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Austrália pode comprar fragatas britânicas por A$ 35 bilhões

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Type 26 australiana (GCS-A)
Type 26 australiana (GCS-A)

Por David Wroe

A Grã-Bretanha está fortemente inclinada a vencer a disputa acirrada para projetar e construir a nova frota australiana de fragatas de 35 bilhões de dólares australianos em um movimento que firmaria a parceria com um aliado-chave em um momento de incerteza política internacional.

Fontes em Canberra e círculos da indústria de defesa disseram que era quase certo que a britânica BAE Systems seria escolhida como parceira internacional para projetar e ajudar a construir o que formará a espinha dorsal da frota de superfície da Marinha Australiana nas próximas décadas.

Espera-se que o comitê de segurança nacional do gabinete discuta a decisão em breve, com um anúncio possível até o final da próxima semana.

A empresa britânica está em uma corrida contra a italiana Fincantieri e a espanhola Navantia pelo contrato para fornecer um projeto e ajudar a Austrália a construir nove novas fragatas, a partir de 2020. A BAE disse anteriormente que o projeto criará mais de 5 mil empregos.

A defesa avaliou as três propostas e entende-se que fez uma recomendação sobre qual oferta daria à Marinha Australiana a melhor capacidade para missões-chave, como caçar submarinos inimigos.

A GCS-A com sistema de radares CEAFAR
A GCS-A com sistema de radares CEAFAR

No entanto, também considerou o risco de elevações de custos e atrasos, bem como qual oferta daria o mais forte impulso para os planos do governo para uma indústria de construção naval vibrante na Austrália.

O Global Combat Ship (Type 26) da BAE é considerado o mais moderno e o mais adequado para a guerra antissubmarino. No entanto, porque continua a ser um projeto em papel e ainda não foi construído, também potencialmente representa um risco maior de atrasos e interrupções.

A BAE argumentou que, uma vez que está construindo os primeiros navios para a Marinha Britânica, qualquer problema será resolvido por lá.

A construção será em Adelaide. O ministro da Indústria da Defesa, Christopher Pyne, destacou o projeto como central para a criação de uma indústria de construção naval naval a longo prazo na Austrália.

A decisão vem num contexto de fluidez estratégica internacional, com a Grã-Bretanha saindo da União Europeia e da Austrália enfrentando uma região em mudança na qual a China está exercendo seu poder e o poder relativo dos EUA está em questão.

O governo de Turnbull está interessado em que a Grã-Bretanha aumente seu envolvimento no Pacífico, onde nações insulares incluem vários estados membros da Commonwealth.

O governo britânico também sinalizou que significa tomar parte mais ativa na demonstração das regras internacionais das rotas na Ásia, por meio de medidas como a de navios de guerra no Mar do Sul da China.

O secretário de Defesa britânico, Gavin Williamson, disse no início deste mês que pela primeira vez em três décadas enviará três navios de guerra para a Ásia, com uma missão fundamental de navegar pelo Mar da China Meridional para demonstrar que as reivindicações marítimas de Pequim baseadas em ilhas artificiais não são reconhecidas pelo direito internacional.

As fragatas se especializarão em guerra antissubmarino, usando sonares rebocados e helicópteros para caçar submarinos inimigos.

Eles serão equipados com um sistema de combate Aegis fabricado nos EUA, combinado com a tecnologia local da SAAB Austrália para integrar o Aegis ao sistema de radar. Isso lhe dará fortes capacidades para atingir aviões e até mísseis.

FONTE: Brisbane Times

56 COMMENTS

  1. Eu iria de FREMM italiana sem pensar 2 vezes. Operacional, confiável e preço razoável. Com esse dinheiro da para comprar mais der 1 dezena de fragatas já armadas.

      • Galante, verdade! Sem dúvidas os laços estão muito mais fortes com o Reino Unido, apesar da Austrália ter muitos descendentes de italianos, porém não na política.

    • Ivan,

      O resultado da concorrência não foi divulgado, mas a Marinha Australiana certamente está avaliando de forma técnica as propostas para decidir qual delas tem o melhor custo benefício.

      A Type 26 é o projeto mais novo e com maior capacidade de crescimento, segundo informações disponíveis.

      Além disso, em ASW não se pode desconsiderar o expertise da Royal Navy.

  2. As Type 26 são de longe superior as FREMMs , de longe , é tecnologia em estado de arte, espero que no renascimento do PROSUB , lá para 2030, incluam as Type-26 na disputa, com Transferência de Tecnologia da BAE, espero ver essa Familia de Fragatas servindo a MB (Type 22, Type 23, Type 26) por longos anos, já é tradição a MB operar navios britânicos, espero que continue assim, que a BAE vença também nas Corvetas CV-1 Tamandarés e que venham mais OVPs da classe River, Navios Logísticos da Classe Wave, que a MB construa em colaboração um LHD da classe do Ocean, mas com doca alagavél claro. Sem estar na União Europeia o Reino Unido vai estreitar mais as relações com a Australia, Canada e Brasil, temos que aproveitar a oportunidade para captar mais investimento britânico.

    • Eu não sei até onde essa Type 26 é tão superior as FREMMs, não vejo dessa forma.
      BAE e Fincantieri, assim como outras companhias européias, são próximas e tendem a não ter tanta diferença assim em seus projetos (sem falar que armamento pode ser adicionado posteriormente), dificilmente há todo esse abismo tecnológico como vocês estão citando. Itália e Reino Unido são membros da OTAN e sem dúvidas compartilham de expertise semelhante na guerra anti-submarina.
      Até onde eu acompanho os navios italianos e franceses vivem no mar (principalmente esses italianos), não costumam apresentar problemas como os da BAE, esses por sinal parecem mais nos portos do que no mar (basta ver a classe Daring, que por sinal tem a mesma raiz dos destroiers italianos e franceses).
      A Fincantieri parece ser uma companhia muito boa, tem porta-aviões operacional, estão construindo outro porta aviões para a Itália, constrói destróier moderno (caio diulio), fragatas, corvetas, navio-tanque modernos, submarinos em conjunto com os alemães etc…além disso recentemente compraram o único estaleiro francês com capacidade de construir porta-aviões nuclear.
      ……………….
      Outra coisa, quanto será que vai custar cada fragata Type 26? Vão comprar 9? Em uma situação hipotética (eu estou criando), eu prefiro 12 FREMM do que 9 type 26 (teoricamente superiores como vocês dizem). O próprio Reino Unido decidiu por 8 em vez de 13 fragatas, certamente por causa do preço.
      A Austrália está investindo forte justamente por causa da China, o país deseja mostrar presença na região, nada melhor do que ter navios em melhor quantidade, o mesmo pensamento vale para o Brasil.
      Enfim, eu sinceramente acho que não existe tal superioridade citada e particularmente prefiro ter quantidade, especialmente nesse momento onde parece que todas as marinhas perdem espaço, exceto chineses.
      Além disso, parece que as fragatas vem atender um requisito que não foi atendido pelos destróiers da classe Hobart compradas da Espanha.
      Abraço!

      • Ivan BC,

        A classe Daring (Type 45) foi concebida com sistema de propulsão inovador (integrated electric propulsion – IEP) que apresentou problemas, ao contrário das “Horizon” que foram concebidas com uma propulsão mais simples, porém comprovada. A Type 45 paga o preço da inovação e por isso a RN vai gastar para trazer mais confiabilidade aos navios da classe.

        A Type 26 terá sistema de propulsão diverso (CODLOG), contando com a turbina a gás MT30, que já possui uma boa lista de usuários (https://en.wikipedia.org/wiki/Rolls-Royce_MT30).

        Quanto à concorrência australiana e o preço proposto por cada concorrente, até hoje não identifiquei em qualquer fonte a proposta de preço de cada empresa, ou seja, o teu apontamento de menor preço não pode ser confirmado, salvo, logicamente, se possuir uma fonte nesse sentido.

        Saudações

      • “Ivan BC 24 de junho de 2018 at 18:34
        Eu não sei até onde essa Type 26 é tão superior as FREMMs, não vejo dessa forma.”

        Ivan BC, achei esta reportagem que cita alguns motivos das Type 26 serem superiores as FREMM e F-100 no quesito ASW.

        “The GCS is an anti-submarine thoroughbred, designed from the keel up to be as quiet as possible. Building on the experience of the Type 23, every effort has been made to reduce self-radiated noise which might interfere with sensitive sonars or alert submarines to the ship’s presence. Primary acoustic hygiene measures include placing the diesel generators above the waterline, raft-mounting machinery, hull shaping and precise propellor design. Every potential source of noise is considered such as avoiding right angle bends in pipework or acoustic enclosures for auxiliary machinery. These measures increase the size of the vessel, adding to initial costs but cannot be effectively retrofitted into an old ship. All three competitors will have similar bow-mounted sonar and effective towed array sonars. Besides the sensor hardware in the water, what determines their effectiveness in detecting submarines is the quietness of the platform, the processing technology on board and the skill of the operators.”

        https://www.savetheroyalnavy.org/australian-sea-5000-competition-climax-can-the-type-26-frigate-achieve-export-success/

    • Eu também tenho essa expectativa, Filipe. Espero também que daqui no máximo 5 anos a MB feche contrato com BAE para construir as Type 45.

    • Plataforma mais capaz dentro da tarefa (ASW) requerida pela Marinha Australiana?

      FREMM com 32 células VLS não tem qualquer margem de crescimento.

      Proposta da Navantia é baseada em um navio que foi originalmente designado para AAW, embora trouxesse um inegável ganho de comunalidade com a classe Hobart.

      • Mas eles querem mais que 32 células no seu VLS?
        Dá pra ter 128 ESSM em 32 células de Mk41… Tem espaço para montar o Strike Length. Cabe ASROC, se eles quiserem usar. Dá pra ter algo como 16 Tomahawk e 64 ESSM. Coisa pra caramba no caso deles…
        .
        Eles tem só 48 Células no AAW deles. 32 células no ASW já me parece bem ok.
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        FREMM tem HOJE uma suíte de sonar que tem praticamente a mesma capacidade que a Type-26 terá daqui anos. A FREMM é mais barata, testada, comporta dois helicópteros ASW e existe…
        .
        A única coisa que vi falarem que a Type-26 é superior a FREMM é sobrevivência, isso pq a engenharia da BAE teve que faturar no projeto.
        .
        A questão não reside majoritariamente no “melhor navio”. Reside também em empregos, politicagem e etc.
        .
        Veja o caso dos submarinos. Essa semana (se não me engano), saiu uma nota de que a proposta da TKMS custava metade do preço dos franceses. Metade… Eles não estão optando pelo que aparenta ser o racional.
        Outro caso é o do Boxer… Ambos blindados cumpriram os requisitos. Mas o Boxer levou pelo “conjunto de fatores”.

        • Bardini,

          A suíte de sonar o usuário define e os sistemas são integrados ao navio. Nesse caso, os sistemas serão os escolhidos pela RAN.

          Quanto ao tempo, da mesma forma, é a RAN quem definirá o prazo para que o primeiro vaso seja entregue. Claro que o risco é menor quando o projeto já deu origem a um navio operacional. Por outro lado, a RAN pode justamente sopesar como mais importante a questão da margem de crescimento de cada projeto e assumir um risco um pouco maior ao adquirir aquele que ainda não deu origem a um navio operacional. Sem contar em outros aspectos técnicos não divulgados e que sequer teremos conhecimento.
          ————–

          O êxito da versão modificada do Barracuda é o exemplo de que não é apenas o preço que conduz ao resultado final. O Naval Group tem expertise com submarinos nucleares que a TKMS não tem, por exemplo. Além disso, outros fatores técnicos certamente foram avaliados pela RAN ao decidir pela proposta francesa.

  3. Bota peso político nisso. Eles ainda não resolveram os problemas de propulsão da Type 45 e anunciam a Type 26. Tem fornecedores americanos e canadenses. É uma cadeia logística de irmãos que precisam de empregos e de contratos gordos. Pelo valor anunciado, isso é que é contrato.

    Não se aborda preço em um contrato desses.

    • Seria US$ 26 bilhões de dólares americanos por 9 fragatas de 6.800 t. Com esta verba na mão da MB, nos poderíamos modernizar nossa marinha.

      • Anos atrás dizem que foi ofertada à MB a KDXII, sul coreana, pelo preço de U$ 450 milhões, cada.
        Muitos disseram que esse valor seria irreal, sem o “recheio” necessário para atender à MB.
        Supondo, então, que, hoje, U$ 700 milhões seja um valor real, com essa grana daria pra comprar 9 fragatas sul coreanas e sobraria quase U$ 20 bi pra brincar com outras coisinhas mais.
        “Ah, mas a fragata sul coreana é menor”.
        Vamos para a classe Sejong (Aegis) então…de acordo com o Wikipédia, cada criança dessas (8.500 toneladas) custa U$923 milhões. Supondo que, conforme nossos colegas sempre dizem, esse preço é impraticável, vamos jogar o valor de cada uma pra U$ 1,5 bi. 09 delas sairiam por U$ 13,5 Bi….sobrariam U$ 12,5 Bi comprando um navio bem maior.

        Francamente, os navios britânicos podem ser os melhores do mundo nisso e naquilo, mas eles metem a faca. Prefiro o que os sul coreanos têm à oferecer.

        • Então, esta história de KDx II a 450 milhões já tem uns 10 anos….

          A classe Sejong custou US$ 923 milhões a unidade, se, e somente se, isso for verdade, foi a 10 anos atrás, com a construção na Coréia para a Coréia… se não me engano muito, uma Arleigh Burke custa uns US$ 2 bi a unidade hoje, e são menores que a Sejong….

          Nenhum país vai vender com ToT, off-set, etc sem aumentar e muito os valores de venda.

          • Por isso, em cada caso, joguei o preço pro alto.
            Com o TOT e tudo mais, a unidade da fragata australiana está saindo por quase U$ 3 bi, 03 vezes o suposto valor desatualizado do navio sul coreano.

            Para 09 fragatas, você acha que os sul coreanos cobrariam mais de U$ 2 bi por unidade? Sei não…e mesmo ela por elas, por mais que o navio inglês seja mais moderno, um carrega 11.000 toneladas full, enquanto o outro vai até 8.000…

  4. No site abaixo, a taxa de conversão é 1 A$ = 0,7438 U$
    pt.exchange-rates.org/Rate/AUD/USD

    Assim, A$ 35 bi = U$ 26,033, ou U$ 2,89 bi por fragata.

    Mas conforme posts anteriores sobre esse plano de compras australiano, que envolve muitos outros meios, os preços são sempre salgadíssimos, gera muita dúvida. Dizem que é porque envolve nacionalização da construção e manutenção no ciclo de vida. Mesmo assim parecem loucuras.

      • Olá Gustavo. Encontrei uma referência de 2017 (BAE joins race for new US frigate with its Type 26 vessel) que menciona um custo de US$ 4,9 bilhões para 3 fragatas type 26, o que resulta em um valor de US$ 1,6 bilhão por fragata, o que é apropriado, quase metade do valor estimado pelo Nilson. Talvez a diferença de US$1,3 bilhão seja o custo de operação dos barcos, pois daria cerca d US$43 milhões por ano durante 30 anos, lembrando que uma fragato Oliver Perry custa cerca de US$ 54 milhões por ano (publicano no artigo The Navy’s Rationale For Not Reactivating Perry Class Frigates Doesn’t Float).

  5. Meu Deus, os Aussies gostam de arrumar encrenca. Este projeto já deu pano para manga no RU, os custos nem Deus sabe. Mesmo com toda a relação “carnal” é uma tremenda aposta incerta.

  6. Pois é. Não discutem se é ou qual é o melhor custo, benefício, o mais, o menos…

    A descrição do projeto está na internet. É a mesma encrenca que as Type 46 atravessam. Propulsão integrada. Motores elétricos americanos. Turbinas canadenses. Máquinas diesel europeias.

    Contratos. Empregos. Desenvolvimento. Política. Daqui a 20 ou 30 anos todos os navios de guerra ingleses sairão dos estaleiros como as Types 45, 26?

    Estaremos navegando sucatas em 2050?

  7. Os problemas de propulsão das Type 45 foram identificados e as soluções estão definidas. Reforço na geração das existentes e aumento da capaciade dos refriadores(intercoolers)nas futuras construções. As vatagens técnicas e economicas deste sistema, não pdem ser descartados. Passada a fase das “doenças de infancia” que se geram nas novas tecnologias o sistema é exepcional. Esse Combatente Global é um projeto bem equilibrado e não apenas anti-submarino, também é um barco multifunção, como todo projeto moderno de fragata. A BAE tem um trunfo poderoso na mão. A MB estaria bem equipada de escoltas, com essa classe projetada para a Austrália.

  8. Pelos valores envolvidos pode-se imaginar quão custoso será reequipar toda a MB, e nem falo de uma segunda esquadra, só pra remontar a primeira mesmo. Fragatas AAW, fragatas ASW, de emprego geral, tanqeiros, LHD’s, etc….

      • Roberto, as Type 31e só atingirão o valor que a RN deseja se tiver várias de funções rebaixadas e, ainda, porque vários sistemas serão reaproveitados de outros navios como o Phalanx do Ocean, os radares, lançadores VLS, e mais coisas das Type 23 que forem dando baixa.
        Por fim, quando estes navios são vendidos a outros países, com certeza estes valores são majorados, pois tem de incluir Tot, offset, etc.

  9. Luiz Floriano, os intercoolers, no meu modesto ponto de vista não resolvem problemas de temperatura dos power trains, sua função é refrigerar o ar absorvidos pelos coletores de admissão/compressores, aumentando o volume de ar. Acho, acredito que o problema das T 45 seja de subdimensionamento de energia mecânica para gerar energia elétrica, o que está obrigando as plantas diesel a entrar praticamente full time, e a consequência disto é como bem sabemos, temperatura de trabalho alta, altíssima.

    • Exato. Aquilo só tem problema. Não tem nada identificado nem solucionado. Nem definido. A culpa era dos “mares tropicais”. O Mediterrâneo…mar tropical.

      Vão precisar de mais potência. Estão substituindo por maiores com mais força. Sem certeza que irá funcionar como as Arleigh Burke funcionam.

      Tranca. Pode e vai funcionar. Mas ainda é tranca.

  10. Olá Colegas. Apenas para comparação, a MB investiu em 2017 no ProSub cerca de R$ 625 milhões (US$ 166 milhões). Esse valor inclui a fabricação do submarino nuclear (R$ 76 milhões), Scorpences (R$ 155 milhões) e a base de Itaguaí (R$ 394 milhões). Se considerarmos que este programa estará encerrado em 10 anos, significa que a MB poderá iniciar um programa “Pro-Frag” para a construção de 5 a 6 novas fragatas a um custo unitário de cerca de US$ 3~4 bilhões. a partir de 2028 (com duração de 10 anos). Considerando que a MB irá revitalizar algumas NIterói+Barroso para operarem pelos próximos 15 anos, e que as 4 corvetas Tamandaré serão entregues entre 2022~2025, seria possível pensar que após a entrega do primeiro lote de Tamandaré e Scorpenes, a MB poderá contratar a fabricação de fragatas novas para substituir as Niterói/Barroso. Portanto, talvez a MB tenha que optar por um segundo lote de Tamandarés ou por um segundo lote de Scorpenes. Ou optar por menos fragatas de maior descolocamento (3 ou 4 ao invés de 5 ou 6) e um segundo lote de 2 Tamandarés adicionais, o que permitiria a construção dos segundo submarino nuclear adicional ou 2 novos Scorpenes. Tudo isso considerando que a MB manteria o mesmo fluxo de gastos em navios novos.

      • Olá Humberto. Acho que o valor é de todo o programa (construção e operação das fragatas por 30 anos). Mas é apenas uma suposição minha. No caso das contas que eu fiz, a MB terá fôlego financeiro para adquirir novas fragatas assim que o ProSub for encerrado.

        • Mas todos os custos do prosub são pagos a vista?
          No caso dos gripen paga financiado.
          Falo isso porque se for financiado o prosub dia conclusão não significa folga após a conclusão.

          • Olá Nonato. O governo federal faz pagamentos em função do andamento do processo. Se não me engano, o Senado aprovou o empréstimo para o ProSub em 2009 para ser pago em 20 anos. Não sei se houve carência, portanto os pagamentos irão até 2029/2030. Ano passado, a MB gastou muito mais com a construção de Itaguaí do que com a fabricação dos Scorpenes. Mas isso irá mudar em função da conclusão das obras da base.

    • Pois é, US$ 3 a 4 bi não seria um profrag mas sim procruz.
      Caro demais. Metade desse valor dá o que a MB precisa e com sobras.

      os 26 bi que a RAN vai gastar dava pra tocar prosuper, prosub e tamandaré tranquilamente.

  11. Enquanto isso o Bananil penando para construir 4 corvetinhas de 2.000 tons. Só a previdência está custando 200 bilhões a mais do que deveria custar aos cofres públicos.

    • Caro Defensor. O programa ProSub é maior que o das corvetas. A construção dos SN10, dos Scorpenes e de Itaguaí (eu não contabilizei Labgene) consumiu em 2017 cerca de US$ 166 milhões por ano. Não é pouca coisa.

      • O PROSUB custará cerca de 8 bilhões de Euros, pelo menos esse foi o valor do financiamento aprovado em 2008, se não me engano, para o projeto.

        • Olá Eduardo. Segundo um post aqui no blog de 2009 (Assinatura dos contratos do PROSUB) o Prosub custou cerca de 6,7 bilhões de euros, sendo que 4,3 bilhões foram financiados para pagamento em 20 anos. Os pagamentos da MB para a construção dos Scorpenes, do SB10 e de Itaguaí são feitos em parcelas. Os números que eu mencionei são aqueles encontrados no “Portal da Transparência”.

  12. Podem ter certeza que os britânicos usarão sua força politica para ganhar essa importante disputa.
    1)A Royal Navy esta cortando gastos e isso impacta a demanda interna pelos produtos da BAE.
    2) Relações Austrália-Reino Unido.
    3) Os ingleses constroem navios excelentes e a doutrina das forças deve ser praticamente a mesma.

  13. E mais uma vez implode aquele mito do “navio baratinho”…

    Amigos, é inescapável que qualquer vaso dentro das 6000 ton. full vai custar acima do US$ 1 bilhão; e isso em se tratando do básico, quer dizer, vasos de emprego geral ( mesmo uma derivação FREMM eu não imagino ficar abaixo disso… ). E se estivermos falando de tipos com maior grau de especialização ( AAW e ASW ), então esses valores irão inevitavelmente para além dos 2 bilhões de dólares, já a partir da próxima década…

    E cada vez mais, cresce diante de nós que esse tipo de embarcação, dessa tonelagem, se torna uma meta irreal dentro da pretensão original do PROSUPER. Simplesmente não haverá como investir mais de US$ 12 bilhões de dólares ( penso que ficaria beeeem mais que isso, no final… ) a tempo de substituir os atuais meios, ainda mais se pensarmos nos futuros gastos que invariavelmente deverão ocorrer na próxima década ( submarino nuclear, força de contra-minagem, NPaLog, entre muitos outros, haja visto a obsolescência de todos os meios ao mesmo tempo que já ocorre )…

    E ao final, vemos que a classe ‘Tamandaré’, cujo escopo aparentemente vem sendo sutilmente aumentado, ganha mais importância, e já deveria pretender inicialmente o mínimo em vasos que desloquem as 4000 ton. full, com vistas a constituir uma classe única de combatentes até 2030 para garantir ao menos a substituição das Type 22 e das FCN por vasos de tonelagem similar, por um valor que não ultrapasse os US$ 5 bilhões nesse meio tempo.

    O número de 16 escoltas, tal como já comentado aqui como sendo o mínimo que a MB considera necessário, também me soa irreal. Somente seria viável, penso eu, se rebaixássemos todos os padrões para vasos cujo deslocamento não seja superior as 3000 ton. full e se focasse em emprego geral, aceitando-se um componente misto, que incluísse uma parcela de vasos com deslocamento de até 2000 ton. full, o que seria longe do ideal para os nosso mares…

    Enfim, no mundo ideal: quatro vasos de 3500 a 4000 ton. full até 2025, investindo aí os poucos menos de US$ 2 bilhões previstos; e até 2030 inicia-se uma classe de mais quatro vasos de 5000 a 6000 ton. full, em um programa que até 2040 custe aí até uns 10 bilhões de dólares… No mundo real: oito a dez vasos de até 4000 ton. full até 2035, a preço unitário estimado de US$ 450 milhões… É isso o que vislumbro…

  14. Existem pelo menos 2 fragatas com quase 6.000 t de deslocamento, ocidentais e que devem custar relativamente Barato.

    Valor próximo ao da cv-03.

    O projeto da babcock para o programa type 31 britânico.
    E as italianas PPA.

    Se eu fosse um almirante importante, chamaria a atenção de meus colegas sobre esses 2 navios.

    Poderíamos padronizar a esquadra com eles.
    Adquirindo uma boa quantidade de uma versão mais básica, com valor muito próximo da cv3. E outras unidades mais especializadas e mais caras.

    • Luiz Henrique,

      O projeto da Babcock somente ficará mais em conta se realmente os ingleses resolverem mesmo aproveitar itens das Type 23… Caso contrário, pode por aí mais de US$ 600 milhões por navio.

      Quanto a PPA italiana, a Marina Militare equipar-se-á com as variantes ‘light’ e ‘light +’ em sua maioria, que são navios que deslocam abaixo das 6000 ton. full. Francamente, custo a crer que esses vasos ficarão menos de US$ 700 milhões cada…

      Penso que a única forma de combatentes acima das 6000 ton full custarem menos que US$ 600 milhões, seria se adotassem um casco com especificações civis e motorização a diesel, e adotassem uma configuração bem simplória, suprimindo VLS e quaisquer sensores ou defesas eletrônicas mais complexas.

      • Eu vi os custos dos PPA marcado em algum lugar. Não consigo lembrar onde.
        Só o Full chega perto dos U$ 700 milhões… O Light custa menos de U$ 500 milhões e o Light + um pouco mais que isso. Os italianos estão comprando 7, com opção pra mais 3.
        .
        Enfim, os Italianos estão gastando coisa de ~5,5 bi de Euros nesses navios: http://docplayer.it/63312341-Approccio-innovativo-al-progetto-delle-navi-del-programma-di-rinnovamento-navale.html
        .
        Só tem coisa top nesse pacote…
        O LHD é sensacional.
        O PPA é meio que uma revisão do conceito de Fragata de Patrulha, vai substituir várias classe por lá.
        O LSS é um baita de um Apoio Logístico, muito completo.

        • “O PPA é meio que uma revisão do conceito de Fragata de Patrulha, vai substituir várias classe por lá.”
          .
          De La Penne, Soldati, Minerva, Comandanti, Cassiopea…

      • Existe um orçamento imposto pelo mod britânico de 1,25 bi de libras para 5 fragatas type 31.

        Em dólares na conversão de hoje daria U$ 1, 65 bi.

        Se a babcock está oferecendo essa fragata de 5.700 tonelada, creio que estão fazendo uma oferta dentro do orçamento.

        Mesmo com uso de sistemas de fragatas mais velhas, são CINCO navios.

        O nosso orçamento eh praticamente o mesmo, porém para QUATRO navios….

        Será que não conseguem?

  15. Sei que politicamente a Australia e UK tem laços hostoricos e politicos… Mas pra esse fim de Fragatas multifuncoes eu iria de FREMM… Melhor do que projeto no papel que vai atrasar com problemas de projeto…

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