Submarino esnorqueando

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    submarine-snorkel.jpg

    Atendendo a um pedido de um leitor deixado nos comentários, aí vai uma foto mostrando um submarino holandês da classe Walrus, usando o snorkel (ou esnorquel) para recarregar suas baterias. O snorkel é o quarto mastro que aparece da esquerda para a direita na foto. Segue a definição de “esnorquel” (na letra E) encontrada no glossário do Poder Naval:

    “Componente comum num submarino diesel-elétrico, tem como objetivo a entrada de ar sem que haja a necessidade do submarino vir à superfície para renová-lo, além de recarregar as baterias do sistema propulsor elétrico. Os equipamentos atuais possuem sensor do tipo MAGE que permite alertar o submarino quando este estiver sendo detectado por radares.”

    Observar a fumaça produzida pelos motores diesel.

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    O primeiro com snorkel na US NavyReabastecimento de AIP é complicado? Então a solução é terceirizarUm contra todosOs submarinos brasileiros de 1914 até hojeLuciano Baqueiro Recent comment authors
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    Medeiros
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    Medeiros

    qual o tempo médio de recarregamento? Alguém sabe dizer?

    RoLoUcO
    Visitante
    RoLoUcO

    vai ai mais uma pergunta de noob!! quando o mar esta grande não entra agua pelo esnorquel?isso e um problema?

    Wolfpack
    Visitante
    Wolfpack

    Só se pode utilizar o snorkel com mar calmo como o dá foto. Imagine o cara ter que fazer o mesmo procedimento com mar agitado e com ondas grandes. O snorkel apresenta um desenho que não permite a entrada de água pela entrada de ar, mas isso têm um limite que inviabiliza sua operação. Esta dependência não se verifica com AIP e Geradores Nucleares.

    RoLoUcO
    Visitante
    RoLoUcO

    isso quer dizer mais limitações!!

    Alexandre Galante
    Visitante

    Pessoal, o esnorquel pode ser usado em qualquer tempo. Existe uma válvula nele que impede a entrada de água quando o mesmo é coberto por alguma onda.
    Nos primeiros equipamentos, quando a válvula de ar se fechava, os motores diesel aspiravam o ar de dentro do submarino, causando descompressão e certo desconforto na tripulação.

    Bosco
    Visitante
    Bosco

    Galante,
    e o CO sai por onde?

    Alexandre Galante
    Visitante

    É liberado na água pela “vela” do submarino… vê as borbulhas e a fumaça na foto?

    Bosco
    Visitante
    Bosco

    Não tinha reparado nas borbulhas! Interessante!

    Bosco
    Visitante
    Bosco

    Na realidade, parece fazer muito barulho e comprometer mais a discrição visual do submarino. Tudo para reduzir a emissão de IR.
    Ao meu ver parece trocar seis por meia dúzia.

    Alexandre Galante
    Visitante

    Bosco, a introdução do esnorquel no final da WWII pelos submarinos alemães reduziu drasticamente o número de submarinos perdidos por ataque aéreo.
    Nos teatros modernos, quando um submarino esnorqueia e percebe que está sendo detectado por radar, é muito mais rápido para ele cortar os motores e mergulhar para escapar, do que se estivesse completamente na superfície.

    Bosco
    Visitante
    Bosco

    Quanto a isso não há dúvida Galante.
    Sem dúvida, com o “esnorquel” é melhor que sem.
    Mas eu me referi ao fato do CO não ser disperso no ar mesmo. Sendo dentro d’água parece não fazer tanta diferença, já que cria bolhas e não sendo solúvel, o CO vai para a atmosfera do mesmo jeito.

    RoLoUcO
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    RoLoUcO

    vlw Alexandre pelas explicações!!

    Wolfpack
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    Wolfpack

    Entre uma vaga de 5 metros e outra o snorkel funciona. Parece muito eficiente!

    Castor
    Visitante
    Castor

    Medeiros, depende do nível de carga da bateria, da capacidade total de carga, da capacidade de geração dos diesel geradores e da velocidade durante o snorkel. Varia de sub para sub. Isso é normalmente avaliado através de uma medida chamada taxa de indiscrição que é o tempo total que o sub passou snorkeando, dividido pelo tempo total de operação. Bosco, é isso mesmo, diminuir a assinatura IR já que o bom comandante se programa para esnorquear à noite. Mas a grande vantagem o Galante já falou, o tempo de imersão. Só para complementar aquele assunto do outro artigo, como eu… Read more »

    Paulo Costa
    Visitante
    Paulo Costa

    O rastro de escape na agua de ser visivel ,devido as bolhas ,ainda mais em agua salgada,satelites devem pegar este rastro no mar, vi uma foto de um satelite no mar do sul,monitorando ondas gigantes,que se formam ,e o software do sistema indica as ondas que poem em risco a navegação,e o satelite é civil, imaginem um militar.Este escape na agua deve ser bem abafado, entre a vela e os motores,pois quem faz pesca submarina sabe o barulhão que é o funcionamento de motores de popa,em que o escape é dentro dágua,o som se propaga a 340m/s,na agua 1500m/s, sou… Read more »

    Paulo Costa
    Visitante
    Paulo Costa

    Classe Walrus,sub de patrulha,construção em 1979-1987,
    desloc submerso-2800t,comprimento 67.7m.
    Na vela tem os equipamentos,perisc de observação,mastro
    MAGE,perisc de ataque,radar decca,mastro de comunicação,
    snorkel.Hidroplanos traseiros em X.
    Os motores diesel para os geradores eletricos para
    recarga das baterias,são montados em um conves falso,para
    diminuir vibrações.Este sub deriva de tecnologia Americana,
    e Francesa.O aço do casco altamente ductil,secreto,possibilita
    chapas maiores e com isto menos area de solda,ficando mais
    resistente,e com isto aumentou em 50% a profundidade de mergulho.

    Luciano Baqueiro
    Visitante
    Luciano Baqueiro

    Amigos,

    um momento na História :

    “Quem semeia ventos, colhe tempestades”

    07 de Dezembro de 1941 – Ataque japonês a Pearl Harbor !

    Reinaldo Gaspar
    Visitante
    Reinaldo Gaspar

    Boa tarde Alexandre
    Seria você o grande amigo Alexandre Galante dos tempos de Marinha.
    Também discípulo do grande mestre Professor Pinheiro. “Não me contraries e terás tudo”.
    Se for, saudações e parabéns pelo trabalho naval.
    Como sempre muito competente.
    Saudades dos velhos tempos na Buarque de Macedo no Flamengo.
    Um grande abraço do amigo e marinheiro Gaspar.

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    […] grande novidade da época foi o sistema do esnorquel, que equipava os submarinos da classe “GUPPY”. Este sistema permite recarregar as […]

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    […] três estavam funcionando, aumentando o tempo de recarregamento das baterias e a exposição do snorkel, tornando-o extremamente vulnerável às emissões dos radares de busca do […]

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    […] aos submarinos U212 e U214 permanecerem submersos por várias semanas, sem a necessidade de uso do snorkel.  O sistema fuel cell produz energia elétrica por “eletrólise reversa”, sem deixar […]

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    […] da classe “Tench”, foi o primeiro submarino americano equipado operacionalmente com snorkel em julho de 1947, portanto, dois anos após o final da Segunda Guerra […]