quinta-feira, janeiro 27, 2022

Saab Naval

A Guerra no Pacífico começou antes de Pearl Harbor

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

pear-harbor-attack.jpg

Na data de hoje, em 1941, portanto há 67 anos, navios-aeródromos japoneses lançaram seus aviões para atacarem a base americana de Pearl Harbor, no Pacífico, no momento histórico registrado na famosa foto acima.

Mas o poder aeronaval japonês já tinha sinalizado sua capacidade muito tempo antes, quando em 29 de janeiro de 1932, o porta-aviões Kaga, levando 1.500 fuzileiros e acompanhado por mais 11 navios, atacou Xangai, com aviões Nakajima A1N e Mitsubishi B1M. Os ataques foram realizados “incessante e indiscriminadamente” contra o bairro densamente habitado de Chapei, segundo relatos de funcionários britânicos do Ministério do Interior, matando um número incontável de civis.

Um correspondente da revista Time descreveu o porta-aviões Kaga como “o mais novo tipo de terror marítimo, contendo mais de 60 aviões em seu enorme e esquisito convés, com fumaça saindo de sua estranha chaminé horizontal.”

A manchete do New York Times dizia: “Aviões aterrorizam cidade constantemente”. O correspondente Hallet Abend observou: “Aviões japoneses circulavam a área de Chapei, dando às testemunhas chocadas o espetáculo sem precedentes de um letal bombardeio aéreo de uma região metropolitana densamente povoada e desprotegida”.

O primeiro incidente de Xangai raramente é mencionado, mesmo em histórias minuciosas da Segunda Guerra Mundial e de fato, ele deu início ao longo mergulho rumo à guerra do Pacífico.

O ataque a Xangai também demonstrou o papel fundamental do porta-aviões:  a projeção de força em apoio a uma política nacional em uma região em que o poder aéreo baseado em terra não está disponível. Apenas nove anos mais tarde, o Kaga levaria seus aviões por metade do Pacífico para um ataque muito mais memorável.

attack_on_pearl_harbor_japanese_planes_prepare.jpg

FONTE:  Asas: uma história da Aviação: das pipas à era espacial – Tom D. Crouch. Editora Record

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Wolfpack

Tora-Tora-Tora… O Japão nunca mais teve um porta-aviões, nunquinha.

Alexandre Galante

Agora eles têm um, mas é chamado eufemisticamente de “destróier porta-helicópteros”.

João-Curitiba

Mas esta realidade terá de mudar. Faz tempo que os EUA já avisaram o Japão de que eles precisam começar a andar pelas próprias pernas no que diz respeito a defesa. Os contribuintes norte-americanos já começam a dar sinais de cansaço pelo fato das forças armadas dos EUA serem a “polícia do mundo”.

Joaca

Senhores
O Japão terá porta aviões, mas serão conhecidos como cruzadores de convés contínuo.
Aposto nos nomes da classe Tonne para eles.
At
Joaca

Luis Augusto

Realmente eu não sabia desta investida maritima,contra a China, muito boa a matéria.

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