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Holanda inicia construção de novos navios-patrulha

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O Secretário de Estado da Defesa Jack de Vries bateu a quilha do primeiro navio de patrulha da Marinha Real da Holanda, o Holland, no estaleiro Damen Schelde, no dia 8 de dezembro.
Os nomes dos próximos três navios da classe também foram anunciados: Zeeland, Friesland e Groningen. As quilhas serão batidas em setembro de 2009, outubro de 2009 e abril de 2010.
A nova classe de navios-patrulha segue a nova filosofia do “Navy Study 2005”, para a frota da Royal Navy da Holanda. Por conta de uma nova visão do mundo e as novas ameaças, como o terrorismo e um aumento da pirataria, a ênfase foi colocada em operações em águas litorâneas.
Os quatro navios serão usados especificamente para o espectro de ameaças mais baixo,  tais como conflitos de menor intensidade, vigilância marítima (incluindo as operações de abordagem) e fiscalização.
Os novos navios terão 108 metros de comprimento e deslocarão cerca de 3.750 toneladas. Terão convôo e hangar para embarque de um helicóptero NH-90 ou equivalente. Seu armamento será composto por um canhão de 76mm Oto-Melara de duplo emprego, um canhão de tiro rápido Hitrole e duas metralhadoras. Todas as armas terão controle remoto. Graças às tecnologias no “estado-da-arte” de comunicação e sensores, integrados no mastro principal, será possível a detecção e o monitoramento de alvos de alta e de baixa altitude, incluindo aeronaves, barcos rápidos, periscópios, minas e até mesmo mergulhadores.

hollandclassopv-1.jpg

NOTA DO BLOG: Esses novos OPVs têm deslocamento de fragata, mas seu armamento é fraco, por isso a classificação adotada. Tudo indica que serão muito usados no Caribe.

1 COMMENT

  1. Realmente seu armamento para o tamanho do navio ficou reduzido, mas para que um navio desse porte para patrulha? Nesse caso preferia as nossas covertas (Inhaúmas/Barroso), pois é muito “barco pra pouco peixe”!!! Mas sem dúvida uma classe muito bonita, só não foi falado do preço… Pelo que está escrito dá para notar que ela possui excelentes sensores, inclusive dá para levar um NH-90, coisa que é dificil até mesmo em muitas fragatas, pena o subarmamento dela, mas com certeza, em caso de necessidade isso possa ser alterado em um curto espaço de tempo, ou seja, armá-la para a batalha.

    Sds.

  2. Olha, o armamento desse barco é um tapa na cara (até na minha) de quem defende patrulhas “mais parrudas”.
    Não fosse o convôo e seria o mesmo que os NAPAS, só diferenciada no tamanho (super-dimensionado, pra que 108 mts e 3.75 mil tons?) e na eletrônica embarcada….

  3. Quando a encomenda decorre de planejamento bem feito, ocorre uma adequação às necessidades.
    Não há como colocar uma patrulheira para enfrentar naves de combate, nem porque gastar com naves maiores para simples patrulha.

  4. Pedro, sou um defensor das suecas e finlandesas.
    e ainda sim mantenho minha posição não pela adoção destas mas sim de seus conceitos, adaptados a nossa realidade.
    quanto as holandesas, Se olhar atentamente verá que o navio está sendo desenvolvido para operar em rede centarda, embora o armamento seja destinado à conflitos d ebaixa intencidade, o navio poderá operar tranquilamente com navios mais armados e poderosos através das redes. outra coisa
    seu conceito é multi propósito, capaz de operar em 3 senários diferentes.
    observe que para alguns aqui um sistema de armas e sensores tão avançados os quais ele vai transportar não se configuraria na espectativa d eum navio de patrulha e vigilância.
    para que radares tão poderosos? diria uns…
    outro ponto diz respeito a modularidade do programa o qual pode,se necessário incorporar outros armamentos mais avançados.
    ao meu ver estes navios servirãod e de-duros de luxo, porém capazes de vetorar ataques de outros veículos aéreos ou navais.
    agora claro, para a tonelagem, o navio é pouco armado.

    porém devo salientar que no caso dos holandeses, a função de defesa é delegada as De Zeven Provincien das quais, nem de perto nossas fragatas chegam.
    espero que PRM inclua as fremm ou KDX ou quais quer outras com ccapacidades no mínimo equivalentes, pois quaisquer novos programas estão os superando.

  5. Cada coisa no seu lugar. As ameaças nas águas da Suécia são diferentes das ameaças diárias no litoral do Brasil. Pela posição geográfica da Suécia, justifica aquelas fragatas. No caso do Brasil e da Holanda é diferente

  6. Para quem tanto criticou nossas “canhoneiras”, não entendo suas reais funções, taí uma canhoneira Holandeza… Mas para os “vira-latas” a Holanda poooodeee.
    Um abraço a todos!

  7. Nem 8 nem 80.

    As Visbys postadas aqui no blog nao sao NaPas mto menos NaPaOcs, mas estes NaPaOcs enormes da Holanda tbm nao se encaixam mto bem no cenario brasileiro. Acho q o plano da MB de um navio de 1800ton com armamento de tubo medio e rapido, helicoptero leve ou medio embarcado e lancha rapida de interceptaçao eh mto bem pensado e adequado as nossas necessidades. Esta classe holandesa somente se justificaria aqui caso queiramos realmente patrulhar a costa ocidental e meridional da Africa…

    Lembrando: nao sao vasos de guerra. Sao navios-patrulha!

  8. Certamente é menos armada que sua congênere francesa mais antiga (Classe Floreal), mas aparentemente, pelo que se vê na foto, está bem servida de sensores. O deslocamento (assim como é o caso da Floreal, que tem a Guiana Francesa como uma de suas áreas de patrulha) é devido ao fato de ser planejada para operar muito distante da base, no caso, o Caribe, como citou a nota do Blog.

    Mas enfim, parece-me que o armamento é adequado à função, a diferença é que a França, para funções semelhantes, acrescentou um par de SSM (podendo também ser instalado um lançador Simbad do SAM Mistral). Preferiria uma configuração semelhante à francesa, em armamento, para os futuros NaPaOc da MB, mas com os sensores da holandesa.

  9. Desculpe Nunão, mas parece que o Zorra Total da Globo pode explicar melhor:

    NaPa brazuca mal armado não POOOOODE!

    Fragata travestida de NaPa Holandesa POOOOOODE!

    rsrsrsrsrsrsrsr

    Tirando a brincadeira de lado é isso que acontece. Holandes, alemão ou Sueco pode ser subarmado, mas, se for brasileiro o mundo acaba.

    Isso tem nome: Síndrome de Vira Latas!

    Esse mal acomete muitos brasileiros que 90% do tempo acham que os dos outros é melhor.

    Não há nada a fazer a respeito, pois isso é cultural no nosso país. Infelizmente é a nossa realidade!

    PS: Engraçado, esse tópico não vai chegar aos 190 posts não?

    Acho que não, afinal, são navios holandeses né?

  10. Pois é, Direto, eu (visão pessoal mesmo) me preocupo bem menos com o armamento dos NaPa 500 do que o dos NaPaOc – espero que esses últimos tenham um pouco a mais (mesmo que fitted but not with) que os patrulhas holandeses acima.

    Gostaria também de uma quantidade maior deles tipo uns 8 no total, mesmo à custa de alguns NaPa 500, mas talvez isso não seja possível. Imagino que um NaPaOc custe, no mínimo, algo como 3 dos seus primos menores. Dependendo dos sensores e armamento, essa relação pode até ser maior.

    E, imaginando que leve uma boa dúzia de anos para produzir todos os 27 “cinquecentos” (gosto de chamar os 500t desse jeito, é apelido carinhoso, não é depreciativo…), a essa altura imagino que os Gururus estarão bem judiados, os Bracuís não mais se justificarão, dado que haverá coisa mais nova e com desempenho (velocidade) maior e, assim, em relação aos melhores patrulhas que temos hoje, em número de 16 o acréscimo será de apenas 11 unidades, fora os NaPaOc. Um acréscimo condizente para quem tem, hoje, números claramente insuficientes na patrulha.

    Assim, o meu desejo de que se construíssem e equipassem decentemente mais uns 3 oceânicos, seria à custa de pelo menos 9 dos de 500t, e com isso praticamente não se acrescentaria nada no longo prazo, só os oceânicos (o que não é pouco, principalmente no quesito qualidade, mas imagino que seja insuficiente na quantidade). Equação complicada. Saudações!

  11. Ô Direto, se juntar toda a Esquadra brasileira não dá o poder naval de uma só escolta “De Zeven” da Royal Navy holandesa.
    Portanto tudo o que flutua por aqui deveria ser melhor armado.
    A Holanda tem dinheiro sobrando pra ter navio patrulha subarmado, nós não.

  12. Nimitz… eu tava pensando a mesma coisa… com o que nos podemos investir… temos que pensar em vasos melhor armados e mais versáteis… justamente por não poder investir num número maior de navios especializados.

  13. Engraçado… o arranjo do navio, apesar de bonito, não me parece muito funcional, caso seja necessário, e desejável, instalar mais armamentos.

    O fato de contar com bons sensores e sistemas de comunicação, me dão a impressão (que no caso deles é válida)… “se não fizer o que eu mando… chamo meu irmão grandão!”… o que aqui, na minha humilde e amadora opinião, eles podem, nós não (e não considero síndrome, apenas realidade!)

    Acho que um patrulheiro legal teria alguns milhares de toneladas a menos (só umas 2), canhão de 57mm na proa (eu realmente acho este equipamento relevante e bom pacas), reparos menores automatizados nos flancos, duplo .50 como a lancha CB90, ou os Typhoon da Rafael… e 1 ou 2 Light Patrol Boat, com torreta armada, para permitir abordagem vigiada. Operar um helicóptero seria muito desejável, para ampliar o raio de vigilância, que é a função da bichinha, mas que também poderia ser utilizado em operações de socorro.

    Finalmente uma suíte de sensores, incluindo um sonar de casco, mesmo que de baixa potência, e equipamentos de comunicação relevantes, porque no século 21 informação é poder… se puder ser compartilhada, no caso.

    Não vejo pesqueiros como principal problema, mas sim navios de pesquisa que, prevendo uma reavaliação futura da ZEE, já estejam fazendo pesquisas no sentido de postar por aqui equipamentos que lhes permitam “meter um canudinho” no mar, e encontrar o mesmo veio do pre-sal, que deve ser extenso pra KCT (já sei… parece insano!) mas também achava insano que houvesse submarinos chineses em águas japonesas mas… houve!

  14. Pera lá, Nimitz, dinheiro sobrando na Holanda? Se estivesse realmente sobrando, eles teriam dado como argumento para a venda de quatro escoltas classe M a desculpa de arranjar dinheiro para construir esses patrulhas?

    As Zevens são o meu xodó, mas são só quatro, apesar de muitíssimo bem armadas. Com mais duas classe M, dá a incrível quantidade de seis escoltas…

    Bom, tenho que ir pra mais uma das incontáveis confraternizações de fim de ano e volto só bem mais tarde, e provavelmente bem bêbado. Por favor, quebrem bastante o pau por aqui na minha ausência. Saudações!

  15. Nimitz, o almirante que originou o seu nick deve estar dando cambalhotas no tumulo. rsrsrsrsrsrs

    Não subestimem a Mb. 1 De Zevem contra as 6 Niteróis e as 3 T22? hahahahahahahahahahahaha

    Vc só pode estar fazendo piada né?

    Meu amigo ter sistemas num navio é uma coisa, torna-lo imbatível é outra completamente diferente.

    Olhem, esse ano a Escola de Guerra Naval na Urca já encerrou as atividades em que civis poderiam participar.

    Prometo que assim que souber de outro evento em que os civis possam participar, colocarei aqui e gostaria de ver alguns por lá.

    Seria interessante ver o que muitos aqui acham “molezinha” de se fazer, ter que desdobrar para sair das sinucas de bico que a “realidade” impõe.
    Eu digo para vocês de cadeira, que apenas um que participou mudou por completo suas opiniões, pois após ver todos os ” super trunfos” que ele levou para lá, serem destruídos, ele aprender que uma coisa é ficar atrás do PC chutando mil e uma coisas e soluções e ” verdades” . 🙂

    Hoje ele sabe e bem a diferença e pensa mil vezes antes de postar coisas que para quem conhece a realidade, sabe que são coisas impossíveis.

    Entendo que muitos aqui por razões óbvias, não tem acesso ao mundo real das FFAAs. Por isso, sempre que puder avisarei destas janelas e quem quiser participar, será ótimo, pois ai sim, estaremos agregando valor real e transformando puros entusiastas em conhecedores de assuntos de Defesa neste país.

    Podem me cobrar! Eu já transformei 2. hehehehehehehe

  16. Realmente achar que 1 Zeven dá conta de “tal” recado é viajar na maionese!

    Precisamos de vasos bem estruturados, mas também distribuídos de forma mais homogênea…

    Vamos fazer uma comparação (ói eu comparando de novo!) as “fortalezas aéreas” pagaram um mal bocado durante os combates aéreos… e até o Yamato levou um cerol de navios bem menores, apesar de todo o seu porte!

    O fato de ser um excelente navio, não o torna imbatível, apenas um alvo prioritário, uma “espinha dorsal”, que pode ser quebrada para alejar uma marinha que tenha poucas unidades de valor altíssimo.

  17. O mundo militar não é exclusividade dos militares. Pelo contrário, os militares são apenas e tão somente os usuários finais de produtos feitos pelos civis.
    Os comentários feitos por civis, antes de serem desqualificados, deveriam ser vistos pelos militares (da ativa e da reserva) como mais uma fonte de informação e de opinião válida e de importância fundamental, já que não está atrelada à corporativismos, hierarquias, tradição e ufanismos de qualquer natureza.
    Alguns até parece se sentirem ofendidos pelo blog ser freqüentado por não militares, como se o mesmo fosse uma filial da caserna, e o assunto “defesa” só a eles fosse pertinente.
    Hoje, fui ofendido por um militar da reserva que se achou no direito de fazê-lo, frente ao que julgou uma ofensa de minha parte.
    Ficando claro a preferência do Sr. Galante em ter seu blog freqüentado apenas e tão somente por militares (da ativa, ex ou da reserva) desde já confesso não ter feito sequer o “Tiro de Guerra”, e adianto que não precisarei ser bloqueado, bastando um simples e-mail da parte interessada para que eu vá dar pitaco em outros ares, ou mesmo uma manifestação pública no blog, que ao contrário de muitos não sou facilmente ofendido principalmente em uma atividade que considero um hobie, e vejo como um direito inalienável do proprietário da página, selecionar seus visitantes.
    Embora nunca tenha feito o serviço militar, sirvo ao meu país, que acreditem, não é prerrogativa exclusiva dos militares, como um homem de bem e um cidadão produtivo e cumpridor das leis.
    Cumpro inclusive as leis que considero más por esperar que os homens que julgo serem maus, possam cumprir as que considero boas.
    Um abraço a todos.

  18. Pera lá, Bosco…isso que vc acabou de escrever é o quê? Uma despedida?

    Espero que não, né?!!!

    O Mauro já se foi (pelo visto…mas espero que ele reconsidere a decisão tomada e volte o mais breve possível)…se vc se for também, não teremos mais ninguém com conhecimento em raios miniaturizantes e nem muito menos alguém para alertar sobre a provável invasão dos Insectosauros…ou seja, não brinca não meu caro!!!

    Sem falar que o que vc disse sobre a defesa é a mais pura verdade: as questões de Defesa é um assunto que diz respeito a todos, é um direito de todo cidadão, seja ele civil ou militar…e perceba, eu disse um direito.

    um forte abraço

  19. Caro amigo Bosco.

    Apesar de não achar que seu post seja endereçado a mim, te peço a permissão para expor um lado desta questão.

    Na minha modesta opinião, todos tem o direito de expressar suas opniões em qualquer lugar público.
    O que me chateia é que quando um oficial um jornalista um especialista em assuntos militares ou mesmo uma pessoa com alguma vivência junto aos militares e suas operações, chega e tenta passar para os que não possuem, experiência, vivência ou conhecimento pleno dos assuntos tratados aqui com o intuito de passar seus conhecimentos, é taxado de arrogante, metido a besta e outros adjetivos impróprios.
    Na verdade na tentativa de ajudar, acabam sendo mal interpretados. O que acontece é que ninguém é obrigado a aceitar as ponderações feitas por pessoas qualificadas, mas, seria interessante pois é apenas uma tentativa de ajudar.

    Enfim, é assim que eu vejo o que ocorre aqui.

    Espero que entendam que não é por arrogância, e sim por querer passar a real para vocês.

  20. Bonito país a Holanda. Amsterdam é linda.
    Tem uma importante base naval bem no centro na “nova” Amsterdam, mas nem dá para passar perto e tirar fotos. Até no Google Earth a área desta base naval é mascarada.
    Mas o país todo cabe dentro do estado do RJ.
    Sds.

  21. Bosco e Direto do fundo do mar!! Caramba! Suas opiniões são muito importante para nós, simples mortais rsrs… por favor entrem num acordo !!!

  22. Hornet,
    não é despedida não meu caro amigo! Mas com certeza terei mais cuidado ao freqüentar o espaço, já que muitos o vêem de maneira diferente da minha e “comunicação” depende de quem fala e de quem ouve, e aqui, damos tiros no escuro sem saber quem é que ta do outro lado da linha.
    Um abraço!

    Direto,
    não foi endereçada especificamente a você não! Mesmo por que, como disse, não sou facilmente ofendido.
    Você então, nunca o fez, pelo menos que eu tenha notado.rs.rs…

  23. são barcos subarmados,na contra mão de tudo os projetos mundiais.Bem que todos nos achamos isto.As patrulhas 500 do Brasil poderia ser armadas com capacidade antiaerea de ponto e de area mesmo com poucos misseis,poderia ter pequena capacidade antisubmarino,poderia em tese capaz de enfrentar navios maiores pelo menos no inicio,poderiam ser escoltas de fragatas se isto encarecer o projeto então se reduzam em vez de 27 talvez 16 acho que a capacidade multifuncional daria mais segurança as plataformas e na area de atuação delas .

  24. Quando vi os comentários postados no post da VISBY preferi não comentar. Achei que não iriam querer ouvir. Mas vamos lá:
    1 – Com o avanço tecnológico atual, os navios são especializados, não dá para querer fazer tudo. Lembrem-se da história do pato que anda, nada e voa, mas nada mal, anda mal e voa mal. Assim, existem navios para defesa antiaérea, antisubmarina, etc. Existem também navios patrulha. Cada um tem que ser o melhor possível para cumprir sua missão mas o mais barato possível. Assim, um navio patrulha, que não é para combater ou dissuadir forças navais, serve para patrulhar e dissuadir, pesca ilegal, contrabando, terrorismo, etc, deve ter o armamento mais barato possível para cumprir sua missão. Isso é repetido em todos os navios patrulha, é só olhar o Janes. Um bom exemplo é o HMS Clyde que no último ano passou pelo Rio a caminho da Falklands, tem apenas um canhão de 30 mm. Por favor, não comparem poder de fogo de um patrulha com um navio de combate, é muito primário
    2 – É bem verdade que para ter um canhãozinho pode ser um navio pequeno, mas, infelizmente, navios pequenos não têm bom comportamento no mar, trabalham em um ponto da curva de resistência onde a resistência de formação de ondas é muito grande e são difíceis de manutenção, devido ao pouco espaço interno. Na prática, com navios maiores o preço fica só um pouco maior, mas, como os reparos são mais fáceis devido ao espaço, são mais baratos de manter. Além disso, são mais confortáveis para a tripulação, operam em mares agitados e, devido à maior capacidade dos tanques, tem maior capacidade de permanência na área de patrulha, um fator importante para esse tipo de navio. De que adianta um navio que passa dois terços da autonomia em trânsito?

  25. Amigo Bosco, não sei de onde você tirou essa impressão.
    Não há uma preferência por militares neste Blog, muito pelo contrário.
    A opinião de todos aqui têm a mesma importância, sejam civis ou militares. E a maioria aqui, com certeza, é civil.

  26. Galante,
    eu não fiz uma afirmação.
    Quando usei inadequadamente a expressão “Ficando clara a preferência do….” foi no tempo futuro. Teria me expressado melhor se tivesse usado a expressão “Se ficar clara a preferência do….”
    Meu “português” não é la dos melhores!
    Um abraço. E parabéns pelo post do Seacat!

  27. Dando uma revisada geral na internet e em revistas especializadas parece não haver consenso em relação à classificação de navios, o que torna a discussão sobre o tema um tanto quanto problemática.
    Os FPB (barcos patrulha rápidos), que seria melhor traduzido como “lancha de patrulha” é confundido com os FACs (navios de ataque rápidos) ou missile boats.
    Ao meu ver o termo FPB (lancha de patrulha) deveria ser usado quando a função do “barco” em questão é a de “polícia”, portando, o mesmo usaria apenas canhões (máximo de 30 mm) e metralhadoras. Para diferencia-los dos NaPa, a velocidade seria fator preponderante (acima de 30 nós) e a tonelagem (abaixo de 150 t)
    A classificação de FAC (lanchas de ataque?) deveria ser empregada quando o barco em questão comporta além de canhões, mísseis SSM, o que o possibilitaria atuar em um conflito de maior intensidade contra alvos de superfície.
    Também a classificação de NaPa deveria ser usada tendo em mente um navio de patrulha sem conotação ofensiva, e sim “policial”. Ficando o termo “costeiro” e “oceânico” reservado para navios com certa tonelagem/autonomia, podendo o último ter ou não um helicóptero embarcado. É claro que toda classificação é forçosa e artificial, mas é importante para a discussão e compreensão, dada a maneira como nossa mente “processa” informação. Isto posto, o limite de 500/600 t seria para NaPa, acima desse deslocamento o meio seria classificado como NaPaOc.
    As corvetas já seriam navios com tonelagem/autonomia comparável ao de um NaPaOc, mas com capacidade ASW e portando mísseis SSMs para ASuW, um melhor capacidade anti-aérea (desejável, mas na dependência do TO) e podendo ter ou não um helicóptero orgânico. A autonomia nesse caso é necessária para permitir patrulhas de longa duração, não podendo o mesmo, ter que encerrar suas atividades tendo um sub prestes a esnorquear.
    Uma concessão poderia ser feita em relação aos NaPaOc, que poderiam ser armados com mísseis SSMs (ou pelo menos com previsão para tal em caso de conflito iminente), capacidade de receber dados OTH de outras plataformas/sensores, e uma completa suíte de proteção passiva, incluindo lançadores de chaffs e flares, etc. Também um canhão maior (57 ou 76mm) seria bem vindo nessa classe (e nas corvetas). Nesse caso, o mesmo poderia ser classificado não como NaPaOc e sim como Navio Patrulha de Ataque (NaPaAt).
    É claro que tudo isso não passa de elucubrações de uma mente vazia numa tarde de sábado.
    Mas já me refiz e vou assistir um filme na NET.
    Um abraço a todos.

  28. Só para deixar claro minhas elucubrações alucinógenas.
    Os meios designados como Lanchas de Patrulha, Navios de Patrulha Costeira e Navios de Patrulha Oceânicos seriam aptos a exercerem apenas e tão somente papel de polícia. Para tanto, sem capacidade ASW, ASuW e com uma defesa aérea proporcionada pelo canhão (que muito provavelmente não seria usado para tal), já que não estaria previsto seu uso em operações militares contra forças de superfície nem contra submarinos.
    Os meios designados como “Lanchas de Ataque” estariam aptos a realizarem ASuW, já que contam com mísseis SSMs. Para tal, deveriam contar com uma maior capacidade de defesa aérea, pelo menos na forma de defesa passiva, já que vão operar em um conflito de média/alta intensidade, e embora não sejam preza fácil de mísseis anti-navios típicos devido a seu tamanho, velocidade e capacidade de manobra, o são para os helicópteros (principalmente armados com mísseis táticos como o Hellfire II) que sempre acompanham os navios alvos.
    As “Corvetas” teriam capacidade ASW, ASuW e é claro, com uma capacidade adequado de defesa aérea. E como possuem capacidade anti-submarina, devem ter uma autonomia adequada e uma tonelagem compatível com tal autonomia.
    A imaginária classe NaPaAt seria formada por navios com a função de realizar “operações policiais” típicas de uma “guarda costeira”, mas com certa capacidade ASuW, se não de forma permanente, pelo menos contando com a possibilidade de receberem mísseis SSMs em caso de necessidade. E claro, como poderiam vir a atuar em operações de caráter estritamente militar, deveria receber também uma melhor capacidade de defesa aérea (permanente ou de fácil instalação).

  29. Castor,
    a confusão é tanta em relação à classificação dos meios navais que qualquer um pode dar sua sugestão, já que todo mundo escreve o que da na telha. Dá uma confirida pra você ver!
    Eu não tomei Prozac não, mas com certeza estou precisando é de uns benzodiazepínicos.

  30. Só lembrando, os termo genérico relativo a barcos patrulha (ou navios patrulha) em inglês é Patrol Boat (PB) ou Patrol Vessel (PV)
    A classificação de NaPa e NaPaOc (este último não é adotado oficialmente pela MB) é em inglês IPV (Inshore Patrol Vessel) e OPV (Offshore Patrol Vessel) respectivamente.
    Em geral, além da tonelagem/autonomia/capacidade marinheira, a diferença visual mais evidente na grande maioria dos navios patrulha é a presença de um convôo e de um hangar para um helicóptero no OPV.
    A classificação FPB (Fast Patrol Boats) ou FPV (Fast Patrol Vessel), seria o que chamamos genericamente de “lanchas de patrulha”.

  31. Vale salientar que o Brasil não usa a classificação “Navio Patrulha Oceânico”, mesmo porque a rigor, ele não tem nenhum.
    A classe Bracuí é a que mais se aproxima dessa classificação devido ao deslocamento e autonomia mas a marinha não adotou o termo “oceânico”. Não sei também se suas qualidades marinheiras a tornam exemplares de uma classe “oceânica”.
    Também gostaria de saber se a sigla oficial adotada pela MB para “navio patrulha” é NPa ou NaPa?
    Alguém sabe?
    Olá!!!!!!!!! Onde estão todos?????????
    Será que só eu ficou em casa hoje?

  32. Pessoal, sou marujo de água doce, hehehe, não entendo muito, mas vamos lá. Não são navio de mais para somente patrulhas? Em outro post falei da necessidade, para mim é claro, de que os NaPaOcs aqui fossem todos de 1800 toneladas, pois de 500 toneladas acho pouco. Não vi ainda como elas serão configuradas, mas acho que seria bom elas terem (os de 1800) um lançador duplo que seja de Exocets e um lançador de Baracks (é esse o nome daquele míssel Israelense?). Isso já iria impor respeito, acho. Mas barcos maiores até dos que as Inhaúmas, com aquele armamento pífio, acho dinheiro jogado no lixo… Se tinha gente falando das fragatas Holandesas que dariam um pau nas nossas, uma Inhaúma nossa daria uma surra nesses barquinhos aí, hehehe.

    Abraços.

  33. AL,
    eu até concordo que os NaPaOcs tenham um canhão maior que o Trinity (de 57mm acho ideal) e que venham com 4 Exocets, mas acho exagerado terem mísseis ar-sup.
    Creio que a defesa aérea desses navios deve se basear apenas no canhão principal e em defesa passivas.
    Se nossos futuros NPas de 1800 t tiverem sensores apropriados (um radar de busca combinada (não precisa ser 3D) e sensores multiespctrais) para alvos na superfície e aéreos, 1 canhão de 57mm (com seu diretor de tiro), 2 canhões (manuais mesmo) de 20 mm, 1 helicóptero multifunção, 4 Exocets (ou previsão para tal), capacidade para operar em rede recebendo atualização para OTH, suíte completa de guerra eletrônica (RWR, ECM, lançadores de decoys, etc) e calha para minas (permanente ou não), a meu ver já vai estar de bom tamanho.
    Se além disso tiver ASM, sensores para ASW e torpedos ele vira uma corveta.
    Um abraço.
    Obs: também achei essa classe holandesa meio que anacrônica.

  34. Vale salientar que as classificações IPV e OPV são usadas pela OTAN mas não pelos USA para designar seus navios.
    Nos USA as funções dos IPVs e OPVs são realizadas por navios da Guarda Costeira que recebem a designação de Cutters. Apenas os menores recebem a denominação de Patrol Boat.
    Os cutters da USCG são classificados também quanto à sua autonomia em HEC (Cutter de Grande Autonomia- 4 a 8 semanas) e MEC (Cutter de Média Autonomia- 2 a 4 semanas) e alguns são maiores que essa classe holandesa, deslocando umas 5000 t e com autonomia de 60 dias.
    Um abraço a todos.

  35. Bosco, ontem a noite li sobre as Visby suecas. Quanta diferença!! Com 600 toneladas possuem um armamento impressionante, sem falar nas características furtivas!! Isso eu acho um desperdício: nossos navios patrulha serem tão mal armados!! E, quanto à mísseis superfície-ar, penso que, já que elas estão sendo feitas para proteger nossas plataformas de petróleo, penso que eles seriam necessários para protegê-las de ataques aéreos e de mísseis, visto que, um helicóptero com um par de Exocets já é o suficiente para afundá-las, não? Sem falar em maior capacidade de escolta, já que elas estão ficando casa vez mais distantes da costa, será necessário proteger os navios petroleiros também. Por isso achei muito boa a sua idéia de terem sensores e torpedos antisubmarino, por que serão necessários. E por isso acho muito pouco só 5 deles, deveriam ser todos de 1800 toneladas. Resumindo, a MB já tem e terá responsabilidades cada vez maiores, e não tem nem 20 navios de superfície adequadamente armandos para dar conta disso. Oremos para que não entremos em guerra, do contrário, estaremos num mar sem navios…

    Abraços.

  36. Bosco,

    NPa ou NaPa estão certos mas hoje é usado NPa, inclusive para os antigos classe “Cape” que nos anos 70/80 eram NaPaCo.

    Note tambem que os navios da Guarda Costeira dos EUA tem o prefixo USCGC (o USS deles), onde o “C” no final é de Cutter. O Eagle eles denominam Cutter, os Island, os antigos “Cape” e “Island”, Faroleiros, os Quebra-Gelos. É mais coisa para fazer o pessoal quebrar a cabeça.

    É por essas e outras que não dou muita atenção para essas denominações, que principalmente aqui no Brasil nós gostamos de usar para fazer firula.

    Melhor mesmo é fazer como os americanos onde todo avião de combate vira caça e todo navio de combate de superficie (não é capital) é escolta.

    Sds

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