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Classe Tamandaré: Planejamento alocou R$ 2,5 bilhões de reais em março para capitalização da Emgepron

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Concepção em 3D da Corveta classe Tamandaré
Concepção em 3D da Corveta classe Tamandaré

Valor indicado anteriormente no orçamento 2018, na capitalização da empresa para viabilizar programa de construção das corvetas, era de 1 bilhão de reais

O Diário Oficial da União publicou em 29 de março modificação das fontes de recursos para a capitalização da Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais), destinada ao Programa da Corvetas classe Tamandaré (CCT).

A mudança adiciona mais R$ 1,5 bilhão ao montante original aprovado no Projeto de Lei Orçamentária para 2018 (PLOA 2018) divulgado em dezembro de 2017 (clique aqui para acessar matéria a respeito), que inclui, entre outros programas das Forças Armadas, os recursos para capitalização da Emgepron para o início da construção das corvetas classe Tamandaré.

Abaixo, imagem da página do Diário Oficial da União de 2 de abril de 2018, com a Portaria de 29 de março que traz o valor de 2,5 bilhões de reais para a capitalização da Emgepron para o programa das corvetas.

 

Entrega das propostas – O dia 18 de maio, última sexta-feira, marcou o prazo final para entrega de propostas dos estaleiros concorrentes para a construção de quatro navios de escolta, com os quais será dado início ao “Programa de Construção do Núcleo do Poder Naval”.

A divulgação da Short-List está marcada para o dia 27 de julho e a definição do vencedor está marcada para o dia 28 de setembro de 2018.

Nota na grande imprensa – O programa da classe Tamandaré tem repercutido não só na mídia especializada em Defesa, mas também na grande imprensa. O jornalista Lauro Jardim, do jornal o Globo, publicou ontem a seguinte nota no seu blog:

“A indústria naval brasileira está em estado de excitação. A Marinha vai abrir uma licitação para a construção de quatro corvetas, no valor de US$ 400 milhões cada.

Os consórcios já estão se formando. Um deles reúne a Embraer, a ThyssenKrupp e o estaleiro Oceana. Outro, junta a Saab, Damen e o grupo Wilson Sons.”

A classe Tamandaré – A Corveta Classe “Tamandaré” (CCT) foi projetada pelo Centro de Projetos de Navios da Marinha do Brasil (CPN) sob o conceito “stealth” (furtivo), com suavização das linhas externas e uso de reentrâncias, cobertas por portas, para acomodação de itens como botes, lanchas e lançadores de torpedos. A CCT é uma evolução das classes “Inhaúma” e “Barroso”, e em relação a esta última, aproveitou a maior parte das linhas comprovadas do casco, diferenciando-se porém pela ampliação da boca (largura) em cerca de um metro e meio.

Como se pode ver nas ilustrações comparativas acima, o convés de proa teve seu desenho modificado, o que é visível especialmente na sua junção com a superestrutura do passadiço, encontrando esta um deck (convés) acima.

Comparado ao desenho da Barroso, na Tamandaré o convés de proa agora tem um alinhamento mais horizontal, o que aumentou o volume interno na área entre o canhão principal e a superestrutura, ganhando assim parte do espaço necessário à instalação de lançadores verticais de mísseis.

Na outra extremidade do navio, o convoo foi estendido até o espelho de popa para aumentar a área do convoo, o que, combinado à ampliação da boca do navio e consequentemente da largura do convoo, visa a operação de helicópteros de maior porte que o Super Lynx, como o Sea Hawk. A área do hangar também foi ampliada.

A CCT foi concebida para ser uma plataforma poderosa para missões diversas e para emprego contra ameaças aéreas, de superfície e submarinas. O navio pode ser configurado com vários sistemas e armas, como canhões de médio e grosso calibres, metralhadoras e sistemas de controle tático e conta, como já mencionado acima, com hangar e convoo para helicóptero orgânico.

 

Segundo o Centro de Projetos de Navios, “as Corvetas da Classe ‘Tamandaré’ (CCT) incorporam melhorias contínuas nos projetos já desenvolvidos pela MB, por meio de inovações tecnológicas e buscando corrigir deficiências encontradas nas classes anteriores mantendo os aspectos positivos. A nova classe de corvetas possibilitará o incremento do número de navios escolta em atividade na MB, permitindo a manutenção da atuação nos cenários atuais, adequando-se as novas tecnologias e as necessidades de capacitação para a moderna guerra naval.”

Características principais:

  • Comprimento total: 103,4m
  • Comprimento de linha d’água: 94,2m
  • Boca máxima: 12,9m
  • Boca moldada (linha d’água): 12,06m
  • Calado (carregado): 4,25m
  • Pontal: 9,3m
  • Deslocamento máximo: 2.790t
  • Deslocamento leve: 2.267t
  • Velocidade máxima: 25 nós
  • Tripulação: acomodações para até 136 pessoas
  • Propulsão: CODAD (4 MCP)
  • Capacidades operativas: ASup/GAA-GE/GAS/AAw/MIO

SAIBA MAIS:

139 COMMENTS

  1. Ainda acho que essa proa vai dar problema. Mas com o napip a BrNavy tem uma boa desculpa pra não usar o desenho do CPM. Bem, a engeprom já tem uma boa grana, o equivalente a quase duas Tamandarés…

    • Alex, agora fiquei curioso: se a proa da Barroso corrigiu o problema da proa da classe Inhaúma, e a alteração feita agora na Tamandaré visivelmente aproveitou as linhas da proa da Barroso e ainda aumentou a borda livre próximo à superestrutura, por que você acha que ela dará problema? A princípio, a nova proa está ainda melhor que a da Barroso.

      • Você já tinha me explicado sobre isso, Nunão, pra olhar a linha mais alta da proa na sua conexão com a superestrutura. Mas o problema é que ainda acho muito baixo; o convôo está no mesmo nível da proa o que a faz parecer pouco elevada, intuitivamente ‘submersível’.

        • Alex, o convoo alongado é que deixou a popa mais alta.

          Olhe nas características o dado para “pontal”, que é a soma do calado (parte do casco abaixo da linha d’água) e da borda livre (parte acima d’água). É praticamente o mesmo pontal da classe Niterói… A classe Inhaúma, por exemplo, que tantos gostam aqui de chamar de “submersível”, tem menos de 7 metros de pontal. A diferença é bem grande.

          Ou seja, não tem nada de baixo na borda livre, a impressão que você tem deve ser porque agora o convoo encosta no espelho de popa, “fechando” a popa, quando antes, na Barroso (olhe com atenção esse detalhe nas imagens comparativas) ainda aparecia um pedaço do convés de popa um nível abaixo, mas o convoo fica (e isso desde a Inhaúma) praticamente dois conveses acima da linha d’água. O comprimento do convoo avançou rumo à popa na Barroso e agora encostou no espelho de popa na Tamandaré.

          Enfim, não é a proa que está baixa, o espelho de popa que ficou mais “alto”. A proa em si foi sendo elevada da Inhaúma para a Barroso (ficando mais no formato “clipper”, bem empinada) e agora todo o convés de proa formou uma linha mais horizontal até a superestrutura. A borda livre em toda a parte à vante da superestrutura aumentou, e não foi pouco.

  2. Fico desconfiado dessa volta toda de capitalizar uma empresa estatal, com diretoria apontada por politicagem, pra depois fazer a aquisição. Por que isso? Não seria mais fácil, e transparente, a MB anunciar o resultado e pagarmos direto pro consórcio vencedor?

    • A empresa gerencia programas navais, e capitalizá-la (desde que essa capitalização seja viabilizada de fato) significa alocar os recursos de forma que eles não possam ser contingenciados depois, o que poderia arruinar o programa (como foi o caso da Barroso, que teve verbas contingenciadas e ficou anos com obras paradas).

      Além disso, o consórcio internacional vencedor deverá ter um sócio aqui no Brasil, e se espera um índice de nacionalização de cerca de 40% e uso de mão de obra brasileira (ou seja, essa parte pode ser paga em reais, aqui, e não com um financiamento internacional, e este pode ser objeto da parte firmada com o estaleiro estrangeiro, para também se adquirir os equipamentos e sistemas importados).

      • Alocar verba é diferente de injetar dinheiro em estatal. O PROSUB teve verba alocada sem isso. Mas entendi a estratégia da MB, com essa instabilidade política que vivemos, faz todo sentido. Obrigado!

  3. No final a Saab se juntou a Damen, muito provavelmente a Damen oferece o casco e a Saab entra com radar e outras coisas. Interessante a Embraer via EDS, junto com a TKMS

  4. Se temos carencias navais não se entende os prazos de publicação dos resultados. Temos que obter esses meios da forma mais rápida possivel. Marte empunha sua trombeta e não podemo estar completamente defasados no mar. Não pensem que sómente os paises limitrofes com a China é que devem participar da corrida aos armamentos. Em escala mundial nonguem está fora do tabuleiro geopolitico. Temos que fazer respeitar as nossas fronteiras, pelo menos isso.

    • “Se temos carencias navais não se entende os prazos de publicação dos resultados.”

      Luiz Floriano,
      As propostas foram apresentadas nesta sexta-feira… É preciso tempo e muito trabalho para comparar todas e selecionar as melhores para chegar a uma lista final, para então os melhores competidores selecionados terem a oportunidade de fazer suas últimas e melhores propostas e se chegar a uma vencedora. Os prazos estão bem coerentes, e bem justos. O pessoal terá muito trabalho para analisar nos próximos dois meses.

      • Aproveitando seu comentário, Nunão, ressalto a importância de um planejamento de longo prazo para a Defesa de uma nação. Não é possível nem viável nos preocuparmos com este assunto somente na iminência de uma guerra, pois são necessários muitos recursos (tempo e dinheiro), além de um planejamento complexo, para que projetos até mais simples que as Tamandaré saiam do papel e virem realidade.

        Em outras palavras, para todos aqueles os quais perguntam “para que estamos gastando com isso enquanto o povo passa fome?”: porque, se um dia precisarmos, ou começamos agora, ou iremos sofrer as consequências diretas desta negligência, já que não se constrói e se lança uma corveta ao mar em alguns poucos dias (por exemplo). Com Defesa não se brinca.

  5. Isso não vai dar em nada. Daqui a pouco, outro esquema de corrupção envolvendo, dessa vez, as Tamandarés e empresas estrangeiras. Vamos ser honestos, os políticos aceitaram captalizar a empresa de graça? Depois do início, irão tirar algumas lascas de dinheiro do programa. Mas, que eu esteja enganado e isso não aconteça. Sobre os navios, aposto nas Types chinesas ou nas Meko A200.

    • Ainda não há vencedor! Haverá vencedores que seram 3 mas na próxima fase em Julho e em setembro o finalista. Existem um envelope onde foram retiradas todas as propostas e que seram analisadas. Em um Certame transparente, auditado e imparcial três propostas que mais se alinhar e atender as expectativas da MB serão mais profundamente analisadas. Lembrando que no short list os proponentes poderam ser informados de implementações no projeto executivo.

  6. Altas expectativas para ver as propostas.

    Franceses, Alemães, Holandeses, Italianos, Chineses e Coreanos. Qualquer um desses pode levar, ótimos projetos todos tem.

  7. Muito embora eu seja simpatizante do desenho das Tamandarés, e de toda evolução desde as Inhaúma e Barroso eu tenho algumas dúvidas se ele vai “envelhecer” bem. Temos q lembrar q essas naves vão durar 40-50 anos na MB e ninguém sabe quais são os desafios para décadas futuras.
    Se elas estivessem em serviço no início da década, eu diria q seria um projeto fantástico, mas para algo q ainda está na fase de projeto acredito q ela ignora algumas das tendências atuais, como os módulos de missão, por exemplo. A ausência de “espaços vazios” e de potencial pra crescimento assusta um pouco — se existisse uma única área modular na popa possibilitando o uso por exemplo de um sonar rebocado, ou de uma lancha para uso rápido, ou possivelmente de UUVs (se um dia esses vingarem) eu já ficaria mais confiante… por essas razões, eu acredito q praticamente qualquer NAPIP apresentado que satisfaça os critérios da MB, já vai ser mais “future-proof” q o projeto do CPN.

    Na verdade acho até difícil imaginar qual estaleiro proporia realizar o projeto do CPN em detrimento de um projeto proprio. Acredito que “azarões” como chineses ou indianos possam propor o projeto do CPN, justamente para buscar um diferencial. Fora esses, a Fincantieri talvez o faça tb, pois já tem familiaridade com o projeto e outros como a SAAB tb, justamente por não possuírem um projeto próprio do porte exigido, mas não consigo imaginar Naval Group, BAE, Damen ou outros fazendo o mesmo.

  8. Não sou especialista. Mas, um estabelecimento de velocidade ali de 25 nós é pouco para os dias atuais, ou não? Outra coisa, para a minha curiosidade pessoal, alguém poderia me falar se é possível que todas essas armas disparem simultaneamente? Ou elas exigem exclusividade do pessoal e processamento de sistemas?

    • Everton,

      Na verdade, é mais no passado que a maioria das marinhas buscava velocidades de 30 nós ou mais como “padrão” para escoltas. Nos dias atuais, buscam menos que isso.

      A tendência para a maioria das corvetas e até fragatas em projetos pelo mundo, hoje, é de velocidades mais modestas do que décadas atrás, visando maior economia ao longo da vida útil (em que a maior parte do tempo se opera em velocidade de cruzeiro). Se décadas atrás se buscava máximas de 27 a 30 nós para navios de escolta, na última década tem sido comum ver corvetas e fragatas com velocidades máximas de 25 a 28 nós.

      Sobre uso simultâneo, sim, é possível. Os consoles são separados, sistemas de energia etc também, isso desde classes anteriores.

      • Obrigado Nunão, isso(sobre a velocidade) confirma um pensamento meu, o pessoal ali em cima sitou MEKO200 e TYPE54, a embarcação chinesa(Type) é mais recente e tem um poder de velocidade mais modesto. Mas eu esperava algo em torno de 28 a 30, 25 me assustou um pouco. Outra coisa, a Velocidade de cruzeiro é a velocidade ideal para um percurso, mas nesse caso ela é proporcional a[velocidade] máxima(e o motor) ou tem sido adotado um padrão entre as Marinhas(para Corvetas)?
        Sobre a utilização das armas, quais as munições no momento que temos para operar?
        E… E a cada dia que passa eu me aproximo da ideia de que o conceito “Stealth” para aeronaves é momentâneo, seria possível ter uma embarcação desse tipo furtiva? e quão furtivo seria?

        • “Velocidade de cruzeiro é a velocidade ideal para um percurso, mas nesse caso ela é proporcional a[velocidade] máxima(e o motor) ou tem sido adotado um padrão entre as Marinhas(para Corvetas)?”

          Everton,
          Em muitos projetos percebo uma tendência de se buscar velocidades de cruzeiro um pouco mais altas que 20 nós, para um alcance intermediário, sustentando velocidades um pouco mais próximas das de pico do que o usual (lembrando que as de pico são pouco utilizadas) por mais tempo durante um percurso, embora o alcance máximo seja em velocidade econômica menor que essa.
          Mas isso não é regra geral, é tendência apenas. E a Tamandaré parece seguir essa tendência, que é também uma realidade do nosso cenário: uma necessidade de ter bom alcance e também de manter, quando preciso, uma velocidade de cruzeiro maior para alcance moderado sem ter que utilizar turbinas (e no caso da Tamandaré, nem turbina terá), e contar com motores confiáveis e econômicos ao longo do ciclo de vida do navio.

      • Não achei uma tabela, mas algo que resume essa questão é o fato de que a relação entre “Power x Speed” é dado por uma curva exponencial.
        Quanto maior a velocidade, mais é preciso gastar… Chega um ponto em que é precisa gastar muito, para ser ter um ganho de velocidade muito pequeno.

        • Sim, Bardini, exatamente.

          A partir de certo ponto, você precisa de muita potência a mais e consequentemente plantas propulsoras maiores e muito combustível sendo gasto para incrementos de poucos nós.

          Imagine que para uma velocidade de cruzeiro econômico para alcance máximo, digamos, de 15 nós, seja preciso uma potência X.

          Para um cruzeiro mais veloz, de 20 nós, (15 nós incrementado em 1/3), pensando num alcance moderado, esse mesmo navio teria que usar potência de 2X. Ou seja, o dobro da potência para um aumento de só 1/3 da velocidade. Ainda assim, está razoável, e muitos navios têm velocidades máximas ou de cruzeiro perto disso, pois ainda é econômico se manter essa velocidade para boa parte das missões.

          O problema vai se ampliando muito daí pra frente, pois a curva exponencial do atrito com a água vai subindo cada vez mais. E aí, para se atingir uma velocidade de pico de uns 30 nós, ou seja, 2X mais a de 15 nós para a qual bastava a potência X, esta tem que ser de aproximadamente 7X. Ou seja, 7 vezes mais potência (com consumo indo às alturas) para duplicar a velocidade de 15 para 30 nós.

          Daí se vê o porquê da complexidade das plantas propulsoras de muitos navios de guerra para lidar com tantas faixas diferentes de velocidade para as necessidades operacionais diversas, toda a sopa de letrinhas de siglas CODAD, CODOG, COGOG, COGAG, CODLAD e tantas outras.

          A Tamandaré está indo para o mais tradicional hoje para corvetas de seu porte: CODAD, com 4 motores diesel, com engrenagens que permitem que os dois eixos possam ser acionados, em velocidades baixas e econômicas, por apenas 1 motor, quando for o caso, ou pelos quatro quando se quiser velocidade máxima.

    • E os estaleiros Oceana e Wilson Sons não têm know-how incontestável? Não produzem bons navios há anos? Ambos já associados aos estaleiros conceituados TKMS e Damen?
      A disputa está aberta. Que vença o melhor para o Brasil.

  9. Os Chineses são imbatíveis na construção de navios, vide exemplo do prazo de lançamento de navios mais complexos para a marinha chinesa.
    Entregam em tempo recorde e com o melhor preço (não me cabe aqui discutir os motivos), porém tenho certeza que algum consórcio ocidental irá ganhar.
    E agora com a cooperação em Thyssenkrupp/Embraer (em segredo Boeing), tenho quase certeza absoluta que esse será o consórcio ganhador.
    Uma outra ótima opção seria o estaleiro indiano Goa em participação com um nacional, isso para não falar na capacidade produtiva colombiana e peruana (a primeira com seus OPV-1.800 e a segunda com a classe Makassar).
    Seria mais interessante uma cooperação entre esses três países sul americanos para tocar o projeto das CCT,s e também Makassar peruano, patrulheiro da Amazônia etc.
    Por falar nisso, alguém tem informações sobre esse projeto bi nacional (patrulheiro da Amazônia)?

  10. O projeto da Tamandarés visou muito a fidelidade dos dados de navegabilidade do casco da Barroso. Mas acho estranho a classe Tamandaré com um comprimento total de mais 100 mts e sua boca máxima ser de menos 13 mts embora foi acrescido mais de um metro meio em relação a Barroso. Sendo a Barroso um projeto bem mais antigo penso que essa navegabilidade da Barroso pode ser boa para a Barroso e não para Tamandaré. É bem verdade que se aumenta a boca aumenta tambem o arrasto e diminui a velocidade, aumenta o consumo mas, aumenta a estabilidade da embarcação. Lembrando que uma quilha bem dimensionada alem da boa flutuabilidade ajuda a equilibrar bem essa as perdas. Considerando que a Tamandaré seguirá um padrão moderno e Stealth, será toda fechada para diminuir a sua assinatura, mas sujeito a receber ventos fortes pelas laterais assim como sua torre que é mais alta, robusta e também será toda fechada e receberá sensores e radares modernos, porém, mais pesados, será muito mais armada. E quando houver lançamento simultâneo de mísseis VLS, a pressão exercida nos cilindros no momento da saída dos mísseis faz a navio saculejar muito pelos lados. A navegação em águas profundas e ondas altas quebrando pelas laterais como é comum no atlântico sul, ergonomia e espaço para tripulantes. Penso que a boca ideal poderia ser algo próximo dos 14 mts, alguns supostos Napips desse certame possui bocas mais largas talvez já visando a segurança, conforto e estabilidade. Espero que a MB/ Emgepron tenha considerado tudo isso!

    • O projeto desse casco foi ensaiado no Force Technology, da Dinamarca e atende normas RINAMIL…
      .
      “E quando houver lançamento simultâneo de mísseis VLS, a pressão exercida nos cilindros no momento da saída dos mísseis faz a navio saculejar muito pelos lados.”
      .
      Tu tens certeza de que um Sea Ceptor, que pesa coisa de 100kg, vai fazer um navio de mais de 2.500 toneladas “saculejar”, quando for disparado do VLS?

  11. Pessoalmente, ainda prefiro que o projeto da Tamandaré é que seja executado. Seria uma pena jogar fora todo este trabalho, ainda mais sabendo que ele foi refinado pela Ficcantieri.

  12. 2,5 bi para “capitalizar” a Engepron, minha nossa, dinheiro do contribuinte perdido que nunca mais ninguém vai ver, realmente não falta dinheiro no Brasil.

    • Baseado em que você afirma isso!? Se tens conhecimento de algo errado, posso te passar os endereços do MPU!

      A Marinha está construindo um programa robusto em termos financeiros, para não ficar com uma só Tamandaré, finalizada após 14 anos….

  13. Haja paciência, tem gente que sempre reclama de tudo.
    Mas aí está, com esse valor carimbado mais o financiamento oferecido pelo estaleiro escolhido, o programa fica blindado contra cortes até a sua conclusão.

  14. Bom, seja Guarujá (o que eu espero..hehe) ou Itajaí, ou seja lá qual for o vencedor, a MB precisa urgentemente para ontem dessas corvetas. Acredito que a evolução pode gerar um batch II mais sofisticado e, a partir daí, uma evolução maior para uma fragata leve (sem sonhos que não podem ser realizados…) com medidas 15% superiores. Teríamos assim fragatas do porte das meko 200, aproveitando-se o melhor das Tamandarés, mas ampliando muito seu potencial, especialmente em furtividade. Nesse caso, adotando-se também um sistema de defesa área superior, que poderia ser o Barak 8 com o radar phaseado EL/M 2248…

  15. Sobre o projeto das “mini-FREMM” da Fincantieri, que farão parte da marinha do Qatar, há alguma associação dos italianos com empresas e/ou estaleiros brasileiros, como o caso da ThyssenKrupp com a Embraer e a Oceana ou da Damen com a Wilson Sons?

  16. É óbvio que a Marinha tem sua preferência mas dentro de certame internacional não se fala muito.
    Como maquinista de bico fino, gosto muito das novas fragatas Italianas.
    Entretanto os Chinas não vem para brincar.
    Podem oferecer a melhor oferta e ainda entregar antes do prazo.
    Vocês sabem, eles são terríveis.
    Cadê o Imediato uma hora dessas ?
    Abraço!

    • Não sei dizer se há uma preferência… eu, particularmente, sempre fui fã das MEKO… mas o que eu realmente gostaria de ver era uma propulsão CODOE, visto que os navios devem operar por um bom tempo… mas isso é uma opinião pessoal… abraço…

  17. Espero não queimar minha língua, mas dá gosto ver que o Ministério do Planejamento voltou a planejar alguma coisa.
    Sem estardalhaço e mesmo com as severas restrições fiscais do país, está tocando um projeto importantíssimo.
    Não vislumbro o presidente Temer deixando a decisão para o próximo presidente ou suspendendo o programa para acabar com a fome antes. Vejo ele, naturalmente, tomando a decisão, de acordo com o cronograma e a “sugestão de vencedor” da MB.

  18. Mais barquinhos que servem pra nada, só pra brincar de Marinha. Melhor seria adquirir escoltas oceânicas realmente capazes de enfrentar qualquer eventualidade.

    • Já escutei comentarios de pessoas que afirmam que pela caracteristica da nossa costa, deveriamos de ter navios de patrulha oceanica e fragatas de maior tonelagem, onde afirmavam que as corvetas eram os barcos menos uteis dentro desse contexto.

      Se alguem puder explicar melhor esse ponto, seria de agradeçer.

      • Gil, tem comentário meu lá embaixo tratando desse assunto, em resposta a outro comentarista. Fique à vontade para ler e opinar.

  19. A Barroso poderia passar por um MLU no futuro e receber o mesmo radar e os misseis de lancamento veritical das Tamandares, para padronizacao? Sei que eh apenas um navio, mas eh apenas um exercicio de imaginacao.

    • Marcelo, não acredito na incorporação de um VLS na V34, pois seria uma baita obra nos compartimentos internos do navio… e mesmo um novo radar dependeria de quanto ele necessitaria em termos de energia e refrigeração, comparado com o equipamento atual… abraço…

    • Xará, segundo o RFP das Tamandarés, a modernização da Barroso pode fazer parte do pacote de offset q deve ser proposto pelos estaleiros. http://www.naval.com.br/blog/2017/12/20/corveta-tamandare-saiba-mais-sobre-o-rfp-apresentado-pela-mb/
      Nesse sentido acha q seria excelente padronizar a Barroso com suas primas mais novas em termos de sensores e possivelmente tb substituir o Vickers de 4.5 pelo Oto 76mm e com sorte tentar encaixar algumas células de seaceptor atrás dele — teria espaço? Seria o peso dos conjuntos semelhante?
      Idealmente poderia ser estudada tb a viabilidade de extender o convoo até o espelho de popa para possibilitar o pouso dos Seahawk, mas realmente não sei se seria possível aumentar o hangar de modo a acomoda-los… mas uma “mod-Barroso” nesses padrões seria excelente, ainda mais se fizer parte do contrato das Tamandarés.

    • Provavelmente, Marcelo, mas nesse caso é quase certo que não seria uma modernização de meia-vida barata nem simples, pois seriam necessárias medidas de compensação, como retirada de outros itens ou troca por outros mais leves para diminuir o impacto dos pesos altos (por exemplo, uma das alternativas mais óbvias seria substituir o canhão de 114mm por um de 76mm) e encontrar o espaço adequado à instalação dos lançadores verticais de mísseis, realocando compartimentos etc.

      Lembrando que o projeto Tamandaré teve sua boca aumentada para absorver o aumento da tonelagem devido às alterações necessárias para atingir os objetivos (lançadores verticais de mísseis, ampliação do convoo e do hangar, maior espaço interno, maquinaria mais volumosa), então há limites do que se pode fazer num casco de boca mais estreita como o da Barroso, dentro dos limites da estabilidade.

      Sobre aumentar o convoo, conforme aventado pelo outro Marcelo, não acredito nessa possibilidade, que implicaria peso não só da área construída a mais, mas em reforços estruturais para que sua resistência garantisse a operação de aeronaves mais pesadas como o Sea Hawk (e, ainda assim, a área só seria ampliada no comprimento, e helicópteros maiores também precisam de largura maior de convoo, como foi feito no projeto da Tamandaré). Isso agregaria provavelmente peso demais acima da linha d’água.

      Acredito apenas numa possibilidade (repito, possibilidade) de alterar a área do hangar para instalação de um ou quem sabe dois conjuntos triplos de lançadores verticais do tipo ExLS. Também seria preciso, como lembrou o XO, adaptar a capacidade de refrigeração e de geração de energia para os sistemas do novo radar e também do próprio VLS (que não é só um buraco para o míssil, tem conexões elétricas, de refrigeração etc para operar). Não sei se a troca do canhão principal (que ajudaria a diminuir o peso acima da linha d’água, além de agregar melhor capacidade antiaérea e operação de uma arma mais moderna no lugar de uma antiga com problemas de peças de reposição) abriria algum espaço significativo sob o convés de proa, por necessitar de uma área de recarregamento dos projéteis menor, a ponto de compensar toda a instalação de ao menos metade do comprimento de um lançador VLS atrás do canhão – lembrando que parte ficaria “para fora”, protegido por alguma plataforma, que por si também agregaria peso, pois a linha do convés de proa da Tamandaré foi retificada para justamente ajudar a gerar esse volume interno a mais. Teria que realocar funções de compartimentos abaixo do convés de proa da Barroso, o que às vezes é possível, às vezes não.

      Já foi divulgado em mais de uma oportunidade que a Marinha pretende fazer uma modernização na corveta Barroso daqui a alguns anos, mas o escopo da mesma vai depender das verbas.

      Como a Barroso atingiu mais ou menos 1/3 da vida útil, é um navio que, na minha opinião, valeria a pena padronizar o máximo possível com a nova classe para operar com eficiência por mais 15 anos, 20 ou mais.

      • Muito bom! Obrigado a todos pelas respostas. Nao sabia que a modernizacao da Barroso esta no escopo do contrato das 4 Tamandares. Acredito que pelo menos o radar e o canhao seria uma boa padronizacao, e se for possivel adicionar algumas celulas para o lancamento vertical.

        • “Nao sabia que a modernizacao da Barroso esta no escopo do contrato das 4 Tamandarés”.

          Marcelo, que eu saiba, não está no escopo, não… o que temos é a revitalização de 3FCN + a V34… outra faina… abraço…

      • Eu não mexeria no canhão 114mm, não…
        Deixa o trambolhão lá. Esse canhão ainda vai longe na MB, com as FCN. Depois, se vira como pode pra manter o último na Barroso.
        .
        Pra mim, mais vantagem seria:
        Opção 1: tirar o canhão de 40mm de cima do hangar e colocar um Tetral/ Sadral ali.
        http://4.bp.blogspot.com/-I8McOYVDAAI/Tq4gZrwiRWI/AAAAAAAAAjk/bZ4tCKbQNPs/s1600/diponegoro10.jpg
        Opção 2: tirar o radar diretor de tiro do canhão 114mm e colocar outro Tetral ali (se couber, claro).
        .
        O canhão de 40mm ainda pode ser útil equipando um NPa.
        O canhão de 114mm é contra ameaça aérea é uma bela porcaria, se comprado ao Mistral. Pelo menos com a adição desses mísseis no sistema, esse Corveta ficaria mais bem defendida e, não seria nada “absurdo de caro” fazer essa mudança…

        • Bardini,
          Essa versão já antiga dos canhões de 114mm sofre cada vez mais com a falta se peças de reposição, depois que a Marinha Real modernizou os seus.

          E se você tirar o radar de direção de tiro, vai sobrecarregar a alça optronica instalada lá atrás, sobre o hangar. E o radar DT sobre o passadiço também direciona o canhão de 40mm. Não faria sentido.

          Se quer tirar algo de cima do passadiço da Barroso para colocar um lançador de míssil tipo ManPad, tire a alça óptica que é um “backup”, e instale um lançador que já tenha uma câmera termal / sensor IR acoplados.

  20. Para mim será uma surpresa se quem ganhar for um estaleiro Chines, será um quebra de paradigma ENORME, veja bem, não estou falando que os navios são ruins, nada disto.
    Para mim, o vencedor deve estar concentrado nos Ingleses, Italianos ou Alemães (meio nesta ordem), muito pela troca de experiencia e conhecimento, sem contar na experiencia da integração dos armamentos, sensores e computadores.

  21. Na verdade eu acredito q o que vai decidir essa escolha vão ser as propostas de offset, uma vez q os estaleiros sabem do orçamento da MB e todos devem propor preços muito similares. As propostas em si, devem ser muito similares tb em termos de capacidade — não acredito que ninguém possa oferecer algo muito melhor que o projeto da CPN dentro do orçamento.
    Evidentemente que a reputação dos estaleiros vai contar muito, mas se algum estaleiro em conjunto com o governo de seus países conseguir jogar umas naves “pouco usadas” no mix do offset acho q a MB pega na hora 🙂

  22. Agora sim! 400 milhões de dólares a unidade é uma margem boa para negociar com estaleiros ocidentais….Inglaterra e BAE na cabeça!

  23. Bom…é o que temos pra hj! Pra manhã, semana que vem…anos que venham….
    É o mínimo do mínimo….
    Se depois for precedido por mais 1 ou 3 lotes poderíamos até dar um desconto, pois nossas costas não se resumem a Baía de Guanabara.
    O tempo Urge. Nossa marinha precisa dos meios!!!

  24. Não sei não… Precisamos de escoltas novas pra ontem, isso é fato!!! Mas… R$ 2,5 bilhões de reais, com o dólar a R$ 3,70 já, me preocupa se dará realmente para 4 embarcações. Talvez precisará de mais aportes mais pra frente…

    • AL,
      Certamente 2,5 bilhões de reais não bastarão. Outra parte pode ser, por exemplo, financiada externamente conforme as propostas doa estaleiros estrangeiros formadores dos consórcios com os nacionais. Lembrando que mais da metade dos equipamentos, armamentos etc deverá ser importada, pois se trabalha com um índice de nacionalização realista de cerca de 40%.

    • Denis,
      Os valores de corvetas russas nesse patamar são irreais. Já se discutiu isso aqui centenas de vezes, mas tem um vídeo altamente desinformativo sobre essas corvetas que, infelizmente, deve ser um dos responsáveis por essa desinformação que teima em durar.

      • Ótimo Nunão, com 2.5 bi, se não 10 “omenos” 8 russas, que ficaria em média por volta de 310mi/uni, preço que acho mais real, ainda assim na minha opinião bem mais vantajoso. pela maior capacidade e deslocamento. Não dar para esperar que tenhamos uma Marinha de respeito a nível global lá pra 2050, a 400 milhões a unidade que no final passará dos 500 milhões e não teremos mais que 3 ou 4.

        • Denis, a corveta russa então custa menos de 100 milhões de dólares, pra dar perto de 300 milhões de reais por unidade e conseguir comprar não as 10 que vc mencionou no início, mas 8?

          Porque a matéria fala, tanto no texto como bem destacado no título, de uma reserva no orçamento deste ano de 2,5 bilhões de reais, não de dólares. acho que você até agora não leu direito.

          • Certo, houve uma pequena confusão de cifras, mas o que esta sendo dito aqui é que uma tamandaré custará entre 400 e 500 milhões de dólares e as corvetas russas por volta de 150 milhões de dólares, gosto de pensar que custarão entre 250 e 300 milhões, são navios que já possuem uma linha de produção engatilhada, com maior deslocamento, mais bem armadas, e principalmente que estariam disponíveis muito antes e em maior número visto o custo unitário e o fato de ser um navio que já existe, me enche os olhos em saber que teríamos navios projetados e construídos por nós no caso da corveta brasileira, mas precisamos de uma frota desses meios infelizmente se ocorrer tudo bem, e o superfaturamento for razoável, teríamos uma quantidade respeitável lá por 2040, sendo otimista, não acho razoável, nesse meio tempo quantos “tampões” ainda precisaremos comprar no mercado de usados, não precisamos mostrar para o mundo que sabemos construir tudo, sabemos construir corvetas, a justificativa de ressuscitar o mercado naval brasileiro é válida mas isso ainda é uma possibilidade mesmo comprando as russas.

  25. Desculpe Nunão, mas nem de longe a Tamadaré é uma evolução da Barroso (como aconteceu desta em relação a Inhaúma). É um outro projeto, com novas dimensões, novos desafios, etc, etc… E isto quer dizer o que?! Quer dizer que novos problemas irão acontecer e consequentemente novos atrasos, mais recursos, etc, etc, etc….

    Qualquer pessoa que já gerenciou um projeto sabe que se tenta fazer tudo do zero, ou boa parte disso, as chances de problemas aumentam exponencialmente. O mapa de risco deste projeto tem que ser muito bem desenhado, muito bem detalhado, para que os risco possam ser minorados, mas o que vemos nesse novo projeto Tamandaré é a típica tentativa de se reinventar a roda. E o pior, o histórico de problemas em projetos simples, como o NaPa500 comprovam a minha preocupação em relação a este projeto da ENGEPROM. Veja bem, não estou duvidando do empenho do seu corpo técnico, mas antes de apenas vontade é preciso ganhar experiência e uma forma mais simples disso acontecer é trabalhando (melhorando) projetos existentes, como vinham fazendo, evoluindo o mesmo projeto (Inhaúma – Barroso).

    Risco dizer que, mais uma vez, estão repetindo os erros das Niterói com a Inhaúma, ou seja, fizeram um ou dois navios no Brasil e acharam que já dominavam tudo, deu no que deu. Repito, na minha opinião deveriam ter feito o básico, melhora-se o projeto existente da Barroso, constrói-se uns cinco navios do tipo (com mais a modernização da Barroso, teríamos seis belas corvetas a um custo honesto).

    Não é questão de não gostar do projeto Tamandaré, é questão de, diante das limitações técnicas e industriais que temos, fazer o feijão com arroz. Um projeto de navio de combate, não é só aprender a teoria, mas aprender e manter a expertise em fazer o navio, não será fazendo um, ou dois navios que isto se mantém, nosso histórico está aí para comprovar o que digo.

    Definitivamente, com todas essas alterações de projeto, as Tamandarés não são uma evolução da Barroso. A falta de continuidade é o principal problema dos projetos navais no Brasil, de tempos em tempos querem reinventar a roda.

    Minha opinião.

    Até mais!!! 😉

    • “mas nem de longe a Tamadaré é uma evolução da Barroso”

      Wellington, já discutimos isso mais de uma vez, já te mostrei que você está partindo de premissas erradas, mas, pelo jeito, você quer vencer pelo cansaço. Nesse caso, você venceu, mesmo estando errado: não vou mais repetir as informações que sei do projeto e que já escrevi, pois pelo jeito você nem leu. Mas continuo discordando totalmente do que vc escreve sobre o projeto.

      • Será, meu amigo, que as minhas premissas são erradas?! Onde é que um projeto com dimensões diferentes, estruturas diferentes, sistemas e equipamentos diferentes são uma “evolução de projeto”?!

        A marinha australiana acabou de mostrar o que é, realmente, uma continuidade evolutiva. No primeiro momento adquiriu navios da Navantia, dotados de sistemas AEGIS e agora, ao invés de querer reinventar a roda, selecionou o mesmo projeto para evoluí-lo com sistemas locais em substituição aos sistemas dos EUA. É isto que é dar sequência a um projeto, é isto que é fazer um processo evolutivo, evitando percalços desnecessários.

        A MB pode ter usado o aprendizado das covertas anteriores e aplicado nessas novas corvetas, mas nem de longe é uma “evolução de projeto”, mas um novo projeto. Evolução do mesmo projeto, Nunão, podemos ver o que aconteceu com caças como o Gripen A/B aos C/D, nem os E/F podemos dizer que são projetos evolutivos e sim um novo projeto, com nova estrutura, novos componentes, novos sistemas, novo motor, trem de pouso, daí porque toda essa demora no seu desenvolvimento. Veja que usaram o mesmo conhecimento que tinham e mesmo assim atrasou.

        Não há milagre, todo e qualquer novo projeto demandará mais tempo para desenvolvê-lo, mais problemas aparecerão, etc, etc, etc. Não é porque te disseram que é só um puxadinho daqui, ou acolá que as Tamandarés são uma evolução, tudo mostra que são um novo projeto e ponto (muitíssimo diferente das anteriores). Você concordando ou não com isto.

        Grande abraço!!! 😉

        • “Não é porque te disseram que é só um puxadinho daqui, ou acolá que as Tamandarés são uma evolução”

          Não invente coisas, Wellington, ninguém nunca me disse que é “só um puxadinho”, muito menos eu reproduzi isso. Não coloque palavras na minha boca pra reforçar seu argumento. Você pode muito bem se virar sozinho pra inventar o que bem entende, mas invente sobre você mesmo. Não me coloque no meio das suas invenções de fatos inexistentes, o que é uma atitide simplesmente ridícula no debate.

          • “Será, meu amigo, que as minhas premissas são erradas?! Onde é que um projeto com dimensões diferentes, estruturas diferentes, sistemas e equipamentos diferentes são uma “evolução de projeto”?!”

            Wellington,

            Já tivemos essa discussão recentemente, quando te mostrei porque considero suas premissas erradas.

            Como acho pouco produtivo fazer como você, que repete e repete os argumentos de sempre ao longo de infinitos comentários, e como sei que não vou convencê-lo (mesmo porque não tenho essa pretensão e quem provocou a discussão, hoje, foi você ao contestar algo que escrevi, e não o contrário), deixo apenas o link do início da nossa última discussão a respeito. Isso para o caso de você querer relembrar, mas principalmente para outros leitores que quiserem o benefício do contraditório ao seu comentário acima:

            http://www.naval.com.br/blog/2018/05/03/aspiracoes-do-estaleiro-goa-shipyard-limited-em-relacao-ao-projeto-das-corvetas-classe-tamandare/#comment-200510

          • Nesta ocasião, não contra-argumentei porque não havia mais espaço para reposta. Em todo caso, é mais do mesmo.

            Outra, achar que uma Barroso com sistemas AAe com mísseis de curto alcance (10 a 20 km) custaria o mesmo do que uma Tamandaré, com todas a inovações que estão querendo colocar, é abusar nas tintas.

            Mas tá, vamos deixar rolar pra ver o acontece. Depois a gente conversa.

            Até mais!!! 😉

          • “Outra, achar que uma Barroso com sistemas AAe com mísseis de curto alcance (10 a 20 km) custaria o mesmo do que uma Tamandaré, com todas a inovações que estão querendo colocar, é abusar nas tintas.”

            Então faça uma lista de todas essas inovações que você diz, e que não sejam a indispensável atualização de armamentos e sistemas não mais fabricados ou já ultrapassados, além da atualização de características necessárias a um projeto da metade dos anos 2010, comparado a um projeto do início dos anos 1990 e veja se sua versão da nova Barroso ficaria mais barata.

            Outra coisa, mísseis antiaéreos não funcionam sozinhos. Sistemas de lançamento precisam de energia, refrigeração, sistema de combate atualizado, além de radar 3D para serem eficazes. Coloque isso na lista e na conta também.

          • A Barroso possui, basicamente, os mesmos sistemas das Niterói Mod, então qual seria o grande impecílio de se colocar um lançador ASPIDE 2000? E, até onde sei, nenhum destes sistemas está descontinuado. Obtenha-se, então as licenças de produção no Brasil (já que na sua visão são desatualizados ou obsoletos). Pra nossa indústria, o lixo dos outros é nosso luxo. A própria Avibras tem uma boa parceria com a MBDA. O SICONTA está descontinuado também?! Não precisa ser o MK III, pode-se colocar o MK IV.

            Pode-se mudar um sistema ou outro, mas no conjunto (motores, hélices, sistemas de combate, etc….) poderia ser usado muitos que ainda são fabricados. A ideia é ter um navio barato para fazer número. Inovações se faz com escolta maiores e mais poderosas, é o típico processo de aprendizado tecnológico em projetos maiores e mais caros, para depois replicar em projetos menores para se fazer número, barateando isto durante o tempo.

            Então o foco da MB deveria ser inovar com novas fragatas (em menor número) e não inovar com corvetas. Com certeza a Tamandaré é mais inovadora coisa e tal, mas valerá o preço disso?! Gastar com uma Corveta, que vai custar o preço de uma Fragata, na minha opinião, não é o caminho mais inteligente.

            Detalhe, continuará sendo um Corveta com todas as suas limitações.

            Grande abraço!!!

          • Wellington,

            Você acha realmente válido colocar numa nova classe de navios, que vão entrar em serviço em meados da próxima década, um sistema de mísseis mar-ar que foi selecionado para aquisição e começou a ser instalado em modernização de fragatas 25 anos antes, em fins da década de 90? Isso pensando em operação por pelo menos 15 anos pra frente (até a década de 2040) antes de uma modernização de meia-vida, quando os navios que operam hoje esse sistema já terão dado baixa? Pode não ser obsoletos hoje, mas será que esse sistema vai atender às necessidades entre 2025 e 2040, pelo menos? Será que praticamente todas as outras marinhas que estão procurando sistemas no estado da arte ou próximos dele, para armar suas corvetas nesse mesmo horizonte de tempo, estão erradas em olhar para a frente, projetando corvetas com lançadores verticais para facilitar integração de mísseis hoje e no futuro, e você está certo em olhar para trás?

            A não ser que você pense em aproveitar lançadores que sejam disponibilizados por navios que deem baixa, mas, ainda assim, isso seria apenas empurrar o problema mais pra frente.

            Há sistemas previstos para a Tamandaré que são basicamente do mesmo tipo que a Barroso, porém sendo fabricados hoje em versões mais modernas: Bofors 40mm Mk4 ao invés do Mk3, sonares mais novos, mísseis mar-mar de modelo nacional em substituição ao MM40, sistemas de guerra eletrônica em versão atualizada, motores de modelo mais recente de famílias já utilizadas pela Marinha, a versão do Sikonta hoje também é mais moderna. A maioria dos sistemas especificados 20 anos atrás para o navio já não existem mais do mesmo modelo, para serem adquiridos, pois a tecnologia evolui, o que existe é apoio logístico e peças de reposição para quem opera os sistemas adquiridos há 20 anos. A Marinha também especificou propulsão CODAD, ao invés do CODOG especificado 25 anos atrás (ou mais, no caso das Inhaúmas), com base na experiência operacional da própria Barroso e de suas antecessoras, o que simplifica, por exemplo, a caixa de engrenagens, gerando mais economia e facilidade de manutenção. Está errada, na sua opinião?

            Você quer instalar um lançador de Aspide 2000, com oito mísseis de pronto uso e recarga manual, na Barroso. Ok. Onde, sobre o hangar, substituindo o canhão de 40mm? Ou tem outra ideia? Onde ficarão as recargas, também sobre o hangar ou em algum outro espaço onde terá que ser pensado um sistema para transporte conveses acima? Ou não vai haver recargas? Vai instalar um segundo radar de direção de tiro (DT) também? Se não instalar, só será possível engajar um alvo por vez, com o DT sobre o passadiço. Onde vai ficar esse radar, no lugar da alça optrônica? O radar de busca da classe Niterói e da Barroso ainda é fabricado? Ou vai procurar um novo radar 2D para instalar?

            Enfim, ainda aguardo a sua lista de inovações do projeto que, na sua opinião, seriam uma “reinvenção da roda” no caso da Tamandaré, pois o que vi no seu comentário foi no sentido oposto: uma lista de sistemas que já não são estado da arte e não serão nos próximos 20 anos, ou que foram substituídos pelos fabricantes por versões mais modernas.

          • “Gastar com uma Corveta, que vai custar o preço de uma Fragata, na minha opinião, não é o caminho mais inteligente.”

            Por fim, não entendi porque você acha que a corveta vai custar o preço de uma fragata, seja para adquirir, seja para operar. E também continua obscuro o quanto você realmente economizaria, tanto na aquisição quanto na operação, comprando sistemas descontinuados ou prestes a ser, ao invés das novas versões dos mesmos para equipar a sua versão da Barroso “evoluída”.

  26. Onde está a ignorância Sr entendido MK8? Poderia explicar para este leigo? No mais, eu te conheço pra o senhor se dirigir dessa maneira a mim?

    • Mahan e Mk48, refresquem a cabeça, por favor. Não importa quem começou a engrossar o caldo, o que importa é que recomecem sua conversa civilizadamente. Os editores detestam ter que apartar briga de marmanjo.

    • Mahan 22 de Maio de 2018 at 8:57

      “Mais barquinhos que servem pra nada, só pra brincar de Marinha. Melhor seria adquirir escoltas oceânicas realmente capazes de enfrentar qualquer eventualidade.”

      Parabéns Mahan, excelente comentário.

  27. Certo. Pergunta de leigo:
    – Necessitando de escoltas oceânicas ( planejamento não era de Fragata 6.000 ton?) investiremos em navios de menos de 3.000 ton (Segundo o próprio site Poder Naval, Corvetas não são navios litorâneos?)?
    * Longe de afrontar os Marinheiros e especialistas, de todos os níveis, apenas entusiasmo Patriótico move esses questionamentos.
    Obrigado.

    • PROSUPER é uma coisa, projeto tamandaré é outra. O PROSUPER está congelado.

      A Barroso cruza o Atlântico e vai até o mediterrâneo facilmente, porque uma tamandaré não faria o mesmo?

    • Mahan,

      Não se deixe enganar pelo termo “corveta”. Até mesmo as predecessoras da classe Inhaúma já tinham porte equivalente ao de fragatas da década anterior, e poderiam ser chamadas de fragatas se a Marinha assim o quisesse.
      Melhor olhar as características do navio.

      Um navio com quase 3000 toneladas, comprimento de mais de 100m, boca de quase 13m, alcance de 4000 milhas náuticas ou mais não é “litorâneo”. O formato de sua proa, a dimensão de seu pontal (soma do calado com a borda livre), que é praticamente o mesmo de fragatas classe Niterói, não são características de navios de operação apenas litorânea.

      O porte e dimensões são semelhantes, por exemplo, ao de contratorpedeiros classe Fletcher (2900t 114m de comprimento, 12 de boca) que operaram por décadas na USN em todos os oceanos e, depois, por outras tantas décadas aqui no Atlântico pela MB. E a relação boca-comprimento da Tamandaré é ainda mais favorável do ponto de vista da estabilidade, assim como a borda livre é maior.

      A questão principal é econômica e de realidade dos fatos: não dá pra ter uma frota só de fragatas de tonelagem maior, que obviamente trazem vantagens em maior alcance, quantidade de mísseis, capacidade de operar mísseis maiores e levar sensores mais pesados e mais altos, mas que têm custo de aquisição e operação inviáveis para substituírem todas as fragatas e corvetas atuais. A conta não fecha.

      Eu adoraria ver a MB conseguindo adquirir uma dúzia de fragatas modernas de 6000t para substituir uma dúzia e meia de escoltas que tinha na virada para o século XXI, e com capacidade de operá-las. Mas nem as Marinhas da Inglaterra e da França estão conseguindo substituir todos os seus navios mais antigos por destróieres e fragatas de 6000 toneladas ou mais. A Inglaterra ainda terá, possivelmente, 14 navios mais ou menos desse porte, entre Tipo 45 (seis) e Tipo 26 (oito) mas à custa de baixar a tonelagem das outras cinco escoltas necessárias a substituir todas as suas treze fragatas Tipo 23 atuais. A França também reduziu o número de fragatas FREMM que iria adquirir para oito navios (um corte de praticamente 50% do número inicialmente pretendido) que somados aos dois destróieres tipo Horizon só chegarão a 10 escoltas de 6000t / 7000t. O resto de sua frota de fragatas terá dimensões mais modestas.

      Ou seja, não dá pra pensar numa frota só de grandes fragatas, infelizmente.

      Não foi possível essa padronização com a classe Niterói quando a sexta delas foi incorporada, há quase 40 anos, levando à decisão de se construir corvetas para substituir navios mais antigos (conseguiram construir cinco das 12 necessárias, o resto foi substituído por compras de oportunidade, que na época eram mais fartas). Seria bom se tivéssemos adquirido mais navios novos do porte da então bem armada classe Niterói, mas não houve dinheiro pra tudo isso. E não será possível, pelo mesmo motivo, padronizar a MB com grandes fragatas (nos padrões de hoje) no curto e médio prazos para a substituição das fragatas e corvetas atuais. Então se está começando o tão adiado reequipamento da força de superfície com o que é possível para cumprir a missão: corvetas de cerca de 2800t, porte que se mostrou bastante adequado para operar no Atlântico Sul em vários navios que a MB e outras marinhas operaram.

      Acho que o pessoal se prende muito ao nome “corveta”, que se usa em muitas marinhas para designar navios de porte menor que a Tamandaré, e em alguns relatos do passado de que “só navio de 6000t serve para o Atlântico Sul”, da época em que a Marinha tentava a todo custo viabilizar o Prosuper. Navio de 3000t também serve pro Atlântico Sul. Eventualmente vai sofrer mais no caso de uma ressaca mais forte, mar muito agitado, mas vai servir, como tantos outros navios de porte semelhante serviram muito vem ao longo de décadas no Atlântico Sul, e não só na MB.

      • Nunão, você acha mesmo que ele leu ou irá ler esse comentário desse tamanho?
        Me desculpe, mas, na próxima postagem, ele repetirá o mesmo comentário de ______ que fez acima.
        Apenas a título de sugestão, como vocês não gostam de separar briga de marmanjo, o que é o correto realmente, poderiam simplesmente censurar esses comentários provocativos. Uma coisa é ser contra. Outra coisa é denegrir e provocar. Logo abaixo, o rapaz demonstra ignorar completamente sobre o que comenta, confundindo prosuper com Tamandaré e, mesmo assim, não evitou sua postagem provocativa. Enfim…na minha opinião, seria ótimo parar de passar a mão na cabeça de ignorante preguiçoso. Ngm precisa saber de tudo. Eu mesmo pouquissimo sei do que se comenta aqui. Mas, antes de abrir essa caixinha de comentário, procuro pesquisar um pouco antes de publicar minha “sentença”. Aliás, procuro nem sentenciar, pois juiz leigo não o faz.

        COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O BLOG LIMPO.

        • “Nunão, você acha mesmo que ele leu ou irá ler esse comentário desse tamanho?”

          Felipe, e quem disse que minha preocupação principal é convencer quem não deseja ser convencido de alguma coisa?

          Aproveito a desinformação para passar informação. Você, pelo jeito, leu. Muitos outros leram. Não é porque escrevo resposta a alguém que minha intenção se esgota nessa pessoa. Se fosse por isso, eu não postaria nem 10% dos comentários que posto, pois não tenho intenção alguma de “passar a mão na cabeça de ignorante preguiçoso”. Longe de ser um fim, a resposta à desinformação é um meio.

          Sobre censurar comentários, diferentemente de outros sites aqui não censuramos opiniões, que são livres, e sim a desobediência às regras de conduta. Quando uma atitude passa do limite da opinião e vira trollagem, também agimos, o que ainda não se mostrou o caso. A percepção de quem comenta e vê um ou outro comentário dos demais, e a percepção dos editores que veem praticamente todos e têm acesso ao histórico de comentários da pessoa, são diferentes – mesmo porque vocês só veem o que não foi simplesmente apagado por ser somente xingamento, trollagem etc. O que aparece com aviso tem fins didáticos e é só uma parcela do que precisa passar pela edição por não obedecer às regras de conduta.

          Enfim, a postura que você descreve de pesquisar um pouco antes de escrever, é louvável. Parabéns.

  28. Peço desculpa pelas perguntas mas tenho duas duvidas
    1- o míssil anti-navio não será o Mansup?
    2- não poderia ser instalado uma versão naval do Radar saber M-200 ?

  29. Acho que na lista final estarão os italianos, coreanos e alemães. Puro chute. Gostaria de saber se os indianos apresentaram proposta. Talvez o preço seja convidativo. O tempo dirá… Façam suas apostas!!!

  30. Eu, pessoalmente, torço pela versão maior da Gowind francesa que foi vendida para a Real Marinha da Malásia, a Second Generation Patrol Vessel:

    https://en.wikipedia.org/wiki/Second_Generation_Patrol_Vessel

    Moderníssima, furtiva, 3100t, hangar, 28 nós CODAD, 5000 milhas de autonomia e aceita armamentos e sensores diversos no projeto, podendo receber o CAMM, MANSUP, Super Rapid 76mm, Bofors 40/L70, enfim, contempla e excede as especificações da MB. Preço? A Malásia pagou U$ 2.8 bilhões por 6 delas, U$ 467 milhões cada uma, acima do estipulado pela MB mas não muito. Mas tem a diferença de sensores e armamentos deles (Smart-S Mk2, CAPTAS-2 hull e towed array, Bofors 57mm Mk3, 2x DS30M, 16x Mica VL, 8x NSM), dá pra fazer pelos U$ 400 milhões estipulados.

    Se não vier essa, que venha o projeto de corveta da Ficantieri pros EAU:

    https://www.fincantieri.com/en/products-and-services/naval-vessels/multirole-corvette/

    Mas esse ainda não está em operação, então não segue os requisitos da MB.

  31. Eu também espero que fabriquem o projeto do CPN, e não mais uma das idiotices de nossos almirantes em pegar um projeto estrangeiro e fabricar localmente.
    Já gastamos uma fortuna no projeto do CPN, testes de casco em tanque oceânico na UFRJ ( se não me engano) e no exterior.
    Isso para não falar no fato que o casco das CCT,s está mais que testado e aprovado, pois descende da Barroso.
    Para melhorar a estabilidade e navegabilidade seria interessante a instalação do sonar de casco na quilha do navio.
    Gerando um bulbo hidrodinâmico, que bem dimensionado gera menor resistência hidrodinâmica em mar grosso.
    Torço realmente que fabriquem o produto do CPN, o que levaria a melhor capacitação do pessoal e geraria conhecimentos para o desenvolvimento futuro de fragatas médias nacionais baseadas no casco das Tamandarés e Niteróis.
    E que esse plano absurdo de replicar projetos estrangeiros em solo nacional seja abandonado de vez.
    Essa nova classe de fragatas médias baseadas no casco das Tamandarés e Niteróis, teria deslocamento de 5.000t e comportaria os novos sistemas de armas nacional (Matador MT-300 naval, Mansup-01 Marlim,Versão naval do Saber-M200, Gaivota-X, Torpedo nacional, sonar passivo, ativo e rebocado nacional, versão AAe do Astros etc..

  32. É aí onde fica a crítica do mestre Bardini com razoável razão.

    As Tamandare já deveriam ter sido projetadas na faixa das 4500 ton. Uma medida previdente a eventuais atrasos, cancelamentos ou substituição ao Prosuper. Mesmo que um pouco desdentados ou de mesma configuração de recheio da atual Tamandare mas que guarde reserva para ampliações quando necessario

    • É a ilusão chamada de “HiLowMix”.
      Estamos fazendo mais um “Low” sem ter garantia nenhuma, de que um dia teremos o “Hi”…

  33. Em complemento, em que pese ser necessário avaliar se haveria dinheiro par hipotéticas Tamandare 4500 em comparação as Tamandare 2700…..pois me parece que de fato forma dimensionadas para a máxima economia e efetividade possível …..em sua categoria tão específica, difícil outro projeto se igualar

  34. Sobre velocidades:
    Dada a constância de deslocamento e da potência propulsora disponível, um casco mais ‘slender’ atinge maior velocidade. A escolha por um formato de casco tipo ‘cruiser’, por ter máxima wetted área comparado com o perímetro molhado, também favorece alcançar grande velocidade. Já os bulbos de proa são eficazes em melhorar o desempenho apenas em certas faixas de velocidade, não são uma panacéia, assim como os estabilizadores. Se a nau capitanea desenvolve trinta ou mais nós, pense-se num Nimitz, suas escoltas devem poder fazê-lo igualmente, sob pena de não escoltarem nada, afinal, exceto comboios comerciais ou aqueles caixões anfíbios tipo LHA/LHD (alguns possuem um desenho de casco abaixo da linha d’agua simplesmente pavoroso pra hidrodinâmica mas muito favorável em fornecer espaço interno útil a depósitos e paióis). Nem sempre basta uma elevada relação LBP/boca (maior que 8, p.e.) pra caracterizar um casco rápido; é preciso também um comprimento razoável (v=1a1,2 √LBP). Naviozinhos de cem metros podem até alcançar trinta nós, em tendo cascos de deslocamento, mas precisam de mais potência, e parece que querem menos espaço nas maquinarias que nos sistemas de combate, de resto a parte principal do combatente, quer pra quem compra, quer pra quem vende. Daí que marinhas descompromissadas com agilidade, optem por potências menores, com consequente menores velocidades, em troca de mais embarque de pesados e volumosos sistemas e armas, em geral inúteis em sua automação sem a prontidão de combate que por definição só se mostra em combate, nunca em tempos de paz ou navegação em águas congestionadas de trafego civil. E o inimigo vai atacar sem aviso declaratório de abertura de hostilidades. 😉

    • Mais ou menos Mestre Alex,

      O combate de superficie e anti submarino anteriormente exigia muita manobra, corpo a corpo de engajamento e desengajamento e até atropelar SSK´s passando por cima destes para lançar cargas de profundidade.

      A medida que a artilharia de boca foi perdendo espaço no combate superficie superficie e os misseis foram avançando, a velocidade deixou de ser ingrediente principal e perde o peso que possuia antes. Mesmo para navios aerodromos a velocidade perdeu importancia, (embora bem menos que vazos de superficie) em face da evolução de um lado das potencias de catapultas e de outra a potencia dos proprios Aviões ( evolução da taxa de trust rate/Max take Off) embora logico, qualquer knot a mais para Nae continue importante, somente os paises que dispõe de Porta Aviões é que ganha ou mantem importancia a velocidade, em face da necessidade da escolta acompanhar os tiros de velocidade nas operações de lançamento….Marinhas sem Nae acabam não precisando tanto….e a economia e longevidade do maquinario acaba ganhando prioridade diante deste novos requisitos de balanceamento. navios não perseguem mais uns aos outros nem aos SSK´s ou Subnuke….quem faz isto são os braços aeronavais fixos ou rotativos bem como misseis e foguetes de cargas antisubmarinas…
      .
      Dificil prever uma luta de perseguição e esquiva de artilharia de boca como era antigamente.

  35. Se houve adiamento da entrega, pode ser que algum concorrente de peso tenha solicitado com vistas a apresentar uma proposta mais palatável, ou ocorreu algum problema administrativo??? Alguém saberia dizer???

    • Claro q tudo isso é especulação, mas se um concorrente não consegue entregar uma proposta (!) no prazo, o que podemos esperar do cumprimento de prazos na entrega dos navios por parte do mesmo?

      O que primeiro me passou pela cabeça é q o número de propostas entregues tivesse sido muito baixo e a MB estivesse tentando estimular esse número a crescer. Mas como disse isso tudo é pura especulação. Melhor esperar a informação do adiamento ser confirmada por alguma fonte primeiro…

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