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Submarino francês com preço nas alturas

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Equipamento francês que Brasil comprará custará dez vezes mais que o da oferta feita por empresa alemã

José Meirelles Passos

vinheta-clipping-navalO governo do Brasil está prestes a adquirir da empresa estatal francesa DCNS (Direction des Constructions Navales Services) quatro submarinos convencionais, da classe Skorpène, mais o casco – um pouco maior – de uma quinta embarcação desse tipo, pagando dez vezes mais caro do que uma outra oferta. Anteriormente, a empresa privada alemã HDW (Howaldtswerke-Deutsche Werft) oferecera um pacote semelhante por um décimo do preço.

A justificativa para o negócio com a França custar 6,7 bilhões de euros – contra os 670 milhões de euros cobrados pela firma da Alemanha – é a de que o pacote incluirá a construção de um estaleiro e de uma base naval, na área de Itaguaí, no litoral do Rio de Janeiro. Essas obras, no entanto, não tinham sido planejadas pelo Brasil.

Elas foram incluídas no pacote pelo governo francês como condição para a venda dos submarinos, mais a transferência de tecnologia para a sua construção no país. Para ter as embarcações, o Brasil teria de concordar tanto em adquirir aquelas duas instalações – gasto extra considerado desnecessário inclusive por altos oficiais da Marinha – como, também, aceitar que elas sejam projetadas na França e construídas por uma firma indicada pelos franceses.

Eles impuseram que as obras ficassem nas mãos da brasileira Odebrecht. Dessa forma, deixou de existir, na prática, um procedimento que visa – entre outras coisas – a fazer com que se evite desperdício de fundos públicos: uma licitação. Perguntado a respeito pelo GLOBO, na última terça-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, esquivou-se:

– Nós não temos nada a ver com isso. Compramos um pacote pronto. O fato de a França colocar as obras em mãos da Odebrecht tem a ver com um acordo de parceria realizado entre eles – justificou.

Jobim será chamado a depor em comissão

Por conta disso, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, já obteve a aprovação para realizar uma audiência pública sobre o assunto. Ela deve acontecer antes que os dois países assinem um contrato definitivo. Jobim, que será chamado a depor, chegou ontem a Paris para, entre outras coisas, negociar um financiamento para o pacote dos submarinos.

O governo pretende assinar um contrato no próximo dia 7 de setembro, quando o presidente Nicolas Sarkozy virá ao país para as comemorações da Independência brasileira. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que propusera a audiência pública, foi irônico ao comentar a transação:

– Nós estamos simplesmente comprando um prato pronto cujo ingrediente está vencido – afirmou, em referência ao fato de que os submarinos Scorpène são considerados inferiores aos que o Brasil possui e que foram construídos no Arsenal de Marinha, no Rio, com transferência de tecnologia da alemã HDW. São cinco embarcações da categoria IKL 209.

O Tupi foi feito em Kiel, na Alemanha, para onde foram enviados 80 brasileiros – engenheiros militares e civis, técnicos e operários – para treinamento. Tamoio, Timbira, Tapajó e Tikuna foram produzidos no Arsenal de Marinha sob a supervisão de apenas um engenheiro alemão.

Um dos aspectos mais intrigantes na decisão do Ministério de Defesa de adquirir os “Scorpène” é o fato de que nem a própria Marinha da França, nem a de qualquer outro país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), terem jamais utilizado uma embarcação desse tipo.

Apenas três submarinos desses estão em atividade no mundo. Dois adquiridos pelo Chile e um pela Malásia. O próprio diretor de estratégia e desenvolvimento da DCNS, Jacques Mouysset, vem defendendo a necessidade de aquela empresa trabalhar em novos modelos para, como disse ao portal “Mer et Marine”, “não se deixar distanciar tecnologicamente”.

Empresa alemã domina 81% do mercado mundial

A questão é que o “Scorpène” foi concebido há mais de dez anos, sendo herdeiro do casco do submarino tipo “Rubis”, versão Amethyste. Outro dado de mercado ilustra também a diferença entre os produtos disponíveis para a Marinha do Brasil, levantando suspeitas sobre a qualidade dos escolhidos.

Um relatório elaborado por oficiais da Marinha brasileira, que tomaram como base relatos de colegas que já operaram os “Scorpène” adquiridos pelo Chile, registrou fragilidades no sistema. O documento afirma que “a manutenção é cara e complexa”, e que a qualidade do material é inferior ao do modelo alemão.

A aceitação dos submarinos (de várias classes) da HDW tem sido bem maior: a empresa domina 81% do mercado mundial, enquanto a DCNS tem 13%. Nos últimos três anos, a empresa alemã entregou 17 deles a cinco países. A francesa não entregou nenhum.

FONTE: O Globo

NOTA do BLOG: Na verdade, em 2006, a COFIEX (Comissão de Financiamentos Externos – órgão do Ministério Planejamento, Orçamento e Gestão), aprovou a contratação por empréstimo de 882,4 milhões de euros para modernização pelo Consórcio Alemão dos atuais cinco submarinos da classe “Tupi” e a construção no Brasil de um submarino classe 214.

Com a mudança no Comando da Marinha, decidiu-se modernizar os “Tupi” com os americanos, via FMS (Foreign Military Sales), numa solução mais simples e barata, adotando também torpedos americanos Mk.48.

O Consórcio alemão então apresentou uma nova proposta onde a aprovação já existente da COFIEX (de 882,4 milhões de euros) cobria projeto e pacotes de materiais para a construção no Brasil de dois (2) novos submarinos da classe 214, inclusive a expansão da infraestrutura local e os custos locais de construção, além de uma abrangente transferência de tecnologia para a elaboração do projeto de um submarino próprio brasileiro e a transferência de tecnologia para elaboração do projeto, construção e manutenção de sensores submarinos e sistemas de combate.

Do ponto de vista técnico, seria mais racional continuar com a tecnologia alemã, já que a Força de Submarinos da MB é formada por unidades de projeto alemão, o que baratearia a manutenção e o treinamento das tripulações.

Mas a decisão do Governo pela continuação do desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha, visando no futuro construir um submarino de propulsão nuclear, abriu espaço para a França oferecer a sua tecnologia, já que o país constrói submarinos nucleares.

Por outro lado, os franceses só se comprometem a prestar consultoria ao Brasil na área do casco do submarino, nenhuma tecnologia nuclear nos será repassada. Sendo assim, os alemães também argumentam que não teriam nenhuma dificuldade em ajudar o Brasil a projetar o casco do submarino nuclear, já que a parte da propulsão será totalmente brasileira.

Como o BlogNAVAL já tratou diversas vezes, o projeto e construção do submarino nuclear brasileiro, embora necessário do ponto de vista estratégico, esbarra em obstáculos técnicos, financeiros e de recursos humanos e é por isso um investimento de alto risco.

SAIBA MAIS:

  • Para ver a tabela comparativa entre o Scorpène e o U-214, clique aqui.
  • No início do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha,  no final da década de 1970, o Governo Alemão, sabendo da intenção da Marinha do Brasil de construir seu submarino nuclear, ofereceu ao Brasil o navio-mercante de propulsão nuclear Otto Hahn. Clique aqui para conhecer a história.

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Fernando
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Fernando

Tudo como antes no quartel de Abrantes.
Uma pena.

Leigo - BR7
Visitante
Leigo - BR7

Esse investimento é uma grande bomba …
Aliais, cada dia fica mais claro que o governo ano que vem muda, a oposição é claramente contra o enchimento da maquina pública e sempre foi passiva com o fortalecimento das forças armadas.
Não seria problema nenhum para eles minguarem os recursos para o projeto do sub nuclear BRA, ou pior, para todos os projetos da força.

P.S. Deve ter gente no governo com muitas ações da Odebrecht.

karlus73
Visitante
karlus73

Que raio de negócio é esse?
Essa empresa alemã forneceu os novos submarinos a Portugal e estes estão bem cotados como belíssimas e eficazes armas navais. E agora leio isso… o que se passa aqui? È possível alguém explicar as diferenças entre o 214 e o submarino francês; para ver se é possível compreender essa opção.
Obrigado

tomas
Visitante
tomas

Pelo visto vamos entrar numa “roubada” novamente!!!

Robson Br
Visitante
Robson Br

DESCULPE OS MODERADORES DO BLOG Postagem gomo esta: “Equipamento francês que Brasil comprará custará dez vezes mais que o da oferta feita por empresa alemã” tira um pouco da independência do blog. O SNR não será simplismente um Scopene. Será uma plataforma dentro das especificações da MB. A França precisa de um parceiro, pois a Espanha não faz mais parte do consórcio. Quais os benefícios: – Com os Franceses teremos um sub moderno e provavelmente mais um ítem na nossa balança comercial. Teremos oportunidade de avançar nesta área, já que não concorrerá diretamente com a industria francesa, pois sermos parceiros.… Read more »

GERSON VICTORIO
Visitante
GERSON VICTORIO

rsrsrsr….tem gente que acredita em tudo mesmo, cada vírgula, não questionam nada, não dão nem um tempo pra reflexão, como eu disse antes…O ZÉ POVINHO DEVERIA FILTRAR MAIS…afinal… um negócio milionário desses, com toda grana envolvida, com todo destaque que foi anunciado, etc, etc, seria feito assim por debaixo dos panos? jogaria toda credibilidade da cúpula da MB no lixo? Agora os alemães viraram o melhor povo do mundo? sua proposta é a melhor proposta que podeira ser feita?…está “notícia”(mais uma) 🙄 só prova que a imprensa não especializada so dá bola fora, por que não investigam mais? Pelo jeito… Read more »

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

E finalmente a maracutaia apareceu,ninguem transfere tecnologia de submarino nuclear, quem tem malhou mto ferro até conceber a própria tecnologia.
Aí a França se achou mto malandra mas somente se mostrou mto pior que os americanos!!!

Joao Gonçalves
Visitante
Joao Gonçalves

“Tudo como dantes: quartel-general em Abrantes” Esta a frase correcta, nascida durante as invasões francesas de Portugal. Aqui vai uma pequena explicação: A 24 de Novembro de 1807 o general Junot, sob as ordens de Napoleão, chega a Abrantes, à frente de um exército de alguns milhares de homens. A 6 de Agosto de 1808, o general inglês Arthur Wellesley (futuro duque de Wellington) desembarca na baía de Vagos. Daí em diante, inicia-se um longo processo de reacção luso-britânica às investidas francesas, que só terminará em 1814, com a retirada do general Massena e o fim da ocupação francesa. Durante… Read more »

Giovani
Visitante
Giovani

Concordo com vc Robson.

Não vejo porque tantas criticas ao scorpene, tudo que se começa do zero sai mais caro, veja o caso do AMX, que alguns chamavam de F32, por ter custado duas vezes mais que o F-16. O Brasil pena por não ter se capacitado antes e agora paga um certo preço, estas instalações teriam que ser feitas mais cedo ou mais tarde, e nada que é feito no Brasil sai no preço previsto.
Muitos projetos Americanos são criticados por seu alto preço, mas os conhecimentos adquiridos compensam.
Muitas vezes é mais facil ressaltar os contras do que os Prós.

Fernando
Visitante
Fernando

No meu ver, a indignação não se trata da escolha entre França ou Alemanha, mas sim, a notória diferença de preços e empresas que no passado já estiverem envolvidas neste “justo” PREÇO.

Sds.

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

“Equipamento francês que Brasil comprará custará dez vezes mais que o da oferta feita por empresa alemã”

“tira um pouco da independência do blog.”

Parabéns ao blog e aos seus editores, ao publicar esta matéria mostram seu amor ao Brasil, á MB e á verdade!!!

Giovani
Visitante
Giovani

O Reator que é a parte mais critca do Sub o Brasil construiu do zero praticamente sozinho, a problema agora é adaptar o casco. O se fossemos construir o Reator aí sim ninguém transferiria conhecimento ao Brasil.
Caso semelhante acontece com o Missil A-Darter.

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

“Pelo jeito o Chile que alguns aqui idolatran aqui, também são altamentes corruptíveis, pois adotaram o Scorpene, e engraçado que eles operavam os IKL…”

Gerson,

Se vc fosse mais assíduo no blog saberia que, como anteriormente publicado aqui neste blog, o Chile tem séria e inúmeras reservas aos submarinos “Scórpene” adquiridos á França em especial á disponibilidade de peças sobressalente e ao seu custo.

Pamp
Visitante
Pamp

Srs. o NJ está na França para assinar os contratos. Esta matéria me parece “o último grito” de desespero do perdedor.
A nossa imprensa, assim como nosso congresso, é corruptivel, portanto alguém “ganhou bola” para publicar.
Um abraço a todos.

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

“Caso semelhante acontece com o Missil A-Darter.”

Paises tem interesses em comum, a Africa do Sul tem a tecnologia mas não o capital, o Brasil proporcionou o que lhes faltava.

Leigo - BR7
Visitante
Leigo - BR7

Robson Br em 12 Jul, 2009 às 17:06

“- A oportunidade é essa. Para os franceses não é so dinheiro, é a própria sobrevivência…”

Não é só dinheiro e eles cobraram 10x mais … Imagine agora se fosse só dinheiro hahahahaha, ainda quiserem levar vantagem na escolha da construtora das instalações …

Sem fazer juízo de valores da qualidade dos SUBS, o fato é que os franceses cobraram muito caro, a discrepância de valores entre as propostas é tremenda.

Baschera
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Baschera

Tem angu neste caroço…. rsrsrs….
Querem a verdade ? O Brasil não sabe fazer negócios !!

“Brasil, qual é o teu negócio, o nome do teu sócio, confia em mim…
Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga, prá gente ser assim…”

Tragicômico.

Sds.

Robson Br
Visitante
Robson Br

Mauricio R. Quando foi divulgado o short list do FX-2 muita gente ficou exautada pelo fato dos russos terem ficado fora. Depois de tanto tempo, as críticas mudaram e hoje o concenso é: qualquer um dos tres é muito bom. Acordo estratégico é acordo. Durante o período de construção dos IKL evoluimos muito pouco, pois os alemães nitidamente não queriam concorrentes. O AMX custou 2 vezes um F16 que na época era top e a Embraer já tinha uma estrutura montada. Vamos começar do ZERO neste caso. NÃO TENHO NADA CONTRA OS EDITORES DO BLOG, mas as noticias do scoperne… Read more »

konner
Visitante
konner

Senhores,

Por favor, será que alguem imagina mesmo que se está colocando ao publico todos os detalhes de uma transação estratégica militar desta megnitude?

Comentários e comparações deste tipo só demonstram o quanto a “midia” está despreparada para tratar este tema.

ARCANJO
Visitante
ARCANJO

‘ FINALMENTE ESSA NEGOCIAÇÃO INDEFENSÁVEL VEM À TONA ATRAVÉS DE UM JORNAL COMO O GLOBO. O mais impressionante é que, com tantas características que beiram o grotesco, com tanta afronta à normas básicas de gestão pública, a coisa demorou tanto a explodir. Como contribuinte me recuso a admitir que usem meu dinheiro para comprar um equipamento desprestigiado e desprezado no mercado mundial por preço dez vezes maior que equipamentos absolutamente consagrados. Recuso-me a concordar que usem meu dinheiro para construir um estaleiro rigorosamente desnecessário para dar de presente, de mão beijada, a leite-de-pato para uma mega-empreiteira. As “justificativas” sempre foram… Read more »

GERSON VICTORIO
Visitante
GERSON VICTORIO

Caro Maurício R. voce poderia me explicar porque uma país como o Chile que tem segundo suas palavras “séria e inúmeras reservas aos submarinos “Scórpene” adquiridos á França em especial á disponibilidade de peças sobressalente e ao seu custo” se propõe a esse papel de “enganado”, coitado, pois vejam, ele por livre e expotânea vondade quiz servir de cobaia num projeto nunca antes testado como o Scórpene, que sim, apresentou problemas como todo projeto novo apresenta, inclusive igual ao “queridinho” de todos daqui, o 214 da Grécia que também apresentou problemas, só que a Grécia esta querendo devolver, por que… Read more »

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

“Durante o período de construção dos IKL evoluimos muito pouco, pois os alemães nitidamente não queriam concorrentes.”

Tem Type 209 coreano, grego, turco e brasileiro.

“…mas as noticias do scoperne são sempre colocadas de modo negativo e do IKL como o melhor.”

Se a própria força de submarinos da MB analisou o projeto, se consultou c/ os chilenos e não gostou, dizer + o que???

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

“…inclusive igual ao “queridinho” de todos daqui, o 214 da Grécia que também apresentou problemas, só que a Grécia esta querendo devolver, por que…”

O unico problema do Type 214 grego foi a falta de dinheiro da Grécia p/ pagar aconta; conforme noticiado pelo blog.

rrtorres
Visitante
rrtorres

Lembram quando o presidente do equador esculhambou a odebrecht?falando que era uma empresa corrupta e tal!! ninguém deu bola, só agora que fixa ta caindo.

Robson Br
Visitante
Robson Br

Mauricio R. “Se a própria força de submarinos da MB analisou o projeto, se consultou c/ os chilenos e não gostou, dizer + o que???” esta opinião é sua ou de algum especialista? Ninguem está criticando o IKL, mas vemos também as vantagens do scorpene. A França sempre teve dificuldades na parceria com a França. Isso prejudicou muito o scorpene. Concordo muito com os comentários do GERSON VICTORIO. concordo mais ainda com o Pamp quando diz: “Srs. o NJ está na França para assinar os contratos. Esta matéria me parece “o último grito” de desespero do perdedor.” outra coisa: os… Read more »

Robson Br
Visitante
Robson Br

digo parceria com a espanha

Fábio Max
Visitante
Fábio Max

Claro que todo cuidado com mo dinheiro público é pouco.

Mas se esse treco chegou no Congresso, escrevam aí:

Não terá submarino nenhum.
Não terá estaleiro nenhum.
Não terá transferência alguma de tecnologia.

Os VAGABUNDOS do Congresso não deixarão, salvo se o custo subir mais 10 vezes em seu favor.

CADU
Visitante
CADU

Boa Noite a todos.
Mais um estaleiro TODO MONTADO com tecnologia de ponta + uma base naval + 4 submarinos Scorpene sem AIP + tecnologia para a sua TOTAL construção + 1 casco de sub nuclear + tecnologia para a sua construção por 6,700 Bilhões de EUROS, é CARO????.
Uma coisa é comprar de prateleira, outra é adquirir tecnologia com a compra, sei não, se fossemos desenvolver, acho que gastaríamos muito mais e levaríamos muito mais tempo, não acho que esteja barato, mais caro???. Sei não!!!.
Saudações a todos.

Leigo - BR7
Visitante
Leigo - BR7

rrtorres

A cratera do metro de São Paulo é também um empreendimento das organizações Odebrecht ( com “équio” ).

GERSON VICTORIO
Visitante
GERSON VICTORIO

Mauricio R. rsrsr….o 214 deve ser o maior sub convencional ja feito na historia dos submarinos, nunca tem problemas, não falha nunca, e tudo que falam dele é verdade…nao me leve a mal…e com todo respeito cara, mas, existe vida inteligente além do Blog, você não está só…rsrsr….desculpa e ironia, mas acho que voce poderia rever seus conceitos, você acha que os franceses e alemães são tudo gente boa? evidente que não…oque vai prevalecer será oque estiver em contratos e estes so podem ser celebrados com aprovação do CONGRESSO onde serão esmiuçados ate dizer chega, até la vai ter perdedor… Read more »

joao terba
Visitante

O MD e a Marinha tem obrigação de explicar a nação a respeito do acôrdo com a França para que não fique nenhuma dúvida.
abraço.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Gostaria de propor a todos uma pesquisa sobre o acordo nuclear Brasil x Alemanha, onde nos foram vendidas usinas nucleares + uma planta de enriquecimento de urânio, mas o vendedor deu para traz e não entregou o prometido.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Agora até o submarino nuclear que eles não tem, os alemães querem vender.

João Paulo
Visitante
João Paulo

Como já foi dito o sub alemão tb teve problemas, tanto que a Grecia deseja suspender a compra dos seus, o Scórpene e um projeto franco-espanhol e não e rovavelmento o que esta sendo apresentado ao Brasil, pois a espanha se retirou da parceria, chamado a depor ou não acredito que nada vai impedir a ass deste acordo e que o equipamento alemão não tem todo este prestigio. ( me corrijam se estiver errado)

ARCANJO
Visitante
ARCANJO

Pelo que estou lendo, parece que O GLOBO passou a fazer parte do lobby alemão ….

Incrível e risível!

Incrível mas compreensível dada a enorme quantidade de vozes a favor da francesada. Eta torcida aguerrida.

Se o negócio é fazer pirraça contra os alemães, que se danem deles!

Vamos negociar com russos, suecos, italianos, gregos, australianos, coreanos, etc … etc …

Assim não desperdiçamos dinheiro a rodo e “lavamos a alma” da turma a anti-germânica.

Agora, concordo que esta matéria pode ser o “ultimo grito do perdedor”, só não sei ainda quem poderá ser considerado perdedor no final de tudo.

Cuidado, a “casa pode estar caindo”…

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

Gerson, rsrsr….o Scórpene deve ser o maior sub convencional ja feito na historia dos submarinos, nunca tem problemas, não falha nunca, e tudo que falam dele é verdade…nao me leve a mal…e com todo respeito cara, mas, existe vida inteligente além do Blog, você não está só…rsrsr….desculpa e ironia, mas acho que voce poderia rever seus conceitos, você acha que os franceses e alemães são tudo gente boa? evidente que não…oque vai prevalecer será oque estiver em contratos e estes so podem ser celebrados com aprovação do CONGRESSO onde serão esmiuçados ate dizer chega, até la vai ter perdedor chorando… Read more »

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

“…esta opinião é sua ou de algum especialista?”

Robson Br,

Foi nota publicada aqui no blog.

Robson Br
Visitante
Robson Br

Mauricio R.
e amigos do blog.

tenho certeza que nossas opiniões são apenas opiniões, portanto nada contra alguem. desculpe por alguma coisa.

Seria uma grande vitória do blog se colocasse detalhes bem específicos do acordo Brasil x França. Com a definição do FX veremos até onde está este alcance, pois a atual prioridade do MD é os avíões e os sub.

um abraço

GERSON VICTORIO
Visitante
GERSON VICTORIO

Maurício R.

pelo jeito tá faltando inspiração…rsrsrs

BVR
Visitante
BVR

Sei não, do jeito q os franceses são rancorosos, eles devem estar “empurrando” esse PF (prato feito) frio por conta, ainda, da concorrência do SIVAM. Rsrrsrsrsrsrsrsrs !!!!!…… Foi só pra descontrair. Mas minha opinião é a seguinte: Acho q tudo faz parte d uma junção d interesses; pois como alguém comentou acima, os franceses PRECISAM ter alternativas (ou ser alternativa)aos yankees se querem permanecer no mercado (não q eles estejam a perigo extinção)como fornecedores. Acredito, tb, q as relações se desdobraram para o campo espacial; visto q deva ser mais interessante pra eles ter o Brasil como concorrente do q… Read more »

Flal
Visitante
Flal

Lendo o texto com calma, surgiram algumas dúvidas: “…pagando dez vezes mais caro do que uma outra oferta. Anteriormente, a empresa privada alemã HDW (Howaldtswerke-Deutsche Werft) oferecera um pacote semelhante por um décimo do preço.” Proposta Semelhante??????????? A HDW oferecia a construção de 2 unidades do U214 e a modernização dos 4 Tupi e do Tikuna por cerca de 900 milhões de Euros, essa proposta é igual a 4 SBR + 1 Casco nuclear + Estaleiro com tecnologia de ponta + Treinamento + transferência tecnológica? Não vejo semelhança alguma. “Nós estamos simplesmente comprando um prato pronto cujo ingrediente está vencido… Read more »

Papagaio
Visitante
Papagaio

Alguém em sã consciência acredita que o Sub Alemão é dez vezes mais barato que o Francês .
Bom senso senhores !!!!
Puro lobby imundo pago pelos alemães a nossa “imprensa altamente especializada”.
Galante, vc já demonstrou claramente que era favorável ao projeto alemão, o que aliás é pleno direito seu, mas “vamos jogar na bola”, vc sabe o quão mentirosa é esta reportagem
Abraços,

Djba
Visitante
Djba

Ohhhhhhh NOVELA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Concordo quando alguns dizem que é o grito dos desesperados. Não acho que existam mocinhos em qualquer negociação comercial, muito menos quando envolve bilhões. Os alemães devem estar se contorcendo um bocado, pois perderam não um negócio de 1 bilhao de euros mais de 6,4bilhões. Só para lembrar, o valor de 1 bilhão era para compra de apenas um submarino 214 sem AIP e atualização dos demais submarinos. Então, convenhamos mesmo que os alemães fossem fornecer 4 submarino + casco de nuclear (que eles não possuem) + estaleiro + base naval não acredito que os valores seriam muito… Read more »

Farragut
Visitante

Deixei há muito de estudar submarinos, não tenho conhecimento para dizer qual a melhor linha de ação.
O que me causou espanto foi como a notícia do acordo foi veiculada na mídia francesa. Eles festejaram mais que os partidários brasileiros do Scorpene. E lá tem sempre alguém do contra. desta vez, todos enalteceram o valor da negociação como algo vantajoso para a França.

LM
Visitante
LM

Prezado Amigo Flal,

Não disse que o blog viciava?! rsrs

Estava esperando que você comentasse nesse post. Você que é oficial submarinista já esclareceu ai em cima,dessa forma, não preciso comentar.

Abraços!

Djba
Visitante
Djba

Caros Amigos,

Acho que qualquer país (França ou Alemanha, se tivesse ganho) europeu tem de comemorar e muito um negocio como este, principalmente em plena crise econômica global.

ARCANJO
Visitante
ARCANJO

Caros defensores do acordo com os franceses. Se o negócio é tão fantástico, porque então não fazer uma licitação de técnica e preço como todas as marinhas modernas do mundo estão fazendo? Que tal seguir o exemplo da FAB. Especificações prévias, propostas técnicas detalhadas, propostas de preço, tudo dentro do que for exigido. Qual o problema, porque se foge tanto disso? E se foge com os pretextos mais nanicos possíveis. Algum medo de que o fantástico SCORPÈNE perca mais uma de 9 a zero?? Ninguém aguenta mais tantas “explicações”, vamos para a DISPUTA, aberta, limpa sem conversa mole. Ou será… Read more »

Wolfpack
Visitante
Wolfpack

O que tenho a dizer é deve ter sido muito traumático a convivência da MB com a HDW nestes tempos, para agora se pagar dez vezes mais por um submarino equivalente. Vejo por outro lado, a MB deve ter suas razões bem claras para acabar com o acordo Brasil Alemanha para desenvolvimento de submarinos.

Wolfpack
Visitante
Wolfpack

Não o U214 não são uma evolução dos U209 mas sim dos U-Boats.

Wolfpack
Visitante
Wolfpack

Os alemães não sabem perder. O jogo já acabou e não adianta colocar este tipo de informação na imprensa leiga brasileira e esperar que agora depois de qquer escandalo a MB volte atrás e compre o U214, um sub que parece brinquedo da Disney. Se ser operado por muitos países é critério de escolha para compra de armamentos, então deveríamos ter AK47 T80 RPGs Mig21 ou F16 na FAB… Por favor! Têm que ter paciencia…