domingo, janeiro 23, 2022

Saab Naval

Odebrecht participará da construção de submarinos no País

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A Construtora Norberto Odebrecht será sócia na construção dos cinco submarinos contratados pelo Brasil junto à França – um negócio estimado em 7 bilhões de euros (R$ 21,4 bilhões) ao longo de 20 anos, acertado no fim de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seu colega francês, Nicolas Sarkozy. A DCNS, empresa que tem 75% de suas ações controladas pelo Estado na França e 25% pela Thales, afirmou que a Odebrecht foi escolhida por sua especialização nas áreas nuclear e de offshore. Formará com os franceses uma joint venture para fazer as embarcações.
A empreiteira construirá ainda o estaleiro onde as embarcações serão montadas e uma nova base naval no Porto de Sepetiba, no Rio. O contrato entrará em vigor no segundo semestre.
Um porta-voz da empresa, pedindo anonimato, disse que o projeto “é o contrato mais importante já assinado pela DCNS”. Será a primeira parceria industrial DCNS-Odebrecht. Segundo o porta-voz, “a Odebrecht tem um painel de atividades, assim como projetos industriais na área nuclear e de offshore, que correspondem à realidade do projeto dos submarinos”. Ele reforçou que “essas atividades são complementares às da DCNS”. A empresa francesa não divulgou cifras do negócio, considerado confidencial.
A joint venture construirá, com assistência da DCNS, os quatro submarinos convencionais Scorpène, a propulsão diesel-elétrica. Cada um terá menos de 75 metros de comprimento, deslocará até 2 mil toneladas na superfície e poderá levar de 30 a 45 pessoas. Terá sistemas de torpedos pesados de nova geração e poderá ser equipado com mísseis antinavio.

MontagemO primeiro submarino será em parte feito na França, em Cherbourg – os outros terão seus cascos montados no Brasil, depois de manufaturados na Nuclep, em Itaguaí (RJ). A DCNS dará assistência para o design da parte não nuclear do submarino nuclear, a ser feita pela joint venture, e às obras para construção do estaleiro e da nova base. A DCNS alegou confidencialidade para não revelar valores e data de entrega de quatro das cinco embarcações. A primeira estará operacional em 2015.
Desde o início, o estaleiro a ser construído pertencerá à Marinha do Brasil, que vai cedê-lo à joint venture DCNS-Odebrecht para a construção dos submarinos. Serão abertas vagas de trabalho para 500 pessoas ao longo de 20 anos. Outras empresas francesas, como Thales, Jeumont Electric e Sagem, também participarão do projeto, como fornecedoras de equipamentos. Equipes de engenheiros e técnicos brasileiros serão reunidas em Cherbourg, durante a fabricação da parte do primeiro submarino. Mais de cem empregados da DCNS trabalharão no Brasil, entre permanentes e temporários.
O grupo DCNS tem 13 mil funcionários em dez localidades da França e tem faturamento de 2,8 bilhões de euros. O grupo tem filiais na Grécia, Arábia Saudita, Malásia, Cingapura, Índia e Itália. Tem mais de 50 governos como clientes.
A assessoria da Odebrecht informou que caberia à Marinha do Brasil comentar o assunto. Procurado, o Ministério da Defesa não respondeu à reportagem.

Fonte: Diário da Manhã – Goiânia – Goiânia,GO/Agencia Estado

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Wilson Johann

Me parece uma boa notícia. É a indústria nacional se qualificando para projetos de defesa de alta tecnologia. Em breve saberemos o nome de muitas outras empresas que se habilitarão para participar do projeto “Scorpene”.

Abraços!!!

FABIO SOUTO.

senhores já que o primeiro submarino vai ser contruido em parte
na frança, pergunto: começa os trabalhos esse ano ainda?

JORGE RODIPA

é muito estranho. só quem é desatento não percebe… . Diz que o leão não deixa passar a mão e o viado sim. Pois então, a Bolívia passou a mão no responsável pelo Brasil ( invadiu a Petrobrás com tropas!!!!) e o índio pensou que o leão iria atacar…, mas não, então percebeu que o bicho era o outro. O Paraguai seguiu a mesma linha e percebeu também que o bicho não era o Leão…era o outro. A venezuela, que concedeu a estratégia para a bolívia invadir a Petrobrás, também percebeu que o bicho gostava de uma mãozinha delicada. Aí… Read more »

Iuri Korolev

Realmente é estranho a Odebrecht construir submarinos.
Construir o estaleiro tudo bem …

GustavoB

Rodipa, não somos desatentos. Eu, particularmente, prefiro falar sobre fatos – não suposições. No caso, até há pouco colocavam dúvidas se havia contrato para a construção dos subs. Agora o problema é a competência da Odebrecht. Logo, logo, quando começar o trabalho, surgirão dúvidas sobre os custos do projeto e, enfim, equipamento pronto, sempre haverá quem diga que ele é ineficiente, que a grama do vizinho é mais verde, etc, etc.

Resumindo:
1) Se não fazem nada são irresponsáveis;
2) Se fazem de conta são corruptos;
3) Se fazem de fato são incompetentes.

Eita viralatismo!!!

Vai Brasil!

PRick

Não existe nada de estranho da Odebrecht querer gerenciar um Estaleiro que terá tecnologia de submarinos, por quê? Ora a Empresa já trabalha com a Petrobrás, nas plataformas de petróleo, que é extraído do mar, e agora querem a camada pré-sal, quer dizer tecnologia para operar no fundo do oceano em grande profundidades. Qual seja tecnologia da mesma natureza de um submarino, tais como aços especiais, sistemas subaquáticos etc. Quanto ao problema do Equador, é porque existiu uma tentativa de quebra de contrato assinado pelos governos, é isso que o Brasil não admiti, em nenhum momento existiu quebra de contrato… Read more »

WAR

Amigos,
Sem ser contra nem a favor: creio que a Odebrecht vai fazer a parte das obras CIVIS da base. Submarino, só se entrar com grana para aprender, o que não tem nada de mais. O TCU está aí para dirimir dúvidas. Transparencia não faz mal a ninguém. Abraço!

F-15

GustavoB, você resumiu muito bem… Brasileiro so sabe reclamar do Brazil…

Zero Uno

Concordo com o War. Abaixo o motivo da Thales ter contratado a Odebrecht: ou podem ler novamente a reportagem acima. “Thales, afirmou que a Odebrecht foi escolhida por sua especialização nas áreas nuclear e de offshore. Formará com os franceses uma joint venture para fazer as embarcações. A empreiteira construirá ainda o estaleiro onde as embarcações serão montadas e uma nova base naval no Porto de Sepetiba, no Rio. O contrato entrará em vigor no segundo semestre.” Lembro também que a INACE – Indústria Naval do Ceará – está construindo somente pequenas embarcações de guerra para a MB e Namíbia… Read more »

Hornet

se não tiver que cavar nenhum túnel, tudo bem. Especialmente se esse tunel for em SP.

Nesse negócio de cavar tunel a Odebrecht já provou que não sabe fazer direito. Ao menos não sabe fazer sem matar uma meia dúzia e dar um prezuízo monstrro aos cofres de SP.

Mas enfim, segue o bonde…quer dizer, segue o tatuzão…

abraços a todos

Wilson Johann

Pois é, GustavoB, também concordo com você. Sempre vai aparecer alguém para achar defeito ou motivos para reclamar.

Abraços!!!

zocca

e isso ai gustavo tem pessoas que so dão valor em produto inportado, que tudo que e brasileiro não presta. mui bueno

Almeida

Hum, a Odebrecht participou e participa da construção de nossas usinas nucleares em Angra dos Reis. Participou e participa de vários projetos de plataformas off-shore da Petrobrás. Tem vasta experiência em projetos multinacionais. Que tipo de qualificação vocês esperam de uma empresa nacional para este projeto?

Esta é uma ÓTIMA notícia! Significa que o projeto está andando, e rápido, e que a indústria nacional estará sim participando do mesmo. Como eu sempre defendi, desde lá atrás neste blog, os governos Francês e Brasileiro buscavam sim uma joint-venture, uma parceria, em benefício de ambas as partes.

Walderson

Galera, A Odebrecht é pequena. Vejam: Negócios e Participações ——————————————————————————– A Odebrecht é líder nos negócios de Engenharia e Construção e de Química e Petroquímica na América Latina. Atua, ainda, nos setores de Açúcar e Álcool, Infra-Estrutura e Serviços Públicos, Engenharia Ambiental, Óleo e Gás e Empreendimentos Imobiliários. A Odebrecht, em associação com grupos empresariais nacionais e internacionais, participa de empresas concessionárias de serviços públicos no Brasil, no Peru e em Portugal, com foco na operação de rodovias e na prestação de serviços de saneamento básico. Engenharia e Construção ——————————————————————————– As empresas de Engenharia e Construção da Odebrecht atuam de… Read more »

Walderson

Fala sério, acho interessante a capacidade que o brasileiro tem de se rebaixar, de achar que tudo no Brasil não presta. Só quero lembrar que não é porque são franceses que são idiotas. A França só não terá responsabilidade quanto ao sub nuclear. Fora isso, quanto aos subs a diesel, ela terá responsabilidade quanto a defeitos, então porque ela formaria uma joint venture com alguém que não presta. Sinceramente, galera, as vezes falta MUITO BOM SENSO A ALGUNS AQUI NO BLOG. É como o GustavoB disse: Resumindo: 1) Se não fazem nada são irresponsáveis; 2) Se fazem de conta são… Read more »

fuvio

Ei pessoal, vejam essa

Jorge Serrão 23/01/2009
Em reunião fechada com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), cujo conteúdo vazou, o empreiteiro Emílio Odebrecht propôs um mandato presidencial maior para enfrentar a crise, sob o argumento que o atual momento necessita de “medidas duras”.

A afirmação de Emílio Odebrecht foi entendida como a defesa de um novo mandato para Lula.

Emílio Odebrecht anda feliz com o governo depois que fechou uma parceria com uma empresa francesa para construir os futuros submarinos da Marinha.

[…] comando da Marinha do Brasil esclareceu ontem (20/01) que a escolha da Odebrecht como sócia do projeto de construção dos submarinos foi feita exclusivamente pela empresa francesa DCNS. “Apesar de solicitada, a MB recusou-se, […]

Fernando

Espetacular ler essas discussões depois de 7 anos… E os vira latas estavam certo, pelo visto.

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