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vinheta-clipping-navalUm dos atos marcantes na história econômica brasileira foi a abertura dos portos às nações amigas, decretada por D. João VI, ainda no Império, em 28 de janeiro de 1808. O ato significou a inserção de nosso país no comércio exterior. Outro marco deu-se em 1848, quando o Visconde de Mauá, patrono da Marinha Mercante, criou a Companhia de Estabelecimento da Ponta da Areia, em Niterói. De lá saíam os navios que operavam a navegação de cabotagem e também para as rotas internacionais.

Em 1869, o governo do Império editou a primeira lei de concessão de portos à iniciativa privada, por meio do decreto 1.746, assinado por Joaquim Antão Fernandes Leão, ministro e secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. A medida foi coerente com a entrada em operação da ferrovia São Paulo Railway, ligando o Litoral ao Planalto (Santos-Jundiaí) e facilitando as exportações, em especial do café. Em 12 de outubro de 1888, mesmo ano em que proclamou a Lei Áurea, a princesa Isabel editou o Decreto de concessão (N.º 9.979), que autorizava o contrato com empresa privada para as obras de melhoramento do porto de Santos.

Essa breve retrospectiva histórica ilustra o decisivo papel dos portos, sua privatização e modernização para o avanço da economia brasileira. É de se lamentar, portanto, que, desde então, muito pouco tenha sido feito para que esses terminais se desenvolvessem na mesma proporção da demanda e das necessidades do comércio internacional brasileiro na era da globalização e da acirrada competitividade que a caracteriza. Por isso, apesar do processo legislativo truncado, foi importante a aprovação, no Congresso Nacional, da Medida Provisória dos Portos (595/2012).

A essência da medida, para que se entenda seu significado, se expressa nos novos critérios para a exploração e arrendamento à iniciativa privada dos terminais de movimentação de carga em portos públicos. A Lei dos Portos, de 1993, determina que a vencedora da licitação para arrendamento de um terminal será a empresa que pagar à União o maior valor pela outorga do serviço. A MP estabelece o critério da eficiência com menor tarifa. Ou seja, ganhará a licitação a companhia que garantir o maior volume de movimentação de carga pelo menor preço por tonelada. Outro aspecto importante é a possibilidade de terminais particulares passarem a atender cargas de terceiros, ampliando muito a oferta de serviços portuários, uma carência nacional. Que frutifiquem os investimentos de aproximadamente US$ 40 bilhões que se estima para os próximos anos, na esteira da MP.

Diante dessa medida modernizadora, é preciso, agora, apressar as reformas que o governo e o parlamento devem à sociedade, como a tributária, previdenciária, trabalhista, desburocratizante e providências garantidoras de mais segurança jurídica para os negócios. É fundamental equipararmo-nos à competitividade das melhores e maiores economias, num mundo onde as nações amigas têm custos logísticos e operacionais, impostos, juros e portos muito mais baratos do que os nossos, oferecendo às suas empresas diferenciais concorrenciais relevantes para enfrentar os nossos produtos no comércio global.

Por: Antoninho Marmo Trevisan, presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República).

FONTE: Portal Fator Brasil via Resenha do Exército

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A Marinha do Brasil e a Marinha Peruana estão realizando, no período de 22 de maio a 3 de junho, a 2ª edição da operação naval binacional, denominada BRAPER. A Fragata “Niterói”, o Navio-Tanque “Marajó” e Navio Escola da Marinha Peruana “Villavisencio”, participantes da Operação,  atracam em Natal nesta quarta-feira (22), às 15 horas, e estarão abertos à visitação pública nos dias 25 e 26 de maio e 1º e 2 de junho, entre 13h e 16h, no porto de Natal. Estão envolvidos na Operação cerca de 600 militares, sendo 360 brasileiros e 240 peruanos.

Entre os objetivos do exercício estão: adestrar os participantes no planejamento e execução de operações navais combinadas destinadas a conduzir e integrar operações de ataque, de esclarecimento, de apoio logístico móvel, além de ações de defesa aeroespacial dentro de um cenário de treinamento real; estabelecer meios de comunicações em proveito do apoio às operações; incrementar a interoperabilidade por meio de procedimentos táticos comuns; e implementar procedimentos de controle positivo dos exercícios, que facilitem o conhecimento da situação em tempo real, permitindo uma realimentação dinâmica dos aspectos positivos e a obtenção de lições aprendidas relevantes.

A Operação, que ocorre ao longo da costa nordestina brasileira, contará com a participação dos seguintes navios: Fragata “Niterói” (F40) e Navio-Tanque “Marajó” (G27), ambos da Marinha do Brasil e o B.A.P. “Villavisencio” (FM-52), da Marinha de Guerra do Peru. Haverá ainda a participação do Submarino “Tikuna” e de três aeronaves: um “Esquilo” (UH-12), helicóptero orgânico à Fragata “Niterói”, além de dois caças “Skyhawk” da Marinha do Brasil, operando a partir de terra, baseados em Natal.
Entre os exercícios que serão realizados na Operação BRAPER 2013 destacam-se: operações aéreas, incluindo pouso a bordo de navio estrangeiro, manobras táticas, reabastecimento de óleo no mar, guerra antiaérea, guerra de superfície, exercícios de tiro diurno e noturno, entre outros.

O Comandante do 1º Esquadrão de Escolta, Capitão-de-Mar-e-Guerra Marco Lucio Malschitzky, exercerá a função de Comandante da Força-Tarefa 51 (CFT), embarcado na Fragata “Niterói”, cujo Comandante é o Capitão-de-Fragata Daniel Américo Rosa Menezes. O Navio-Tanque “Marajó”, que proverá o apoio logístico móvel, o Submarino “Tikuna” e o B.A.P. “Villavisencio”, da MGP, são respectivamente comandados pelos Capitão-de-Fragata José Eduardo Vieira Carneiro, Capitão-de-Fragata Alexandre Madureira de Souza e Capitão-de-Mar-e-Guerra Juan Carlos Romaní Seminario, que também será o Comandante do Grupo-Tarefa Peruano.

A Fragata peruana “Villavisencio” zarpou de Callao, no Peru, em 22 de abril, realizando escalas em Guaiaquil no Equador, passando pelo Canal do Panamá, La Guaira na Venezuela e Fortaleza no Brasil, antes de chegar a Natal em 22 de maio. Em seu regresso, passará por Belém, Cartagena na Colômbia, regressando ao seu país em 28 de junho. Aquele navio, além de realizar a BRAPER 2013 estará realizando a Viagem de Instrução ao Estrangeiro (VIEX 2013), contando com cerca de 80 cadetes do 5º e último ano da “Escuela Naval del Perú”, sendo um panamenho, além de 2 cadetes do Exército e 3 da Força Aérea daquele país.

Ao término da Operação, a Fragata “Niterói” permanecerá na área de jurisdição do Comando do 3º Distrito Naval com a finalidade de apoiar, na área de Recife, durante a Copa das Confederações. O Navio-Tanque “Marajó” iniciará seu retorno ao Rio de Janeiro, perfazendo cerca de 1 mês de afastamento do porto sede localizado na cidade do Rio de Janeiro.

DIVULGAÇÃO: Com3ºDN, via Comunicação Social.

NOTA DO EDITOR: Os jatos AF-1 já se encontram em Natal-RN, mas devido à nebulosidade e aos intensos protestos que estão ocorrendo na cidade, a mobilidade para o entorno da BANT está reduzida, por isso não conseguimos fazer imagens dos aviões.

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vinheta-clipping-navalO Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro (ARMJ) lançou, em 10 de maio, a 4ª Embarcação de Desembarque de Viaturas e Materiais (EDVM) “Comandatuba – Casco 132”. A preparação para o evento incluiu a inspeção de verificação de estanqueidade e a movimentação e instalação de uma rampa de acesso ao Cais Sul, onde será realizada a conclusão da obra e os testes dos sistemas da embarcação.

As EDVM utilizadas pelas Forças Anfíbias, são transportadas em Navios de Desembarque-Doca e empregadas no transporte de tropas e equipamentos entre navio e terra, em operações com mergulhadores de combate, no recolhimento de náufragos, no reparo de outras embarcações e no apoio a navios em operações de salvamento.

O Casco 132 possui 21,81m de comprimento, 6,39m de boca moldada, calado carregado de 1,4m e capacidade para transportar 72 toneladas de carga.  Pode ser também aplicado no transporte de até 80 homens e 32 toneladas de carga.

O projeto básico destas embarcações, elaborado pelo Centro de Projetos de Navios, foi desenvolvido integralmente no Sistema FORAN utilizado para a preparação de projetos de construção naval, proporcionando solução integrada para o desenho completo da embarcação, incluindo a definição do casco, cálculos de arquitetura naval, outfiting, estrutura e eletricidade. Todo o projeto de detalhamento e a construção foram realizados pelo AMRJ, marcando a consolidação do processo de retomada da construção naval militar no Arsenal de Marinha.

FONTE: Nomar

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vinheta-clipping-navalA expansão das atividades navais da Marinha do Brasil em direção à África ocorre em um momento em que Estados Unidos, Grã-Bretanha e outras potências também demonstram interesse pelo Atlântico Sul. Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, o Brasil defende a segurança da região, porém não a sua militarização.

“O Brasil não é um país que tenha inimigos, mas ele não pode descuidar de seus interesses e ninguém pode descuidar da sua própria defesa”, disse Amorim à BBC Brasil.

“O Atlântico Sul é uma área natural do nosso interesse, independentemente de outros países estarem fazendo isso ou aquilo”.

Segundo o pesquisador da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Hector Saint-Pierre, o ato mais significativo dos Estados Unidos em relação à região foi a reativação, em 2008, de sua Quarta Frota.

Entre os principais objetivos da medida estava manter a presença americana nos mares da região da América do Sul. Mas isso não ocorre por meio de concentração de tropas, e sim pela participação, por exemplo, em exercícios militares com forças locais. Ou ainda pela realização de uma série de ações humanitárias – como o envio de navios-hospitais.

Porém, apenas uma estrutura administrativa foi criada. Nenhum grupo de navios de combate foi deslocado permanentemente para a Quarta Frota. Geralmente quando é preciso fazer uma operação naval, outras embarcações americanas são deslocadas para a região.

Malvinas

Já a Grã-Bretanha mantém uma presença permanente no Atlântico Sul, com o objetivo principal de proteger seus territórios ultramarinos, segundo Saint-Pierre.

Os principais focos de atenção são as ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos), Georgia do Sul e Sandwich, no sul do Atlântico, próximo à Argentina – guardadas permanentemente por ao menos um navio de guerra britânico (atualmente o HMS Clyde, um navio de patrulha).

A Grã-Bretanha mantém também portos nas ilhas Santa Helena, Ascension e Tristan da Cunha – posicionadas aproximadamente na metade do trajeto entre a América do Sul e a África.

Além da presença militar permanente em seus arquipélagos, a Grã-Bretanha envia regularmente navios de guerra ao litoral do oeste da África – com missões semelhantes às dos navios brasileiros de patrulha: treinar as Marinhas locais e ajudá-las a combater a pirataria crescente, além de cumprir objetivos de aproximação diplomática.

No ano de 2012 foi notório o envio ao oeste da África de uma das joias da Marinha Real, o HMS Dauntless – um destróier de 150 metros de comprimento, totalmente movido a eletricidade (45% mais eficiente que seus antecessores) e com os mais modernos sistemas de armas da atualidade. Ele aportou em diversos países africanos, recebeu tripulações locais e participou de exercícios militares.

Neste ano, desde março, a fragata HMS Argyll desempenha as missões de treinamento e combate à pirataria. Ela já fez escalas na Nigéria e na Namíbia.

A França, cujos navios de guerra participam ativamente de operações da União Europeia de combate à pirataria e escolta de navios civis no golfo de Áden (a leste da África), também mantém operações navais no oeste africano.

No ano passado, alguns de seus navios de guerra participaram de exercícios de larga escala com a Marinha britânica e outras dez nações próximo à costa do Senegal, para treinar forças africanas no combate ao tráfico de pessoas, pirataria, tráfico de drogas e pesca ilegal.

Segundo Saint-Pierre, embora não possua embarcações militares em caráter permanente no Atlântico sul, a China possui grande interesse na região – dentro de sua política de proteção a navios civis em rotas comerciais. ‘Cerca de 80% do comércio (marítimo) chinês passa pelo Atlântico Sul’, disse o pesquisador à BBC Brasil.

Diplomacia

“Todo e qualquer país que tenha tráfego marinho robusto, caso do Brasil, China, tem obrigação de proteger seu tráfego marítimo, é natural”, disse o contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha, subchefe de Estratégia do Estado Maior da Armada do Brasil.

O governo brasileiro prega a defesa do Atlântico Sul e o combate a crimes como a pirataria e o tráfico de drogas, mas se opõe ao desdobramento de forças de ataque no oceano.

Além de manter a cooperação militar com os países do oeste africano, o país atua no campo diplomático no âmbito da Zopacas (Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul) – um canal de negociação que envolve 24 países há mais de 20 anos. O bloco discute a não proliferação de armas nucleares na região e a redução dos contingentes militares de seus membros atuando em outras regiões do mundo.

“O Atlântico Sul é uma área de cooperação, área onde se fomenta a parceria. Agora estamos nos planejando estrategicamente, num futuro próximo, para estarmos mais ainda preparados para qualquer postura diferente dessa”, disse o contra-almirante Rocha.

FONTE: G1 via Resenha do Exército

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Editorial

 

vinheta-clipping-navalHá incontáveis exemplos do estrago causado nas finanças públicas – seja em desvios de dinheiro ou gastos feitos de forma incompetente – pelo método fisiológico de montagem de equipes de governo.

Vários casos surgiram na fase de “faxina” do início do governo Dilma, quando ministros foram defenestrados por má conduta ética. O exemplo mais recente vem do Ministério da Pesca, doado a Marcelo Crivella e partido, PRB. E administrado, revelou O GLOBO, como se fosse uma extensão dos interesses exclusivos do ministro, sem faltar evidências de mau uso – para usar um termo elegante – do orçamento da Pasta.

A quase rocambolesca votação da MP dos Portos dá uma outra dimensão à metástase que o fisiologismo deflagra na condução dos negócios públicos. O sinal mais gritante de muita coisa fora do lugar é a demonstração de quase absoluta falta de liderança do governo sobre a sua base parlamentar.

Se na ponta do lápis o Planalto tem no Congresso maioria para governar sem susto, a depender do tema em pauta este apoio vira fumaça. Isso é resultado de uma costura, por meio do toma lá dá cá fisiológico, de uma eclética frente partidário-ideológica, onde convivem da esquerda a talibãs.

Como nenhum projeto de governo os une, apenas o compartilhamento do poder e respectivas benesses, em momentos-chave em que o apoio ao Planalto precisa se transformar em votos no Congresso, pesam mais os interesses de grupos, de lobbies. (No início do governo Lula, arquitetaram o mensalão, para tentar resolver o problema. Não deu certo, terminou em condenações à prisão.)

Os termos do tiroteio verbal entre Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Anthony Garotinho (PP-RJ) são exemplares dos obscuros interesses que se movem no subsolo da tramitação da MP. Idem para os xingamentos trocados por Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Garotinho. Até o líder do PMDB, segundo partido da “base”, Eduardo Cunha, tem bancada própria e se movimenta contra o Planalto de forma mais efetiva que a oposição.

O governo não tem maioria real. Trata-se, em boa medida, de um bando que se move em função de vantagens, hoje voltado apenas ao projeto da reeleição da presidente Dilma, quando espera continuar alojado nas tetas do Tesouro que lhe couberam. Nada surpreende, porém, o Palácio, pois a própria presidente já admitiu que se faz “o diabo” em período eleitoral.

Mas o preço pago pelo país é elevado. Grupos sindicais e de empresários se mobilizam preocupados apenas em defender seus interesses e buscam no Congresso políticos para ajudá-los. Enquanto isso, falta autoridade ao governo para convencer a base de que é crucial ampliar a estrutura portuária em novas bases. Porém, não há espaço no fisiologismo para este tipo de preocupação.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-navalNo dia 13 de maio de 2013, foram encerradas as 2ª e 3ª fases da Operação “TROPICALEX-2013”. A 2ª fase da Operação abrangeu a área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro/RJ e Natal/RN. Durante essa fase, foram realizados exercícios que visaram a elevar o nível de adestramento dos meios da nossa Marinha e contribuir para a manutenção da segurança da nossa Amazônia Azul, destacando-se: problema de batalha, exercício de guerra submarina, trânsito com oposição de submarino, tiro sobre alvo rebocado, transferência de carga leve (diurna e noturna), transferência de óleo no mar sob múltiplas ameaças e proteção de navio-plataforma nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).

A 3ª fase da Operação teve início com a atracação dos navios do Grupo-Tarefa (GT) nos portos de Natal/RN e Cabedelo/PB, onde foram realizados exercícios de sabotagem (SABOTEX) e adestramento de combate e prevenção à poluição hídrica. Além disso, os navios foram abertos para visitação pública nos dias 11 e 12 de maio, totalizando 5.490 visitas aos meios navais. Os navios suspenderam no dia 13 de maio, iniciando a 4ª fase da Operação, com novos exercícios no mar.

Sob o comando da 1ª Divisão da Esquadra, a Operação teve início no dia 2 de maio e conta com a participação dos seguintes meios Navais e Aeronavais: Fragata “Liberal” – Capitânia da Operação, Fragata “Bosísio”, Navio-Tanque “Marajó”, Corveta “Barroso”, Aeronave AH-11A “Super Lynx” e Aeronave UH-13 “Esquilo”.

FONTE: Nomar

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O dia D para os portos

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vinheta-clipping-navalBRASÍLIA E SÃO PAULO A presidente Dilma Rousseff convocou ministros, empresários e políticos para se dedicarem totalmente, hoje e amanhã, à votação da Medida Provisória 595, que cria regras para as futuras concessões e autorizações de instalações portuárias. Nos bastidores, o exército de Dilma foi instruído a usar, como argumento para a aprovação da MP, o risco de o país perder R$ 35 bilhões em investimentos na modernização do sistema portuário, caso a matéria não passe no Congresso. Mesmo com todo empenho do governo, líderes aliados estavam céticos em relação à possibilidade de a MP ser votada na Câmara e no Senado antes de perder a validade, quinta-feira.

O total de investimentos previstos com a aprovação da MP é de R$ 54,2 bilhões. Segundo interlocutores de Dilma, se o governo for obrigado a usar o chamando plano B, ou seja, reformar o sistema por decreto e outros normativos, a avaliação é que a burocracia e a demora no processo de licitações desestimularão as empresas e o valor a ser investido cairá para R$ 19,2 bilhões. A ordem de Dilma, dizem fontes, é evitar comentar a possibilidade de um plano B nas negociações, para que o texto ao menos comece a ser discutido na noite de hoje.

- Vamos entrar com tudo. A briga é para ganhar – disse interlocutor do Palácio, acrescentando que a equipe do governo disparou vários telefonemas pedindo apoio para, entre outros, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e a presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e senadora Kátia Abreu (PSD-TO).

FIESP ESPALHARÁ FAIXAS EM PROL DA MP

Aliada do Palácio do Planalto nesse processo, Kátia admite dificuldades para a aprovação da MP, cujo fim é a abertura dos portos ao capital privado. Para ela, o Brasil pode perder a oportunidade de uma modernização mais abrangente e profunda em seu sistema portuário – passo fundamental para o país melhorar o comércio internacional e se tornar uma potência econômica. Embora avalie que, com as mudanças feitas na Câmara, o melhor seria o governo resolver o problema por meio de decreto, ela considera fundamental a participação do setor privado nesse processo:

- É obrigação do governo continuar investindo em infraestrutura. Mas precisamos do (investimento) privado para complementar.

Após disparar e-mails aos deputados no fim de semana, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) veiculou propaganda ontem na TV, no horário nobre, e espalhará hoje no aeroporto de Brasília e perto do Congresso faixas -”O Brasil quer a MP dos Portos” – dirigidas aos parlamentares, pedindo a aprovação da MP dos Portos.

- Está claro o esforço do governo em melhorar a competitividade dos nossos portos. Não podemos retroceder. A modernização dos nossos terminais portuários passa pelas novas regras da MP 595 – disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

EXPORTADORES: PORTOS SÃO A ÚNICA ALTERNATIVA

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, não pode haver um plano B, pois sem reforma portuária, o país enfrentará insegurança logística e jurídica. Segundo a AEB, 70% das exportações são de commodities e essa produção é enviada por via marítima. Incluindo os manufaturados, 95% das exportações são via portos.

- Ou seja, os portos não são uma alternativa, são a única opção – disse Castro.

Para deputados da base governista, a falta de articulação e diálogo do governo foi grande e o texto vai à apreciação com 28 destaques que tentam alterá-lo. Sem acordo, a votação pode se arrastar. Somam-se a isso o clima ruim provocado por denúncias do líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), sobre “negócios” com a MP e a insatisfação da base.

O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ) avisou que sua bancada estará em Brasília amanhã e que não votará 100% como Dilma está pedindo. Líder do PP, Arthur Lira (AL), também antevê dificuldades, por causa das emendas, falta de diálogo, acusações de Garotinho e ameaça de um decreto. O líder do PSD, Eduardo Sciarra (PR) diz que a bancada é a favor da MP, mas defenderá mudanças. Já líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), disse que ao menos 80 dos 89 deputados estarão presentes para votar hoje. E o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO) não vê chances de aprovar a MP antes que ela perca a vigência nesta quinta-feira.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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Corais de profundidade (770 m) e anêmona com caranguejo (920 m) na Elevação do Rio Grande

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Herton Escobar / O Estado de S. Paulo

Rio de Janeiro*

vinheta-clipping-navalPesquisadores brasileiros e japoneses apresentaram ontem os primeiros resultados da expedição que realizou os mergulhos mais profundos já executados no Atlântico Sul. A bordo do minissubmarinoShinkai 6500, da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia da Terra e do Mar (Jamstec), eles desceram a mais de 4 mil metros em dois pontos distantes da costa brasileira, trazendo imagens inéditas da biologia e da geologia que compõem os ecossistemas de alta profundidade nessa região do planeta, nunca antes explorada cientificamente.

“A expedição foi um sucesso”, comemorou o biólogo brasileiro Paulo Sumida, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), um dos quatro brasileiros que tiveram o privilégio de mergulhar com o Shinkai nesta primeira etapa da viagem. O navio Yokosuka, no qual eles viajavam, chegou no domingo ao Rio, após duas semanas de pesquisa em alto-mar. (leia a primeira reportagem para saber mais detalhes do projeto)

Pelas janelas e câmeras do Shinkai, os pesquisadores avistaram uma série de organismos que vivem nas profundezas escuras do oceano brasileiro, incluindo peixes, polvos, camarões, caranguejos, anêmonas pepinos do mar e corais.

Foram realizados sete mergulhos: cinco na Dorsal de São Paulo, um grande paredão submerso no borda da plataforma continental do Sudeste, e dois na Elevação do Rio Grande, uma enorme chapada totalmente submersa a 1,5 mil quilômetros da costa do Rio, com montanhas que se elevam cerca de 4 mil metros acima do assoalho marinho, já em águas internacionais.

O plano original era fazer a maioria dos mergulhos nessa Elevação, mas o mal tempo na região obrigou o navio a seguir primeiro para a Dorsal de São Paulo e realizar a maior parte dos mergulhos por lá. Foi onde Sumida realizou o primeiro mergulho, por exemplo, a 4.200 metros de profundidade (leia um relato do pesquisador enviado ao blog na ocasião).

Tudo foi filmado e várias amostras de organismos, rochas e sedimentos foram trazidos de volta à superfície para estudo.

Para a geologia, um dado importante foi confirmar que a base geológica da Elevação do Rio Grande, assim como do Rio de Janeiro, é de rocha granítica – um tipo de rocha que só se forma na superfície – o que é um forte indicativo de que a Elevação esteve conectada ao continente num passado distante, apesar de hoje estar separada dele por mais de 1 mil km de oceano. Diferentemente de elevações como a do Arquipélago de Fernando de Noronha, por exemplo, que tem origem vulcânica.

Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) até brincaram, dizendo ter descoberto a “Atlântida brasileira”. A expectativa do CPRM é que a Elevação possa ser uma lasca de continente que se “perdeu” quando a América e a África se separaram, há cerca de 200 milhões de anos, criando o espaço que hoje é ocupado pelo Oceano Atlântico.

Amostras de rochas da Elevação coletadas pelo CPRM por meio de dragagens no ano passado já mostravam a presença do granito, mas faltava uma verificação direta para confirmar a descoberta. Segundo Roberto Ventura Santos, diretor de geologia e recursos minerais do CPRM, o próximo passo é fazer perfurações para obter mais amostras e fazer mais análises. “Se encontramos um continente no meio do oceano, será uma descoberta muito grande, que pode ter várias implicações em relação à extensão da plataforma continental”, disse.

A Elevação do Rio Grande está em águas internacionais (fora da jurisdição do Brasil, por enquanto), mas o País pleiteia junto à ONU o direito de explorar as riquezas minerais do local. Se for possível demonstrar que ela tem uma conexão histórica com a costa brasileira, isso poderia ter implicações geopolíticas significativas para o País.

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As imagens captadas com o Shinkai no topo da Elevação também mostraram grandes depósitos de areia de quartzo a quase mil metros de profundidade (foto acima), o que surpreendeu os pesquisadores.

“É como se você estivesse olhando para uma praia aqui no Rio”, disse ao Estado o presidente da Jamstec, Asahiko Taira, que veio ao Brasil para ver a apresentação dos resultados e reforçar a parceria com o País. “Temos que explicar como isso é possível.” Uma possibilidade, segundo ele, é que essas “praias” tenham sido formadas pela erosão do granito pelas correntes marítimas, assim como ocorre com o vento na superfície. “Nunca vi uma formação como essa”, completa Taira, ressaltando que ainda é preciso olhar as amostras geológicas em maior detalhe para afirmar qualquer coisa.

Limites da Vida

O objetivo principal da expedição, parte de um projeto global da Jamstec chamado Busca pelos Limites da Vida (Quelle 2013), era procurar por ambientes chamados quimiossintéticos, baseados em microrganismos que sobrevivem totalmente isolados da luz solar, alimentando-se diretamente de substâncias químicas que “exalam” do subsolo oceânico ou crescendo sobre carcaças de baleias que afundam depois de morrer.

Alguns ambientes desse tipo foram encontrados, segundo o Estado apurou, mas os detalhes são mantidos em sigilo por enquanto, para não prejudicar a publicação científica dos dados mais adiante.

Seja como for, as imagens preliminares apresentadas ontem no Rio de Janeiro já representam um marco para a oceanografia brasileira e internacional, considerando que nunca foram realizados mergulhos antes a essa profundidade nesta região. “O Atlântico Sul é uma grande fronteira inexplorada das ciências marinhas”, disse o cientista chefe da expedição, Hiroshi Kitazato. “Tudo que a gente viu é novidade.”

“Encontramos uma grande diversidade de organismos”, comemorou Kitazato. Apesar de não ser uma diversidade tão grande quanto a do mar profundo do Japão (que é um dos maiores hotspots de biodiversidade marinha do mundo), ele disse que foi interessante ver como a composição da fauna variava de acordo com as diferentes camadas de água, à medida que o Shinkai descia. “O povo brasileiro tem muita sorte de ter esses ambientes no seu país”, disse.

O Yokosuka fica no Rio até sexta-feira. A segunda pernada da expedição será sobre a Bacia de Santos, entre Rio e São Paulo.

*Em colaboração com Giovana Girardi, de São Paulo.

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FOTOS: Peixe e camarão de profundidade (mais de 4 mil metros) na Dorsal de São Paulo.

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FONTE: O Estado de S. Paulo

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Brasileiros que trabalham em locais isolados e de acesso difícil foram tema do documentário “Nos confins do Brasil e do mundo”, lançado ontem à noite no centro cultural Oi Futuro, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O vídeo traz depoimentos de homens e mulheres – militares e civis – que se dedicam em missões na Base Comandante Ferraz, na Antártica, e na Ilha da Trindade, a 1,2 mil quilômetros da costa do estado do Espírito Santo.

Na plateia, o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, dividiram espaço com intelectuais, jornalistas e fotógrafos. No palco, antes de exibir a fita, a diretora e produtora Glaucia Camargos explicou que o filme deixaria o público muito melhor do que quando chegou ao espaço cultural.

O diretor, Marco Schiavon, assegurou que há uma parceria em curso com a Marinha para divulgar à sociedade as atividades da Força Naval. “Iniciamos o trabalho em 2004. Esse documentário é resultado daquilo que estamos produzindo”, contou Schiavon.

O filme

“Nos confins do Brasil e do mundo” intercala informações do projeto antártico e da ocupação da ilha. No vídeo, destacam-se as estórias de militares e pesquisadores que deixaram suas famílias no Brasil e assumiram o desafio do embarque para regiões inóspitas. Os depoimentos, que revelam estórias de amor à causa de projetos apoiados pelo governo brasileiro, arrancaram lágrimas dos depoentes e da plateia.

Entre as situações apresentadas, o documentário mostra as manobras feitas pela Marinha no sentido de embarcar e desembarcar tropas e suprimentos nas duas regiões. O filme resgata também as imagens do incêndio da base antártica e os escombros que sobraram após serem debeladas as chamas.

A sequência de imagens mostra a retirada dos destroços e o embarque dos contêineres para o Brasil. Ao final, nos créditos, os produtores dedicam o documentário aos dois militares mortos quando tentavam controlar o fogo.

Após a exibição do filme, o ministro Amorim conversou com o diretor Schiavon, a produtora Gláucia e o almirante Moura Neto. Para o ministro, o documentário ilustra o trabalho realizado pela Marinha e a dedicação da tropa e dos pesquisadores. “Todos estão de parabéns. Quero me congratular com os produtores por essa iniciativa”, disse.

FONTE: Ministério da Defesa

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DESTAQUE

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Órgão de direção geral da Marinha e segundo mais importante da Força Naval, o Estado-Maior da Armada (EMA) está sob novo comando. Trata-se do almirante Eduardo Monteiro Lopes, que substitui o almirante Fernando Eduardo Studart Wiemer. A troca de função foi presidida pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, na manhã de hoje, no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília (DF).

Na ocasião, o chefe substituído, almirante Wiemer, discursou despedindo-se do serviço ativo da Marinha, o qual permaneceu por 46 anos. Relembrou os tempos de aspirante da turma Barão de Tefé e definiu sua jornada em duas palavras: carreira e aventura. “A carreira repleta de responsabilidades. A aventura, o prazer de vivê-la”, explicou.

Destacou, também, que pôde “participar da evolução de uma Marinha romântica para uma Marinha profissional que goza de prestígio junto à nossa sociedade”. O almirante lembrou, ainda, cargos já exercidos, como o de comandante da Escola Naval e o de comandante de Operações Navais, além de diretor-geral de Navegação.

E encerrou: “É tempo de desembarcar (…) Passo o timão às firmes e competentes mãos do almirante Monteiro Lopes”. Wiemer agora vai atuar como conselheiro militar da missão permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

Em ordem de serviço lida na solenidade, o comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, enfatizou as principais realizações do almirante substituído, que encerra o período de cerca de um ano à frente do EMA.

“Conduziu com notável competência as desafiantes tarefas do EMA, trazendo uma marcante contribuição para o processo de desenvolvimento e aprimoramento contínuo da nossa instituição”, afirmou o comandante da Marinha. Moura Neto completou dizendo que um dos feitos da administração de Wiemer foi “o estudo sobre a importância político-estratégica do Atlântico Sul, apontando as possibilidades de operação com os países da África Ocidental”, diretriz reiterada pelo ministro da Defesa em sua gestão.

Novo chefe

INTERNA IVComo palavras iniciais na função que agora ocupa, o almirante Eduardo Monteiro Lopes disse que estava assumindo o cargo mais importante de sua carreira e afirmou estar ciente das responsabilidades a ele atribuídas.

Entre as “profundas operações” em realização na Força Naval, citou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e o Programa Nuclear da Marinha. Sobre este último, disse que pode ser chamado de “Programa Nuclear do Brasil”.

Com relação aos investimentos em andamento na Força, alertou para o enfrentamento das novidades. “Devemos ser capazes de absorver as novas tecnologias (…) Procurar novas e modernas formas de gestão. Temos que enfrentar o novo e não podemos temer as mudanças.” O almirante Monteiro Lopes ocupava o cargo de secretário-geral da Marinha.

A cerimônia foi encerrada com desfile militar. Estiveram presentes os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Força Aérea, brigadeiro Juniti Saito, além do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, e o chefe do gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Siqueira.

Sobre o EMA

interna IO Estado-Maior da Armada tem como missões planejar a mobilização marítima e a logística naval; assessorar o comandante da Marinha; coordenar e controlar a participação da Força Naval em grupos de trabalhos no âmbito do Ministério da Defesa, entre outros.

FONTE: Ministério da Defesa

Navio-Patrulha Macaé

A Marinha do Brasil vem conversando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre um possível apoio da instituição à construção de navios-patrulha. “Estamos discutindo um projeto-piloto com o BNDES sobre a construção de navios-patrulha de 500 toneladas. É algo que precisamos para ter mais navios nas proximidades das bacias petrolíferas”, disse ao Valor o comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto.

Esse pode ser o primeiro passo para o BNDES participar de um eventual financiamento ao Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper), que prevê a construção no Brasil de cinco fragatas de 6 mil toneladas cada uma, de cinco navios-patrulha oceânicos de 1.800 toneladas e de um navio de apoio logístico de 24 mil toneladas. Esse pacote deve exigir investimentos de cerca de € 5 bilhões.

Ainda não está claro como o Prosuper será financiado. Em recente entrevista, Moura Neto disse que há várias possibilidades. O Prosuper poderia contar com recursos orçamentários, seguir o caminho do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que conta com financiamento externo, ou ter o apoio financeiro do BNDES. Caberá à presidente Dilma Rousseff definir a melhor alternativa.

Moura Neto disse que não há prazo definido para contratar a construção dos navios. “Depende da decisão do governo brasileiro. É um projeto que começou na época do ex-presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]. Acredito que 2013 pode ser o ano em que a presidente Dilma Rousseff pode tomar a decisão, pelo menos essa é a esperança da Marinha.” Disputam a encomenda empresas da Alemanha, Holanda, Espanha, Itália, França, Reino Unido e Coreia do Sul. (FG)

FONTE: www.valor.com.br

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foto apa 1

vinheta-clipping-navalO navio-patrulha oceânico “APA”, adquirido pela Marinha do Brasil, atracará no porto de Rio Grande no próximo dia 7. O rio-grandino será o primeiro porto brasileiro a receber a embarcação, que está chegando ao Brasil. O “APA” partiu da Base Naval de Portsmouth, no Reino Unido, em 11 de março, e fez escala em diversos países, entre os quais Portugal, Espanha, Mauritânia, Senegal, Gana, Angola e Namíbia. Durante a travessia pelo Atlântico, pode interagir com as Marinhas dos países africanos visitados, realizando exercícios conjuntos, como treinamento antipirataria. Ele ficará em Rio Grande até o dia 13 deste mês. Depois, seguirá para Itajaí (SC). Em 24 de maio, chegará em seu porto sede, no Rio de Janeiro (RJ). No porto rio-grandino, no dia 12 deste mês, estará aberto à visitação pública, das 14h às 18h. A entrada é gratuita.

O “APA” é o segundo do lote de três navios adquiridos pela Marinha brasileira, como parte do Programa de Obtenção de Meios, sendo incorporado à Força no dia 30 de novembro do ano passado, quando recebeu o nome de “APA”. Seu nome é uma referência ao importante rio da região do Pantanal, que delimita a fronteira entre o Brasil e o Paraguai, cuja bacia hidrográfica tem cerca de 12 mil quilômetros quadrados em território brasileiro. De acordo com o Comando do 5º Distrito Naval, o principal destaque dos navios-patrulhas oceânicos é sua autonomia de navegação. Eles podem ficar até 35 dias sem reabastecimento.

A embarcação, adquirida da empresa inglesa BAE Systems, poderá ser utilizada em diversas tarefas, como operações de Patrulha Naval, assistência humanitária, busca e salvamento, fiscalização, repressão às atividades ilícitas e prevenção contra a poluição hídrica, mas principalmente no patrulhamento da chamada “Amazônia Azul”, ou seja, nas águas oceânicas contíguas ao território nacional. O navio-patrulha “APA” irá operar na Amazônia Azul, primordialmente, na região das bacias petrolíferas dos estados de Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. Trata-se de um navio de 90,5 metros de comprimento, velocidade máxima de 25 nós (46 km/h), capacidade para ter embarcados 51 militares e para transporte de seis contêineres de 15 toneladas. Em termos de armamento, conta com um canhão de 30mm e duas metralhadoras de 25mm.

FONTE: Jornal Agora

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vinheta-clipping-navalO Governo Federal deverá bancar a contratação de servidores e autorizar a compra de carros, computadores e equipamentos necessários à implantação do porto 24 horas, disse o ministro dos Portos, Leônidas Cristino.

O programa, lançado há duas semanas, prevê expediente administrativo diuturno de órgãos federais como Receita Federal, Vigiagro, Anvisa e Polícia Federal em alguns portos do país.

A Folha visitou na semana passada o porto de Santos, o maior do país, e constatou, no entanto, que os serviços não estavam funcionando durante a madrugada.

O Ministro dos portos reconheceu os problemas, mas afirmou que “não vai abrir mão, sob hipótese nenhuma, do porto 24 horas”. “Se for necessário comprar equipamentos, computadores, carros, deslocar funcionários de uma região para outra, o governo resolverá.”

Além de Santos, estão no programa os portos do Rio e Vitória, e o governo quer incluir Rio Grande, Itajaí, Paranaguá, Suape e Fortaleza.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-navalO Píer da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha (DHN), em Niterói (RJ), recebeu, no dia 25 de abril, o último navio participante da 31ª Operação “Antártica” (OPERANTAR). O Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” atuou no apoio logístico ao desmonte da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e à instalação dos Módulos Antárticos Emergenciais (MAE), durante os cinco meses que permaneceu no continente gelado.

“Essa foi uma operação diferente de todas as outras. Foi a que se sucedeu ao infortúnio do incêndio na EACF e, por isso, a mais complexa em termos logísticos. O esforço da Marinha foi muito grande para manter todas as pesquisas que estavam sendo feitas na Antártica”, expôs o Vice-Almirante Marcos Nunes de Miranda, diretor da DHN.

O “Gigante Vermelho”, como o recém-chegado navio é carinhosamente conhecido pela tripulação, também apoiou projetos científicos de 14 pesquisadores, em sua maioria realizados próximo ao local do desmonte, na Enseada Martel, e, ainda, na Ilha Deception. Dentre eles, estavam projetos de geofísica, com sondagem do fundo do oceano, acampamentos de análises de aves e algas, bem como um projeto dentro da própria área da Estação, onde foram realizadas manutenção de equipamentos que funcionarão neste inverno.

Além do “Ary Rongel”, a Marinha do Brasil enviou outros dois de seus navios: o Navio de Socorro Submarino “Felinto Perry”, também empregado, prioritariamente, no apoio aos trabalhos na área da EACF e o Navio Polar “Almirante Maximiano”, que abriga modernos equipamentos para o desenvolvimento de projetos científicos no ambiente antártico. Também participaram dessa edição o Navio de Apoio Logístico Ara San Blas, da Marinha Argentina; e o Navio Mercante Germânia, afretado para apoiar o desmonte e a instalação dos MAEs.

“Era metade do verão na antártica, no dia 12 de janeiro, aniversário de 31 anos do Programa Antártico Brasileiro, já tínhamos desmontado completamente a Estação. Foram apenas dois meses e meio de trabalho, o que possibilitou e facilitou a chegada e instalação dos MAEs. Logo estávamos com tudo pronto para instalar nossos 15 militares durante o inverno. A missão foi totalmente cumprida, é uma satisfação enorme”, explicou o Comandante do “Ary Rongel”, Capitão-de-Mar-e-Guerra Marcelo Luis Seabra Pinto.

Foram 120 dias de mar e mais de 17.300 milhas navegadas pelo “Gigante Vermelho” nessa operação. Com dois porões com capacidade de 1.254 m³ para o transporte de carga e dois laboratórios para apoio à pesquisa, o navio cumpriu sua missão.

“Trouxemos, por exemplo, materiais que não tinham mais uso e estavam em Punta Arenas, como os utilizados para o reabastecimento de óleo da Estação. Também transportamos a lancha para manutenção, para que seja reutilizada na nova Estação”, descreveu o Comandante Seabra.

“A Marinha reagiu de uma forma esplêndida ao sinistro e hoje, após apenas alguns meses, já possui praticamente outra estação montada com os módulos emergenciais. Foi um trabalho da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, Arsenal de Marinha, tripulação dos navios e pesquisadores. O esforço conjunto de todos culminou com a missão cumprida. A previsão desse ano é ser um ano de muito trabalho para a construção da nova estação. Após o reparo, o trabalho inicia de novo”, vibrou o Vice-Almirante Miranda.

FONTE: Nomar (Ttítulo original: ‘Chegada do Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” ao Rio de Janeiro marca o fim da 31ª “OPERANTAR”’)

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vinheta-clipping-navalDecisão da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte determinou a imediata suspensão do processo seletivo à categoria de praticante de prático da Marinha, cujo edital foi lançado em novembro de 2012.

A ação acata pedido do Ministério Público Federal que questiona a necessidade de comprovação da habilitação de aquaviário da seção de convés ou de máquinas e de nível igual ou superior a quatro, prático ou praticamente de prático, bem como de mestre-amardor, em datas distintas.

De acordo com o edital, aquaviário da seção de convés ou de máquinas e de nível igual ou superior a 4, pratica ou praticante de prático deveriam comprovar a habilitação até o dia 28 de agosto de 2013, enquanto o grupo de armadores no mínimo na categoria de mestre-armador, precisam comprovar a habilitação até o encerramento das inscrições, em 26 de novembro de 2012.

Segundo a decisão, o edital criou uma distinção indevida entre os candidatos e que se para o ingresso no estágio de praticante de prático qualquer uma das categorias já mencionadas atende à exigência, não caberia haver datas distintas para a comprovação da qualificação em uma ou outra categoria.

Dessa forma, o cronograma previsto no calendário de eventos está suspenso. De acordo com comunicado da Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha, os candidatos que estavam agendados para o período em que permanecer a suspensão, a partir de 25 de abril, serão oportunamente reagendados para outras datas.

O comunicado ainda informa que o DPC está elaborando as informações necessárias para subsidiar a Advocacia-Geral da União para recurso na defesa do ato administrativo. Segundo a nota, os candidatos devem acompanhar o andamento da seleção no site da Marinha.

Recursos
Leitores enviaram e-mails ao G1 questionando o conteúdo da prova. Os candidatos, que pediram para não serem identificados, informaram que foram enviados cerca de 1.300 recursos questionando a prova e que nenhum foi atendido. A Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha informou que não pretendia alterar os gabaritos da prova escrita do processo seletivo para praticante de prático, realizada em janeiro deste ano.

O processo seletivo é para habilitar praticantes de prático. Depois de passar na seleção, os praticantes fazem um treinamento denominado Programa de Qualificação do Praticante de Prático, com duração mínima de 12 meses e máxima de 15 meses. Segue-se então o exame de habilitação conduzido pela Capitania dos Portos. Com a aprovação nesse exame, o praticante é certificado como prático, que exerce atividade privada, individualmente, em sociedade ou contratado por empresa de praticagem. A remuneração é variável e pode chegar a R$ 130 mil mensais, caso o porto seja bastante movimentado. O prático assessora os comandantes de navios nacionais e estrangeiros, sendo responsável pelas manobras realizadas em portos brasileiros.

A Marinha esclarece que o processo seletivo à Categoria de Praticante de Prático (PSCPP) não é concurso público, pois não se destina ao provimento de cargo ou emprego público. Os práticos exercem atividade privada, sendo remunerados pelos tomadores de seus serviços. O praticante de prático é uma categoria dos aquaviários, conforme previsto no Decreto nº 2.596, de 18/05/1998, o qual regulamenta a Lei nº 9537/1997 (Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário – Lesta).

No concurso, cujo edital foi lançado em novembro do ano passado, inscreveram-se 2.141 candidatos, e à prova escrita realizada em 5 de janeiro compareceram 1.834 candidatos, segundo a Marinha. Com a divulgação do resultado da prova escrita em 22 de fevereiro, a primeira etapa foi concluída. Já foi realizada a convocação dos 250 candidatos melhor classificados para a 2ª etapa, que engloba apresentação de documentos, seleção psicofísica e teste de suficiência física (provas de barra, natação e permanência na água).

Além de curso de nível superior, o candidato precisa ser aquaviário da seção de convés ou de máquinas, prático ou praticante de prático; ou, alternativamente, pertencer ao grupo de amadores, no mínimo na categoria de mestre-amador.

Questionamentos

Os candidatos questionaram a mudança no número de questões, que neste ano foi de 50. A mudança, segundo a Marinha, atendeu à orientação pedagógica da Diretoria de Ensino. As provas anteriores, desde 2006, tiveram a duração de 4 horas e 70 questões. Avaliação pedagógica recente indicou que, mantido o tempo de duração, a prova deveria se resumir a 50 questões.

As provas escritas aplicadas em 2006 e 2008 contiveram algumas questões em inglês. A prova de 2011 e a deste ano tiveram somente questões em português. De acordo com a Marinha, o edital prevê que a prova escrita poderá ter textos e questões redigidos em português e/ou inglês. Portanto, não é obrigatório que as provas tenham sempre questões em inglês.

Os candidatos questionaram o curto espaço de tempo entre o anúncio do concurso e o lançamento do edital. De acordo com a Marinha, a intenção de realizar o processo seletivo foi anunciada em 25 de outubro de 2012, embora a divulgação não seja obrigatória. O edital foi publicado no “Diário Oficial da União” em 6 de novembro e a prova escrita foi aplicada em 5 de janeiro deste ano.

Em relação aos recursos questionando a prova, a Marinha informou que “todos foram repetidamente e exaustivamente analisados pela banca examinadora e que não foram identificados argumentos sólidos que justificassem alterações no gabarito preliminar”.

De acordo com a Marinha, o gabarito definitivo levou 47 dias para ser publicado após a divulgação do gabarito preliminar, conforme previa o edital. O período decorrido é necessário para o recebimento, processamento e análise dos inúmeros recursos tradicionalmente recebidos.

Os candidatos alegaram que o nível de dificuldade das questões foi muito baixo, o que fez com que as notas de todos ficassem muito próximas, beneficiando as pessoas que são da Marinha, devido à prova de títulos. A Marinha rebateu informando que o rigor da prova foi o normal de sempre, sendo que, dos 1834 candidatos que a realizaram, 819, ou seja, 45%,  obtiveram nota menor do que 35 pontos, inferior à necessária para a classificação.

“Ocorre que são os candidatos que vêm cada vez melhor se instruindo, inclusive estudando em inúmeros cursos privados que hoje existem”, informou a Diretoria de Portos e Costas (DPC).

Segundo a Marinha, a prova de títulos busca contribuir para a seleção dos candidatos mais bem preparados para a habilitação como praticante de prático, valendo apenas 10% do grau final de classificação. Devido às especificidades das atividades de praticagem, a Diretoria Técnica Especializada entende que deva se dar preferência aos candidatos que detenham superiores conhecimentos e experiência na atividade náutica (ciência e arte de navegação sobre a água) profissional.

“A prova de títulos, portanto, não beneficia ninguém e, ademais, permite pontuação não somente por parte de pessoal da Marinha do Brasil como da Marinha Mercante, inclusive daqueles que já são práticos, muitos deles que não tiveram antes qualquer vínculo com as duas Instituições”, diz a DPC.

A Marinha ressalta que apenas metade dos 250 classificados para a 2ª fase do processo seletivo pertence ou pertenceu a uma das duas Marinhas, “este sim um resultado surpreendente”.

A Marinha informou ainda que as provas escritas nunca podem ser iguais, que o peso de cada assunto pode mudar a cada ano e a dimensão do conteúdo programático não permite que sejam abrangidos todos os tópicos do edital nas provas.

FONTE: G1


Herton Escobar / O Estado de S. Paulo

vinheta-clipping-navalUm seleto grupo de cientistas brasileiros e japoneses está embarcado em alto-mar neste momento com a missão de mergulhar nas regiões mais frias, remotas e até hoje inexploradas do universo marítimo brasileiro. Milhares de metros abaixo da superfície, espremidos dentro de um pequeno submarino de pesquisa, eles serão os primeiros seres humanos a contemplar a vida nas profundezas extremas do leito oceânico do Atlântico Sul.

O que vão encontrar lá, não há como prever. Pode ser um monte de rocha e areia, pode ser um monte de espécies novas. O que eles esperam encontrar são ecossistemas chamados quimiossintéticos, onde a fonte primária de energia para sustentação da vida não é a fotossíntese, como realizada pelas plantas na superfície, mas a conversão de elementos químicos que exsudam de fendas no assoalho oceânico, realizada por microrganismos especialmente adaptados às condições extremas de temperatura e pressão desses ambientes ultraprofundos.

A expedição faz parte de um grande projeto da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia da Terra e do Mar (Jamstec), chamado Busca pelos Limites da Vida (Quelle 2013), que vai prospectar ambientes ultraprofundos ao redor do mundo ao longo de um ano, principalmente no Hemisfério Sul, onde há uma grande carência de informações científicas sobre esses ambientes, em comparação com o Hemisfério Norte. O Brasil é um dos quatro pontos de pesquisa nesta jornada de um ano, que já passou pelo Oceano Índico Central e vai passar ainda pelo Mar do Caribe (região das Ilhas Cayman) e pelo Pacífico (região de Tonga).

“O plano é visitar ambientes extremos de águas profundas e observar a estratégia adaptativa de diferentes organismos. Com base nisso, queremos entender como a vida na Terra evolui e se diversifica, além de procurar por enzimas e outros compostos orgânicos que possam ser de interesse para os seres humanos”, disse ao Estado o cientista chefe do projeto, Hiroshi Kitazato, em entrevista por e-mail do navio oceanográfico Yokosuka, previsto para chegar ao Rio de Janeiro no dia 6 de maio, onde será aberto para visitação pública.

O navio saiu da África do Sul no início do mês (já com cientistas brasileiros embarcados), cruzou o Oceano Atlântico, e agora está sobre a região da Dorsal de São Paulo, um precipício submerso que começa a 2,5 mil metros e vai até 4,2 mil metros de profundidade, no limite extremo da plataforma continental brasileira, a cerca de 700 km da costa. Seis pesquisadores brasileiros estão à bordo, incluindo quatro biólogos, das Universidades de São Paulo (USP), Federal Fluminense (UFF) e Vale do Itajaí (Univali); e dois geólogos, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Petrobrás.

Os mergulhos são feitos com o Shinkai 6500, um minissubmarino com capacidade para três pessoas (dois pilotos e um cientista) embutidas em uma esfera pressurizada de titânio com 2 metros de diâmetro, 3 janelinhas de resina transparente e paredes com 7,3 centímetros de espessura. É o submersível tripulado, ou “veículo operado por humanos” (HOV, na sigla em inglês), com maior limite de profundidade no mundo, podendo chegar a 6,5 mil metros abaixo da superfície. A montanha mais alta do Brasil, o Pico da Neblina, para se ter uma ideia, não chega a 3 mil metros de altura.

O primeiro mergulho foi feito na última terça-feira, a 4,2 mil metros de profundidade, com o biólogo brasileiro Paulo Sumida à bordo. “Foi o mergulho mais profundo e mais espetacular que já fiz”, disse Sumida ao Estado, por e-mail, pouco depois de voltar à superfície. “Tem um grande significado para mim e para a ciência oceanográfica brasileira”, completou o pesquisador, do Instituto Oceanográfico da USP. Não só isso, mas foi o mergulho mais fundo já realizado em todo o Atlântico Sul até então.

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FOTO: Vista do interior do Shinkai; a esfera pressurizada de 2 metros de diâmetro, que leva três pessoas. Crédito: Jamstec

Qualquer coisa que a expedição encontrar será inédita, já que ninguém nunca mergulhou a essa profundidades nessas regiões. “São áreas que nunca foram descritas, nem do ponto de vista biológico nem geológico”, destaca a pesquisadora Vivian Pellizari, também do IO-USP, coordenadora científica do lado brasileiro. Ela vai embarcar na segunda pernada da expedição, que incluirá mergulhos de até 3 mil metros na região do Platô de São Paulo, onde fica a Bacia de Santos. Nesta etapa, também participarão pesquisadores da Universidades Federais de São Paulo (Unifesp) e do Espírito Santo (UFES), que embarcarão quando o navio atracar no Rio de Janeiro. Ao todo, nove brasileiros terão a oportunidade de fazer ao menos um mergulho com o Shinkai 6500.

O mergulho será um sonho realizado para Vivian, assim como já foi para Sumida e deverá ser para todos os outros pesquisadores brasileiros envolvidos. Microbióloga marinha, ela está interessada principalmente nos micróbios (bactérias e arqueias) que vivem nesses ambientes quimiossintéticos de alta profundidade. “Não sabemos se esses ambientes existem aqui, quais organismos fazem parte deles, como eles vivem, se são diferentes dos organismos que compõem esses ambientes em outras partes do mundo; não sabemos nada”, diz ela, empolgada.

O exemplo mais famoso desses ambientes quimiossintéticos são as fontes hidrotermais, ou “fumarolas”, em que água fervente escapa do leito marinho como se fosse uma fumaça preta, através de “chaminés” formadas pela precipitação de compostos metálicos, como ferro e manganês. Mas não é o que os pesquisadores esperam encontrar por aqui. A expectativa é encontrar uma outra versão dessas estruturas, chamadas “exsudações frias”, em que gases vazam lentamente por frestas no assoalho oceânico, sobre as quais se formam ecossistemas quimiossintéticos baseados em micróbios que se alimentam de elementos inorgânicos, como metano e enxofre.

Há várias características geológicas que sugerem que essas exsudações frias podem existir nesses locais de pesquisa, mas ninguém até hoje foi até o fundo mesmo para conferir.Caso elas sejam encontradas com o Shinkai 6500, será possível coletar amostras (de rochas, sedimentos e organismos) e trazê-las à superfície para estudos. “Tomara que se descubra muita coisa, para estimular mais pesquisas nessa área”, diz a microbióloga Cristina Nakayama, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que também está ansiosa para mergulhar na segunda pernada da expedição. Ela espera coletar algumas dessas bactérias e arqueias quimiossintéticas das profundezas para tentar cultivá-las em laboratório na superfície. “São organismos que vivem em condições muito extremas, que devem ter adaptações fisiológicas muito interessantes”, diz.

Algumas descobertas importantes já foram feitas na Dorsal de São Paulo, pela equipe que está embarcada agora, mas os detalhes só serão divulgados após uma avaliação científica mais criteriosa dos achados.

O plano original era de fazer os primeiros mergulhos da expedição na Elevação do Rio Grande, uma grande “chapada” submersa localizada a mais de mil metros da costa, já em águas internacionais, mas o mal tempo na região obrigou o navio a seguir direto para a Dorsal de São Paulo. Kitazato disse estar “rezando” para que seja possível voltar lá antes de seguir para o Rio, pois o interesse de pesquisa na região é grande. É lá que deveria ser realizado o mergulho mais profundo, a 5,2 mil metros de profundidade.

Geologia. Do ponto de vista geológico, a pesquisa na Elevação do Rio Grande tem importância não só científica como econômica e geopolítica. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) já realizou muito estudos na região – inclusive com o objetivo de identificar os melhores pontos de mergulho para o Shinkai –, que dão informações sobre os tipos de rocha que existem na Elevação, mas os mergulhos com o Shinkai permitiriam obter evidências diretas para determinar esse perfil geológico com uma precisão muito maior.

As únicas amostras de rocha da região são obtidas por meio de dragagem. “A dragagem é importante, mas quando as amostras chegam à superfície elas estão todas misturadas; não dá para saber de que ponto exato veio o material ou qual era a configuração original das rochas”, explica Roberto Ventura, diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, que é uma das instituições parceiras da Jamstec no projeto, junto com a USP.

Apesar de a Elevação estar em águas internacionais, o Brasil está numa posição estratégica para explorar suas eventuais riquezas minerais – e precisa da informações científicas para assegurar essa vantagem. Segundo Ventura, o País pretende fazer uma solicitação ao órgão responsável da ONU (aInternational Seabed Authority) pelo direito de exploração mineral dessa formação. “França e Rússia, por exemplo, já requereram áreas no Atlântico Sul; e China e Coreia está fazendo pesquisas”, afirma Ventura. “A missão do Shinkai nos ajudará a visualizar com alta precisão algumas feições geológicas que já estamos estudando.”

Os dados biológicos são igualmente importantes, segundo Ventura, porque para fazer a solicitação de exploração mineral à ONU é preciso apresentar um detalhamento dos ecossistemas marinhos associados à região e um plano de gerenciamento dos eventuais impactos ambientais da atividade.

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Abaixo, o relato do primeiro mergulho realizado pelo pesquisador Paulo Sumida, do IO-USP, cientista brasileiro com a maior experiência em submersíveis e pesquisa em águas profundas. O mergulho (quinto da sua vida, e o mais profundo até agora) chegou a 4.200 metros na Dorsal de São Paulo, o que fez de Sumida o primeiro cientista brasileiro a mergulhar com o Shinkai e o primeiro cientista no mundo a atingir essa profundidade no Atlântico Sul:

“O mergulho foi espetacular. Mergulhei numa área cuja paisagem parecia ter saído de um ambiente alien, muito remoto, sem luz e com pouquíssimo alimento. Descer 4.2 km e saber que toda essa água pesa sobre sua cabeça é incrível e nos mostra como somos pequenos (sem querer ser piegas).

O local é formado por rochas vulcânicas capeadas por crostas cobaltíferas, que também são conhecidas como crostas de Fe-Mn. Às vezes formam nódulos, que são conhecidos como nódulos polimetálicos ou nódulos de Fe-Mn. Estas áreas têm importância econômica, porém são ainda inexploradas mesmo em nível mundial. A paisagem alternava de sedimentos bem finos para áreas com rochas vulcânicas ou uma mistura de ambos.

Durante a descida, pude observar os organismos bioluminescentes entre 200 e 1000 metros de profundidade, que é chamada de mesopelágica ou twilight zone. É interessante também observar as mudanças nas massas de água, alternando na superfície de água tropical quente para massas mais frias como a Água Intermediária Antártica, a Água Profunda do Atlântico Norte e a Água Antártica de Fundo. Esta última foi a que banhou a esteve presente na parte do mergulho próxima ao fundo com cerca de 0,4˚C. Essas massas de água são importantíssimas para a distribuição de calor pelo globo e por levar O2 para as profundezas, onde não há produção primária e, por consequência, O2.

A fauna de fundo é super-diferente. As adaptações são incríveis. Pepinos-do-mar transparentes e bioluminescentes que são capazes de nadar. PEixes de aparência esquisita, sempre movimentando-se lentamente para não gastar energia nesse ambiente escasso em alimento. Nestas profundidades há muitos camarões de coloração vermelha. Isso para que eles passem despercebidos em áreas onde apenas a luz azul é capaz de chegar (mesopelágico). A fauna é escassa, mas adaptada após milhões de anos de adaptação.”

FONTE: O Estado de S. Paulo

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vinheta-clipping-navalO contra-almirante Carlos Alberto Matias assumiu o comando da Força Aeronaval em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A cerimônia começou por volta das 10h30 e contou com a presença de autoridades e convidades civis e militares, além de ex-comandantes da Força Aeronaval. A cerimônia militar teve início com o Hino Nacional Brasileiro. Logo depois o contra-almirante, Victor Cardoso Gomes, que está deixando o comando, discursou. Dentro os assuntos abordados, ele disse que estava muito satisfeito em saber que muita coisa foi realizada durante os 16 meses que ficou no controle.

”Foi realmente um privilégio ter sido comandante dessa grande parcela naval. Satisfação muito grande. Desejo ao novo almirante Matias uma boa sorte, contando que Deus continue nos abençoando”, declarou.

Militares dos esquadrões da Base Aerea Naval de São Pedro da Aldeia ficaram formados durante toda a cerimônia. O novo comandante tem uma tripulação de 3.500 homens e mulheres, que treinam continuamente para qualquer conflito, dentro ou fora do país. Apoiar à base brasileira na Antártica, coordenar de projeto de modernização das aeronaves da marinha e dar continuidade as missões, estão entre os desafios que o novo  almirante, Carlos Alberto Matias, terá que lidar. Ele se formou oficial na própria Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia.

“Passei minha maior parte de carreira oficial aqui. Minha paixão pelo mar foi descoberta na adolescência. Uma grande Marinha é construída a cada dia com o bom empenho da corporação”, disse.

Militares passaram mal durante cerimônia 

Dois militares passaram mal durante a solenidade. A ambulância que estava de plantão no local teve que entrar no lugar onde a cerimônia acontecia para resgatar os homens. Por causa do grande tempo parado em baixo do sol, fardados, alguns militares podem sentir um mal estar. Os homens que não se sentiram bem foram atendidos pela equipe médica e foram liberados.

FONTE: G1

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