quarta-feira, agosto 10, 2022

Saab Naval

Mais 10 anos de suporte da Rolls Royce para o Harrier

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

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A aeronave, que é operada de forma conjunta a partir de terra e dos Navios-Aeródromo da Marinha Real (RN), ganha fôlego de 10 anos com novo contrato para os motores Pegasus

Falando em aviação embarcada, a Marinha Real Britânica (Royal Navy) deverá contar com os Harrier operando nos convoos de seus NAes por, pelo menos, mais uma década. No último dia 28, foi noticiada pela Real Força Aérea (RAF) a assinatura de um contrato, junto à Rolls Royce,  de manutenção dos motores  Pegasus que equipam os aviões. O valor divulgado é de 198 milhões de libras. Os trabalhos mais pesados de manutenção serão realizados na planta da Rolls Royce em Ansty, Leicestershire.

O Harrier GR9A, que vem incorporando novas armas ao seu inventário, como as Paveway IV, é operado de forma conjunta pela RAF e pela RN na chamada “Joint Force Harrier”. No Reino Unido, as aeronaves estão alocadas a duas bases da RAF: Cottesmore, em Rutland, e Wittering em Cambridgeshire. Nesta última, está prevista a realização de alguns dos trabalhos de manutenção referentes ao novo contrato. Os motores Pegasus que equipam as aeronaves receberam modernizações para operarem com mais fôlego em condições extremas, como as da campanha do Afeganistão.

Fonte e foto (C. Wood): RAF

Nota do Blog: recentemente, circulou a notícia de que a aposentadoria da aeronave poderia chegar antes de 10 anos. O contrato noticiado agora parece afastar esse fantasma que preocupava principalmente a RN. Para ler essa notícia anterior, que também trata da incorporação da Paveway IV ao arsenal do Harrier GR9A, clique aqui.

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Rodrigo

Uma aeronave formidável. Mesmo após 40 anos ele ainda continua admirável.

Sou fã desse avião.

Roberto

Esses são os “MATADORES”.Devido as suas características de decolagem curta e pouso vertical (STOVL),os Harriers são aviões extremamentes flexíveis que não podem ser igualados por outros caças de asa fixa e, portanto ,perfeitos para pequenos porta-aviões.

Wolfpack

Quantos NAe possui a Royal Navy hoje? Quantos estão em operação em uma das marinhas mais ricas do mundo? Com a entrada em serviço dos Bombarderios Stealth B2 Spirit, dos Tomahawk, nenhum canto do planeta esta a salva de um carpet bomb. Logo, mesmo a Marinha Americana com sua enorme frota de Nimitz têm reduzida sua necessidade. Qual a atuação efetiva da USNavy durante os capítulos críticos dos conflitos Desert Storm, Iraq Freedom? As primeiras horas quem limpou a área foram aeronaves stealth da USAF e mísseis Tomahawk, lançados de Destroiers e Submarinos. Os Nae têm mais efeito de propaganda… Read more »

Roberto

Durante a Guerra do Iraque,apesar de os Harriers da Marinha Espanhola nunca terem entrado em combate,eles participaram de diversos exercícios que revelaram o alto guau de profissionalismo de todos que operam com essas aeronaves.O porta -aviões R-11 Príncipe das Astúrias rendeu alguns Naes americanos no mar do Mediterrâneo quando aqueles navios partiram para a invasão do Iraque.

Baschera

Mais um reflexo do atraso na produção do F-35. Outros farão igual…
Sds.

Vassili Zaitsev

Baschera,

Concordo com seu ponto de vista. Segundo o que se conhece do programa F-35, a variante destinada aos ingleses estará liberada para exportação em 2017. Como demora muito tempo para chegar à um número razoável de aeronaves operacionais, creio que o Harrier fique em operação até + – 2024.

Obs: A desativação dos últimos Harriers ocorrerará no mesmo período da substituição dos F-5M aqui na FAB.

Abraços.

pedro paulo

Eu tambem sou fã desse aviao,esse seria um aviao pra nossa marinha melhor que a-4 , por mais que a manta asfaltica do sao paulo teria quer reforsado.

Vinícius D. Cavalcante

Ah, mas eu não me conformo com a prematura aposentadoria do Sea-Harrier FRS-2. Por mais que se imagine otimizar o GR-9 como “multi-role” ele não tem a capacidade ar-ar dos FRS-2, seja com o AIM-120 ou com o ASRAAM…Falta um radar como o Blue-Vixen…
Tomara que os britânicos jamais tenham de precisar de caças para a defesa aéra de sua frota como em 82…

Dalton

Verdade…pela primeira vez desde 1937, a Royal Navy ficou sem avioes de asa fixa!!

Apenas 2 pequenos porta-avioes com capacidade para 20 aeronaves transportando harriers da RAF e helicopteros.

Triste situaçao para a que já foi a maior marinha do mundo menos de 100 anos atras.

abraços

Ulisses

Dalton

Lembrando que a marinha da inglaterra foi a maior em número de meios até a 2°GM,em 1960 ela só tinha cerca de 250 navios,hoje eles tem o numero de 95,quase o nosso número de meios.

Sds.

Valtinho

Por essa foto vemos que os Herriers estão bem conservados. Será que não seria melhor compramos uns 20 pro São Paulo?

Ulisses

Valtinho

O problema é que os Harriers já não são mais fabricados.Então no caso nós tinhamos que esperar a compra de oportunidade.

M. Souza

Uma força aeronaval com 24 dessas aeronaves, mais o radar Blue-Vixen… Chega deu água na boca!!!!

Rodrigo

O Problema é a manutenção dele. Ele tem um tempo e um custo de manutenção bem elevado.

Concordo que seria show de ele na MB. Mas com a nossa falta de recurso eles não sairiam nem do chão…

[…] para breve a substituição dos Harriers na campanha do Afeganistão por aeronaves Tornado GR4, e daqui a dez anos espera-se que sejam totalmente retirados do serviço, dando lugar aos JSF (texto acima), quando o […]

[…] Mais 10 anos de suporte da Rolls Royce para o Harrier […]

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