Está disponível no NGB – Navios de Guerra Brasileiros a página da Corveta ‘General do Rego‘ que serviu à Marinha Argentina em operações de corso antes de ser capturada, e depois, incorporada à Marinha Imperial. Foi seu comandante o Barão de Melgaço que dedicou boa parte de sua vida marinheira em serviço na então Província do Mato Grosso.
Brasília, 17/02/2012 — O Programa Nuclear da Marinha ganhou impulso com a inauguração, ontem (16/01), da Unidade Produtora de Hexafluoreto de Urânio (Usexa) e do Centro de Instrução e Adestramento Nuclear (Ciana), nas dependências do Centro Experimental Aramar (CEA), em Sorocaba (SP).
A cerimônia contou com as presenças do ministro de Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp; do comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares Moura Neto, e do diretor-geral do Material da Marinha, almirante-de-esquadra Arthur Pires Ramos.
A inauguração da Usexa e do Ciana estabelece um marco para o país no processo de enriquecimento de urânio, possibilitando a produção de combustível nuclear para as usinas de geração de energia.
A Usexa é uma unidade piloto onde se obtém hexafluoreto de urânio nuclearmente puro, por meio da conversão do concentrado de urânio natural. Em síntese, produz-se a matéria prima para a etapa de enriquecimento de urânio, para produzir combustível nuclear para usinas como as de Angra.
A unidade está dimensionada para processar 40 toneladas de hexafluoreto de urânio e é uma das poucas instalações comissionadas recentemente no mundo. Os trabalhos técnicos e projetos de sistemas embasaram-se em estudos e pesquisas feitas no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) nos anos 1990, acrescendo-se instrumentação, materiais e dispositivos eletrônicos atualizados e engenharia para aumento de escala.
A unidade apresenta um índice de nacionalização de cerca de 80%, gerando empregos de nível médio e superior, na sua maioria, na região de São Paulo e Sorocaba.
Instrução e adestramento
O Ciana funciona como uma espécie de simulador destinado a capacitar alunos para a obtenção da licença de operação do Laboratório de Geração Núcleoelétrica (Labgene), uma planta nuclear projetada por brasileiros, que deve ser inaugurada em Aramar em 2014.
O centro servirá para a formação de operadores do Labgene e das tripulações dos futuros submarinos nucleares brasileiros (SN-BR). A instrução será supervisionada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que aplicará provas teóricas e práticas aos alunos.
FONTE: Ministério da Defesa - Assessoria de Comunicação Social / FOTO: CCSM
No dia 15 de fevereiro, ocorreu o Batimento da Quilha do Navio-Patrulha (NPa) Miramar, em cerimônia presidida pelo Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos, nas dependências do Estaleiro Ilha S.A.(EISA), no Rio de Janeiro. É o terceiro Navio-Patrulha da série de cinco navios contratados pela Diretoria de Engenharia Naval a esse Estaleiro.
Os dois primeiros navios da classe, encomendados ao estaleiro INACE, o NPa Macaé e o NPa Macau, já foram incorporados à Marinha e terão como sede as cidades do Rio de Janeiro e de Natal, respectivamente.
O NPa Miramar será o 5º Navio-Patrulha da Classe Macaé. Os navios desta Classe recebem nomes de localidades litorâneas, iniciadas com a letra “M”, obedecendo a localização dentro da região dos Comandos Distritais onde irão operar, no caso, o 3ºDistrito Naval.
Esses navios se destinam ao patrulhamento das Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), devendo executar diversas tarefas, dentre elas a de, em situação de conflito, efetuar a vigilância e defesa do litoral, de áreas marítimas costeiras e das plataformas de exploração/explotação de petróleo no mar e contribuir para defesa de porto; e, em situação de paz, promover a fiscalização que vise ao resguardo dos recursos do Mar Territorial, Zona Contígua e Zona Econômica Exclusiva (ZEE), de repressão às atividades ilícitas (pesca ilegal, contrabando, narcotráfico e poluição do meio ambiente marinho), contribuir para a segurança das instalações costeiras e das plataformas marítimas contra ações de sabotagem e realizar operações de busca e salvamento na área de responsabilidade do Brasil.
O EISA – Estaleiro Ilha S/A venceu a licitação para a construção do segundo lote de Navios-Patrulha, ao qual se integra o NPa Miramar, se comprometendo, com isso, a investir na sua capacitação tecnológica para construir navios militares, gerando empregos e contribuindo para o fortalecimento da industria de material de defesa.
O NPa Miramar faz parte de uma série de 27 navios a serem construídos a partir do projeto desenvolvido pela empresa francesa “Constructions Mécaniques de Normandie” – CMN, e possuem as seguintes características:
- Comprimento total: 54,20 m;
- Boca moldada: 8,00 m;
- Calado máximo: 2,48 m;
- Deslocamento carregado: 500 t;
- Velocidade máxima mantida: 21 nós;
- Tripulação: 35 + acomodações extras para 8; e
- Armamento: 1 canhão de 40 mm e 2 metralhadoras de 20 mm.
O Navio Polar (NPo) Almirante Maximiano, sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra Newton Calvoso Pinto Homem, atracou no Porto de Punta Arenas (Chile), no dia 30 de janeiro, finalizando mais uma etapa da Operação “Antártica XXX” (OPERANTAR XXX).
No período de 30 de janeiro a 2 de fevereiro, quando o navio permaneceu atracado, foram realizados o reabastecimento de combustível e gêneros e o embarque de material e pesquisadores que farão parte dos projetos a serem desenvolvidos na próxima etapa da OPERANTAR.
Durante a fase que se encerrou, o navio empregou toda sua capacidade de apoio ao lançamento de projetos em áreas bem diversas de pesquisa, tais como: geologia e análise de solos nas ilhas ao largo do Mar de Weddell, arqueologia e antropologia da presença humana na Ilha Livingston, monitoramento e coleta de macroalgas na região das Shettland do Sul e reabastecimento da Estação Antártica Comandante Ferraz, operada pela Marinha do Brasil.
Como medida protocolar e com o propósito de realizar intercâmbio científico, foram visitadas bases científicas que outros países mantêm na região, entre elas da Bulgária, do Chile e da Espanha.
Em seu atual roteiro, o navio percorreu cerca de 2.200 milhas náuticas (aproximadamente 4.100 km) em 27 dias de mar, promovendo atividades nas Ilhas Rei George, Livingston e Deception. Por fim, pela primeira vez nesta comissão, alcançou o Mar de Weddell, onde realizou atividades nas Ilhas Seymour e Paulet, como também na Península Antártica.
No dia 2 de fevereiro, o navio desatracou, novamente, rumo ao Continente Antártico, iniciando mais uma fase da OPERANTAR XXX, que durará 14 dias.
Foi realizada no dia 18 de janeiro de 2012, no auditório do ComForAerNav, a aula inaugural para o Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais (CAAVO) da Turma 2012. Proferida pelo Vice-Almirante Liseo Zampronio, Diretor de Obras Civis da Marinha e Ex-Comandante da Força Aeronaval, teve como Tema: “Aviação Naval: passado, presente e futuro”.
A cerimônia foi presidida pelo Exmo. Sr. Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante Victor Cardoso Gomes, e contou com a presença do Exmo. Sr. Diretor do Instituto de Estudos do Mar, Almirante Paulo Moreira, Contra-Almirante Renato Rodrigues de Aguiar Freire, dos Comandantes das Organizações Militares do Complexo Aeronaval, dos instrutores do 1º Esquadrão de Helicópteros de Instrução (HI-1) e dos 26 (vinte e seis) Oficiais-Alunos, futuros Aviadores Navais.
A Esquadra realizou, no dia 1º de fevereiro, um exercício de Incidente de Proteção Marítima, nas proximidades da Ilha Rasa, no Rio de Janeiro. O propósito do evento foi adestrar um grupamento operativo e avaliar seu desempenho na tarefa de abordar uma plataforma com suspeita de estar dominada por elementos adversos. Para isso, foi infiltrado um destacamento de mergulhadores de combate, empregando helicóptero e embarcação de rápida reação.
A condução do exercício ficou a cargo do Comandante do Grupo-Tarefa da Operação “Aspirantex”, Contra-Almirante Carlos Augusto de Moura Resende. Além dos meios da Operação, participaram um helicóptero UH-14 Super Puma (HU-2) e um destacamento de Mergulhadores de Combate, embarcado na aeronave, e em uma Lancha “Hurricane”, de casco semirrígido. A Base Naval do Rio de Janeiro apoiou o evento, servindo de base para as operações da aeronave.
O cenário criado para o exercício foi o sequestro de um navio mercante estrangeiro, simulado pelo Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Sabóia. Na ação, um grupo terrorista, que buscava chamar a atenção da comunidade internacional sobre a situação precária de seu país, explorado economicamente pelas grandes potências, demonstrava insatisfação com a presença de forças militares estrangeiras nas costas e território de seu país, e ameaçavam detonar um artefato explosivo embarcado, caso as tropas e meios não fossem retirados imediatamente.
Primeiramente, a infiltração do Grupo Especial de Retomada e Resgate dos Mergulhadores de Combate (GERRMeC) foi realizada por militares que estavam na lancha e subiram pelo costado do navio em movimento e, posteriormente, pelo helicóptero UH-14 (Pegasus), de onde desceram por meio de “Fast Rope”. O assalto foi um sucesso, o “navio mercante” foi libertado e os “sequestradores” presos.
Ainda durante a ação, a Lancha “Hurricane” acompanhou o “navio Mercante”, provendo apoio aproximado à retomada. A Corveta Barroso participou como Unidade de Superfície de Apoio de Fogo, estando pronta para empregar, simuladamente, seu armamento, para neutralização do navio.
O exercício foi proveitoso em diversos aspectos e uma oportunidade de familiarizar os meios da Esquadra com os documentos que regulam o assunto, inclusive a legislação internacional. O Grupamento de Mergulhadores de Combate pôde aprimorar o adestramento de suas equipes em retomada de plataforma, em uma situação bem próxima da realidade. Também foi uma oportunidade para realizar uma demonstração deste tipo de operação para os Aspirantes da Escola Naval, embarcados nos navios da Operação.
O Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Fernando Eduardo Studart Wiemer; o Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Wilson Barbosa Guerra; e o Chefe do Estado-Maior da Esquadra, Contra-Almirante Paulo Ricardo Médici, estavam a bordo do Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia, acompanhando e avaliando o exercício.
Anualmente, a Marinha do Brasil realiza, de dezembro a março, a Operação Verão, intensificando a fiscalização do tráfego aquaviário, nas áreas de maior concentração de embarcações em todo o País, com o objetivo de minimizar a possibilidade de ocorrência de acidentes no litoral, rios e lagos.
Neste período, as Capitanias dos Portos, suas Delegacias e Agências, em todo o Brasil, promovem campanhas de conscientização para criar um maior comprometimento dos condutores com a segurança da navegação, além de realizarem palestras em colônias de pescadores, entidades náuticas e marinas. Durante todo o ano, e especialmente nesta operação, são realizadas ações de fiscalização e de presença. Nestas inspeções administrativas são verificados, principalmente, os seguintes aspectos: habilitação dos condutores, documentação da embarcação, material de salvatagem (coletes e bóias), extintores de incêndio, luzes de navegação, lotação, estado da embarcação e o cumprimento das normas de segurança por parte dos seus condutores.
Neste verão, a Marinha mobilizou, em todo o Brasil, 52 Agências, Delegacias, Capitanias dos Portos e Fluviais, 216 lanchas, além de Navios-Patrulha e helicópteros da Força Aeronaval. Até o último dia 31 de janeiro, 24.038 embarcações já haviam sido inspecionadas. Em 2.406 foram encontradas irregularidades e seus proprietários notificados. Foram aplicados 1.094 Autos de Infração, onde as sanções podem chegar até ao cancelamento da habilitação do condutor. Além disso, 355 embarcações foram apreendidas e abertos 54 Inquéritos Administrativos.
O resultado positivo deste tipo de Operação é evidenciado pela redução no número de acidentes, com vítimas, no período de verão: em 2009/2010 foram registradas 205 ocorrências; em 2010/2011, 148; e 2011/2012, 34 ocorrências.
Vale lembrar que a segurança da navegação é uma obrigação de todos: da Capitania dos Portos, como fiscalizador; dos condutores, principais responsáveis pela segurança de seus passageiros e dos banhistas; além das marinas e iates clubes.
Todos os envolvidos devem cobrar a colaboração desses esportistas e a correta conduta para tornar a atividade mais responsável e segura. O cidadão que identificar ou tomar conhecimento de qualquer tipo de irregularidade ou infração deve comunicar o fato à Organização Militar da Marinha do Brasil mais próxima para averiguação e esclarecimento dos fatos, bem como a adoção das medidas cabíveis.
No link http://www.dpc.mar.mil.br/CDA/rela.htm estão disponíveis os endereços e número telefônicos das diversas unidades da Marinha do Brasil relacionadas à segurança do tráfego aquaviário.
Outro aspecto importante, que deve ser ressaltado, é que o modo correto e seguro para a obtenção da habilitação de amador, por qualquer cidadão, é dirigir-se a uma Agência, Delegacia ou Capitania dos Portos. Qualquer Carteira de Habilitação de Amador obtida de outro modo poderá ser apreendida e o portador enquadrado em crime previsto na legislação brasileira.
DIVULGAÇÃO: Comando do Operações Navais/Diretoria Geral de Navegação
O comitê diretor da Organização Internacional de Hidrografia conferiu a medalha Prince Albert I para o “Hydrography 2012″ ao artigo ‘Multibeam Processing for Nautical Charts’, de autoria do capitão de corveta Aluizio Macel de Oliveira e da capitão de fragata Izabel King Jeck, ambos oficiais do Diretoria deHidrografia e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil.
A entrega da medalha Prince Albert I para o “Hydrography 2012″ será feita pelo príncipe Albert II durante a cerimônia de abertura do XVIII International Hydrographic Conference, no dia 23 de abril de 2012, em Mônaco.
FONTE: Hydro International
Em 23 de janeiro, o 1° Esquadrão de Helicópetros de Emprego Geral (HU-1) iniciou o deslocamento de duas aeronaves UH-12 Esquilo, a N-7052 e a N-7053, a fim de apoiar o 6º DN e qualificar oficiais e praças do 4° Esquadrão de Helicópetros de Emprego Geral (HU-4) no novo modelo de aeronave.
O Destacamento do HU-1 é composto de 4 oficiais e 12 praças, que permanecerão em Ladário-MS durante o 1º semestre de 2012.
O material de apoio e os militares, que não seguiram nas aeronaves N-7052 e N-7053, foram transportados por uma aeronave C-130 da FAB, repetindo nesta faina uma parceria que já ocorre nas OPERANTAR, onde a FAB auxilia no apoio logístico.
Este esforço demonstra a capacidade do Esquadrão em atender as necessidades da Marinha do Brasil em diversas Missões, apresentando sua flexibilidade e mobilidade.

Bruno Zanette
Uma nova lancha vai começar a fazer parte das operações realizadas pela Marinha nas margens do Rio Paraná, em Foz do Iguaçu e região. A embarcação, chamada de Lar (Lancha de Ação Rápida) foi projetada e construída pela Base Naval de Val-de-Cães, Organização Militar da Marinha do Brasil, subordinada ao Comando do 4º Distrito Naval, sediada em Belém (PA). Ela tem capacidade para transportar até doze pessoas e pode chegar a 35 nós de velocidade, o que equivale a quase 65 km/h.
Para o Capitão dos Portos da Capitania Fluvial do Rio Paraná, Alberto José Pinheiro de Carvalho, o novo equipamento vai aumentar a segurança na tríplice fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina. ”Oferece um maior poder de persuasão contra possíveis elementos que possam querer abrir fogo, como já teve histórico de confronto de pessoas realizando atitudes ilícitas na região. A ideia não é fazer o confronto, mas evitá-lo”, ressalta.
A embarcação custou R$ 720 mil e fez parte do plano de aquisição de meios Marinha, com a inclusão da lancha blindada para Foz do Iguaçu. A principal diferença desta embarcação par as demais, segundo o capitão Pinheiro de Carvalho, é a presença de uma cabine. Além disso, ela tem uma blindagem balística, oferecendo proteção a qualquer tipo de armamento e vai de encontro tanto da estratégia nacional de defesa, como do plano estratégico de fronteira.
FONTE: Clickfoz
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Atrasos na produção incomodam governo
Nos bastidores do Governo – o que inclui Petrobras e Transpetro – costura-se um acordo que implique a transferência do controle acionário do maior estaleiro do país – o Atlântico Sul, de Pernambuco – à coreana Samsung. Hoje, a multinacional tem apenas 10% desse megaestaleiro, que tem encomendas bilionárias, de 22 supernavios e sete navios-sonda. O controle é exercido por Camargo Corrêa e Queiróz Galvão, que entraram em um projeto pioneiro, financiado pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM), mas parecem não ter grande interesse em continuar no negócio- nem vocação plena para construir navios.
O Atlântico Sul surgiu como uma espécie de “projeto-de-governo”, na era Lula. Diante de impasses com outros estaleiros, teve-se a idéia de se lançar um super-estaleiro, capaz de construir grandes navios e, além disso, democratizar regionalmente o setor, antes excessivamente concentrado no Rio de Janeiro – o que hoje não mais ocorre, pois, além de projetos em Pernambuco e Alagoas, há pólos crescentes no Rio Grande do Sul e projetos para a Bahia. A descentralização só não é mais intensa porque Santa Catarina rejeitou o estaleiro de OSX, Eike Batista, que traria um pouco de poluição e muitos empregos ao estado e agora cresce de forma acentuada no Norte fluminense. Quando pronto, irá superar o Atlântico Sul em capacidade de produção.
Um fato gerou grandes problemas para o Atlântico Sul: o navio “João Cândido”. Houve erros a começar pelo nome do navio, uma provocação infantil à Marinha do Brasil. João Cândido era um suboficial que liderou revolta contra a estrutura da entidade, o que a Marinha, sob qualquer governo, não aceita.
Problemas estruturais e de montagem fizeram com que, primeiro navio da Transpetro a ser lançado ao mar, o “João Cândido” até hoje não fosse entregue. O segundo navio a ser lançado, o “Celso Furtado”, do Mauá, ficou com a láurea de ser o primeiro incorporado pela Transpetro. E, se houver mais atrasos, o segundo navio a ser entregue será o “Sergio Buarque de Hollanda”, também do Mauá, ou até mesmo o “Rômulo de Almeida”. No caso do “João Cândido”, observadores pessimistas garantem que o navio não pode navegar. Mas a maioria dos analistas do setor afirma que os problemas decorreram do excesso de soldagem exigido, pois o navio foi feito com mais blocos a serem montados do que seria natural. A pressa de Lula para ter uma solenidade marcante – de recuperação da construção naval e de renascimento industrial no Nordeste – agravou esse fato, mas a maioria dos informantes garante que o American Bureau of Shipping (ABS) irá dar sinal verde ao navio. Com isso, o petroleiro ganharia uma espécie de classificação AAA para a comunidade internacional, pois com aprovação de entidade classificadora internacional, um navio pode ser incorporado à frota alemã ou americana sem ser submetido a qualquer teste.
Resta saber o que irá pedir a Samsung para assumir o estaleiro. Certamente, não irá querer desembolsar altos valores, ao contrário do que desejariam Camargo Corrêa e Queiróz Galvão. Mas, como tem estaleiros na Coréia, a Samsung pode ser atraída pela possibilidade de receber outras obras do Brasil (Petrobras), o que lhe compensaria a árdua tarefa de reorganizar administração e setor técnico do Atlântico Sul. Tudo indica que o acordo pode ser fechado, pois Camargo e Queiróz colheram mais dissabores do que alegrias com o estaleiro pioneiro de Pernambuco. Os estaleiros brasileiros não gostariam de ver obras prometidas ao mercado interno levadas para a Coréia, mas este pode ser o preço para pacificação do Atlântico Sul.
FONTE: NetMarinha

Há muito se fala que o caminho próspero de uma nação se faz com a educação (formal e/ou informal), no entanto, as peculiaridades de dados países ou regiões fazem com que tal ditado seja mais um sonho distante do que uma verdade. O Brasil apresenta algumas dessas peculiaridades que fazem que o sonho de uma educação de qualidade, acessível e gratuita chegue a um reduzido número de cidadãos, mesmo que apenas com um ou dois desses adjetivos. Para melhorar a educação brasileira várias políticas, planos, projetos e programas foram/são lançados, entre essas iniciativas se encontra o Programa Caminhos da Escola.
Na manhã do dia 14 de dezembro o Poder Naval, representado por seu colaborador Ícaro Luiz “Joker” Gomes, fora recebido na Base Naval de Natal(BNN) por seu comandante o CMG Flávio Macedo Brasil. O CMG Brasil realizou um “briefing” sobre as origem das Lanchas Escolares e a responsabilidade da BNN no projeto, com destaque as contribuições do Projeto para a mudança de “mentalidade” da BNN. Posteriormente realizou-se visita as instalações do Departamento Industrial da BNN guiada pelo CF Claudio Lozano Barbosa, onde foram capturadas imagens do processo de produção das LE e colhidas outras informações. Por fim, o CMG/R1 Sakamoto participou da demonstração de uma das LE que se encontram prontas onde se realizou fotos e vídeo da mesma, o mesmo complementou o apurado e corrigiu algumas impressões.

A Base Naval de Natal teve sua construção iniciada em 7 de julho de 1941, apesar de que desde 1922 o decreto nº 15672/22 já considerava sua construção como ponto de apoio estratégico a defesa marítima. Sob o comando do Almirante Ary Parreiras a BNN prestou apoio, manutenção e reabasteceu a escoltas “aliadas” dos comboios realizados no Atlântico Sul e, em conjunto a “Rampa”, aos hidroaviões utilizados nas missões de Patrulha ASW. Depois da SGM continuou a manutenir, reabastecer e apoiar os meios estacionados ou transito na área. Na atualidade atua sob as diretrizes da sistemática “Organização Militar Prestadora de Serviços” – OMPS, instrumento imaginado pela Alta Administração Naval para aplicação com maior eficiência dos recursos de pessoal e material. A BNN se encontra capacitada a executar atividades técnicas e industriais relacionadas à construção, reparo e manutenção de embarcações de pequeno e médio portes, bem como serviços de reparo em plataformas e estruturas pesadas, para emprego naval, ferroviário e outros, segundo padrão de qualidade, requisitos e especificações internacionais.
O programa Caminho da Escola iniciou se em 2007, se baseia em diretrizes do PDE e financiamento do FNDE, visando prover meios “adequados” ao transporte escolar de zonas rurais evitando a evasão escolar contribuindo com o processo de aprendizagem do alunado. A matriz de transporte brasileira está centrada no ramo rodoviário que atende com um custo-benefício razoável as distancias entre o principal centro industrializado e consumidor brasileiro, mas que se torna oneroso (e perigoso) quando se leva em consideração as outras regiões produtoras/consumidoras quer seja pela distância, pelo fluxo de investimento na malha (construção e manutenção) ou pelo tempo.
A região amazônica pelas características geográficas – entre outros motivos – apresenta uma vocação a matriz hidroviária/aquaviária. Nessa região quase toda a logística se baseia no fluxo de bens, serviços e pessoas pela calha dos rios da região, incluindo o número aproximado de 180 mil estudantes do ensino público. Muitos deles vivem nas regiões ribeirinhas e vão para a escola em barcos a remo, feitos artesanalmente, sem nenhum tipo de segurança, sujeitos ao abalroamento por outras embarcações de maior porte. Muitas vezes, tendo que resistir a chuvas, ventos adversos, chegando cansados à escola. Ou ainda por “barqueiros” pagos pelos municípios ou estado, sem a menor segurança e conforto em percursos longos e demorados. Pelas características artesanais, o eixo da embarcação se encontra amostra e pela cultura de se manter longos cabelos, em especial, na população feminina centenas de casos de escalpelamento de crianças e mulheres ameaçam os direitos e autoestima das mesmas.
Para atender a demanda especifica desse alunado (população ribeirinha) um projeto foi desenvolvido para adquirir/desenvolver uma embarcação que permitisse o transporte ágil e seguro desse alunado. Os estudos decorrentes para desenvolver/adquirir uma embarcação que atendesse as necessidades peculiares do programa, pesquisa das características de embarcações que operam na região e uma análise criteriosa do mercado concluíram que a opção com uma das melhores relações de custo-benefício seria uma embarcação híbrida originária de dois projetos da “Marinha do Brasil”. Os projetos que serviram de bases para a Lancha de Transporte Escolar foram as Lancha de Ação Rápida e a Lancha de Apoio Médico.
Em 28 de outubro de 2009 foi assinado termo de cooperação entre o FNDE e DEN(MB), em seguida foi firmado contrato entre DEN e a Emgepron para a produção de 600 lanchas escolares. A produção das Lanchas Escolares ficou responsável entre as Bases Navais do Norte/Nordeste em diferentes proporções; BNVC 300 lanchas, BNN 200 lanchas e BNA 100 lanchas.

A Lancha de Transporte Escolar apresenta as seguintes características:
-
Características da Lancha Escolar
Comprimento
7,30m/24 pés
Boca
2,1m
Pontal
1m
Calado
0,2m
Lotação
20 pessoas
Capacidade de Carga
1.300Kg
Peso do Casco
580Kg
Motor de Propulsão
90HP
Motor de Emergência
6,5CV

O casco da embarcação apresenta forma inicial de “V” e ao longo da embarcação passa a forma de “U”, esse arranjo permite ao meio a capacidade de semi-planeio tornando mais eficiente o deslocamento no ambiente de águas rasas e abrigadas para qual o meio foi projetado. Outra característica dessa solução é a navegação em laminas d’águas reduzidas permitindo a navegação da embarcação nos diversos igarapés da região com segurança nos diferentes regimes de vazante do cursos d’água. Os rios da região apresentam uma grande quantidade de obstáculos submersos ou semi-submersos, tais como bancos de areia e troncos, esses elementos podem ocasionar danos a embarcação, em particular, ao casco. A operação em laminas com pouco volume e a existência de muitos obstáculos levaram a duas soluções/opções simples, mas significativas pela envergadura do projeto, pintura parcial no casco da embarcação e a utilização de garrafas PET para prover empuxo/flutuação a embarcação.
A primeira solução é muito comum, no entanto, chamo atenção a mesma pelo pensamento de senso comum de que toda a embarcação é pintada, oras porque pintar uma região que não estará visível, estará sujeita a ação da água e irá estar em constante atrito/desgaste? A segunda solução não é nenhuma novidade, mas chama atenção a escala, normalmente se utiliza “isopor” para essa função, mas atendendo o conceito de baixo-custo do projeto e a ações pró-ambientais o “isopor” foi substituído pelas garrafas PET. Cada embarcação no interior do casco leva cerca 1000 (mil) garrafas PET, só na BNN serão utilizadas mais de 200 mil garrafas PET, além do compromisso pró-ambiental a utilização de garrafas PET apresenta uma ligeira vantagem em relação ao “isopor”, enquanto o isopor passado algum tempo em ambiente úmido(dentro d’água) apresenta por sua porosidade uma espécie de “infiltração” diminuindo a flutuabilidade ao passo que uma garrafa PET bem vedada e sem furos não apresenta esse mesma “sintoma”.


A propulsão fica a cargo de um motor de polpa F90 BET da Yamaha, o mesmo é movido a gasolina, 4 tempos, injeção eletrônica e 4 cilindros. Além do fornecimento da propulsão, a referida empresa que ganhou a licitação também é responsável pela capacitação dos condutores, 1ª revisão e da rede de assistência técnica/manutenção . O motor apresenta ainda isolamento térmico-acústico com selos de baixa emissão de poluentes e consumo considerado satisfatório/econômico. As lanchas são entregues com os mesmos já instalados, testados e pronto ao uso. A propulsão de emergência, problemas de toda ordem podem ocorrer, fica a cargo de um pequeno motor (6,5 HP) – quando em uso instalado a bombordo do F90 – que visa levar a embarcação a um sitio de segurança enquanto espera por auxilio. O tripulante possui a disposição para uma navegação segura 2 displays digitais multifuncionais para informações do motor (pressão, temperatura, etc..) e tacógrafo, rádio VHF marinizado, luzes de navegação, buzina, defensas verticais e equipamentos de salvatagem (coletes salva-vidas e boias).
A segurança, simplicidade e funcionalidade são conceitos que estão presentes na maioria das soluções desse projeto. Formas mais eficientes de produção e melhorias do projeto foram implementadas, um exemplo está nos bancos/assentos. Inicialmente os mesmo apresentavam o mesmo padrão dos ônibus-escolares, no entanto, uma analise dos recursos disponíveis a manutenção das LE concluiu que a reposição dos bancos/assentos e o período no qual a LE se encontrasse indisponível seria mais prejudicial que uma alternativa mais “ortodoxa” como a adotada bancos/assentos em madeira. Pelo o público-alvo ter um enfoque na população em idade escolar, normalmente, crianças, adolescentes e adultos-jovens a fechadura/trava da porta de acesso a embarcação deveria ser acessível e de simples manuseio, optou-se por um ferrolho simples.
O para-brisa da LE é feito em acrílico essa opção,o acrílico pelo vidro, decorre mais uma vez do foco na segurança dos passageiros, os ferimentos ocasionados pelos estilhaços de vidro provenientes de um incidente/acidente desencorajaram o uso desse material.Para o proteção contra as intempéries, como chuvas, sol ou ventos, as embarcações possuem anteparos laterais em lona na cor do casco.O piso de toda embarcação apresenta características anti-derrapantes seja pelas características de alto-relevo ou pela pintura. Em prol da ergonomia do condutor/tripulante o piso da LE é pintado, porque pintar o piso e não todo o casco?O piso foi pintado em tom de cinza para evitar que o condutor seja ofuscado pelo reflexo do sol já que em condições “originais” o piso apresenta a aparência/tonalidade metal-quase-branco.






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Como foi introduzido, a BNN possui um histórico voltado a manutenir e apoiar meios navais, ainda que, durante o processo de manutenção fosse necessário produzir peças inteiras não houvera a produção em escala e “completa” de um meio naval nas instalações , com o pessoal e sob a responsabilidade da mesma. Posterior ao briefing do CMG Brasil, o CF Lozano acompanhou o Poder Naval a uma visita guiada a fábrica nº2.
A produção das LE na BNN foi dividida entre uma firma terceirizada e o Departamento Industrial da BNN, diferentemente das outras bases, onde a produção foi totalmente terceirizada. Das 200 unidades a serem produzidas pela BNN 150 unidades foram terceirizadas e as 50 unidades restantes foram produzidas pelo Departamento Industrial. Dessa forma, foram montadas duas fábricas/linhas de produção das LE na BNN. A fábrica número 1 e a fábrica número 2, terceirizada e departamento industrial, respectivamente, possuíam as mesmas facilidades e espaço físico similares, diferindo quanto a pessoa juridica, pessoal e na produção. Apesar da produção ter sido terceirizada em sua maior parte, isso não significava que não houvesse pessoal da Engenharia Naval da MB responsaveis pela fiscalização e qualidade da produção, em todos os locais de produção e testes de unidades a MB esteve presente. O processo de produção na BNN fora iniciado em meados 2010 e se estima que esteja concluído entre abril/maio de 2012.
Para a construção das LE na BNN estão sendo utilizados 180 toneladas de alumínio naval. O processo de produção, didaticamente, constitui-se basicamente no processo de soldagem MIG das chapas de alumínio naval em uma forma-modelo do casco da embarcação, depois as soldas são inspecionadas visualmente e com liquido penetrante. Ao se concluir o casco básico, o seu interior é preenchido pelas garrafas PET que irão produzir/auxiliar o vetor empuxo garantindo a flutuabilidade da embarcação. É afixado o piso e inicia-se a etapa de casaria, a mesma é produzida seguindo o conceito do casco de soldar as chapas num molde. Terminada a construção, propriamente dita, a embarcação é levada para a câmera de pintura. De lá, inicia-se o processo final onde são instalados os bancos, extintores e suportes, antenas, luzes de navegação, buzina, fechaduras, rádio, farol, motor de polpa, equipamentos de salvatagem, anteparas de lona e outros equipamentos necessários e já descritos. Concluída a produção todas as LE são testadas e posteriormente armazenas para envio. O envio das LE ocorre por carretas que levam as mesmas aos municípios as quais foram destinadas.
A produção das LE não é uma simples montagem de um kit Revell de prateleira, o processo de solda MIG necessita que treinamento, equipamento e cuidados específicos. O processo de solda MIG consiste na fusão em arco elétrico de um filamento metálico sob a proteção de um gás inerte – como o Hélio ou o Argônio - que flui do bocal da tocha, esse processo permite uma solda de qualidade com diminuição dos agentes contaminantes da mesma. O gás inerte tem a função principal de proteger a poça de fusão e o arco elétrico de agentes externos. Na soldagem MIG torna-se vantajosa aos métodos anteriormente empregados pois há uma alta taxa de deposição do metal de solda, não há necessidade de remoção de escoria, a soldagem pode ser feita em todas as posições e em aberturas largas, baixo custo de produção e chega a consumir apenas metade do tempo em comparação a outros métodos. As desvantagens ou cuidados ficam por conta do alto custo de aquisição do equipamento, a necessidade de anteparas que evitem correntes de ar, produção de respingos e manutenção mais complexa que o de processos mais usuais.
Quando da realização da reportagem, a fábrica nº1 já encerrara suas atividades, sendo a a fábrica nº2 a única em funcionamento. Umas das principais diferenças entre a fábricas era a produtividade, enquanto a produção da fábrica nº1 era de 10 unidades/mês a produção da fábrica nº2 é de 3 unidades/mês. A maior produtividade da fábrica nº1 é atribuída, especialmente, a 2 fatores. Os pessoal da fábrica nº1 dedicava-se exclusivamente a produção das LE, enquanto o pessoal da fábrica nº2 compartilhava a produção das LE com a manutenção e apoio aos meios da MB. O pessoal da fábrica nº1 alguns, dos quais, já possuíam experiencia na solda MIG, enquanto o da fábrica nº2 teve que se capacitar e aperfeiçoou as habilidades na solda MIG. A capacitação de produzir embarcações foi o principal ganho da BNN.
A aquisição da capacidade de solda MIG já gerou resultados positivos tanto no âmbito da MB quanto ao Exército. Recentemente a BNN executou manutenção e reparos no NVe Cisne Branco, onde o processo de solda MIG foi essencial. A incorporação dos Avisos de Patrulha Classe Marlim (AviPa Barracuda e Anequim) e futura de Navios Patrulha Classe Macaé(P-75 Macau) ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste (ComGptPatNavNe), os quais são produzidos em alumínio naval (P-75 a super-estrutura). Já o EB estão sendo realizadas revitalizações e manutenção em algumas de suas lanchas, as quais são feitas em alumínio, não foram realizadas imagens por não haver pessoal do EB que as autorizasse. A produção das LE não beneficiaram a BNN apenas na capacitação em um novo processo de solda, o parque industrial também foi modernizado com a compra de novos equipamentos e modernização de alguns outros equipamentos, alguns dos novos equipamentos adquiridos ultrapassam a bagatela de 500 mil reais (equipamento azulado na ultima imagem da serie seguinte).
Os benefícios da produção atingiram também a economia do Rio Grande do Norte, o pessoal capacidade para trabalhar na fábrica nº1 reingressaram no mercado de trabalho a posteriori com uma capacitação diferenciada, o fluxo de investimentos para produção da LE atraíram investimentos do exterior dando fôlego a renascente industria de pesca do estado e uma das lanchas produzidas foi destinada a uma cidade potiguar, Galinhos-RN.






As LE já entregues aos municípios destinados superam as 100 embarcações. A seguir um mapa demarcando os municípios já beneficiados.

Posterior a visita a fábrica nº2, o Poder Naval acompanhou testes de uma das lanchas escolares acompanho pelo CMG/r1 Sakamoto. A demonstração ocorreu no Rio Potengi, o qual, como a maioria dos rios do litoral nordestino, se encontra degradado,assoreado e poluído pela falta planejamento no crescimento urbano,cara-de-pau de alguns empresários e descaso da administração pública (fora os péssimos hábitos da população). O Rio Potengi na região na qual se realizou o teste, cais da BNN, é caracterizada por ser apresentar como um braço de mar que adentra o continente pela calha do referido rio.
Como não possuo nenhum curso na área de Engenharia Naval e as minhas experiencias embarcadas, ainda, limitam-se a passageiro (como diria o MO, a buneco) de Jangadas, Ferry-boats e do Laurindo Pitta, tenho que expressar as impressões como passageiro(buneco). Pela minha natural falta de equilíbrio e pela falta de prática, ir a bordo foi completamente desengonçado, mas nada que parecesse tal mal a ponto de envergonhar o PN. Durante os testes ficaram evidentes a mim a manobrabilidade, potência do motor de polpa (mesmo que apenas com 5 passageiros adultos) e a característica de semi-planeio nas corridas de maior velocidade. A estabilidade, apesar de se encontrar em águas abrigadas, me foi demonstrada pela quase inexistência de respingos na lente da câmera, mesmo quando algumas marolas atingiram a LE na lateral pelo deslocamento do NPa Goiana e pela ação da brisa natalense. Para uma embarcação civil, que irá realizar o transporte de alunos em rios e alguns lagos/barragens/represas o projeto me passou confiabilidade e segurança, além aparentemente cumprir a missão para a qual foi concebida com relativo conforto e rapidez.












A produção das Lanchas-Escolares na e pela BNN(e seu pessoal) é um marco importantíssimo, pois trata-se da quebra de um paradigma organizacional que traz consigo uma ampla gama de oportunidades para BNN contribuindo para que a Marinha exerça de modo eficaz a soberania nas Águas Jurisdicionais Brasileiras. Contribuir para a educação da população brasileira é motivo de orgulho a todos os participantes do projeto.

Agradecimentos ao Comando do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Airton Teixeira Pinho Filho; ao Comandante da Base Naval de Natal, Capitão-de-Mar-e-Guerra Flávio Macedo Brasil; ao Chefe do Departamento Industrial, Capitão-de-Fragata Claudio Lozano Barbosa; ao CMG/R1 Sakamoto; e ao Assessor de Imprensa do 3ºDN, Capitão-de-Fragata Cleber Ribeiro da Silva.
O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) constituído por representantes da Marinha do Brasil, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) se reuniu novamente esta tarde para avaliar as ações realizadas até o momento, com relação ao vazamento de óleo ocorrido na Bacia de Santos.
O helicóptero embarcado na Fragata Niterói realizou dois sobrevoos hoje, nos quais foram avistadas manchas dispersas, bastante reduzidas em relação ao dia de ontem, deslocando-se para sudoeste, afastando a possibilidade de o óleo alcançar o litoral. As condições do mar na área, com ondas de 2,5 a 3 metros e ventos de 17 a 27 nós, tem contribuído para a dispersão das manchas.
Fiscais da ANP estiveram a bordo do FPWSO Dynamic Producer e recolheram informações que servirão de subsídios para a apuração das causas do incidente.
O IBAMA também esteve a bordo e analisará a atuação da Petrobras na resposta ao vazamento. A partir dessa avaliação, será estudada a possibilidade de aplicação de sanções administrativas.
Peritos da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro já efetuaram a coleta de dados no Navio-Plataforma, que instruirá o Inquérito instaurado para apurar o incidente.
Seis embarcações da Petrobras continuam realizando ações de resposta, por meio de dispersão mecânica com jatos d’água.
A Marinha do Brasil permanece com um navio e uma aeronave 24 horas na área.
DIVULGAÇÃO: Comando de Operações Navais
No período de 03 a 05 e de 09 a 12 de fevereiro, estará atracado no Porto de Fortaleza o Navio-Patrulha “GRAÚNA”, comandado pelo Capitão-Tenente Thiago Montilla Tavares de Almeida. O Navio estará aberto à visitação pública nos dias 04 e 05 / 11 e 12 de fevereiro no horário de 14h às 17h horas.
O Navio-Patrulha “GRAÚNA” foi construído pela Companhia Comércio e Navegação – Estaleiro Mauá em Niterói – RJ em continuação ao Programa de Reaparelhamento da Marinha, sendo o segundo Navio-Patrulha da Classe “GRAJAÚ”, tendo sido lançado ao mar em 10 de novembro de 1993.
Atualmente, o Navio-Patrulha “GRAÚNA” está subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, com sede em Natal – RN, e desenvolve tarefas de patrulha e controle de área marítima, fiscalização dos recursos e das atividades de pesquisa no Mar Territorial, Zona Contígua e na Zona Econômica Exclusiva e Controle e Segurança das Plataformas de Petróleo no mar. Anteriormente ao Navio-Patrulha “GRAÚNA”, a Marinha do Brasil teve apenas um navio com este nome. Construído por Jeffersonville Boat & Machine Co. – Jeffersonville – New York em 1942, o USS Patrol Craft 561 foi incorporado à Marinha Brasileira em 06 de dezembro de 1943, com o nome de Caça-Submarinhos “GRAÚNA”, tendo operado durante a Segunda Guerra Mundial realizando escoltas de comboios de Navios Mercantes e Patrulhas Anti-submarinos pela Costa Brasileira.
Suas principais características são:
COMPRIMENTO TOTAL ………….. 46,50 m
BOCA …………………………………… 7,50 m
CALADO ……………………………….. 2,29 m
DESLOCAMENTO …………………… 217 ton
VELOCIDADE DE CRUZEIRO …… 12 nós
VELOCIDADE MÁXIMA ……………. 24,3 nós
RAIO DE AÇÃO ………………………. 2.200 milhas
ARMAMENTO ………………………….1 Canhão Bofors 40mm
2 Metralhadoras Oerlikon 20 mm
TRIPULAÇÃO………………………….. 30 militares.
O Navio possui dois eixos e respectivos hélices de passo fixo, dois motores “MTU” Diesel Turbocarregados, com 16 cilindros em “V”, sistema de partida elétrica e potência de 2.540 hp. O Navio possui ainda os seguintes recursos de Controle de Avarias:
- Uma rede de água salgada suprida por duas bombas centrifugas;
- Um sistema de borrifo automático instalado no paiol de munição;
- Bombas portáteis para combater incêndios e esgotar compartimentos;
- Sistema de detecção de incêndio, com sensores de fumaça e temperatura; e
- Sistema fixo de gás HALON para praça de máquinas e compartimento do gerador de emergência.
DIVULGAÇÃO: Comando do 3º Distrito Naval
SAIBA MAIS: Conheça mais sobre a história do navio-patrulha Graúna no site Navios de Guerra Brasileiros, clicando aqui.
Durante os dias 18 e 19 de janeiro, foi realizada, na sede do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos da América, em Miami, na Flórida, a Reunião das Nações Componentes da Operação “Panamax-2012”, primeira de uma série de atividades programadas.
A operação é um exercício multinacional, existente desde 2005, focado na segurança do Canal do Panamá e região adjacente contra novas ameaças. O Brasil vem participando da “Panamax” desde 2006, com observadores, meios navais e aeronavais ou compondo Estados-Maiores.
Para o ano de 2012, o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, aceitou o convite do USSOUTHCOM (Comando Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos da América para o Atlântico Sul) para atuar como Combined Forces Maritime Component Command (CFMCC), ou seja, Comandante de todo o Componente de Forças Marítimas Combinadas.
A “Panamax-2012” contará com a participação do Comando de Operações Navais e do Comando-em-Chefe da Esquadra, sendo o CFMCC exercido pelo Comandante da 2ª Divisão da Esquadra. O exercício será conduzido no período de 6 a 17 de agosto deste ano, como Jogo de Guerra, com meios navais e aeronavais simulados.
Esta é a primeira vez que os Estados Unidos da América deixam de desempenhar essa função, atribuindo ao Brasil a responsabilidade de Comandar uma Força cujo Estado-Maior e as Forças-Tarefas adjudicadas serão compostos por representantes de 16 países, em um total de 320 integrantes.
FONTE: Marinha do Brasil

Em dezembro de 2011, a Base Naval de Val-de-Cães (BNVC) enviou à Capitania Fluvial do Rio Paraná uma Lancha de Ação Rápida (LAR) especial, projetada e construída pela BNVC, em Belém (PA), para operar no Lago de Itaipu e nos rios que limitam as fronteiras do Brasil com a Argentina e Paraguai.
A LAR é dotada de cabine com blindagem balística em fibra de polietileno de alta performance, mais eficiente na proteção contra disparos de pistolas e fuzis, o que permite total segurança para o patrão e mais seis passageiros.
Nas provas de mar, a embarcação alcançou velocidades acima de 35 nós, em perfeitas condições de estabilidade e manobrabilidade. A LAR especial, com capacidade operacional adaptada à região em que vai atuar, será de grande importância para colaborar nas ações conjuntas entre a Marinha do Brasil e as forças de segurança que atuam na tríplice fronteira.
FONTE: Nomar
No dia 18 de janeiro, o Navio-Tanque Almirante “Gastão Motta” realizou reabastecimentos simultâneos de óleo diesel especial dos navios escoltas da Operação “ASPIRANTEX”. Os reabastecimentos foram realizados com um escolta em cada bordo do Navio-Tanque, utilizando métodos de abastecimentos distintos. Foram reabastecidas as Fragatas “Greenhalgh” e “Niterói” e a Corveta “Barroso”.
No mesmo dia, o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Sabóia” e a Fragata “Greenhalgh” realizaram o exercício de transferência de carga leve, onde os navios se aproximam, navegando a uma distância de 50 metros, passam cabos e permanecem alinhados realizando a transferência da carga, que pode ser um sobressalente para o navio, algum mantimento ou até uma pessoa.
Os Aspirantes da Escola Naval embarcados nos navios da Operação tiveram a oportunidade de acompanhar essas fainas marinheiras. Tais exercícios visam, além do reabastecimento e transferência de material no mar, manter os militares das estações adestrados.

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