgulho. Infelizmente, nos retiramos de outros cursos ao longo da história, muitas vezes por não pagar a mensalidade…

          Ps: os administradores do programa nuclear brasileiro também tiveram ações que não concordo e que muitas vezes resultaram em prejuízos para o país. Pessoalmente, acho que o monopólio na área é muito prejudicial, pois alija a pesquisa do capital privado.

          • Eu não me sentiria muito seguro se a pesquisa nuclear no Brasil estivesse a cargo de empresas privadas. Além disso, o processo de enriquecimento de urânio é tecnologia controlada, ou você desenvolve a sua própria tecnologia ou compra o combustível pronto, o que obviamente não era uma opção para a MB

          • Olá JT&D. Acho que a Constituição de 88 diz que o governo federal tem o monopólio sobre as atividades nucleares no Brasil. Eu não veria problemas em usinas nucleares privadas, mas eu também não tenho certeza se a pressão por lucro de uma empresa privada não a levaria a operar em no limite da segurança. Se a até a VW fraudou os laudos de emissão para garantir as vendas e os lucros, fico incomodado em pensar no que seria a administração privada de uma usina nuclear tendo que competir com a geração hidroelétrica e eólica que é mais barata.

          • JT8D, se você confia mais nos ilibados, probos, honestos e infalíveis funcionários públicos brasileiros, paciência. É um direito seu. Mas antes de demonizar a iniciativa privada, não esqueça de onde veio a arrecadação dos recursos que viabilizaram a pesquisa estatal.

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            Camargoer, e as indicações políticas em cargos de direção, a fuga de funcionários especialistas para outros postos, licitações fraudulentas, etc, também não seriam riscos para a segurança. Angra 3 está aí, para todos se deslumbrarem.

            Exemplo de uma empresa inovadora, de porte menor na área nuclear: NuScale Power. Pesquise sobre o reator modular dela, acho que também se impressionará. Sem contar os grandes conglomerados norte-americanos, europeus e asiáticos. Precisamos evitar essa visão binária do colega acima. Você mesmo já se posicionou pela união mercado e academia.

            Em minha visão, poderíamos ter nossas empresas construindo usinas nucleares na mesma proporção de hidroelétricas, o que geraria mais uma fonte de recursos para pesquisas e absorção de engenheiros e técnicos da área.

    • “Como reclamam!”

      De fato, Mk48, mas acho justo reclamar e criticar.

      O problema é que o primeiro impulso de boa parte dos comentaristas de “nova safra” (mas não necessariamente novos) costuma ser reclamar, sem mesmo saber direito do que está reclamando, ou mesmo sem ler direito a matéria (às vezes não leem direito nem o título). Nem sabem nada sobre o tema, quando muito leem má e porcamente a matéria, não se interessam em ver outras anteriores, com mais conteúdo, para formar sua opinião. A postura de sempre buscar se informar melhor, usar a boa e velha curiosidade intelectual para crescer em conhecimento, nem pensar.

      A reclamação já sai pronta, é pré-formatada. O importante é reclamar.

      Infelizmente a quantidade de tempo passado em mídias sociais afeta a capacidade de pensar criticamente como deve ser feito, com conhecimento, e não pelo impulso de ser o primeiro a reclamar, de ganhar um like (ou um dislike, no caso dos trolladores, “haters” e afins).

      Perde-se boas oportunidades até mesmo para reclamar direito, ou seja, com algum conhecimento mínimo do assunto sobre o qual se reclama.

  10. Olha, se não fossem os militares, que pensam a longo prazo, nem Itaipu nós teríamos, sem querer entrar em discussão política.

    Esse Projeto só está ainda por aí graças à eles. Pena que o Programa Espacial não tenha seguido o mesmo rumo. O lançamento de satélites é um negócio muito rentável, mas, nossos governantes não conseguem achar um jeito de tirar 10% de propina, então fecha!

    • Caro Marcelo, concordo “quase 100%” contigo, mas devo lembrar que o “negócio” de lançamento de satélites em lugar algum do mundo é rentável. Sim, pode-se cobrar – e sempre é muito caro, pois a atividade é extremamente complexa – pelo serviço, mas isso não cobre todos os custos envolvidos na atividade.
      em minha opinião, isso não muda em nada a relevância de se desenvolver essa capacidade, mas pelos motivos que realmente interessam.
      Tal como a questão da BID: é importante um país com as características do Brasil (tamanho da população, do território e da economia) ter uma BID variada, sólida e com diferentes graus de sofisticação, mas isso é importante não porque gera empregos ou por outos argumentos do mesmo naipe, mas sim porque… é importante um país com as características do Brasil ter um BID variada, sólida e sofisticada!
      se é que eu me fiz entender…
      Cordiais saudações!

  11. Em face do elevadíssimo capital financeiro, humano, tecnológico/intelectual e moral já investidos no projeto, penso que o mesmo tem que chegar ao seu termo final, mesmo ao custo (que já se apresenta e se aprofundará) de uma significativa redução das demais capacidades da Marinha.
    .
    Em face do aprendizado que já tivemos, o pior dos mundos é paralisar ou cancelar os projetos nacionalizantes. Agora que começou e bastante avançou, que termine!!

    • Sim, é muito e muito dinheiro mesmo. Coisa de gente grande.
      Na recente notícia aqui no Poder Naval, um SubNuc inglês (Agincourt) vai custar 2,5 bi de libras. E é o sétimo da série, ou seja, todo o custo de desenvolvimento já ficou para trás. E eles já têm a base radiológica de submarinos, não vão precisar gastar com ela, nós ainda temos que projetá-la e construí-la. E depois tem a manutenção do sub e da base, que também será caríssima.

  12. elton tem toda razão, para ter um subnuc sempre no mar a MB precisa de 4 ou 5 subs. Em nosso imenso litoral precisaríamos de pelo menos 4X isso, é muita coisa, é uma projeto enoooorme, não digo megalomaníaco porque a gente viu na Lava-jato que temos muito dinheiro sobrando, aliás, se o governo fechasse as 126 estatais inúteis e perdulárias teríamos dinheiro mais que suficiente para vários porta-aviões e subnucs, é só uma questão de prioridades que os EUA e nóa não temos. No Brasil dá-se preferência absoluta à criação de milhões de cargos comissionados inchando a folha de pagamento, as pessoas se acostumaram a viver das tetas do governo, a ve-lo como se fosse uma mãe, eu sou a favor dos gastos militares cada vez mais altos, mas precisamos fechar outras torneiras que gastam a rodo o dinheiro do povo, para gastar com a área militar tem que diminuir os gastos com outras áreas inúteis, não dá pra manter tudo.

      • Nas contas de padaria:

        R$ 10.000.000.000 / 40 anos = R$ 250.000.000/ano

        cada SubNuc demora, em média, uns 7 anos de construção, então temos:
        R$ 250.000.000 x 7 = R$ 1.750.000.000

        na conversão do dólar (arrendondando mesmo) US$ 1,00 = R$ 4,00

        portanto:
        R$ 1.750.000.000/4 = US$ 437.500.000

        Com este valor não se constrói nem um submarino convencional.

          • Pior JT8D que não é só reclamar, tem de menosprezar o que os outros fizeram, desconsiderar o esforço de outrém em obter algo e dizer que “não é justo” esta pessoa ter este algo e vc não…

      • Para que ,”protótipo de instalação nuclear” se você pode usar simulações computacionais que chegam a um nível de “realismo” de 99,9%.

        • Isso, Jakson.

          Vamos colocar as simulações computacionais para girar o eixo propulsor do submarino. Trocar Megawatts por Megabytes.

          Deve ser a coisa mais eficaz e segura do mundo se trabalhar só com simulações computacionais, sem instalações físicas para testar, quando se fala numa instalação nuclear compacta, dentro de um cilindro de aço a centenas de metros de profundidade, com gente e artefatos explosivos dentro, e movendo-se a mais de 50km/h.

          PS – por que será que todos os países que desenvolveram submarinos nucleares por conta própria fizeram primeiro um protótipo da propulsão em terra?

        • Isso, brilhante! Se você conseguir convencer a Boeing, a Airbus e a Embraer de que os protótipos físicos são dispensáveis você vai ficar milionário. Boa sorte

          • Da uma olhada como essas empresas projetam e constroem seus aviões hoje e não a meio seculo atras.

          • Pois é, Jakson,

            Deve ser por isso que outro dia mesmo foi noticiado um acidente com um protótipo do KC-390. Devia estar com seus computadores fazendo análises computacionais na pista, os cálculos ficaram muito complicados e o avião resolveu se sujar um pouco de terra pra aliviar o stress…

  13. Me corrijam se eu estiver errado: O submarino nuclear não seria de 100 metros comprimento? Na matéria diz um protótipo de cerca de 70 metros? No mais a Marinha está de parabéns! Excelente arma de dissuasão!

    • Corrijo sim, Marcius. A matéria fala em “parte do casco do submarino”. Parte não é todo.
      De qualquer forma, eventuais imprecisões num texto sobre um assunto bem complicado não são incomuns, e até desculpáveis.

      Outra coisa: o protótipo é da instalação de propulsão do submarino. Não é um protótipo de submarino…

      O que se faz é instalar esse protótipo de sistema de propulsão dentro de um cilindro no mesmo diâmetro do casco de pressão do futuro submarino.

  14. Com todo respeito a todas opiniões expressadas respeitosamente chamo a atenção do significado desse projeto. A exploração espacial , que muitos comparam as grandes navegações, está diretamente relacionada a evolução da espécie humana, pois é a busca pelo conhecimento e desenvolvimento. Os americanos estão desenvolvendo tecnologia para mandar os primeiros seres humanos para Marte e isso após décadas de pesquisa, bilhões de dólares investidos e após erros e acertos e até mesmo vidas perdidas acredito que ninguém tem dúvida que essa conquista será alcançada. Não é em meses e pouco investimento. A visão que esse projeto é perda de tempo e dinheiro ou desnecessária é a mesma visão ( ou cegueira ) dos que não acompanharam a revolução industrial. Imaginem se Santos Dumont tivesse essa mesma visão ?

    • Wagner, muito bom o seu comentário. As pessoas de um modo geral não tem a noção da complexidade e do custo de uma empreitada dessas, e exatamente por isso os países que já possuem esta tecnologia não repassam estes conhecimentos para outros. É como se fosse um patrimônio tecnológico do país que o desenvolveu.

      40 anos é de fato muito tempo mas um projeto desse porte, custo e complexidade no Brasil sempre sem dinheiro, é até razoável.

      No bucks, no Buck Rogers.

  15. O que me assusta não são os 10 bilhões e sim 40 anos. Quem começou o projeto se bobear já morreu ou seja, são duas gerações que tiveram que ser treinados e sabe-se lá o que produziram. Me desculpem, mas crises no Brasil são uma regra ao contrário de exceção, então, culpar os cortes ou crises não justificam totalmente este tempo. Deveriam ser mais honestos e admitir que passaram problemas de aprendizagem (e perda), falta de prioridade, decisões incorretas que foram tomadas e que geraram atrasos ou um caminho inviável, falta de conhecimento e planejamento.
    Nem imagino a complexidade de um programa destes mas que houve vários grandes erros, desafios ou problemas com certeza aconteceram sim. Enquanto não aprendermos com os nossos erros e ficarmos culpando os outros, vamos estar sempre perdendo os bondes da vida.

    • Amigo, eu estive lá e posso afirmar sem medo de errar que é falta de dinheiro mesmo, que leva a atrasos e evasão de técnicos altamente qualificados. Novos técnicos tem que ser treinados, que depois serão perdidos, e assim por diante. Com esse tipo de contratempos você nem imagina como 40 anos passam rápido. Eu eu espero estar vivo para ver o Álvaro Alberto navegando, se Deus quiser

      • Complementando,

        O fato do Brasil passar por crises frequentes não significa que o tamanho delas, duração e remédios sejam previsíveis a ponto de planejamentos de longo prazo poderem quantificá-las de modo detalhado e prever todas as contingências.

        E se imaginarmos que os planejadores da Marinha tivessem capacidade de saber quando e com que intensidade as crises iriam começar e acabar, para aí adaptarem seus planejamentos, eu creio que pessoas com essa capacidade e clarividência não desperdiçariam um talento tão raro em programas como esse. Iriam especular na bolsa e ganhar rios de dinheiro comprando na baixa e vendendo na alta, a partir das informações precisas de suas bolas de cristal embutidas no cérebro.

        Não, a vida real não é simples assim.

        Da mesma forma, mesmo com os mais bem elaborados planejamentos não é possível saber, em anos de fortes contingenciamentos, em que mês do ano valores serão descontingenciados e em que quantidade. Quando se vê o valor final dos orçamentos em séries ano a ano, já com o valor eventualmente descontingenciado incluído, não se tem noção do estrago que esses contingenciamentos causaram ao longo de cada ano, levando a atrasos de pagamentos, falindo empresas fornecedoras, ocasionando perda de pessoal contratado etc.

        O Brasil e sua tradicional gestão econômica ao sabor dos ventos é um país praticamente à prova de planejamentos de longo prazo, como é o caso do programa nuclear da Marinha.

        • Nunão, respeito a sua opinião.
          Trabalho com projetos, obviamente nada nem de perto deste MAS. Existem metodologias como PMI com os seus 47 processos que obviamente pode ser utilizados em grandes projetos (gringos e indianos amam este processo). Nos projetos que eu toco, raramente o tempo passa mais de 6 meses, já toquei projetos que duraram 18 meses. Mesmo estes projetos de um tempo mais alongado, possuem marcos para checagem.
          Mesmo não usando estes 47 processos, existem um triple básico.
          Escopo (o que vai ser entregue), Budget (o orçamento) e tempo de entrega, se um deles não é factível OU existe um grande risco, nem começamos o projeto pois é a garantia de fracasso. Por fracasso entenda-se entregar algo que não era o esperado, não entregar no prazo estimado ou o pior, entregar tudo errado (sem qualidade), com o orçamento estourado e muito depois do planejado.
          Resumindo, se não tem garantia de fluxo financeiro, nem comece. Para mim, encontraram muitos problemas (tem coisa que vc só descobre com o andamento do projeto) e não tinha espaço para encaixar o budget para contornar (estudar, desenhar , gerar e testar o antídoto) o problema. Para mim, estes problemas são naturais e tem que ser administrados com o máximo de transparência.
          Normalmente os problemas encontrados e a falta de budget (não só para criar a solução e sim também para contratar recursos) geram um efeito cascata e mata qualquer projeto. Para mim (chute mas bem consciente) isto gerou um problema muito maior que o fluxo de dinheiro.
          Um grande abraço

          • Humberto,

            Em nenhum momento afirmei que não houve outros problemas nesse longo projeto e que o problema foi só falta de verbas. O que fiz foi contrapor esse ponto específico do seu comentário (“Me desculpem, mas crises no Brasil são uma regra ao contrário de exceção”) para mostrar como essas crises têm influência e, em especial, sobre como contingenciamentos e liberações sem qualquer previsibilidade cobram seu preço.

            Peço que releia meu comentário e procure algum ponto em que eu afirme que esse é o único problema ou que diga que outros não existem.

            Discorrer sobre um aspecto específico não significa que ignore os demais. Pesquiso diversos programas do passado na Marinha, profundamente, e tenho encontrado acertos e erros. E, para os erros, pesaram em parte as responsabilidades econômicas externas à Marinha, mas também houve muitas questões técnicas, políticas e de decisões e gestão da mesma – como, aliás, ocorre em programas de outros países e instituições (Ainda não cheguei a pesquisar profundamente o programa nuclear, só leituras iniciais e só mais pra frente pesquisarei documentos pois meu foco está em décadas anteriores, por isso meu comentário tem caráter geral, servindo para vários programas da Marinha e de outras forças).

          • Nunão, só quis colocar a minha opinião, de forma alguma contestei a sua ou fiz alguma interpretação do que vc escreveu, se foi isto que pareceu, me desculpe, não era a intenção.
            Como comentei, respeito a sua opinião.
            Um grande abraço

          • Sim, compreendi, Humberto. Respeito sua opinião e não tenho intenção de impor a minha pra ninguém. Só quis esclarecer.

      • Este é um dos grandes problemas, perda de recursos. Além da necessidade de criar (não se acha este pessoal no mercado) novos recursos, como possivelmente não houve um processo de handover, os erros encontrados pelo primeiro vão se repetir pelo segundo, mesmo que esteja bem documentado, se perde muito tempo para entender.
        Já passei por projetos que não vingaram, tomara que não seja este caso (sempre torço pelos que eu passei), para mim é importante jamais desistir, fico muito triste (para não dizer outras coisas, começando com P..) quando eu perco MAS faz parte.

        • Você já participou de projetos onde fornecedores se recusaram a entregar equipamentos, componentes e materiais por pressão de certos governos poderosos e você teve que desenvolver esses equipamentos, componentes e materiais você mesmo, aumentando absurdamente o escopo inicial? E de projetos que sofreram sabotagem? Se não, bem vindo ao mundo real dos projetos militares

          • Esse é um ponto de vista bem válido.

            Quando visitei Aramar, anos atrás, um oficial da MB fez uma apresentação mostrando vários vetos a encomendas de componentes para o programa, como válvulas de maior complexidade ou com especificações passíveis de serem usadas em reatores e sistemas auxiliares. Era uma lista bem considerável. E isso falando dos itens em que esse veto era oficial e documentado.

            Por um lado, apresentar esse histórico sempre foi uma estratégia para valorizar a dificuldade do trabalho em andamento, angariar simpatia, pelo fato de haver vetos e ser preciso desenvolver e fazer praticamente tudo de mais sensível por aqui. Por outro lado, é realmente uma evidência das dificuldades reais e desafios – alguns deles previsíveis, mas muitos deles não tão fáceis de prever.

          • Ola, sim em quase todos os projetos tenho problemas com fornecedores, as vezes a responsabilidade é nossa, pois nem sempre o fluxo de pagamento ou da aprovação dela não andou conforme a regra, as vezes, especificamos incorretamente, outras vezes, pressionamos de forma muito dura os prazos e as entregas foram uma porcaria (nem sempre a culpa só recai a quem aceita os prazos malucos).
            Já tive que cancelar (no caso solicitar) o contrato com fornecedores pois como eles não conseguiram entregar os artefatos ou documentações nos marcos previamente definidos, já é evidente que não vão entregar o produto na data agenda com a qualidade requerida OU SEJA, dá para se pescar problema bem antes da data final acordada.
            Quanto a sabotagem nunca tive, mas enfrentei diversas vezes um fornecedor atrapalhar o outro, na grande maioria das vezes de forma não intencional. Quem faz isto deliberadamente vamos tirando com o tempo, melhor trabalhar com fornecedores comprometidos.
            Já tive sim problemas com fornecedores que não puderam entregar material pois ficaram bloqueados na alfandega, raramente deixamos de cobrar as multas estabelecidas no contrato. Isto é um ponto importante, se voce contrata e se o mesmo se recusa a entregar, combra-se a multa, normalmente o fator multa aumenta o valor do produto, pois quem fornece tem que tentar se proteger e adiciona um delta. Este delta TEM que ser contabilizado caso o fornecedor esteja em uma das linhas críticas do projeto.
            Quanto a produtos com vetos, se você sabe que um produto não pode ser comprado, não se cai na ilusão que vai conseguir o mesmo, tem que planejar um plano de ação (desde desenvolver do início até “roubar” quem sabe fazer). Parece simples, mas é super complicado, mas não pode dar uma de virgem. O ruim é você ser pego com as calças nas mãos, poderia comprar o material com x dinheiro, faz o orçamento MAS em um determinado momento o mesmo o preço sobe nas alturas, acontece e ferra qualquer planejamento. Acontece e você tem que montar um plano de ação (quase sempre fica mais caro) MAS tem que aprender também que este fornecedor não é confiável e vc risca ele.
            Não estou falando que as coisas são simples, se existe segredo militar, projetos estratégicos para empresas também são, pois os concorrentes estão de olho. Não tenho ilusão que um fornecedor que trabalha para uma concorrente não vá levar o conhecimento adquirido conosco para o “outro lado”. Não entro em mais detalhes por causa do SOX.
            Resumindo, como disse, 40 anos para mim é um absurdo de tempo, de repente este tempo foi o estimado no início e foi aceito como natural, se foi isto, ótimo. Agora (como diz na reportagem) que a coisa atrasou por problemas de fluxo de caixa, me parece mais uma justificativa e não explicação do atraso, para mim não conta toda a história.
            Ahhh.. um ponto importante. Não estou falando que este ou aquele é o responsável, já entrei em cada fria que não merecia, mas quem pega a peteca, tem a responsabilidade de tentar o melhor que pode MAS, a organização tem que lavar a roupa suja internamente para não repetir o mesmo erro (no mínimo mitigar). Normalmente a verdade é amarga, é muito mais fácil jogar a responsabilidade para fora.
            Abraços

  16. Lembro de um engenheiro naval da marinha, 1985, 33 anos atrás, aprendendo alemão com passagem marcada para a Alemanha, para chupar o projeto alemão. Melhor comprar um usado e testado. Quem acredita que as quadrilhas políticas do Brasil, bem pagas, deixarão sair uma coisa boa ?

  17. 10 bi de reais!!!! em 40 anos para ter 2 reatores e independência tecnológica na área: geração de energia, radiofármacos, etc. tá muito barato. Só F.A. mesmo. Mais em conta que sediar uma copa do mundo. Sem contar a quantidade de gente formada (e ainda formando) ao longo destes 40 anos. Bravo Zulu!

  18. A MB está de parabéns por priorizar o PROSUB. Para um país como o nosso, antes de se pensar em projetar poder é garantir nossa capacidade dissuasória em “negar o uso do mar” a um potencial inimigo – seja ele quem for.
    Nem se discute o impacto da presença de um subnuc nas proximidades de uma FT, é o conflito das Falklands/Malvinas é um exemplo clássico.
    Por mais importante e letal que seja um submarino convencional (ou vários deles), uma Marinha de águas azuis não pode jamais deixar de aspirar a um submarino nuclear (ou vários deles).

  19. Quando se fala no submarino nuclear brasileiro os comentários sempre convergem para o assunto propulsão. E quanto ao armamento? existe algum avanço ou ficarão limitados a torpedos?

    • Acredito que sim. Mas nada impede que numa segunda etapa se compre ou desenvolva mísseis para serem lançados pelos tubos de torpedo.

      O foco na propulsão explica-se por ser a tecnologia a ser dominada e por ser fundamental para a existência do sub.

    • Roosevelt, tem sugestão de três matérias para se aprofundar sobre o tema, em links ao final desta.
      Sugiro que você leia a terceira delas.

  20. A foto acima, mostra o compartimento 30. As 2 estruturas grandes do lado esquerdo, com muitos parafusos, são os dois condensadores.

  21. Vejo o pessoal reclamando. Nenhum país no mundo conseguiu projeção internacional sem desenvolver tecnologia de ponta. Se fosse fácil não seria uma meia dúzia em um universo de 180 países à dominar essa tecnologia. Parabéns as FFAA.

  22. A mãe marinha esta no caminho certo. Com os submarinos nucleares já ganhamos 80% de uma guerra marítima, sem precisar de tantas outras armas navais. Precisamos agora é alocar mais dinheiro nisso.

  23. É o mesmo atranco do post do Bahia e Atlantico. Contigenciamentos.

    Um presidente gosta. Libera. Outro gosta mais ou menos. Espera. Enquanto isso, tudo fica mais caro.

    O Brasil produz radiofármacos e faz pesquisas com reator nuclear desde os anos 1960. Mas o reator é pequeno e a produção também. O reator multiproposito da Nuclebras + Invap argentina irá produzir um reator de piscina nacional. Maior que o reator do IPEN. Está em Aramar ao lado do reator de vaso do Almirante Othon.

    O reator de vaso irá mover o sub. Pertence à MB. Consome urânio enriquecido acho que a 10%. Parece que Aramar esta enriquecendo acima de 10% embora oficialmente tudo ainda esteja em construção. E assim deve ficar.

    Alcantara explodiu e até hoje ninguém explicou. Sabe-se da não aprovação norte-americana e da cilada que foi cair nas mãos de ucranianos. 500 milhões perdidos. 23 vidas que se foram. A senadora Ana Amélia está cuidando do acordo de salvaguardas com os americanos. Deve sair. Deve.

    Aramar sempre estará por terminar. Em construção. Mesmo quando o sub estiver pronto em Itaguaí.

    FHC promoveu encontro de oficiais das Armas em sua fundação. Das 3 Armas. O enriquecimento e o volume de urânio = picar o acordo de não proliferaçao. O mesmo que empurraram goela abaixo do Iran. Nossa hora vai chegar. Vamos precisar de um presidente cascudo.

    Mas isso é outro assunto.

  24. E continuamos a desenvolver um reator nacional com capacidade de geração de energia em grande quantidade. Com a maturação desta tecnologia, o governo deverá (ou deveria) utilizar a base deste reator para a construção de usinas geradoras espalhadas pelo território nacional, diminuindo a dependência de usinas hidroelétricas e substituindo as usinas a carvão e gás natural.
    Se não me engano, um dos comentaristas já trouxe a informação de que o reator da MB deverá gerar 4MW, o suficiente para uma região com 300 mil habitantes; se fosse construído um sítio com 3 reatores este sítio poderia abastecer uma região com mais de um milhão de pessoas. Acre, Amapá e Roraima não tem um milhão de habitantes cada, por exemplo.

    • Roberto, a utilização do reator do submarino para a construção de mini usinas para a geração de eletricidade em regiões remotas esteve nos planos desde o início do programa nuclear da MB. O difícil será vencer o preconceito e a resistência dos ambientalistas e da população em geral

      • Reatores devem ser resfriados. O do sub e do porta-aviões é resfriado com água do mar. Um reator estacionário ainda que pequeno precisa de água corrente. O multiproposito de Aramar será resfriado com água do rio Sorocaba que deságua no rio Tietê.

        • Esteves,

          Reatores nucleares são resfriados por água (ou mesmo outro elemento em estado líquido) em seus vasos, num circuito fechado, que não tem contato direto com a água que vem de fora.

          Outro circuito, também fechado, faz passar água por trocadores de calor, que se transforma em vapor, e faz girar as turbinas.

          A água do mar, de rios etc, em circuito aberto, é usada apenas nos condensadores onde se resfria o vapor (do circuito fechado) que girou as turbinas ligadas aos geradores, sem entrar em contato direto com a água desse circuito.

          Ou seja, a água externa, seja ela do mar, de rios, em circuito aberto, não resfria reatores.

          Veja o esquema bem simplificado e didático da imagem abaixo:

          https://nuclear-energy.net/media/operation-nuclear-power-plant/pressurized-water-nuclear-reactor.jpg

          • Impressionante. O PWR usa água pressurizada. Isso que dá a gente comentar sem antes pesquisar. Mas o multiproposito (piscina) será resfriado com água do aquífero ou do rio. Acho. Também não pesquisei. Grato por esclarecer.

          • Esteves,
            “Resfriamento do reator” nunca é com circuito aberto, usando água de rio ou mar. Nunca. Só num derretimento pós-Tsunami…

            E, tecnicamente, o que se faz para resfriar um reator é usá-lo para esquentar água, ou seja, ele é fonte de calor, cuja intensidade é dada pela reação físsil, controlada pelas varetas inseridas nos elementos combustíveis, que controlam a fissão, e isso é mantido numa temperatura ideal para seus propósitos pela circulação da água (leve ou pesada).

            O que é resfriado no circuito fechado, tecnicamente, não é o reator, é o líquido aquecido no vaso do reator, que vai para o trocador de calor e retorna em circuito fechado, e esse liquido nunca (a não ser em falha de contenção, derretimento do reator, acidentes do tipo) entra em contato com a água da fonte externa.

            No caso do reator de pesquisas, a água de fato funciona, na perspectiva do propósito do mesmo, como resfriador, já que objetivo básico não é aquecer a água, mas produzir radioisótopos utilizando-se o bombardeio das partículas. Mas usso é uma questão de filosofia do propósito da mesmo, do aproveitamento prático ou não da água aquecida.

            Por fim, reator do tipo “piscina aberta” não quer dizer que essa piscina seja de um circuito aberto, ou seja, uma piscina onde entre e saia água do rio ou do mar. Significa que os elementos combustíveis e de controle do reator estão mergulhados numa grande piscina que permite que a reação seja vista e acompanhada (por ser “aberta”), e que se possa colocar ali outros elementos para pesquisa, bombardear comentário m particulas etc. Mas a água desta piscina não está aberta para o ambiente, está em circuito fechado.

            A água do ambiente faz parte do sistema de resfriamento, fora do reator, nos condensadores do vapor de água do sistema de troca de calor onde passa a água da piscina.

            Segue link com texto em inglês e ilustração do reator australiano OPAL, do mesmo tipo que será o RMB:

            http://www.ansto.gov.au/AboutANSTO/OPAL/Howitworks/index.htm

    • Roberto,

      Pelo que já publicamos aqui em matéria anterior são 48MW térmicos ou 11 megawatts elétricos (MWe):

      http://www.naval.com.br/blog/2018/02/20/o-prosub-e-o-submarino-nuclear-brasileiro-sn-br/

      Não creio que chegue para abastecer uma região de 300 mil habitantes.

      Angra 1, por exemplo, tem potência de 640 MW e serve para abastecer o equivalente a uma cidade de 1 milhão de habitantes, mas não sei se esse valor está em MW térmicos ou elétricos. Acredito que elétricos.

      O link que passei fala que 11 MWe equivaleriam a quase 10% de Angra 1, mas enfim, são dados que não batem à primeira vista e não sou versado no tema. Outros colegas podem ajudar.

      Mas, se equivaler a uns 10% do necessário para abastecer 1.000.000 de pessoas, na teoria abasteceria 100.000 pessoas, se os valores comparativos estiverem corretos, mas acho que seria menos, pois 11 está muito longe de ser 10% de 640.

      • Achei algo a respeito:

        “O termo técnico watt elétrico (símbolo: We) corresponde à produção de potência elétrica. Seus principais múltiplos são o megawatt elétrico (MWe) e o gigawatt elétrico (GWe). O termo técnico watt térmico (símbolo : Wt ou Wth) corresponde
        à produção de potência térmica. Seus múltiplos são o megawatt térmico (MWt ou MWth) e o gigawatt térmico (GWt ou GWth). Essa distinção é de uso corrente para separar produção elétrica de uma usina e produção térmica de seu reator nuclear. A potência de uma usina é geralmente expressa sob a forma de potência elétrica (em MWe).
        Note-se que o We é uma medida de potência, isto é, de energia produzida por unidade de tempo. A medida de energia efetivamente gerada por uma usina de geração elétrica é o MWe.hora, isto é, a energia gerada num período de 1 hora, ou o MWe médio, ou seja a potência média em que a usina opera durante um determinado período de tempo.
        A potência térmica de uma usina nuclear é, geralmente, o triplo da sua potência elétrica. A diferença corresponde ao rendimento termodinâmico (diretamente ligado à temperatura de funcionamento) e às perdas de conversão. A transformação de energia térmica em energia elétrica não pode ser feita senão com perdas (o rendimento é da ordem de 30 a 40%), o que explica a magnitude
        das operações de resfriamento das usinas térmicas.
        A Central Nuclear Embalse (Argentina), por exemplo, gera 2109 MW de calor (2109 MWth) para somente 648 MW (648MWe) de eletricidade. Embora de uso corrente, a adoção de símbolos dotados de índices não é recomendada pelo Escritório Internacional de Pesos e Medidas(BIPM), que só considera a
        existência de um único watt, pois é a quantidade medida que muda. Não a unidade utilizada para a medida.”

        http://www.zeeli.pro.br/wp-content/uploads/2012/06/2011-a_Energia-Nuclear-questao-e-controversia.pdf

        • Olá. Para quem tem mais curiosidade sobre essa questão de quanto é possível aproveitar da energia do reator para mover um gerador, um bom ponto de partida é o Ciclo de Carnot. A quantidade de energia disponível de uma máquina térmica que pode ser aproveitada é limitada pelas temperaturas do vapor gerado e da água condensada. Portanto, se o reator gera 40 MW, apenas uma parte dessa energia poderá ser convertida para energia elétrica durante a operação da turbina a vapor. Isso tema ver com a segunda lei da termodinâmica (entropia).

      • Camargoer, é isso mesmo o link do Nunão trouxe a infomação correta:

        “O SN-BR terá 100m de comprimento, deslocamento de cerca de 6.000 toneladas e será movido por propulsão turbo-elétrica com 48 MW de potência, equivalentes a 650 carros de 100 HP ou ao fornecimento de energia a uma cidade de 20.000 habitantes.”

        Fui traído, e muito, pela memória.

        • “Leonardo Costa da Fonte 17 de Maio de 2018 at 19:04
          A foto acima, mostra o compartimento 30. As 2 estruturas grandes do lado esquerdo, com muitos parafusos, são os dois condensadores.”
          Ótima informação. Mas a foto me deixou uma dúvida: será que no submarino será tão espaçoso como está na foto/protótipo?? Ou este compartimento ainda não está dentro do casco protótipo??

          • Nilson,

            Eu não estou vendo nada de “tão espaçoso” na foto, está bem atulhada de equipamentos, como deve ser.

            É compatível com o interior de um cilindro de cerca de 10 metros de diâmetro. Repare no tamanho das pessoas mais ao fundo e do que está mais abaixo, próximo de um dos condensadores. Combina com pouco menos de 10m de distância entre o homem em primeiro plano, na plataforma junto a uma das “paredes” e os demais ao fundo, em outra plataforma junto à “parede” do outro bordo.

            Toda a ideia do Labgene é comportar, dentro de um cilindro com o mesmo diâmetro do futuro submarino, todos os equipamentos de propulsão, e isso inclui os condensadores.

            Veja nas imagens abaixo o esquema simplificado e o esquema gerado em 3D

            http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/02/Esquema-da-propuls%C3%A3o-nuclear.jpg

            http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/10/LABGENE.jpg

            O que aparece fora dos cilindros refere-se a sistemas de proteção e segurança por se estar trabalhando em terra, com um protótipo em testes.

          • Realmente, usando a proporcionalidade com os humanos, nota-se que o espaço é compatível com o diâmetro do SubNuc. Devo ter achado exagerado devido à ilusão de ótica decorrente do costume de ver o espaço interno de um Sub convencional, cujo diâmetro é mesmo bem menor, dando impressão de ser bem mais atulhado.

  25. Para os interessados, sugiro o manual do reator PWR da westinghouse “the westinghouse
    pressurized water reactor nuclear power plant” que pode ser baixado pela internet. E para aqueles que gostariam de entender o papel de um submarino nuclear na MB sugiro a dissertação de mestrado “A Análise do potencial dissuasório do submarino de Propulsão nuclear brasileiro em um cenário hipotético”, que também dá para baixar pela internet (consegui ler os dois ano passado. Com um pouco de paciência e teimosia dá para aprender bastante).

  26. Uma dúvida que tenho, ligado e ao mesmo tempo não, com a matéria: seria viável, num futuro lote dos Sbr ao invés de se usar o projeto de casco dos Scorpene usar o projeto dos SNbr mas com propulsão convencional ? Penso isso visando a escala de produção do casco, tentando diminuir custos de produção.

      • Este é um dos motivos da minha pergunta Galante, pelo processo na Austrália. Com a unificação dos cascos, a escala deve ser considerável.
        Saberia dizer as principais caracteristicas que se ganha e perde na adoção de um casco tão grande com propulsão convencional ?
        Deve haver um aumento do raio de ação mas, com certeza, há a diminuição da velocidade máxima; o tempo de imersão deve ser maior, etc.

    • Roberto, permita-me dar meu palpite.
      Não acredito que um casco tão grande seja adequado a um sub convencional. Como os convencionais tem autonomia muito limitada, o espaço adicional seria supérfluo, servindo mais para gerar arrasto hidrodinâmico a consumindo a potência já escassa do sistema de propulsão. Acho que com a cadência de produção dos submarinos isso dificilmente traria economia relevante

      • JT8D, fique a vontade de palpitar, quanto mais conhecimento melhor.
        Como eu especulei com o Galante acima, acho que o raio de ação aumenta pois há mais espaço para viveres e baterias mas a contrapartida seria uma diminuição das velocidades por não ser uma propulsão nuclear. Também seu peso deve ser menor sem todo os equipamentos para o reator, e ele próprio, mas também tem de se considerar o combustível para os geradores….

        • Pois é Roberto, parece que no caso da Austrália eles estão usando esse recurso para manter aberta uma possibilidade de eventualmente migrar para o projeto de SSNs. Acredito que para o Brasil isso não teria sentido, pois já temos os projetos otimizados para as duas classes de submarinos. Pessoalmente acho que a Austrália vai acabar com um pato (pode fazer várias coisas, mas não é bom em nenhuma delas)

          • Peraí!!! Essa matéria do Surcouf fui eu que escrevi! Me recuso a que a utilizem de forma a chamar, mesmo indiretamente e como exemplo, aquela monstruosidade de pato. Os patos não merecem!

            Eu discordo da máxima que o pato é um “faz tudo que não faz nada direito”.

            Quem diz isso nunca viu patos voando em migração, em formatura perfeita, revezando o líder, por centenas de km.

            Ou nunca prestou atenção em como nadam com precisão e mergulham pra pegar comida. Seja em águas amenas, seja em águas geladas.

            Andar… bom aí concordo que não são lá muito graciosos. Mas comparado com alguns outros bípedes emplumados, andam muito bem e vão longe!

            Enfim, patos fazem várias coisas bem feito, podem não ser os melhores em cada área, mas estão muito longe de serem os piores!

            E ainda por cima são sociáveis. Fundaram Patópolis. Quac!

    • Olá Bozzo. Acho que sim, ao menos tecnicamente. Os submarinos da marinha japonesa (classe Soryo) deslocam 4,000 ton são diesel-elétrico, praticamente o dobro dos SBR (acho que deslocará 2.200 ton). O SBN deslocará 6.000 ton. Talvez exista uma limitação em relação às baterias. O SBR terá um motor de 3 MW que precisará de 220 células de bateria. Acho que o SBN usará um motor elétrico de maior potencia. Se não estou enganado, o Soryo tem um motor de 6 MW. Talvez a quantidade de células de bateria necessárias para suportar um submarino de 6.000 ton seja tão grande que ele se torne inviável de operar. Mas concordo que a pergunta é bem legal.

      • Segundo a matéria, o motor do SNBR será de 7,4 MW. Deixo aos entendidos calcularem as baterias necessárias…
        .
        Mas creio que os engenheiros que aprenderão a projetar o SNBR não terão dificuldade adicional para projetar um convencional nacional (parece que esse é um dos objetivos também, no médio prazo – projetar um sub convencional, recuperando a capacidade que se perdeu com a descontinuação do Tikuna). Some-se a isso que a Nuclep já tem a expertise para fazer os cascos dos convencionais, parece-me que a melhor escala é a do convencional de 2000 e poucas (ou tantas) toneladas, não a do nuclear, ao contrário da indagação do Bozzo.

        • Olá Nilson. Pesquisei bastante para encontrar para encontrar as especificações dos Scorpenes convencionais. Geralmente, as potências dos motores elétricos (fornecidos pela Jeumont) fica entre 2,8 e 3,2 MW (para deslocamentos entre 1600 e 2000 ton). Um número bom para estimar a potência requerida para os motores elétricos é 1,45 kW / ton. Assim, o SNB (deslocanso 6.000 ton) teria iria requerer uma potência de 8,7 MW (um pouco acima do valor colocado por você de 7,4 MW, mas dentro da escala). ,

  27. Quanta choradeira…eu gostei da notícia, a coisa está andando. Logo teremos submarinos nucleares, sem dúvida a arma mais letal que existe.
    Roubaram de 40 a 60 bilhões de reais da Petrobras, a Lava Jato já recuperou 38 bilhões…pensando dessa forma, 10 bilhões de reais para criar conhecimento nacional e uma arma de ponta é algo muito bom!
    Prefiro um submarino no RJ do que uma Lamborguini na sala de estar do Palocci.

  28. Há certas ações que não importam o preço para serem iniciadas e persistidas. Essa é uma delas. A própria razão de existir uma Marinha do Brasil – enquanto força de defesa – é sua Força de Submarinos, e a propulsão nuclear, com a autonomia que lhe é peculiar e demais vantagens táticas e estratégicas exaustivamente conhecidas pelos blogueiros, será o ápice da nossa defesa naval, a mais crível possível, sem mencionar a proveitosa repercussão não militar dessa empreitada.

    Disse, repito, e pleonasticamente repiso: o que passar da diplomacia e daquela contenção submarina, numa hipotética e anacrônica oposição internacional armada, através do mar, é com a FAB, o EB, as Polícias e Bombeiros Militares, as Guardas Civis, a extensão territorial, a grandiosidade populacional, a respeitável capacidade industrial e, aos que crêem, antes de tudo, com o Deus-Todo-Poderoso, que salva, “não com o arco, nem com a lança, pois do Senhor é a guerra” . . .

    Na esteira dessa citação bíblica, proferida no contexto de um evento (histórico ou alegórico, não importa), que em qualquer conotação simboliza uma vitória surpreendente em descomunal desigualdade de proporções, também convém destacar que a Marinha do Brasil não tem nenhuma possibilidade de armar-se como um Golias (histórico ou alegórico, não importa), com os custos envolvidos para a grandiosidade de sua couraça, de sua lança e de sua espada, e ademais, como Davi (histórico ou alegórico, não importa), a Marinha do Brasil não tem sequer estatura física para mover-se com tamanho peso. O que não lhe prejudica desenvolver, sim, sua “funda nuclear” para, na hipótese de uma improvável luta contra algum gigante, lançar suas pedras e talvez penetrar-lhe a testa . . .

    É isso.

    • Ozawa 17 de Maio de 2018 at 22:03
      Boa tarde, quero te pedir um favor, sei que você esta mais no naval, tem como vc fazer um versos deste sobre o Gripen, la no aéreo, é Show esta forma que vc colocação… é sua marca. Parabéns

  29. Não li todos os 110 comentários. Não sei se falaram sobre isso.
    Mas qual a necessidade desse protótipo?
    Quero dizer, testar a parte dos sistemas nuclear acho válido.
    Mas construir todo um submarino por 10 bilhões de reais apenas para testar sistema nuclear?
    Em outras palavras, acho que não faria sentido gastar 500 milhões de reais para construir o protótipo de um gripen que nem vai voar… Só para testar se os motores funcionam ou não. Para isso não precisa construir um avião inteiro…
    Por falar nisso, nunca ouvi falar que navios e submarinos tenham protótipos…
    Já fazem o modelo definitivo, até porque cada unidade costuma ser bem mais cara do que um avião, e dos primeiros se constroem bem poucas unidades…

    • Nonato……..

      Acho que você nao leu a matéria completa.

      É um protótipo da parte de propulsão do submarino.

      Outra coisa : Nao dá para comparar um protótipo de propulsão nuclear com um protótipo de um avião.

    • Nonato, é um protótipo do reator/sistema de propulsão e não de todo o submarino.

      Quanto ao Gripen, os seus motores estão há anos sendo utilizados por outras aeronaves. Não se trata de um projeto novo.

      No mais, ainda utilizando-se da sua comparação com o Gripen, certamente a GE construiu alguns protótipos do F414.

      Sobre a aviação, são sim construídos protótipos que não voam (geralmente para ensaio de fadiga da estrutura). Se vc pesquisar, vai achar esses ensaios, inclusive, em vídeos postados pela Embraer.

      10 bilhões foi o que a Marinha gastou no projeto de construção de um submarino nuclear em 40 anos.

      Saudações.

  30. Isso sim foi um investimento!
    Demorou um pouco mas os ganhos em capacidade tecnica nesta tecnologia sensível, de ponta e estratégica são imensos. Valeu e vale cada centavo.
    Para mim dinheiro jogado no ralo foi o que foi gasto com estádios de futebol inúteis.

  31. é muito dinheiro mais justifica e muito, é chover no molhado aqui para os senhores todos já esclarecidos no tema que depois dos misseis intercontinentais (nucleares) o submarino nuclear é hoje e já algum tempo a arma mais importante sem duvida alguma para uma nação se proteger e atacar, como o Brasil é um pais pacifico por natureza, então se proteger inicialmente é a principal diretiva, sendo assim esse poder que os sub nucleares nos darão é essencial para a soberania do Brasil neste milênio.
    A MB sabendo de tudo isso investiu recurso e tempo neste projeto que as futuras gerações agradecerão por existir, Não tenho duvida que se não fosse as inúmeras crises econômicas as disputas politicas e a falta de visão estratégicas de muitas de nossas autoridades esses 40 anos poderiam ter sido encurtados….. mais o velho ditado aqui mais uma vez vale, “Antes tarde do que nunca” Parabéns para a MB e a todos os responsáveis.
    O que preocupa agora, mais tenho certeza que as nossas forças sabem disso, é a proteção destas instalações estratégicas para o Brasil, pois são sem duvidas alvos militares num eventual conflito.

  32. Fernando “Nunão” De Martini 17 de Maio de 2018 at 23:23
    “Peraí!!! Essa matéria do Surcouf fui eu que escrevi!” – e muito bem , diga-se de passagem!
    Peço mil desculpas a vossa magnânima pessoa, se o magoei, não o fiz por má intenção, apenas citei o malfadado submersível como um exemplo de incompetência de projeto. Mais uma vez, minhas máximas escusas, nobre autor.
    PS: Sobre o pato, lembrei de um dos causos do finado e folclórico Vicente Matheus, ao observar um pato saindo do lago e andando na grama, disse admirado: ‘o pato não só é um bicho aquático, como também é gramático.’

  33. Atenção, meus caros! A matéria fala da construção do protótipo do sistema de propulsão do SubNuc, não do submarino em si. Este, de acordo com o cronograma do projeto, só deve ser concluído em 2027.

  34. Etá submarino dificil,está louco.e consumidor de verbas.só no Brasil mesmo,se vissemos uma aproximação com a rússia igual a india ,já teriamos uns 2 navegando.

    • A Rússia alugou submarinos nucleares para a Índia (salvo engano, são dois), o que servirá, principalmente, para a marinha indiana se habituar a operar submarinos nucleares.

      Há notícias (não sei se confirmadas) de que a Rússia auxiliou no projeto/construção da parte nuclear do Submarino. Mas, ainda assim, o projeto indiano não é exemplo de celeridade, pois teve início nos anos 70. Lembrando que, provavelmente, eles enfrentam desafios econômicos menores do que o Brasil sempre enfrentou no setor de defesa.

      Não se sabe se o INS Arihant, lançado em 2009, opera a contento, pois apresentou alguns problemas desde o seu lançamento (algo que talvez seja normal para a primeira unidade frente ao desafio de construir um submarino de propulsão nuclear).

      Falando em desafio, veja os problemas que ocorrem na Espanha, um país com tradição na construção naval, no projeto do submarino convencional S-80 (que teve origem na mesma classe Scorpène adquirida pelo Brasil). Precisaram da assistência técnica americana para sanar os problemas de flutuabilidade.

      Os nossos começaram a ser construídos bem depois e serão lançados bem antes.

      O projeto é essencial para o Brasil e é importante que seja planejado e executado com calma para que dê tudo certo.

      Saudações.

      • Alisson……

        Não se sabe ainda quase nada sobre o estado operacional do INS , visto que numa faina de manutenção, alguém deixou aberta a escotilha de popa e o submarino alagou a praça de máquinas. É incrível, mas aconteceu.

        Provavelmente, como todo projeto complexo, e seguindo o histórico nesta área, a exemplo do Nautilus, o Arihant deve apresentar alguns defeitos e ser bastante ruidoso, o que é normal em se tratando do cabeça de série. É avaliando estes problemas que se progride. O mesmo raciocínio vale para o nosso Alvaro Alberto, que servirá de cobaia para os submarinos que o sucederão. É normal isto , não dá para criar altas expectativas com o primeiro sub nuclear.

      • Apenas um submarino russo encontra-se com a marinha indiana por um prazo de 10 anos que poderá ou não ser estendido e esse submarino que teve sua construção iniciada ainda na era soviética encontrava-se incompleto sendo terminado com ajuda financeira da Índia, então o “aluguel” aconteceu por conta disso…nenhum submarino russo “ativo” da marinha russa foi retirado do serviço e oferecido à Índia.
        .
        Outro submarino de propulsão nuclear foi “emprestado” para à marinha indiana, mas ainda na era soviética no fim dos anos 80 e por pouco tempo.

  35. Muito feliz com esta noticia, se todos projetos fossem assim, faria meu IRF com alegria.
    Aqui como em outros assuntos e projetos cabe o Parabéns para MB, que com toda as dificuldades permaneceu firme no seu objetivo de conseguir uma arma de dissuasão. Parabéns a todos, esta próximo do objetivo final, segue constante MB.
    Este projeto evidencia que as FFAAs desenvolve projeto de estado e não de governo, e isto tem um custo, que é infinitamente menor do que perder a soberania da nação.

  36. Permitam os editores e colegas traçar um paralelo entre nosso SN-BR e o Projeto Apolo (levar o homem à Lua).
    Começou pela Mercury (um tripulante), depois pela Gemini (dois tripulantes). Aqui o objetivo era apenas levar o homem até a órbita da Terra.
    Com a Apollo (três tripulantes), começou a grande viagem.
    Inicialmente o foguete levou a Apollo sem tripulação. Posteriormente uma Apollo levou seus três tripulantes até a órbita da Terra. Depois outra Apollo possibilitou um passeio no espaço. Pela primeira vez um humano flutuou pelo espaço ligado apenas por um cabo. Em seguida outra Apollo levou seus três tripulantes até a órbita da Lua. Na sequência, aconteceram os testes com a Apollo levando também o módulo lunar. E assim por diante.
    Até que finalmente a Apolo 11 cumpriu o objetivo do projeto.
    Reparem que 10 outras naves foram antes lançadas, cada uma atingindo uma etapa.
    Estou esperando alguém questionar por que não foram diretamente pra Lua? Teriam economizado muito. Já pensaram chegar na Lua e daí descobrir que algo não funcionava como programado?
    Como nota trágica, a primeira tripulação morreu sufocada por um incêndio durante um teste estático. Houve fogo na cabine e levou-se mais de cinco minutos para abrir a cabine. Em função disto, a capsula sofreu mais de mil (1.000) alterações em seus sistemas elétricos e mecânicos.
    O ganho tecnológico foi fantástico. Quem neste momento está lendo ou digitando pelo celular, está fazendo isto graças à corrida espacial. A miniaturização possibilitou isto.
    O SN-BR é o nosso “Projeto Apollo”. Etapas terão de ser cumpridas. Ainda mais lidando com material nuclear. Só amadores saem fazendo sem pensar nas consequências.
    Obrigado pela paciência de todos.

    • Na verdade, 9 outras naves…
      A Apollo 1 pegou fogo os testes e não quiseram batizar a segunda capsula com o mesmo número.

      • Maurício, boa tarde. Se me permite, vou fazer uma pequena correção no seu post :

        Na verdade, até a Apollo 11, não foram 9 outras naves, foram 7, sendo 4 tripulados e 3 não tripulados.

        A cronologia do Projeto Apollo foi a seguinte :

        Apollo 1 -> Houve o acidente com o incêndio no pad;

        Apollo2 -> Nunca existiu;

        Apollo 3 -> Nunca existiu;

        Apollo 4 a 6 -> Estes 3 lançamentos não-tripulados foram feitos para testes na cápsula e no foguete Saturno 5.

        Apollo 7 -> Primeiro lançamento tripulado, também para testes.

        Apollo 8 a 17 -> Todos tripulados.

        Abs.

    • MaurícioFC e Mk48
      A numeração das Apollo é uma mixórdia sem tamanho.
      Inicialmente os testes eram batizados de AS 201, AS 202, AS 203 e AS 204. O AS 204 foi o fatídico teste em que a capsula pegou fogo. A roupa espacial os protegeu do fogo, mas mesmo assim morreram intoxicados pela fumaça.
      A propósito, no teste AS 203 por muito pouco um incêndio não destruiu por completo o laboratório onde a nave estava.
      Não lembro que alguém tenha falado em sabotagem. Diferente de um outro povo de um outro país mais ao sul. Eles simplesmente levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima.
      Em homenagem aos três astronautas mortos, o teste AS 204 foi rebatizado de Apollo 1 e os seguintes, como já houvera outros testes anteriores, passaram a ser chamados de Apollo 4, 5, 6, etc…
      Abraço

  37. Se tem alguma coisa que deixa esses neoliberais de cabelo em pé, são as palavras: “autonomia nacional”, “domínio tecnológico”, “investimento público”, “compreensão do ciclo nuclear”, “quarenta anos persistindo num mesmo caminho”…

    Mas é assim mesmo, os cães de fora ladram, mas a caravana passa!

    Parabéns à Marinha do Brasil e a TODOS os governos que entenderam e financiaram esse projeto estratégico para a defesa e a interdição soberana dos mares do Atlântico Sul!

    • O termo “Neoliberal” é para as esquerdas o mesmo que o “Foro de SP” significa para os seguidores do Bolsonaro ou seja, um espantalho que nada significa no mundo real mas que serve para atiçar discursos inflamados e vazios e também como objeto de ódio….

      No mais quem elogia incondicionalmente o PROSUB mostra que não apenas não entende de estratégia, defesa e geopolítica como também mostra ignorância acerca de administração pública. Aliás, enquanto a MB se enterra em sua busca obsessiva pelo Submarino Nuclear (sucateando todo o resto visto que estamos quase sem escoltas e navios caça minas) o EB e a FAB vão tocando seus programas de reequipamento de forma pragmática e também privilegiando a indústria nacional.

      Outrossim, não há “projeto estratégico” que justifique a malversação do dinheiro público.

      AVISO DOS EDITORES: A CONVERSA ESTÁ COMEÇANDO A ADENTRAR NO CAMPO DA DISPUTA POLÍTICA PARTIDÁRIA E IDEOLÓGICA, QUE NÃO É O TEMA DA MATÉRIA. SOLICITAMOS VOLTAR AO FOCO ANTES QUE ISSO VIRE UMA BOLA DE NEVE.

  38. Bem… Precisamos ver que realizando essas etapas, os riscos enfrentados pelos países que começaram a dominar o ciclo nuclear vai ser bem diminuído! Como diz o ditado: Antes tarde do que nunca né?!?

  39. Só para terem como referencia, o Gasto de todo projeto Manhattam custou (em 7 anos 1939-1946) US$ 28 bilhões (I0-2017). Empregou 130.000 pessoas no seu ápice e tinha INCORPORADO o projeto Britânico que não sei quanto já tinha sido gasto nesse processo. Estimo uns US$ 31 Bi.
    Esforços de EUA, Canada e Inglaterra
    Gastamos 6 vezes mais tempo e 12 vezes menos dinheiro…..
    P U T @ negócio!

  40. “Airacobra 18 de Maio de 2018 at 13:12
    Off topic, será que o short list da Tamandaré sai hoje mesmo?”
    Aira, hoje ainda é o prazo limite para entrega das propostas:
    • Divulgação do RFP =========================> 19/12/2017
    • Prazo Final para Entrega de Proposta =============> 18/05/2018
    • Divulgação do Short-List =====================> 27/07/2018
    • Definição do Vencedor ======================> 28/09/2018

    Mas talvez amanhã alguém já possa nos dizer quem apresentou propostas!!!

  41. Estou cansado de ver gente medíocre sendo endeusada por fazer coisas toscas, mas que ganham fama por sua habilidade em se autopromover, o chamado “marketing pessoa”. Já o projeto nuclear da MB é feito da forma mais discreta possível, sem qualquer marketing. Isso porque se tudo aquilo que foi feito ou está sendo feito for explicado em detalhes, interesses contrários poderão bloquear os próximos passos, como tentaram bloquear cada passo dado desde os anos 80. Quem trabalha ou trabalhou no projeto é impedido por contrato de divulgar qualquer informação. Então, as pessoas não tem e nem nunca terão idéia das dificuldades superadas e das proezas técnicas realizadas. Por tudo isso é difícil ler críticas absurdas e injustas de gente que não tem a menor noção do que está falando. Eu espero que num futuro distante a história desse programa possa ser contada, como foi contada a história do projeto Manhattan. Guardadas as proporções, a disparidade de recursos e os obstáculos de toda natureza, não devemos nada a eles

    • Prezado JT8D,

      Faço das suas as minhas palavras.

      E digo mais : Tem gente que comenta desde jogo de bola de gude de segunda divisão até assuntos muito mais sofisticados. É claro que vão escrever besteira e coisas sem noção em algum momento.

      O cara lê a matéria, não entende do assunto, mas não resiste ao impulso de deixar um comentário , por mais ridículo que seja.

      Um abraço e , mais uma vez, ótimo comentário.

  42. Pera aí,

    Sendo um dos que falam besteiras e na impossibilidade de representar esses tantos já que não me deram nenhuma procuração, peço um pouco de paciência.

    Algumas semanas de Poder Naval e, acho que aprendi por meses. Ou mais.

  43. Quero chegar em 2030 e ter orgulho na MB, de 1980 até 2030 serão passados 50 anos, meio século para ter um submarino nuclear, é muito tempo , 50 anos para os EUA é muito tempo, dá 50 anos ao Cientistas do EUA, e veremos aonde eles chegam, bem sei que não fácil, é necessário ter paciência, vamos esperar, mas que sejam 6 SSN ou mais … para justificar 50 anos de investimento e tempo. O PROSUB deverá nos dar o direito de acesso aos mares.

  44. estou vendo muitas criticas ao subnuc e almirante hoton ,mas se nao fosse ele nao teriamos desenvolvido nada ele comprou material no mercado negro isso magoou os EUA todas as potencias fizeram isso em algum momento da historia,lembrando que so o disvio de verbas da copa e da olimpiada dava pra fazer 3 esquadras com portas avioes e suas escoltas,o almirante nao revelou nada para nao atrapalhar o programa.

  45. O subnuc é uma arma completamente sui generis, uma plataforma capaz de ficar semanas navegando a 300 ou 400 metros abaixo da superficie em alta velocidade. O maior pesadelo dos estrategistas de qualquer frota.

  46. Submarino Nuclear é uma necessidade para um país da nossa dimensão. Eu apoio e a verba é bem investida. Parem com complexo de vira-latas, nós podemos ter algo de ponta para concorrer com as melhores marinhas do mundo.

  47. Camargoer 18 de Maio de 2018 at 19:58
    Olá, Camargo. Seu comentário me deixou preocupado. A matéria diz que o motor do SNBR é de 7,4 Mw. Seu cálculo apontou para uma necessidade de 8,7 MW. Estaria nosso SNBR com a propulsão subdimensionada?? Ou no caso a relação potência/peso poderia ser menor, devido a características específicas??
    .
    Quem sabe apareça algum leitor que conheça o projeto e possa nos explicar.

    • Nilson,
      Acho que nesse caso você está se preocupando demais com cálculos feitos com base em estimativas e dados incompletos, certamente bem diferentes dos dados de quem trabalha diretamente com o projeto, o que não é o caso por mais boa vontade que a maioria aqui, mesmo a parcela mais qualificada para tanto, tenha para especular.

      • kkkk certamente usei mal a palavra preocupação, não vou deixar de dormir por causa disso, sei que o assunto está sendo bem conduzido por quem entende do riscado (apesar de estar apenas no projeto básico, nada impede que no projeto detalhado se chegue a outro tipo de necessidade).
        Talvez seja melhor “curiosidade”, mais adequada para nosso papel de espectadores do projeto.

        • Rsrsrs, sempre acho curioso ler comentários externando preocupações por coisas bem fora da possibilidade de ação do autor, por isso não resisti a comentar.

          Sobre o motor, no caso do que está em Aramar para o protótipo do sistema de propulsão (Labgene), o próprio fabricante ressaltou que é o maior do tipo síncrono com imã permanente já fabricado, então tudo indica se está buscando o mais alto desempenho possível (ao menos nesse tipo de motor especificamente):

          https://www.jeumontelectric.com/wp-content/uploads/2015/10/PR-Marine-06-15.pdf

          Destacando algumas palavras da empresa:

          “At 6 meters in length by 4.5 high and 3 wide, this is definitely the world’s largest electric motor for a submarine.”

          Não sei se além de maior é o mais potente do tipo. Sobre outros tipos e aplicações, certamente há mais potentes, pois a própria empresa diz que fornece motores elétricos com até 40MW, acredito que seja para aplicações industriais em boa parte, ou navios de superfície onde é possível ter motores elétricos maiores.

          Aqui, um texto curto geral sobre os produtos da empresa:

          http://www.jeumontelectric.com/produits/motors/?lang=en

          Em outra parte do comunicado do primeiro link, a empresa também diz que estava desenvolvendo um motor supercondutor de 10MW, mais potente que os da concorrência (8MW) mas não entendo do assunto pra tecer comentários sobre qualquer impacto disso em submarinos.

  48. O programa ja deveria é dar start na fase civil para alavancar umas 3 ou 5 usinas civis afim de dar um colchão de até 10% de energia nuclear em nossa matriz energetica. Tentar capitalizar isto para impulsionar o resto do programa.

    • Concordo, de preferência localizadas perto dos grandes centros consumidores ou na região norte para substituir usinas termoelétricas. Ainda mais se a economia voltar a crescer mais que 3% ao ano. Não haverá oferta de energia elétrica para atender à demanda. Para cada 1% de acréscimo no PIB são necessários 15% de incremento na geração de energia elétrica, e isso não se consegue de um dia para o outro.

      • Olá Adriano. Eu não conhecia essa relação numérica entre PIB e geração elétrica. Eu encontrei um documento na internet que talvez seja do seu interesse: “Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2017” publicado pelo MInMInasEnergia. Infelizmente, houve um decréscimo de 0,9% no consumo total de energia elétrica em 2016 em relação à 2015 (comércio -3,2%, industria -2,5%, residencial +1,3%). O aumento do consumo residencial é explicado pelo aumento de 0,8% da população. Pelo menos, a redução de eletricidade ocorreu pela redução do consumo de combustível fóssil, com aumento da geração eólica. O que quero dizer é que há uma capacidade de geração de energia elétrica ociosa. Isso dá um fôlego para o sistema poder se organizar a médio prazo. Agora, sobre energia nuclear, é urgente terminar Angra 3 antes de pensar em novas usinas.

        • Concordo, Camaorgoer. Economica e politicamente, é inviável iniciar a construção de novas usinas, sejam elas de pequeno porte ou não, sem terminar Angra 3.

  49. Obrigado pelos dados que você forneceu Camargoer. Eles são de 2016, quando consumo de energia elétrica pela indústria e comércio caiu em função da crise, creio que foi o pior ano da recessão. De qualquer forma, é regra, quando se fala em energia elétrica, que a oferta tem que estar sempre à frente da demanda. Quando as indústrias voltarem a operar com 100% de sua capacidade e necessitar expandí-la, certamente a oferta de energia não será suficiente e aí entra uma outra questão: para suprí-la temos que pensar em uma matriz energética mais limpa e, se possível, sem aumento de tarifas. Atualmente nossa matriz é baseada em hidroelétricas, acho que uns 60% da geração, termoelétricas (combustível fóssil) uns 20%, termonuclear mais ou menos 1,5%, alternativas (eólica, fotovoltaica, biomassa) uns 13% e ainda importamos algo em torno de 5,5%. Considerando que as usinas hidroelétricas, termoelétricas e termonucleares são consideradas geração de base, pois têm um fator de carga superior a 75%, imagino que teriamos que investir desde já em novas usinas termonucleares, menos poluentes que as térmicas a combustível fóssil e com um custo do kW mais barato, principalmente se o preço do petróleo voltar a subir. Até porque temos consideráveis reservas de urânio para operá-las por um longo tempo. Também creio que deveria ser ampliado o parque eólico e ser mais incentivado o uso de usinas fotovoltaicas para consumo residencial e comercial, com financiamento de 100% do sistema e juros baixos.

    • Olá Adriano. Acho que o relatório 2018 /ano base 2017 ainda não foi publicado. Mas existem as resenhas mensais publicadas. Acho que podem ser úteis. Estão em ” Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica” na página da EPE – Empresa de Pesquisa Energética. Não fiz as contas, mas com o crescimento da energia eólica no NE e das quedas de consumo nos últimos anos (acho que 2016 também vai ter queda). existe uma capacidade ociosa de produção de energia por combustíveis fósseis, pelo menos na margem de segurança para evitar outro apagão. Eu discordo da geração de energia fotovoltaica para consumo residencial. Pelo que acompanho com meus colegas, essa tecnologia atingiu seu limite além de ser pouco eficiente. Para consumo doméstico (que representa 28% do consumo de energia elétrica no Brasil) o melhor é adotar o aquecimento de água por coletor solar. Se não me engano, a energia consumida em uma residencia para aquecer água é cerca de 5% podendo chegar à 10% em pequenas residências. Assumindo 5%, representaria 1,4% do consumo total de energia elétrica. similar à geração de Angra 1 e 2 (1,3%). Essa é uma tecnologia barata e muito eficiente. Se for amplamente adotada, a energia para aquecimento de água por captação solar poderia chegar a uma economia de até 3% de energia elétrica.

  50. Me desculpe Camargoer, eu também projeto e instalo sistemas fotovoltaicos residenciais e comerciais e o retorno do investimento é superior à renda fixa ou tesouro direto, sem falar que a unidade consumidora fica livre das “bandeiras” na suas contas de energia.

    • Olá Adriano. Que legal. Preciso aprender mais sobre a parte comercial das células fotovoltaicas. Aqui na universidade, o pessoal está focado na geração de gás-hidrogênio por fotodecomposição da água. A eficiência dela é muito superior ao fotovoltaico. Voce tem um contato para eu conversar com voce? tem muita coisa que eu gostaria de aprender sobre essa tecnologia comercial para usar como exemplo nas mnhas aulas de fisico quimica.

  51. Tem muita coisa a se fazer em termos de geração ou economia de energia.

    No momento, o parque fabril está ocioso

    O modo mais rapido de implementar planos de emergencia de geração são as usinas termicas, mas tem um custo muito alto.

    A hidreletrica de um lado é barata, mas necessita de area muito grande e fica sujeita a sazonalidade climatica

    manter um colchão entre 7% a 10% de matriz energetica nuclear seria previdente e a menos vulneravel a sazonalidades clçimaticas. Ate mesmo catastrofes dependendo como se monta ela pode ser segura ( terremetos/maremotos). O unico requisito de fato, é uma fonte de agua abundante para resfriamento. Na frança, a matriz deles corresponde a 50% nuclear…daí acho exagero, pois com tantas e tão grandes, um terremosto pode arrasar o pais e contaminar tudo.

  52. Caro Camargoer, eu preciso aprender sobre essa geração de gás-hidrogênio, parece muito interessante. Vou te enviar meu contato. Carvalho2008, você tem razão quanto à rapidez de implantação de termoelétricas e ao custo, principalmente do kw gerado em função dos preços do petróleo. Também quanto às hidroelétricas, que necessitam, além de grandes áreas para reservação de água, de linhas de transmissão para abastecer os grandes centros que ficam distantes dos caudais disponíveis e do tempo necessário para sua implantação. Além do impacto ambiental que ambas (termo e hidroelétricas) causam. Por isso sou favorável às opções que já elenquei em post acima. Abraço a ambos.

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