domingo, junho 26, 2022

Saab Naval

DCNS recebe contrato para manter navios da Marinha Francesa

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Forbin - foto Poder Naval

Contrato, no valor de 310 milhões de euros, engloba a manutenção de 27 navios, por períodos que variam entre 4,5 e 6 anos

A DCNS informou que recebeu três contratos, num valor total que ultrapassa 310 milhões de euros, para serviços de suporte para 27 navios da Marinha Francesa. O primeiro contrato refere-se a 22 navios da “linha de frente” da Marine Nationale, por um período de seis anos. O segundo, engloba 4 navios, dois de assalto anfíbio e dois de projeção de força, por um período de quatro anos e meio. E o terceiro, refere-se a somente um navio, utilizado para rastreamento de mísseis, o Monge (por seis anos), que na verdade pertence ao Ministério da Defesa, embora seja tripulado pela Marine Nationale.

O “contrato das fragatas”

Trata-se do primeiro dos três contratos, que compreende maior quantidade de navios e que tem o maior valor: 270 milhões de euros. Inclui serviços nas embarcações e em seus sistemas de combate, a serem realizados no estaleiro de Brest, no Atlântico, e de Toulon, no Mediterrâneo. Um quarto do total do orçamento desse contrato está destinado à atualização / manutenção dos sistemas de combate dos navios (incluindo sistemas de lançamento de mísseis, torretas do armamento de tubo etc) e modernização de equipamentos e sistemas diversos.

Os navios do “Contrato das Fragatas” são o porta-helicópteros Jeanne d’Arc, as fragatas antisubmarino tipo F 67 De Grasse Tourville, as fragatas antisubmarino tipo F70  Dupleix, Montcalm, Jean de Vienne, La Motte-Picquet, Georges Leygues, Primauguet Latouche- Tréville, fragatas antiaéreas Tipo F70 Cassard e Jean Bart, as fragatas de defesa aérea tipo Horizon Forbin e Chevalier Paul, além das fragatas de patrulha (avisos) Tipo A69 Commandant Bouan, Commandant Birot, Enseigne de vaisseau Jacoubet, Commandant Ducuing, Lieutenant de vaisseau Le Hénaff, Premier maître l’Her, Commandant Blaison, Commandant l’Herminier Lieutenant de vaisseau Lavallée.

O “contrato dos TCD/BPC”

Este contrato refere-se aos dois navios de assalto anfíbio tipo TCD (transport de chalands de débarquement – transporte de lanchas de desembarque) Siroco Foudre, e aos dois navios de projeção de força tipo BPC (bâtiment de projection et de commandement – navio de projeção e de comando) Mistral e Tonnerre, e deverá ter uma duração de quatro anos e meio. A DCNS deverá prover serviços de manutenção referentes aos pods azimutais (pods direcionais de propulsão, contendo motores elétricos individuais), radares de vigilância 3D MRR da Thales e sistemas de comunicação de alta velocidade.

FONTE: DCNS FOTOS: Poder Naval

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Leonardo

A Forbin é uma das mais bonitas que eu já vi. 🙂
Que venha logo a escolha dos navios para a MB!

Jonas Rafael

Ué, O Jeanne D’Arc não ia dar baixa por esses dias? Ou trata-se de outra embarcação que ostentará o mesmo nome?

marujo

Obrigado pelo esclarecimento, Nunão.

marujo

Se viessem o Foudre e o Siroco já estava bom demais. Assim, aposentaríamos o Ceará e Rio de Janeiro.

Nunão

Marujo,

Desconheço qualquer iniciativa de descomissionar as classes que você citou. Creio que o motivo de não estarem sob esse novo conjunto de contratos é por já estarem sob outros contratos.

Lembrando que, além das classes citadas e não citadas, há diversas outras na Marine Nationale.

marujo

Ficaram de fora os cinco navios da Classe Lafayete e os seis da Classe Flóreal.Serão desativados? Transferidos? Os A-69 são mais antigos que estes.

Dalton

Jonas…

A data do descomissionamento do Jeanne d´arc já mudou algumas vezes…inicialmente seria 2005, agora deverá ser 2011.

abraços

Marcelo Tadeu

Sonhar não custa nada: Sai 2 Mistral para a MB!!!

Leonardo

Eu também gosto do Mistral, acho que seria o ideal para a Marinha do Brasil e o país poderem projetar força no continente, em missões como no Haiti, e quem sabe em outros países mais distantes. A própria sugestão de um plano de uma possível intervenção em Honduras feito no blog demostrou isso, a falta de meios para se concretizar esse tipo de missão. Agora é torcer! 😉

Omega

Leonardo,

concordo, belo navio este.

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