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Nota da Marinha sobre a construção de submarinos

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Em relação à matéria “Um negócio ofensivo”, publicada em 23 de julho de 2009, na qual é abordado o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, a Marinha do Brasil (MB) esclarece os seguintes aspectos:

“A IMINENTE submissão do governo Lula à exigência francesa, para a venda ao Brasil de quatro submarinos convencionais, não só da construção de uma nova base naval paga aos vendedores, mas até de que a obra seja entregue à empreiteira Odebrecht, compromete mais do que a moralidade governamental, sempre duvidosa nos negócios. Implica, antes de tudo, a sujeição a um desrespeito ofensivo à soberania brasileira por parte do governo francês, representado pela estatal Direction des Constructions Navales.”

As construções de um estaleiro que atenda aos requisitos tecnológicos e ambientais essenciais, para que nele se possa construir um submarino de propulsão nuclear, bem como de uma nova base naval capaz de abrigá-lo, constituem necessidades apresentadas pela MB desde o final dos anos 1970, quando deu início ao seu Programa Nuclear.

Dessa forma, considera-se equívoco atribuir tais construções à hipotética exigência francesa. Essas obras são necessárias porque os referidos requisitos não são atendidos, hoje, por nenhum dos estaleiros existentes no Brasil. A atual base de submarinos, por exemplo, localizada no interior da Baía de Guanabara, junto à ponte Rio-Niterói, sequer tem profundidade junto ao cais para permitir a atracação de um submarino desse tipo, além de não atender aos requisitos ambientais que se impõem.

Da mesma forma, consiste, no mínimo, exagero, dizer que houve imposição de entrega à empreiteira Odebrecht. Na verdade, existe transferência de tecnologia nessas construções e, como não seria razoável uma empresa francesa executar obras civis no Brasil, houve necessidade de a Directions des Constructions Navales (DCNS), que opera legalmente como empresa privada, associar-se a uma construtora brasileira, para esse mister.

A escolha da parceria com a Odebrecht obedeceu a critérios exclusivos da DCNS, tratando-se de livre associação entre duas empresas privadas. A pergunta que cabe é: que argumentos teria o Governo Brasileiro para recusar a contratação de um consórcio do qual faz parte a Odebrecht?

“Além da compra de submarinos contestados, em um pacote já estimado em dez vezes outras propostas (“O Globo”, 12.jul), a exigência francesa retira do Brasil o domínio de uma obra militar sua e em seu território. Com isso, o Brasil perde o controle dos custos, reajustes e outros expedientes das empreiteiras, e perde os segredos convenientes a uma base militar que se pretenderá estratégica.”

As afirmativas mostram falta de maiores esclarecimentos sobre o assunto, resultando, aparentemente, do uso – sem contestação – de matéria publicada no jornal “O Globo”, edição de 12 de julho. A assertiva de que se possa estar negociando “um pacote já estimado em dez vezes outras propostas” não condiz com a realidade dos fatos.

Caso a MB tivesse sido consultada antes da edição da matéria, ficaria claro que o apresentado como “outras propostas” diz respeito à proposta alemã, referente à construção de, tão-somente, dois submarinos convencionais (isto é, com propulsão diesel-elétrica), que em nada se assemelha ao pacote em questão.

Por outro lado, a proposta francesa inclui quatro submarinos convencionais, com respectiva transferência de tecnologia de construção; a transferência de tecnologia de projeto de submarinos, inclusive de seus sistemas de combate; o projeto e a construção de um submarino de propulsão nuclear; o projeto e a construção de um estaleiro dedicado à fabricação de submarinos de propulsão nuclear (e convencionais) e de uma nova base naval, capaz de abrigá-los.

Considerar tal pacote como “estimado em dez vezes outras propostas”, com certeza, não retrata a totalidade dos fatos.

Da mesma forma, fica difícil compreender como uma obra realizada em território brasileiro, por empresa brasileira, mediante transferência de tecnologia para a MB e para essa mesma empresa possa, em sã consciência, ser considerado como retirar do “Brasil o domínio de uma obra militar sua e em seu território”.

Também, imaginar que um estaleiro e uma base construídos por brasileiros e operados pela MB poderá levar à perda de “segredos convenientes a uma base militar que se pretenderá estratégica”,requer esforço de imaginação fora do comum.

Quanto ao controle dos custos e reajustes, o contrato de construção, ainda em negociação, vem sendo acompanhado, desde já, pelo Tribunal de Contas da União.

“Sob tudo isso perpassa um mistério: que exóticas transações intrometeram a empreiteira Odebrecht em negócios franceses de submarinos? A ponto de os levarem a planejar um negócio de dimensões estapafúrdias, que o governo Lula mostrou-se automaticamente pronto a aceitar.
É muito recomendável a dúvida entre estas duas hipóteses: a intromissão da empreiteira Odebrecht vem de lá para cá, como aparenta, ou foi remetida daqui para entrar lá no negócio e vir com ele, já sem concorrências e outros incômodos, até os gabinetes ministeriais, palácios e cofres brasileiros? Lula se dispõe a assinar o contrato com os franceses no Sete de Setembro, quando da esperada visita do presidente francês. É uma data bem eloquente, para um negócio que submete a soberania.”

Qualquer que fosse a empresa escolhida para construir esse estaleiro, as obras seriam isentas de processo licitatório, tendo em vista as características de sigilo de que, obrigatoriamente, se revestem: são plantas de instalações nucleares militares, envolvendo características que não podem ser objeto de divulgação pública. Como as obras civis de construção do estaleiro e da base serão realizadas no Brasil, somente uma empresa nacional poderá fazê-lo. Como já apresentado acima, não haveria sentido em contratar para isso, por exemplo, uma construtora francesa.

Não existem exóticas nem misteriosas transações nesse processo. Elas são transparentes e públicas até onde permitem os sigilos naturais em qualquer país do mundo, quando se trata de aquisição de equipamentos militares. Esse é um programa concebido e planejado pela MB, e não por qualquer outro país. O processo de escolha dos modelos e fabricantes de submarinos, com análise detalhada de várias opções, foi longo, criterioso, rigorosamente técnico e, sobretudo, determinado pelos altos interesses estratégicos e soberanos do Brasil.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

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CosmeBR
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CosmeBR

E essa imprensa golpista tomou no CUCA…

COMANDANTE MELK
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COMANDANTE MELK

Senhores,

eu não esperava menos da marinha, resposta clara e objetiva.
Vamos aguardar a proxima aleivosia desses arautos da imprensa nacional…

Ricardo
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To falando o tal de Janio distorce as coisas discaradamente…

andre
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andre

Me enchi de Orgulho agora!!!
Parabens a Marinha!!!!

Lucas Calabrio
Visitante
Lucas Calabrio

Prezados
Vejam a reportagem sobre a Amazônia no globo reporter.
Abraços

Harry
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Harry

Aos nervosos de plantão, que começaram a criticar o jonalista, marrom, vendido, corrupto, e depois passarem a fazer o mesmo que o jornalista, criticar o governo, PT, sem perceber plafetagem, estavam agindo que nem o jornalistazinho, entre linha “joga este projeto fora e começa tudo de novo e o Brasil que se dane”. Por Favor alguem conhece algum Partido insuspeito, para próxima eleição? Por favor alguem conhece alguma empresa com tecnologia de Sub nuclear que possa participar de uma concorrencia e que não der presentinho? Para que possamos daqui a dois anos começar tudo de novo. Marinha neles. E agora,… Read more »

Baschera
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Baschera

Pelo menos o CCSM divulgou a nota a queima roupa, de imediato.
Não obstante, parece-me que impugnou ou esclareceu, cada ponto importante da controvésia jornalística.
Quanto as comparações pretentidas por colegas, entre este negócio e outros no passado, e que em tese tem-se sempre por tráz um partido político no poder, em detrimento de outro(s)….. digo que, à noite, todos os gatos são pardos.

Para mim, este assunto está encerrado. Vigiemos, porém, para que se faça na maior e melhor lisura possíveis.

Sds.

Wolfpack
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Wolfpack

Toma… Tá divertido ver os estes jornalistas ignorantes levarem uma atrás de outra… Pessoal da imprensa vamos se interar do tema, pesquisar… Isso aqui não é uma universidade. Não é Fla x Flu.

Fernando Cabral
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Fernando Cabral

Gostei, o cara da MB disparou logo uns quatro torpedos, todos no alvo.

Roberto CR
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Roberto CR

Boa resposta, mas saiu aonde?
Em quais meios? Jornal, TV, rádio?
Saiu na Folha ocupando o mesmo espaço que o Jânio?
Se não for em todo lado não adianta muito.

Harry
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Harry

Caros, querem honestidade vamos aprender a diferenciar entre ratos e deputados/senadores na hora de votar

Francisco AMX
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Francisco AMX

Vcs acharam a explicação da Marinha convincente? EU NÃO! nem tanto ao céu nem tanto a terra, o Sr. Janio é um comprado, mas a Marinha não falou nada concreto também, poderia ter feito um referencial de valores contratados, só disse que não era bem assim… e pq esta construtora é detentora de tudo que é importante?? sempre ela, que já apareceu em tantos meios, distintos e concorrentes, da imprensa, como sendo pivô de esquemas de pagamento de campanha e propinas mais… será que não existe mais nenhuma empresa acima de suspeitas aqui no Brasil que pudesse encabeçar esta obra??… Read more »

Glauco
Visitante
Glauco

Toma Toma!!!! Marinha neles!!
Mangabera Unger dizia Qu eo governo LULA era o mais corrupto de todos os tempos e acabou participando dele rsrsr engraçado neh
enquando ele ganhava para criticar so manda xuva para noso presidente e nosso pais… agora esses “jornalistas” que se dizem informados so mostram a o que a GLOBO quer.
camla aew neh gente
ser contra no presidente, o partido do presidente é uma coisa agora ser CONTRA O BRASIL é totalmente diferente

è isso ai a MB esta de Parabéns

Noel
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Noel

Isso mesmo Francisco. O X desse acordo são os valores altíssimos, sendo assim, a MB poderia passar uma informação mais cocreta, bem sintética mesmo, do quanto vai custar o que, tipo obras civis da Base:$$$, Estaleiro:$$$, esses dois itens sem dúvida os mais polêmicos.
Creio que fazendo isso, sem detalhar, daria um mínimo de satisfação prá opinião pública, leia-se contribuintes, e dava um bom cala boca na imprensa rasteira.
Sds

Cantarelli1
Visitante
Cantarelli1

Vamos crisificar a imprensa como o chapolin fes kkkkkkkkkkkk

Wilson Johann
Visitante
Wilson Johann

Certas pessoas acessam este blog todos os dias, mas parece que não memorizam nada do lêem aqui (dizem que brasileiro tem memória curta). Em matéria não muito antiga, publicada a poucos meses neste blog, foi divulgado que o programa de submarinos substitutos da classe Collins, da Astralia, vai custar a bagatela de USS 23 bilhões, e isso sem base nova, sem estaleiro novo e sem sub nuclear. Todo mundo elogiou a Austrália, e muitos escrevem com todas as letras que aquele era um programa que deveria servir de exemplo à Marinha Brasileira. Agora estão indo atrás da conversa fiada de… Read more »

Patriota
Visitante
Patriota

Estes 17 bilhões são uma estimativa , o ministro Nelson Jobim
esta na França negociando os ultimos detalhes do contrato ou seja
as negociações ainda estão em curso.
Acredito que com a conclusão do acordo a MB poderá esclarecer
estes detalhes relacionados as obras civis de forma mais concreta .

Cantarelli1

Quando observo materias como esta publicada pela Folha de São Paulo
não sei se o que temos no Brasil é imprensa ou comitês de campanha
politica.

bulldog
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bulldog

É por essas e outras que leio o Estadão. rs

MarceloRJ
Visitante
MarceloRJ

Caro
Wilson Johann
Paravéns pelo seu post!
Acho que vc deveria concorrer ao cargo deste cidadão no jornal, seu post apesar de pequeno falou muito mas que o dito cujo jornalista tentou dizer com um monte de besteiras.
Abração

Noel
Visitante
Noel

Wilson Johann, quem são os desmemorizados a que vc refere-se??? Caso vc tenha postado referindo-se a mim, é por que vc não entendeu o sentido do que escrevi. Sei muito bem desse valor global, já apresentado pela MB; mas, não adianta eu, vc, e mais uma meia duzia de aficcionados saber disso, precisa passar prá opinião pública com mais detalhes se possível, pois se esse trabalho de comunicação social for mal feito pela MB, e ela mesma vai continuar levando “pedrada” por muitos anos ainda, além dos riscos de alteração no Projeto, ou até paralização do mesmo. Sugestão prá MB,… Read more »

Hornet
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Hornet

Patriota, É evidente que não tem nada a ver com jornalismo, com imprensa, com informção do cidadão e nem nada dessas coisas. Sua impressão está correta. Se eu fosse a MB fazia como a Petrobrás fez: abria um blog. É o único jeito de combater a imprensa corporativa e de caráter duvidoso. A MB sabe a regra número UM do jornalismo (que é ouvir as partes envolvidas antes de publicar seja lá o que for): “Caso a MB tivesse sido consultada antes da edição da matéria…” Já a Folha de SP não sabe disso. A impresa corporativa do Brasil não… Read more »

Wilson Johann
Visitante
Wilson Johann

Caro Noel, Não considere minhas colocações como uma ofensa a você. Você apenas fez referência a explicitação de valores pela Marinha, no que também concordo. Poria um ponto final de vez nesta discussão e serviria como um “porque não se cala” a esse senhor Jânio de Freitas e ao jornal que ele representa. Eu estava mesmo era pensando na matéria anterior sobre o mesmo tema, em que grande parte dos comentários dava razão as colocações descabidas desse senhor. Não se sinta ofendido, mas se assim pareceu aceite minha desculpas. Patriota, “Quando observo materias como esta publicada pela Folha de São… Read more »

COMANDANTE MELK
Visitante
COMANDANTE MELK

Senhor Wilson Johann,

concordo em numero e grau com suas palavras, só para esclarecer a MB já esta a mais de 30 anos perseguindo o sonho de contar com sub-nucleares em seu inventario…

Grato.

MarcoAntonio Lins
Visitante

Parabens!..

Parabenizo a resposta de nossa glorioza Marinha. Agora eles tem baixar a bola. Foi otimo ter se manifestado os que criticam não sabem de nada,não tem base, não tem fundamentos.

Callia
Visitante
Callia

Senhores.

a resposta da Marinha para mim é suficiente , até porque para mim não importa nem um pouco a atual experiência alemâ em projeto e construção de submarinos nucleares…esperem um pouco…que experiência?Que sub nuc alemão?

é isso senhores.esse submarino é necessário, e rápido.

qui desiderat pacem preparem belum!

Getulio - São Paulo
Visitante
Getulio - São Paulo

O debate está bom. É importante o esclarecimento, afinal o dinheiro é nosso, é no nosso bolso que vão onerar. Penso que o Francisco está certo. É preciso transparência, vai ser gasto no que? Eu digo o mesmo, quanto é afinal o programa dos submarinos? Quanto é a obra da base? Façam me o favor, dizer que a obra civil tem conteudo secreto, tecnologia a ser transferida é no mínimo piada de mau gosto. Não exite alta tecnologia em obra civil. Com relaçao ao programa dos submarinos em sí, há critica a ser feita, pois tudo parece “secreto” nas entre… Read more »

Getulio - São Paulo
Visitante
Getulio - São Paulo

Em tempo:
Comprar casco de submarino, a marinha argentina na época da ditadura militar (deles) comprou a “tecnologia~” (SIC) visando, nas entre linhas, “secreto”, segredo de estado, colocar um reator nuclear, nos submarinos TR 1700.
Moral da história, pelo menos três cascos dos cinco subs encomendados, estão até hoje nos depósitos da marinha argentina que agora o governo pretende transformá-los em IKL 209 modernizado, veja-se revista Segurança e Defesa e outros.
Em tempo 1: o jornalista em questão é pessoa séria e sempre combateu a corrupção dos governos.

Getulio - São Paulo
Visitante
Getulio - São Paulo

Em tempo 2:
Somos a favor de um Brasil orgulhoso de sua Marinha. Creio que se no acordo tivesse ficado claro que seríamos partícipes do Programa Barracuda, até eu assinaria em baixo. Do jeito que está a coisa ela deixa muita margem de dúvidas. E os aproveitadores de ocasião querem envolver o bom nome da Marinha do Brasil nestas decisões de governo onde as dúvidas estão postas pela mídia.
O ministro da defesa deveria deixar claro, pelo menos em acordo secreto, que o país participa da tecnologia do barracuda.

Getulio - São Paulo
Visitante
Getulio - São Paulo

Em tempo 3:
E os franceses deveriam no mínimo informar a mesma coisa, ter peito para dizer o Brasil é nosso parceiro estratégico no Programa Barracuda, etc. É muito dinheiro envolvido, equivalente ao Programa Apollo que custou 20 bi de dolares.

Corsario 01
Visitante
Corsario 01

E apenas para pontuar de uma forma mais educativa, e torcendo para que as pessoas leiam e entendam de vez, a importância deste projeto para o país, segue um pdf bastante elucidativo com o CM explicando o que tem que ser explicado.

Quantos aos valores, gostaria de lembrar que não se pode dar valores ainda, pois nada foi 100% assinado. Assim que forem assinados, certamente poderemos tecer comentários. Até lá, apenas chutes e ataques desnecessários sobre algo que se desconhece.

Quer dizer que 25 bilhões lá na Austrália pode?

E 17.6 aqui no Brasil, não pode? hahahahahahaha

Brasil!!!!

http://d.yimg.com/kq/groups/15900815/990795724/name/Revista%20Techno%20News%20ABR%20MAI%20-%20Comandante%20da%20Marinha.pdf

Getulio - São Paulo
Visitante
Getulio - São Paulo

Um colega do blog observou que são 17,6 BI de REAIS e não de DOLARES. Portanto reduziu-se a minha conta pela metade. O orçamento apresentado para o negócio é viável, dentro dos parâmetros. Obrigado pela observação.

Fritche
Visitante
Fritche

As pessoas tanto querem um acordo que envolva o barracuda, mas enfim, se fosse o Brasil detentor de tal tecnologia, vcs aceitariam que repassassemos a tecnologia de construção se um submarino nosso que estaria saindo do forno pelos valores especulados atualmente? Obs. Ouvi gente defendente o tal jornalista, acredito que se a pessoa realmente foste integra, teria ao menos consultado e se informado junto a MB. Obs 2. Corrupcao e sempre uma linha de mao dupla, vide o mensalao, governo precisava aprovar projetos, alguns deputados disseram que nao iriam aprovar, mesmo sendo medidas necessarias, entao o governo pagou, nao estou… Read more »

MarcoAntonio Lins
Visitante

Apenas comentario e meu pensamento. Os franceses são simples vendedores,não eles que tem que se manifestar! Honestamente não podemos mais penssar pequeno. É caro é! Sabe porque? Porque nunca fizemos uma compra de grande porte,que nos venha dar independenciaa tecnologica. Vivemos a comprar material usado,remendos.É bom para os ferro velhos dos outros paises que nos vende, que não sabem onde coloque mais; desses usados apenas tem minha aprovação são os P3-Orion,de fato foi vantagem;custo de combustivel ,horas de voô(16),grande raio de ação e bastante usados por outros paises.Pela primeira vez estou orgulhoso deste pais, tenho torcido bastante para que haja… Read more »

Getulio - São Paulo
Visitante
Getulio - São Paulo

Voltando aos números, consta da notícia anterior neste blog, que o Programa Barracuda, de seus submarinos nucleares de ataque custará, cerca de 21 BI de REAIS, ou 7,9 BI de EUROS, portanto, o preço deste nosso acordo com a França é salgado o pedagio, vejamos:

O Programa Barracuda, que compreende a construção de seis submarinos entre 2017 e 2028, no valor de 7,9 bilhões de euros (cerca de R$ 21,5 bilhões), vai gerar um grande número de empregos na DCNA, AREVA-TS, Atomic Energy Commission (CEA) e em mais de 100 pequenas e médias empresas até 2027

Getulio - São Paulo
Visitante
Getulio - São Paulo

Vide matéria de 26 de junho p.p. neste blog: França encomenda o segundo Barracuda.

http://www.naval.com.br/blog/?p=12985

Pelo valor dos 4 scorpenes e suposta transferencia de tecnologia de casco do sub nuclear, os franceses estão construindo 6 (seis) submarinos de ataque nucleares no Programa Barracuda.

Creio que negociamos mal! O pedágio é caro, e merece toda a atenção da imprensa sobre os negócios do governo. O dinheiro é público.

Getulio - São Paulo
Visitante
Getulio - São Paulo

Se tivermos que pensar grande como foi sugerido, se somos parceiros estratégicos da França, porque não participamos diretamente do Programa Barracuda? Este sim justificaria esta soma de recursos públicos. Deve ser revisto sim!

RADAR
Visitante
RADAR

acorda Sr.Getúlio….se vc fosse policial, diria a um bandido onde guarda a sua arma, e se vc vai comprar mais munição para ela? hum…cara nada cai do céu de graça, ninguém é bonzinho, mesmo porque os franceses não estão agindo como o glorioso Roberto Carlos para “fazer um milhão de amigos” como é cantada a música… prefiro crer na ingenuidade de quem critica acordos militares desse porte, pois acho que falta noção da situação decadente de nossas FFAA, veja o triste fim dos tanques “OSÒRIO”(considerado o melhor da categoria), e a FAB, com meios sucateados e voando com o maior… Read more »

AJS
Visitante
AJS

Poderia o Exmo. Sr. Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas, pedir escusas à Nação e aos países envolvidos na possível venda de equipamentos e ou transferência de tecnologias e para que seja visto com um maior lapso temporal, para maiores e mais aprofundadas análises, pois a Nação não tem inimigos declarados, e em caso de guerra não teremos com que nos preocupar, pois o pais é enorme e permite que se um local for atacado, a população fuja calmamente para outro, e declarar canceladas todas as negociações e tratativas para reequipamento bélico do país. Com essa… Read more »

AJS
Visitante
AJS

Caro Getúlio.
Não dá para comparar valores da época do programa apollo com gastos de hoje, o lapso temporal é muito grande e influencia.
Uma fragata Niterói custou US$ 70 milhões quando comprada.
Quanto custaria hj uma equivalente?
sds.

Wi
Visitante
Wi

Os grandes grupos de mídia “nacionais” não descansam e procuram sempre obstacularizar ao máximo projetos que promovam o desenvolvimento e a soberania do Brasil, nenhuma novidade, já que é para isto que estas empresas de mídia são pagas, a razão da existência das mesmas é defender interesses alheios aos do Brasil. Note-se que estou falando das empresas e não de seus funcionários( jornalistas),que são pagos para obedecer…os jornalistas que quiserem ser independentes, terão que ir para outra freguesia! ……. As potências coloniais européias até fins do século 19 e princípios do século 20, tiveram como política de poder a ocupação… Read more »

Ulisses
Visitante
Ulisses

AJS

Descordo

Brasil não é mais o país do futuro e nossos projetos militares estão sendo sim financiados por orgãos nacionais e não podemos fazer tudo de uma vez.

Dêem a este país uma chance!

Sds.

RADAR
Visitante
RADAR

AJS
LOUVÁVEL SUA OBSERVAÇÃO, PORÉM NÃO HA TEMPO PARA ISSO, OS “TAPA BURACOS NÃO CONSEGUEM COBRIR NEM OS PRÓPRIOS BURACOS QUE VIERAM TAPAR”, A SITUAÇÃO ESTÁ INSUSTENTÁVEL, ACREDITEM NISSO, É REAL…EXPERIÊNCIA DE QUEM TME ALGUMAS CENTENAS DE DIAS DE MAR PELA MB NA CARREIRA…

Harry
Visitante
Harry

Caro,
Getulio negociar então com quem?
Quem esta disposto a transferir tecnologia?
Desconheco algum pais que esteja vendendo tecnologia completa de Sub Nuclear
Quem fez a opção foi a Marinha dentro de criterios tecnicos de e custo, de capacidade de absorção de tecnologia, para desenvolvimento da tecnologia com assistencia dos franceses.
A França esta construindo uma aliança no Brasil, a transferir tecnologia Sub Nuclear para o Brasil.
Alem disso para quem ta achando o projeto Scopene caro, imagina o Barracuda.
Duvido que no preço do Barracuda ( por unidade) esteja incluso o gasto de anos do governo frances no desenvolvimento deste sub.
Abs

AJS
Visitante
AJS

Saudade daqueles tempos em que ao visitar os vistosos vasos da MB, contava com explicações detalhadas por parte de tripulantes, explicando em qual batalha havia o navio sido atingido, quando em guerra sob outra bandeira, ao mostratem os remendos no casco e nas torres.
Sempre de futuro.

Musashi
Visitante
Musashi

Wilson Johann, Corsário.

Assino embaixo.
Para a maioria oque vale é “hai gobierno soy contra!”, e tudo que o Brasil faz é ruim.

Harry
Visitante
Harry

Caro, Getulio alem do mais ” suposta transferencia de tecnologia de casco ” como voce diz não tem nada de suporto é concreto puro.
Esta la no artigo da Marinha
“no qual serão construídas com respectivas transferências de tecnologias, tanto de construção, quanto de projeto, inclusive de seus sistemas de combate.”
Alem do que a construção de um novo estaleiro e de uma nova base, com requisitos tecnológicos e ambientais bastante específicos.
Parceiro não confude.

Madvad
Visitante
Madvad

Pessoal,sei que é totalmente off-tópic, mas o Blog Poder Aereo tá fora do ar?

Patriota
Visitante
Patriota

Getulio Existem diversos fatores para o Programa Barracuda ter um custo menor 1- Os franceses já possuem o estaleiro para a construção de submarinos nucleares. 2- Os franceses já possuem bases para submarinos nucleares. 3- A França possue mão de obra especializada e experiencia na construção deste tipo de belonave 4- A MB teve que desenvolver seu proprio reator nuclear e este é incompativel com o casco do Barracuda. 5- transferencia de tecnologia tem seu preço , os franceses investiram varios bilhões de dolares em pesquisa e desenvolvimento durante varias decadas para chegarem aonde estão , acredite isto tudo vale… Read more »

João DS
Visitante
João DS

A SOLUÇÃO PARA O BRASIL |do blog do Prof. Hariovaldo| Mister se faz que tomemos logo as atitudes patrióticas e nescessárias: convocar de pronto o Sindacta em Brasilia, FAB e a Aviação da Marinha de Guerra Brasileira para que não permitam que o Aero-Lula invada o Espaço Aéreo Brasileiro quando da sua volta da viajem turística à Europa (O Velho Mundo, lar nobre dos homens de bons e de bens, continente onde nós, os de belos Olhos Verdes Sensuais, somos paparicados). Instalado o Governo de Fato (como em Honduras, terra de luz nesses dias), trataremos logo de empossar Gilmar Mendes… Read more »

Tonelero
Visitante
Tonelero

Deixo aos colegas o link de um texto para este frio fim de semana brasileiro. Mas atenção! Só pode ser lido por quem tem um pouco de senso crítico…

“FRENCH FIRM GIVEN UNDUE FAVOURS IN SUBMARINE DEAL: AUDITOR”
(Original da agencia de notícias IANS, via Thaindian News)

http://www.thaindian.com/newsportal/uncategorized/french-firm-given-undue-favours-in-submarine-deal-auditor_100222588.html

Saudações a todos.