quarta-feira, julho 28, 2021

Saab Naval

Brasil pagará € 3,6 bi por submarinos

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

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Despesas com projeto são objeto de polêmica e ainda não tinham sido publicamente detalhadas pela Marinha

vinheta-clipping-navalO governo brasileiro pagará, à estatal francesa DCNS, € 3,66 bilhões pelos cinco submarinos que está comprando da França. A cifra é a soma do custo da construção do casco do primeiro submersível nuclear do País (cerca de € 2 bilhões) com os quatro Scorpène convencionais ( € 415 milhões, cada um), informou a Marinha.

O total dos gastos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), porém, será bem maior – € 6.790.862.142 – , por incluir transferência de tecnologia e a compra de sobressalentes, torpedos, um estaleiro e uma base para a nova embarcação. O negócio foi acertado em 2008 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. As despesas com os submarinos são objeto de polêmica e ainda não tinham sido publicamente detalhadas pela Força.

A Marinha deu as informações por escrito, em resposta a perguntas do Estado. O custo de € 2 bilhões (R$ 5,2 bilhões) do submarino a propulsão nuclear brasileiro é maior (em valores de 2008) que o dos primeiros submarinos nucleares das classes Astute (britânico, 1,5 bilhão de libras ou R$ 4,5 bilhões) e Barracuda (francês, €1,9 bilhão ou R$ 4,97 bilhões). E menor do que o gasto dos EUA com o primeiro Virginia (US$ 4,9 bilhões ou R$ 9 bilhões).

O Brasil, porém, fornecerá o reator. Por cada um dos seis Scorpène comprados em 2004, a Índia pagaria € 400 milhões; o Chile pagou US$ 500 milhões cada, em 1997, o que hoje seria € 350 milhões. A Marinha diz que os Scorpène do Brasil serão cinco metros maiores e com maior autonomia.

“Convém assinalar que existe um custo, previsto em contrato, para a transferência de tecnologia de construção, que em muitos aspectos será diferente e aprimorada, quando comparada à nossa experiência prévia”, diz o texto. “A transferência de tecnologia de projeto de submarinos, incluindo os sistemas de combate e de controle da plataforma, representa aspecto decisivo e crucial, sobretudo pela dificuldade em encontrar parceiros internacionais que realmente estejam dispostos a concretizar tal transferência de tecnologia, o que possibilitará projetar, no futuro, os nossos próprios submarinos.”

O restante do valor do contrato será distribuído da seguinte forma: € 1.868.200.000 (R$ 4.894.684.000), pela base e o estaleiro; € 900 milhões (R$ 2,35 bilhões) pela transferência de tecnologia de projeto do submarino convencional e do nuclear; €100 milhões ( R$ 262 milhões) pela aquisição de torpedos; € 240 milhões (R$ 628 milhões) pelo chamado apoio logístico integrado (sobressalentes para os submarinos).

A Marinha espera que o submarino brasileiro a propulsão nuclear esteja pronto em 12 anos. O Prosub será pago por meio de um empréstimo de €4.324.442.181 (R$ 11,3 bilhões), a ser feito ao Brasil por um consórcio de bancos liberado pelo BNB Paribas, que será pago ao longo de 20 anos. Haverá uma contrapartida brasileira, €598.219.961 (R$ 1,56 bilhão).

A compra de submarinos pelo Brasil tornou-se objeto de controvérsia porque a empresa alemã HDW, fabricante dos cinco submarinos atualmente em atividade na Marinha do Brasil, apesar de ter apresentado uma proposta supostamente mais barata, foi preterida. Vinculada ao grupo ThyssenKrupp, que constroi no Rio de Janeiro a siderúrgica CSA em parceria com a Vale, a HDW é líder no mercado mundial de submarinos não-nucleares. O Brasil preferiu os Scorpène franceses, alegando que poderia, a partir deles, se preparar para construir o submarino a propulsão nuclear.

O enfrentamento entre as duas empresas no Brasil reedita confrontos no Chile, onde a HDW se recusou a fornecer equipamentos para o Scorpène, e na Índia.

FONTE: Estadão

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LM

Prezados,

Respondendo a pergunta formulada acima, os SBR’s e o SNBR serão armados com torpedos derivados do “BlackShark” (os mesmos que serão usados no SSN Suffrem), mísseis Exocet SM-39 e minas.

Com relação aos submarinos, estou preparando um post com parte da entrevista dada pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto para a revista Forças Armadas.

Nele está o pensamento da Marinha do Brasil sobre a escolha do Scorpène, vou mandar para o Galante ainda hoje para que ele publique aqui no blog.

Saudações

RADAR

Ivan, como militar tentarei responder suas perguntas: a)vários países, riquezas naturais são a cobiça dos homens, e por aqui tem de sobra, tanto riqueza quanto cobiça, nosso território é extremamente vasto, para que vc tenha idéia, para chegar de salvador até a área de queda da anv da air france, a fragata “CONSTITUIÇÃO”, demorou três dias em velocidade considerável para um navio de escolta, caso fosse um conflito, nossa reação estaria no atraso… b)capacidade nós temos e mão de obra também, porém o governo boicotou as ffaa durante anos, se a marinha possui um moderno sistema de enriquecimento de urânio… Read more »

nveras

Boa noite Ivan. Vou tentar responder a sua pergunta de um modo prático. Imagina que vc tem um pé de laranja no su terreno, perto do teu muro. O teu vizinho, por cima do muro, está de olho naquelas lindas laranjas e já está pronto pra pular o muro quando se lembra que vc tem um baita pastor alemão, ou melhor, francês. Ele imediatamente muda de idéia e pensa:- Ah! Se ele não tivesse cachorro eu tava comendo laranja agora. Entre países, o pensamneto é o mesmo. Forças Armadas se tem para não precisar mesmo. Se precisar, é sinal que… Read more »

Thiago

Nossa essa novela dos submarinos está me enchendo o saco já viu…
Poxa fazem décadas que o projeto se arrasta e fico feliz quem há uma luz cada vez mais brilhante no fim do túnel.
Espero que esse contrato seja assinado o mais rápido possível.
Interessante o fato do submarino ser 5 metros maior, o que poderia acabar com a tese de que o scorpenne é pequeno de mais para levar um reator nuclear. Ou não??
Valeuu

Noel

ivan em 22 Ago, 2009 às 21:07
Não vou responder suas perguntas, mas sim sugerir, SEM IRONIA como vc mesmo escreveu, que acompanhe os três Blog’s, e dentro da sua disponibilidade de tempo, de uma olhada em matérias anteriores, e creio que, em médio tempo, vc mesmo tirará suas conclusões, e sem intermediários, e some a elas, o resumo do Hornet que, como sempre, já ficou de bom tamanho.
Sds

RADAR

Uma ressalva ao item a):

a fragata constituição, só chegou depois de três dias não por causa de ser um navio com 30 anos( tem seus sistemas operacionais bastante modernos, e turbinas combinadas com motores que lhe proporcionam velocidade igual á dos escoltas de seu porte no mundo todo), mas sim por não existir uma base naval de grande porte na área do norte e nordeste brasileiro…
sds

Ricimer

Após ter acompanhado a carreira de vários engenheiros de altíssimo nível que se formaram na EN e em seguida pela POLI-USP, deixei de acreditar que a gestão de tecnologia na MB seja feita por pessoas que conhecem a importância do talento individual na área técnica. Ví muita competência ser desperdiçada, muito esforço abandonado, e engenheirs que hoje estariam no auge de sua capacidade técnica indo para a reserva, para a PF, Receita, todo lugar, menos onde melhor poderiam contribuir para o aprimoramento da MB. É normal que não-especialistas sejam incapazes de compreender que as qualidades necessárias em um engenheiro de… Read more »

Nunão

Ricimer e Hornet, ótimos comentários.

Um objetivo distante e complexo para se atingir, como o Submarino Nuclear, depende de boas doses de realismo por um lado e de otimismo por outro. Vocês deram uma pincelada nos dois lados com bastante inteligência.

João Curitiba

Caro nveras A tua analogia com o baita pastor alemão, ops, francês, foi muito elucidativa. O Hornet, ao contrário, como é PHD, escreve muito difícil para nós mortais: “No entanto, se uma força quer se lançar a outros patamares tecnológicos e desenvolver novos e modernos meios, precisa saber que terá mais gastos. E a nação (o Brasil) precisa pagar esta conta se quiser se lançar a outros patamares no jogo de forças da política internacional. O que está em questão é muito mais que um “simples” submarino (mesmo que nuclear) para a MB. E essa decisão, de jogar este jogo… Read more »

ivan

Amigos,

Obrigado pelas respostas detalhadas, especialmente do HORNET e RADAR. Mostraram conhecimento e cortesia. Mas TODAS as respostas até o momento foram boas e SEM IRONIA. Fico chateado quando pergunto alguma coisa a sério e recebo ironias como resposta. Mas não foi esse o caso aqui. Então parabenizo nossos amigos pelo conhecimento e cortesia!

Roberto CR

GUPPY em 24 Ago, 2009 às 11:44 “Um lembrete: Agora é ‘Ensino Médio’ e não ‘Segundo Grau’.” rsrs… rapaz, eu não consigo falar, ou escrever, Ensino Médio, Fundamental ou Educação Básica. Tive de me policiar pra escrever estas linhas agora… rsrsrs… de qualquer forma, com ou sem LDB, o que o Hornet citou é correto. Não temos base educacional formal digna desse nome. Quando saiu a LDB (1994?) a idéia era começar a reforma pelas universidades (a meu ver um erro tremendo), mas a coisa não andou. O resultado é a contínua concentração dos poucos e mal formados recursos cognitivos… Read more »

RoLoUcO

acho que não existe mais duvidas neste projeto,que ele e timo para o Brasil, só espero que tenha inicio logo!

Hornet

Ivan não sou militar, e vou dar a minha opinião a respeito de suas perguntas do ponto de vista de um civil, ok? “a) do ponto de vista Diplomático, POR QUE precisamos de Forças Armadas modernas?” teria várias respostas, desde o fato de o Estado ser o único que pode (constitucionalmente é o único, na prática nem tanto) deter o monopólio sobre a força, sobre as armas. O Estado moderno se constituiu assim no século XIX, e ainda hoje fuciona assim. Até o fato de os Estados Nacionais, tal como existem hoje em dia, atuam basicamente em duas direções em… Read more »

Hornet

Nunão,

mas é claro, estou fazendo apenas uma sugestão de enfoque…longe de mim querer direcionar as discussões aqui no blog. Sigo, como sempre fiz, na discussão que estiver sendo feita, sem problema algum…

abração de novo

Walderson

Caro amigo Ivan, não ligue para os irônicos. Tem uma galera aqui que se acha a última coca-cola do deserto, mas tb tem um pessoal muito gente boa e que quer ver o blog crescer e se transformar muma referência, maior do que já é, em assuntos militares. Quanto às suas perguntas, vejamos se podemos dar uma contribuição: 1) do ponto de vista Diplomático, POR QUE precisamos de Forças Armadas modernas? como foi falado, temos muitas recursos naturais que valem o peso em ouro. Se não temos FAs modernas e equipadas, pode ocorrer de o vizinho ficar de olho grande… Read more »

Djba

Caro Hornet,

Concordo plenamente que as Universidades precisam serem repensadas e reorganizadas a fim de se melhorar o que é investido. Realmente aqui na Bahia as áreas mais desenvolvidas são das Ciências Biológicas,a qual eu pertenço, e embora não tenha tanto temo quanto você a conheço de perto a 8 anos como docente. Realmente existe um abismo entre o sul, sudeste em relação as demais regiões do país mas isso precisa ser corrigido se quisermos uma nação melhor.

Forte abraço

Nunão

Pois é, Ricimer, minha linha de pensamento é bem parecida com a sua. A evasão de pessoal que custa milhões em treinamento, fora questões como dedicação pessoal, da Força etc é algo que precisa de uma atenção ainda maior agora. E se for fazer a lista de todos que precisam ser treinados para esse projeto, desde quem vai projetar, construir, manter, até quem vai operar, tripulações extras, novos cursos etc, dá até um frio na barriga. Hornet: como já coloquei no comentário mais acima, não me alinho entre os pessimistas, sou um otimista empedernido até, embora não militante. Já fui… Read more »

Ricimer

Nunão, penso como você. Parafraseando FP, Deus quer, o otimista sonha, o realista faz e o pessimista protege. Quanto melhor se conhece o papel de cada um nesse time, tanto melhor a estimativa do que é fantasia, realidade e precaução. Nessa discussão minha meta é lembrar que quadros técnicos inchados não substituem talento individual e que o pessoal de carreira da MB tem uma formação de alto-nível e específica, que fica oculta quando se discute questões da área técnica. Castor, oficias de carreira engenheiros não são mão-de-obra especializada no sentido usual. São profissionais com experiência única, com muita capacidade intelectual,… Read more »

Robson Br

Como os fatos estão ficando mais claros está ficando muito melhor.

Alexander

Os scorpenes virão com AIP ?

Hornet

Pois é, Robson BR…nada como o tempo pra clarear as coisas… Eu sempre achei que os problemas dos submarinos eram dois: primeiro, a falta de verba crônica na década de 90; e agora, mais recentemente, a falta de informação por parte de seus detratores. Falta de informação crônica também. Embora muita informação correta estivesse disponível para quem quisesse ver. Mas quando não se quer ver, não tem jeito. Mas também sabia que era uma questão de tempo para que as coisas ficassem no seus devidos lugares. Ainda não estão totalmente; não duvido que o Globo, o Jânio de Freitas e… Read more »

FN

Só digo parabens a nossa marinha… é isso ai

Wolfpackback

Estes Alemães nunca mais venderão um vw velho para a Marinha do Brasil…. A carapuça caiu…. ================ FOLHA SÃO PAULO 22/08/2009 Derrotadas são as que se opõem a acordo, diz Jobim DA COLUNISTA DA FOLHA O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que as reações contrárias ao acordo Brasil-França para a construção de um submarino de propulsão nuclear partem de “lobistas de empresas derrotadas”. Apesar de ele não ter citado nenhum país, assessores seus atribuem as acusações ao lobby alemão. Segundo Jobim, o contrato com a França será assinado no dia Sete de Setembro e significa a compra de… Read more »

F-15

Alguém sabe me informa que torpedos vão ser adquiridos e qts unidades é possível comprar com esses €100 milhões?

latino

BOA agora vai …

não vamos cometer os erros da INDIA ;;;nem reator nuclear tem o novo INS Arihant

Lucas

Parabéns, a Marinha Brasileira atravéz de seu centro de comunicação social por ter dado detelhes sobre a compra de novos submarinos e o custo da Transferencia de Tecnologia,logística,armamento,etc.
Sendo assim, basta espererar o dia 7 de setembro para comemorar,heheheheh.

luciano

Quanto dinheiro ja foi gasto com esse projeto do subnuc, desde o começo? Depois de pronto, dever ser dispendioso manter ele. penso que deveria ter sido melhor a marinha ter adquirido subs convencionais ao invez de insistir no nuclear. com a grana desse contrato, quantos subs com aip , poderiamos ter comprado??

DjBa

Parabens a Marinha pela ousadia em lutar por um projeto desta envergadura e rebater de forma consistente as críticas apresentadas pelos leigos e pela imprensa que defende os interesses dos derrotados. Sub alemão no Brasil já era, morreu. Somente os existentes até derem baixa. Ademais vamos sim, continuar cobrando explicações e cobrar para que o país finalmente dê este grande passo de uma verdadeira nação que aprenda a projetar e desenvolver tecnologia que bem lhe convem.

ivan

Amigos, Gostaria de saber 3 coisas. SEM IRONIA. Não são perguntas para responder bravos ou irritados. Sei que há muitos militares aqui, mas acho que demonstrarão cortesia e inteligência Perguntas: a) do ponto de vista Diplomático, POR QUE precisamos de Forças Armadas modernas? Sei que o Chile tem suas brigas com Peru e Argentina, os “hermanos” tem suas diferenças com o Reino Unido, a Colombia com Equador e Venezuela. OK. Certo. Eles precisam manter um certo equilíbrio militar para fazer frente as questões diplomáticas. Mas num período razoável, de alguns anos, QUEM seriam nossos potenciais inimigos? b) pelo que entendi… Read more »

Ricardo

Ivan

Precisamos sim ter como nos defender, vide o caso da Guerra da Lagosta, se não tivéssemos o mínimo que tínhamos na época a França ( que ironia ) teria continuado a pesca predatória em nossas aguas

Tecnologia se aprende tendo invertimoentos, temos sim tecnologia, mas tem que ser refinada, um exemplo é a proa dos SUBs que é mais complicada, isto precisamos dominar, o resto ja sabemos com os Subs alemães… Vide tambem a Barroso, saber, sabemos o que falta é recurso e investimento.

Não temos o suficiente

[ ]´s

Challenger

Não sei se existe no Brasil um Estaleiro para contruir Navios de grande porte, como os Northrop Grumman (EUA)ou o DCNS (França) e Hyundai (Korea) mas depender só do AMRJ, e da Emgeprom, para construir nossos navios foi um erro.

Um Estaleiro privado, é a melhor solução.

LM

Prezado Ricimer,

Excelente comentário!

Saudações

Hornet

Desperdício de cérebros é a nossa maior especialidade. Sei bem como funciona e até, de certo modo, sinto na pele isso. Entretanto, a questão, ao meu ver, é um pouco mais complexa. Quando não se tem um projeto para se trabalhar ou quando não se tem locais (centros de pesquisa, universidades ou mesmo um projeto militar como esse da MB) para absorver essas especializações, ocorrem coisas como evasão de cérebros, ou, pior, situações de não aproveitamento total dessa qualificação na área de sua qualificação. Tenho um grande amigo, doutor em física quântica (ótica quântica) pela UFScar, e com pós-doutorado pela… Read more »

DjBa

Hornet, como sempre você apresenta excelentes comentários. Só gostaria de acrescentar que o desenvolvimento de um projeto como o do SUBNUC abre novas pespectivas para áreas como Matemática, Física e a Engenharia de um modo geral que que é quem implementa na prática a teoria desenvolvida. As áreas mencionadas ficaram relegadas nos últimos anos a planos inferiores a outras áreas do conhecimento. Mas precisamos lembrar que uma nação para torna-se um grande player do senário internacional precisa de conhecimento da todas as áreas inclusive a da área tecnológica. Alguns anos atrás conversando com uma pessoa da administração central de uma… Read more »

Hornet

João Curitiba,

hahaha…é verdade!

Bastava dizer isso: contrata uns caras de primeira, senão não sairemos nunca da segundona…kkkkk

abração

Hornet

DjBa, vc tem razão. Os cursos de física apresentam um dos maiores (senão o maior) indices de evação de alunos. Embora aqui no sul-sudeste essa evasão não seja tão grande quanto no norte-nordeste. De qualquer modo, ainda assim temos físicos em grande quantidade. No IFT (Instituto de Física Teórica) da Unesp, bem como nos Institutos de Física da USP, da UFRJ e da Unicamp temos a nata da física do Brasil, com padrão internacional etc. No nordeste eu sei que temos a UFPE, como um centro de excelência na área de física. Mas que eu saiba, se resume a Pernambuco… Read more »

Hornet

Nunão,

valeu!

Não temos mais o “privilégio” de sermos pessimistas no Brasil. Não há mais tempo para isso.

abração

Hornet

DjBa, só mais um complemento: física, matemátia, química (assim como história, geografia, letras etc.) foram jogadas na lata do lixo, no Brasil, devido ao desprestígio da educação e do professor de segundo grau. O sucateamento da Educação pública ocorrida nos últimos 20 anos, com políticas educacionais totalmente irracionais (o Paulo Renato, ex-ministro da Deseducação, deveria ser preso e condenado a forca se este país tivesse um mínimo de bom senso…hehe) é a grande responsável disso. Entretanto, eu consigo diferenciar o padrão escolar do alto nível das universidades nesta questão. O padrão escolar é lamentável…está melhorando um pouco, mas ainda é… Read more »

Nunão

Hornet, eu me considero um otimista quase incorrigível, só tento não ficar hipnotizado com planos que precisam ser vistos com, no mínimo, uma boa dose de realismo. Creio que há espaço para pessimismo, sim, desde que calcado na realidade e não no complexo de inferioridade (o que vc chama de Hiena Hardy). Porque também não podemos nos dar o privilégio (aliás não exatamente “nos” dar) de gastar tempo com aventuras. De resto, há espaço para pessimismo, realismo e otimismo quanto ao SubNuc. Todos os três são necessários para concretizá-lo. A dose certa de cada um deve aparecer a cada etapa… Read more »

Baschera

Bom parece que agora vai…. no entanto, me preocupa a continuidade destes projetos….. méritos a este atual Governo, mas os próximos, em se tratando de Brasil…..
Por isto, acho louvável a iniciativa de alguns políticos de visão, em transformar o assunto “FFAAs” em projeto de Estado, indispensável para a consolidação da END e consequentemente dos PEA das FFAAs.
Torço para que se aprove tal dispositivo e que se dissocie de vez o assunto, de meras e episódicas compras de material bélico, para investimento em P&D, construção, fabricação e manutenimento autóctone das FFAAs.

Vamos em frente BRASIL !!!

Sds.

Nimitz

Enquanto não houver um percentual mínimo a ser investido nas Forças Armadas anualmente, fica difícil.
Construir submarino nuclear enquanto falta comida, uniforme e munição nos quartéis, é surreal.

Hornet

caro Nimitz,

não sei se vc tem acompanhado as últimas notícias, creio que não, mas o presidente enviou ao Congresso uma proposta para manter um percentual fixo de verbas para a MB. Isso também faz parte do novo alento que as FAs estão tendo.

abraços

KURITA

Grande besteira , com a parte do sub nuclear daria pra adquirir mais 3 sub convencionais

KURITA

E tem mais vai ser igual ao vidamardita , vai ficar parado a maior parte do tempo para a manuntenção

DjBa

Caro Hornet, se você fosse Baiano diria que era um cabra arretado! Rs….rs, Traduzindo, tá com as pontas dos dedos afiadas no teclado para as respostas sobre as diferentes posições colocadas pelos foristas no blog. Nada como termos uma discussão mais madura nas questões que visam torna o Brasil uma Nação em sua plenitude. Quanto a pesquisa na área de Física, aqui na Bahia, limita-se principalmente a UFBA que até possui um centro de estudos nucleares, não sei a quantas anda, o que é muito pouco quer seja aqui na Bahia ou no restante do Nordeste. Se você souber de… Read more »

Hornet

DjBa, hehehe…fiz um curso prático em subs nucleares, estou sabendo tudo de subs nucleares agora…kkkkkk Sei mais ou menos como funcionam as coisas nas universidades brasileiras e aí na Bahia também. Estou na vida acadêmica já faz mais de 20 anos e conheço um pouco a UFBA, já estive aí algumas vezes. O problema está na maneira como se criou o nosso sistema universitário, isso lá nos primórdios. Ele foi criado baseado em “divisão de tarefas”: existem as universidades que pesquisam e levam a pesquisa de ponta; e outras que se especializaram no ensino, na licenciatura. Aí na Bahia, o… Read more »

anonimo

Hornet,
“O que está em questão é muito mais que um “simples” submarino (mesmo que nuclear) para a MB. E essa decisão, de jogar este jogo ou não, é também da nação”
tua colocação diz tudo. Muitos aqui não conseguem “ver” isso.
Trata-se de galgar o generalato das nações.
[]s

Ricimer

Não é função da MB defender o oceano de profissionais mal-aproveitados pela economia brasileira. É responsabilidade da MB empregar com o máximo de critério os profissionais sob seu comando. Por ser uma grande instituição a MB tem claras limitações nesse aspecto, como tantos colegas têm reportado. A idéia de que métodos de administração não tenham impacto significativo na evasão de pessoal não condiz com a realidade. Mesmo que fosse fato, caberia à instituição investigar com seriedade as causas dessa evasão (em um número restrito de casos a MB realiza investigações desse tipo). O que nunca se deve assumir é que… Read more »

Castor

Ivan, Hornet e Ricimer Ivan, vou tentar complementar a resposta do Hornet dom alguns comentários, embora isso seja quase desnecessário. Porque precisamos de FFAA? No conceito da ONU, uma nação, para ser considerada nação, tem que ter: povo, território, um sistema de governo, uma representação diplomática e capacidade de se defender. Para dizer a verdade, as Forças Armadas são um instrumento de diplomacia. Não se esqueça da definição mais usual para o fenômeno “guerra”, dada por Clausewitz, “a guerra é a continuação da diplomacia, com o emprego de outros meios”. Esses outros meios são a aplicação das forças armadas. Todos… Read more »

Hornet

Nunão, Pra variar, só vi seu comentário agora…(estava conversando com o amigo da Bahia e acanei “pulando” seu comentário, mil desculpas de novo) Quando eu disse que não havia mais tempo para pessimismo, me referia a outras questões, não necessariamente ligadas ao sub. Questão mais ligadas à necessidade de se construir um Brasil sem a alma colonizada, que é a origem da síndrome de “vira-lata”. Mas enfim… claro, entendo seu ponto de vista. Mas qual é a realidade? A conclusão do projeto para daqui 12 anos, como diz a MB, ou a conclusão do projeto (se houver) para daqui 20… Read more »

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