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Kongsberg fornecerá sonares VDS ST2400 para barcos classe Hamina

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O Ministério da Defesa finlandês concedeu à Kongsberg Maritime um contrato para fornecer seu sonar de profundidade variável ST2400 (VDS) para os barcos lança-mísseis da classe Hamina.

O contrato foi concedido à Kongsberg como parte do programa de atualização de meia-vida (MLU) Squadron 2000, que estenderá a vida útil dos barcos lança-mísseis para a década de 2030.

Isso garantirá suficiente prontidão de defesa naval nos anos 2020 após o desmantelamento da FAC da classe Rauma e antes que as corvetas Squadron 2020 entrem em serviço.

O ST2400 VDS da Kongsberg é projetado para detectar submarinos, minas e veículos submarinos não tripulados em águas litorâneas. A atualização ST2400 VDS permitirá a capacidade de guerra antissubmarino (ASW) em todas as quatro embarcações da classe Hamina operando no Báltico.

De acordo com a empresa, o ST2400 VDS é um sonar de média frequência projetado com ênfase em desempenho e operação em águas rasas. Ele possui um design compacto, pesando menos de 3 toneladas e pode ser lançado rapidamente para manobras de alta velocidade, além de modo parado (dipping mode).

“A Marinha Finlandesa tem sido nossa principal parceira desde o desenvolvimento inicial do primeiro ST240 VDS nos anos 90 até a última versão do ST2400 VDS que temos hoje”, disse o diretor de vendas da Kongsberg Maritime Subsea Naval, Thomas Hostvedt Dahle. “Ele foi testado em campo em condições desafiadoras nas partes muito rasas do Báltico, onde os problemas de reverberação e as camadas são dominantes. Esperamos continuar melhorando e desenvolvendo nosso sistema para operar provavelmente no ambiente ASW mais difícil do mundo, junto com a Marinha da Finlândia.”

Além de novos sonares, os barcos lança-mísseis da classe Hamina também receberão torpedos leves, canhões navais Bofors 40 Mk4, o sistema de gerenciamento de combate 9LV (CMS) da Saab, um sistema de controle de tiro 9LV (FCS) incluindo o controle de tiro Ceros 200 e da estação de arma remota Trackfire (RWS). O estado báltico também está procurando adquirir sistemas de mísseis Harpoon e ESSM para os barcos da classe Hamina e as novas corvetas Squadron 2020.

ST2400 VDS
ST2400 VDS

13 COMMENTS

  1. o curioso nessa matéria é que os finlandeses vão substituir o canhão de 57mm pelo 40mm Mk4 da BAE – igual ao comprado pela MB recentemente e estocado (para os futuros NPa500BR?). a excessão é uma unidade que foi instalada no NPa Guaporé.

    enquanto isso, muitos aqui sugerem o contrário – que se substitua as nossas peças de 40mm por 57mmm…

    • Marcelo,
      Aparentemente, pelo que vejo das concepções de armamentos das futuras corvetas finlandesas do Projeto 2020 mencionadas na matéria, os canhões de 57mm da classe Hamina serão reaproveitados nas novas corvetas, ao passo que reequipar a classe Hamina com armas de 40mm, consideravelmente mais leves que as de 57mm, provavelmente será uma compensação pelas toneladas a mais peso dos sensores e armamentos antissubmarino a serem instalados nessa modernização.

    • Obrigado pelo esclarecimento Nunão, realmente faz sentido tanto reaproveitar a peça nas novas naves quanto “salvar” um pouco de peso nas Hamina

    • Caro Marcelo,

      Qtos compramos?
      Para os Napa500-BR?
      Já temos os canhões dos 03 Napa 500, Classe Macaé, que seriam construídos no EISA?
      Acho que não, visto que não instalaremos os canhões da STK.

    • Sim, nada fora do normal para o cenário do Báltico: a grande quantidade de armamento em cascos pequenos se dá às custas do espaço para armazenar víveres e para tanques de combustível – isso, combinado a motores de alta potência para alta velocidade, resulta em pequena autonomia e raio de ação, o que é mais do que aceitável no Báltico.

  2. Minha embarcação favorita, achei estrano a troca de mísseis ar-ar e mar-mar, tudo bem que o Unkhonto tem alcance pequeno, mas acho que pode ser disparado em salva, e o RBS 15 pelo Harpoon? Poderiam atualizar para o MK3 que acredito ser melhor… Uma pena ter que tirar o MK3 57mm, mas fico feliz com a adição dos torpedos e sonar.

    *Gostaria de ver uma corveta de umas 3000 tons baseada na classe Hamina.

  3. Não esqueçam que a Suécia fabrica quase todos os itens embarcados. Sempre irá priorizar o produto Sueco. A utilização do canhão de 40 mm. ainda tem defensores, todos com bon argumentos. Fico com a R. Navy que optou por missil para substituir os “bons e velhos” Bofors 40. No nosso caso, e para os eventuais alvos dos patrulhas, o 40 mm. é uma opção apropriada.

    • Luiz Floriano,
      Os canhões de 40mm que a RN substituiu por sistemas de mísseis remontam a várias décadas atrás, e eram modelos muito mais antigos que os atuais desse calibre.
      Depois, nas Malvinas, a RN se arrependeu por ter deixado de lado armamento antiáreo de tubo para complementar os mísseis, e adquiriu os CIWS Phalanx e Goalkeeper para seus navios Tipo 42 e 22 (dotados de mísseis Sea Dart e Sea Wolf).

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