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vinheta-clipping-navalO Sub-Secretário-Geral das Nações Unidas para as Operações de Manutenção da Paz, Hervé Ladsous, iniciou uma visita de cinco dias na região do Líbano. Ele foi recebido em Beirute pelo Comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), Major-General Paolo Serra, e por funcionários da missão de paz.

Em Beirute, Ladsous realizou reuniões individuais com os funcionários da ONU no Líbano e na região e fez, também, uma visita à Força Tarefa Marítima (FTM) da UNIFIL no Porto de Beirute. A bordo do navio capitânia da FTM, Fragata “Constituição”, da Marinha do Brasil, ele foi informado pelo Comandante da FTM, Contra-Almirante Joése de Andrade Bandeira Leandro, sobre as atividades da FTM e sua cooperação com a Marinha libanesa.

Ladsous elogiou a Marinha libanesa e a FTM por demonstrar profissionalismo e compromisso diante das responsabilidades impostas pela resolução 1701 (2006), do Conselho de Segurança da ONU. “Os esforços contínuos da Força-Tarefa e a cooperação estratégica com a Marinha Libanesa são fundamentais”, disse ele. “O adestramento oferecido pela FTM-UNIFIL à Marinha Libanesa é uma importante iniciativa de capacitação.”

A FTM-UNIFIL é a primeira força-tarefa naval que participa de uma missão de paz da ONU. Foi implantada pela primeira vez em 2006, a pedido do governo libanês, com a dupla tarefa de auxiliar a Marinha libanesa a evitar a entrada não autorizada de armas e material conexo, por via marítima, no Líbano, e treinar a Marinha libanesa.

Nos próximos dias, o Subsecretário-Geral vai visitar outras missões de paz da ONU na região e terá reuniões bilaterais com diversos líderes libaneses. Na UNIFIL, ele vai realizar uma visita à Linha de Retirada (Linha Azul) e vai visitar vários locais sensíveis ao longo a Linha Azul, no sul do Líbano.

FONTE: Nomar

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A Coreia do Norte disparou nesta segunda-feira (20) o quinto míssil de curto alcance em direção ao Mar do Japão. O teste de fogo é o mais recente dos ocorridos ao longo dos últimos três dias, e contraria diretamente os avisos dados pelo chefe da ONU, Ban Ki-Moon e líderes da Coreia do Sul.

Os disparos foram confirmados por um porta-voz do Estado Maior sul-coreano. Esse tipo de teste não é incomum, mas gera receio por acontecer logo após um pico de instabilidade e atritos militares na Península da Coreia, desencadeados pelo teste de armas nucleares relizado pelo Norte em fevereiro deste ano.

Horas após os testes desta segunda, Pyongyang divulgou comunicado oficial rejeitando veementemente críticas e acusações de que o lançamento dos mísseis foi uma tentativa deliberada de causar novos atritos na região: “implicâncias maldosas com nossos testes de fogo são um desafio inaceitável e uma provocação infundada”, diz trecho do comunicado. A Coreia do Norte disparou três mísseis de curto alcance no último sábado, e mais um no domingo.

A Coreia do Sul, por sua vez, classificou os testes como “deploráveis”, enquanto o chefe das Nações Unidas, Ban Ki-moon, insistiu para que o Norte tome uma postura mais contida. “É hora de eles retomarem o diálogo e suavizar as tensões”, declarou ontem, em visita a Moscou.

Pyongyang argumenta que a verdadeira provocação veio do Sul e dos Estados Unidos, que realizaram manobras de pequeno e grande porte entre março e maio deste ano – os exercícios Foal Eagle. As atividades dos dois países incluíram voos de bombardeiros B-52, capaz de transportar armas atômicas, e a participação do porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz.

Após os disparos desta segunda-feira, Kim Jang-Soo, conselheiro de segurança da presidente sul-coreana, Park, Geun-Hye, insistiu para que Pyongyang não realize mais exercícios desse tipo: “Seja um teste militar, ou uma demonstração de força, o Norte não deve mais agir de modo a criar atritos”, declarou.

A Coreia do Norte chegou a se preparar para testes de fogo com mísseis de médio alcance, mas órgãos de inteligência dos Estados Unidos afirmam que as plataformas de lançamento foram removidas do litoral do país no começo de maio.

A desavença mais significativa dos últimos meses entre as duas Coreias foi a desativação mútua do parque industrial conjunto de Kaesong, a 10 quilômetros da zona desmilitarizada entre os dois países e dentro do território norte-coreano.

Inaugurado em 2004 como um raro símbolo de cooperação entre os dois países, Kaesong passou incólume por outros picos de tensão na península. Porém, em abril passado, o governo do Norte ordenou que todos os 53 mil trabalhadores empregados em 123 empresas sul-coreanas não comparecessem ao expediente. Em resposta, o Sul retirou seu contingente logo depois.

A Coreia do Sul propôs diálogos formais sobre a recuperação de estoques de matérias-primas e bens deixados no local pela empresas, mas o Norte sugeriu hoje que as conversas devem se concentrar no futuro do parque industrial como um todo: “mais importante do que remover os bens produzidos é a questão do colapso ou não do complexo”, declarou um porta-voz da parte norte-coreana da administração de Kaesong. Nenhum dos países decretou o fechamento oficial do parque, e Seul ainda abastece a região com o mínimo de energia elétrica.

Donos das empresas localizadas em Kaesong alegam que foram vítimas das rusgas entre Seul e Pyongyang. De acordo com comunicado divulgado por uma entidade representativa dos empresários da região, “empreendedores e companhias estão sendo esmagados por esses embates emotivos entre os governos de ambas as Coreias”. Cerca de 200 presidentes e gerentes de empresas encaminharam pedido formal para visitar o parque industrial, mas o Ministério da Unificação sul-coreano alegou que Norte precisa concordar em abrir canais de diálogo.

FONTE: AFP via Channel New Asia (tradução e adaptação via Poder Naval a partir de original em inglês)

AMAZONAS

vinheta-clipping-navalA expansão das atividades navais da Marinha do Brasil em direção à África ocorre em um momento em que Estados Unidos, Grã-Bretanha e outras potências também demonstram interesse pelo Atlântico Sul. Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, o Brasil defende a segurança da região, porém não a sua militarização.

“O Brasil não é um país que tenha inimigos, mas ele não pode descuidar de seus interesses e ninguém pode descuidar da sua própria defesa”, disse Amorim à BBC Brasil.

“O Atlântico Sul é uma área natural do nosso interesse, independentemente de outros países estarem fazendo isso ou aquilo”.

Segundo o pesquisador da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Hector Saint-Pierre, o ato mais significativo dos Estados Unidos em relação à região foi a reativação, em 2008, de sua Quarta Frota.

Entre os principais objetivos da medida estava manter a presença americana nos mares da região da América do Sul. Mas isso não ocorre por meio de concentração de tropas, e sim pela participação, por exemplo, em exercícios militares com forças locais. Ou ainda pela realização de uma série de ações humanitárias – como o envio de navios-hospitais.

Porém, apenas uma estrutura administrativa foi criada. Nenhum grupo de navios de combate foi deslocado permanentemente para a Quarta Frota. Geralmente quando é preciso fazer uma operação naval, outras embarcações americanas são deslocadas para a região.

Malvinas

Já a Grã-Bretanha mantém uma presença permanente no Atlântico Sul, com o objetivo principal de proteger seus territórios ultramarinos, segundo Saint-Pierre.

Os principais focos de atenção são as ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos), Georgia do Sul e Sandwich, no sul do Atlântico, próximo à Argentina – guardadas permanentemente por ao menos um navio de guerra britânico (atualmente o HMS Clyde, um navio de patrulha).

A Grã-Bretanha mantém também portos nas ilhas Santa Helena, Ascension e Tristan da Cunha – posicionadas aproximadamente na metade do trajeto entre a América do Sul e a África.

Além da presença militar permanente em seus arquipélagos, a Grã-Bretanha envia regularmente navios de guerra ao litoral do oeste da África – com missões semelhantes às dos navios brasileiros de patrulha: treinar as Marinhas locais e ajudá-las a combater a pirataria crescente, além de cumprir objetivos de aproximação diplomática.

No ano de 2012 foi notório o envio ao oeste da África de uma das joias da Marinha Real, o HMS Dauntless – um destróier de 150 metros de comprimento, totalmente movido a eletricidade (45% mais eficiente que seus antecessores) e com os mais modernos sistemas de armas da atualidade. Ele aportou em diversos países africanos, recebeu tripulações locais e participou de exercícios militares.

Neste ano, desde março, a fragata HMS Argyll desempenha as missões de treinamento e combate à pirataria. Ela já fez escalas na Nigéria e na Namíbia.

A França, cujos navios de guerra participam ativamente de operações da União Europeia de combate à pirataria e escolta de navios civis no golfo de Áden (a leste da África), também mantém operações navais no oeste africano.

No ano passado, alguns de seus navios de guerra participaram de exercícios de larga escala com a Marinha britânica e outras dez nações próximo à costa do Senegal, para treinar forças africanas no combate ao tráfico de pessoas, pirataria, tráfico de drogas e pesca ilegal.

Segundo Saint-Pierre, embora não possua embarcações militares em caráter permanente no Atlântico sul, a China possui grande interesse na região – dentro de sua política de proteção a navios civis em rotas comerciais. ‘Cerca de 80% do comércio (marítimo) chinês passa pelo Atlântico Sul’, disse o pesquisador à BBC Brasil.

Diplomacia

“Todo e qualquer país que tenha tráfego marinho robusto, caso do Brasil, China, tem obrigação de proteger seu tráfego marítimo, é natural”, disse o contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha, subchefe de Estratégia do Estado Maior da Armada do Brasil.

O governo brasileiro prega a defesa do Atlântico Sul e o combate a crimes como a pirataria e o tráfico de drogas, mas se opõe ao desdobramento de forças de ataque no oceano.

Além de manter a cooperação militar com os países do oeste africano, o país atua no campo diplomático no âmbito da Zopacas (Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul) – um canal de negociação que envolve 24 países há mais de 20 anos. O bloco discute a não proliferação de armas nucleares na região e a redução dos contingentes militares de seus membros atuando em outras regiões do mundo.

“O Atlântico Sul é uma área de cooperação, área onde se fomenta a parceria. Agora estamos nos planejando estrategicamente, num futuro próximo, para estarmos mais ainda preparados para qualquer postura diferente dessa”, disse o contra-almirante Rocha.

FONTE: G1 via Resenha do Exército

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Segundo comunicado oficial divulgado ontem (13) pelo Ministério da Defesa do Japão, um submarino estrangeiro foi detectado no último domingo (12) em águas continentais próximas à ilha de Kumejima, na região de Okinawa. Apesar de o informe não detalhar a origem do navio, uma fonte ligada ao governo japonês declarou que o submarino provavelmente pertence à Marinha do Exército de Libertação Popular da China.

O ministro da Defesa japonês, Itsunori Onodera, declarou a repórteres ontem que “estava pronto para autorizar ‘operações de segurança marítima’ logo após autorização do primeiro ministro [Shinzo Abe], caso o submarino invadisse águas territoriais japonesas”. Caso as operações fossem autorizadas, as forças nipônicas teriam permissão legal para emprego irrestrito de armamentos, e ralização de procedimentos como evacuação da população de áreas de risco.

As operações mais recentes de segurança marítima contra submarinos aconteceram em 2004, quando um submersível chinês invadiu águas japonesas em torno da cadeia de ilhas Sakishima, também na região de Okinawa.

Legislações internacionais não proibem a presença de submarinos em águas comuns entre países. Porém, as autoridades japonesas decidiram trazer o incidente do último fim de semana a público, pois o submarino permaneceu por um tempo estranhamente longo nas águas continentais próximas a Okinawa.

FONTE: The Asahi Shinbun (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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BRASIL - paraguai

José Ribamar Trindade | Redação 24 Horas News

vinheta-clipping-navalUm problema diplomático com invasão de território, e o que mais grave: uma acusação séria contra a Marinha do Paraguai, que estaria entrando no Brasil e dando cobertura a contrabandistas de cigarros e outros gêneros. As denúncias vão mais além: homens da instituição militar paraguaia estariam também atirando contra policiais federais brasileiro, gerando um conflito armado que pode acabar em uma grande tragédia. A matança pode ser inevitável, caso não haja uma providência imediata.

A revelação foi feita pelo advogado Ricardo Monteiro, de Cuiabá, que estava participante de uma audiência na 3ª Vara Criminal do Tribunal Federal de Curitiba, no Paraná, quando duas testemunhas – um delegado da Polícia Federal e um agente, também da PF – foram bem claros ao denunciar a invasão de território que vem acontecendo há algum tempo, sem qualquer providência das autoridades brasileiras.

Os fatos ocorridos na divisa do Brasil com o Paraguai revela a despreocupação das autoridades com os aspectos que envolvem a fronteira brasileira com os países vizinhos. Em Mato Grosso, não há efetivos para atuação na fronteira – em que pese a existência da Polícia Federal e do Batalhão de Fronteira do Exército em Cáceres. Na região, o tráfico de drogas da Bolívia impera e dita as regras. Estudos mostram que 80% da droga que sai da Bolívia passa por Mato Grosso.

A audiência aconteceu no dia 19 de abril. Nela, o agente da PF, Pablo Sperandio Lopes Moralez, em depoimento ao juiz da 3ª Vara de Curitiba afirmou que policiais da Marinha do Paraguai vinham dando apoio e proteção constantemente aos contrabandistas na região de fronteira de Guiará, entre o Brasil e o Paraguai, gerando um conflito, inclusive armado.

Logo em seguida, na mesma audiência sobre um processo aberto pela Justiça Federal para investigar e apurar quatro policiais federais acusados de formação de quadrilha, ocultação de origens ilícitas de valores e descaminho (contrabando), a segunda testemunha, o delegado da Polícia Federal Rodrigo Rodrigues de Freitas, confirmou o que o agente Pablo já havia denunciado.

O delegado Rodrigo foi bem claro em seu depoimento como testemunha. “A Marinha do Paraguai dá cobertura e apoio a contrabandistas, chegando a invadir o território brasileiro, até 200 metros das margens do Rio Guairá, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, em território brasileiro. E o que é mais grave: atiram contra os policiais federais brasileiros que combatem o crime organizado, financiado por contrabandistas internacionais”.

Atento às denúncias do delegado e do agente da Polícia Federal e de outras autoridades que estavam na audiência, o advogado brasileiro se levantou e falou sobre a gravidade das revelações. E fez uma representação, imediatamente, com o aval do juiz da 3ª Vara, para apuração das denúncias, com cópias para o Ministério das Relações Exteriores, para a Justiça Federal e para Procuradoria-Geral da República.

“Não dá para deixar passar uma coisa dessas. Foram denúncias sérias e graves feitas por dois homens que integram uma das instituições mais respeitadas deste País e do mundo. Invasão de território e tiros dentro de outro País é coisa séria e grave, que pode gerar um conflito diplomático sem precedentes caso as denúncias não sejam investigadas”, alertou o advogado Ricardo Monteiro.

FONTE: 24HorasNews

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O navio de desembarque Azov, da Marinha russa, chegou ontem (01) ao porto de Haifa, em Israel. É a primeira vez que uma embarcação militar russa faz escala em um porto do país.

O Azov intergra a Forta do Mar Negro, e ficará na cidade israelense até amanhã, segundo porta-voz da Marinha. A visita, que faz parte das comemorações do 68º aniversário da vitória dos Aliados na II Guerra Mundial, é de iniciativa de organizações de veteranos israelenses, que serão recebidas a bordo para uma cerimônia especial. A programação ainda inclui performances da orquestra da Frota do Mar Negro e a realização de visitas públicas ao navio para os moradores locais.
FONTE: Naval Open Source Intelligence e Diário da Rússia (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-navalA Bolívia entrou ontem com uma ação contra o Chile na Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda, para que Santiago negocie uma saída soberana para o oceano Pacífico.

Segundo o chanceler boliviano, David Choquehuanca, seu país “solicita à corte que sentencie e declare que o Chile tem a obrigação de negociar de boa-fé com a Bolívia um acordo rápido e efetivo que lhe conceda uma saída plenamente soberana para o Pacífico”.

O Chile reagiu rapidamente. “Se eles pretendem conversar sobre a soberania marítima do Chile, não há diálogo possível”, declarou o ministro do Interior, Andrés Chadwick.

A Bolívia reivindica cerca de 400 km de costa que cedeu à força ao Chile após guerra em 1879. Os chilenos dizem cumprir tratado firmado em 1904, que os bolivianos contestam.

FONTE: folha.com

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vinheta-clipping-navalO governo do Senegal firmou, hoje (12), dois acordos com empresas brasileiras para aquisição de aviões Super Tucano e navios-patrulha. Os equipamentos serão empregados pelas Forças Armadas daquele país, e sua compra conta com aporte financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Para formalizar os acordos, o ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu em audiência o colega senegalês Augustin Tine. Durante o encontro, as duas autoridades enfatizaram a importância da parceria firmada entre os países. O ato se deu no âmbito da LAAD 2013 – Defence & Security, que ocorre essa semana no Riocentro, na capital fluminense.

“Esse acontecimento é mais um testemunho da nossa capacidade de produzir esses equipamentos”, disse Amorim durante comunicado conjunto ocorrido na sala de imprensa da feira.

No mesmo local, o ministro Augustin Tine contou que os equipamentos reforçarão as Forças Armadas do Senegal no contexto de proteção do país africano. Pelo acordo, a Embraer venderá três aviões turboélice de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano. Segundo a empresa, o acordo contempla o apoio logístico à operação e a instalação de um sistema de treinamento para pilotos e mecânicos no Senegal.

Já a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) deverá vender dois navios-patrulha – sendo um de 200 toneladas e outro de 500 toneladas – para o Senegal. Os equipamentos terão um aporte financeiro de US$ 120 milhões, sendo US$ 67 milhões para os aviões e US$ 53 milhões para os navios.

Brasil-Senegal

O encontro entre Amorim e Tine ocorreu no gabinete do Ministério da Defesa (MD) no Pavilhão 3 do Riocentro. Em seguida, os dois ministros formalizaram a “Declaração de Intenções” no âmbito do acordo dos navios-patrulha. O texto informa que os dois países iniciam as negociações visando futuras aquisições dos equipamentos, bem como “as negociações bilaterais voltadas à elaboração de um programa de qualificação profissional para oficiais e praças da Marinha do Senegal”.

O acordo diz também que a qualificação será para os componentes de cada embarcação, como também do pessoal para a manutenção dos referidos meios. O documento define os representantes do Brasil e do Senegal para acompanhar os desdobramentos da aquisição dos navios.

Super Tucano

Encerrada a cerimônia no estande do MD, os dois ministros e demais autoridades militares seguiram para outro pavilhão do Riocentro onde ocorreu o anúncio e a cerimônia de assinatura do contrato de compra de três aviões Super Tucano. Em breve pronunciamento, o ministro Amorim destacou o simbolismo que a aproximação entre os dois países representa.

Celso Amorim contou, ainda, que na última semana o navio-patrulha Apa, adquirido pela Marinha do Brasil, participou de ação de treinamento no Senegal. A missão faz parte da orientação do ministro para que as embarcações adquiridas junto ao Reino Unido participem de exercícios com os países africanos quando do deslocamento destes navios para o Brasil.

Confira a íntegra da carta de intenções firmada entre os ministros da Defesa do Brasil e de Senegal.

FONTE: Ministério da Defesa

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Segundo o Portal do Planalto, o governo do Senegal firmou, nesta quarta-feira (10 de abril) na LAAD 2013, dois acordos com empresas brasileiras para aquisição de aviões Super Tucano e navios-patrulha. Pelo acordo, a Embraer venderá três aviões turboélice de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano.

Segundo a Embraer, o acordo contempla o apoio logístico à operação e a instalação de um sistema de treinamento para pilotos e mecânicos no Senegal. Já a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) deverá vender dois navios-patrulha – sendo um de 200 toneladas e outro de 500 toneladas – para o Senegal.

Os equipamentos terão um aporte financeiro de US$ 120 milhões, sendo US$ 67 milhões para os aviões e US$ 53 milhões para os navios, e sua compra conta com aporte financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para formalizar os acordos, o ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu em audiência o colega senegalês Augustin Tine. Durante o encontro, as duas autoridades enfatizaram a importância da parceria firmada entre os países.

As negociações foram acertadas durante a 9 ª edição da Feira Internacional de Defesa e Segurança, Laad Defence & Security, que estã sendo realizada até sexta-feira (12), no Rio de Janeiro. “Esse acontecimento é mais um testemunho da nossa capacidade de produzir esses equipamentos”, disse Amorim durante comunicado conjunto ocorrido na sala de imprensa da feira.

FONTE: Portal Planalto (texto editado – clique no link para ler na íntegra)

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No porto de Varna, na Bulgária, iniciaram-se no último sábado (06) as manobras navais internacionais Blackseafor 2013, envolvendo as Marinhas de todos os países situados à beira do Mar Negro.

O Grupo Naval do Mar Negro de Interação Operativa (Blackseafor), é composto pela Bulgária, Geórgia, Romênia, Rússia, Ucrânia e Turquia. A coalizão se tornou um bom instrumento de colaboração internacional na região, que ainda enfrenta problemas de segurança marítima.

De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra da Marinha russa, Viacheslav Trukhachev, chefe do Departamento de Informações da esquadra do mar Negro, “o Blackseafor é um sistema de segurança regional criado para consolidar a confiança mútua entre os Estados litorâneos do mar Negro. É raro países, situados à beira do mesmo mar chegarem a um consenso no que se refere à cooperação, e efetivamente colaborarem entre si”. Trukhachev ainda explica que “o objetivo básico das forças de Blackseafor é exercer controle sobre a situação no ar e na superfície, e revistar navios suspeitos. Entre outras finalidades, pode-se mencionar também a prevenção do contrabando e do tráfico de drogas e operações de socorro de todos os tipos.”

Na opinião de do mar-e-guerra, esses exercícios são um fenômeno único em seu gênero, e vão além da função de organizar ações conjuntas entre frotas de diversos países. “Durante essas manobras, são ensaiados episódios que não constam nos ciclos de preparação de combate dessas esquadras em separado. Por exemplo, no quadro de Blackseafor, as tropas praticam a tomada à força de navios de contrabando, para que se faça a revista”

Mais recentemente, os Estados Unidos vêm procurando se inserir nas atividades do grupo, com aceitação de países como Geórgia, Bulgária, Romênia e Turquia. Segundo o perito Viktor Baranets, “os EUA procuram agora trazer para o mar Negro as forças auto-deslocáveis do sistema de defesa antimíssil. Após terem criado um sistema de defesa antimíssil na Europa, os americanos pretendem aderir ao grupo Blackseafor e instalá-las também no mar Negro”.

Por outro lado, Baranets aponta os efeitos positivos das atividades navais conjuntas nas relações entre as nações já participantes. “Aparentemente, são atividades banais – navegamos em conjunto, fazemos visitas de amizade, aprendemos a falar a mesma língua. Mas assim, sentimos a presença do vizinho, e compreendemos que os membros do grupo ajudarão um ao outro no futuro”.

As manobras do Blackseafor vão até o dia 23 de abril. Os navios de guerra ipassarão seis dias em alto mar, e 13 dias nos portos. De acordo com o cronograma da operação, a frota multinacional deve fazer escala em Varna, na Bulgária, Constanza, na Romênia e Sevastopol, na Ucrânia.

FONTE: Voz da Rússia e RIA Novosti (edição e adaptação do Poder Naval a partir de original em português e inglês)

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Segundo informações concedidas por oficiais da Marinha sul-coreana à agência de notícias Yonhap, dois contratorpedeiros suspenderam como medida de segurança em caso de um possível ataque de mísseis norte-coreanos. Os navios são equipados com o sistema de radar PSY-1, capaz de identificar objetos a uma distância de até mil quilômetros.

Ao mesmo tempo, um comunicado oficial do Pentágono informa que o Departamento de Defesa norte-americano implantará nas próximas semanas o sistema de mísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defense System) na ilha de Guam como reforço na defesa regional contra mísseis balísticos de Pyongyang.

Várias mídias informam que um míssil balístico KN-08 foi posicionado ontem na costa leste da Coreia do Norte. Segundo o informe do Pentágono, o KN-08 tem “alcance considerável”, que abrange a Coreia do Sul, o Japão e a base militar estadunidense em Guam. “Os Estados Unidos ainda isnsistem para que a liderança norte-coreana cesse as ameaças e escolha o caminho da paz, através do cumprimento de suas obrigações perante a comunidade internacional”, aponta o documento. Ainda segundo o comunicado, “ [os EUA] permanecem em alerta diante das provocações norte-coreanas, e estão prontos para defender o território americano, nações aliadas e interesses nacionais”.

O posicionamento do míssil balístico foi recebido com desaprovação pela União Europeia, os Estados Unidos, Rússia e China.

FONTE: Naval Today (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-navalO Pentágono anunciou ontem o envio de um avançado sistema de defesa antimísseis balísticos para a Ilha de Guam, no Pacífico. O território americano, assim como o Havaí, foi alvo das ameaças de Pyongyang nas últimas semanas. O reforço militar indica uma mudança na posição de defesa e no planejamento antimísseis dos EUA.

A informação foi divulgada pouco depois de o secretário de Defesa, Chuck Hagel, mencionar um risco “real e claro” vindo da Coreia do Norte. “Algumas das ações que eles tomaram nas últimas semanas apresentam um perigo real e claro”, disse Hagel em Washington. “Estamos fazendo tudo que podemos, trabalhando com os chineses e outros para acalmar a situação na península.”

Na manhã de hoje, fim da noite de ontem no Brasil, a imprensa sul-coreana afirmou que o Norte movimentou equipamento que parecia ser um míssil de médio alcance Musudan para a costa leste norte-coreana, citando fontes com acesso a informações de inteligência de Seul e Washington. O armamento teria alcance para atingir o Sul, Guam e o Japão. Pyongyang declara que seus militares estão autorizados a atacar preventivamente os EUA usando armas nucleares “pequenas, leves e diversificadas”.

A Coreia do Norte proibiu ontem a entrada de sul-coreanos no complexo industrial conjunto de Kaesong, o único símbolo remanescente de diálogo e cooperação entre os dois países. Cerca de 50 mil norte-coreanos trabalham no local em 123 empresas criadas com investimentos do Sul. O Ministério da Reunificação de Seul disse que 480 sul-coreanos em caminhões de transporte foram barrados.

O governo de Pyongyang anunciou que os 861 funcionários do Sul que estavam no local desde o dia anterior poderiam deixar o país. Mas sem substitutos para assumir seus lugares nas linhas de produção, apenas 33 haviam retornado à Coreia do Sul.

Na manhã de hoje, o Norte deu prazo até 10 de abril para que as empresas de capital sul-coreano encerrem suas atividades em Kaesong.

Idealizado no ano 2000 e inaugurado em 2004, Kaesong produziu o equivalente a US$ 470 milhões no ano passado, em fábricas que se beneficiam do baixo custo da mão de obra local. O complexo foi concebido no melhor momento das relações entre os países, quando o governo de Seul empreendia a chamada “política do sol nascente”, que defendia a cooperação como caminho para tornar viável a reunificação pacífica da península.

A estratégia foi revista pela administração conservadora de Lee Myung-bak (2008-2013), que abandonou todos os planos de ampliar investimentos no norte depois do naufrágio do navio de guerra Cheonan, em 2010, no qual 46 marinheiros morreram.

O bloqueio aos sul-coreanos foi adotado um dia depois de a Coreia do Norte ter anunciado que reabilitará o reator nuclear e a planta de enriquecimento de urânio do complexo Yongbyon, desativado em 2007 após negociação com os EUA e mais quatro países.

O eventual fechamento de Kaesong será um sinal de que o governo de Pyongyang está disposto a sacrificar os benefícios econômicos do projeto para cortar todos os vínculos com o Sul.

No início de março, a ditadura de Kim Jong-un anunciou que deixaria de reconhecer o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia, há quase 60 anos, bem como os tratados de não agressão firmados com o Sul desde então. / COM REUTERS

FONTE: O Estado de S. Paulo

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vinheta-clipping-naval“As coisas não ficarão assim por muito mais tempo!”. A frase foi pronunciada na última terça-feira, 2, pela presidente Cristina Kirchner em alusão ao controle britânico sobre as Malvinas, arquipélago do Atlântico Sul reivindicado desde 1833 pela Argentina. Cristina, durante as cerimônias realizadas nesta terça-feira, dia de comemoração do veterano da Guerra das Malvinas – e dos 31 anos do desembarque das tropas do ditador Leopoldo Fortunato Galtieri nas ilhas – exigiu que Londres sente à mesa de negociações para discutir a entrega do arquipélago à administração da Argentina, país que dominou esse território durante treze anos, entre 1820 e 1833.

“É uma incongruência”, sustentou Cristina, em referência aos 180 anos de posse britânica das ilhas, às quais denomina de “anacrônico encrave colonial” e de “lacraia que envergonha a Humanidade”.

Cristina fez um discurso cheio de acusações à Grã-Bretanha na cidade de Puerto Madryn, na província patagônia de Chubut. A presidente citou como verdadeiros rumores da época da Guerra das Malvinas (1982), sustentando que Londres havia “ameaçado” bombardear Rio Gallegos, onde morava na época com seu marido, Nestor Kirchner, onde ainda existe a base aérea de onde partiam aviões argentinos que combatiam sobre as ilhas.

A presidente argentina intensificou as reivindicações sobre as ilhas a partir de 2009, ano no qual companhias britânicas iniciaram a exploração de petróleo na plataforma marítima ao redor das Malvinas. No ano passado, quando comemoraram-se os 30 anos da guerra, ela aumentou as pressões internacionais nas esferas diplomáticas.

Há poucas semanas, um referendo realizado nas Malvinas indicou que os “kelpers” (denominação dos ilhéus) indicaram de forma quase unânime que pretendem continuar sob a administração de Londres. Em Buenos Aires, o governo argentino indicou que a votação era “ilegal”. Cristina exige que Londres sente à mesa das negociações, embora sem a presença dos kelpers, ignorados pelo governo argentino.

Acompanhada de grande parte de seu gabinete de ministros, governadores, lideranças parlamentares, além de representantes de organizações de veteranos de guerra alinhados com o governo, Cristina acusou Londres de “militarizar” o Atlântico Sul. Segundo ela, a Argentina, ao contrário da Grã-Bretanha, pretende lançar em breve um “navio científico” que navegará na região.

Neste ano a cerimônia coincide com o recente pedido feito pela presidente argentina ao papa Francisco (o cardeal argentino Jorge Bergoglio) para que o Vaticano ajude Buenos Aires a intermediar nas negociações que Cristina pretende estabelecer com o governo britânico de David Cameron.

A presidente destacou que seu governo pretende investigar o DNA dos restos mortais de 123 soldados argentinos que morreram nos combates nas ilhas e que nunca puderam ser identificados. “São soldados argentinos somente conhecidos por Deus”, disse a presidente, em referência aos soldados argentinos enterrados pelos britânicos no cemitério de Port Darwin.

Cristina Kirchner também acusou a Grã-Bretanha de insistir na posse das Malvinas “para esconder os problemas econômicos” que o governo Cameron enfrenta.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Cleared for public release by Lt.Cmdr. Terry Dudley, USS Kitty Hawk Public Affairs Officer

vinheta-clipping-navalAs tensões na Península Coreana sugerem que qualquer provocação ou exagero pode levar a um conflito de proporções inimagináveis. No fim da tarde de ontem, a Marinha dos Estados Unidos anunciou o envio do contratorpedeiro USS Fitzgerald — equipado com o sistema de mísseis Aegis — e uma estação de radar em banda X (SBX, pela sigla em inglês) para a costa da Coreia do Norte. A decisão se segue à mobilização de bombardeiros B-2 Spirit e de caças F-22 Raptor e à realização de testes militares conjuntos com a Coreia do Sul. O USS Fitzgerald participava dos exercícios e foi transferido para o sudoeste da Península Coreana, em vez de retornar à base de origem, no Japão. “O deslocamento (do navio) é uma iniciativa prudente, para oferecer mais opções de defesa antimísseis, se forem necessárias”, confidenciou uma autoridade norte-americana à agência France-Presse, sob condição de anonimato.

Ao mesmo tempo que as manobras militares aconteciam, a Casa Branca colocava em xeque a ameaça representada pelo ditador Kim Jong-un, que declarou guerra ao vizinho e prometeu “dissolver” o território norte-americano. “Apesar da dura retórica que estamos ouvindo de Pyongyang, não estamos vendo mudanças na posição militar norte-coreana, como mobilizações em larga escala e posicionamento de forças”, afirmou o porta-voz da Presidência dos Estados Unidos, Jay Carney. “Não vimos ação que apoie a retórica. (…) Deixo para os analistas avaliarem o significado desta desconexão entre a retórica e as ações”, acrescentou.

A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, não parece disposta a esperar por sinais concretos. Ela aumentou ontem o tom beligerante e mandou um recado claro e direto aos vizinhos comunistas. “A razão da existência do Exército é proteger o país e o povo de ameaças. Se houver qualquer provocação contra a Coreia do Sul e contra seu povo, haverá uma resposta poderosa e imediata, sem quaisquer considerações políticas”, declarou. “Como comandante em chefe das forças armadas, eu confio no julgamento dos militares sobre provocações abruptas e de surpresa, por parte da Coreia do Norte. (…) Por favor, cumpram com sua missão de zelar pela segurança do povo, sem se distrair um minuto”, emendou a presidente, citada pela agência de notícias Yonhap.

“É preciso ter em mente que tanto Park quanto o norte-coreano, Kim Jong-un, são líderes novos e tentam estabelecer sua credibilidade, por meio da liderança militar. Na prática, a presidente da Coreia do Sul terá a palavra final sobre uma eventual retaliação”, afirmou ao Correio Steven Weber, professor de ciência política e de relações internacionais da Universidade da Califórnia-Berkeley. Ele alerta para o risco de os envios do radar e do destróier à costa norte-coreana serem interpretados como um convite à guerra. “As manobras defensivas de um país geralmente parecem ofensivas para o outro lado”, observa.

Diretor do Centro para Estudos Coreanos da Universidade de Columbia, em Nova York, o historiador Charles K. Armstrong adverte que uma resposta poderosa de Seul a uma provocação de Pyongyang, ou até mesmo um ataque preventivo, poderia escalar a tensão até uma guerra aberta. “Seria uma catástrofe para ambas as Coreias”, sustenta, em entrevista por e-mail. Ele também aposta que o regime de Kim Jong-un vai considerar a presença do radar naval norte-americano e do destróier como uma “ação provocativa” e mais um sinal da “política hostil” americana para com a Coreia do Norte. Um cenário que, segundo Armstrong, obrigará Pyongyang a intensificar ainda mais suas ameaças, levando os Estados Unidos a anunciarem novas ações militares. Um círculo vicioso perigoso e imprevisível.

Armas nucleares

Em sua edição de ontem, o jornal The Washington Post afirmou que autoridades norte-americanas e especialistas independentes concluíram que a Coreia do Norte deu passos incomuns para ocultar detalhes da arma nuclear testada em fevereiro. Duas análises da detonação de 12 de fevereiro confirmam que os efeitos da explosão foram excepcionalmente contidos, com poucos traços radioativos liberados na atmosfera. Um provável indicativo de mudança do projeto da bomba atômica, com o uso de urânio altamente enriquecido em seu núcleo.

Ponto de vista

Jogo perigoso e barganha

“Os norte-coreanos têm um histórico de provocar a Coreia do Sul, inclusive com ataques mortíferos contra alvos menores. A melhor forma de pensarmos sobre o panorama na Península Coreana é visualizarmos uma competição de tomada de riscos. Pyongyang tenta levantar o perigo de uma guerra, a fim de aumentar o seu poder de barganha. Trata-se de um jogo perigoso, que funcionou no passado. Os EUA farão tudo o que puderem para melhorar sua capacidade de defesa na região, enquanto tentam se abster de realizar manobras que possam ser consideradas agressivas e provocadoras, por parte da Coreia do Norte.”

Steven Weber – Professor de ciência política e relações internacionais da Universidade da Califórnia-Berkeley

Uma situação muito perigosa

“Eu não acho que a Coreia da Norte deliberadamente tentará provocar o Sul. No entanto, ela pode responder ao que vê como provocação — exercícios militares sul-coreanos no mar, por exemplo — com algum ataque em pequena escala. Isso é o que a Coreia do Norte fez em novembro de 2010, quando bombardeou uma ilha sul-coreana. Infelizmente, o que cada lado vê como dissuasão é visto pelo outro lado como provocação. Permanecemos em uma situação muito tensa e perigosa. A Coreia do Sul adotou, desde ontem, um novo nível de retórica. Em parte, é uma tentativa da presidente Park Geun-hye de mostrar que ela é uma líder forte e que se levantará contra as ameaças norte-coreanas.”

Charles K. Armstrong – Professor de história e diretor do Centro para Estudos Coreanos da Columbia University (em Nova York)

Um “espião” em alto-mar

A estação de radar em banda X pode rastrear e avaliar mísseis balísticos e está conectado a 10 sistemas interceptadores sediados em Fort Greely (Alasca) e na Base da Força Aérea Vandenberg (Califórnia). Com 73m de largura por 118m de comprimento (o tamanho de dois campos de futebol), e 85m de altura, o SBX detecta os mísseis balísticos no espaço, durante os 20 minutos nos quais esses artefatos permanecem fora da atmosfera da Terra. O radar transmite informações para uma central de operações, que calcula uma missão de interceptação e lança um novo míssil. O SBX consegue diferenciar as ogivas das chamadas iscas — ogivas falsas para confundir os sistemas de detecção. O custo estimado do projeto é de US$ 900 milhões.

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FONTE: Correio Braziliense via Resenha do Exército (adaptação do Poder Naval. Título original “Manobras de Guerra“)

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Marinheiros correm no convoo do USS John C Stennis - CVN 74 - em 29-3-2012 - navio na área da 7th Fleet - foto USN

A foto acima, de aparente tranquilidade, mostra marinheiros praticando corrida no convoo do porta-aviões de propulsão nuclear USS John C. Stennis  (CVN 74), da Marinha dos Estados Unidos (USN). Mas no dia em que a imagem foi divulgada, 29 de março, as coisas não andavam muito tranquilas na área da 7ª Frota da USN, que inclui as águas do Mar Amarelo que banham as costas da Coreia do Norte e do Sul, no lado oeste (veja matéria do dia 29 publicada no blog das Forças Terrestres clicando aqui, sobre as crescentes tensões na região).

É nessa imensa área de responsabilidade da 7ª Frota onde hoje está o navio. Trata-se de uma área de mais de 124 milhões de quilômetros quadrados que inclui 35 países marítimos e cinco países com grandes forças armadas: China, Rússia, Índia, Coreia do Norte e Coreia do Sul.

Porém, há poucos dias o John C. Stennis se encontrava, segundo a USN, bem mais para o oeste dessa região. Quem acompanha as fotos divulgadas pela USN pode até imaginar que uma outra corrida (diferente da dos marinheiros no convoo) tenha se desencadeado nesses últimos de março, conforme as descrições de onde estava o porta-aviões.

Até o dia 22, era divulgado que o porta-aviões se encontrava na área de responsabilidade da 5ª Frota, participando da operação “Enduring Freedom” de apoio a missões no Afeganistão. A foto abaixo, com esse descritivo, é do dia 22.

Super Hornets sobrevoam USS John C Stennis - CVN 74 - em 22-3-2012 - navio na área da 5th Fleet - foto USN

Dois dias depois a 5ª Frota divulgava notícias de que a Ala Aérea 7 (Carrier Air Wing  – CVW7) embarcada em outro porta-aviões, o USS Dwight D. Eisenhower (CVN 69), realizava suas primerias surtidas de combate de 2013 para a Enduring Freedom.

Enquanto isso o CVN 74, que antes estava naquela mesma região, aparentemente se deslocava rumo ao leste. Isso porque, já no dia 25, era divulgado que se encontrava na área da 7ª frota. No dia 29, foram publicadas  fotos de uma comitiva da República das Ilhas Maldivas (no meio do Oceano Índico) em visita ao navio, incluindo o vice-presidente e o ministro da Defesa (foto abaixo).

Vice president Mohamed Waheed Dean das Maldivas a bordo do CVN 74 em 29-3-2013 - foto USN

Essa, aparentemente, indicaria um deslocamento de rotina incluindo visitas já planejadas. Mas, como as coisas andam bem quentes mais para o leste, ou mais exatamente a nordeste, nunca se sabe.

Onde estará o USS John C Stennis hoje? Será que continua indo para o leste? Será que depois mudará o rumo para o norte, na direção do Mar Amarelo?

EC-2 Hawkeye decola do CVN 74 na área da sétima frota - 27-3-2013 - foto Marinha dos EUA

FOTOS: USN (Marinha dos EUA)

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Após quatro meses em missões de escolta de navios civis e mercantes no Golfo de Aden, a força-tarefa da Marinha do Exéricito de Libertação Popular da China chegou hoje à Grande Baía de Malta, na cidade de Valleta. A flotilha, composta pelas fragatas tipo 054A Huangshan e Hengyang, e pelo navio de reabastecimento Qinghaihu estão na ilha a convite das Forças Armadas maltesas, e foram recebeidas com festa pela comunidade chinesa no país.

O embaixador da China na ilha, Cai Jinbiao, declarou que a presença dos navios é “uma visita de boa fé, e esperamos que o povo (maltês) corresponda”. A força-tarefa ficará em Malta até sábado, e entre as atividades de intercâmbio com as forças maltesas, estão previstos seminários sobre combate à pirataria, e demonstrações dos sistemas de defesa das fragatas.

A flotilha ainda passará pela Argélia, Marrocos, Portugal e França antes de voltar para casa.

FONTE: timesofmalta.com via Naval open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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De acordo com informações do jornal South China Morning Post, a Marinha do Exército de Libertação Popular da China participará  pela primeira vez do Rim of The Pacific (RIMPAC) – o maior exercício naval multinacional na atualidade. Porém, a atuação chinesa deve se restringir a atividades não ligadas ao combate, como treinos de alívio em caso de desastres. As manobras do RIMPAC do ano passado, no Havaí, envolveram Marinhas de 22 países e mais de 40 navios de superfície e submarinos.

A confirmação da presença da China nos exercícios conjuntos, que acontecerão em 2014, vem em um momento de tensão entre o país, os Estados Unidos e o Japão devido às disputas em torno das ilhas Senkaku/Dayou, além do desconforto de Washington diante do potencial crescente de Pequim em termos de armamentos e guerra cibernética. Nem todos os países que participam do RIMPAC são aliados dos EUA. No ano passado estiveram presentes a Rússia e a Índia. E segundo o Pentágono, Pequim se limitou a enviar observadores ao exercício em 1998.

O vice-secretário de defesa americano, Ashton Carter confirmou que a China participará do RIMPAC de 2014 durante discurso feito na última quarta-feira (20) em Jacarta. Carter declarou que estava “satisfeito por eles terem aceito” o convite estadunidense, feito ano passado pelo então secretário de defesa, Leon Panetta. Na época, Panetta afirmou ter convidado Pequim a enviar um navio para as manobras, e as autoridades chinesas responderam que iriam “considerar positivamente” a proposta. No portal do Departamento de Defesa norte-americano, consta a declaração de Carter: “nós buscamos fortalecer e aumentar nossas relações militares com a China, acompanhando o crescimento das nossas relações políticas e econômicas”.

Porém, a legislação americana proíbe o Pentágono de firmar contratos militares com o Exército de Libertação Popular, caso esses acordos “venham a criar riscos à segurança nacional por conta de exposição inapropriada” a atividades como operações conjuntas de combate. Mas há exceção para operações e manobras de busca e salvamento ou ajuda humanitária, e a China já participou de exercícios de combate à pirataria com os EUA no ano passado.

A tenente-coronel e porta-voz do Pentágono, Catherine Wilkinson, reforçou que a Marinha americana está tomando as devidas precauções para não revelar informações sigilosas durante as manobras. “A US Navy possui salvaguardas operacionais para proteger dados sobre tecnologia, estratégias, técnicas e procedimentos empregados pelos Estados Unidos”, declarou Wilkinson. A porta-voz preferiu não comentar acerca de qual será exatamente a participação chinesa no RIMPAC. “As inteações militares entre a China e os EUA podem incluir uma série de atividades em áreas de interesse mútuo, como segurança marítima, medicina militar, assistência humanitária e alívio em sutuação de desastre”.

O capitão-de-mar-e-guerra e porta-voz da Marinha dos Estados Unidos, Charles Brown, declarou que a primeira conferência para o planejamento do RIMPAC acontecerá em maio deste ano.

FONTE: South China Morning Post via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

AMAZONAS

vinheta-clipping-navalSob o Comando do Comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Sudeste, três Navios de Distritos Navais distintos suspenderam para a Operação “PAMPAREX/2013”, no período de 12 de março a 8 de abril.

A operação, que envolve cerca de 180 militares, teve início com o deslocamento do Navio-Patrulha “Gravataí” de Salvador para o Rio de Janeiro, onde se juntou ao Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas”, prosseguindo até Rio Grande (RS), onde a Corveta “Imperial-Marinheiro” foi incorporada, formando o Grupo-Tarefa 113.1.

A operação contempla a realização de uma série de exercícios no mar, como manobras táticas entre navios em formatura, aproximação de navios para transferência de carga entre os navios, operações aéreas, combate a incêndios e alagamentos, dentre outros. Além disso, a “PAMPAREX/2013” serve como importante ferramenta de estreitamento de laços entre a Marinha do Brasil e as Armadas da República Argentina (ARA) e da República Oriental do Uruguai (AROU), por ocasião da visitação aos portos de Mar Del Plata, Argentina, e Montevidéu, Uruguai.

FONTE: Nomar

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