1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

Almirante

Francisco Manuel Barroso da Silva

 

Barão do Amazonas

 

Nome

 

O NOME

 

O Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva, filho do Tenente-Coronel Teodósio Manuel Barroso, e de Antônia Joaquim Barroso da Silva, nasceu em 23 de setembro de 1804, em Lisboa, Portugal. Ingressou na Academia Real dos Guardas-Marinhas, já sediada no Brasil, como Aspirante a Guarda-Marinha, em 15 de outubro de 1821; foi promovido a Guarda-Marinha, em 23 de novembro de 1822; a 2º Tenente, em 10 de fevereiro de 1827; a 1º Tenente, em 18 de outubro de 1829; a Capitão-Tenente, em 22 de outubro de 1836; Capitão-de-Fragata,, em 14 de março de 1849; Capitão-de-Mar-e-Guerra, em 3 de março de 1852; Chefe-de-Divisão, em 2 de fevereiro de 1856; Chefe-de-Esquadra, em 21 de janeiro de 1857 e a Vice-Almirante, em 12 de abril de 1865.

 

Depois de embarcar em vários navios da esquadra, em sua carreira na Marinha Imperial do Brasil, comandou a Divisão Naval em Operações em Santa Catarina, a Charrua Carioca, em 1831, o Brigue Imperial Pedro, as Corvetas Imperial Marinheiro, Sete de Abril e Bahiana e o Patacho Patagônia.

 

Ao longo de sua brilhante carreira naval, o Almirante Barroso revelou-se possuidor da coragem e da audácia que caracterizam os verdadeiros marinheiros. Tendo sido designado para comandar a Corveta Bahiana, que estava em operação na bacia do rio da Plata, em conturbada época de nossa história, fortaleceu ainda mais, o seu prestigio profissional ao novamente alcançar expressivo êxito no exercício de uma das mais nobres missões de um Oficial da Marinha: O Comando no Mar.

 

Em 1865, durante a Guerra do Paraguai foi nomeado Chefe do Estado-Maior da Divisão Naval, comandada pelo insigne Almirante Tamandaré, e Comandante da 2ª Divisão Naval. Em maio, a 2ª Divisão se achava em Corrientes, operando, contra as forças da República do Paraguai.

 

Em 11 de junho de 1865, o Almirante Barroso teve importante atuação durante a Batalha Naval do Riachuelo pois, em um momento decisivo, resolveu lançar a proa da lendária Fragata Amazonas, Capitânia de Esquadra Brasileira na Guerra do Paraguai, contra os navios da Força Naval inimiga que, a mando de Solano Lopes, procuravam retirar dos brasileiros o domínio da navegação na rio Paraná, o que era imprescindível para a defesa dos nossos interesses.

 

A Impotância da nossa vitória elevou o Almirante Barroso ao patamar de herói nacional, tendo sido agraciado com os seguintes galardões: Comendador da Ordem de São Bento de Aviz, 1854; Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, em 1865; e Barão do Amazonas, em 1866.

 

Faleceu, em Montevideo em 8 de agosto de 1882.


- Andréa, Júlio. A Marinha Brasileira: florões de glórias e de epopéias memoráveis. Rio de Janeiro, SDGM, 1955.

 

- NOMAR - Noticias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n. 502, abr./mai/jun. 1985; n. 686, jun. 1999.

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