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EXCLUSIVO: A história da venda de 2 submarinos IKL brasileiros à Armada Argentina

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Submarino Tupi, tipo IKL 209
Submarino Tupi, tipo IKL 209

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

O trágico desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan nas águas gélidas do Atlântico Sul, na manhã de 15 de novembro de 2017 – com a inestimável perda de 44 vidas –, interrompeu bem mais do que as atividades rotineiras do Comando da Força de Submarinos, sediada na Base Naval de Mar del Plata, 410 km ao sul da capital Buenos Aires.

Foram freadas, também, diversas outras ações em desenvolvimento pelos almirantes argentinos, de forma a modernizar sua Força e preservar-lhe o grau de operacionalidade.

Um desses procedimentos sustados, administrados até ali sob uma capa de confidencialidade, foi o da negociação – em início de reta final – da venda de dois submarinos IKL-209/1400 brasileiros à Armada Argentina.

O assunto já recebera o sinal verde do Almirantado do Brasil e estava sob os cuidados do diretor-geral de Material da Marinha, almirante de esquadra Luiz Henrique Caroli.

O plano estudado em conjunto com os argentinos era simples: vender os navios da Força de Submarinos (ForSub) da Esquadra aos argentinos – cada um deles por algo em torno dos 60-70 milhões de dólares – e usar essa receita para providenciar a modernização de, pelo menos, dois outros IKL da flotilha brasileira restante.

Em 2016 a ForSub investigara a exequibilidade do plano de mandar dois de seus navios à Kiel, no Norte da Alemanha, para que eles fossem atualizados pela ThyssenKrupp Marine Systems (sucessora da Howaldtswerke-Deutsche Werft, ou HDW, fabricante dos submarinos), mas a ideia revelou-se, por seus custos, proibitiva: os alemães pediram 52 milhões de dólares para fazer o overhaul de cada um dos submersíveis do Brasil.

Do lado argentino a linha de ação adotada ano passado era a seguinte:

  • comprar os dois submarinos brasileiros, 15 ou 20 anos mais modernos que os IKL-209/1100 argentinos – o Salta, ainda na ativa, e o San Luis mantido na reserva no estaleiro Domecq Garcia (desfalcado de muitos componentes já transferidos ao Salta);
  • pagar uns 100 milhões de dólares para que eles fossem revitalizados na Alemanha; e
  • usar essas embarcações (1) para reativar um mínimo de capacidade de defesa submarina costeira e (2) proporcionar condições de melhor qualificação e adestramento aos militares interessados em se tornar submarinistas.

Antiguidade – Os dois submarinos brasileiros que seriam transferidos aos argentinos nunca foram definidos formalmente, apesar de a Diretoria-Geral do Material da Marinha (DGMM) do Brasil ter estudado o assunto.

De acordo com a fonte do Ministério da Defesa que revelou o assunto ao Poder Naval, a seleção desses navios possivelmente recairia sobre as unidades mais antigas, Tupi e Tamoio.

A título de ilustração: o Tupi (S 30) foi comissionado pela ForSub em maio de 1989, enquanto o ARA Salta (S 31) foi incorporado pela Esquadra Argentina em Fevereiro de 1973 – mais de 16 anos antes…

Construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (e primeiro submarino construído no Brasil), o Tamoio (S 31) foi comissionado em julho de 1995, enquanto o San Luis (S 32) começou a operar em maio de 1974, mais de 20 antes…

O almirante Caroli chegou a planejar uma viagem à capital argentina, para tratar do assunto com os colegas argentinos, mas justamente nesse ponto sobreveio a tragédia com o San Juan, que pôs fim à negociação.

O planejamento entre as duas marinhas nunca foi retomado porque, depois da perda do San Juan, os militares argentinos consideraram impossível tratar da aquisição de submarinos usados.

Semana passada, o Comandante da Área Naval Atlântica e da Base Naval de Mar del Plata, capitán de navio Gabriel Attis, revelou que o atual chefe da Força de Submarinos de sua Armada, capitán de navio Ciro Oscar Repetto, se encontrava na cidade holandesa de Amsterdam em preparativos para viajar a Kiel, na Alemanha, onde iria conhecer (a) os últimos avanços do atual submarino classe IKL-209/1400 e (b) seus diferentes custos de fabricação.

De acordo com o que o Poder Naval pôde apurar, um 1400 sem grandes sofisticações pode ser adquirido por 400 milhões de dólares, ou até menos. Pacote – Como a Esquadra argentina tem quatro fragatas Meko-360H2 e seis corvetas tipo Meko-140A16 – todas de tecnologia alemã –, é bastante possível que, no futuro, os militares argentinos negociem com a TKMS a aquisição dos submarinos em um pacote comercial que inclua a revitalização dos navios de superfície.

Em Kiel, os executivos da TKMS têm esperança de que o caso argentino se resolva dessa forma.

Mas eles também sabem que não há, no momento, a menor perspectiva de que se possa lidar com esse assunto este ano – em função dos cortes orçamentários ditados pela cooperação do governo Mauricio Macri com o Fundo Monetário Internacional (Buenos Aires pediu, recentemente, um empréstimo de 30 bilhões de dólares ao Fundo).

93 COMMENTS

  1. É o Brasil, acabou se lascando tbm, agora uma dúvida, na realidade 2.
    O brasil não tem capacidade no de fazer overhaul no AMRJ?
    O 209 brasileiros já não tinham sidos modernizados? Pelo que eu me lembre tinham ate recebido sistema tático da LM e os MK-48

    • Augusto,
      Dois foram modernizados durante seus períodos de manutenção geral. Dois estão sendo modernizados agora, também aproveitando período de manutenção, e um está na fila.

      O “overhaul” ou manutenção geral dos atuais submarinos da Marinha do Brasil é feito no AMRJ há décadas, com corte de casco, retirada de equipamentos para revisão etc. Mas os últimos anos têm sido de dificuldades, incluindo as financeiras, gerando tempo maior pra essas atividades e acumulando serviço (há dois submarinos em manutenção hoje no AMRJ, um no Dique Santa Cruz e outro na Oficina de Submarinos) e o ideal era que a ordem de manutenção pudesse ser organizada para haver esse acúmulo, mas com atrasos isso acontece. Assim, não é de se estranhar a busca de soluções como fazer o reparo fora, desde que o custo financeiro compensasse. Mas, pelo visto, não compensou.

      • Se isso acontecer um dia, a Argentina vai acabar comprando sem mandar para “overhaul” na Alemanha.
        Mas eu acho que seria bom para o Brasil, manter o Tikuna, e mais dois, Tapajó e Timbira já estaria ótimo. Ou pelo menos o Tapajó, destes dois últimos. Claro que nessa ideia do texto, com o dinheiro da venda, pagarmos pela modernização dos que ficarem em operação.

  2. Interessante a matéria, como sempre o poder naval me surpreende, mas ainda resta dúvidas, como iria ficar a situação da força de submarinos brasileiros supondo esta venda, sendo que já lidamos com um Gap operacional e a entrada dos Br Scorpene ainda vai levar certo tempo ?

    • Ficaria péssima…os 2 mais antigos já passaram pelos seus respectivos últimos “PMGs”…enquanto os três restantes ainda precisarão passar
      além de manutenções de rotina, então, quando muito se teria apenas um submarino “disponível” nos próximos anos…mas…é a matéria pode ser um sinal que a marinha não poderá aumentar muito significativamente sua força de submarinos…além do “Tupi” que teoricamente seria retirado de serviço em 2024/2025, outro para o qual não hajam verbas para seu “PMG” possa ser retirado de serviço precocemente.
      .
      Tomara que não…mas…a situação econômica do país exige cuidados e enfrentará grandes desafios nos próximos anos.

      • Prezado Dalton,

        Uma pequena correção. Os 209 que fizeram os últimos PMG´s foram o Tupi ( o mais antigo) e o Tikuna (o mais novo), onde nesta ocasião foram instalados os equipamentos de controle de tiro americanos para os torpedos MK48. Os demais , dois sendo modernizados e u está na fila.

        Por esta razão, certamente o Tupi e o Tikuna não entrariam na negociação.

        Abs.

        • “48”…
          .
          estou referindo-me ao último “PMG”…que é o caso do “Tupi” e do “Tamoio”…até é possível fazer mais um, mas, aparentemente nunca foi o desejo da marinha brasileira investir mais neles … o “Tikuna precisará fazer outro caso contrário não chegará aos 30 anos, muito menos passar disso.
          abraços

      • Dalton supondo que o prosub ja esta chegando ao fim, com os subs convencionais sendo construídos, não sobraria dinheiro para investir em outras coisas.

        • Augusto…
          .
          ainda levará muitos anos para todos os 4 “franceses” estarem não apenas incorporados, mas, totalmente certificados,
          e não se pode ter certeza que não ocorrerão mais atrasos na incorporação deles, então, seria bom ter uma reserva no
          caso disso vir a ocorrer.

  3. Depois do susto inicial ao ler a manchete, e lendo a matéria, acho que poderia ter sido um bom negócio para o Brasil.

    Certamente os dois submarinos que seriam negociados não seriam o Tupi e o Tikuna, por razões óbvias.

  4. Como o ARA San Juan, essa negociação estivera oculta aos olhares da maioria, sob águas revoltas, atravessando perigosa e furtivamente a fronteira entre a plataforma continental do sucesso possível e a região abissal do fracasso provável . . .

    Como o ARA San Juan, essa negociação explodiu misteriosamente e sequer seus destroços foram encontrados, exceto, agora, sinais de sua existência, por conta de equipamentos de resgate de informações a grandes profundidades jornalísticas aos quais o PN tem acesso . . .

    • No estágio embrionário em que esta negociação estava , tinha que ficar oculta mesmo, porque não havia nada de concreto decidido. No mais , a sua verborragia non-sense costumeira, mais adequada a fóruns que tratam de língua portuguesa/literatura e que não agrega nada de útil a discussão da matéria, como de costume.

      • Mk 48, quando você for o editor da Trilogia eu irei me preocupar, muito, sendo tão somente mais um forista, e com esses argumentos, só me cabe lhe ignorar.

        Minhas manifestações não têm a intenção de provocar cansaço mental em quem quer que seja, não obstante, se sua fadiga intelectual é tão intensa, quando vir “Ozawa”, não leia, simples assim.

        Aliás, se você vem aqui para criticar o estilo alheio ao invés de expor e se preocupar com o seu próprio conteúdo, certamente lhe falta – ou não está muito seguro – deste, e só lhe resta dedicar-se àquele . . .

        • Realmente fico com fadiga mental em ler seus “comentários” tão técnicos e sempre tão pertinentes ao assunto em debate.

          Devido ao que disse acima, tenho certeza que seu lugar é no quadro “soletrando” do Luciano Huck. Faz mais o seu estilo. Vai por mim.

          Você pode me ignorar, eu até agradeço, mas fica difícil te ignorar face o que você escreve, não porque você escreva alguma coisa de útil ou interessante, mas pelas parvoíces que você escreve.

          Japonês-Paraguaio, se você não sabe brincar, não desca pro Play.

          AVISO DOS EDITORES: CHEGA DESSA BRIGA INÚTIL. VOLTEM AOS TEMAS DA MATÉRIA.

          • Mk 48, diante das suas réplicas que agregaram tanto conteúdo a esse post, você está certo num ponto: eu não brinco no play, prefiro ler no quarto . . .

            AVISO DOS EDITORES: CHEGA DESSA BRIGA INÚTIL. VOLTEM AOS TEMAS DA MATÉRIA.

  5. Olá a todos. Apenas lembro como fui criticado quando coloquei esta ideia para ser debatida. Ainda acho que seria a melhor solução para a ARA e para a MB, principalmente se a negociação fosse feita com moeda local, não em dólar.

    • Prezado Camargoer,

      Como disse acima, acho que teria sido um bom negócio, mas também acho que a moeda teria que ser o dólar. A MB precisa de moeda forte para tocar seus projetos.

      Abs.

      • Caro Mk48, os argentinos estão sem dólares mas o comércio Brasil-Argentina e da ordem de US$ 13 bilhões por ano. As empresas brasileiras e argentinas precisam compensar essas transações. Uma negociação direta em moeda local evita o uso de divisas e pode ser financiada diretamente pelos governos e compensada no comércio entre os dois países. Talvez seja melhor uma negociação em moeda local do que em fardos de algodão, riso

    • Claro!

      Vamos negociar em Peso Argentino! Super moeda ! Vale incríveis U$0,04 !!!

      Se encher o sub de papel moeda deles é capaz do sub afundar de tanto peso morto.

      • Caro Rui. A transação não passa pela troca de moedas mas poderia ser totalmente compensada em moeda local em função das trocas comerciais entre os dois países.

  6. Com certeza seria um bom negócio se livrar dos submarinos que ficarão sem utilidade com a chegada dos novos.
    Não vale mais a pena investir nos atuais com a chegada do novo.

    • Não teria sido um bom negócio livrar-se de submarinos que já passaram por uma última modernização e gastou-se com isso e portanto em boas condições para servir mais alguns anos ainda…seria um caso de “desespero” totalmente compreensível pelo que se vive hoje em dia, mas,
      não um bom negócio e ainda se levará alguns anos para os novos submarinos entrarem em serviço e os dois primeiros apenas substituiriam os
      2 que teriam sido vendidos, prolongando ainda mais a necessidade de se expandir o número de submarinos dos atuais 5 o que é pouco para ao menos 8 unidades ainda na próxima década.

    • Walfrido,

      Nem 8 nem 80.

      Dos cinco submarinos em serviço na Marinha, dois ou três só estão atingindo agora metade de sua vida útil ou se aproximando dela, e ainda podem servir por mais 15 a 20 anos (com baixas escalonadas nesse período). E um programa de modernização dos mesmos, com novos sistemas de combate e torpedos, está na metade do caminho (dois modernizados, dois em modernização e um na fila).

      Dispor de até dois deles, dentro de um negócio que seja bom para todas as partes, de forma a garantir recursos para manter outros três da frota atual em serviço por mais tempo, é aceitável. Mas dizer que é caso de “se livrar dos submarinos que ficarão sem utilidade com a chegada dos novos” é um equívoco. O Prosub não foi pensado como substituição pura e simples da frota atual, mas em somar num primeiro momento aos atuais submarinos e substituir parte dos mais velhos em serviço, pensando numa frota numericamente superior aos 5 atuais.

  7. Porque o Brasil não pode ter mais que 5 submarinos,entra um novo e vendem dois,sou contra poderíamos pagar por essa reforma é ter a maior frota da américa do sul,Lembre-se que o Peru tem 6 submarinos até o vietnan tem 6 e a força deles é nova.Se não tem dinheiro hoje neste ano poderá ter no ano que vêem.È se não tem dinheiro como que se pode garantir que os scorpeen vão ser fabricados sem paralização,ninguém sabe e ninguém tem certeza, é muito arriscado vender ainda mais no Brasil nenhum programa militar pode sofrer de contingenciamento de verbas.A MB não vendam.

    • Bom Ronaldo, quanto ao Perú…os 5 brasileiros são mais novos e maiores que os 6 peruanos…que já estão, alguns deles no limite !

    • Prezado Marcos Paulo,

      Você levantou uma boa bola.

      O Brasil poderia criar um atrito político e diplomático desnecessário com a Inglaterra por conta da venda, o que prejudicaria diretamente a própria MB, que disfruta e precisa de uma excelente relação com a Inglaterra na áera naval, dado que muirtos dos seus equipamentos são de origem inglesa (vide os Super Linx, por exemplo) e qualquer represália seria muito ruim para a MB.

      Abs.

      • MK48, ao mesmo tempo acho que a Inglaterra ficaria “aliviada” pois com a compra dos IKL do Brasil, os argentinos estariam “amarrados” aos alemães ou brasileiros em sua frota, mais confiáveis.
        Caso esta compra não ocorra, como parece que não irá, os chineses poderiam oferecer seus subs, o que diminuiria o alcance da diplomacia inglesa. Mas isso tudo é achismo meu.

        • Prezado Bozzo,

          Tomo a liberdade de discordar de você.

          Tomando por base todos os embargos e pressão diplomática (e que sabe mais o que) promovidos pela Inglaterra aos países que mais recentemente tentaram fornecer equipamentos para reequipar a FAA, imagino que com os submarinos não seria diferente, mesmo em se tratando de Brasil e Alemanha e de submarinos que já se encontram na sua meia vida.

          Abs.

          • A França recentemente vendeu alguns jatos “Super Etendard” para uso pela marinha argentina e não houve problema algum…a venda de 2 submarinos um dos quais substituiria o já vetusto “Salta” não deveria ser um problema também…logicamente alguns no parlamento britânico iriam objetar como sempre fazem, mas, nada além disso, penso eu.

          • Desculpe MK48, acho que não entendeu o que eu disse ou não me fiz entender (o que é mais provável).
            Eu disse que a Inglaterra ficaria mais aliviada se a Argentina comprasse nossos IKL pois somos parceiros mais confiáveis da Inglaterra, somos mais suscetíveis a “diplomacia” inglesa, no fornecimento de prováveis peças de reposição e manutenção.

            Os argentinos podem se voltar aos chineses para a compra de subs, usados ou não, o que realmente poderia causar preocupação aos ingleses, dado que a China é bem menos susceptível a pressão inglesa.

            Obviamente que os ingleses prefeririam que a Argentina nada comprasse.

      • Será mesmo ? O “209” argentino seria retirado de serviço, então, se teria apenas o retorno à situação anterior, 3 submarinos, isso que
        o único TR 1700 fará 35 anos ano que vem e o “Tupi” não duraria muito além do inicialmente previsto aqui, 2024/2025 e querer dar a ele
        outra sobrevida exigiria mais investimento e indisponibilidade…nenhuma ameaça portanto às Falklands…mas garantiria à marinha argentina
        melhores condições de manter e treinar sua força de submarinos.

    • Ocean e as Duke ( que podem ser uma hipótese) ja era se isso tivesse acontecido. França vendeu porque não precisa de nada dos Ingleses. So teriamos a perder para ajudar quem não só não move uma palha por nós, como, ainda, sempre que possivel tira vantagem.

      • Ajudar?! Até onde sei é um negócio. Negócio é negócio, ponto. E mesmo que fosse uma “ajuda”, a Argentina é o nosso terceiro parceiro comercial e o Reino Unido é o décimo quinto. Em termos de importância, quem tem mais relevância ao Brasil?!

        Temos que aprender a separar rivalidade futebolista da realidade dos fatos.

        • Wellington detesto futebol. A argentina irá comprar de nós o que tiver que comprar independentemente de receber ajuda como esta e so compra por não ter alternativa, pode ter certeza disso. Não compram por serem bons e não nos vende pra ajudar também. Pelo contrário, sempre quiseram ter mais vantagem sempre. Mas s ajudando teríamos perdido oportunidades na defesa com alguem que sempre foi um bom parceiro e deixaria de ser. Justamente porque negócio é negócio não tem esta de “ajudar”. Venda nos prejudicaria e não acresceria um centavo na balança comercial fora o valor dos própios submarinos que certamente não seriam pagos, aliás, ao que se vê do estado deles.

          cada um que olhe os seus interesses e resolva os seus problemas. Eles criaram os deles que os resolvam. Eu quero ver a marinha brasileira melhor aparelhada e os ingleses e não os argentinos, são a chave para isso.

  8. Lembro-me da imagem do 01 da Armada entrando e saindo de um 209 no cais no RJ, não me lembro com quem.
    Não faz muito.
    Acho que foi aqui !

    “Walfrido Strobel 28 de Maio de 2018 at 12:54
    Com certeza seria um bom negócio se livrar dos submarinos que ficarão sem utilidade com a chegada dos novos.
    Não vale mais a pena investir nos atuais com a chegada do novo.”

    Não mantemos “fuscas”.

    Manteremos peugeot-citroën ?

    Estranho, não encotrei no PN

    https://www.marinha.mil.br/node/991

    Mais fácil, ou não ?

  9. Pois é, olhem que interessante como são as negociações desse tipo em países diferentes.
    Sabe-se que a oferta de AH-W1 Cobra e Super Cobra foram ampliadas as FAAs nacionais.
    Agora Washington está oferecendo 26 células ao EB e MB e pacote de armas que inclui o foguete guiado a laser (mesmo modelo proposto pela Avibrás e com tecnologia já dominada pela mesma).
    Em contra partida o Brasil caso adquira, terá que modernizar a cabine de aviônicos no Texas (mesmo tendo conhecimentos e tecnologias locais para tal façanha).
    Nos (caso desse certo essa negociação dos IKL,s) venderíamos os sub,s a Argentina para serem modernizados na Alemanha, mesmo tendo capacidades para realizar esse serviço localmente.
    Juro que ainda entendo o porque de tanta burrice do Brasileiro, deveríamos seguir o exemplo dos Americanos em toda “doação” de equipamentos usados nacionais (e olha que não foram poucos, T-27, M-41, Cascavel, Urutu etc).
    Mas como nossa diplomacia é medíocre e covarde, nosso governo corrupto e nossos militares não entendem nada de estratégia, continuamos a cometer os mesmos erros de sempre.
    Isso só pode ser herança da colonização, ou seja cultural !

  10. A questão é se estas carcaças paradas a décadas na Argentina poderiam ser finalizadas, o que já estaria perdido e totalmente defasado.
    Acho difícil que pudessem ser finalizadas, mesmo se tivessem dinheiro.

  11. estranho não consigo postar minha opinião de forma alguma.
    Já editei ela várias vezes para não ofender ninguém (mesmo não havendo ofensas), mas não consigo.
    Controle da informação ??

    AVISO DOS EDITORES: SEU COMENTÁRIO ESTAVA PRESO NO FILTRO ELETRÔNICO E FOI LIBERADO. SOBRE “CONTROLE DA INFORMAÇÃO”, EXERÇA MAIS A PACIÊNCIA E MENOS AS TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO.

  12. Vai ter mais um país no clube de produtores de submarinos, a Indonésia vai lançar o 209 no final deste ano ou início do ano que vem, foi o submarino que gerou controvérsia com a Alemanha, depois resolvida. A Coreia do Sul estava autorizada pela Alemanha a fabricar e até exportar seus submarinos, mas não de transferir tecnologia e ajudar a construir uma fábrica na Indonésia. A Alemanha foi surpreendida com o anuncio de que a estatal PT PAL iria produzir um 209 com tecnologia sul coreana.
    .
    Outro assunto, a Indonésia ativou agora em maio/2018 a sua 3° Frota, a Armada III.
    . https://id.m.wikipedia.org/wiki/Komando_Armada_III

  13. Nesse momento que nossa frota de superfície está fragilizada não acharia legal abrir mão de dois submarinos.. e acho bem interessante acelerar o processo de manutenção e modernização dos que estão parados.

  14. Ótima oportunidade em se obter diversos ganhos, sejam industriais, financeiros e geopolíticos. Além de ajudar a implementar um nova mentalidade junto às FFAA, de não se usar os equipamentos militares até o osso e assim, ainda viabilizar a contínua produção e substituição por novos meios.

    Minha opinião.

  15. Não adianta, cai tudo na falta de dinheiro. Estaríamos vendendo 2 IKL meramente para economizar os U$ 100 mi das duas revitalizações e para conseguir mais uns U$ 100 mi da venda propriamente dita. Que permitiriam revitalizar na Alemanha o 3º IKL, que ficaria na nossa ForSub, além de liberar uns U$ 50 mi para alguma outra modernização, talvez das fragatas.
    Negócio para quem está na pitanga, aceitando reduzir sua insuficiente frota de subs de 5 para 3 (que, na verdade, já está reduzida para 2).
    Por sorte, a pitanga dos hermanos está maior do que a nossa. Melhor deixar os nossos IKL na reserva, economizando “kilometragem”, assim, se a geopolítica apertar aparece dinheiro para revitalizá-los.
    .
    O que não consigo entender é porque, se desde 1990 (já se vão 28 anos) não tem dinheiro (afinal, para tudo que ouvi até hoje a reiterada justificativa é a falta de recursos), até hoje a Marinha não caiu na real e se adequou ao tamanho (minúsculo) que o histórico permite ter. Está sendo reduzida na marra, de forma não planejada, o que é muito pior. De um jeito ou de outro, chegaremos no mesmo resultado: uma mini Esquadra, apesar de uma super Marinha no quantitativo de pessoal e sonhos/ilusões. No ponto que chegamos, não tem jeito mais. Acostumemo-nos. Até 2030, nossa Esquadra estará composta dos 4 SBR, talvez 4 Tamandaré, mais os valorosos navios que chegarem até lá (Tikuna, Barroso, Ocean, Bahia).

  16. Se quer saber eu acho até bom que não tenha dado certo (claro lastimo muito pelo motivo ter sido o acidente sub argentino) mais do jeito que as cosias estão ruins lá (não que aqui estejam muito melhor) corríamos o risco de não receber a venda, e ficar com menos submarinos ainda que estejam parados no período de manutenção é bom saber que temos pois os novos ainda vão demorar pra chegar e depois para estarem plenamente operacionais, então precisamos sim e muitos de todos os meios atuais disponíveis, Nunca devemos vender nada, não sei de quem foi essa ideia, mais pra min é “ideia de jerico”

  17. Entre países este tipo de negócio dá-se por pacotes, ou venda casada. Sé é interesse da Argentina a obtenção destes meios, que incluam a manutenção feita aqui, ou os A-4 com seus reabastecedores, Super Tucano, Guarani, Fuzis, etc.

  18. Com tudo que está acontecend claro, haverá contigenciamentos. O Prosub e as Tamandarés sofrerão cortes. O próximo presidente não terá saída. Cortes.

    O exercício de canibalizacao e de compensação foi mostrado aqui no Poder Naval. Nem real nem moeda argentina se é que essa existe ainda, prestam. Teria que ser feito com compensação. Mas os argentinos precisariam dos 100 milhões para pagar os alemães. E eles não têm a grana. Duvido que alemães façam qualquer coisa sem ok de americanos e ingleses.

    Da nossa parte penso que não faríamos nada sem o ok dos ingleses. Da parte dos ingleses, se fosse feito, melhor saber o que e com quem do que ser surpreendido com negócios escuros.

    Lei de Murphy.

  19. Off… Mas nem tanto:
    .
    “O acordo anunciado pelo governo para tentar pôr fim à greve dos caminhoneiros custará 9,5 bilhões de reais.
    Eduardo Guardia, ministro da Fazenda, detalhou de onde virão esses recursos:
    — R$ 4,1 bilhões da reserva de contingência do governo;
    — R$ 3,8 bilhões do corte de dotações já estabelecidas;
    — R$ 1,6 bilhão de recursos que iriam para a capitalização de estatais.”
    .
    Só eu que pensei no facão sendo passado na capitalização da Emgepron?
    O programa corre riscos?

    • Oficialmente creio que só saberemos um pouco mais para a frente, mas realmente esta notícia indica que sim.

      Nada é tão ruim que ainda não possa piorar mais.

    • Olá Bardini. Acho que vai faltar para todo mundo. Minha universidade está no osso. Se tiver outro corte a gente para. Faz anos que reciclamos reagentes, usamos voip, usamos led para iluminação, água de poço artesiano, professores voluntários (bolsista de pós-doutorado buscando experiência)’… Toda pesquisa é bancada por projetos individuais… Acho que chegamos a um impasse mexicano.

    • Bardini,

      Por enquanto, não há nada sobre cortes na capitalização da Emgepron no Diário Oficial (que já havia sido ampliada recentemente, de 1 bilhão anunciados em dezembro passado para 2,5 bilhões – algum motivo teve essa ampliação).

      Mas ficaremos de olho nos próximos dias, pois já circulou que essa decisão será tomada ainda hoje. A prioridade de cortes em capitalizações de estatais, pelo que vi, será nas que receberiam recursos ainda sem previsão de utilização neste ano.

      Xiiii…

      https://www.youtube.com/watch?v=D9KiJHXYqTw

  20. “Carlos Alberto Soares 28 de Maio de 2018 at 13:29
    Lembro-me da imagem do 01 da Armada entrando e saindo de um 209 no cais no RJ, não me lembro com quem.
    Não faz muito.”

    Foi em 2012, tem que buscar no google:
    Matéria do Charlie ou VC, tanto faz. (rs)

    • Caros colegas. Talvez a MB não tenha condições de operar os todos os tupis e scorpenes. Não cabe aqui uma discussão sobre fazer lucro ou prejuízo. Assim como a Royal Navy nos vendeu o ocean porque não fazia sentido operá-lo tendo os novos porta aviões e a marinha francesa nos vendeu o g40 por ter seus mistral novos, talvez seja momento de usarmos a mesma solução para uma frota de submarinos que poderá ser excedente. Em termos geopolíticos, é melhor termos a ARA operando uma modesta força de submarinos efetivamente ao sul de nossas águas do que uma vasta região desguarnecida. Parece razoável preferirmos que a ARA opere por lá (por sabermos os interesses dela) do que deixar desconhecidos operando por interesses que não sabemos.

      • Camargo…
        .
        esses 2 submarinos não significariam um aumento significativo da presença argentina…por um tempo seriam 3, já que seria razoável supor que o “Salta” seria descartado, mas, logo cairia para 2 ou seja em muitas ocasiões não se teria nem mesmo um submarino disponível, ainda mais que o “Santa Cruz” é até mais antigo que o “Tupi”…bom para manter a doutrina, até que se possa de fato
        melhorar e aumentar a força de submarinos, mas, não muito mais.
        .
        Quanto à “desconhecidos” operando no Atlântico Sul o que “eles” ganhariam enviando submarinos para cá ? Certamente não será o
        Reino Unido, cuja pequena força de 7 SSNs, mal dá conta de contribuir para à OTAN…
        .
        Mas, o pior mesmo é que tanto se investiu e está se investindo, incluindo uma nova base, visando uma força de submarinos superior à 5 unidades…que é desanimador pensar em algo no patamar de 8 unidades para o fim da próxima década…incluindo um de propulsão nuclear.
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        Britânicos e franceses descartaram navios que foram substituídos por navios muito melhores e não houve/haverá redução do número…os 2 NAes britânicos substituindo o “Ocean” e o “Illustrious” e os 3 “Mistral” substituindo 2 “Foudre” e 2 menores “Ouragan”.
        .
        abraços

        • Olá Dalton,
          A Argentina é nosso vizinho e temos mais interesses em comum do que divergências. Posso supor que exista um canal de comunicação entre a MB e a ARA (se eu estivesse no comando da MB teria feito isso) para troca de informações. Acharia provável que a MB abasteça a ARA de algumas informações assim como a MB talvez receba informações da ARA. Isso é algo que não diz respeito a nenhum outro país. Neste contexto, é vantajoso para os dois países que a Argentina tenha alguma capacidade submarina. Sobre Itaguaí, concordo que será uma excelente base de submarinos para a MB mas também não sei se ela terá capacidade de operar 9 submarinos convencionais simultaneamente. Os Scorpenes serão mais capazes que os Tupi, portanto a médio prazo seria melhor um novo lote 2 ou 3 Scorpenes (que serão mais baratos, talvez uns US$ 400 milhões cada) do que manter os Tupis operando em fim de vida. Contudo, o atual cenário da ARA e da MB inviabilizou qualquer ação. Talvez ano que vem, com um ou uma presidente eleito, seja possível uma aproximação entre os dois países em direção a maior cooperação e comércio. Aliás, ouvi recentemente um discurso do Ministro da Industria e Comércio do Japão que menciona explicitamente o interesse do Japão em assinar um acordo com o Mercosul e que independente da saída dos EUA do TPP, eles estão ampliando o acordo para outros países. Segundo ele, o TPP não é um acordo regional (restrito aos países banhados pelo Pacífico) mas um acordo de livro comércio global.

          • “Sobre Itaguaí, concordo que será uma excelente base de submarinos para a MB mas também não sei se ela terá capacidade de operar 9 submarinos convencionais simultaneamente.”

            Foi planejada para até mais do que isso. A questão real é se haverá dotação orçamentária, dentro das perspectivas pessimistas atuais e dos próximos anos, e não das otimistas de dez anos atrás quando começou o Prosub, para a manutenção e operação dessa quantidade de submarinos.

          • Olá Fernando. Também acho que Itaguaí terá a capacidade de atender a toda a frota (incluindo os de propulsão nuclear). Eu não sei se a MB terá como operar 9 submarinos convencionais simultaneamente pelo custo de manter uma frota tão grande, não por causa de alguma limitação de Itaguaí. Imagino também que com a entrada em operação do submarino nuclear, talvez nao seja mesmo necessário uma frota de submarinos convencionais tão grande. Obrigado pela chance de esclarecer isso.

  21. Que bom! Podemos vender tbm assim que ficarem prontos, uns 18 Gripens, via BNDES com direito a calote futuro, e deixa-los usar sem custo o NPhM Atlantico.

    • O Gripen Usa tecnologia britânica, nem que eles tivessem interesse isso ocorreria.
      Opções para a Argentina existem 2: França e Rússia

        • O principal ou o commodity com maior volume e valor hoje na pauta de exportações argentinas é o farelo de soja. Ração. Penso que os chineses não vão querer.

        • O problema é que os militares argentinos não tem uma boa visão sobre os equipamentos chineses, é capaz deles deixarem a força supersônica morrer mas não comprar equipamento chinês…não sei te dizer se é orgulho ou uma justificativa técnica.

  22. RUI ,de onde vc tirou que o peso vale R$0.04? Cheguei a 5 dias da argentina tá R$0.16.Os caras estão na roça , mas mesmo assim uma qualidade de vida melhor que no Brasil!Minha opnião.

  23. Caros colegas , eu acho que força submarina argentina vai acabar…é triste mas não há indicativos de que haja uma força politica que tenha interesse de manter algum poder militar argentino.

    • É triste? Antes a deles que a nossa!

      De minha parte, fico feliz que essa venda não tenha sido realizada. O dinheiro conseguido na venda, na minha opinião, não compensaria a MB perder dois submarinos, por menos tempo de serviço que ainda os reste. E, de quebra, ainda seria arriscado vender submarinos com pouco tempo de vida restante para a ARA já que, considerando seu histórico de manutenção, é bem possível que nem todo o cuidado seja dispensado a estes meios e mais militares argentinos venham a falecer por negligência do almirantado e do governo argentino.

  24. O Ministério das Cidades nunca entregou nada, segundo a ex presidenta. Dizia ela que não recebia o ministro porque ele não pedia audiência. Não tinha e ainda não tem. Mas gasta. Gasta 10 bilhões por ano. Sem entregar nada. Não executa.

    Então…acho que achei da onde pode vir esses 9,5 bilhões.

    • O senhor está tão equivocado quanto a “Presidenta” em relação ao Ministério das Cidades.
      Este ministério coordena operações de defesa civil, combate a seca, obras de prevenção a desastres…conheço gestores públicos aqui de Brasilia que trabalharam lá

  25. Os argentinos iriam comprar 24 T-6 texan
    No final das contas só compraram 4
    O SEM francesas demoraram um monte para liberar incríveis U$15 milhões
    Anunciaram a compra de 4 navios franceses e depois cancelaram.

    Vocês acham que eles vão ter U$120/140 milhões para nossos subs???
    Nem vendendo o Messi para nossa seleção vão conseguir essa grana.

    • O Messi vale bem mais do que isso. Mas a Argentina não é Cuba, então não pode vender ou alugar seus cidadãos rsrsrs.

    • Caro Renato. Eu tenho proposto a discussão sobre a venda de dois submarinos IKL da marinha brasileira (MB) para a armada argentina (ARA). Concordo que não faz sentido pensar que a Argentina conseguisse vender seus submarinos velhos.

  26. Muito me admira saber que esta possibilidade (a venda de dois subs para a Argentina) tenha sido sequer analisada ou, ainda pior, ter sido considerada pelo comando da MB.
    Alguém precisa estar acordado nesta arma pois o destino de ambas as marinhas parece ser o mesmo. Vão morrer abraçados.

  27. ai se tivéssemos uma graninha, ficava com a frota toda e dividia a força em duas, os usados “reformados” e os novos que virão, duas bases de submarinos (norte e sudeste), tanto para adestramento , qto como poder de dissuasão, mas como a vida no Brasil é assim se quizer comprar um carro novo tem que vender o velho, ou , pagar juros absurdos pelo novo……

  28. A Argentina podia comprar submarinos tipo 041 chines ou 039A. Não sofreria embarco por parte de algum componente europeu . Mas falta é grana!

  29. Claro que é lamentável demais as mortes ocorridas com o desaparecimento do ARA SAN Juan, evidentemente, nenhum submarinista ou alguém que, como eu, tenha servido em um submarino, ficou feliz pelo triste ocorrido. Muito pelo contrário, mas tá aí um efeito positivo, ao meu ver, do referido desastre: desestimulou as autoridades navais argentinas a comprarem submarinos de segunda mão. Resultado: a transferência de dois IKL nossos não aconteceu.

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